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Capítulo 14 – Repercussões
"Você dormiu fora de casa? Uma mulher solteira com mais de quarenta...".
"Ok mãe, conversamos depois". Ela respondeu sonolenta.
"Não senhora! Onde você está? Eu quase liguei para a polícia".
"Que exagero, mãe".
"Você desapareceu!".
"Você sabia que eu tinha uma festa".
"Não até o raiar do sol".
"Eu não sou uma adolescente!".
"Onde você está?".
"Eu estou na cama com o meu namorado". Cuddy respondeu com sinceridade e espontaneidade.
"O quê?".
"Isso que você ouviu".
"Gregory House?".
"Não, Thomas Edison".
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"Lisa Cuddy!". Arlene falou irritada com a petulância da filha.
"Eu sou tão brilhante como Thomas Edison". House disse para Cuddy que riu.
"Bom dia!". Ela respondeu desligando o telefone e o beijando.
Ele nem teve tempo para responder.
"Você contou mesmo pra sua mãe dessa maneira?".
"Você vai reclamar disso?".
"Não. Vai Cuddy!".
Ela riu e o montou. "Eu ainda tenho pique pra mais uma rodada, topa?".
"Quem sou eu para frustrar uma mulher?".
"Julia isso é inadmissível. Ela largou Rachel comigo a noite toda e foi ficar de safadeza com o bastardo".
"Ela não largou a filha com você, ela deixou sob seus cuidados".
"Você ainda a defende?".
"Namorar House é um contrassenso, tenho que admitir. Mas Lisa sempre preferiu os sujeitos mais esquisitos e exóticos".
"Paul não era esquisito e exótico".
"Lisa nunca gostou de Paul. Ela o tolerava pra tentar te agradar".
"Paul era um sujeito judeu de boa família".
"Ele era meio chato...".
"Ele era um homem decente".
"Não deixa de ser chato... Pelo menos House é um médico, diferente daquele tal de Sunny".
"Oh não me lembre disso". Arlene ficou furiosa.
Julia riu.
Sunny havia sido namorado de Lisa por seis meses aproximadamente, mas suficiente para que Arlene odiasse cada pequena parte dele. Sunny era um cantor de rua. Ele literalmente tocava violão e cantava na rua para arrecadar dinheiro. Aos finais de semana vendia artesanatos nos parques. Foi uma paixão juvenil de Cuddy, mas terminou tão rápido quanto chegou.
"Aquele ser era sujo. Nem banho ele tomava. Como a sua irmã pôde ficar com ele?".
"Acho que ela tentava se descobrir. Se encontrar. Te afrontar. Então, House parece ser bem melhor".
"Eu preferia Dr. Wilson. Judeu, bem asseado".
"Dr. Wilson e Lisa nunca seriam um par, conforme-se!".
Naquela manhã Cuddy vomitou tudo o que não tinha no estomago. House estava com ela.
"Você está bem?".
"Eu... eu estou grávida!".
"Ok, me conte uma novidade".
"Eu estou mesmo grávida".
"Você está me assustando, está tendo um AVC?".
"Não, eu... Não tinha me dado conta ainda de que isso era de fato real".
"Você não fez exames?".
"Eu pensei que eu iria perder... Que a gestação não ia adiante".
House queria perguntar: 'Ainda pode não ir muito longe, o que te faz pensar o contrário?', mas assumiu que seria uma pergunta errada para aquele momento e resolveu se controlar. Era por isso que ele não era bom em relacionamentos, ele tinha sérios problemas em controlar-se.
"Você precisa de alguma coisa?". Ele se limitou a dizer.
"Eu preciso ir pra casa".
"Sua mãe não estará lá?".
"Infelizmente sim".
"Então eu irei com você".
"Não!".
Ele franziu a testa. "Por quê?".
"Eu tenho que lidar com minha mãe, é minha sina. Você não precisa passar por isso".
Ele a ignorou e começou a se vestir.
"House... Você me ouviu?".
"Tome um refrigerante que vai melhorar o seu estomago. E eu vou com você, está decidido".
Ela arregalou os olhos, mas não se irritou com as ordens que recebeu, na verdade ela gostou. Era diferente ter alguém cuidando dela. Era reconfortante não estar sozinha.
Poucos minutos depois os dois entraram juntos na casa dela.
"Os dois sem vergonha chegaram!". Arlene anunciou do sofá onde estava sentada.
"Oi mãe".
"Olá mãe!". House disse também.
"Não ouse!". Arlene respondeu irritada.
"Rachel está dormindo ainda?".
"Não mude o foco!".
"Eu não estou mudando nada, eu só quero saber de minha filha". Cuddy respondeu indo em direção ao quarto da menina.
"Ela acordou, dei mamadeira e troquei a fralda, depois voltou a dormir". Arlene respondeu. "Agora você quer saber dela, durante a noite tenho certeza de que não pensou na pobrezinha".
Mas Cuddy já estava entrando no quarto da pequena e ignorou completamente a mãe.
"E você?". Arlene perguntou para House.
"O que tem eu?".
"Você está de sacanagem com a minha filha por aí e chega em casa com essa cara lavada".
"É a única cara que eu tenho".
"Muito engraçado".
"House!". De repente ele ouviu Cuddy o chamando do quarto.
"Oh, graças a Deus!". Ele disse e foi em direção a ela.
Quando ele entrou Rachel estava nos braços da mãe.
"Rachel quer te ver". Cuddy disse com a voz doce e suave.
"Oh...". House ficou sem jeito.
"Quer segurá-la?".
"Pra ela vomitar em mim outra vez?".
Cuddy riu e a entregou pra ele.
Ele não sabia o que fazer com aquele bebê em seus braços. "Ei Rachel".
Cuddy disfarçou um sorriso. Era fofo e hilário ao mesmo tempo.
"O que eu faço com ela?".
"Você pode embalá-la para dormir".
"Ela já não estava dormindo antes?".
"Eu estava com saudades".
"Então você a acordou por propósitos egoístas?". House continuava segurando a criança como se fosse uma bandeja.
"Uma mãe com saudades da filha não é um propósito egoísta".
"Ok". House ajeitou a garotinha em seus braços e começou a balança-la suavemente.
"Eu vou falar com minha mãe, quando ela dormir coloque-a no berço".
"Você vai me deixar sozinho aqui?". Ele perguntou com olhos arregalados e pânico.
"É um bebê, não um monstro". Cuddy deu um tapinha no ombro dele e saiu.
"Oh Deus! Ok, Rachel. Me ajude e durma".
Cuddy se aproximou da mãe que assistia a televisão. "Onde ficou o insuportável?".
"Mãe, ele não é insuportável. Ele é meu namorado e quero que respeite minha escolha".
"Você o deixou com Rachel?".
"E qual o problema?".
"Você deixará a menina com todos os homens que passarem por sua vida?".
Cuddy ficou vermelha de raiva. "Ele não é qualquer homem".
"Oh eu vejo isso... Você está apaixonada e cega".
"Você pode não aceitar minhas escolhas, mas precisa respeitar. Além disso, acho que já posso ficar aqui com Rachel, House e Marina".
"Você está me expulsando?".
"Não mãe, eu estou agradecendo sua ajuda e deixando que você volte para a sua vida. Eu estou bem".
"Você vai morar com ele?".
"Não sei ainda...".
"Você vai deixar uma estranha cuidar da sua filha?".
"Marina não é uma estranha, é uma babá altamente recomendada e experiente".
"Claro que é melhor que a mãe...".
"Eu trabalho".
"Julia cuidou dos filhos".
"Julia não trabalha". Cuddy estava muito irritada quando começou a ouvir uma melodia vindo do quarto. Isso mudou seu foco rapidamente.
"O que é isso?".
Cuddy nem respondeu, ela caminhou em direção ao quarto da filha.
Rock-a-bye baby, in the treetop
When the wind blows, the cradle will rock
When the bough breaks, the cradle will fall
And down will come baby, cradle and all
Os olhos de Cuddy marejaram vendo aquela cena. House ninando Rachel e cantando pra ela dormir com a voz mais suave do mundo.
Arlene chegou perto e não acreditava no que via.
Ambas ficaram em silêncio observando a cena, até que ele colocou a menina no berço com delicadeza e virou para sair se deparando com as duas mulheres na porta. Ele corou.
"Vocês vão acordá-la". Tentou disfarçar e saiu acanhado em direção ao banheiro.
"Pensando bem, não é tão mal ele morar com você".
Cuddy olhou chocada para a mãe.
"A menina precisa de um pai, mesmo que não seja perfeito. Seu pai estava longe de ser perfeito também". A mulher deu de ombros e voltou para a sala.
Quando House voltou do banheiro, Arlene estava pegando as coisas para sair.
"A velha vai embora?".
"Mamãe vai embora". Cuddy o corrigiu e o beijou em seguida.
"Sobre o que foi isso?". Ele estranhou.
"Você foi bem com Rachel".
"Ela é uma bebê, não um monstro". Ele disse sarcástico.
"Bebês podem ser assustadores".
"Sim, eles podem".
Cuddy sorriu e pegou a mão dele. "Venha!".
Caminharam até a mãe dela. "Mãe, tenho outra notícia".
Ele olhou chocado para ela. Sério mesmo que ela falaria sobre... O feto? Agora? Não seria demais?
"Vocês irão se casar?". Arlene respondeu sem olhar para a filha.
"Eu estou grávida!".
Arlene riu alto.
Cuddy permaneceu a encarando e House branco como papel.
"Lisa, eu sei que você não pode ter filhos".
"Mas eu estou de fato grávida. Não vou divulgar ainda porque é cedo, mas... Já que você está aqui... Já que é a minha mãe...".
Arlene olhou para a filha e franziu a testa. "Quer dizer que havia água milagrosa naquela ilha? Você bebeu e engravidou?".
"Bom... eu não sei sobre a água fértil, mas...".
"House!". Cuddy o calou. "Mamãe, eu peço que não compartilhe a noticia, pois ainda é muito cedo, eu vou contar a Julia também, mas mantenham para vocês a informação".
"Você está mesmo falando sério?".
"Sim!".
"Como isso pode acontecer?".
"Bom... O papai tem uma sementinha e a mamãe tem uma frutinha. O papai deposita...".
"House!". Cuddy estava corada.
"O que foi? Eu estou explicando...".
"Eu não preciso de explicações ridículas. Eu sei que você enfiou o seu pênis na minha filha e...".
"MÃE!". Cuddy estava vermelho púrpura de tanta vergonha.
"Ok, então já que você sabe como se dá a reprodução humana, não há muito mais a dizer e você pode ir".
Arlene riu nervosa. "Essa é a casa de minha filha!".
"Que já pediu para você sair". House continuou a provocação.
"Calem-se!". Cuddy disse tentando controlar a voz para não acordar Rachel. "Eu estou grávida, ainda é cedo, mas nunca levei uma gestação tão adiante. Eu quero que mantenham sigilo, os dois". Ela havia se arrependido de ter compartilhado a informação com a mãe, ela nem sabia por que fez isso, talvez tenha sido o calor do momento.
"Eu vou embora para evitar que minha filha passe stress".
"Oh que bom que você sabe que é fonte de stress pra ela".
Arlene ia responder, mas Cuddy se antecipou.
"Obrigada mamãe por tudo. Obrigada por ficar comigo nesses dias. Por cuidar de Rachel. Obrigada!".
"Ok...".
"Tchau velha!".
Arlene franziu os olhos para ele.
"Você precisa de um táxi?".
"Eu já tenho um aqui fora me esperando". Arlene havia se antecipado.
"Que bom! Amo velhas prevenidas".
"House!".
"O quê?".
"Melhor eu ir... Deus tenha compaixão de Rachel e desse ser inocente que cresce em seu ventre".
House riu alto e debochado.
A mulher se foi.
"House, não seja tão indelicado com minha mãe".
"Ela começou!".
"Ela é difícil, mas é minha mãe e você terá que conviver com ela. Pelo bem ou pelo mal".
"Qual a frequência desses eventos?".
"O menos possível, espero...".
"Eu aguento um encontro anual".
Cuddy riu. "Sonhe!".
"O quê? Mais que isso?".
"House, minha mãe tem o prazer de se intrometer em minha vida. De falar mal do que eu penso e faço. É um hobby pra ela".
"Pois vamos para as montanhas".
Ela riu.
...
Antes de dormir Cuddy passou por seu ritual habitual: banho, cremes e mais cremes: rosto, corpo, mãos e pés.
"Você faz isso todos os dias?".
"Sim, por quê?".
"Isso é insano!".
"Eu gosto. Me sinto bem".
"Você levou uns vinte minutos...".
"Vinte minutos que gasto comigo depois de um dia cheio de stress".
"Vinte minutos que podíamos fazer sexo, você precisa otimizar o seu tempo agora".
De repente ela se deitou na cama e começou a rastejar até ele. "Você não gosta de pensar que isso é pra você? Pra minha pele ficar cheirosa e macia pra você?".
"Bom, quando você coloca dessa maneira...".
Ela sorriu maliciosa e se perdeu nos braços dele.
...
No dia útil seguinte House estava dormindo preguiçoso na cama confortável da namorada quando ouviu um choro estridente de bebê.
"Oh ninguém merece!".
"Acostume-se!". Cuddy falou se levantando rapidamente. Aquela habilidade das mães.
"O que ela quer às quatro horas da manhã?".
"Provavelmente a fralda está suja".
"Isso não é vida pra ninguém. Quem escolhe ter um filho por livre e espontânea vontade?".
"Você não precisa ficar se não quiser".
"Cuddy...". Ele percebeu que tinha falado bobagem. "Oh Deus! Eu sou realmente péssimo nisso".
Ele custou a levantar-se. A cama dela era tão confortável, tão cheirosa. Ela devia comprar lençóis caríssimos que pareciam nuvens e te convidavam para passar o dia todo na cama, ele pensou. Mas com um esforço sobre-humano ele levantou-se e foi até ela.
"Desculpe!".
"Por quê?".
"Porque eu não quis dizer aquilo".
"Eu acho que você quis dizer exatamente aquilo".
"Eu, eu não. Eu vou ficar com Rachel e com o outro bebê".
"O outro bebê?".
"O bebê que está na sua barriga...".
"Ah, o nosso bebê?".
"O nosso bebê". Ele repetiu.
"O que você não queria ter feito?".
"Cuddy...".
"É a verdade".
"Eu não sabia que faríamos... um bebê".
"Tão pouco eu. Mas me apeguei".
"Ok, eu devo ser um burro insensível. Me desculpe. Eu sei que não sou o melhor material para pai e companheiro. Mas eu vou tentar me esforçar mais".
Cuddy respirou fundo.
"O coco dela é fedido, o que ela come?". House perguntou com cara de nojo. Ela riu, mesmo sem querer.
"Só leite".
"Fórmulas... Nada como o leite da fabrica materna".
Ela olhou curiosa. "Eu vou querer amamentar nosso bebê".
"Ok, só que um seio será meu pra sempre".
"Você é um porco às vezes, sabia?". Ela perguntou bem humorada.
"Só as vezes?".
"Tem razão". Ela sorriu.
"Na próxima vez eu troco a fralda de Rachel, ok?".
Ela olhou surpresa. "Sério?".
"Sim. Se eu vou ficar eu preciso praticar, afinal, haverá outro desses logo mais".
Cuddy sorriu, pegou Rachel no colo, caminhou até ele e o beijou. Um selinho. "Vá dormir! Eu vou colocar Rachel para dormir e também vou. Amanhã temos que acordar cedo".
"Não pra aquilo...".
"Sim para aquilo".
Logo cedo Cuddy forçou House a ir com ela para o RH. Eles reportaram o relacionamento e responderam a uma série de perguntas intimas e desconfortáveis. Claro que House fez piada. Lógico que Cuddy o repreendeu.
Na hora do almoço eles almoçaram junto com Wilson.
"Ok, agora que vocês são um casal vão sempre almoçar juntos?".
"Relaxa Wilson, eu não vou roubá-lo de você".
"Você ainda terá o meu corpo...". House falou para deixar o amigo desconfortável.
Wilson arregalou os olhos.
"Talvez não o corpo... Talvez só parte da atenção e do tempo dele". Cuddy o corrigiu bem humorada.
"Ela é ciumenta. Desculpe!".
"Hoje eu quis almoçar com ele aqui pra que a repercussão continue até que todos cansem de falar sobre nós". Cuddy admitiu.
"Oh, isso não vai acontecer". Wilson disse.
"Concordo com Wilson. Somos interessantes demais". House falou piscando para ela.
"Eventualmente a fofoca vai diminuir". Cuddy tinha certeza disso.
"Ou não". House olhou para a barriga dela. Cuddy percebeu e tentou disfarçar, era cedo para que alguém mais soubesse.
"O hospital está borbulhando desde o evento. Vocês estão no top 1 de assuntos mais comentados". Wilson disse enquanto House roubava sua comida.
"Ei... Essa batata frita é minha!".
"Ou você fala, ou você come".
"Deixe a comida dele". Cuddy o recriminou bem humorada.
"E a partir de agora acho que você devia pagar sua própria comida. E de Cuddy...".
"Ei! Você ainda é meu melhor amigo. E Cuddy ganha mais do que eu...".
"Que cavalheirismo". Wilson disse.
"Se bem que eu nem iria sentir em pagar o almoço dela, Cuddy só come mato...".
O telefone dela tocou.
"Eu comi peixe na ilha". Ela falou antes de atender. "Alô!".
"Ela comeu peixe?". Wilson estranhou.
"E outras coisas mais...".
Cuddy se levantou para ouvir melhor já que os dois amigos não paravam de falar.
"Você não me contou!". Uma voz do outro lado da linha reclamava.
"Julia?". Cuddy tratou de se afastar.
"Como você esconde de mim uma notícia dessas?".
"Mamãe não esperou nem um dia, hein?".
"Mas você esperou vários dias...".
"Julia, ainda é recente. Eu não saí compartilhando a notícia, eu mesmo estou com medo de pensar nisso ainda".
"Oh Lisa... Vai dar tudo certo". Julia se comoveu nesse momento. "E será ótimo criar duas crianças juntas".
"Oh Deus! Como eu farei com dois bebês?".
"Você tem ajuda".
"House?".
"Marina".
"Oh, sim".
Julia riu. "House não sei se ajudará...".
"É tudo muito recente...".
"Lisa, eu estou muito feliz por você!".
"Obrigada, pelo menos alguém está feliz".
"Mamãe é turrona, mas ela está feliz que você tenha encontrado alguém que goste, e esteja realizando os seus sonhos".
"Julia, não comente com ninguém. Nem com John. Nem com as crianças".
"Ok, eu vou manter sigilo. Prometo! Mas vai dar tudo certo!".
"Obrigada".
Quando ela voltou para a mesa, os dois homens estavam discutindo sobre banalidades masculinas. A vida parecia tão simples para o sexo oposto, ela pensou.
"Cuide do seu pênis enquanto você ainda o tem, House".
Ele olhou pra trás reconhecendo a voz.
"Dr. Jones".
"Você está namorando a mulher de gelo, ela pode congelar partes suas...".
"Ha ha ha. Muito engraçado mesmo". House falou alto fazendo Wilson corar. Os dois haviam saído juntos do restaurante enquanto Cuddy se dirigiu para seu escritório, pois ela teria uma reunião em poucos minutos. "Sabe que isso me pareceria suspeitamente inveja se eu não te conhecesse tão bem".
"Inveja da Rainha do Gelo?".
"Oh, você não sabe o que diz...". House falou malicioso.
"House, vamos!". Wilson tentou tirá-lo de lá.
"Essa mulher não vê um pau em milênios. Você está lidando bem com as teias de aranha".
House não pensou, só virou a mão no rosto do sujeito e o derrubou. "Espero que você lide bem com o inchaço no seu rosto".
"House!". Wilson estava em choque.
"Esse filho da puta me provocou!".
"Eu sei, mas vamos embora. Agora!" E o arrastou de lá. Entraram no elevador.
"Você mal começou a namorar e já está com crise de ciúme?".
"Crise de ciúme? Eu defendi a honra da minha dama".
"Jones é um idiota".
"Não me diga...". Ele respondeu sarcástico.
"Ele só queria te provocar, e estava com inveja. Todo mundo aqui no hospital queria estar no seu lugar".
House franziu a testa olhando para o amigo.
"Menos eu! Eu estou feliz por você".
"Agora vão pensar duas vezes antes de falarem bobagem".
"Ou você vai piorar as fofocas".
"Iam falar de qualquer maneira...".
Minutos depois o hospital inteiro estava comentando sobre o ocorrido. Alguns defendiam a atitude de House, outros criticavam a violência. Ainda alguns criticavam Cuddy por provocar aquela situação, mesmo que ela não estivesse presente no momento do evento.
"Precisamos de uma biopsia".
"Você vai pedir a sua namorada uma biopsia cerebral?". Taub zombou.
"Não, Chase irá!".
"Eu? Não... Eu não quero apanhar".
Treze tentou segurar uma risada, mas não conseguiu.
"No mais, eu sou do time de cirurgia".
"E o que está fazendo aqui?". House perguntou incomodado.
"Só vim ver a nova sensação do hospital".
House franziu a testa.
"Você! Não se fala de outra coisa além do seu instinto de macho alfa das cavernas ao defender sua mulher".
Treze riu alto.
"Por isso morre tanto paciente no centro cirúrgico".
"Não morrem tantos pacientes no centro cirúrgico!". Chase contestou irritado.
"Se vocês gastassem essa energia toda pra fazer o trabalho de vocês...".
"House!". Era Cuddy que o chamava da porta. "Na minha sala! AGORA!".
"Iiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii". O comentário foi geral assim que ela virou as costas.
"Vocês têm o que? Doze anos?". House respondeu irritado antes de sair.
Ele caminhou até a sala da namorada/chefa, todos olhavam pra ele na expectativa. O que aconteceria?
Assim que entrou ele notou Dr. Jones sentado. Só podia ser brincadeira. Cuddy estaria de sacanagem com ele?
"Ok, ou eu, ou ele!".
"House, sente-se!".
"Eu não vou...".
"SENTE-SE!". Ela quase gritou.
Ele respirou fundo e sentou-se ao lado do sujeito.
"Vamos fazer uma acareação". Cuddy anunciou.
Continua...
