Uau! Nem acredito e nem vocês, mas finalmente um capítulo novo e SPOILER: surpreendente. Espero que gostem. Não vou ficar me desculpando pela demora, mas cidade de interior é fogo e meu teclado estava com defeito e até trocar, já viu, né? Aproveitem o capítulo e não esqueçam de me contar o que acharam.
Capítulo 14: Revelações
Canção do Capítulo: Feels like Home - Chantal Kreviazuk
Canção da gala: Till There Was You - The Beatles.
Música ouvida na suíte: I´ve got you under my skin - Frank Sinatra
"O amor não olha com os olhos, mas com a alma".
William Shakespeare
- Essas mesas devem ficar do lado de fora, o pequeno jardim parece um pouco apagado. Acompanhadas por lâmpadas de tocha e decorações florais. - Disse, enquanto visitava o lugar. A Gala Anual da Swan Editors seria em apenas 2 dias e embora possam parecer insignificantes, estes seriam os detalhes que Renée teria observado. A montagem de toda a decoração estava pronta, só precisava de minha aprovação final. Como todos os anos o grande Chicago Civic Opera House foi o local escolhido para o evento. Meu avô amava a ópera, ao vir a Chicago pela primeira vez ficou encantado com o estilo neobarroco com que foi construída a Civic. Quando a primeira gala começou a se organizar, ele buscou uma maneira de alugar o local. Não foi fácil convencer o governador da época, mas acabou concordando. E desde então, a cada ano o evento é no mesmo lugar, no grande salão Ardis Krainik.
Fiquei satisfeita com a decoração escolhida: milhares de tulipas, margaridas, orquídeas, lírios se misturam com as estrelas de sempre: frésias da mamãe. Tules delicados com cores suaves pendiam do teto ao lado dos enormes lustres de cristal que, juntos, davam ao lugar uma sensação romântica. Cadeiras e mesas em estilo clássico, toalhas delicadas e cristais elegantes, eram os componentes selecionados para um Buffet especialmente para a ocasião. O grande palco seguiu o mesmo padrão do salão, tule e flores. Senti um nó no estômago por saber que dentro de 48 horas deveria fazer um discurso ali.
- Vamos vovô, um pouco de ajuda não vai me machucar - eu disse enquanto piscava o olho e olhava para o teto para depois continuar inspecionando o local.
Tinha passado a maior parte da manhã no Civic Opera House, avisei Angela que não iria ao escritório e que qualquer emergência me notificasse por telefone. A escapada do escritório era necessária, não queria ir lá e ver Edward depois do incidente embaraçoso na noite passada. Nunca me senti tão envergonhada como quando Edward saiu do quarto e me deixou seminua e sozinha.
Eu nunca imaginei que a reação de Edward seria a de ir embora, pensei que estar com uma virgem representava para qualquer homem, um certificado de masculinidade. Mas, aparentemente, com Edward nada era como esperado. Poderia pensar que eu era uma qualquer, que apenas em dizer SIM a Edward essa noite fosse como se tivesse pronunciado as palavras mágicas: "Abra as pernas", assim como era fácil dizer "Abre-te Sésamo". Mas Hey! ... Estava com o homem pelo qual havia me apaixonado e que muito antes de eu dizer SIM eu já me considerava sua mulher, como ele havia dito em Nova York, então eu só precisava selar o acordo com os fatos tácitos que existia entre os dois. Eu estava bastante ciente de que perderia a virgindade naquela noite e não estava com medo, ao contrário, estava curiosa por isso. Era tempo de desfrutar... De viver!
Na faculdade costumavam me chamar de Isabella "Frígida" Swan no dormitório, porque nunca viram ninguém entrar ou sair além de Matt, que também era considerado gay. O fato era que eu mantinha minha vida privada em "privado", ser a única filha de uma reconhecida família de Washington representava também guardar algum código de conduta. Definitivamente não podia dormir com quantos universitários quentes passassem pela minha frente. Foi uma conquista sobreviver ao inferno da faculdade, mas o fato de ser bem sucedida em uma parte, comprometia a outra. Era uma pária social! Eu nunca era convidada para festas de fraternidade, e os poucos amigos que eu tinha eram frios e hipócritas.
Foi justamente no meio desses quantos hipócritas que conheci James, o ser mais desprezível que já pisou a terra... A causa da minha maior decepção. Fomos colegas durante os primeiros meses, nós dividimos algumas aulas e nosso horário de almoço no refeitório coincidia. Ele demonstrou, no início, ser um cara legal, preocupado e educado. Comecei a sentir coisas por James, sentia-me bem em sua companhia. Foi por isso que concordei em ter alguns encontros com ele, saídas inocente que escondiam suas verdadeiras intenções. A farsa foi descoberta no mesmo dia em que ele propôs termos um relacionamento.
Saia da biblioteca da universidade cerca de 7 horas, era um pouco tarde, mas preferia visita-la nesse horário, pois precisava de completo silêncio para estudar para as provas finais, a matéria era complicada, se tratava do período da Renascença e da influência dos Mecenas na mesma. Eu comecei a andar em direção ao dormitório quando eu o vi sair de seu carro com Jillian, uma
loira plastificada que estava estudando no segundo ano de Turismo Local. Fiquei surpresa ao vê-los em atitude um pouco carinhosa para serem apenas "amigos". Me escondi atrás de um poste de luz e os segui com o olhar, ela sentou no capô do carro, enquanto ele segurava-a pela cintura. A distância era mínima e depois de alguns sorrisos, ele a beijou.
Meus olhos não podiam acreditar no que estavam vendo, o mesmo James que na hora do almoço formalmente me pediu para ser sua namorada estava devorando os lábios da maior raposa da Seattle University. Momentos depois eles se separaram e graças à minha proximidade pude claramente ouvir a conversa:
- Baby, eu odeio a ideia de que você tenha que sair com essa mulher. Quer dizer, não é feia e não se veste tão mal assim, mas é tão simples. Você já reparou como é? Seus seios são de tamanho regular e tem cabelos e olhos da mesma cor chata.
-Ainda que tivesse um terceiro olho na testa Jillian, devo fingir que estou interessado em Bella Swan. É a herdeira de um império enorme e eu não penso em ficar sem uma fatia dessa fortuna. Entenda que eu faço isso para nós, a mim nem me entusiasma a ideia de beijar a frigida Swan.
- Pobre do meu bebê, você deve fazer um sacrifício para estar com aquela mulher maçante.
- Sim meu amor, uma tarefa titânica. Eu não posso imaginar o quão asquerosa deve ser na cama, mas eu apostaria que ainda é virgem, não acho que ninguém já teria lhe feito esse favor. Mártires apenas um... E sou eu!
Eu não quis continuar a ouvir mais, eu comecei a andar com um ritmo extremamente rápido com o único propósito de sair de lá. Cheguei ao dormitório um par de minutos depois e me tranquei no quarto para chorar. No dia seguinte eu não fui às aulas, Matt notou a minha ausência, claro. Ele ligou cerca de 25 vezes para o meu telefone, mas nenhuma dessas vezes, eu respondi.
Ele entrou no meu quarto quase ao anoitecer, eu não queria abrir no início, mas ameaçou chamar os meus pais assim que eu acabei cedendo. Falei... Ele me escutou, chorei... Ele me confortou. Ele jurou que iria se vingar de James, mas eu o fiz prometer que não ia fazer nada que pudesse prejudicá-lo ou sua bolsa de estudos. Assim, suas ameaças ficaram somente nisso, ameaças.
Eu, por minha parte e um pouco mais refeita, enfrentei James um par de dias depois. Eu disse que não o queria perto de mim porque eu tinha ouvido a conversa. Ele teve o cinismo de negar tudo, de me pedir quase em lágrimas, que não o deixasse. No final de toda a sua conversa fiz uma reverência e aplaudi. Que grande ator era James!
As semanas seguintes foram uma verdadeira tortura, me olhava no espelho e acreditava em cada palavra de Jillian, ela estava certa, eu era apenas uma mulher sem graça. Matt trabalhou duro comigo, eu fui sua primeira paciente. Levou algum tempo antes que eu recuperasse minha confiança, ele sempre me lembrava de que, mesmo que os outros vissem em mim o patinho feio, eu era na verdade um cisne real.
É por isso que eu devo tanto a Matt, sempre esteve comigo durante esses anos, nunca me deixou sozinha. Nós planejamos sábado de scrabble com farra de litros de sorvete e quarta-feira de filmes e pizza. Nós éramos como gêmeos siameses! Após essa experiência triste não tentei socializar com ninguém, sabia que todos me viam com o símbolo do cifrão na testa. Todos eram interessados no dinheiro do meu avô, e que nem sequer era meu. Tolos! Eu me formei com honras e estava feliz, porque isso também significava que o martírio tinha acabado e logo voltaria para casa.
Nunca se está preparado para uma tragédia, apenas aconteceu. Ninguém está pronto para o amor, apenas aconteceu.
Edward com o seu olhar penetrante e sorriso cativante me trouxe de volta à vida depois de 9 meses de vivendo no escuro. No começo eu pensei que seria como mais um dos homens que conheci na faculdade, interesseiro e calculista. Como eu estava errada! Edward tinha se mostrado um cavalheiro atencioso e cordial, algo possessivo e superprotetor, mas eram esses detalhes que faziam de Edward, meu eterno Clark Kent, caso contrário, seria como um entre os milhões, certo?
A essa altura tinha muito claro meus sentimentos sobre Edward, muito mais fortes e arrasadores dos que senti por James, e completamente diferente do amor fraternal que eu tinha para Matt. E ontem à noite eu pude ver nos olhos de Edward que ele me desejava da mesma maneira que eu o desejo, o qual me desconcertou ainda mais ao pensar a verdadeira razão pela qual ele parou ontem à noite. As virgens eram repulsivas por sua falta de experiência na cama? Ou na verdade queria que a primeira vez fosse diferente e especial? Será que existe alguma outra motivação para fazê-lo?
-Srta. Bella, para o escritório? - Billy disse enquanto ligava o carro.
- Sim Billy, para o escritório - eu suspirei resignada. Pegamos o caminho mais rápido e em quinze minutos estávamos no prédio. Ao entrar na porta sorri, guardiã não só do tesouro da minha família, mas também das memórias mais importantes do meu coração. Passei pelo andar de baixo para ver os detalhes finais da construção da impressão já que na Gala iria anunciar a sua abertura oficial. Fui alguns minutos depois para meu andar, tudo estava quieto, porque era hora do almoço. Nenhum sinal de Angela, tão pouco de Edward.
Eu inicializei o meu laptop e verifiquei cuidadosamente e pela última vez o discurso que ia fazer. Eu tinha de agradecer aos escritores, editoras, meios de comunicação e leitores em geral. Nada do outro mundo realmente, mas que me deixava à beira de um ataque de pânico. Como todos os anos, a atração seria o anúncio de um novo lançamento, desta vez era o da escritora da saga de vampiros, publicaríamos um excelente romance de ficção baseado em seres de outros planetas e as almas que se hospedados em outros corpos. Quando li pela primeira vez fiquei fascinada, esta obra tinha que ser publicada.
Devido ao talento recém-descoberto de Angela, ela estava responsável por filtrar os novos manuscritos e dar-lhe uma olhada antes que eles passassem para mim. Ela estava indo muito bem, tinha plena confiança em seu trabalho.
- Manuscritos! - Lembrei-me então da informação que tinha prometido a Edward semanas atrás. Devia lhe entregar uma cópia dos manuscritos originais da saga para apoiar a defesa do processo. Aproveitando a ausência de todos no escritório desci ao primeiro andar onde era a biblioteca. A segurança do local era extrema, poucas pessoas sabiam a senha para o portão de acesso. A área de acesso aos manuscritos era ainda mais segura porque ela só abria suas portas com reconhecimento de impressão digital.
Cheguei à pequena sala e peguei o primeiro manuscrito, eu acho que com o primeiro seria suficiente. Anexado a este estava o acordo de confidencialidade assinado pelo meu pai e a autora, o mesmo estava datado e assinado, mais uma prova de que não havia qualquer plágio. Eu fechei tudo e fui novamente para a biblioteca. Um sentimento de melancolia tomou conta de mim, o lugar estava cheio de memórias da família. Fotos, coisas pessoais do vovô Charlie como seu bastão e seus óculos junto a uma foto da avó Marie repousavam no pequeno museu improvisado sobre uma prateleira. Na parte inferior da mesma descansavam os diários de meu avô, ainda que sendo um homem, escrevia um monte. Haviam cerca de 20 pequenos diários de couro que na capa tinham gravados o ano em que foram escritos com exceção dos últimos quatro. Eu fui vê-los mais de perto e descobrir por que aqueles diários eram diferentes. Umas pequenas letras douradas diziam: "Propriedade de Marie Swan".
Me abaixei um pouco e passei os dedos por esses livros delicados com alguma nostalgia, nunca imaginei que os diários da minha avó descansariam nesse lugar. Que história teria sido escrito naqueles diários? Talvez a história de amor com o meu avô ou seu período de gestação de meu pai. Quis pegar um e começar a ler, mas isso seria como invadir sua privacidade e não era bom. Eu me levantei e saí de lá.
De volta ao meu andar, Angela já estava de volta.
- Angela, Você pode me fazer um favor? Eu preciso de um conjunto de cópias do manuscrito, é extremamente importante que você os trate com cuidado, pois eles são importantes. Quando estiverem prontos me avise para devolvê-los o seu lugar original.
- Claro Bella, cuidarei como minha vida! - Disse enquanto os guardava em uma gaveta de sua mesa. Ia voltando para o meu escritório quando vi Edward sair do elevador. Acelerei o passo, ainda não tinha superado o sentimento de vergonha, ele me deu seu característico sorriso molha calcinha e foi direto para seu escritório.
Continuei trabalhando nos detalhes da capa do livro que anunciaríamos, estava ficando perfeita e que a autora tinha ficado encantada com os primeiros esboços. Um som familiar me alertou para uma nova mensagem.
Devemos conversar sobre o que aconteceu ontem à noite.
Edward.
Suspirei resignada e disse simplesmente:
Concordo.
Bella.
Cerca de quinze minutos depois, o vi aparecer na minha porta. Fiquei absorvida, atordoada e incapaz de ter qualquer reação ao ver meu perfeito Adônis. Ainda parecia um sonho. Como poderia um homem tão perfeito estar interessado em mim?
- Boa tarde - disse enquanto se aproximava da minha mesa. Sua proximidade me mantinha nervosa. Senti seus lábios tocarem os meus com um toque suave.
- Edward... – disse quando recuperei a minha respiração, como de costume eu me esqueci de respirar desde que ele tinha entrado no lugar.
- Onde você esteve durante toda a manhã? Angela só me disse que estava fazendo algo importante - disse ele sentando em uma cadeira em frente de mim.
- Eu tive que passar no local onde será a Gala, precisavam da minha opinião e aprovação. Você estava preocupado Sr. Cullen?
- A ponto da demência Srta. Swan, eu enlouqueço sem você por perto o tempo todo. Você pode imaginar como é quando não sei nem por onde anda minha namorada? - Provavelmente se tivesse bebendo algo que eu teria engasgado como aquela vez em sua casa. Sua namorada? Wow, isso sim era da Liga principal!
- Eu acho que seria justo então que o Sr. Cullen tenha o número de sua "namorada" - eu brinquei enquanto escrevia meu número em um cartão e, em seguida, o entreguei. Eu o vi franzir a testa.
- Bella, você gosta da ideia de dizer que você é minha namorada? – Perguntou enquanto colocava o pequeno cartão no bolso.
- Não... Não Edward, o que acontece é que... isso... Um mm... Eu não achei que estávamos namorando. Pensei que estávamos "saindo" apenas. - Eu disse abaixando a cabeça.
- Bella, eu nunca iria somente "sair" com você. Eu nunca faço as coisas pela metade, para mim é tudo ou nada. E neste caso é tudo. Você é minha namorada e ponto. Você entendeu?
- Sim, eu entendo. - Comecei a mover nervosamente o lápis que tinha na mão. Eu sabia que logo iria tocar no assunto da noite passada.
- Quanto ao que aconteceu ontem à noite - Merda! - Eu não deveria ter saído assim, desculpe.
- A que deveria pedir desculpas sou eu, Edward, eu honestamente não sei o que aconteceu. Deve ter sido o vinho - ou seus beijos inebriantes. Eu pensei para mim mesma. - Eu proponho algo: Melhor esquecer o que aconteceu?
- Esquecer eu duvido porque foi maravilhoso, mas se você quer assim - disse com um encolher de ombros.
- Eu, eu também acho que foi maravilhoso Edward só que...
- Shhh... Esquecemos, não? – Sorriu e eu assenti. Ele me disse que tinha passado a manhã no tribunal confirmar datas de audiência, os juízes e jurados. Eu disse a ele que em vez disso, estava um pouco nervosa sobre o discurso que eu tinha para dar, eu o vi sorrir e levantar-se para trancar a porta.
- Sei de algo que pode te relaxar - com um passo felino se aproximou de mim e colocou as mãos no meu pescoço. Com os seus polegares lentamente começou a desenhar pequenos círculos. Um gemido pequeno de satisfação escapou dos meus lábios. Eu estava prestes a fechar os olhos para me concentrar na sensação de relaxamento que a massagem estava me dando quando senti seus lábios molhados substituir os seus dedos. Ele começou a distribuir beijos pelo meu pescoço para logo retornar à base do meu pescoço.
- Céus Bella, é tão gostosa - murmurou no meu pescoço.
- Edward - disse com uma voz rouca por causa de como estava excitada. Aparentemente, ele também estava na mesma situação já que seus lábios deixaram meu pescoço para apoderarem- se de minha boca e suas mãos descansaram na minha cintura.
- Devo ir agora Bella - disse ao se afastar de mim. - Falaremos mais tarde. – Sem mais, apenas se virou e saiu do escritório. O quê? Era só isso? Grande! Se agora eu por acaso morresse de um ataque de combustão espontânea o único culpado seria aquele pecado com as pernas que tinha acabado de sair do meu escritório.
Eu decidi sair mais cedo do escritório, não só precisava urgentemente de uma troca de calcinha, mas também não tinha comido nada o dia todo e não precisa de uma reprimenda de Sue ou Edward novamente. Chegando comi algo leve na área do café da manhã e me retirei para tomar um banho relaxante. Enquanto as bolhas maravilhosas da banheira faziam seu trabalho de alívio, eu passava a esponja por meus braços e barriga, lentamente subi até meu pescoço onde imitei os movimentos de Edward de hoje à tarde.
Só de lembrar da maldita cena, um calorzinho me invadiu. Perfeito! Já estava excitada outra vez. Malditos hormônios! Desci a esponja com cuidado e massageei meus seios tentando acalmar meus mamilos eretos. Eu tinha ouvido falar da auto estimulação feminina, masturbação e vibradores, mas nunca tinha tentado, aparentemente desta vez a curiosidade seria a vencedora do jogo.
Não sabendo o que fazer ou por onde começar, comecei a explorar os meus seios, fazendo leves carícias em meus mamilos. Uma imagem rápida de Edward passou pela minha cabeça enquanto fazia. Wow, isso tinha aumentado minha excitação ainda mais! Meu sexo latejou de forma dolorosa quando uma outra imagem de Edward veio à minha cabeça: Minhas mãos foram substituídas por seus lábios, enquanto eu me agarrava ao seu cabelo cor de cobre. Rapidamente descartei a ideia enquanto largava a esponja e traçava com a mesma mão um delicado caminho de espuma até chegar ao meu sexo, sem deixar a tarefa da outra mão em meus seios. Acariciei delicadamente a parte externa primeiro. A quantidade de sensações eram quase semelhantes às que Edward me proporcionou nesse dia. Arrisquei um pouco e comecei a brincar com meu clitóris. Uau ... Como eu nunca soube que eu tinha isso... Que me fazia... Sentir... ...! Tão bem!
Ele estava prestes a afundar-me numa nuvem de prazer quando meu Black Berry tocou. Merda! Saí do chuveiro ensaboada e com um orgasmo pela metade.
- Ho... Olá - eu disse com voz trêmula.
- Bella? É Edward... O que está acontecendo com você?
- Nada, nada... Só estava tomando banho. - Eu respondi como pude. Muito oportuno Edward... Muito conveniente!
- Você já terminou? – Me envolvi em roupão branco pendurado no banheiro e sai dali.
- Sim, eu estava prestes a terminar - eu sorri por causa do duplo sentido da minha resposta.
- Liguei para desejar-lhe boa noite, precisava ouvir a sua voz para dormir em paz. Eu sei que amanhã é um dia de imprensa e você vai estar ocupada o dia todo e, portanto, não poderei vê-la.
- Sim Edward, amanhã vai ser uma loucura. Fico feliz que você tenha ligado, sentirei sua falta amanhã - Suspirei pesadamente enquanto me sentava na cama.
- Tenho uma surpresa para você. - soltou de repente.
- Edward, eu não gosto do surp ...
- Eu aposto que om esta mudará de ideia.
- Eu duvido - disse duvidosamente. O que estará tramando neste momento?
- É hora de ir para a cama pequena, te mando um beijo.
-Até amanhã Edward. – Sussurrei resignada.
-Até amanhã Bella.
Voltei para a banheira para terminar o banheiro pendente e, em seguida, sair e me afundar em meu pijama de seda. Fui para o quarto de Charlie e o encontrei dormindo, Sue, que agora passava mais tempo com ele me disse que tinha feito um bom progresso hoje. Ele se sentou sozinho e, embora de forma débil, conseguiu pegar objetos como um lápis de escrever e uma colher para comer. Nessa tarde havia recebido um e-mail do Dr. Miller, que me disse que tinha arranjado um par de consultas com especialistas que sabiam do caso do meu pai e que queriam uma verificação completa para áreas de cura emocional, física e motora, e outra mais. Deveríamos ir para o Mississippi durante toda a próxima semana para tais avaliações.
Eu estava feliz, por pai. Como eu poderia não estar? Mas isso representava estar longe do meu namorado por uma semana.
"Meu namorado"
Como soava estranho! Devia lhe falar sobre a minha ausência, se com algumas horas já estava louco, não sei como seria não me vendo uma semana inteira.
No dia seguinte, a rotina de sempre. Ginásio, chuveiro e desjejum. Teria um dia agitado, três entrevistas a jornais, dois para televisão e dois para revistas. Não sei como sobreviverei a tudo isso. À noite, um pequeno coquetel de boas vindas no Four Seasons com os escritores de outras cidades. Todos os anos o hotel era reservado exclusivamente para a Swan Editors, incluindo todas as suítes.
Eu decidi usar algo confortável, mas elegante, então eu escolhi um vestido simples da última coleção de Carolina Herrera. O que me chamou a atenção para essa roupa foi seu sutil estampado floral de padrão asiático e o elegante decote oval envolto em um drapeado minúsculo dando um toque de classe ao corte, mas, mantendo a sobriedade ideal. Uma fita preta dava o último detalhe, para não mencionar os meus amados Louboutin e bolsa Prada. Então eu fui me despedir de Charlie e fui direto para o escritório. A sala de conferências era onde toda a turnê para a imprensa seria realizada. Por volta das nove chamei Angela para estar comigo durante as entrevistas, realmente precisava de apoio moral. Os primeiros a aparecer foram os corresponsáveis do Chicago Sun Times, seguido por Chicago Tribune e Reader. Às questões relacionadas com a Gala desta vez se somaram as pessoais, sobre tudo relacionadas ao acidente dos meus pais. Eu respondi com firmeza e serenidade a todas, eu mesma me felicitei por sair vitoriosa da situação.
Ao chegar ao meio-dia era a vez das reportagens de televisão. WGN-TV e Chicago Network Access, duas televisão locais apresentariam reportagens sobre a Gala e precisavam de minhas curtas declarações. Fiz uma pausa para almoçar depois de 2 horas. National Editors e Revista Editorial Reed encerraram a jornada um pouco depois das cinco horas. Só tive tempo suficiente para correr para o elevador e voar para casa para me vestir para o coquetel às 8pm horas, no Four Seasons. Eu escolhi um vestido Odar Shakay, eu precisava de algo sóbrio, mas sexy e elegante ao mesmo tempo, de modo que o ideal era o Shakay rosa. Era um mini vestido com um tecido macio brocado e brilhante, mangas longas e decote oval na parte da frente, enquanto que na parte de trás gozava de um pronunciado decote evasê desde os ombros até a parte inferior das costas, permitindo que a cascata de tecido formasse um ângulo atrevido, mas refinado. Os sapatos que completaram o traje foram um Jimmy Choo combinando com a bolsa pequena, o toque final foi dado pelo cabelo que prendi em um coque alto para, assim, ressaltar o decote do vestido. Uma última olhada no espelho e estava pronta para ir.
Para esta ocasião Billy mudou de carro e me levou na limusine preta que pertencia ao vovô, era uma Rolls Royce Phantom muito bonita, mas muito chamativa, era justamente por isso que era usado somente para estas ocasiões. Cheguei um pouco depois das oito p.m. devido ao tráfego, a recepção tinha começado.
Eu estive no local cerca de 2 horas, o bar do hotel tinha sido cuidadosamente organizado para a ocasião. Quando entrei eu reconheci alguns rostos, Andrew Hicks de Boston, Lauren Bennett de Nova Jersey e Marslow Robert da Filadélfia. Eles foram os primeiros escritores da nossa editoria, pessoas que eu conhecia desde muito pequena, pessoas que eram como a minha família. Tive a oportunidade de conversar com alguns, uns poucos ficaram surpresos com a rapidez com que eu tinha crescido, outros surpresos com a minha beleza e elegância, mas todos concordaram com meu talento para cuidar dos negócios.
Após o brinde e algumas palavras de encorajamento que os escritores compartilharam comigo para a rápida recuperação do meu pai, eu saí de volta para casa. Um pouco antes de chegarmos, meu telefone tocou.
- Esse vestido rosa Srta. Swan, deve ser considerado um pecado! Que bonita você estava esta noite.
- Olá Edward, como... Como você sabe que cor de vestido estava usando? - Eu perguntei. – Por acaso você me estava...
- Espionando? Não Bella... Eu estive no hotel fazendo mmmm algo e eu te vi ao passar.
- Você esteve no hotel? - Eu perguntei.
- Assim é Srta. Swan, faz parte da surpresa que lhe falei. Enfim - disse mudando de assunto- já vai voltar para casa? Amanhã é o grande dia.
- Não me lembre, por favor, eu ainda estou nervosa.
- Você vai fazer de forma estupenda Bella, eu não posso esperar para te ver na televisão. - Disse com um toque nostálgico, por acaso ele não irá a Gala?
- Você... Você não vai estar lá amanhã? - Eu disse confusa.
- Bella, o evento é para funcionários de Swan Editors. Eu só trabalho para a empresa, eu não sou parte dela. –Boba, boba Bella, boba. Pelo menos pensou em pedir que ele te acompanhasse!
- Edward, eu estava esperando que talvez você comparecesse não como um empregado da Swan Editors, mas como o meu... - Limpei a garganta um pouco - namorado.
- Seria um prazer acompanhar tão bela dama amanhã. Dizer ao mundo que Isabella Swan é minha! - Disse com orgulho.
- Edward, não acho conveniente nos fazer públicos. Não agora não.
- Eu entendo, você se enver ... - eu interrompi.
- Não ouse dizer que eu tenho vergonha de que seja meu namorado - o corrigi - Eu só não quero que a imprensa desvie a sua atenção para os meus assuntos pessoais e a Gala perca seu destaque.
- Eu entendo pequena, eu entendo - ele concluiu - Passo para te pegar ou nos vemos no Civic?
- É melhor nos encontrarmos lá Edward, levantar íamos suspeitas se nos veem chegando juntos. - O carro estacionou na garagem e Billy abriu a porta para eu sair – Devo desligar agora Vejo você amanhã?
- Espero impaciente pelas horas Bella, as próximas 24 horas serão tortura. Eu preciso de você ao meu lado - sussurrou.
- Eu... Também sinto sua falta - respondi. - Que você possa descansar Edward.
- Você também Bella, adeus. - Encerrei a chamada e fui direto para o quarto. Deveria descansar, o show estava para começar.
EDWARD * POV *
As gostas de água gelada percorriam meu corpo como se quisessem apagar o fogo interior que sentia agora. Eu não queria nem mesmo olhar para baixo, porque sabia que o comando localizado na parte inferior do meu corpo também não estava em boa situação. Céus! Eu tinha estava mais duro do que a pedra maciça do Kilimanjaro! Eu nunca tinha recorrido à masturbação, porque cada vez que eu sentia vontade era só tomar qualquer uma das raposas que estavam disponíveis e pronto. Mas depois da última experiência com Lauren no clube eu não arrisquei em outra. Três semanas sem sexo! TRÊS! Era compreensível então que eu precisasse de uma liberação.
- Vamos cara colabore comigo. Eu não quero que você conheça minha amiga Manuela - Eu disse enquanto acenava com a mão e ria da piada. Eu estive um pouco mais de tempo no banheiro e depois fui direto para a cama.
Tente dormir, mas simplesmente não conseguia, eu me sentia como um idiota completo, tinha deixado ela sozinha, quando apenas algumas horas antes, no restaurante, tinha feito um pacto comigo mesmo, tinha jurado protegê-la por toda a eternidade. Inclusive até de mim! Mas saber que Bella era virgem mudava completamente o plano, a desejava loucamente! Claro que sim! Mas não queria que ela perdesse sua virgindade dessa maneira.
Nem me lembro de quando eu perdi a minha, deve ter sido por volta dos 15 anos com a minha namorada da vez, enquanto frequentava a escola. O que eu me lembro claramente foi ter feito na casa de seus pais, no banheiro de seu quarto. Foi a situação mais incômoda na qual eu já tive relações sexuais em toda minha vida. Minha cabeça batia contra o porta toalha, enquanto tentava manter o equilíbrio sobre a pequena pia. Os próximos encontros foram, sem dúvida, melhorando, mas a memória da primeira vez é sempre a mesma: desastroso. E não quero que a minha pequena sofra o mesmo. Deveria torná-lo especial.
Na manhã seguinte, a primeira parada do dia seria sem dúvida a loja de celular, depois que o anterior passou dessa para melhor devido ao meu ataque de raiva precisava de uma ferramenta de comunicação com urgência. Consegui um semelhante ao que joguei na parede, e após configurá-lo fui direto para o tribunal. A audiência seria em algumas semanas e tudo deveria sair perfeito. Passei a manhã inteira no local, acertando os detalhes finais e de volta ao escritório a vi atravessando o corredor. Um rubor apareceu em seu rosto enquanto eu sorria para ela. Como adorava vê-la ficar assim!
Presumi que ela ainda estava nervosa pelo do dia anterior, então eu me limitei a mandar-lhe um sms. Passei por seu escritório poucos minutos depois, ela me pediu para esquecer o que aconteceu em seu quarto. Mas como eu poderia esquecer o som de seus pequenos gemidos de prazer, esquecer seu rosto e seus gestos por causa da excitação. Ela me pedia o impossível!
- É uma pena Sr. Daniels que não possa comparecer, mas sua saúde vem em primeiro lugar. Vou solicitar o cancelamento de sua suíte no hotel. Muito obrigada pelo seu telefonema. – escutei Angela falar ao telefone enquanto eu estava saindo do escritório de Isabella após uma intensa sessão de beijos que tive que frear antes de perder o pouco de autocontrole que ainda tinha.
- Oi Angela, cancelamentos de última hora? - Eu fui até sua mesa.
- Sim, um dos nossos escritores cancelou a sua participação na gala por estar doente. Vai ser muito triste não tê-lo, devo contatar o hotel e fazer o cancelamento da sua suíte. É uma pena que ninguém a use já que foram pagas com antecedência. - Uma pequena luz se acendeu na minha cabeça.
- Angela, você acha que eu posso fazer uso desse quarto essa noite? - Eu perguntei rogando interiormente por alguma discrição por parte de Angela. O que me faltava era que me perguntasse para que iria precisar.
- Não tem problema, eu não acho que Bella se oponha também. - Ele abriu a gaveta e tirou um pequeno cartão do Seasons. Junto com os cartões na gaveta havia algo que parecia ... Não podia ser verdade! Era o manuscrito original da saga! O que fazia ali na mesa de Angela? - Basta apresentá-lo na recepção do hotel e te darão a chave da suíte.
- Perfeito. Obrigado pela sua ajuda Angela - Eu sorri e caminhei de volta para o escritório.
À noite, e uma vez no meu quarto depois de um banho um sentimento de Dejavù se apoderou de mim. Foi muito estranho, era a primeira vez que acontecia. Era como se eu devesse estar em outro lugar nesse mesmo momento, fazendo outra coisa. Instintivamente peguei o telefone e liguei para Bella, algo me dizia que ela tinha a ver com isso. Ela também saia do banho, parecia algo... Nervosa?
Desejei-lhe boa noite e após desligar, caí exausto na cama. No dia seguinte, a ausência de Bella se sentia no escritório, havia preparado uma pequena turnê de imprensa devido à Gala e não estaria o dia todo em seu escritório. Eu estive ocupado a maior parte da manhã, fiz uma pausa para pegar um café, quando notei que Angela também não estava em seu lugar. Me aproximei de sua mesa, impulsionado pelos maus instintos que durante anos tinham me dominado e que eu achava que tinha sido enterrado nos escombros do muro caído, mas eu estava errado. Ainda havia vestígios deles em mim.
Eu sentei em sua cadeira e abri a gaveta. Lá estava ele, o primeiro manuscrito do livro. Prova fundamental para o dia da defesa, estavam agora em minhas mãos.
É simples, basta pegar e levá-los. Com isso afunda Isabella Swan no dia do julgamento.
Não se lembra do plano por acaso?
Gritou uma voz na minha cabeça. Outra voz respondeu imediatamente:
Você não pode roubar os manuscritos, prejudicaria a mulher que você ama.
Quer fazer-lhe isso? Quer te fazer isso Edward?
- Droga - murmurei. Como era possível que eu estivesse apaixonado pela mulher que odiei por anos e agora por causa disso já não tinha nem mesmo força de vontade para seguir o meu próprio plano. Eu coloquei o manuscrito na gaveta e, em seguida, após um suspiro resignado, voltei ao meu escritório.
Passei pelo supermercado e pela floricultura ao sair do escritório. Devia preparar a surpresa que havia mencionado à Bella na noite anterior. Cheguei ao Four Seasons pouco após as nove, fui à recepção e como Angela disse, me deram a chave da suíte. O quarto 857 tinha uma vista espetacular da cidade, enormes janelas decoradas com cortinas impressionantes ressaltavam a suíte. Um grande hall com mobiliário confortável fazia parte da decoração também.
- Perfeito! - Eu disse que eu terminar de explorá-la. O lugar era muito aconchegante, pelo menos essa parte da suíte. Não avancei até o quarto principal já que não seria necessária, não esta noite, pelo menos. Deixei todas as coisas no hall da suíte e saí de lá. Passando pelo bar procurando a saída, eu a vi.
Ela estava linda e segura de si, sorria segurando um copo na mão e conversava com uma senhora um pouco mais velha. Eu queria me aproximar dela e beijá-la, mas isso iria arruinar a sua noite. Então, eu continuei andando.
Liguei quando voltava para casa, ela acreditava que a estava espionando. Se imaginasse que a estive realmente espionando em sua própria casa semanas atrás! Ela me propôs comparecer à gala como seu namorado, mas de uma maneira discreta; pfff eu odiava as coisas pela metade, mas ela teve o cuidado de me dar um argumento que eu não poderia contradizer.
As horas passavam devagar naquela quinta-feira, o dia da Gala havia chegado. A jornada de trabalho na Swan Editors tinha sido modificada por essa ocasião. Todos trabalhariam somente até o meio dia e depois iriam para casa e se prepararem para a noite. Imaginei que Bella estaria um pouco estressada pelos preparativos, então só lhe enviei uma mensagem de texto.
Faltam poucas algumas horas para vê-la...
Edward.
Saí cedo como todo mundo, tomei um banho e me preparei. Alice tinha escolhido para mim naquela tarde de compras, um elegante traje de Oscar de la Renta, era um smoking preto de corte clássico de dois botões, camisa de botões pretos e uma elegante gravata de seda. Elegante, sutilmente elegante.
Saí do apartamento após as sete horas. Ainda deveria passar pelo hotel para deixar tudo pronto. Essa seria uma noite especial para ela e eu estaria lá para torná-la ainda mais especial. Cheguei a Civic Opera House às 8:30 horas. Um longo tapete se estendia desde o início da Wacker Street, os veículos eram estacionados por manobristas. Entreguei as chaves ao manobrista fazendo- o prometer que nada aconteceria ao meu Volvo ou poderia se considerar um homem morto.
O Ardis Krainik estava espetacularmente decorado. Isso me lembrou um pouco da cena do casamento no Palácio de Teseu no livro Sonho de uma Noite de Verão, de Shakespeare. Tudo ao redor tinha um toque de Bella. Etereamente perfeito! Me misturei no meio das pessoas, enquanto desfrutava de um copo de vinho que peguei da bandeja de um garçom. O grande salão ficou em silêncio de uma hora para outra. Eu me virei para ver o porquê do silêncio coletivo, só precisei elevar o olhar um pouco e ver onde todo mundo estava olhando, foi então que soube o porquê. Na primeira parte da grande escadaria, imponente e dona de uma beleza hipnótica estava Isabella Swan, minha doce Bella.
Ela usava um vestido agua marinha que a fazia parecer como uma divindade, o tecido do vestido agarrado ao seu corpo como uma segunda pele e destacando cada curva do seu corpo. Mas isso não era o mais marcante, o decote da frente era tão provocante que seguramente estava fazendo babar toda a população do sexo masculino que participava da gala naquela noite. Já falaria com Alice sobre isso...
Eu a vi descendo as escadas alguns segundos mais tarde em meio a aplausos dos participantes da gala. Durante o tempo que levou para descer, aproximei-me ao pé da escada para recebê-la. Eu deixei minha bebida em uma mesa próxima e tentei fazer contato visual com ela, quando ela me viu esboçou um ligeiro sorriso e continuou a descer graciosamente os poucos degraus que faltavam. Tentei agir como se minha localização fosse aleatório e não provocado, então eu coloquei uma das minhas mãos no bolso e outra perto do corrimão da escada. Chegando perto de onde estava, balançou a cabeça e me dando permissão. Eu respondi com um sorriso e a peguei pela mão para acompanhá-la até o centro do salão. Olhares curiosos e pequenos cochichos nos seguiram durante todo o trajeto. Suas mãos tremiam, meu bebê estava morrendo de nervos.
- Um anjo, esta noite eu fiquei cego pela beleza de um anjo. Você está linda minha pequena. - Eu disse sussurrando discretamente em seu ouvido – Você vai fazer maravilhosamente bem Bella - Eu apertei a mão dela para dar-lhe coragem.
- Obrigado por estar aqui comigo. – Me respondeu tão baixinho que quase precisei ler seus lábios para entender suas palavras. Do meu olhar fixo em sua boca, passei a afundar-me em seus profundos olhos chocolates. Ela fez o mesmo com seu olhar, formamos então uma bolha incorruptível, intocável para os outros. Estávamos perdidos nos olhos um do outro, nos desconectando do mundo.
- Sempre, sempre estarei aqui para você... - Eu disse ao me dar conta de que havíamos chegado ao pódio, onde ela faria seu discurso de abertura. Eu a ajudei a subir as escadas para o impressionante palco e desci novamente procurando uma posição que me permitisse vê-la o tempo todo em que ela estivesse lá. Angela, que quase não reconheci ao vê-la em vestido de gala e sem óculos lhe entregou uma taça. Bella se aproximou do microfone, tinha chegado a hora.
- Um livro pode significar um presente chato para alguns, para outros um agradável item decorativo, para alguns talvez, servirá para nivelar uma mesa caída. Mas para cada um dos participantes dessa gala, um livro representa toda a sua vida. Bem-vindo a XXXV Gala Anual dos Escritores da Swan Editors. É um prazer contar com sua presença nesta noite. A gala foi criada para recompensar um pouco da alegria que os escritores trazem para nossas vidas e na qual os editores e leitores nos vemos envolvidos, criando uma simbiose perfeita. Esta noite celebramos a perseverança e tenacidade daqueles que nunca se renderam diante da adversidade. Celebramos também o companheirismo e o trabalho em equipe que faz da Swan Editors, uma grande família, minha família. E por último, mas não menos importante, pelo amor em todas as suas formas e dimensões. Pelo que nos impulsiona a seguir adiante, que destrói barreiras, nos encoraja a sonhar o impossível. Por estas três coisas, Saúde! - Disse enquanto erguia sua taça na minha direção, eu respondi seu gesto levantando a minha- Aproveitem a noite!
O lugar explodiu em aplausos, Bella tinha atingido a marca com o discurso, sem dúvida alguma. Tinha sido perfeito! A verdade de suas palavras me bateu um segundo depois, ela falou do amor que destruía barreiras. Eu sabia muito bem o que ela estava falando, porque tinha sido esse mesmo sentimento que havia demolido o meu próprio muro.
Eu a vi posando para algumas fotos ainda lá em cima, a via atuar diante das câmeras sem esforço algum, Bella nasceu para isso. Uma voz ao microfone me trouxe de volta à realidade.
- Como de costume, o presidente da Swan Editors vai escolher um assistente aleatório para abrir o baile da Gala. Quem será o sortudo este ano que irá dançar com a nossa querida Bella? Algum funcionário da editora talvez? A sorte será de um dos escritores ou dos outros convidados este ano? - Eu a vi descendo as escadas do palco e dar-me um olhar cúmplice. Eu soube então que eu tinha sido o escolhido, seu namorado, mas agora camuflado sob o título de empregado da empresa. Se dirigiu até o centro do salão com um andar delicado e mordendo o lábio, caminhou até minha direção. Quando estava a poucos passos de onde eu estava, seu corpo se enrijeceu e olhou para algo atrás de mim, virei-me lentamente para ver e, em seguida, meus punhos se fecharam de raiva: Matt Stone estava ali de pé.
Me virei novamente e fingindo que eu não tinha sido afetado pela presença do idiota, eu estendi a mão para fechar a distância entre nós. Para contrariar minha ação, o verme maldito se colocou ao meu lado e esperou na mesma posição que eu, que Bella se aproximasse. Ela continuou caminhando para dissipar a tensão entre os participantes. Ela fixou o olhar no idiota ao meu lado, e gesticulou algo que eu não consegui entender. Em seguida Bella esticou sua mão e tomou a minha. Eu sorri com satisfação, o idiota apenas bufou em resposta. Toma esta Stone!
A escoltei até o centro do salão e a banda começou a tocar uma balada suave.
- Eu... Não... Eu não pensei que Matt estaria aqui - ele disse enquanto se agarrava ao meu corpo e começávamos a dançar. - Ele me disse que...
-Shhh... Eu sei pequena, eu sei - eu disse enquanto a tomava pela cintura e ela colocava a mão no meu ombro. Tentei me perder de novo em seu olhar cativante, mas seus olhos estavam um pouco apagados – Hey, por acaso é tristeza o que eu vejo em seus olhos? – Disse me separando poucos centímetros dela - Esta é a sua noite Bella e eu não vou deixar ninguém estraga-la, nem mesmo o seu "amigo" - disse enfatizando a última palavra.
- Você está certo, Edward, e depois falarei com ele. - Ela recostou a cabeça no meu ombro e continuamos dançando. Morria de vontade de passar minha mão por sua cabeça e cantar sua canção de ninar, a que semanas atrás eu escrevi impulsivamente no piano. Poucos minutos depois outros casais se juntaram a nós, na pista, o baile foi oficialmente aberto. A balada suave foi sutilmente mudando de notas até chegar a uns delicados acordes de guitarra. Imediatamente reconheci a música de fundo, eram os inconfundíveis Beatles.
- Obrigado por isso Edward. Se você soubesse o quanto isto significa para mim, o quanto você significa para mim agora. - Sussurrou a última parte. Como eu poderia dizer o que sentia por ela se nunca havia sentido isso antes por nenhuma mulher. Tudo que eu podia fazer era descrever o maravilhoso que me fazia sentir.
- Quer saber que você significa para mim Bella? Basta prestar atenção. - Eu disse enquanto nós nos movíamos com um balanço suave. Aproximei-me de seu ouvido e comecei a cantar baixinho.
There were bells on a hill
But I never heard them ringing
No I never heard them at all
Till there was you
There were birds in the sky
But I never saw them winging
No I never saw them at all
Till there was you
Then there was music and wonderful roses
They tell me in sweet fragrant meadows of dawn and dew
There was love all around
But I never heard it singing
No I never heard it at all
Till there was you
- Oh Edward... Eu te... – a interrompi dando um beijo em sua cabeça.
- Shhh, o que acha de fazermos uma pausa? Você tem que atender a imprensa. – Disse me separando dela.
- Está bem - foram suas palavras ao se afastar de mim. Saí um pouco em busca de ar fresco no jardim interno do Civic. Eu me sentia nervoso. Será que Bella estava prestes a dizer aquelas três palavras que agora não estava pronto para ouvir? Dizer eu te amo não era uma pergunta, mas certamente precisava de uma resposta.
- Sempre no meio Cullen, sempre no meio dos dois - escutei atrás de mim poucos minutos depois, não havia necessidade de me virar para saber que o intrometido era o dono daquela voz.
- Fale por você mesmo Stone. – sorri ainda dando-lhe as costas.
- Maldito o momento em que você entrou na vida de Bella, você só veio para estragar tudo.
- Estragar? - Eu disse sarcasticamente quando me virei para vê-lo. Me culpa por algo que você não foi capaz de fazer durante anos? - Eu terminei o meu comentário com uma risada.
- Você só vai usá-la, como todos os que quiseram estar perto dela. Para você só representa um sobrenome, uma conta bancária, uma empresa para lidar. Enquanto que para mim Isabella Swan representa tudo... Tudo! Entendeu? Porra!
- Sinto muito Stone, mas esta noite tem coisas mais importantes aqui que presenciar seu ato estúpido de auto piedade. Com licença – o olhei com desdém enquanto passava ao seu lado.
- Não vai a lugar nenhum Cullen, eu preciso que você deixe Bella em paz. Ela não pode estar com você... - ele disse agarrando meu paletó.
- Me solta desgraçado - Eu disse quando o agarrei pela gola do paletó - Você não vai me dizer o que eu tenho ou não tenho que fazer. Você é o que deve se afastar de Isabella - devolvi com fúria.
- Sério? E por que devo ser eu a me afastar? Eu conheço Bella há muitos anos, eu estive com ela quase toda a sua vida e eu não vou deixar que nenhum recém-chegado me tire o que é meu. - Disse enquanto me soltava e tentava arrumar seu paletó.
- O que é seu? Deixe-me rir Stone, Isabella nunca foi nem será sua. Porque Bella é minha agora - eu o vi se aproximar novamente de mim querendo me dar um golpe.
- O que está acontecendo aqui? - Eu ouvi Bella dizer enquanto entrava no jardim. - Matt O que você está fazendo? Estão loucos? Por Deus do céu, já chega de brigas entre vocês dois.
- Bella - Stone disse baixando a mão que ainda estava erguida - eu acho que seu "convidado" bebeu demais, está falando bobagem.
- Se dizer bobagens é admitir que Bella está comigo, sim... Eu sou o maior idiota que já existiu! - Disse em tom de brincadeira.
- Bella, é... Isso é verdade? - Disse referindo-se a Bella.
- Sim Matt, Edward não disse nada estúpido, ele e eu estamos juntos.
- Isabella, você não pode estar com este homem. Você não vê? Ele é como James, ou qualquer um dos outros idiotas que te procuraram pelo que você e não pelo que você é. Você não entende?
- Matt, quem não está entendendo aqui é você. Edward está em minha vida agora e não há nada que você possa fazer sobre isso. Eu te adoro Matt, com minha alma. Você é como meu irmão, mas se você não tolera esta realidade- fez uma pausa- eu acho que vou ficar muito decepcionada com você. - Minha pequena abaixou a cabeça, eu fui imediatamente para o seu lado e a segurei pela cintura. Não para demonstrar possessão, mas sim proteção.
- É melhor entrarmos Bella, está frio aqui e devem estar te procurando. - Eu disse grudando-a mais ainda ao meu corpo e incentivando-a a andar.
Ao chegar ao salão a soltei de forma discreta, ela sorriu a alguns convidados ao redor e foi até onde estava Angela que acenava desesperada para que se aproxima-se de uma das mesas da frente.
As luzes do salão se apagaram lentamente e o local ficou escuro. Uma tela desceu do teto e uma coleção de imagens começou a ser projetada nele. Eu não reconheci, no início, quem eram porque eram algumas fotografias antigas, até que vi a foto que estava no escritório de Bella, do casamento de seus pais. Uma voz começou a falar, era uma homenagem que os funcionários da empresa tinham preparado para os pais de Bella, em memória de sua mãe e pela rápida recuperação de seu pai. Então eu lamentei não poder estar perto dela, devia estar se sentindo tão mal ao relembrar essas imagens. Depois de fotografias de seus pais em seus primeiros anos de casamento apareceu uma foto de um pequeno pacotinho em um berço. Era a minha pequena Bella.
Bonita desde bebê, as fotos estavam mostrando seu progresso com seus pais. Seus primeiros passos, seu primeiro dente perdido, o seu primeiro desenho na escola, seu primeiro par de patins. Se via nos olhos de seus pais que Bella era seu orgulho e como não ser, se ela havia se tornado uma mulher bonita e talentosa. A voz finalizou agradecendo a Bella pela maravilhosa gestão de quase 10 meses de Swan Editors Swan e garantiam seu total apoio e respaldo. Ela simplesmente se levantou e agradeceu com um beijo para a plateia.
Anúncios da inauguração do setor de impressão e lançamento do livro da Gala vieram logo após o jantar que estava delicioso, as habilidades de Bella cada vez me surpreendiam mais. Bom gosto para se vestir, gosto requintado para comer. Eu estava orgulhoso dela, tantas semanas vendo- a trabalhar até mais tarde renderam frutos. O baile recomeçou enquanto ela compartilhava com um grupo de participantes da festa de gala. Eu vi a hora, eram doze horas. Alguns já tinha saído porque o dia seguinte seria dia útil. Me aproximei discretamente para contar a minha pequena Cinderela que era hora de irmos.
- Foi uma grande noite, mas é hora de ir embora – disse enquanto se despedia de seus convidados - Vou dizer Angela que avise Billy para arrumar o carro. – Comentou se afastando do grupo de pessoas com quem estava.
- Não Bella, eu disse a Billy que esta noite eu vou te levar pra casa. Ela já saiu há uma hora.
- Sério? Então vamos pegar o seu carro. - Deu-me um sorriso.
- Vou pedir ao manobrista para trazer meu carro, nos veremos lá fora em 10 minutos.
- Melhor, assim aproveito para me despedir de alguns.
Fui em busca do meu carro, por causa da ameaça de morte que tinha feito o menino que estacionou meu carro, o Volvo tinha ficado em uma área muito acessível. Eu estava pronto em menos tempo do que o esperado, depois de alguns minutos Bella saiu do Civic e de maneira cautelosa e entrou no carro. Ela não percebeu, mas entre os arbustos que estavam perto da porta de saída do edifício uma figura masculina se destacou nas sombras: Matt.
- Edward, onde estamos indo? – Perguntou ao ver que não estava tomando a estrada para a área residencial.
- Você se lembra da surpresa? Bem, vamos para isso. - A olhei, aproveitando que a luz vermelha tinha nos parado.
- Oh! - disse para depois morder o lábio.
- Eu fico louco quando você faz isso Bella - Sem pensar, eu soltei o meu cinto e me dirigi até ela para beijá-la, o beijo não foi selvagem nem cheio de paixão. Era mais como o reencontro de dois velhos amigos: seus lábios e os meus que tinham ficado tanto tempo um sem o outro. - Não sabe quanta vontade tinha de beijá-la e abraça- la durante a Gala. Detestei não poder fazê-lo - eu sussurrei em seu ouvido.
- Eu sei Edward, eu também sentia o mesmo. Obrigada por ser tão compressão com isso - nossa pequena bolha estourou quando as buzinas dos carros começaram a soar indicando que o semáforo tinha mudado de cor.
Chegamos ao Four Seasons em torno de 12:30, a atividade do hotel havia baixado consideravelmente e apenas algumas pessoas estavam no saguão que era ligado ao bar.
Subimos ao nono andar que era onde a suíte ficava, em silêncio saímos do elevador e antes de passar o cartão pelo buraco da fechadura, pedi-lhe para fechar os olhos. Ela, um pouco relutante à minha petição alegou que não gostava de surpresas, não demorou muito para que a convencesse já que em poucos segundos fechou os olhos.
Ao entrar o delicado aroma de frésias inundou o local, a peguei pela mão guiando-a para o centro da suíte e disse-lhe para abrir os olhos.
-Que... O que é isso? - Gaguejou um pouco por causa da surpresa. Essa noite, antes de ir à Gala, tinha passado pela suíte colocando dez buquês de suas flores em dez pontos estratégicos do local. No meio do salão tinha colocado o maior buquê, apoiado em uma mesa alta, onde também tinha deixado o meu ipod com os alto-falantes. O liguei em seguida, e dele saiu uma canção delicada. Sem que ela percebesse agi rapidamente e do minibar da suíte peguei uma garrafa de champanhe e dois copos.
- Esta é a minha surpresa pequena – disse me aproximando novamente - Eu queria brindar contigo pelo sucesso dessa noite. Você deslumbrou a todos, e isso inclui a mim em primeiro lugar. - Eu abri a garrafa com habilidade e servi as duas taças.
- Wow, Edward... Eu não esperava isso. Você...
- Eu sou seu namorado Bella, o que a partir de agora vai cuidar e proteger você. - Eu lhe entreguei uma taça e ela sorriu - Pelo futuro – disse levantando minha taça.
- Pelo presente - foi a sua vez de me corrigir. Eu respondi com um sorriso e bebi da minha taça. Ela aparentemente estava com sede já que bebeu o seu em segundos. A dirigi até a pequena sala, onde ela aproveitou para se jogar em um dos móveis, o maior e mais macio dos que estavam lá. Ao sentar, delicadamente subiu as pernas e tirou os sapatos. Eu não tinha percebido quão altos seus saltos eram até aquele momento. Raios! Como pode sobreviver com isso a noite toda? Sorri ao ver o cara de alívio quando os lançou de trás do sofá.
- Não me interprete mal, eu estou acostumada a usar saltos, mas um Prada de 12 polegadas pode ser assassino se você usa-lo por muitas horas seguidas estando em pé. - Disse enquanto fazia uma cara engraçada.
- Você deve estar realmente esgotada, venha - disse quando me sentei ao seu lado. Ela se aproximou e me abraçou pela cintura. Deus, como tinha sentido saudades do seu! Ao tê-la assim tão perto eu só pude encher meus pulmões com sua droga, o seu perfume viciante de frésias e chocolate. - Quer mais? - Eu perguntei.
- Huh? – me respondeu confusa.
- Quer mais champanhe? – agitei um pouco a garrafa na minha mão para ela perceber do que eu estava falando.
- Sim, por favor - Ela ajeitou a postura novamente e bebeu da taça que servi. Pelos próximos 10 minutos ela me falou sobre as pessoas que tinha voltado a ver na Gala, sobre novos escritos que seus escritores estrelas trouxeram em suas mãos. Bella Swan era uma mulher apaixonada pela literatura como eu era pelas leis.
- Oh, desculpe Edward, eu acho que estou monopolizando a conversa. Geralmente não falo muito, deve ser por causa disso - disse mostrando sua taça vazia novamente. Ao fundo, minha playlist mudou de artista, nos brindando desta vez com a poderosa voz de Frank Sinatra.
- Me concede essa dança? - Eu disse levantando-me e oferecendo minha mão.
- Sim, me dê um segundo. Vou pegar meus sapatos e...
- Não há necessidade, venha - Eu ajudei-a levantando- a pela cintura e levantando-a para o centro da sala. Delicadamente a coloquei sobre meus sapatos e comecei a guiá-la em um balanço suave.
I've got you under my skin
I've got you deep in the heart of me
So deep in my heart, that you're really a part of me
I've got you under my skin
I've tried so not to give in
I've said to myself this affair never will go so well
But why should I try to resist, when baby will I know so well
That I've got you under my skin
Comecei a distribuir beijinhos em sua cabeça e, em seguida, em sua testa, dali beijei seus olhos que permaneceram fechados e posteriormente beijei o lóbulo da sua orelha esquerda, deixei os seus lábios para o final. Quando ia fazê-lo ela abriu os olhos e os vi cheios de lágrimas querendo cair.
- Ei pequena o que está errado? - Eu disse, pegando seu rosto. Ela entrelaçou os dedos no meu pescoço e sacudiu a cabeça.
- Não há nada errado Edward, é só que ... tudo isso é ... perfeito. Você é perfeito e eu sou apenas ... - Um sentimento forte bateu em mim enquanto silenciei as suas palavras com um beijo. Ela falava sobre o quão perfeito era eu, sem saber realmente o monstro que eu era. O homem que havia entrado em sua vida para destruí-la e agora não fazia mais do que tentativas grosseiras para tentar se redimir pelo que havia feito. Nós quebramos o nosso beijo em busca de ar e continuamos a dançar enquanto desfrutávamos daquele breve momento de eternidade que o velho de olhos azuis * estava nos dando.
* Frank Sinatra também era chamado assim.
I'd sacrifice anything come what might
For the sake of having you near
In spite of a warning voice that comes in the night
And repeats, repeats in my ear
Don't you know you fool, you never can win
Use your mentality, wake up to reality
But each time I do, just the thought of you
Makes me stop before I begin
Cause I've got you under my skin
Após a canção, a peguei novamente e voltei para o sofá. Entrelacei seus dedos com os meus e suavemente beijei sua mão, ela colocou a outra mão no meu rosto e o acariciou. Mais uma vez eu a vi morder o lábio num gesto mais inocentemente erótico que eu já tinha visto. Bella estava determinado a quebrar meu autocontrole essa noite.
Minha intenção não era preparar a suíte para ter sexo com ela essa noite. Claro que não! Eu só queria desfrutar de um momento tranquilo com a minha Bella e agora enfrentando um grande dilema da mente x corpo não sabia se conseguiria sobreviver a essa noite sem acabar na cama com ela. Eu a vi sorrir e levar a minha outra mão até o seu pescoço onde percebi seu pulso batendo a mil.
Encurtei a distância entre nós e nos fundimos em um novo beijo, que no início foi doce e tranquilo, mas com o passar dos minutos foi ganhando intensidade. Ela abriu os lábios para dar passagem à minha língua para envolver assim em uma luta onde ambos sairiam vencedores. Minhas mãos curiosas escorregaram de seus ombros até o nascimento de seus seios. Sem descurar da minha tarefa de beijá- la, acariciei um , eram tão suaves ao toque. Arrisquei-me e peguei um em minhas mãos, como eu descobri aquela primeira vez no celeiro, o tamanho era perfeito para a minha mão, foi definitivamente desenhado para mim. Gentilmente esfreguei seu mamilo, que imediatamente respondeu, ficando ereto, como se ele tivesse ligação direta com o meu membro que também se colocou na mesma situação.
O beijo continuava ganhando intensidade, ela tinha os dedos entrelaçados atrás do meu pescoço e tentava soltar o laço da gravata que estava usando essa noite. A removeu com sutileza e afrouxou o aperto em meu pescoço para em seguida, descansar suas mãos no meu peito.
De uma forma muito sutil Isabella Swan estava me seduzindo ao passar os dedos delicados sobre os botões da camisa. Eu não sabia se era por causa da falta de sexo ou de sua maneira inocente de tentar despir-me mas a esta altura eu estava mais ligado que vela em bolo de aniversário.
Enquanto eu seguia me deliciando com o doce toque de seu seio em minha mão e seu inebriante gosto em minha boca, a senti gemer sob meus lábios quando me aventurei a dar ao seu gêmeo um tratamento similar. Chegando nesse ponto sabia que não haveria como voltar atrás então era hora de parar tudo aqui.
- Não Bella, eu não ... – me afastei um pouco, ela me interrompeu colocando um dedo nos meus lábios.
- Shhhh Edward, eu sei o que estou fazendo. E eu quero que seja você. – Assim, de cara e sem anestesia ou preparação prévia minha pequena pedia que fosse eu o que tomasse seu corpo pela primeira vez.
- Bella, eu não quero que isso seja assim. Deve ser perfeito para você e ...
-Já é perfeito Edward. Você não reparou ainda?
- Por que eu? - Questionei acariciando sua bochecha. Ela baixou minha mão que descansava em sua bochecha para colocá-lo no meio do seu peito, justamente no coração.
- Porque eu sinto que estamos destinados um para o outro Edward. – Maldição imbecil! Como você se quer pode pensar em prejudicar uma alma tão pura como a de Isabella Swan? Ela não tinha culpa por algo que aconteceu antes mesmo que seu pai nascesse. Voltei a beijá- la com adoração, desfrutando cada momento, cada sensação.
- Você tem certeza? – Perguntei ao me separar dela uma vez mais.
- Você não? – me respondeu corando. Eu permaneci em silêncio, Edward Cullen estava sempre pronto para uma boa transa, mas desta vez era diferente. Havia uma coisa que eu sabia que não deixaria de me atormentar o tempo todo que estivesse com ela: a culpa.
- Eu só quero que tenha certeza do que você está fazendo Bella - eu respondi esperando que com isso Bella mudasse de opinião.
- Parece que a virgem aqui é outra - ele brincou - Tenho a certeza de que é com você que eu quero que seja Edward. - Disse em um tom um pouco mais sério finalizando com um bico. Como eu poderia recusar um pedido como esse?
Gentilmente a peguei no estilo de noiva e a levei para o quarto da suíte. Uma cama king size vestida com um edredom branco delicado, nos aguardava. Bella estava certa, o lugar era perfeito, a situação era perfeita, ela era perfeita.
Deixei-a na cama enquanto eu tirava os sapatos e o paletó, ela olhava com expectativa cada um dos meus movimentos. Me aproximei novamente e a ajudei a sentar em uma posição de sereia, não havia percebido até aquele momento que o vestido tinha uma abertura enorme na perna, Que chegava a altura de seus quadris! Já me encarregaria de fazer desaparecer esse vestido, Bella não poderia usar esse tipo de roupa a partir de agora definitivamente, ninguém mais além de mim deveria ter o privilégio de ver essas infinitas pernas intermináveis ...! Ninguém!
Peguei seu rosto em minhas mãos e a beijei docemente. Ela começou a desabotoar minha camisa com um pouco de dificuldade, a minha menina estava um pouco nervosa, eu notei pelo leve tremor dos seus dedos. Ela terminou com o último botão e levantou as mãos para acariciar meu rosto. Tinha chegado a minha vez, um de nós tinha mais roupas do que o outro.
Lentamente deslizei a alça direita do vestido descobrindo assim a beleza escondida por baixo dele. Não demorei a repetir a ação do outro lado e, assim, ter a imagem completa. Seus seios se mostravam para mim nesse momento como dois presentes preciosos, seus rosados mamilos e eretos me convidavam a me perder neles.
- Lindos ... Perfeitos ... e meus! - Eu disse enquanto os acariciava. Uns pequenos gemidos de satisfação e sua cabeça atirada para trás eram indícios claros de que Bella estava desfrutando do meu toque. Aproximei-me deles e comecei a beijar um primeiro, sem deixar de atender o outro com minha mão. Pele de Bella era tão suave nesse local e o perfume de frésias estava mais concentrado ali. Aventurei-me a lambê-los muito devagar, curtindo ... sentindo. Não demorei a chupar um deles, a sensação era indescritível. Agarrei-me ao seu peito e sorvi dele como um sedento que encontra um oásis no deserto, assim ... necessitado assim eu estava de minha pequena Bella.
Seus gemidos começaram a ficar um pouco mais fortes. Logo, não seria suficiente então depois de beijar, lamber e mordiscar seu outro mamilo, deslizei minha mão pela abertura do vestido até chegar a sua calcinha.
- Deus Bella, está molhada - disse ao passar meus dedos por seu sexo. Eu levantei a parte inferior do vestido e o deixei na altura de sua cintura. Eu lhe estendi minhas mãos para ajudá-la a se ajoelhar sobre a cama.
- Levante os braços – obedecendo-me silenciosamente tirei seu vestido, fiquei instantaneamente maravilhado ao ver seu corpo, era linda! Sua cintura fina fazia uma combinação perfeita com seus quadris. Suas pernas com de neve estavam ainda mais bonita sob a pequena iluminação do quarto.
Ela aproveitou o momento de deslumbramento em que eu estava para tirar minha camisa. Baixou as mãos pelo meu peito até alcançar a fivela do meu cinto, a peguei pela mão e juntos nos livramos dele, queria compartilhar com ela cada movimento, cada experiência. Não podia deixar de admirar sua beleza, minha deusa, minha Bella. Levantei-me da cama para tirar minhas calças e boxers e, assim libertar o prisioneiro dentro de minhas calças. Eu não havia percebido até então como estava duro. Eu vi nos olhos de Bella, uma espécie de medo e admiração. Aparentemente ela não tinha visto um pênis nem em filme educacional.
- Bella, se você quiser podemos parar aqui. Está tudo bem – disse pegando seu rosto e beijando sua testa.
-Me tome Edward, quero ser sua - ela respondeu em um sussurrou.
A deitei na cama novamente, e me posicionei lentamente sobre ele. Recorri com beijos a curva de sua cintura, querendo com eles apagar a culpa que tomava conta de mim naquele momento. Era como se Deus oferecesse seu presente mais precioso para um pagão como eu, um simples vilão que transformaria a garota mais bonita em uma mulher completa ... Na minha mulher.
Ao levar a nossa relação a um plano físico, ele certamente sentiria dor em seu corpo maravilhoso, mas em mim doeria à alma.
Tinha que ser cuidadoso com ela, como se fosse uma flor delicada já que seria sua primeira vez com um homem. Para mim também seria a minha primeira vez de certa forma, para mim esta era a primeira vez com uma verdadeira mulher.
A última peça que a separava de sua nudez completa foi removido alguns segundos mais tarde. Mais uma vez tive o prazer de ver seu sexo, o toquei para me certificar de que era real o que estava vendo, o que eu estava vivendo. Aproximei meus lábios ao seu sexo e o beijei com devoção. Ela agarrou suas mãos no meu cabelo desfrutando a sensação. Corri minha língua sobre cada dobra, cada centímetro marcando-o assim , como meu. Ao esfregar seu clitóris os gemidos aumentaram, seu rosto estava distorcido pelo prazer.
"Se rendeu, você se sucumbiu ante Bella Swan, mas a tarefa não está completa"
Uma voz irritante falou na minha cabeça nesse momento, ela estava certa. Havia uma última coisa a fazer para enterrar a culpa: um telefonema. Tentei me desligar, nesse momento, do mundo tal como Bella tinha feito, tinha se abandonado na nuvem de prazer e eu deveria fazer o mesmo.
Lentamente eu introduzi um dedo nela, estava realmente muito molhada e pronta. Eu também não podia esperar mais, mas tinha que ter certeza de que minha pequena sentiria o mínimo de dor possível. Introduziu um segundo dedo nela e comecei a movê- los lentamente. Ela mordia seu lábio com tanta força que eu tinha medo de que se machucasse se continuasse a fazê-lo. Eu me concentrei novamente em meu trabalho e movendo meus dedos habilmente a levei ao céu naquele momento. O interior de sua vagina prendeu meus dedos por um momento e ela gozou de uma forma incrível. Eu me inclinei novamente e a absorvi completamente. Era deliciosa! Eu trouxe meus dedos à minha boca e apreciei assim até a última gota. Meu membro gritava por atenção, aí me lembrei de um pequeno detalhe.
- Merda, eu não tenho condons. Eu não vim preparado para isso e não ... - Eu disse com a intenção de sair da cama naquele momento.
- Eu tomo pílula - me disse em um sussurro.
- O quê? - Respondi absorto.
- Que tomo pílula. Regula o ciclo regula e controla as c ... Bah, são coisas de mulher - sorriu e me puxou para ela. - Edward, eu quero te sentir ... deixe-me sentir você dentro de mim.
- Isso vai doer um pouquinho pequena – disse me posicionando entre suas pernas enquanto beijava os seus seios mais uma vez.
- Estou pronta - disse, fechando os olhos. Eu suspirei e coloquei meu membro em sua entrada.
- Bella olha para mim, eu quero ver seus olhos enquanto te faça minha. - Ela abriu os olhos instantaneamente, enquanto eu estava abrindo caminho em sua cavidade estreita. - Minha Bella ... minha pequena - eu disse lentamente, acariciando seu rosto.
Sentindo que tinha chegado a sua pequena barreira, ela assentiu.
-Está bem Edward, faça ... eu sou sua ...
Eu respirei e introduzi tudo. Um pequeno grito abafado deixou sua boca e seus olhos se encheram de lágrimas. Merda não tinha sido suave o suficiente!
- Shhh, pequena. Desculpe, desculpe ... Eu vou fazer a dor ir embora.- disse ao beijar sua testa e então seus olhos. Eu também estava assustado, tinha machucado a minha menina, tinha lhe causado dor. Nunca tinha deflorado qualquer mulher e não sabia como agir. Só fiquei bem quieto dentro dela, esperando uma reação. Um momento depois, ela acenou com a cabeça ligeiramente me permitindo assim, continuar.
Eu comecei com movimentos leves, aproveitando o vai e vem dos nossos corpos e deixando que seu interior se acoplase a cada nova intrusão que eu estava proporcionando. O que antes eram soluços de dor, agora eram gemidos de prazer. A aproximei mais de mim, circundando- a pela cintura e beijei seus lábios enquanto a fazia minha, como tantas vezes havia sonhado desde que eu a conheci.
- Edward ... Edward - disse entre suspiros.
- Minha, Minha ... Minha ... - Repetida como um mantra. Acariciei seus seios por um momento para depois beijá-los. Minhas investidas ganharam força com o passar dos minutos, Bella estava tão estreita que eu não iria demorar a gozar e queria fazer junto com ela. Assobiou de prazer quando sentiu meu membro latejante em seu interior aumentar a velocidade das investidas.
Apesar de tudo o que eu estava sentindo naquele momento, também deveria ser realista, se eu queria que a minha pequena Bella sentisse todo o prazer que eu estava disposto a dar, tinha que lhe dar alguma ajuda. Eu sei que embora ela não me dissesse, estava com medo, insegura e com medo de fazer algo errado, eu precisava fazer com que relaxasse e se esquecesse de todo o resto para que pudesse me sentir. Desci uma de minhas mãos que estava em seu peito para colocá-lo em seu clitóris e comecei a acaricia-lo lentamente, com carinho, como se esse pequeno botão de prazer fosse de cristal e pudesse quebrar. À medida que minhas carícias aumentavam, sussurrei em seu ouvido:
- Relaxe pequena e aproveite este momento, nosso momento. Você não sabe como você é linda, e tudo o que você causa em mim - eu a senti apertar em volta do meu pau, estava perto. – Vamos pequena , vem, vem comigo minha Bella –lhe pedi. Um tremor poderoso percorreu seu corpo quando chegamos ao clímax juntos. Eu explodi em seu interior enchendo-a de minha semente. Oficialmente nessa noite Bella tinha se tornado minha mulher.
Pelos segundos seguintes ficamos em silêncio, tratando de acalmar nossa agitada respiração .
- Obrigado por me deixar ser o primeiro – e esperava a partir de agora ser o único para o resto de sua vida. Beijei-a novamente de maneira doce e delicada, ao terminar o beijo, sai delicadamente de dentro dela e me deixei cair ao seu lado. Puxei-a para mim e beijando a sua cabeça a aconcheguei em meu peito. A voz irritante começou a tagarelar na minha cabeça novamente. Não deveria perder mais tempo.
Passe suavemente minha mão por seus cachos poucos minutos depois, senti o ritmo da sua respiração abrandar, percebi então que minha Bella tinha adormecido. A removi lentamente do nosso abraço e me levantou. Tomei um dos lençóis que estavam na beira da cama e o envolvi na minha cintura, saí do quarto para a sala com as calças na mão, mas não sem antes me preocupar em cobrir minha pequena com o edredom.
A decisão tinha sido tomada no mesmo tempo em que Bella tinha oferecido seu corpo como um santuário para mim, por isso era uma questão de fazer a única coisa que me impedia de viver plenamente aquela felicidade que sentia naquela noite. Eu fui até o móvel onde nossas primeiras carícias haviam acontecido. Sentei-me e tomando meu telefone de um dos bolsos da calça, disquei.
- Olá Tanya? O plano está cancelado a partir deste momento. Eu preciso que retire o processo contra a Swan Editors amanhã - Sem esperar por uma resposta do outro lado, encerrei a chamada e me levantei para voltar para a cama ao lado de Bella.
N/T: Todos surpresos com esse final? Será que agora teremos o felizes para sempre ou virá alguma bomba. Beijos e FELIZ PÁSCOA.
