Derrubando o muro.
Música: Halo- Beyonce
Canção ouvida no Sixty Blue: Those sweet words- Norah Jones.
Passageiros do voo 645 com destino a cidade de Nova York embarque imediato pelo portão 25.
- Esse é nosso voo Bella, vamos!- Nesse momento senti uma puxada forte em meu braço, foram poucos os segundos que demorei em reagir e perceber que Alice praticamente tinha me arrastado por todo o aeroporto. Que excesso de energia da pequena Cullen, irmã de Edward! Rosalie Hale uma bela loira com um corpo de enfartar era a terceira integrante da louca viagem de fim de semana de compras em Nova York. Era a noiva de Emmett, o melhor amigo de Edward. Pelo que parecia, essa não era a primeira vez que ela fazia uma vigem de compras com Alice já que a via saracotear por todos os lados como se fosse uma Sininho, sem dizer nenhuma palavra, só esboçava um sorriso. Devia ter acreditado em Edward, sua irmã realmente parecia um pouco sinistra por trás de sua fachada inocente.
Apesar do meu pânico de voar, Rosalie e Alice fizeram a viajem bastante divertida. Alice contou um montão de piadas sobre sua estadia nos últimos dias em Nova York, as histórias atrás dos bastidores da semana de moda, e as brigas entre as modelos mais cotadas do meio. Rosalie por outro lado relatou como recusou a oferta de se tornar uma modelo e ficar com um trabalho menos caótico como o de relações públicas, realmente ela não precisava trabalhar pelo resto de sua vida se quisesse, já que os Hale são uma família muito poderosa em Illinois, que controlavam desde a indústria automotora até um pequeno canal local de Chicago. Em poucas horas conseguimos uma conexão interessante entre as três. A aterrisagem foi tranquila e ao sair do JFK um clima frio nos recebeu, claro que não era como o tempo que faz em Chicago, mas ah! Eram 10 da noite quando chegamos.
Me dirigi com minha pouca bagagem de mão até a área de taxis, quando senti alguém tocando meu ombro.
- Matt- gritei ao ver meu melhor amigo ali parado com uma jaqueta de couro café e uns jeans desgastados, tipo look de sexta. Soltei minha bagagem e o abracei pela cintura, tinha esquecido que ele tinha vindo à Nova York há alguns dias.
- Bella...! Que bom que sentiu minha falta, mas se não me soltar pode me machucar sério. - ri diante de seu comentário e o soltei.
- Que... Que está fazendo aqui? Como soube que... – eu mesma cortei minhas palavras ao ver Alice sorris junto de mim, definitivamente ela o tinha avisado sobre nossa visita à cidade que nunca dorme.
- Precisam de uma carona?- Matt sorriu para mim e recolheu minha bagagem do chão em seguida nos dirigimos a seu carro, bom não era seu carro de verdade... Era um carro que tinha alugado, já que seu adorado jeep o aguardava em casa. Alice fez a apresentação correspondente de Rosalie e Matt e nos colocamos em direção ao Waldorf que era onde tínhamos reservas. Alice ia à frente conversando amenamente com Matt enquanto Rosalie e eu íamos no banco de trás em silêncio. Estávamos para entrar na 3ª Avenida quando o telefone de Alice tocou.
- Edward que surpresa agradável!- disse Alice com voz melodiosa. Só de escutar a menção de seu nome, meu coração começou a bombear o sangue de forma mais rápida e agitada, as pernas senti debilitar-se e minha cabeça virou um pequeno carrossel. Respira Bela Swan, respira. - O voo foi tranquilo, nada para se preocupar irmãozinho. Sim, sim... todas estamos bem, sim Edward, ela está muito bem também, agora estamos no carro de Matt, chegando ao hotel.- Alice ficou em silêncio por uns segundos, pude ver pelo retrovisor como seu semblante mudou de um minuto para o outro.- Edward não se atreva sequer a... Não, não, não... está louco ou o que? Edward Cullen chega, não vou permitir isso, não vai estragar com seus malditos... - Alice havia aumentado sua voz a ponto de estar quase gritando, de que raios falava com Edward?- Não vou discutir contigo Edward, nos vemos domingo em Chicago. Adeus!
Não quis perguntar o que tinha acontecido com Alice e seu alterado telefonema e pelo que parece os outros também não queriam comentar. Ao chegar ao Hotel e enquanto Alice checava as reservas, pude falar com meu amigo afinal.
- Bella está diferente. - foi o primeiro que soltou enquanto nos acomodávamos nas poltronas do lobby do Waldorf. . Elegantes cadeiras de couro de estilo um tanto minimalista contrastavam com as majestosas cortinas que se destacavam de longe.
- Diferente? Talvez tenha engordado um pouquinho, Sue não se cansa de... - Matt negou com a cabeça.
- Não me referia ao peso querida, tem algo diferente em você. Mas não consigo reconhecer... Deve ser loucura minha, não me faça caso e melhor, me conte como está Charlie. Já teve alguma resposta dos exames que ele fez?- Minha mente congelou por um segundo, como Matt soube que ele havia acordado? Em que momento eu teria dito? Isabella, você tem um problema sério de memória!
Não é problema de memória Bells, é seu problema de aturdimento quando tem Edward por perto, Matt falou com você no dia que beijou seu celular na cafeteria do Hospital porque Edward tinha te escrito, lembra agora? Sorri ao escutar minha consciência. Vá... ela tinha razão, nem sequer prestei atenção ao que Matt falou comigo nesse dia. Raios! Nem sequer estou prestando atenção no que ele esta falando agora. Concentra-se Isabella!
- Ainda não tem resultado, mas seus progressos são melhores a cada dia. Dentro em pouco deveremos começar com a fisioterapia para caminhar. Quando volta pra Chicago?- disse voltando mentalmente à conversa.
- Tenho muito que fazer aqui Bella, tem casos específicos que precisam de acompanhamento de perto e não estarei livre em menos de 2 semanas.
- Duas semanas Matt?- perguntei com algo de decepção. Meu amigo perderia a Gala e precisava de alguém que estivesse comigo, me apoiando... "Para isso tem Edward" alguém gritou em minha cabeça.
- Sim querida, já sei o que está pensando. Matt não ira à Gala, não sabe o mal que me sinto por não poder estar ali com você não há muito que possa fazer para remediar a situação. De verdade sinto muito- inclinou sua cabeça, Matt realmente sentia muito.
- Hey não te sinta mal. Vai me fazer falta, mas suas pacientes precisam de você mais que eu e não farei uma birra que te obrigue a escolher entre seu bem estar e minha gala. Está bem, poderá nos acompanhar ano que vem- abandonei minha cômoda poltrona e me aproximei dele. Passei minhas mãos suavemente por seus cabelos loiros o que respondeu com um sorriso.
- Bella tem algo muito importante que preciso falar com você- seu olhar penetrante me alarmou. O que estava errado?- e devo aproveitar para fazê-lo aqui em Nova York, sem a molesta interrupção de certa... - ficou em silêncio como que pensando o que falar- circunstância que poderia nos chatear em Chicago.
- Incomodo em Chicago?- perguntei incrédula- Se acha que é conveniente falar aqui, vamos solte Matt, sou toda ouvidos. - me sentei no apoio de braços da poltrona dele.
- Não, agora não é o momento nem o lugar adequado para o que devo te falar. Você está cansada e deves dormir um pouco. Sei que Alice não te dará trégua.
- Tem razão, me sinto bastante cansada. Hoje foi um dia algo... Agitado- recordei nesse momento a sessão de beijos de Edward em meu escritório. Sim agitado ela a palavra perfeita para descrever meu dia.
- O que acha se conversarmos amanhã depois do almoço? Te convido a almoçarmos, há um lugar novo perto da Times Square que tem uma comida fabulosa, sei que vai adorar.
- Me parece uma excelente ideia, nos encontramos aqui às 2PM?- me levantei ao ver que Alice e Rosalie se dirigiam ao lobby.
- Perfeito, nos vemos amanhã querida. - ele imitou meu gesto, cortesmente se despediu das garotas e saiu rumo ao seu hotel que ficava a umas quadras dali.
Assim que sincronizamos nossos relógios e repassamos a agenda de compras pelo menos umas três vezes enquanto íamos para nossas suítes, Alice nos lembrou de deveríamos estar prontas às 7am se quiséssemos visitar todos os lugares programados. Entrei na suíte quase arrastando os pés, peguei minha camisola e após um banho já estava pronta para descansar.
Não me lembro de quanto tempo demorei para adormecer, mas sei que foi bastante. Minha mente tinha muito que fazer ainda, apesar do meu corpo estar em off há vários minutos. Duas coisas rondavam minha cabeça. A primeira: que era tão importante para Matt que deveria estar em outro estado e código postar para me dizer? Realmente soava como algo de vida ou morte. E segundo: o pedido de Edward, ele tinha me pedido que pensasse nele esses dias... Pff como isso era fácil, já não representava maior esforço para mim. O tinha tatuado na alma, seus beijos marcados com fogo em meus lábios e seu nome escrito com tinta indelével no mais profundo do meu coração.
No dia seguinte e com poucas horas de descanso realmente, estava pronta As 7 AM, tal como o General Alice havia solicitado. Precisava de comodidade e assim usei algo leve e casual mas mantendo meu estilo recatado e elegante, elegi um vestido muito primaveril de flores em tom verde e púrpura, com um ligeiro decote V, até o joelho, sabia que era um desenho de Michael Kors sempre me caiam bem. Usei um cinto, também roxo, dando um toque chique, além de fazer uma boa figura. Como complementos, sandálias de tiras grossas por comodidade e bolsa preta Prada, meus favoritos. Ao me ver no espelho, sorri, era o look glamoroso que me lembrava a Nova York dos anos 50.
Nos arrumávamos para sair do hotel quando Alice nos deteve, e me guiou muito sutilmente até a área do restaurante. A olhei intrigada.
- Não me olhe assim foi uma ordem expressa de Edward. Não posso te deixar sair daqui sem que tenha comido algo- sorri diante de sua resposta e só atinei em rolar meus olhos. Possessivo, dominante e bastante manipulador, assim era o homem do qual havia me apaixonado.
Um desjejum a base de frutas e cereais foi o que nos servimos, Alice e eu, Rosalie havia optado por café com torradas francesas. Cerca das 8AM, saímos do Waldorf em direção à 5º Avenida. Prada foi a primeira loja, Alice estava muito bem preparada já que sabia exatamente a que parte da loja ir. Esquadrinhou todos e cada um dos vestidos da última coleção. Fez-me provar quase 10, mas nenhum a agradava.
- Muito longo.
-Muito curto.
-Antiquado.
-Muito modesto.
-Excessivamente revelador.
- Grande.
- Pequeno.
- Não gosto da cor.
-Argh horrível.
- Alice? Podemos parar um segundo? Já não sei nem onde deixei o vestido com o qual vim. Disse brincando enquanto metia a cabeça para fora do provador.
- Não... Não se atreva a pedir que pare Bella- respondeu Rosalie enquanto dava um salto de sua cadeira e corria até o provador agitando suas mãos para logo fazer um sinal de silêncio. Rosalie se via aterrorizada, era tão ruim o que tinha dito?
- Disse algo Bella? Não consegui escutar já que estava admirando essa beleza- Alice via com olhinhos de amor um mini vestido branco muito transparente para o meu gosto.
- Não, não disse nada Alice. - Vi os olhos de súplica de Rose, logo teria tempo de pedir uma explicação sobre sua reação.
Após provar o mini vestido e outros três mais, Alice se convenceu de que Prada não era o lugar certo. Saímos direto para a Dior onde repetimos a mesma fórmula sem resultados exitosos. Não vou negar, haviam vestidos fabulosos, mas não havia nenhum que me houvesse realmente cativado o suficiente como para dizer "este é o indicado". Estava começando a desesperar-me ao ver que Chanel também não tinha o que procurávamos, sua última coleção se havia baseado em trajes para o dia e vestidos leves.
Saímos de Chanel um pouco antes do meio dia, a manhã de compras tinha sido um desastre total e eu deveria estar livre às 2 da tarde para o encontro com Matt. Alice continuava igualmente animada como quando saímos do hotel, Rosalie e eu nos sentíamos realmente cansadas.
- Versace, sei que Versace tem o que estou procurando. O atelier está a poucas quadras, vamos. - Alice se colou entre Rosalie e eu justo quando pensava perguntar a Rosalie o porquê de sua reação esta manhã.
Chegamos ao atelier de Versace depois de atravessar quase toda Manhattan e não só "umas poucas quadras" como disse Alice.
- Alice Cullen! Pensei que não voltaria a te ver por aqui em menos de alguns meses mais. Sentia tanta falta de Nova York?- um homem de aparência juvenil e de aproximadamente 1,80m recebeu Alice com um abraço quando entramos. O tipo se via enorme e realmente assustador perto de Alice.
- Desta vez só venho visitar Tom. Estamos procurando um vestido para minha querida cunha... perdão minha querida amiga Bella Swan.- disso sorridente.
- Bella swan? Da Swan Editors? Wow… que honra. Creio que tenho o vestido perfeito para você. - desapareceu uns instantes para logo voltar com um cabide e uma bolsa protetora que revestia o vestido. Cuidadosamente baixou o zíper da bolsa e descobriu a obra prima. Meus olhos não davam crédito, era realmente um vestido lindo, a cor azul marinho me cativou. Era um vestido de organza de uma só manga e um corte elevadíssimo na perna. Um cordão turquesa de entrecruzava debaixo do peito e cintura até atira do ombro descoberto, formando um decote abismal nas costas, deixando toda a pele desta exposta, não sem desmerecer o decote bastante sugestivo da frente. Era atrevido, mas sem dúvida, uma amostra de distinção e elegância. O peguei cuidadosamente e o levei para o provador.
- Bella está maravilhosa- disse Rosalie enquanto eu continuava atordoada pelo reflexo do espelho exterior do provador. Essa não era eu, nem sequer parecia eu!
- Não acha que é um pouquinho revelador?- comentei sem tirar os olhos do espelho. O decote dianteiro do vestido somado à minha grande sorte podia causar um grande caos no dia da Gala.
- Que disse! Está perfeito Bella, está linda. - disse Alice dando pulinhos de alegria.
- Tenho medo de que achem um pouco... Extravagante ou vulgar?- Alice negou com a cabeça.
- Não é vulgar Bella, é elegante. Sabe onde mora a diferença? A grande Coco Chanel dizia que "Vista-se de forma vulgar e só verão o vestido, vista- se de forma elegante...".
- "E verão a mulher"- conclui por ela. - Isso só me repetia Renée- sorri ao recordar de minha mãe, teria gostado de compartilhar esta experiência com ela ,as Rosalie e Alice haviam se encarregado de fazer sua ausência menos dolorosa nesta tarefa em particular.
- Linda, está realmente deslumbrante- escutei Tom falar ao fundo da loja- Aqui, esses são os acessórios que complementam todo o vestuário. - me estendeu uma caixa de vários compartimentos onde estavam cuidadosamente acomodados os brincos e um lindo colar.
- Este é o indicado- sorri diante da minha conclusão. Era arriscado, mas valia a pena o risco.
- Os sapatos perfeitos eu vi na Prada, devemos voltar lá agora!- disse Alice me arrastando direto para o provador.
Depois de pagar o belo e um pouco caro vestido saímos de volta à Prada. De regresso até lá, Alice se adiantou uns quantos passos para atender uma chamada telefônica.
- Aposto que deve estar falando com meu irmão. Ele faz a mesma cara de tonto quando está falando com ela- comentou Rosalie divertida.
- Sempre é assim tão... Cheia de energia?- rose assentiu levemente.
- Pode ser inclusive mais elétrica, desta vez acho que se controlou- recordei o que queria perguntar-lhe.
- De fato por que sua reação em Prada? Realmente me assustei.
- O sinto muito. Não quis te assustar, minha intenção era só te advertir.
-Me advertir de?- perguntei enquanto cruzávamos uma das ruas do baixo Manhattan.
- Verás- disse mudando o peso das bolsas de uma mão para a outra. Pelo que parece Rosalie tinha aproveitado nosso passeio pelas lojas e havia comprado várias coisas.
- A primeira vez que sai para fazer compras com Alice foi há alguns anos atrás, Esme tinha me advertido para não contradizer seu pequeno tesouro quanto às suas opiniões de moda, deveria ter escutado sua recomendação- sacudiu um pouco a cabeça e sorriu- Essa vez procurávamos o vestido perfeito para o primeiro encontro com Emmett. Estivemos em todas as lojas do centro de Chicago, vi alguns que gostei mas Alice simplesmente os descartava .Até que por volta das 5 PM e já completamente exausta me ocorreu dizer-lhe: Alice poderíamos ir para casa? Estou cansada...
-E o que aconteceu? Não vejo nada de mal nisso- comentei.
- Que isso é o piro que pode dizer à pequena Carrie Bradshaw! Ficou cerca de uma hora falando sobre a importância de encontrar o vestido perfeito para a ocasião especial, inclusive me deu uma aula sobre a história do designe, e eu só assentia escutando atentamente. Antes de terminar o dia entramos na última loja que faltava visitar e foi ali onde encontrei o mais perfeito vestido de todos. Se não fosse pela tenacidade de Alice teria ido embora chateada e nunca o teria encontrado. Mas a anã é uma Cullen tensa, tenaz e perseverante e não se detém até que consiga o que quer... você deve saber disso também, não é?- picou um olho e sorriu. Não pude senão reagir um sorriso discreto. Nenhuma das duas fez mais comentários, chegamos a Prada e encontramos os sapatos perfeitos. A Cesar o que é de Cesar, Alice realmente era talentosa nisso.
- Bom, acho que temos tudo! Só falta uma loja para visitar, amos que minha amiga Victória nos espera- disse dando pulinhos com as sacolas na mão.
Por volta das 2 PM já estávamos de volta ao hotel, em Victoria Secrets Alice praticamente tinha me obrigado a comprar desde finas e quase invisíveis tangas para o vestido de gala, até camisolas sexys para dormir. Era um redemoinho de energia que tumultuou o lugar em questão de minutos. Nem sequer percebi em que momento incluiu em minha sacola uma cinta liga branca. Nunca tinha tido uma, e era realmente bonita ainda que fosse complicado de usar. O que iria primeiro? A meia? A tanga? Imaginei que ficaria sexy, deveria ser estreado em uma ocasião especial sem dúvida. De imediato pensei em Edward, Sim...! Seria perfeito para uma noite de se...
- Bella? Hei você!- Alice agitava as mãos na minha frente, enquanto íamos para o elevador, pelo que parece tinha me perdido em meus pervertidos pensamentos. - Essa tarde programei uma sessão de spa e massagem no hotel. Haverá depilação e terapia relaxante, começa às 5.
- Certo, nos vemos no SPA às 5- disse se afastando com Rose pelo corredor que as conduzia até suas suítes.
Tive o tempo necessário para me refrescar um pouco e retocar minha maquiagem. Eram 2AM em ponto e Matt já deveria estar no lobby. Desci em seguida e confirmei minhas suspeitas, meu amigo estava embaixo. Tinha sentido tanta falta dele, e acho que o almoço seria a desculpa perfeita para contar-lhe tudo o que estava acontecendo com Edward.
-Pronto?- toquei seu ombro direito e ele se virou com um sorriso desenhado em seu rosto. Me deu um terno abraço ao qual correspondi com a mesma ternura. Um segundo depois abri os olhos depois de escutar a tosse de alguém próximo.
- Isabella boa tarde- meu deus grego estava parado na minha frente, na mesma puta cidade, no mesmo puto hotel, no mesmo puto momento que compartilhava uma amostra de afeto com Matt. Merda!
-Edw...Edward- disse em um sussurro me soltando do abraço de Matt...
Pov do Edward.
O infame aparelho telefônico foi parar no outro lado do quarto, era tanta a raiva que me atingiu que minha única reação foi lançar o celular na parede. Acabava de desligar a chamada com Alice que estava com Isabella em Nova York. Fui muito claro ao pedir à minha irmã que cuidasse de Isabella no fim de semana, o que é mesmo que fazem ao descer do avião? Estavam com o imbecil do Stone! O sangue fervia de raiva, estava realmente histérico. Agarrava meu cabelo tão forte que sem se quer me importava se isso me causava dor, caminhava de um lado para o outro do quarto com desespero. Os punhos tensos em meus cabelos agora eram acompanhados de um rosnado preso em minha garganta que lutava para sair.
"Edward está com ciúmes"
"Edward está com ciúmes"
"Edward está com ciúmes"
Cantarolava uma voz travessa em minha cabeça.
-Merda, o que está me acontecendo!- entrei rapidamente no banheiro e me molhei um pouco o tosto para me tranquilizar. O maldito estava com aminha Bella em outra cidade, e era pouco ou nada o que podia fazer. Apesar das advertências telefônicas de Alice deveria ir à Nova York e me assegurar de que o infeliz no coloque um só dedo nela. Regressei ao meu quarto e comprovei que com o golpe o celular tinha estragado. Usei o telefone do apartamento e impulsionado por qualquer outra coisa, menos alógica e a razão, liguei para a American Airlines, eram quase 11PM, ainda tinham que atender. Depois de três tentativas falhas, uma senhorita atendeu e reservei o primeiro voo da manhã do Midway às7AM, deveria chegar depois do meio dia e rezava para que nada tivesse acontecido.
Empacotei só algumas poucas coisas e programei o alarme para as 4PM, foi algo inútil já que passei a maior parte da madrugada sem poder dormir, me sentia ansioso e um pouco desesperado.
O voo correu sem inconvenientes, peguei um assento na janelão que me deu tempo de pensar sobre algumas coisas enquanto via o avião abrir caminho entre as nuvens. Recorri mentalmente o plano inicial que havia me levado até esse momento a estar me dirigindo à outra cidade. Deveria conquista Isabella, ruina- La e deixa- La miserável, mas nada estava saindo bem. O maldito plano estava indo à merda, cada segundo ficava mais difícil fingir. Essa viagem a Seattle foi especial, para que mentir? Isabella se descobria a cada instante como a mulher que jamais esperei encontrar. Doce, intrigante, simples e extremamente linda, como eu poderia odiar a alguém assim?
Sem saber por que comecei a vigiar cada um de seus movimentos já de volta a Chicago, queria saber a todo instante onde estava, praticamente me converti na sua sombra. Meu instinto protetor se incendiou no mesmo momento em que ela desmaiou em meus braços. Não vê-la no escritório nos dias posteriores foi um inferno, ela tinha se convertido na minha droga, necessitava de seu calor e de seus beijos...
Seus beijos, aquele bálsamo que dava alegria à minha alma e aos quais recentemente me descobri viciado. Era o que estava me conduzindo a semelhante loucura, Alice com certeza ficará histérica quando me vir no Waldorf, mas me arriscaria a fazê- lo. Não suportava a ideia de tê-la longe de mim. Quem diria? Edward Cullen com saudade de uma mulher.
Aquele conquistador nato, um leão selvagem e primitivo que não perdia a oportunidade de se esfregar em quantas saias atravessassem seu caminho, era agora um triste gatinho domesticado pela mulher que jurou destruir. Já nem se quer me interessava visitar Gianna, ou ligar para Jessica, Lauren ou Jane. Simplesmente nenhuma era Bella, ela tinha neutralizado qualquer tipo de atração a qualquer mulher, não me afetavam em nada. Ainda que deva dizer que a presença de Irina no dia que estava almoçando com Isabella estava aponto de me levar a um colapso de nervos. A vi entrar no mesmo lugar acompanhada de um tipinho de aspecto desalinhado e bastante desagradável. Era com esse tipo de homens com que Irina dividia a cama? Me deu repulsa de mim mesmo nesse momento.
Ela me reconheceu, claro quem não reconheceria uma beleza tão imponente como a minha! O trajeto se fazia eterno, ainda que cada km se sentia com uma bela agonia, cada veza menos metros de minha fonte deluz... Minha pequena Bella.
Atravessei as portas do hotel como uma rajada, solicitei informação sobre minha irmã, era lógico que onde ela estivesse estaria também Isabella. Me notificaram que a Srta. Cullen havia saído assim que decidi aguardar no lobby. Sentei-me a esperar com um jornal na mão, era quase 2PM.
Um aroma conhecido me invadiu, provinha do elevador. Não precisei olhar para saber que era ela que saia do mesmo. Caminhei até o lobby e a vi em todo seu esplendor, a segui com o olhar, queria surpreendê-la, mas o surpreendido resultou em sendo eu!
O maldito verme assediador do Stone estava ali, abraçando a Isabella, a MINHA BELLA! Que caralhos ele pensava! Estava pisando em terreno perigoso e eu não ia permitir que este desgraçado tocasse em algo que era MEU.
- Isabella boa tarde- tentei dizer com um tom neutro. Senti os olhos injetados de fúria enquanto a via abrir os olhos e perceber minha presença. No mesmo instante se separou dele e me perguntou o que fazia ali.
- Este é um país livre Srta. Swan, pensei em passar um fim de semana fora de Chicago e me ocorreu vir à Nova York. Aparentemente aqui um se diverte muito, não acha? – disse enquanto levantava uma sobrancelha. Meu tom era ácido e esperava que Isabella entendesse ao que me referia. O imbecil se virou e me sorriu. - Stone, que desagradável surpresa te ver aqui.
- Opino o mesmo Cullen. Pobre Alice deve padecer ao ter um irmão neurótico que a persegue por todo o país.
- Não é por Alice que estou aqui Stone- disse sem tirar o olho de Isabella.
- Em fim, espero que tenha uma boa estadia. Nós estamos saindo para comer, desculpe- Tomou o braço de Isabella e a afastou momentaneamente do meu lado. Meus reflexos foram rápidos e alcancei puxá-la pelo outro braço.
- Isabella- sussurrei aproximando de seu ouvido- Não vai sair com ele, vim por uma resposta e não vou sair sem ela.
- De que resposta está falando Edward- disse visivelmente nervosa.
- De nós Isabella, preciso que esteja comigo. Não suporto mais a espera. - contestei apertando seu braço.
- Edward eu... - suas palavras foram cortadas por Stone.
-Solte-a idiota, vai machuca- la- 0bjetou o verme com raiva.
- Solte você primeiro imbecil, ela não vai a lugar nenhum contigo. Cero Isabella?- espetei com fúria.
- Sempre se intrometendo em tudo Cullen, vamos Bella!- deu lhe um puxão para fazê- la caminhar.
- Aqui o que está sobrando é outro Stone. Solte ela agora!
- Não vou soltá- la, temos um almoço importante e coisas para conversar. Solte-a Cullen, está machucando minha amiga.
- Ela poderá ser sua amiga, mas Isabella será minha mul...
- Já chega vocês dois!- disse Isabella interrompendo- me e soltando-se bruscamente de ambos os apertos, isso com certeza iria deixar um par de hematomas- Que diabos está acontecendo? Parecem duas crianças brigando por um doce Deus! Estão armando um escândalo desnecessário, e se não se calam vou pedir que expulsem os dois daqui.
- Mas Bella...- protestou o idiota.
- Mas Bella nada...! Parece uma criança Matt, jamais tinha te visto assim. Falaremos sobre essa coisa importante que tem para me falar em casa, pois por agora não sairei contigo, já perdi o apetite... - sorri diante da resposta de Isabella, ficava linda furiosa.
- e você, Edward... Apague esse sorriso! Contigo falarei na segunda. Adeus. - Se virou e caminhou de volta para o elevador. Genial, as coisas continuavam sem me sair bem, graças ao imbecil que tinha perto de mim, tudo havia ido pro caralho. Havia planejado leva- la para jantar essa noite na Masa Tacayama, um exclusivo restaurante japonês no Time Warner Center e ter uma tranquila conversa disfrutando um bom vinho. Necessitava escutar de sua própria voz que ela queria estar comigo no mesmo nível que eu desejava estar com ela. E agora, era pouco ou nada o que poderia fazer, decidi voltar para casa.
- Contente? Arruinou meu plano- Sentia o olhar penetrante de Stone enquanto me virava para sair dali.
- E você arruinou o meu- respondi irritado.
- Sim é melhor que se vá- Comecei a caminhar afastando- me de sua insuportável presença- Volte para Chicago de onde nunca deveria ter saído.
- Foda-se. - disse antes de cruzar aporta.
Não me lembro quantas horas passei no maldito aeroporto esperando o voo. Só sei que cheguei cansado em casa às 3AM, estavahá 24h sem pregar os olhos era lógico que no domingo me levantei ao meio dia. Caminhei até a cozinha e a luz piscante da secretária eletrônica chamou minha atenção. Apertei o botão de reproduzir.
Primeira mensagem: Sábado 7 AM.
"Edward é Alice. Onde você está? Seu telefone está desligado e estou tentando falar com você desde a noite. Está mais calmo? As como não são como você acha. Ligue-me quando escutar essa mensagem."
Segunda mensagem: Sábado 4 PM.
"Edward por deus! Onde se enfiou? Liguei para mamãe e ela também não sabe onde voe está. Papai foi te procurar no apartamento e deveria ter saído. Não cometeu a loucura de Via à Nova York, certo? Necessito saber se está bem, encontramos o vestido perfeito para Bella, vai morrer quando a ver. Aguardo sua chamada."
Terceira mensagem: Domingo 9am
"Edward Anthony Cullen sei que está aí... responda! Espero que não tenha se embebedado de novo. Essa tarde voltamos para casa, há algo que me preocupa. Bella está muito calada desde ontem pela tarde, seu desaparecimento não tem nada há ver com o seu silêncio, certo? Conversaremos logo."
Pobre Alice, realmente estava preocupada. Deveria ligar para ela em seguida, liguei do telefone de casa.
- Ali?- disse devagar.
-Edward por todos os céus. Está bem? O que aconteceu? Onde está? Porque não respondia minhas chamadas? Porque está tão calado? Céus, diga algo!
- Se você me deixar falar, poderia responder suas perguntas- respondi com tom divertido- Estou bem Alice, meu telefone estragou e não tive tempo de conseguir outro. A que hora estão de volta?
-Justo agora estamos para embarcar, então não posso continuar falando. Precisamos falar de seu desaparecimento, Esme está preocupada.
- Em seguida a chamarei, passarei para te buscar no aeroporto anã. Nos vemos logo.
- Adeus irmãozinho-encerrei a chamada e em seguida chamei minha mãe. Alice tinha razão, mamãe estava muito preocupada. Tive que mentir dizendo que tinha saído da cidade a trabalho e que tinha estragado meu telefone no caminho. Não poderia dizer a minha mãe que seu filho estava tendo transtorno obsessivo compulsivo por uma mulher que o havia levado a atravessar o país.
Por volta das 6 me dirigi ao aeroporto. Na sala que desembarque vi Emmett e Jasper o irmão de Rosalie. Um pouco ridículo que ambos esperavam a mesma pessoa? A menos que...
- Edward, homem! Pensei que teria que colocar um aviso de "Procura-se" nas caixinhas de leite. Alice me ligou à noite perguntando se estava comigo.
- Parece que faço falta para muita gente- comentei entre risos- Estivemos conversando um pouco, o irmão de Rose acabou sendo um tipo bastante agradável, apesar de que os Hale são amigos dos meus pais há anos atrás eu não tinha tido a oportunidade de conhece- lo e pior ainda de conversar com ele já que Jasper vivia em outra cidade cuidando dos negócios de seus pais. Uns quantos minutos depois vimos Alice e Rosalie sair, mas onde estava Isabella? Me aproximei para pedir explicação a Alice, mas ela se adiantou.
- Já sei o que vai perguntar, a esteira ficou presa e a bagagem dela foi a última a sair. Vem ai atrás- respirei aliviado. Emmett estava a uns quantos metros de mim dando uma calorosa boas vindas a Rosalie e Jasper estava perto de mim pegando a bagagem da minha irmã e a abraçando. Hey, pausa! Havia algo aqui que eu não sabia? Só arqueei uma sobrancelha e me afastei alguns passos, minha irmãzinha estava em sua própria bolha com Jasper. Alice me devia uma explicação. Afastei o olhar deles e vi meu anjo sair pela porta de desembarque. Só tinha passado 24h sem vê- la e me pareceu uma eternidade. Quis me aproximar dela, mas ela continuou caminhando. Sim senhores... Ela continuava irritada.
- Edward vamos?- disse Alice ficando na minha frente, continuei com o olhar em Isabella. - deixe de paranoia Cullen, Matt ficou em Nova York e Bille veio busca- la- Só assenti e saímos de lá sem falar mais nada.
A caminho de casa passamos no Little Coffee Shop, uma pequena cafeteria na qual sempre íamos Alice e eu. Tive que confessá- la a verdade, depois de aguentar uma severa reprimenda de sua parte pela loucura da viagem só atinou dizer que agora compreendia a estranha reação de Isabella.
- Edward, Bella era uma completa zumbi, acredite! Chegou na hora da massagem sem dizer uma palavra, durante o jantar foi quase igual. O único momento que pareceu prestar- me atenção foi no final da noite quando mencionei que seu aniversário era em 2 semanas, mas depois disso voltou a se perder em seus pensamentos. Pensei com Rosalie que talvez estivesse preocupada com seu pai, mas já entendo qual era a razão de seu silêncio. O que não consigo entender é sua reação Edward? Acaso está com ciúmes de Matt? Não teria porque estar... primeiro Matt é seu melhor amigo, e segundo Bella não é nada sua parque tivesse armado esse escândalo.
- Está equivocada, em ambas as afirmações. - disse bebendo meu café- Matt não é só seu melhor amigo, não prestou atenção em colo olha para ela? Esse cara a deseja Alice, Deus não posso acreditar que só você não notou!
- eles são só amigos há anos Edward, tem uma conexão especial. Além do mais em que isso te afeta?-era agora ou nunca, devia dizer a alguém, e Alice parecia ser a indicada.
- Alice, sim, me afeta muito. - disse abaixando um pouco a cabeça- Eu, eu estou começando a me apaixonar por Isabella Swan- sussurrei derrotado.
Logo depois senti como internamente umas pequenas pedras caiam fazendo um barulho surdo, minhas palavra haviam provocado uma rachadura no meu muro interior, aquele muro que separava quem eu pretendia ser de quem era na realidade; o mesmo muro que separava Isabella da minha Bella. Sua base havia começado a tremer, sua forte fundação começada a rachar. Sua queda seria um desastre sem dúvida, mas o que eu poderia fazer para acabar com esse cataclismo que havia começado a acontecer dentro de mim? Nada! Sentia-me impotente pela primeira vez na minha vida.
- Sabia Edward, eu sabia! Hey, mas porque está assim?- disse tomando meu queixo e levantando um pouco minha cabeça para me ver.
- Por que não era assim que as coisas deveriam acontecer Ali, não se supunha que deveria me apaixonar por ela, e agora... não sei, me sinto perdido.
- ninguém escolhe de quem se apaixonar Edward, digo a mim mesma- foi sua vez de sussurra.
- Alice o que está acontecendo com Jasper Hale? Quero a verdade.
- Eu, estou... Bem, desde o dia do meu aniversário que estou vendo Jasper, e ummmm somos algo mais que amigos. Mas agora ele deve voltar para sua casa em São Francisco e eu não sei como... não sei como suportar essa situação Edward. Tão pouco escolhi me apaixonar por Jasper, só aconteceu e agora ele vai... - sem pensar me aproximei e a abracei. Ambos precisávamos um do outro. Estivemos pelo menos uma hora mais ali para logo irmos para casa. Jantei com meus pais, já estava por me retirar para meu apartamento quando antes de sair Alice me deteve.
- Peça desculpas Edward e faça amanhã cedo. Ela irá avaliá-lo - apenas balancei a cabeça e sai de casa. Ao chegar não tinha muito sono, então eu me conectei a web e decidi fazer uma reserva on-line para amanhã à noite no Sixty Blue, um restaurante de luxo em Chicago que se caracterizava por apresentar a Segunda feira do blues, no dia seguinte era a vez da Homenagem a Norah Jones. Fiz todos os preparativos para tornar esta, uma noite especial.
Levantei-me cedo essa segunda-feira, fui pelas suas flores e usei um dos novos ternos que Alice me obrigou a comprar semana passada. Cheguei antes de todo mundo no andar, e entrei em seu escritório. Cerca de quinze minutos, a escutei chegando. Levantei-me no momento em que eu a vi, régia como sempre.
- Edward, o que você está fazendo aqui? Você me assustou, céus! - Disse levando as mãos ao peito.
- Bom dia Isabella, desculpe não queria assustá-la. Vim pedir desculpa pelo de sábado. - Eu disse indo até ela e entregando as frésias. - Eu me comportei como um idiota.
- Como um louco, você quer dizer - disse colocando as flores em um dos vasos do escritório.
- Como um louco que não sabe o que fazer quando não tem você por perto, como um lunático que está desesperado por uma resposta - Tomei-a pela cintura por trás. - Isabella não aguento mais -. A virei lentamente e tomando seu rosto entre as mãos a beijei. O beijo foi doce como para mostrar o quanto tinha sentido sua falta, mas aos poucos ganhou força. Ela enroscou os dedos no meu cabelo e me puxou um pouco mais para junto dela. Sem perceber, acabamos perto de uma das cadeiras no escritório e nos deixei cair, seus lábios se separaram um pouco dando lugar a minha língua travessa que habilmente brincava com a sua em uma batalha interminável. Suspiros curtos vieram de sua boca, mas não havia a menor intenção dela em quebrar o beijo, ela também tinha sentido minha falta e de muitas maneiras. Através do tecido fino da roupa que estava usando pude claramente sentir seus mamilos eretos, eu precisava tocá-la.
Muito lentamente dirigi uma das minhas mãos para as suas nádegas e apertei levemente ao que ela respondeu com um gemido em meus lábios. Isso me excitou mais ainda, com minha outra mão subi um pouco seu vestido e me atrevi a explorar suas pernas. Elas eram extremamente macias como imaginei que seriam, subi um pouco mais e me encontrei com a calcinha no caminho. Ela puxou meu cabelo ainda mais, Edward "o mestre do sexo" Cullen a estava deixando louca de desejo. Com lentidão deliberada passei um dos meus dedos por seu sexo, que estava quase encharcado por causa da excitação. Não seria capaz de aguentar mais tempo sem saber o que estava sob essa calcinha minúscula que estava vestindo esta manhã, morrendo para saber quantas pessoas haviam chegado a esse ponto com Isabella. Quantos tinham tocado essa parte dela que agora era agora só minha. Eu estava prestes a arrancar com um puxão essa roupa irritante quando ela se afastou rapidamente para longe de mim.
- Não Edward. - Foi o que disse enquanto se levantava - Devo começar a trabalhar. Se você me der licença, tenho muito a fazer. - Sentou na sua cadeira e ligou seu laptop como se nada tivesse acontecido. Eu estava começando a ter minhas dúvidas, essa mulher era de ferro ou o quê?
- Hoje à noite, no Sixty Blue. Eu tenho uma mesa para dois, passo para te pegar às 8.
- Eu não disse que aceito - disse enquanto olhava para mim corando.
- Não tem problema, seu blush adorável já me disse isso. Tenha um bom dia Isabella - disse saindo do local.
Não me aproximei de seu escritório o restante do dia, a antecipação faria o encontro melhor. Saí do apartamento e como tínhamos combinado estava na porta da sua casa as 8 PM. Eu toquei algumas vezes a campainha e alguns segundos depois ela abriu a porta. Ela usava um mini vestido sem alças, prata, de tule. Estava perfeita, aquele trapo que provavelmente era de algum estilista famoso lhe caía surpreendentemente bem. Ela parecia tão delicada e tão sexy. Era curto de modo que suas pernas tentadoras poderia facilmente ser admiradas e que dizer sobre aqueles sapatos pretos, pontudos que lhe davam um ar de mulher determinada e tenaz. Tentei fechar minha boca rapidamente para que não notasse a minha emoção ao vê-la tão radiante. Silenciosamente fomos para o volvo e fomos para o restaurante.
As notas delicadas de um piano e um saxofone enchiam o ar do lugar, tomamos nossos assentos no mesmo silêncio que mantivemos desde que saímos de casa.
- Por que está fazendo isso? - Isabella foi a primeira a quebrar o silêncio.
- A que se refere Isabella? - Perguntei curioso.
-Por que você quer ficar comigo? - Disse em um sussurro
- Porque você é a mulher mais linda que eu já conheci na minha vida, e não falo só do lado exterior. Você é uma pessoa maravilhosa Isabella, forte, porém frágil. E eu quero protegê-la, eu preciso te proteger, é minha tarefa fazê-lo.
- Eu, eu não pensei Edward. Seria algo insensato, bastante incomum, para não mencionar o louco e arriscado, mas... Eu estou disposta a tentar. Sim, Edward... Aceito estar com você. - Disse forçando um pequeno sorriso. Eu respondi com um sorriso e sem mais, me levantei e caminhei até a sua cadeira onde joelhos roubei-lhe um beijo terno.
- Essas palavras doces eram tudo que eu precisava ouvir – disse me afastando dela com os olhos ainda fechados.
Ao abri-los algo estranho aconteceu, ela estava sorrindo e pela primeira vez em todas estas semanas não vi a Isabella, vi Bella... A Bella que estava lá o tempo todo e eu sempre me recusei a reconhecer, a Bella que sonhava em ter em meus braços, A Bella que eu imaginava fazendo amor, a Bella que tinha me capturado naquele dia na frente do prédio, a Minha Bella. Mais pedras foram ouvidas caindo em minha cabeça, desta vez eram maiores do que antes, o colapso era iminente. Um último empurrão e tudo teria entrado em colapso.
Sentei-me novamente e ordenou a nossa refeição, quando o garçom estava de volta com nossa comida e a garrafa de vinho, sem que Isabella percebesse dei-lhe um pequeno cartão.
Servi os copos de vinho, e propus um brinde, mas ela adiantou-se em falar.
- Pelos novos começos - disse, erguendo o copo.
- Por "este" começo. - Corrigi enquanto sutilmente batia em seu copo.
Uma voz feminina no microfone quebrou nossa bolha.
- Nós temos um pedido especial esta noite. O Sr. Cullen gostaria de dedicar uma música para a mulher mais bonita do lugar. Miss Swan isso vai para você. What did you say?
I know I saw you singing
My ears won't stop ringing
Long enough to hear
Those sweet words
What did you say?
End of the day
The hour hand has spun
Before the night is done
I just have to hear
Those sweet words
Spoken like a melody
Ela apenas sorriu e tomou outro gole de sua bebida, havia captado a dica enviada através da música. A refeição transcorreu entre sorrisos e olhares de paqueras lúdicas. Cerca de 11PM deixamos o local a caminho de sua casa, em um semáforo aventurei-me a colocar a minha mão livre logo acima do seu joelho, ela apenas me olhou e sorriu. Chegamos a sua casa alguns minutos mais tarde, o ritual de despedida na varanda foi repetido mais uma vez.
- Obrigada pelo jantar Edward, foi... - Não deixei que falasse mais. Com um beijo urgente a silenciei.
Nossos lábios se movendo ritmicamente, tinham aprendido com destreza como se acoplarem um ao outro. A tomei pelos quadris e ela se apertou contra mim. Sem querer acabamos contra a porta da frente da casa. O beijo começou a se tornar mais urgente, quase a ponto de tornar-se selvagem, meu membro se sentia como um prisioneiro dentro de minha calça. Eu coloquei uma das minhas mãos por baixo do seu pequeno vestido, e ajudei-a enroscar a perna dela na minha cintura. Que requintado que era seu toque, simplesmente perfeito. Nossas respirações estavam se tornando cada vez mais pesadas.
- Para o quarto, agora... Alguém pode nos ver aqui Edward - disse ela se afastando um pouco e abrindo a porta da casa. Tudo estava escuro lá, como diabos eu ia saber qual era o quarto. - No segundo andar, primeira porta à direita. - Naquele momento eu percebi que estava entrando em território inimigo, eu quis retroceder, mas o olhar de Isabella me disse que não seria boa ideia. Era um olhar cheio de pura paixão e luxúria, com certeza igual a que eu deveria ter.
Voltei a tomar seus lábios com os meus e agarrando-a por suas nádegas enrosquei suas pernas em volta da minha cintura. Eu não sei como eu subi até aquelas escadas sem cair, mas eu consegui chegar vivo à primeira porta no segundo andar. Abri a porta de seu quarto e mantendo a mesma posição a deitei em sua cama. Nós nos separamos por uns instantes, nós dois sabíamos que iria acontecer aquela noite naquela cama. Éramos dois adultos dominados por seus hormônios impulsivos. Juntei a minha testa com a sua para logo sussurrar-lhe:
- Bella, Bella... Minha Bella. Você é minha... - Repetia uma e outra vez
- Sua, sempre sua Edward - disse antes de morder o lóbulo de minha orelha. Ela estava jogando sujo e isso não era justo. Subi lentamente seu vestido até deixa- lo ao nível de sua cintura, sua pele branca contrastava com a minúscula calcinha branca que ela usava. Ela era linda...
Eu comecei a repartir beijos molhados por suas coxas enquanto caminhava lentamente para o meu objetivo, ao atingir o mesmo me deleitei com o cheiro inebriante da sua excitação. Eu queria prova- la, eu precisava de prova- la! Sem mais delongas, eu coloquei meu dedo em uma borda de calcinha e com um só puxão a rasguei, o escondia a mesma me deixou sem palavras. Seu sexo delicado se mostrou para mim como a mais perfeita obra de arte de todos os tempos.
Eu me aproximei dele e reparti a beijos por toda a área, deixando seu rosado botão de prazer o final. Seus gemidos um tanto calmos no início começaram a encher o quarto, ela se agarrava aos lençóis como se sua vida dependesse disso. Por acaso ninguém a tinha feito antes sentir o que era um orgasmo?
Os beijos foram rapidamente substituídos por minha língua, que habilmente lambeu cada ponto do seu sexo encharcado. Eu absorvi cada gota, era deliciosa! A vi contorcer-se de prazer e isso porque ainda faltava o melhor. Eu introduzi um dedo, enquanto os meus lábios brincavam com seu clitóris, sua cavidade era realmente apertada o que me excitou mais só de pensar como seria estar dentro dela. Ela estava prestes a gozar, eu podia sentir.
Eu queria introduzir um segundo dedo para aumentar seu prazer, mas ao fazê-lo notei um pequeno detalhe que me deteve. Minha Bella era virgem...
Tirei os dedos dela e me afastei sem dizer uma palavra, eu a olhei por alguns segundos, seus olhos refletiam pânico e confusão.
- Edw ... Edward ... Porque você parou - disse com a voz rouca enquanto se apoiava sobre os cotovelos para levantar o tronco um pouco e assim me ver.
- Por que você não me disse que você é virgem? - Seu semblante mudou, e algumas pequenas lágrimas apareceram em seus olhos.
- Não. .. Não pensei que ... Eu só... - ela cobriu o rosto caindo de volta na cama.
- Shhh, pequena. Isso não é nada ruim... - Eu beijei sua testa e eu usei o cobertor para cobrir sua nudez parcial.
- Você... Não quer ficar com uma virgem, eu... Eu entendo -. Disse enquanto escondia o rosto no travesseiro.
- Bella, olhe para mim – disse tomando seu rosto - Sua virgindade seria o presente mais especial que você poderia fazer-me, mas eu não quero que seja desta forma, não agora. Me entende? - Ela balançou a cabeça lentamente -. É tarde e temos que trabalhar amanhã, eu devo ir. Que você possa descansar pequena -. Eu saí da cama e quase alcançando a porta, ela me chamou.
- Edward, eu tenho uma pergunta. Você me chamou de Bella... Por quê? - Eu me virei e me aproximei dela, dei-lhe um pequeno beijo no canto da boca. Um barulho forte foi ouvido dentro da minha cabeça, um rastro de poeira encobriu a minha consciência e entre os escombros se via uma silhueta: era eu.
- Porque a partir de hoje à noite, o muro caiu. É tudo que eu posso te dizer, até amanhã.
Eu deixei o seu quarto e atravessei a casa no mesmo escuro no qual entrei. Entrei no meu carro me sentindo o maior cretino, eu jurei sobre o túmulo do meu avô destruir Isabella Swan, e acabar com sua dignidade. Eu seria capaz de também levar a sua virgindade?
N/T: Desculpe pela demora nas postagens, mas meu tempo é realmente escasso. O que vocês acharam deste capítulo? O que será de Edward agora?
Vamos combinar assim, se receber bastante review, volto ainda esta semana. Certo? Acho que não custa, pois se cada BBB que passa por aqui deixar um comentariozinho teremos várias reviews. Bj, Lu.
