A serie Naruto pertence a Kishimoto

Mas o Naruto-baka pertence a Hinata,

Sasuke-teme pertence a Sakura,

Shikamaru-bicho-preguiça pertence a Temari,

E o Kakashi-pouca-pilha é todinho meu

Um céu negro

Havia presenciado o acesso de fúria do irmão, havia presenciado o assassinato de seu pai. Sabia o que isso significava: Ninguém mais poderia parar Hamatu!

O Kazekage seria atacado esta noite!

Suna estava em perigo, era hora de agir!

Usando o treinamento que havia recebido em segredo, já que seu pai não havia permitido que ela se tornasse uma ninja, esgueirou-se ate seu quarto e utilizando os métodos usuais alertou suas subordinadas, principalmente uma pertencente a Ambu e que estava com as provas dos assassinatos cometidos por Hamatu e a conspiração iniciada por Panish. Se alguém poderia convencer o Conselho do perigo que Hamatu representa para a aldeia, esse alguém é o honrado, extremamente perigoso e temido Baki .

Ela ficaria na casa e continuaria a espionar seu irmão ate que chegasse o momento de liderar os Ninjas Negros na batalha.

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Observou atentamente cada um dos trinta e cinco homens e mulheres que se reuniam em seu porão. Seus aliados. Subordinados. Jounins e chuunins que esperavam suas ordens.

Suas ferramentas!

Tratou de esconder o desprezo que sentia ao ver medo e apreensão nos olhos de uns, na postura de outros. Sabia que eles temiam o demônio e o conselho, também temiam as explicações que teriam que dar ao povo de Suna e ao senhor do País do Vento.

Eram tolos. Fortes, mas tolos!

Alguns o seguiam movidos pela cobiça de obter cargos mais elevados, com mais prestigio; outros, por desejar vingarem-se do demônio, pelos anos em que sentiam um medo desesperador da criatura, outros ainda tiveram algum familiar entre as vitimas dele.

Tolos persuadidos a buscar o fim do monstro. Convencidos de que apenas com a morte de Gaara e a destruição de um conselho (supostamente) corrupto, Suna seria uma aldeia mais próspera e feliz.

- Amigos – começou com sua potente voz – Depois de tantos anos de opressão e terror nas mãos do Demônio, de submissão e exploração de um conselho fraco e corrupto hoje estamos prontos para lutar – anunciou com vigor, buscando contagiar seu pequeno exército – Vamos lutar pela nossa liberdade, pela honra de nossos ancestrais, pela felicidade de nossas famílias, pela segurança de nossas crianças – enumerou apelando pelo sentimentalismo inútil que tanto emocionava a massa ignorante – Vamos lutar pelo nosso futuro. Para que Suna volte a ser uma aldeia respeitada e temida que ninguém ousará atacar. Vamos lutar para que nosso povo tenha paz para buscar a prosperidade que merecemos. Vamos lutar pela justiça. – buscou os olhos de cada um dos presentes e escondeu a vontade de rir, suas ferramentas estavam em suas mãos, poderia usá-las como quisesse – Vamos fazer justiça com nossas próprias mãos, pois a nossa luta é justa, meus irmãos, justa e honrada porque lutamos pelo amor que sentimos por Suna e por nosso povo . Vamos juntos criar uma nova Suna com ordem e progresso para todos – encerrou seu discurso sob gritos entusiasmados e sorriu embevecido com seu poder. Tolos! Não tinham a menor ideia do que realmente iria acontecer – Damaru irá explicar o plano agora, irmãos, então prestem muita atenção. Não podemos falhar !

- Infelizmente temos um Conselho corrupto – começou Damaru com sua voz firme - Hamatu e Panish-sama já apresentaram provas disso a vocês - recebeu diversos acenos de concordância e múrmuros de protesto contra os políticos supostamente corruptos – Para termos um novo governo justo e honrado temos que destruir os conselheiros, com exceção de Panish-sama, é claro – acrescentou, encobrindo a morte do pai de seu mestre, os homens ficariam desconfiados se soubessem que Hamatu matou o próprio pai – Já sabemos que Baki estará na casa com a Criatura esta noite, então nos resta nove conselheiros para destruirmos – lembrou aos homens - Hamatu-sama, eu e seis voluntários iremos atacar a casa do demônio e o mataremos junto com Baki – explicou observando que muitos empalideceram e chegaram a recuar alguns passos. Baki era quase tão temido quanto Gaara. Mas seis homens conhecidos por sua força e crueldade se apresentaram como voluntários, curvando-se respeitosamente perante Hamatu. – Todos os outros irão se dividir em nove equipes e irão destruir os outros conselheiros.

Aqueles tolos nem mesmo desconfiavam que as provas das corrupções do Conselho que ele e o pai apresentaram em reuniões anteriores eram falsas. Também não desconfiavam de sua aliança com seu primo da Pedra, nem da morte de seu pai. Ele era muito inteligente para permitir que soubessem da verdade. Havia convencido Damaru a guardar segredo e obrigado a sua irmã a limpar tudo e esconder o corpo. Marit, sua irmã, era a mulher mais tola e inútil que conhecia. Tinha se debruçado sobre o corpo retalhado de Panish e chorado, soluçando por um homem que nunca lhe tinha dado um único gesto de afeto, apenas a usado como uma serva. Mas Damaru amava Marit e isso a tornava útil para ele. Damaru iria segui-lo ate o inferno para poder casar com sua irmã.

Apenas Damaru sabia sobre Toza e Kenji que haviam partido pouco antes da reunião para se encontrarem com seu primo e os homens da Pedra. Eles iriam direto para a casa de Gaara e lá morreriam como os invasores que eram e ele, Hamatu, seria o herói que vingaria o Kazekage eliminando os inimigos. Os homens que participariam de seu teatro não eram voluntários, na verdade haviam sido cuidadosamente escolhidos por ele e eram, assim como Toza e Kenji, canalhas ambiciosos, sem nenhum escrúpulo em usar todo e qualquer meio para alcançarem seus objetivos.

Não haveria falhas, ele teria Temari e seria o Kazekage!

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O ninja estava imóvel, sentado no chão de pedra, no silêncio e na escuridão. Se não fosse o leve movimento da respiração, a tensão dos músculos prontos para o ataque ou para a defesa poderia ser confundido com uma estátua.

Esse ninja estava esperando seus companheiros para essa missão tão importante. Pouco a pouco, saindo dos corredores do labirinto subterrâneo, eles chegavam, solitários, em duplas e , na escuridão e no silencio, aguardavam pelas ordens que seriam transmitidas pelo líder da missão.

- Temos um trabalho importantíssimo essa noite – começou a explicar, saindo da imobilidade anterior – Teremos varias lutas espalhadas pela aldeia e nosso trabalho é evitar o pânico dos aldeões e evitar que eles se machuquem. Vamos coloca-los sob um forte genjutso – e olhou para as especialistas nesse jutso e recebeu um aceno de volta indicando que haviam entendido – Para evitar que as pessoas se machuquem com os jutsos dos nossos aliados e dos inimigos, o resto irá se dividir em nove times de três membros e se posicionarão nos pontos indicados aqui – e abriu um mapa no chão de pedra e todos se aproximaram para observar melhor

- Como iremos parar os ninjas da Pedra? – indagou um dos companheiros, todos eles sabiam dos planos de Hamatu, da aliança dele com a Pedra, o assassinato de Panish, sua obsessão por Temari, a presença de ninjas de Konoha em Suna. Os Ninjas Negros estavam muito bem informados.

- Nossos companheiros e os aliados de Konoha irão se dividir em três frentes: Uma equipe, com Kankurou-domo, sete ninjas de Konoha mais dezessete dos nossos ninjas negros já partiram para o deserto e irão interceptar os ninjas da Pedra; Os conselheiros já sabem da traição de Hamatu e cada deles terá equipes para protegê-los, Baki-sama está coordenando a defesa deles e Gaara-sama terá Temari e alguns ninjas de konoha para defendê-lo e agora vamos começar com o genjutso, o inimigo já está se posicionando o ataque.

Oito dos ninjas negros fizeram selos de mão e uma maquete de areia representando a aldeia de Suna surgiu no chão de pedra, quatro delas se ajoelharam nos respectivos pontos cardiais e as outras quarto, nos pontos colaterais , com uma nova serie de selos iniciaram o genjutso e em questão de segundos a aldeia de Suna mergulhou em um sono profundo e sem pesadelos.

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O céu se estendia através do horizonte como um manto negro, a ausência da luz da lua e das estrelas, o vento gelado que soprava forte convidava a todos na aldeia escondida da areia a permanecer em suas casas, apenas os guardas permaneciam em seus postos.

As sentinelas velavam pela segurança dos aldeões e de seu Kazekage, e nada, nem mesmo a total escuridão no céu do deserto poderiam assusta-los. Mas, talvez, devido à escuridão, talvez por causa da paz que sentiam depois da destruição da Akatsuki não perceberam nada de anormal no vento forte, que além de frio e areia fina também carregava uma substância que, pouco a pouco, os deixava sonolentos e sem perceberem as sentinelas adormeceram.

A arquitetura usada em Suna era prática, lógica e bonita. As casas eram construídas acima do nível do chão para evitar que o vento constante levasse areia para dentro. Os prédios não possuíam muitos andares, todos ficavam abaixo da linha da muralha que protegia a aldeia. Todos redondos para ter menos atrito e menor risco de danificar as estruturas pelas violentas tempestades de areia. Várias janelas pequenas e redondas.

Observava um prédio específico, um pouco mais alto que os outros, a residência do Kazekage. Pessoalmente conhecia muito pouco da casa, apenas a primeira sala, onde o antigo Kage recebia os visitantes menos importantes. Mas seu pai, recentemente morto por causa do demônio, havia sido amante de uma mulher que trabalhava para o Quarto Kazekage e esta relação havia se mostrado muito proveitosa, ela tinha fornecido muitas informações sobre a planta e a organização da casa.

As luzes haviam sido apagadas há muitas horas e como ele suspeitava Baki iria dormir lá. Muitas vezes o velho jounin comia e dormia lá, certamente bajulando Gaara.

Temari estava lá também. Esperando por ele, ansiando por ele. Seu salvador, seu rei, amo e senhor. E quando finalmente se encontrassem, quando os irmãos que a mantinham prisioneira estivessem mortos, a sua rainha dourada correria para seus braços, implorando seu perdão, triste e envergonhada com o seu comportamento na reunião com o conselho e ele, magnânimo e amoroso, a perdoaria.

Claro que teria que puni-la, teria que ensina-la a se comportar, a satisfazê-lo , mas isso só lhe daria mais prazer . Temari aprenderia como agrada-lo como esposa e como amante. Ele havia tentado ensinar outras mulheres, mas eram todas fracas, vadias que não haviam aprendido suas lições nem demostraram apreço pela honra de serví-lo e, portanto mereciam morrer. Nenhuma delas era Temari, ela iria gostar do que ele gostasse, comeria o que ele permitisse e dormiria muito pouco porque ele tinha muito amor e muitas lições a ensinar.

- Mestre – escutou Damaru chamando-o – Mestre, algo está errado, nossos amigos já deveriam estar aqui – alertou receoso de despertar a fúria de Hamatu – Talvez tenham nos traído.

Traição! Sim, era possível que seu primo da Pedra o tenha traído. Um covarde, era isso que aquele desgraçado era . Sempre reclamando que Gaara era forte, invencível, que o Tsukikage era poderoso apesar de velho. Fora traído pelo covarde, não importava que ele mesmo pretendesse mata-lo junto com os outros da Pedra, era ridículo que ele, Hamatu, fosse traído. Iriam todos morrer! Quando as coisas se acalmassem em Suna, com ele como Kazekage, iria destruir a Pedra e se tornaria o senhor das duas aldeias, depois poderia reunir um exercito e seria a vez de Konoha e depois ... Sorriu extasiado com as possibilidades que vislumbrava. Não existiriam limites para o seu poder, ninguém poderia supera-lo.

Mas primeiro precisava matar um demônio e seus asseclas e libertar a princesa.

- Vamos em frente com o plano – anunciou fazendo seus homens silenciarem – Forme nove equipes de dois ninjas cada. – completou alterando o plano inicial

- Uma equipe para cada conselheiro – concordou Damaru. Originalmente eram onze conselheiros mas Panish estava morto e Baki estava na casa do Kazekage. Tinham trinta e cinco homens, dois para cada conselheiros, sobravam dezessete para atacar a casa do kazekage. Eram poucos homens para lutar contra Gaara, Temari, Baki e Kankurou , pensou em alertar seu mestre, mas sabia que não adiantaria nada. Tentou sentir-se pelo menos um pouco envergonhado por sua própria traição, mas não conseguiu.

Sabia que seu mestre estava obcecado por Temari, sabia que ela não queria Hamatu , sabia que ela lutaria ao lado dos irmãos, sem a ajuda da Pedra não tinham a mínima chance de vencer. Damaru sabia que teria que escolher um caminho: seguir seu mestre para a morte ou para a prisão, ou aproveitar a confusão, buscar Marit e fugir com ela para bem longe. Se tivesse que escolher entre morrer com honra ao lado de Hamatu ou viver nos braços da mulher que amava, não existia dúvida em seu coração sobre qual seria a sua escolha.

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Caos, violência, lutas espalhadas, casas atingidas por golpes, guerreiros lutando para proteger pessoas inocentes. Amor, ódio, inveja, sonhos destruídos, obsessões reveladas e massacradas. Planos ofensivos que falharam, contra-ofensivos que funcionaram. Ferimentos leves, graves, mortes. Traições descobertas, escolhas exigidas, arrependimentos atordoantes, culpa insuportável, perdão suplicado. Dor, sofrimento, incompreensão, esperança, união, compaixão, perseverança.

O espirito dos Filhos do Deserto nunca será destruído !

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Eu sei o que vocês estão pensando: "Eu esperei esse tempo todo por esse capitulo curtinho?!"

O que eu posso dizer? Desculpe ...

Eu comecei a escrever essa historia em 2008 e muita coisa aconteceu no manga, no anime, no mundo e comigo. Eu mudei minhas ideias muitas vezes, tentei adaptar essas novas ideias na fic, não funcionou. Tentei continuar escrevendo com as ideias antigas, também não funcionou, mas acredito agora encontrei um meio termo. Não vai acontecer o que eu planejei em 2008, não vai acontecer o que eu penso que deveria acontecer, vou escrever ( estou escrevendo ) alguma coisa que irá contemplar minhas antigas e novas ideias Só posso pedir desculpas e rezar para que vocês gostem.

Um abraço do fundo do meu coração