Desejos e meias verdades.
Música do capítulo para o POV do Edward: Fight for love- Elliott Yamin
Música do capítulo para o POV da Bella: Everytime we touch- Cascada.
POV Edward*
Devia estar sonhando... sim, sim... devia ser isso. Um pesadelo igual ao da outra noite, era algo realmente ilógico e sem sentido. O que fazia essa mulher na porta do meu apartamento? Senti o impulso irresistível de me beliscar para comprovar que estava dormindo.
- Surpreso em ver-me? Ou o rato comeu sua língua?- riu em forma de burla. Sua risada escutada real demais, para ser um sonho. Vejamos Edward, recapitulemos: Recordava de ter feito amor com Bella na madrugada, tomar café com ela e de me vestir para ir ao escritório. Tudo isso foi um sonho? – Assustado é?- Tocou meu rosto com a ponta do dedo indicador. Neste instante a realidade me golpeou. Era impossível! Tanya estava aqui!
- O quê.. Que está fazendo aqui?- balbuciei-Por acaso não é obvio edward? Vim falar com você- sacudi um pouco minha cabeça para sair do aturdimento da presença inesperada de Tanya.
- Não vai me convidar para entrar? Que descortês de sua parte- meu cérebro não tinha terminado de processar sua pergunta quando a vi entrar pela sala.
- Vejo que seus péssimos modos continuam iguais de quando te conheci em Cambridge.- disse fechando a porta, se íamos ter essa conversa, melhor que fosse a portas fechadas- Como soube onde moro? Ainda esperando sua resposta
-Nunca pensei que fosse tão fácil te encontrar Edward, Cullens em Chicago só há uns poucos e seu pai é o único Dr. Cullen em toda Illinois. Assim, fui a sua casa e ...- fez uma pausa enquanto se sentava no sofá-... Sua pequena irmãzinha foi bastante ummm... como posso dizer? Colaboradora por assim dizer. Ela foi...- não permiti que continuasse, injetado de fúria me aproximei dela e a tomando pelo braço a levantei do sofá e a sacudi com força.
- O que caralho você fez a minha irmã? Fale o que fez a Alice! – Em seguida meus pensamentos se voltaram à anã. Ela estaria bem? O que essa mulher dos diabos a teria feito?
- Edward !Ouch... Está me machucando- disse pegando minha mão e obrigando-a a soltá-la- Me solta idiota!
- O que aconteceu com minha irmã? Diabos! Fale agora!- estava começando a me desesperar, meus dedos cada vez mais se fechavam em torno de seu braço.
- Sua irmã me trouxe até aqui, isso foi tudo. Contente? Me solta agora!
- Alice não diria a ninguém onde moro e muito menos traria uma desconhecida a minha casa. O que fez a ela Tanya? Me diga a verdade!- minha paciência estava a um tris de se esgorar e ela não estava colaborando com a verdade.
- Bom já não sou uma desconhecida para ela a partir de hoje- sua outra mão pousou em meu peito, a qual afastei de imediato- Faz uma hora, quando encontrei a casa dos seus pais e vi sair uma garota muito parecida com você , então supuz que fosse sua irmã de quem tanto me falava, me aproximei dela e lhe disse que precisava saber onde te encontrar... ou em todo caso, encontrar Isabella Swan- Meu coração paralisou nesse momento. Minha Bella! Ela estava procurando por Bella. Não!- Me alegra muito que tenha falado de mim a sua irmã. Isso me facilitou muito as coisas. Ela se ofereceu "amavelmente' a me trazer já que disse que não sabia onde morava Isabella... Pufff como se eu acreditasse!- nesse momento agradeci mentalmente Alice que tenha trazido essa mulher a minha casa, ainda que o mais sensato tivesse fosse ter chamado a polícia, minha irmã tomou uma decisão certa, ela, assim como eu buscávamos proteger Bella.
- Então se veio conversar, diga o que tem que dizer e saia da minha casa- disse soltando-a sem aviso prévio o que provocou com que ela caísse novamente no sofá. Me deu uma olhada cheia de veneno e segurou seu braço, ao que parecia minha ira iria deixar alguns roxos.
- Vim fazer negócios- soltou.
- Seu negócio é tirar o processo e assim evita o constrangimento de ficar exposta diante de toda a imprensa.
- O que faz ou deixa de fazer com esses manuscritos não me importa - se colocou de pé e caminhou até onde eu estava, do outro lado da sala.- Vim falar de negócios reais.
-Não me interessa outra coisa que não tenha a ver com a retirada desse processo- espetei.
- Ok, já entendi- levou um dedo ao queixo e bateu ele várias vezes- Então acredito que deva procurar a Isabella Swan e falar de negócios com ela... e de- fez uma pausa na qual esboçou em seu rosto um sorriso maquiavélico- outras coisas, que parece que ela ignora.
- Por cima do meu cadáver, Tanya- cerrei os punhos a ponto de deixar os nós dos meus dedos brancos- De que negócios está falando?
- Assim que gosto Edward, que colabore comigo. O única coisa que quero para nós é bem estar. Eu digo o que quero e você em troca, fica com ... essa mulher.
- Já te disse Tanya, muito cuidado com a forma a que se refere a ela. O que aconteceu com o seu braço não seria nada comparado com o que pode acontecer com seu pescoço se, se atrever a falar dela como se você igual a você.
- Bella? Wow... Nem sequer é Isabella, senão Bella?- soltou uma risada que rompeu o silêncio de todo o prédio. -Parece que encontrei o ponto fraco de Edward Cullen!
- Eu não tenho muita paciência Tanya, fale logo. O que quer?- Maldita seja! Sentia meu coração como um corcel desenfreado. Tinha um forte pressentimento que não seria nada bom, não por algo que atravessou meio país em menos de 24 h para chegar a Chicago.
- Quero seu dinheiro por meu silêncio- soltou a víbira.
- De que silêncio está falando?
-Edward, para ser um advogado me surpreende a pouca malícia que há em você. Quero um milhão de dólares em dinheiro para as próximas semanas, caso contrário, me verei obrigada a ir aonde sua Bella- fez umas pequenas aspas no ar para dar ênfase ao nome de minha pequena- e contar a verdade que ela ignora. A verdade sobre o mentor do processo, que a colocou em marcha e que tipo de relação eu tinha com esse horrível monstro que havia planejado semelhante atrocidade contra ela.
- Entendo... agora o você quer é me chantagear?- tratei de sorrir para aliviar um pouco o ambiente, devia ocultar de maneira eficiente que estava a ponto de entrar em pânico por causa do nervo.
-Aceite como quiser Edward, só quero meu dinheiro. O mesmo milhão de dólares que me prometeu se tudo desse certo.
- Sabe muito bem que eu não tenho esse dinheiro- disse entre dentes.
-Tão pouco que estou exigindo de você Edward... quero que seja ela quem me dê esse dinheiro. Sei que sua querida tem dinheiro de sobra, assim que um milhão por sua felicidade é relativamente nada.
- É uma miserável Tanya- disse agarrando meu cabelo com força e movendo- me de um lado a outro como um animal enjaulado.
- Só aprendi com o melhor Edward- respondeu.
- Não sei... não sei o que estava pensando quando decidi dar cabo disso tudo com você - sussurrei para mim mesmo.
- Talvez não estivesse pensando com a cabeça, se não que com outra parte do corpo- a vi aproximar-se com um passo felino até mim, e passando uma mão em em meu peito, sussurrou em meu ouvido- por acaso ela te faz o que eu fazia? Te faz sentir como eu quando ia a minha casa e gritava por mais? Isabella Swan é suficientemente mulher na cama para você? – se afastou e me olhou fixamente.
- Nem se que existe ponto de comparação- respondi. Ela esboçou um sorriso de complacência, ao que parece havia interpretado mal minhas palavras- Jamais poderá se comparar com você ou com o resto, ela é simplesmente perfeita- foi minha vez de sorrir ao recordar minha pequena de olhos café.
- Edward Cullen, quero meu dinheiro em duas semanas exatas, contando a partir de hoje... ou sua querida Isabella receberá notícias minhas- respondeu furiosa. Com passos rápidos abandonou minha sala e ao sair bateu a porta com força. Não sei como consegui manter-me tão calmo ao escutar suas ameaças , ela tinha vindo para destruir tudo e eu só me sentia como um mero espectador do Apocalipse da minha vida.
- Que faço?- sussurrei enquanto pegava meu telefone para realizar uma chamada. O telefone chamou 3 vezes- Vamos, responda, por favor!
- Edward... lamento tanto, eu... eu... Você está bem?- respondeu entre balbucios minha pequena irmã. Era um maldito, agora até minha família se via envolvida em um problema que nunca deveria ter existido.
- Isso é o que eu tenho que te perguntar Alice. Está bem? Essa mulher não te fez nada?- me sentia como um desgraçado, meu corpo inteiro estremeceu só de imaginar que Tanya pudesse ter feito algo a Alice.
- Estou bem Edward, tive que levá-la a sua casa porque ameaçou a Swan Editors e a procurar Bella- escutei ao longe o barulho de carros, talvez estivesse conduzindo quando a chamei e por isso demorou a atender.
- Fez bem, Ali, essa mulher não pode se aproximar de Bella por nada no mundo.
- Que aconteceu Edward? Por que veio a Chicago?
- Quer um milhão de dólares em troca de seu silêncio- comentei derrotado.
- Um milhão? Essa mulher está louca?
- Essa mulher perdeu a razão há muito tempo, Alice, mas não devo pensar nisso agora. Necessito pensar para saber o que fazer. Sabe que não tenho esse dinheiro e ela que seja eu quem peça para Bella.
- Isso está ficando pior ainda Edward. O que pensa em dizer a Bella?
- Não sei Alice, me sinto perdido. Não posso dizer a Bella: Amor, me dê um milhão de dólares por favor? Não tem lógica Alice...
- Eu sei Edward, mas pelo que vi de Tanya ela não é de rodeios. A ameaçou com o manuscrito que havia roubado?- perguntou.
- Sim, mas disse que isso não lhe importa agora. Ela quer o dinheiro Alice, é uma mulher muito ambiciosa e não vai se deter até conseguir o que quer.
- Vê agora porque é tão necessário que diga , você, a verdade a Bella antes que Tanya o faça? ela não vai te perdoar nunca se Tanya for a quem faça isso primeiro.
- Tanya não vai fazer isso, Ali, porque não vou permitir. Bella não pode saber a verdade... nunca.
- É tão teimoso Edward cullen, pense bem o que está fazendo antes que seja muito tarde- escutei o som de uma buzina- Tenho que ir agora, tenho uma reunião com duas modelos e já estou atrasada. Te ligo mais tarde para saber o que decidiu
- Sim, falaremos mais tarde. Te amo, Alice e obrigado pelo apoio- disse em sincero agradecimento. O laço de irmandade que havia nos unido desde muito pequenos agora se notava mais forte que nunca.
Depois de desligar, voltei para meu quarto, precisava me recompor um pouco antes de voltar a sair. O intenso aroma de Bella tinha se impregnado em cada parede, em cada pequeno espaço do quarto. Tomei uma forte respiração e enchi meus pulmões com seu cheiro. Uma ideia me veio a mente, não era a mais brilhante, mas podia servir de algo. Necessitava sair dali antes que o cheiro de fresias terminasse de me deixar louco, precisava vê-la, beijá-la refugiar- me em seus braços com urgência... e pedir todo o perdão por tudo, o que ia fazer para prendê-la ao meu lado.
Cheguei ao escritório pouco depois das dez da manhã. Ao passar pela sala de Bella a porta estava fechada , então me limitei a ir direto para a minha. Sentei e revisei minhas pendências. Sobre minha mesa um papel me lebrou o primeira coisa que Bella faria quando voltasse de casa após estar em JacksonVille.
Sai da minha sala com a carta de demissão de Crowdley em minha mãos e me dirigi ao escritório de Bella. Angela não estava em sua mesa pelo que supus que estava dentro, com minha pequena.
-Amor, bom...- disse irrompendo em sua sala. O dia cada vez ficava pior. Primeiro Tanya e agora ele?
- O.. olá edward... bom dia- disse Bella em tom tímido. Escutei Stone dizer " era um bom dia até você chegar., " mas decidi ignorar. O muito idiota me deu um olhar venenoso enquanto me examinava e bufava baixinho. Decidi que era hora de começar a marcar limites. Havia sido muito condecendente com ele até esse momento. Assim que me aproximei da mesa de Bella e me abaixei para dar-lhe um beijo. Não era um beijo terno de bom dia, era um dos beijos que conseguia nos deixar sem ar. Devorei seus lábios enquanto sustentava seu rosto em minhas mãos. A princípio minha pequena se mostrou algo temerosa enquanto me beijava, mas logo se deixou levar pouco a pouco nas sensaçãoes de nosso beijo.
- interrompi algo^?- disse com um sorriso enquanto me separava dela e olhava fixamente a Stone.
- Não, de fato já estava de saída- respondeu ele enquanto se colocava de pé.
- Mas Matt... eu...- disse Bella colocando-se de pé também.
- Não se preocupe Bella, eu posso voltar em outra ocasião. Quando estiver sozinha... Que Tenha um bom dia.- disse referindo-se só a ela e saiu em seguida.
- Edward... que foi isso?- perguntou colocando suas mãos em seus quadris marcados e batendo seu pequeno sapato no chão.
- Sinto amor, lamento ter perdido a compostura assim. Eu... eu não sei o que me passa na cabeça cada vez que o vejo perto de você. Sinto muito...- disse realmente arrependido. E era verdade o que havia dito, tinha me deixado levar por meus instintos primários de possessão e a beijei assim , de maneira eufórica diante do Stone.
- Céus- disse se aproximando de mim- Falamos disso ontem. Não tem por que ter mais ciúmes de Matt, ele só veio falar comigo. Tem dias que quer me dizer algo e ainda não posso falar com meu amigo. Ele parece preocupado Edward, e sei que precisa de mim.
- Perdoe-me Bella, eu acho que não penso de maneira clara quando o vejo perto de você. Tenho medo de te perder. Que alguém te leve do meu lado...
- Shhh Edward eu não vou a lugar nenhum- disse aproximando cada vez mais e tomando meu rosto em suas mãos- Mas, assim como eu confio em você, você também deve confiar em mim- não agüentei mais e a tomei entre meus braços para dar-lhe um abraço. Cretino!Ela confia em você com sua vida e não você não é capaz de lhe dizer a verdade!
- Sou um animal Bella, eu sei- disse como uma confissão para mim mesmo- Sinto muito...
- Bom, tá... já passou. Ainda que sendo sincera, adoro que me dê bom dia dessa maneira- sussurrou em meu ouvido.
- Sedutora- respondi.
-Ciumento- me respondeu com um sorriso- Bom, além do meu beijo de bom dia, veio para nossa reunião?
-Sim, tenho algumas outras coisas que mencionar-te sobre o caso. Mas primeiro preciso que assine isso- lhe estendi o documento. Ela voltou para sua mesa, seus olhos se abriram como pratos quando leu o conteúdo da ata em suas mãos.
- Edward, isso é...
- Sim pequena, é a carta de demissão de Crowdley- respondi enquanto me sentava diante dela.
-Edward eu não... quer dizer, ele não...- murmurou.
- Bella, tínhamos falado disso antes de ir. Esse cara é uma ameaça para você nesta empresa. Como pode ver na carta, tem motivos suficientes para despedí-lo. Desacato a autoridade, e violência verbal.
- Amor, não creio ser capaz de...- a interrompi.
- Não Bella, você deve fazer. O que acontece se amanhã essa cara se altera de novo e quer te bater? Eu não vou permitir isso- lhe disse em tom sério. Ela fixou o olhar novamente no papel e o releu.
- A carta tem a data de hoje, isso significa que ...- assenti levemente.
- Sim querida, a dispensa deve ser hoje. De fato deve ser agora, deve pedir-lhe que se retire do escritório e que a chefe de pessoal se encarregue de lhe entregar seu cheque amanhã.
- Eu nunca despedi ninguém Edward. Ainda menos a um empregado tão fiel a esta empresa e ao meu pai.
-Mas sempre tem uma primeira vez Isabella- disse seu nome completo para dar força a minhas palavras. Minhe pequena tinha um coração que fazia par com sua inocência e Crowdley era uma severa ameaça a ela, ainda que Bella não notasse. A vi assentir uns segundos depois e pedia a Angela que chamasse Crowdley.
- Pronto, já vem pra cá. Isso vai ser duro Edward- sussurrou.
- e é por isso que estarei aqui com você meu amor- disse tomando uma de suas mãos sobre a mesa. Deveria estar ali para ela, não só porque era duro despedir a alguém, se não porque esse alguém poderia reagir de uma maneira violenta e não queria que nada acontecesse a meu amor.
- Srta. Isabella- disse enquanto entrava na sala- Ao que parece andou pensando no que te disse há alguns dias e está disposta , atraves do Sr. Cullen , a ceder o comando de sua companhia- quis manter o riso que ameaçava a sair. Pobre idiota!
- Sr. Crowdley, sente-se- o apontou a cadeira junto a mim e ele se sentou. Virei para ver Bella e a notei dúvida em seu olhar assim que decidi por começar.
- Sr. Crowdley, o documento que a Srta. Swan vai te entregar em pouco está detalhando todo o procedimento legal al que nos vemos obrigados a recorrer devido aos acontecimentos de dias anteriores. Nos artigos 8 e 24 da Lei do Trabalho dos EUA se menciona como falta grave, o desacato a autoridade superior de uma companhia e o maltrato físico de uma mulher dentro do escritório. Ambas faltas sancionam com a dispensa imediata do infrator- Crowdley começou a se remexer em sua cadeira.
- E ... e isso o que significa?
- Sinto muito Sr. Crowdley, mas você já não pertence a Swan Editors a partir deste momento- disse Bella estendendo o palpe e colocando-o em suas mãos. Como era de se esperar Crowdley se colocou de pé e amassou o papel com fúria. Me olhou com os olhos injetados de fúria e se dirigiu a Bella.
- É ele, não é?-disse me apontando- É ele que está colocando coisas estranhas em sua cabeça, certo? E como você não pode fazer sozinha, decidiu buscar a ajuda de um aprendiz de advogado para achar uma artimanha para me tirar da companhia.- gritou enfurecido. Voltei a olhar minha pequena que se mordia o lábio nervosamente.
- Não Sr. Crowdley, não foi Edward. Essa decisão é minha, baseada claramente na falta de profissionalismo que você tem demonstrado para comigo no tempo em que eu tenho comandado a editora. – respondeu aprumada, minha garota de olhos chocolate- Foi uma decisão difícil mas você deve ser separado da Swan Editors hoje mesmo. A encarregada pessoal entrará em contato com você amanhã para seu pagamento. Se te preocupa o valor, deixe- me dizer que será generoso, tomando em conta o tempo de trabalho e a lealdade que você tem tido com a empresa e com meu pai.
- Ah! Agora sim menciona Charlie. Ele sabe o que você está fazendo? Sabe que está despedindo sem motivos seu empregado predileto?- a vi duvidar novamente, mas respondeu em seguida.
- Não, meu pai não sabe nada sobre minha decisão. Mas tenho certeza que assim que souber os motivos pelos quais você está sendo separado da companhia, estará mais que de acordo com essa decisão.
- Você não vai fazer isso comigo garotinha malcriada. Não dei tantos anos a essa empresa para que você me jogue na rua como um cachorro.
- Como lhe disse Sr. Crowdley sua dispensa será bastante generosa, pelo que , tecnicamente, não o estaria jogando na rua sem reconhecer as coisas que você mesmo mencionou.
- Tem uma hora para recolher suas coisas e sair desse prédio. Os seguranças o escoltaram até a saída- foi minha vez de falar.
- isso não fica assim isabella Swan. Lembre-se muito bem desse dia, porque pagará caro pelo que está fazendo. Logo ouvirá falar de mim, logo.- disse enquanto se colocava de pé e saía da sala.
- Charlie vai me matar quando souber- comentou Bella enquanto enterrava seu rosto em suas mãos. Me coloquei de pé em seguida e me ajoelhei junto a sua cadeira.
- Shhhh amor, tranquila. Não pode se estressar por algo que não sabe se vai acontecer. Eu estarei com você no dia que falar com Charlei e lhe explique tudo...
- verdade que faria isso por mim? – em seu rosto se desenhou um sorriso de esperança.
- Amor nem imagina as loucuras que sou capaz de cometer por você. Te amo tanto minha pequena- disse antes de deixar um suave beijo na comissura de seus lábios.
- Será melhor que começarmos, Edward- sacudiu a cabeça e sorriu- Tenho muitas pendências por todo o tempo que estive em JacksonVille.
O temido momento havia chegado, deveríamos falar sobre o processo. Mentalmente pedi perdão a minha pequena pelo que ia fazer, mas já tinha dito: Era capaz de cometer loucuras para tê-la comigo.
- Bom- disse me sentando novamente- Uma das primeiras novidades que temos é o atraso da primeira audiência- e sem mais, soltei a primeira bomba , a menos daninha por assim dizer.
- Atras? Por que? – perguntou inclinando a cabeça em sinal de confusão.
- Pedimos uma prorrogação para tentar fazer um acordo extrajudicial com a demandante e assim não chegar à corte- segunda bomba!
- Acordo extrajudicial? Quer dizer pagar a Denali o que está pedindo sem passar pelo julgamento?
- Não, não amor. Não é pagar exatamente o que pede. Se trata de uma negociação um pouco mais informal na qual a Swan Editors cede a pagar certo valor a demandante aceita em troca, retirar o processo. É benéfico para ambas as partes já que caso um dos dois perca em juízo, não seria muito a quantidade de dinheiro perdida.
- Entendo, e... de quanto estamos falando Edward?
- de um milhão de dólares, a quianta parte do que foi pedido- e soltamos a última bomba. Entre todas as possíveis saídas que esse enrosco poderia ter, está havia sido a única maravilhosa ideia que tinha me acorrido. Tanya precisava de um milhão, e eu não queria os quatro que precisar de um dinheiro que em primeira instância jamais foi meu? Precisava dar a Tanya a sua parte prometida e que assim regressasse em paz para Cambridge.
- Um milhão de dólares é muito dinheiro Edward- franziu um pouco o cenho.
- Eu sei Bella mas é uma maneira pacífica de sair disso. Não quero que se enfrente com ela nos tribunais, é uma mulher muito inescrupulosa.
- Fala como se a conhecesse Edward- perguntou. Imbecil! Gritou uma vozinha em minha cabeça? Como pode se delatar assim tão fácil diante de Bella?
- Não amor, não a conheço mas a estudei seu perfil por algumas semanas- soltei rapidamente em minha defesa.
- entendo, entendo...- fez uma pausa enquanto ligava seu note- Sobre isso tenho que falar com Charlie, em caso de fazer um desembolso tão grande de dinheiro, preciso pelo menos comentar.
- então pequena, fico pendente de sua autorização para estabelecer uma negociação com Denali- conclui. " Lamento pequena, faço isso por nós", disse para mim mesmo. Voltei para minha sala me sentindo o pior dos vilões, um maldito bastardo que mentia para o amor de sua vida para não perdê-lo. Mas o que podia fazer? Deveria lutar com todas as minhas armas possíveis pelo seu amor. Liguei para Alice para comentar minha grande ideia e sua resposta foi a de sempre: Deveria dizer-lhe a verdade.
Cerca de duas da tarde saí para procurar algo para comer. Passei pela sala dela para ver se minha pequena havia comido já e me encontrei com sua sala vazia.
- Saiu faz um momento Edward. Disse que almoçaria algo no caminho- disse Angela à minhas costas.
- Disse onde ia?-perguntei. Era muito estranho que Bella saísse durante o horário de trabalho. Aconteceu algo?
- Não, mas disse que não demorava. Não tinha nenhuma reunião programada fora do escritório, talvez fosse algo pessoal.- Algo pessoal? Isso me soava pior ainda.
- Obrigado Angela, vou procurar algo para comer e volto em seguida.
- Certo Edward, anotarei seu recados.
Desci na cafeteria que ficava perto do escritório e pedi um sanduiche simples de peru, o mistério da ausência de Bella fez com que minha fome desaparecesse. Tentei ligar para ela por 6 vezes e seu telefone me enviava para a caixa postal conde sua doce voz indicava que não estava disponível.
- Amor, onde está?- me perguntei enquanto saia do lugar. Na porta cruzei com uma mulher, bastante jovem que levava um bebê nos braços. O pequeno sorriu pra mim e lhe devolvi o sorriso. Contive a vontade de acariciar sua bochecha. Caminhei até o escritório com meus pensamentos ainda em Bella. Estava a ponto de ficar louco e subir ao volvo para ir procurar Bella. Mas.. onde procurar primeiro?
Ao chegar ao nosso andar vi sua porta entreaberta. Sem duvidar entrei e a vi sentada em sua mesa, concentrada em algo que projetava em seu computador. Ao notar minha presença, minimizou todas as janelas e levantou um pouco a cabeça. Ali notei que havia algo mal com ela.
- Bella meu amor... o que tem? Que aconteceu? – praticamente corri até onde estava e peguei seu rosto em minhas mãos. Seus olhos se viam um pouco inchados, sinal de que havia chorado. Ela afastou um pouco seu rosto, mas a obriguei a me olhar novamente- Pequena, fala comigo? O que há? Aconteceu algo com Crowdley?- ela negou com a cabeça- Me diga o que é então amor, estou enlouquecendo.
- Não é nada Edward... é só... eu...- fez uma pausa baixando um pouco o olhar- Eu menstruei há um par de horas- senti que minha alma voltava ao meu corpo. Era só isso? Por que chorava então? Em seguida as imagens do sonho da noite me golpearam a cabeça como rápidos flashes de luz. Não pude evitar sentir- me triste nesse momento, o fato de que Bella estava em seu período menstrual significava que não havia bebê em sua barriguinha. Um bebê de cachos chocolate que tão claramente havia visto em meu sonho. Era por isso que minha Bella chorava? Se sentia triste por não ter um bebê crescendo dentro dela? Minha pequena queria ser mãe.
- Minha pequena... mas por que chora? Está sentindo mal? Quer que te traga algo?- desviei um pouco o olhar até seu note e vi que uma das janelas não havia sido minimizada. Estava aberta em uma página que promovia um livro " A aventura de ser mãe". Oh pequena!
- É só uma leve cólica, com certeza com um ibuprofeno passa, amor- sorriu sem que a alegria chegasse a seus olhos.
- Certeza que é só isso?- perguntei.
-Sim Edward, é só isso. Preciso do medicamento e umas algumas horas de sono e estarei melhor- Se virou e um belo rubor de vergonha cobriu suas bochechas ao ver a página ainda aberta, mas era melhor deixa-la descansar. Me abaixei um pouco para deixar um beijo em sua testa e lhe sorri. Minha pequena era uma péssima mentirosa...
- Vou pedir a Angela que te traga o remédio para a dor, e eu mesmo te levarei para casa esta tarde- ela assentiu levemente e com isso voltei para minha sala. Tinha planos de levá-la para jantar essa noite, mas era melhor deixa-la sido um dia pesado com essa do Crowdley, e agora com sua menstruação.
A levei para casa depois das 5 da tarde. Seu olhar continuava triste e algo distante.
- Amor, tem certeza que está bem?- perguntei ao estacionar o carro diante da sua casa.
- Sim Edward... só preciso dormir- depois de um curto beijo, saiu do carro e a segui com o olhar até que entrou em sua casa. Me detive para pensar uns minutos sobre a reação de Bella e sobre a minha mesma. Havia me sentido extremamente chateado durante toda a tarde. Eu queria ser pai também? O tema da parternidade era algo que definitivamente jamais havia passado por minha cabeça, não entrava em meus planos... Mas com Bella em minha vida não havia plano que não houvesse retorcido. Estava pronto para ser papai? Meu cérebro foi mais rápido ao me dar uma resposta: Imaginei como seria estar com minha pequena em seus consultas mensais e ver meu bebê através de um monitor de ecografia enquanto esperávamos ansiosos por sua chegada.
Agitei minha cabeça com força para me obrigar a descartar essas ideias. Edward... Basta! Bella não estava grávida e não estaria enquanto continue a tomar pílula. Cheguei em casa e depois de um banho me joguei na cama.
No dia seguinte, uma mensagem de texto me acordou:
O tempo corre contra você... Já está com meu dinheiro?
Decidi ignorar a mensagem e me preparei para meu dia no escritório. Ao chegar a vi no corredor enquanto falava com Angela e o mensageiro. Estava sorridente e com semblante melhor que o de ontem, quem sabe seu mal estar se devia só à cólica. Se via como um anjo radiante com um traje, ultimamente estava usando uns vestidos tão justos mas tão elegantes que supunham um desafio a meu alto controle. Desta vez usava um simples vestido azul reto e longo até seus joelhos. Realçava perfeitamente cada centímetro de seus peitos, cintura e quadris. A imagem de minha deusa projetada diante de mim provocou logicamente que deixasse de respirar por pelo menos alguns segundos, mentalmente me obriguei a respirar novamente e continuar caminhando. O fato de que minha pequena seja agora uma mulher a havia mudado um pouco, e não me refiro só a seu corpo senão também a sua atitude. Bella estava se convertendo em uma mulher confiante, segura de seu corpo, e projetava uma grande personalidade. Cada vez me cativava e me apaixonava mais...
Me limitei a deixar um tímido beijo em sua bochecha e segui para minha sala. Ao meio dia chegaram suas frésias, as que tinha encomendado para ela essa manhã bem cedo e me encarreguei de leva-las em mesmo.
- Amor... está melhor?- disse entrando em sua sala com as flores em minhas mãos.
- muito melhor- estendi suas fresias e sorri- Algum dia deixará de ser tão bom comigo?- perguntou enquanto as depositava em um vaso.
- Jamais minha pequena Bella... Você me deu tudo, assim que está é uma pobre retribuição em agradecimento- lhe sorri enquanto a virava e lhe dava um beijo que tinha guardado desde de manhã. Céus! Como tinha sentido saudades de seus lábios!
Nos separamos pela falta de ar em nossos pulmões e sorridente se sentou em sua mesa.
- vi, te fazer um convite- disse me aproximando.
- Ah sim?... vejamos, de que se trata?- perguntou curiosa.
- Creio que lhe devo o jantar de domingo, vi as sacolas de comida chinesa no lixo, assim te devo um convite para jantar- Um adorável rubor apareceu em suas bochechas.
- Suponho que esse dia nos esquecemos de jantar depois do que aconteceu- sorriu, suponho que ao recordar nossa noite de sexo de reconciliação.
- Então... te pego às7? O que quer comer? Algum lugar que queira ir? Você escolhe amor...
- Pizza?- perguntou na dúvida- Para ser sincera não tenho vontade de sair para jantar em nenhum lugar Edward. O que você acha se pedimos pizza na sua casa e vemos um filme?
- Me parece uma excelente ideia- minha pequena era assim de descomplicada. Preferia o simples ao extravagante- Vou passar na locadora para ver o que poderemos assistir essa noite.
-Feito. Vou para seu apartamento as7? – sorri diante de sua resposta, ainda que ansiava pelo dia que não dissesse seu apartamento, se não, nossa casa.
Efetivamente passei pela locadora ao sair do escritório. Escolhi uma comédia romântica dos anos 90, uma de suspense e uma de aventura. Não sabia qual seria o gênero pelo qual ela se inclinaria, mas lhe levava algumas opções. Aproveitei para ligar para a pizzaria para que entregassem a pizza a tempo. Cheguei em casa um pouco depois das 6, me interei de arrumar a sala e preparei o equipamento de cinema. Às 7 chegaram as pizzas e poucos minutos depois escutei as chaves soarem.
- Amor... já cheguei!- a escutei dizer. Saí rapidamente da cozinha e a encontrei na sala vestida com uma calça solta e uma camiseta polo turquesa que ajustava perfeitamente em seu corpo. Carregava com ela umas bolsas da Baskin Robbins. Pequena gulosa! A tomei em meus braços e lhe dei um forte abraço. Ela respondeu dando beijos rápidos em meu rosto.- Meu corpo precisa de açúcar. Não te incomoda que coma pizza com sorverte, certo?- riu jogando um pouco sua cabeça para trás deixando assim seu pescoço descoberto, onde foi minha vez de repartir beijos.
- Não, minha pequena... parece que eu também preciso de algo doce. Da sua boca doce, sua pele doce, seu corpo doce- disse aspirando seu concentrado odor a frésias em seu pescoço.
- Edward...- me repreendeu quando a situação começou a ficar um pouco mais quente. Ambos sabíamos que pelo menos nesses dias o sexo estaria vetado de nossa lista de atividades.
- Está bem- levantei as mãos em sinal de rendição- Me comportarei bem.
- Gosto assim- deixou as sacolas de sorvete- Vejamos que filmes trouxe- as pegou em suas mãos e as examinou- Descartou as duas primeiras e ficou com a comédia romântica.
- Estou inclinada a " The Wedding Singer"- me disse enquanto apontava para o vídeo.
- Muito boa escolha. É um dos poucos filmes de Adam Sandler que ainda não vi.
Nos acomodamos no sofá com nossas pizzas e sorvetes. A rodeei com meus braços enquanto ela se encolhia junto a mim. O filme começava com um casamento que não acontecia, e situações hilariantes sobre o despeito. Robbie, o protagonista, conheceu Julia, uma garçonete que estava para casar e engajavam uma bonita relação durante o tempo que Julia preparava seu casamento. Terminaram por darem conta que haviam se apaixonado, mas uma confusão acabou levando a protagonista a Las Vegas para se casar com seu prometido. Uns soluços junto de mim me tiraram da minha concentração. Baixei o olhar e a encontrei em um mar de lágrimas.
- Amor? O que foi?- perguntei.
- Ela... ela...- disse entre soluços- Ela vai se casar com Glen... ele não a ama, e ela tão pouco o ama. Ela ama Robbie. Por que vai se casar com alguém que não ama?
- Não sei amor... talvez tenha se decepcionado muito com Robbie- respondi e eu tão pouco entendia por que a garota se casava com alguém que não amava.
- Mas ela não pode fazer isso... Não pode se casar com quem não ama. É absurdo, seria infeliz toda a sua vida- disse enquanto me olhava e fungava o nariz.
- Júlia não vai se casar com ele, tenho certeza disso. No final o amor sempre vence.- disse a apertando ao meu corpo. No final o protagonista decidiu ir procura-la em Las Vegas e resultou que iam no mesmo avião. Ele a encontra e canta uma canção que havia composto para ela.
I wanna make you smile
whenever you're sad
carry you around when your arthritis is bad
all I wanna do, is grow old with you
I'll get you medicine when your tummy aches
Build you a fire if the furnace breaks
So, it could be so nice growing old with you,...
Subi Bella para o meu colo enquanto a canção tocava ao fundo, comecei a beijar seu pescoço enquanto me enchia de seu perfume maravilhoso. Me dei conta que essa canção descrevia exatamente o que eu queria com Bella... envelhecer juntos.
I'll miss you
Kiss you
Give you my coat when you are cold
Need you
Feed you
Even let you hold the remote control.
So let me do the dishes in our kitchen sink
Put you to bed when you've had too much to drink
Oh I could be the man that grows old with you
I wanna grow old with you.
- Te amo minha pequena- sussurrei em seu ouvido. Ela se virou e depois de um terno beijo, respondeu.
- Eu também te amo Edward...
O filme termina com um casal feliz se casando em uma divertida cerimômia. Notei uma respiração compassada em Bella, supuz que havia dormido. A acomodei melhor em meus braços e a mantive nessa posição enquando eu vencia meu corpo recostando- o sobre o sofá. Nessa posição adormecemos por um bom tempo. Me levantei por causa de uma dor no pescoço pela posição, em seguida vi a hora. Já era meia noite...
- Bella, amor... deve ir para casa- disse enquanto beijava suas pálpebras.
-Mmmmm- respondeu ainda adormecida.
- deve ir para casa. Adoraria que ficasse comigo, mas deve descansar em casa.
- Que horas são?- disse com seus olhos ainda fechados.
- São meia noite pequena- em seguida arregalou seus olhos e pulou do sofá.
- Devo ir-arrumou suas calças e saiu correndo em busca das chaves de seu mini cooper. Correu pela sala a caminho da porta. Antes de sair pigareei um pouco.
- Bella... não está se esquecendo de algo amor?- perguntei divertido em referência ao meu beijo de despedida.
- Oh, sinto muito Edward!- voltou correndo e se pendurou em meu pescoço, dando- me um beijo selvagem, mas rápido- Nos vemos amanhã... Te amo.- foi dizendo em caminho para a porta.
Recolhi um pouco as caixas de pizzas e os potes vazios de sorvete e fui para a cama. Novamente sozinho...
-Não vejo a hora em que venha viver comigo pequena...- disse olhando sua fotografia e apagando a luz.
POV BELLA
Cheguei como um meteoro em casa, estava tão cansada que nem me dei conta de que hora adormeci. Amanhã perguntaria a Edward como acabou o filme. Suas palavras e canções de ninar enquanto estava em seus braços foram os causadores de ter dormido. O fato de Edward dizer que me amava, me tirava desse mundo e me fazia até esquecer de respirar.
No dia seguinte passei muito cedo no quarto de Charlie. Os avanços eram assombrosos, já dava seus primeiros passo apoiado a um andador e cada vez mais melhorava sua
motricidade. por fim sentia que tudo em minha vida ia se encaixando, a peça que faltava uma peça no meu quebra cabeça: Matt. Sabia que precisava falar comigo, tínhamos prorrogado essa conversa desde New York e me sentia como a pior das amigas. Devia procurá-lo logo e falar com ele, precisava também que ele estivesse disposto a aparar as arestas com Edward. Precisava dos dois na minha vida.
Vestida um com traje de Victoria Beckham, em preto e branco, fui para o escritório. Essa última compra de vários vestidos da coleção de Victória, me dava mil opções novas. Nessa ocasião era uma saia super recortada com um corte elevado até debaixo dos joelhos e a parte superior estilo camisa com gola, mangas longas e decote em V. era realmente elegante e um sobretudo imponente. Uns Jimmy Choo pretos e minha bolsa Prada favorita deram o toque final. Ao chegar, Angela me informou que Edward estaria fora todo o dia e que ia negociar um acordo extrajudicial. Devia mencionar esse detalhe ao meu pai e assim mantê-lo por dentro das decisões econômicas que estava tomando em sua ausência. Quanto a Crowdley , esperaria um pouco para contar.
Passei todo o dia absorta em um balanço de resultados que a contabilidade tinha me entregado. O semestre estava encerrando de uma maneira sensacional. Vendas a mais de 55 milhões de dólares e um ganho de 30 milhões de dólares. Me sentia orgulhosa de mim mesma, os autores que haviam passado por minha aprovação tinham sido os que mais ganhos nos haviam produzido. Decisões acertadas que agora davam seus frutos.
Tentei ligar para Matt em várias ocasiões, mas seu telefone me enviava para o correio de voz. O melhor seria dar-lhe uns dias e voltar a tentar. Talvez a reação de Edward no dia que me beijou diante dele não o agradou de tudo, pode se sentir deslocado de alguma maneira. Saí do escritório quase às 6 e fui direto para casa. O dia todo não tinha recebido nenhuma ligação de Edward. Isso era estranho!. O liguei assim que cheguei em casa, mas tão pouco respondeu.
- Arrrgh! Esses homens, não atendem seus telefones quando precisamos- bufei jogando o telefone na cama. Tomei uma ducha e logo depois de um jantar leve fui direto para a cama. Fazia muito calor, o verão tinha começado há uns dias e a sensação de abafamento em meu quarto era insuportável, ainda quando estivéssemos em Chicago " A cidade dos ventos". Decidi abrir um pouco a janela para deixar um pouco de ar. Me perdi em um profundo sonho, onde via uma praia, o som das ondas quebrando na areia acompanhava a imagem. O amor brilhava debaixo da luz da lua e a risada de um bebê se escutava ao fundo. Escutava claramente a voz de Edward me dizendo que me amava enquanto me apertava ao seu corpo com um forte abraço. Sorri com meu sonho e novamente escutei sua voz...
- O que está sonhando minha pequena? Sonha comigo por acaso?- assenti levemente. Em seguida me dei conta de algo. Se Edward estava comigo em meu sonho, como era possível que me perguntasse se sonhava com ele? Abri os olhos subitamente e o vi... Meu deus grego estava no meu quarto, em minha cama e deitado junto de mim.
- Olá amor...- sorriu- Sinto muito... mas não ia ser capaz de me aguentar até amanhã sem te ver e preferi me engueirar em seu quarto para pelo menos te admirar enquanto dormia- levantei minha mão e acariciei seus rebeldes cabelos acobreados. Meu próprio super herói havia escalado pela árvore que estava junto a minha janela. Perigoso e bastante arriscado, mas agradecia aos céus que lhe houvesse ocorrido tremenda ideia, eu tão pouco era capaz de aguentar sem ele um minuto mais.
- Rouba fotos e agora se esgueira pelos quartos? Você é perigoso Edward Cullen- golpeei seu peito com meu dedo enquanto sorria.
- Precisava de você minha pequena. Hoje tive um dia insuportável, e não te ver o fez ainda pior- me aproximou mais a seu peito enquanto me abraçava- Estive com a bateria descarregada quase todo o dia e agora que te liguei já não atendia o telefone. Assim que decidi vir te ver, já tem um bom tempo que estou te olhando dormir. É fascinante meu amor...
- Sim?- perguntei.
- Sim... sorria enquanto fazia umas caras graciosas. O que sonhava?- Oh, oh, pensa , pensa... não podia lhe dizer que estava sonhando com a risada de um bebe, iria me achar louca...
- Acho que não lembro... era muito confuso...- respondi. Uma mentira piedosa em troca de minha dignidade era um trato justo.
- Vem...- tomou meu rosto entre suas mãos e me beijou. Seus beijos estavam começando a me deixar cada vez mais viciada e suas carícias cada vez mais amorosas. Estivemos em minha cama cerca de duas horas entre beijos e abraços ternos. O acompanhei até a saída enquanto me carregava em suas costas, me batizou nesse momento como sua macaca aranha. Nos despedimos e o vi afastar-se em seu volvo. Cada noite as despedidas nos resultavam mais difíceis, nenhum dos dois queria deixar o outro ir, mas neste momento era nossa única opção.
Na manhã seguinte me levantei de excelente humor. Minha mentruação já havia acabado desde ontem à noite e isso me deixava muito feliz. Devia admitir que sua chegada, ainda que esperada, não era desejada. Quando me dei conta essa manhã no escritório, que tinha tido meu período, uma grande sensação de tristeza me apreendeu. Nos últimos dias, um forte sentimento de maternidade dava voltas em minha cabeça. Eu estava pronta para ser mãe?
Me resultava um tanto contraditório, sabia que de nenhuma forma estava pronta para ser mãe, mas por vez, era algo que desejava secretamente. Tive que sair da minha sala um pouco e ir à cafeteria que ficava perto. Por que eu estava tão triste? Meu coração guardava a esperança de que eu estivesse esperando um bebê meu e de Edward? Não pude evitar de chorar ao ver uma jovem de profundos olhos azuis fazendo carícias em um pequeno bebê de cabelos loiros na mesa da frente. Sacudi minha cabeça e tratei de não pensar mas no assunto, minha barriga crescida por causa de um bebê em meu ventre seguia sendo por hora, só um sonho...
Busquei algo em meu closet que refletisse meu humor de hoje, encontrei rapidamente o que buscava, o eleito era novamente Vitoria Beckham. Estava viciada por suas coleções já que ultimamente se ajustavam perfeitamente para meu relaxado estado de ânimo. Adorei minha decisão final, um vestido bege, sóbrio como os desenhos de Vitoria, mas suficientemente sexy devido ao seu entalhe máximo do quadril aos parte superior, um drapeado do mesmo tom, mas mais brilhante que lhe davam a elegância necessária. Sem acessórios no pescoço, uma pulseira grande, bolsa de mão e os indispensáveis Louboutin na cor pele finalizavam a imagem que desejava.
Esses tipos de vestidos eram o que disparavam minha auto estima para fora do planeta já que me faziam parecer sexualmente recatada a ponto de acender os hormônios de Edward só ao me ver. É que hoje não só celebrava o fim do meu período, se não que isso também acabava com o período de abstinência de sexo. Céus! Quem diria... Bella Swan aclamando o término de sua menstruação para poder se deitar com seu deus grego!
- Creio que tenha um problema garota- disse-me enquanto me olhava no espelho antes de sair. Sorri diante de minha afirmação e sai para o escritório, não sem antes entrar para visitar meu pai.
- Olá Charlie, bom dia- o vi sorrir e assentir. Ainda não falava, mas seu olhar era capaz de transmitir tudo. Meu pai era como eu: um livro aberto- Estou indo para o escritório, mas quis parar aqui para te falar algo. Temos um processo que pesa em nossa companhia e nosso advogado-e agora meu namorado- nos sugere uma saída extrajudicial. A demandante exige 5 milhões de dólares pelo processo, mas Edward crê que podemos negociar com um milhão de dólares. É um risco, porque se nos negamos a pagar, podemos ir ao tribunal e perder em juízo e com todo o dinheiro, mas se ganhamos, poderíamos ter perdido um milhão- fiz uma pausa e tomei sua mão- Confio muito no critério de Edward, assim que decidi pagar o um milhão. Revisei nossos resultados do semestre e não estão mal, temos excelentes cifras e esse valor não faria diferença em nossos cofres- Seu olhar fixo em mim notava algo de confusão, talvez não estivesse me entendendo completamente.
- Sei que confia em mim papai e prometo não te decepcionar- deixei um beijo em sua testa e saí para o escritório. Havia passado quase todo o dia concentrada em uns manuscritos que um de nossos autores principais me havia prometido no dia do Baile, se via muito interessante. Uma ligação me devolveu ao mundo real.
- Srta. Isabella Swan?- perguntou uma voz masculina.
- Sou o advogado Jason Jenks, encarregado da defesa do Sr. Crowdley, que esses dias foi despedido de sua empresa. Ligo para comunicar que vamos seguir com um processo judicial pela maneira injusta que foi tratado meu cliente- Era o que me faltava! Bufei para mim mesma.
- Entendo. Bem, nós temos nossos argumentos e posso lhe assegurar Sr. Jenks que em nenhum momento o Sr. Crowdley foi tratado de maneira injusta.
- Isso veremos no tribunal. Que tenha um bom dia- e desligou. Bella Swan se caracterizava por ser uma pessoa bastante tranquila e pacífica, mas podia assegurar que essa Bella tinha ficado em casa essa manhã. Argh! Outro processo injusto? Que castigo! Precisava dar essa notícia a Edward, sem mais demora, saí de minha sala em rumo à dele. Não bati à porta, estava tão enfadada que parecia um pequeno furacão , assim que só entrei e fechei a porta em um golpe.
- Bella, meu amor... que- o interrompi.
- Nós ganhamos mais um processo Edward- lhe disse colocando minhas mãos sobre sua mesa. Seus olhos se arregalaram.
- Outro? Que aconteceu Bella?- perguntou enquanto se colocava de pé.
- O advogado de Crowdley acaba de me ligar. Disse que nos processarão por pela dispensa injusta de seu cliente. Pode acreditar nisso Edward?- disse erguendo a voz.
- Shhh, primeiro precisamos de calma pequena- disse tomando minhas mãos.- Vou me colocar em contato com esse advogado e ver o que está pedindo em compensação- passou uma mão por meu cabelo, tratando de me acalmar- Não tem porque se alterar assim, minha pequena, era possível que isso acontecesse. Crowdley saiu muito chateado e era lógico que tentasse algo como isso.- É que não é justo que essas coisas aconteçam. Primeiro Denali e agora Croedley!- disse alterada novamente.
- Sim amor, mas verá que tudo se solucionará. Agora devemos nos acalmar e ver o que vamos fazer.- respondeu enquanto me abraçava, estivemos assim, abraçado por um período incontável de tempo- Já está melhor?- perguntou depois de um tempo, o que respondi depois de um tempo, negando com a cabeça. Edward se moveu um pouco e sussurrou em meu ouvido- e agora? Está melhor? – Neste momento capturei seu jogo de sedução e decidi jogar um pouco com ele. Voltei a negar com a cabeça. Seus lábios capturaram meu lóbulo e o sugaram- E agora?- voltei a negar. Deixou beijos curtos por meu pescoço e na linha média de minha mandíbula, graças aos céus ele me tinha em seus braços, minhas pernas tinham começado a falhar e não queria cair miseravelmente no chão nesse precioso momento. Se sua intenção era conseguir que me esquecesse do problema de Crowdley, estava fazendo muito bem!
- Me beija- disse quando suas esperaldas pusaram em mim. Edward sorriu e cumpriu totalmente meu pedido. Seus lábios chocaram com os meus com força, não era um beijo terno, era melhor um beijo necessitado. Dei passo rapidamente a sua língua que travessa brincava com a minha. Edward me aproximou ainda mais de seu corpo e senti claramente sua ereção sobre meu ventre. Gemi em seus lábios enquanto suas mãos passavam de minhas costas para meus peitos.
- Amor, preciso de você...- disse ao se separar de mim e massagear sutilmente meus mamilos, sobre minha roupa.
- Eu também preciso de você Edward- sussurrando em seu ouvido e esperando que minha voz não saia estrangulada por causa do seu lábios novamente para os meus para praticamente devorá-los. Suas mãos se moveram para minha bunda, a qual apertou com força. Enrolei uma de minhas pernas em seus quadris o máximo que minha saia permitiu.
- Bella... quero fazer amor com você- me disso com voz rouca enquanto que uma de suas mãos se esgueirava pela minha saia.
- No... banheiro- engasguei ao sentir suas hábeis mãos acariciarem meu sexo sobre minha calcinha- Vamos... para o banheiro... Edward.
- Mas ... sua menstruação.- respondeu mordendo meu pescoço.
- Acabou... esta manhã já não havia mais- respondi como pude entre gemidos. O senti me levantar por completo e praticamente voar para o banheiro. Fechou a porta com um de seus pés e me deixou sobre a pia. O banheiro da sala de Edward era quase tão grande quanto o meu. Paredes e móveis brancos contrastavam com a superfície de mármore da cor negra na qual estava sentada. Dois grandes espelhos estavam nas paredes maiores, um de frente para o outro, criando uma sensação de amplitude o que também dava uma visão geral e panorâmica à pessoa que se encontrava ali.
- Te desejei tanto esses dias amor- novamente um beijo necessitado provocava fazendo com que minha calcinha parecesse uma piscina completa, suas mãos desceram a minha saia, esgueirando- se com dificuldade até minha calcinha- Está molhada minha pequena.
- Eu também te desejei Edward. Faz amor comigo- me agarrei a seus cabelos enquanto seus dedos começavam a massagear meu sexo sobre o tecido da calcinha. Escutei o familiar som do tecido se rasgando uns segundos depois, ainda não sabia se a vítima havia sido minha calcinha ou minha saia- Me deve... outra... calcinha- disse ao sentir um de seus dedos explorar meu centro. Sim, mais uma calcinha perdida.
- São tão incomodas- me presenteou com um de seus sorrisos de lado, capazes de me tirar a respiração- Está pronta para mim...- disse tirando seu dedo e levando-o à boca- deliciosa, como sempre.
- Edward... eu... só... se apresse- já havia chegado o momento que meu cérebro não conseguia compor uma frase coerente.
- Isso será rápido minha pequena... se sua saia cooperar disse enquanto tentava com um esforço sobre humano levantar minha saia. Resisti ao impulso de rir ao vê-lo tão desesperado, lutando com minha saia super colada, assim que decido ajudá-lo um pouco, levantando meus quadris. Quando por fim conseguiu, afastou o que restava da calcinha enquanto eu desabotoava seu cinto com rapidez. Me desfiz de suas calças com velocidade surpreendente. Senti suas mãos empurrarem minha bunda para me colocar na borda da pia. Se posicionou no meio de minhas pernas enquanto eu rodeava seu quadril com as mesmas. Senti seu membro posicionar-se na entrada do meu sexo. Precisava de Edward com urgência, precisava do amor que ele me dava quando nossos corpos se conectavam de maneira maravilhosa fazendo de nós um só ser.
- O faremos rápido e forte minha pequena, só me avise se te machucar. É que preciso tanto de você e eu...- o interrompi dando um beijo.
- Shhh, te amo Edward. Jamais irá me machucar, eu também quero rápido e forte, eu quero você, por favor amor... só...- Senti seu membro entrar em mim com uma investida certeira que não me permitiu continuar falando . Tive que morder meus lábios para reter os gemidos ao recordar o lugar onde estava. Não era boa ideia fazer pública minha relação com Edward, se me descobriam gemendo em seu banheiro durante o horário de trabalho.
- É perfeita meu amor. Minha Bella... apertada... quente... sempre me acolhendo com ternura...- disse Edward enquanto suas investidas continuavam o mesmo ritmo cadencioso.- - É minha mulher... a que amo com minha vida.
-Adoro... como... faz me sentir...quando... fazemos amor. Tão desejada, tão... – respondo com o pouco de sanidade que me restava. Edward incrementou a velocidade de suas investidas pouco depois, o sentia preencher- me com seu membro uma e outra vez. Tive que fechar os olhos e segurar-me fortemente em seus ombros quando senti uma conhecida esperal se formar em meu baixo ventre. Edward também estava a ponto de chegar a seu orgasmo, sentia seu pulsante membro vibrar em meu interior assim que tentei reter minha exposição de prazer um pouco mais. Neste momento abri os olhos novamente e pude ver meu rosto refletindo no segundo espelho. Meu rosto contorcido de prazer dizia tudo. Adorava fazer amor com Edward...
Meu olhar baixou um pouco mais à anatomia de Edward refletida nesse espelho. Os músculos de sua perfeita e arrebitada bunda se apertavam com cada investida, não resisti a tentação e pus minhas mãos em suas apetitosa bunda, a que apertei com diversão. Seus olhos se abriram de par em apr e um gemido leve abandonou seus lábios. Suas investidas se tornaram frenéticas a esse ponto, a fricção de seu membro estando nessa posição, mais as carícias que estavam brindando a meu botãozinho de prazer faziam desta uma sessão de sexo extraordinária. Deus! Se assim era o sexo rápido... Ia ficar fanática em fazer amor no banheiro do escritório!
- Céus, preciso que venha comigo... agora- me abandonei diante do eminete orgasmo que neste momento acertou meu corpo com força ao escutar sua voz rouca. Uma corrente de luxuria recorreu todo meu corpo pelo que Edward teve que beijar- me com força neste momento para reprimir meu grito. Uma vez que a onda expansiva de meu orgasmo foi controlada, me rendi em seus braços sentindo meu corpo amolecido e tremendo. Edward por sua parte continuava com a tarefa de me beijar com ímpeto e enquanto sua língua acariciava a minha de maneira luxuriosa ao senti-lo vindo dentro de mim. Ahhh! Ter o sêmen de Edward em meu ventre era a melhor parte de fazer amor com ele. O sentia tão parte de mim quando me enchia com seu calor...
- Te amo... te amo... te amo tanto Edward...- disse repetidas vezes sobre seus lábios. Ele me abraçou com força nesse instante. Seu movimentos haviam começado a parar até chegar a um ligeiro vai e vem. Ainda dentro de mim, e sem deixar de me abraçar, colou sua testa com a minha. Nossos olhares se conectaram nesse momento. Não precisávamos dizer nada, o silencio que nos envolveu era perfeito. Ambos queríamos imortalizar esse momento, fazer dele nosso próprio momento de eternidade.
- Te amo minha pequena...- sussurrou pra mim logo depois. Depois de beijar minha têmpora, acercou seus lábios de meu ouvido devagar e com seus olhos fechados sussurrou. Case-se comigo Bella- e senti que o chão desapareceu debaixo de meus pés.
N/T: Eu sei, eu sei, não tem perdão a demora. Estou tão chateada com Edward por ainda continuar mentindo para Bella. Será que isso vai dar certo?
