Um Presente Inesperado

by

Virgo no Áries e Daftookami.

Casal: Mask x Shun (principal) e outros que deverão aparecer ao longo da fic

Gênero: Yaoi, U.A, Romance, Lemon, Lime, Agnst, Possível OCC

Disclaimer: Saint Seiya e seus personagens não nos pertencem mas à Masami Kurumada, Toei e Bandai. Essa fic não tem fins lucrativos.

Aviso1: Os personagens originais Suzumiya Ranmaru e Mitsumasa Hoshikage criados nessa fic são de autoria exclusiva de Virgo no Áries. É proibida a reprodução total ou parcial dele em quais quer outras obras, estando o infrator sujeito ás penas da lei.

Aviso2: Essa fic foi criado no estilo rpg (role playing game) onde se alternam os personagens e seus respectivos pontos de vista. Daftookami interpreta Mask e Virgo no Áries interpreta Shun.

oOo

Capítulo 2 - Castigo

Shun corria no meio da escuridão. O som de seus passos e respiração amplificados ressoavam como um eco ensurdecedor aos ouvidos. Estava assustado... Com medo. Alguém o chamava com gentileza. E era essa gentileza encoberta por uma capa de frieza que o aterrorizava imensamente. A voz ficava mais alta e imperiosa.

- Pare! Pare de falar comigo! - o virginiano gritou assustado, tapando os ouvidos com as mãos como se pudesse, simplesmente, ignorar a voz ao fechar os olhos. Fez-se um silêncio mórbido. O japonês abriu os olhos e vislumbrou um espelho ao seu lado. Aproximou-se devagar, vendo seu reflexo nele. Tocou os dedos no rosto da imagem que sorriu para si. Arregalou os olhos... Ele não estava sorrindo. O que... O que estava acontecendo?

- Surpreso, Shunny? - a mesma voz que o atormentava voltou a falar. No espelho a sua imagem subitamente havia se transformado. Os cabelos castanhos ficaram negros e os olhos verdes pareciam embaçados como se uma pessoa cega conseguisse fitá-lo diretamente nos olhos.

Era...

Perturbador.

- Quem... Quem é você?! - tornou a perguntar aflito o oriental com o coração aos pulos, afastando-se lentamente do espelho com os olhos cheios de lágrimas.

- Não se reconhece, Shun? Eu sou... Você. - a imagem sorriu compreensiva, esticando um braço que se materializou para fora do espelho e tocou no rosto do virginiano com os dedos frios.

Shun acordou com um grito sufocado em sua garganta e lágrimas, fluindo como um rio dos olhos cor de oliva. Estava atônito e desnorteado. Sentou-se na cama abruptamente.

Onde estava?

Virou-se percebendo o corpo quente de outra pessoa a seu lado. Olhou as poucas roupas que usava.

Dúvida.

Vergonha.

- Maldito! - gritou sua dor pegando travesseiro e jogando-o na cabeça de Máscara da Morte, saindo da cama com passos incertos e cambaleantes até a parede. Tinha que fugir dali a qualquer custo!

A movimentação ao lado de Máscara da Morte foi suficiente para acordá-lo, mas este só se manifestou quando recebeu a 'travesseirada' na cabeça. O canceriano coçou os olhos, ainda sonolento e checou o relógio sobre a mesinha de cabeceira:

- Ainda é cedo bambino, volte a dormir – o italiano virou-se, preguiçosamente, na cama, abraçando o travesseiro que fora lançado raivosamente contra ele num gesto que não fosse pelo seu tamanho e porte fisco pareceria quase infantil. O garoto de forma alguma o preocupava e se tentasse fugir certamente não conseguiria.

A casa era uma fortaleza e o quarto em questão constava com um sistema moderno de segurança que exigia a inserção de senha no painel digital para que a porta fosse destrancada. Era uma verdadeira fortaleza...

Ou uma prisão, dependendo do ponto de vista.

Às vezes o italiano pensava que estava de fato em um cárcere consentido, mas era o preço a se pagar por uma vida praticamente voltada a acumular inimigos.

As lágrimas não paravam de rolar pela face do virginiano que esfregou os dedos nos olhos, tentando se controlar. Shun vislumbrou as linhas finas esbranquiçadas em seus braços das vezes em que havia se cortado. Raiva misturada com indignação emergiram em seu peito. O japonês olhou para seu peito desnudo e mordeu o lábios inferior com força, sentindo o sangue tocar sua língua. Logo em seguida, pegou a camisa jogada em cima de uma cadeira e a colocou, deixando os botões descasados.

Suas ações eram deliberadas.

Shun abriu as cortinas que estavam fechadas e a luz entrou no quarto atingindo o rosto de Máscara da Morte. O oriental não hesitou em pegar a cadeira que tinha no quarto e a jogou contra a janela, fazendo os vidros se estilhaçarem em pedaços afiados.

Isso pareceu sobressaltar o chefe da máfia italiana que se levantou da cama ao ouvir o barulho. Shun pisou sobre os cacos de vidro sem pensar duas vezes e pegou um fragmento pontudo segurando-o com os dentes e se dirigiu ao parapeito da janela. Se pulasse alcançando o galho da árvore que tinha crescido ali ao lado teria uma chance de se escapar.

Se não...

Cairia de uma altura de mais ou menos 7 metros e quebraria alguns ossos.

E quem disse que ligava pra isso?

Apenas queria sua liberdade de volta.

Queria sair daquela prisão em que foi jogado sem piedade a qualquer custo.

Para Máscara era preciso muita raiva para um menino franzino como Shun conseguir quebrar o vidro temperado. Mas o italiano não estava impressionado com o feito do garoto e sim PUTO por ele ter lançado janela afora a cadeira de design assinado por ninguém menos que Vico Magistretti.

Tanto o garoto fez que conseguiu irritá-lo de vez.

Máscara agarrou o pulso frágil do japonês que se debruçava sobre a janela, impedindo sua tentativa patética de fuga. O corpo do mais novo foi lançado com violência contra a cama, único lugar livre dos cacos de vidro, e imobilizado.

- Idiota! – o italiano xingou o mais novo ao retirar o vidro que o outro mantinha na boca e que, por amadorismo, não soube como utilizar, jogando-o para longe. – Non se joga um Magistretti pela janela! - cerrou os dedos em torno do pescoço do rapaz, mas contendo a força para que Shun não perdesse a consciência. Máscara iria dar ser recado e precisava do japonês alerta para tal.

- Não queira me dar motivos para machucá-lo de verdade, bambino! Eu fui gentil com você até agora porque não quis fazer o favor de matá-lo. Isso favoreceria apenas seu irmão, e apesar de termos feitos um acordo nós não somos aliados. Então, se você quiser permanecer vivo e inteiro... Pare de agir como um retardado! – seu olhar e tom de voz deixavam claro que cumpriria a ameaça. A respiração do italiano era intensa e alterada, suas feições duras e raivosas, seu olhar cruel e fatal. Foi com muita força de vontade que o mafioso foi, aos poucos, se acalmando. Quando recuperou o controle total de si mesmo, Máscara deu sua última admoestação:

- Não tenho a intenção de te machucar bambino, nem de te matar... Mas você precisa se comportar! Se der outro ataque histérico como esse... – debruçou-se sobre o corpo do japonês, aproximando-se do rosto bonito – Eu vou te deixar estraçalhado... – e com a voz sussurrante completou seu raciocínio – Por dentro e por fora.

O virginiano estendeu o braço em direção á arvore. Só um pulo e...

E foi arremessado violentamente contra a cama. Quando piscou os olhos verdes viu-se com Máscara entre suas pernas abertas. O caco de vidro que segurava em seus lábios foi retirado pelo italiano. E por ter feito uma ligeira resistência acabou cortando a língua superficialmente.

O gosto metálico de sangue preencheu sua boca.

"Que animal bruto. Acho que precisamos domesticá-lo, Shun."

Foi o que passou por sua mente agitada. O sussurro de ameaça ao pé do ouvido o fez levantar a cabeça com olhar vazio. Sua única atitude em resposta foi cuspir na cara do italiano a saliva misturado ao sangue que escorria como um filete por seu queixo.

Máscara sentiu o líquido, um misto de sangue e saliva, atingir-lhe o rosto. Sua resposta foi imediata: desceu a mão pesada sobre a pele macia com violência, deixando a face direita do japonês vermelha.

- Já chega! - v o canceriano virou o garoto na cama, torcendo seus braços para trás das costas. Rasgou um pedaço da camisa do garoto e, com a tira de pano amarrou seus pulsos. Repetiu o ato e também prendeu-lhe as pernas. Por último, usou um pedaço largo de tecido para servir de mordaça. Carregou o menino no ombro até o reservado da suíte. Colocou o corpo do garoto dentro da enorme banheira de modo que sua cabeça ficasse ao nível do limite da cerâmica.

O italiano saiu por alguns instante e voltou com a SpyderCo. O garoto arregalou os olhos quando viu a lâmina saltando do canivete. Máscara deixou escapar um sorriso divertido...

Havia cansado de ser bonzinho.

O europeu retalhou as roupas que o garoto ainda vestia, arrancando os pedaços de pano e deixando-o totalmente nu. O italiano abriu a torneira toda feita em ouro e deixou a água gelada atingir a pele do japonês. Estavam no inverno, mas a temperatura congelante da água não era nada preparado ao que faria com Shun.

- Hoje você vai aprender a ter bons modos bambino! - Máscara sorriu sádico enquanto observava o nível da água se elevando e o corpo do jovem ficando submerso.

Shun saiu de seu torpor ao sentir a ardência da mão do moreno em seu rosto. O corpo do oriental foi virado de bruços repentinamente e sua camisa foi rasgada sem nenhum pudor. Rapidamente seus braços e pernas foram amarrados. A voz do virginiano travou na garganta ao ser levantado como um saco de batatas e colocado no ombro do italiano.

O que...O que está acontecendo?!

Shun pensava sem conseguir reagir enquanto o restante de suas roupas eram rasgadas. Sua pele se arrepiou ao entrar em contato com a água gelada que o encobria cada vez mais até a altura do queixo. Os olhos verdes encaravam com pavor o canivete nas mãos do canceriano, sentindo o estômago revirar com o gosto metálico de sangue em sua boca. Foi isso que fez o virginiano ter forças para empurrar o italiano como podia de cima de si e virar a cabeça apenas para vomitar. Não tinha comido nada nas ultimas de 48 horas. No chão somente podia ver um líquido verde de sua bile e sangue. No rosto do oriental o completo terror nos olhos marejados.

- P-are! Por favor pare! - sua boca murmurava sem conseguir emitir nenhum som.

- Tsc – Máscara da Morte fez um barulho da língua, estalando entre os dentes num gesto típico de desgosto. O canceriano não tinha amarrado a mordaça direito e o pano acabou caindo no trajeto do quarto até o banheiro.

Está sendo muito mole com esse garoto, Giovanni - o italiano se repreendeu em pensamento. Mas a falha não fora de todo mal, se estivesse amordaçado, Shun não teria conseguido expelir bile. E a última coisa que Máscara precisava era ver o garoto sufocado pelo próprio vômito.

Não que houvesse muita coisa ali...

Apenas o líquido verde denunciando que o estômago do japonês estava completamente vazio.

Então, veio a súplica do garoto, tirando Máscara de suas divagações.

– Parar? Mas eu nem comecei – foi a resposta do italiano que segurou Shun com firmeza, empurrando sua cabeça para debaixo d'água e mantendo-o submerso até o limite de sua resistência. Anos de experiência torturando inimigos, informantes e eventuais aliados deram a 'expertise' necessária para que Máscara soubesse reconhecer os limites de cada vítima.

Puxou o garoto pelos cabelos, tirando-o da água apenas para afogá-lo novamente. O alívio de Shun não durou mais que alguns segundos, somente o tempo necessário para que seus pulmões se inflassem com o ar e resistissem a uma nova sessão de tortura. A imagem do italiano aparecia distorcida através da água, revolta pelo corpo que se debatia intensamente, procurando por escape, mas que era mantido firme no fundo da banheira.

O processo foi repetido várias vezes, desgastando Shun física e mentalmente. E quando percebeu que o japonês perdeu as forças para lutar, Máscara o retirou da banheira pelos cabelos, largando o corpo cansado sobre o chão frio de mármore.

- Está mais calmo agora? – o italiano retirou a tampinha do ralo para esvaziar a banheira e começou a tirar a roupa. Estava todo molhado! Shun se debateu tanto que encharcou o banheiro todo. Máscara forrou parte do chão com algumas toalhas e se enrolou num roupão. O menino arfava intensamente no chão como se tentasse recompensar todo o ar que lhe fora privado.

O canceriano se aproximou, ajoelhando-se perto do menino, que ainda estava todo amarrado. Ao contrário da mordaça, os pés e pulsos de Shun estavam muito bem atados. Seu corpo sofria espasmos intensos... A boca com tom azulado e os dentes batendo denunciavam o frio que sentia. A única coisa em Shun que conservava a vitalidade eram os belos e brilhantes olhos esmeraldinos.

Máscara o puxou pelo queixo, fazendo com que os olhos de ambos se encontrassem. - Acho que já deu pra entender que você não ganha nada sendo estúpido. Como sou muito bonzinho vou deixar que se aqueça, porém tem que prometer que vai se comportar. Se continuar agindo como um rebelde sem causa, vou deixá-lo agonizando de frio... Veja bem: eu disse agonizando, e não morrendo... Faço questão de mantê-lo vivo – terminada a fala do mafioso, cabia apenas ao japonês decidir qual seria a sua sorte dali em diante.

O oriental foi violentamente afundado dentro da banheira pelas mãos fortes do canceriano. Aquele mexia os braços procurando apoio para se levantar mas não conseguia. A água entrava em sua boca e sem conseguir respirar, sufocava sua voz imerso dentro da banheira. Shun estava sendo afogado por Máscara...

Iria morrer?! Era isso?!

- Cof, cof! - Shun tossiu incrédulo sem forças para reagir àquele ataque insano. Sua visão oscilou quando estava dentro do líquido translúcido até ser puxado e jogado no chão, tremendo de frio. Tossiu mais algumas vezes como reação involuntária de seu corpo à procura de alento. Do ar que estava sendo-lhe negado até poucos instantes. Estava desnorteado, a luz do teto parecia se movimentar por conta própria. Talvez fosse a tontura que fazia sua cabeça girar. Ouviu as palavras vociferadas numa ameça pelo italiano. Os olhos esmeraldinos fitaram o moreno como um animal ferido e acuado.

Os olhos esmeraldinos estavam vermelhos e isso era o único identificador de que as lágrimas do virginiano se misturavam à água que escorria de seus cabelos e molhavam o rosto pálido. O japonês abriu os lábios azulados e as palavras roucas e sem vida fluíram de sua língua machucada.

- Monstro... - o ódio incontido apertou o seu peito, infligindo uma dor que jamais pensou em sentir antes mesmo com a decepção em relação ao seu irmão.

Não ia perdoar o que aconteceu hoje.

Não ia conseguir.

E isso o aterrorizava.

Shun abaixou a cabeça apoiando-a em seus braços marcados pelas cicatrizes e chorou como uma criança desamparada, extravasando sua dor. Agora tinha a certeza que não podia escapar do destino que o aprisionou junto àquele homem que tinha a sua vida na palma das mãos...

Nas mãos de Máscara da Morte.

Monstro...

O italiano revirou os olhos com a infantilidade do outro. - Esse é o melhor xingamento que você tem? – levantou-se e foi até o Box, abrindo a ducha com água bem quente. O vapor se espalhou rapidamente, amornando o banheiro. E com a SpiderCo novamente em mãos, Máscara se aproximou do garoto inerte no chão.

- Eu vou entender esse seu chororô como sendo um "serei um bom menino de agora em diante" – e com a lâmina dirigida a Shun, completou: - Eu vou te soltar, mas quero que mantenha essas pernas bem quietinhas e os pezinhos no chão, senão eu os arranco fora! Eu não preciso deles, mas vão fazer falta pra você. O mesmo vale para os bracinhos... – o italiano cortou o tecido que prendia o tornozelo do japonês e o resto do pano que ainda circundava seus pulsos, mas que haviam se afrouxado com a água e os movimentos do garoto – Não faça nenhum movimento brusco.

Shun estava tão fraco que não seria capaz de mover um dedo mesmo que quisesse ou tivesse coragem para tal. Foi erguido do chão pelos braços de Máscara da Morte que o colocou dentro do Box. O canceriano precisou ficar segurando o garoto pela cintura, pois Shun mal conseguia manter-se em pé. Com a mão livre desatou o nó do roupão e livrou-se da peça, jogando-a em um canto qualquer do banheiro e desnudando o menor.

Com a palma da mão o italiano testou a temperatura da água: bem morninha e gostosa. O vapor quente já tinha diminuído consideravelmente a tremedeira de Shun, mas este ainda sentia frio. Aos poucos Máscara foi colocando o garoto em baixo d'água, mantendo firme pela cintura, abraçando por trás o corpo jovem e fragilizado.

– Isso tudo é culpa sua... Eu te trato bem e você me respondeu com rebeldia. Precisou que eu te castigasse para que tivesse bons modos. Não era mais fácil ter ficado assim desde o começo? Por que será que as pessoas só aprendem as coisas à base da porrada? Conversa... Non adianta! 'Tsc' – o canceriano estalou a língua, uma mania que tinha sempre que divagava ou sentia-se contrariado.

Em um determinado momento começou a reclamar em sua língua natal. Shun por sua vez, ia recuperando a cor graças à água morna que aquecia seu corpo, fazendo seu sangue voltar a circular. A água batia e escorria pelos seus cabelos que logo estavam cheios de xampu e sendo esfregados por Máscara da Morte.

Shun remexia-se ligeiramente entre os braços de Máscara da Morte muito fraco para revidar ou questionar alguma coisa. Seu corpo sentiu o choque térmico da mudança brusca de temperatura e sua pele se arrepiou ao contato com a água morna. Os dentes batiam entre si involuntariamente. O japonês fechou os olhos apenas querendo que aquela sensação de impotência e frio incômodo sumisse.

Aos poucos o oriental sentia-se mais quente por conta da água morna. Era como se sentisse envolvido por um abraço protetor. O irônico era saber que aquele que o segurava era justamente seu agressor. O cheiro do xampu era bom... Sentia fome mas agora tudo o que queria era...

- Uhaaa... - abriu a boca e bocejou de exaustão mental e física. Piscava os olhos verdes tentando se manter acordado.. Não queria que aquele pervertido o tocasse com tanta liberdade. As mãos do italiano eram gentis naquele momento. Como uma pessoa podia alternar gestos de tanta candura com violência gratuita?

Custou, mas o garoto havia sido amansado, finalmente! Máscara deixou escapar um sorrisinho de satisfação. Nem sabia por que estava dando banho no menino, porém já que estava ali, era bom que saísse limpo. O menino acabou aceitando o banho, e se o toque inicial fora meio rude aos poucos as mãos foram perdendo o peso e esfregando Shun de forma mais suave. Os cabelos do mais novo eram macios... A pele também. Engraçado como, abraçados, o corpo do japonês parecia encaixar-se perfeitamente ao do italiano.

Sem dar-se conta do que fazia, Máscara estava acariciando a cabeça do menor, mas não de uma maneira lasciva, apenas, carinhosa. Teria continuado assim, sabe-se lá por quanto tempo, mas o corpo do rapaz foi pesando em seus braços.

– Ma Che?! Está dormindo em pé? – o canceriano pegou o garoto no colo e o enrolou no roupão, pegou uma toalha para si e amarrou em volta da cintura. O quarto estava uma bagunça, cheio de cacos de vidro, então teve deixá-lo no quarto de hóspede. O menino estava visivelmente esgotado, não iria despertar tão cedo. Então o italiano voltou para terminar o seu banho e vestir uma roupa.

– O bambino não trouxe bagagem! – bufou contrariado. – Esse é o pior presente que eu já ganhei! – resmungava enquanto tentava achar algo em seu armário que servisse no garoto – Pior que aquela bomba que o Nico deixou na minha porta no dia do meu aniversário.

Shun continuava dormindo quando Máscara voltou para o quarto de hóspedes. O roupão molhado foi deixado de lado o qual foi substituído por uma das suas cuecas e por um blusão social que ia até o meio das coxas. Máscara fez questão de pegar a maior blusa que tinha exatamente para que servisse de vestido. Esse era único jeito do japonês não ficar com a bunda de fora, nenhuma calça do italiano serviria nele.

Continua...

N/A: Oi minna! Desculpem a demora! Tive uns contratempos e não deu pra postar antes mas aqui está o segundo episódio! \o/ Gostaram? Não gostaram? Ficaram assutados? Rs Nos enviem suas opiniões em reviews! E nos vemos nos próximos capítulos! ^^

Resposta ao review de Axya: Oioi ^^ Então não sou a única que gosta desse casal rs Que bom! Fico feliz XD Como vc foi a única pessoa que comentou a fic no ... Esse novo capítulo vai ser postado em sua homenagem! \o/ rsrs Espero que esteja gostando da fic. E continue comentando! Sua opinião é importante pra nós. Bjos! ^^

Ao pessoal que favoritou e ou está seguindo a fic... Eu sei quem são pq dá pra ver quem é pelos mecanismos do site... srsr Não sejam tímidos, comentem, façam críticas, elogiem se quiserem.. srsr Expressem sua opiniões. Queremos muito saber o que estão achando dessa fic, ok? ^^

Kissus!

Virgo no Áries