- Ah, Deus, vocês estão todos molhados! - Bella exclamou quando passamos pelo batente da porta de entrada.
Eu estava feliz demais para dar uma de irmã mais nova chata e dar de língua para ela.
Jazz estava com o braço passado por meus ombros e eu segurava sua mão que pendia de um dos meus ombros.
- Ah, desculpe, Bella, nem percebemos que nos molhamos tanto. – Jazz disse divertido, juntando sua testa a minha. Pude ver de soslaio que Bella havia revirado os olhos, com um sorriso, saindo da sala para nos dar alguma privacidade.
Estávamos ali parados perto da porta, apenas nos encarando. Nosso olhar estava conectado, meus olhos castanhos claros nos azuis escuros. Não precisávamos de nada além daquilo, apenas um olhar, para nós, bastava.
Por experiência própria, eu sabia que meus olhos traiam minhas emoções. E, posso afirmar, o mesmo acontecia com Jasper. Ou talvez fosse coisa nossa, sei lá.
- E então, não quer contar as novidades para sua quase irmã? – Jazz perguntou, agora segurando-me pela cintura, com um sorriso brincalhão em seus lábios. Dei um tapa no braço dele.
- Não faça graça sobre minha amiga, viu, senhor Jasper? – falei enquanto me soltava de seu aperto. Ele riu e bateu continência.
- Sim, senhora.
- Descansar, soldado. – eu falei, rindo com ele, enquanto puxava sua mão para levá-lo até a cozinha, para conversarmos com Bella.
Bom, não sei se eu já disse isso - mas com certeza já devo ter dito -: A Bella é a pessoa mais teimosa que eu já conheci em toda a minha vida.
Fomos pra cozinha e adivinha? Sim, ela estava lá, com aquela enorme barriga de grávida, preparando o jantar.
Bufei e soltei a mão de Jasper. Senti a risada que Jazz procurava, educadamente, segurar.
- Isabella Cullen! – ela tomou um susto quando gritei seu nome com minha voz aguda. Ela colocou a mão sobre o peito.
- Ficou louca, Alice? – ela gritou, exasperada e levou a mão à barriga. – Assim Reneesme vai nascer antes do tempo.
- Não, Bella, não estou louca, você que deve estar. Se depender de você, Reneesme vai nascer com cara de panela antiaderente. – retruquei. Ela revirou os olhos. – Me diga o que tem que fazer, que eu termino a comida pra você.
- Não tem que fazer mais nada. – ela deu um sorrisinho. – Só precisa deixar no fogo mais um tempinho e desligar. – então ela olhou para Jasper, que estava encostado no arco da entrada da cozinha e deu um breve aceno para ela. – Bem, creio que vocês tem algo a contar. – ela foi puxar uma cadeira para sentar. Fui para perto de Jazz, para puxá-lo.
- Bem, nós estamos juntos. – Jasper falou, com um sorriso na voz. Não fui a única a ser surpreendida por Jazz falar, e não eu. Não oficialmente juntos, mas se ele próprio que falou que estamos juntos, bem, então deve ser pra valer – e estou contando que seja.
- Bom. Bom! – ela disse, sorrindo. – Agora vão se secar, vão pegar um resfriado se continuarem ensopados desse jeito.
- Tá, certo, mamãe. – revirei os olhos. Bella agia feito uma mãe, de fato.
Estávamos saindo da cozinha, quando nos deparamos com Edward chegando.
- Hey, Eddie. – falei, sorrindo.
- Olá Alice, Jasper. – ele nos cumprimentou. Edward trabalha como advogado.
- Com licença, mas temos que nos secar. – Jazz começou a me puxar, lançando um sorriso ao amigo. Edward apenas balançou a cabeça. Eu dei uma risadinha.
xxx
Tínhamos acabado de jantar. Eu e Jasper estávamos na varanda, sentados na rede. Eu havia me aninhado no peito dele, enquanto ele passava os dedos por meus cabelos.
Eu estava exausta. E creio que adormeci ali, no colo de Jazz, pois quando abri meus olhos, após um sonho premonitório, percebi que estava em meu quarto.
Este sonho não ruim. Pelo contrário, era bom. Além disso, era nítido, como se fosse um vídeo. Eu pude ver o meu rosto, o de Jazz, o de Bella e o de Edward, todos demonstrando felicidade. O motivo da felicidade? Bem, eu não sabia qual era, mas tinha minhas suspeitas.
Levantei de minha cama, vendo no relógio do criado-mudo que eram três e meia da manhã. Fui até minha mala, esfregando os olhos com o dorso da mão, procurar uma camisola ou qualquer outro pijama – eu ainda estava usando um vestidinho bege que havia posto após chegarmos "em casa". Apanhei a primeira camisola que encontrei, retirei o vestido e coloquei a camisola. Me arrastei de volta para a cama, obrigando me a dormir.
Mas quem disse que eu consegui? Isso ai, lá veio mais um sonho premonitório. E esse foi nada agradável.
Para ser exata, foi horrível, pois, quando despertei, senti as lágrimas correndo por minhas bochechas. Eu estava chorando enquanto dormia. O que causou isso? Bem, tente imaginar você num local totalmente mal iluminado, jogada no chão, com uma risada sádica ao fundo além de ver o rosto do seu amor maltratado e retorcido de dor e você não poder fazer nada, se sentir impotente diante a situação.
Qual é, por que eu não podia sonhar com algo do tipo eu e Jazz na praia, ou sei lá?
A visão havia sido tão real que senti precisar ver Jazz. Sai de meu quarto, indo ao da frente, silenciosamente. Cuidadosamente, abri a porta. Me deparei com a imagem de um Jasper dormindo tranquilamente. Tornei a fechar a porta e me aproximei dele aos poucos.
Sentei a frente dele, passando a mão nas mechas de cabelos de Jazz que caiam em seu rosto. Seu cabelo estava começando a perder os leves cachos e ficar mais liso. Estranho, eu sei, mas eu gostava de qualquer forma.
De repente Jazz se remexeu inquieto e começou a bater as pálpebras diversas vezes, ainda sonolento.
- Alice, o que houve? – ele perguntou, bocejando e esfregando o olho.
- Ahn, nada demais, só um daqueles sonhos. – tentei fazer pouco caso.
- E eram sobre o que, dessa vez? – ele estava preocupado, apesar de estar fazendo seu máximo para não adormecer enquanto falava comigo.
- Hm, algo terrível que acontecia com você e eu não podia fazer nada pra impedir. – contei a verdade, não havia sentido não contar.
- Eu prometo que nada de ruim vai me acontecer, certo? E muito menos a você. – ele passou seus braços por mim, puxando-me para aquele abraço protetor dele.
- Eu te amo. – respondi, enquanto estava com a cabeça repousada na curva de seu pescoço, inalando sua inebriante essência.
- Mas eu te amo mais. – ele disse, beijando o topo de minha cabeça.
- Posso dormir com você? – perguntei sem pensar - eu tendo a fazer isso quando estou perto de Jasper – enquanto me separava de seu abraço.
Ele arqueou uma sobrancelha loura, dando um sorrisinho de lado, maroto. Fiz um 'O' com a boca e lhe dei um tapinha no braço.
- Jasper, seu pervertido! – eu disse, rindo baixinho.
- Mas eu não disse nada. – ele fez cara de anjo. Há, ele acha que me engana, doce ilusão.
- Mas pensou. – dei de língua. Foi a vez dele de rir.
- Desde quando você lê mentes? Porque se for assim, tenho que controlar minhas fantasias. – ele disse, ainda maroto. E acrescentou: - Quem dá de língua, pede beijo.
Revirei os olhos, com um sorrisinho bem humorado.
- Será que eu realmente sou a mais nova desse relacionamento? – brinquei, olhando em seus lindos olhos azuis.
- Talvez você seja madura demais pra mim. – ele deu uma risadinha, aproximando seu rosto do meu.
- Ou você que é infantil demais pra mim. – disse, mordendo o lábio como se fosse rir. Ele arqueou novamente uma de suas sobrancelhas, mas agora de um modo, bem, sedutor.
- Agora você está provocando. – ele brincou, se aproximando mais de mim. – Vai ter de enfrentar as consequências.
Após isso, esqueci o motivo de estar ali. No momento em que seus lábios uniram-se aos meus, era como se ambos tivéssemos entrado em uma espécie de frenesi, parecia que não podíamos parar. Eu estava de joelhos na cama, ligeiramente mais alta do que Jasper (também, só assim pra ficar mais alta. Certo, vou parar de estragar o momento), com seu rosto entre minhas mãos, e ele estava com as mãos em minha cintura, num firme aperto.
O rumo que nosso beijo estava tomando estava me deixando insegura. Parti o beijo, ofegante, baixando minhas mãos aos ombros nus de Jazz – ah, esqueci de mencionar, ele estava dormindo só de samba canção. Mas, quando entrei no quarto, não dava pra ver, ele estava coberto, duh.
Jazz, por sua vez, desceu para meu pescoço, ora roçando o nariz levemente contra minha pele, ora distribuindo beijos que faziam minha pele irradiar calor.
Eu queria mais, mas aquele, definitivamente, não era o momento.
- Jazz. – chamei, minha voz falhando pela falta de ar.
- Hum. – ele murmurou, os lábios em meu pescoço. Droga, como pedir algo estando refém dele daquela forma? Não era justo.
- Precisamos parar. – disse, sentando sobre meus pés e colocando minhas mãos em seu peito, afastando-o.
- Me desculpe, Allie. – ele pediu, os olhos preocupados diante do que fiz.
- Pelo o quê? – perguntei, confusa.
- Acho que ultrapassei os limites, não? – ele deu um sorriso torto. (n/a: Ok, o negócio dos sorrisos tortos pode ser do Edward, mas o Jazz também é irresistível com um sorriso desses, vá *-* desculpem a nota, precisava comentar ehe)
- Não eu não desculpo. – ele ficou apreensivo. – Você me fez sentir maravilhosamente bem e quase me fez esquecer quem sou, se é que me entende. – dei uma piscadela. Ele pareceu constrangido.
Sério, as bochechas dele ficaram rosadas. E ele estava mordendo o lábio. Ah, fala sério, ele está me provocando, só pode ser.
- Aaahn, não precisa ficar vermelhinho. – disse, dando-lhe um selinho.
- Depois do que você acabou de falar, é difícil. – ele sorriu e se aproximou de meus lábios, dando-me um beijo calmo. Quando fomos no separar, ele mordeu meu lábio inferior levemente. Ai meu Senhor, é hoje que esse homem vai me deixar louca.
- Jazz, abaixa esse fogo. – eu disse, rindo. Ele já estava com uma mão sobre minha coxa e a outra em minha cintura.
- Vou tentar me controlar. – ele prometeu. – Mas você está uma tentação, isso torna tudo mais difícil. – rolei meus olhos.
- Vamos dormir, amor. – apenas falei.
Ele se deitou, como estava na hora de minha chegada. Aninhei-me de frente a ele, e ele passou seus braços ao meu redor, puxando-me para perto dele o máximo possível. Eu dei uma risadinha.
- Com medo que eu vá fugir? – brinquei.
- Não, só quero que não haja um espaço sequer nos separando. – ele disse, beijando a minha testa. Respirei o perfume de sua pele. – Sabia que você está linda com essa camisola? – ele perguntou.
De repente, percebi a camisola que estava usando. Uma preta, de seda, cujo tecido, exceto o do busto - que parecia um sutiã -, era quase que 100% transparente. Ótimo, Alice, parabéns, Jasper vai achar que você é uma maníaca que quer o seduzir na primeira oportunidade. Fiquei meio carrancuda com o comentário positivo de Jazz.
- Durma, Jasper. – falei, meio mal humorada.
Ele deu uma risadinha.
- Boa noite, meu anjo.
N/A: Rawr, primeiro post de 2010 õ/ Bee-tee-dubs (conhecido por todos - com exceção da minha pessoa - por 'by the way/btw'), feliz ano novo super atrasado, ehe ':s Anyway, aqui está o 8º capítulo da fic :D Vou procurar escrever mais com mais frequência (e postar também), estou tecnicamente com a linha de raciocínio da fic completa, só preciso escrevê-la, ehe ':s[2]
Vamos aos lindos e fofos reviews, rawr ^-^
Bunny93: Que bom, amr :D Espero que goste desse capítulo õ/
May Pattz: Rawr gêmea, perdoada rs :D Espero que goste desse capítulo. Ah, e sendo mercenária(?) por um momento, quero mais capítulos das suas fics u.u AHSUAH pliiiis? *olhinhos piscantes da Allie* KK
Anna R Black: Agora vai ser uma coisa entre esses dois haha Quanto ao pov do Jazz, fico devendo, pois, além dos pequenos povs que ele já fez na fic aqui, futuramente vai ter mais sob o pov dele :D Agora tenho que ficar quieta, se não, lá vem spoilers haha Espero que goste do capítulo :D
Bruna Moraes: Rawr, obrigada mesmo amr :DD Os morenos musculosos abalam o mundo do nosso querido Jazz AUHSAUSH ok, não resisti :B Espero que goste do capítulo, e obrigada de novo :D
With love,
N. J. x3
