"Entrando de fininho segurando um escudo"
Eeer... Oi gente! "sorriso sem graça" Eu não morri!Isso não é maravilhoso? "atingida por um tomate" Ah... uhn... acho melhor começar logo a fic u.u
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Cap 10.: Não oficial?
-Uaaah...- bocejou Kagome, sentindo os raios de sol invadirem seu quarto. – Amanheceu...- balbuciou, com um tom de voz aborrecido.
Ergueu-se da cama lentamente, espreguiçando-se e logo em seguida sentando-se em frente à penteadeira. Começou a escovar os cabelos vagarosamente, observando sua face refletida no espelho.
Lembrou-se então do que havia dito na noite anterior: "Sim! Estou com ciúmes!"
Aquilo foi dito com tamanha naturalidade que até Kagome se surpreendeu.
-Não acredito que senti ciúmes... Logo do InuYasha! – disse para si mesma, apoiando os cotovelos na cabeceira. Bufou de leve. – Também não acredito que me sinto atraída por ele. – Franziu o cenho de leve, com o pronunciar da palavra "atraída". – Oh, Deus! Como posso estar gostando dele!– gritou, batendo a cabeça na superfície de madeira. – AAAARGH! ISSO NÃO PODE ESTAR ACONTECENDO!
Ouviu alguém bater de leve na porta.
-Está tudo bem, Kagome-sama? Ouvi a senhorita gritar. – disse uma voz abafada, do outro lado da porta.
-Hã... Hai! Não foi nada, Rin-chan! – respondeu, sorrindo de modo envergonhado para si mesma.
-Vosso Pai solicita sua presença na sala do Trono.- continuou a falar, ouvindo um chiado de resignação de Kagome. – E é agora. – completou, sabendo que todas as vezes que chamava a garota, esta dizia "Já estou indo", e demorava mais de meia hora para fazer o que pedira.
-Diga que já vou! – respondeu, trocando-se de modo desajeitado. – Hã... Assim que eu conseguir desenroscar o Obi do quimono das minhas pernas!
-H-Hai! – confirmou Rin, por fim. Retirou-se do lugar e seguiu para a porta ao lado. Suspirou. –InuYasha-sama!
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-Nunca foi tão difícil acordar alguém... –suspirou a serva, correndo até a cozinha ainda lembrando-se de InuYasha, falando enquanto dormia : "Sai, Sesshoumaru!Pára de encher o saco e arranja uma namorada!". Riu. – Bem, ao trabalho! Ainda tenho muito que fazer! – falou, seguindo em direção ao quarto de hóspedes vazio.
Andava alheia a qualquer movimento, carregando em seus braços um amontoado de toalhas.De repente, sentiu uma mão tocar seu ombro.Rapidamente trocou o suave cantarolar por um grito de susto.
-Aah! – gritou, derrubando as toalhas. Seu corpo rapidamente virou-se para o outro lado.
-... Rin, sou eu. – disse, indiferente a reação exagerada da garota.
-S-Seshoumaru-sama. –murmurou envergonhada.- Me desculpe pelo grito, eu estava distraída. – desculpou-se mais que rapidamente.-Bem, o senhor deseja alguma coisa? –perguntou. Sentiu a mão que antes estava em seu ombro deslizar até sua cintura e puxa-la para mais perto.Tal ação a fez soltar um baixo chiado de surpresa, seguido de um arrepio por onde os dedos do youkai tocaram. Fechou os olhos ao sentir a respiração morna de Sesshoumaru chocar-se contra a base de seu pescoço. Os lábios dele, então, tocaram sua pele, fazendo com que ela deixasse escapar um suspiro de deleite. De repente, uma pontada de razão a atingiu, desviou-se dele, sentindo-se amargurada.-... Pare, Sesshoumaru-sama. Não devia estar fazendo isso. Muito menos tentando. –murmurou, retomando a consciência.
Fazia alguns dias que o modo como agiam um com o outro havia mudado. Pouco a pouco, do dia em que se conheceram até agora.O modo de olhar, a forma de falar, o jeito de agir... Afinal, fazia muitos meses que haviam se conhecido.Além do mais, eram "amigos", por assim dizer.Nada mais natural que um dos dois, algum dia, acabasse por sentir atração um pelo outro.Vontade de tocar, de chegar mais perto.E tal sentimento era recíproco, de fato. Então, por que para Rin, aquilo parecia tão... Errado?
A garota havia realmente lutado contra aquilo e contra tudo que aquele sentimento podia lhe proporcionar. Afinal, era apenas uma empregada, que não tinha onde cair morta. Ela sempre reafirmava aquilo para si mesma, e que por causa de tal condição, não poderia nunca se aproximar de Sesshoumaru.
Mas... Diabos! Ele não parecia se importar com isso! E aquilo só servira para que o que a moça sentia tornar-se mais avassalador. Era proibido e era errado!E se alguém descobrisse? Às vezes, incoscientemente, se rendia aos toques dele e esquecia de toda a idéia que defendia em relação aquilo. Ela afirmava que era errado e ele negava o que a garota dizia. Não tinha como discutir com ele...
-Eu tenho que trabalhar, senhor. –disse Rin, abaixando-se e pondo uma das toalhas na gaveta do quarto.
-Você insiste em erguer esse muro contra mim. –disse Sesshoumaru, transtornado.-Você sabe que eu acabarei quebrando-o novamente, como todas as vezes.
-E com certeza eu o erguerei de novo, quantas vezes forem necessárias. –disse, apanhando mais uma toalha.
-Bem, eu tenho uma coisa para você. –falou Sesshoumaru, jogando algo para Rin, que segurou desajeitadamente.
-Um... vestido? – disse atônita, observando o longo e nobre vestido azul de seda fina deslizar entre seus dedos.
-Você vai usa-lo no baile de noivado de Kagome e InuYasha, esta noite. – falou o youkai, não se importando com o olhar fulminante de Rin.
-Mas é claro que não vou usa-lo! Eu não fui convidada e sou uma empregada! – protestou Rin, devolvendo o vestido.
-Se for por isso, não há problema. Estou convidando você. – falou Sesshoumaru.- Além do mais, não terá problema se não souberem de sua situação como serva, não é?
-Mas... mas... –gaguejou Rin. Droga!Não tinha como discutir com ele mesmo!
-Nada de 'mas'. Não há argumentos que a favoreça. –retrucou, aproximando-se dela e lhe entregando o vestido.- Até mais tarde, então, lady.- despediu-se, tocando seus lábios com os seus rapidamente, retirando-se do recinto.
Rin apertou o vestido contra o peito, olhando para a porta como em um transe.
"Não deve ser tão ruim..." –pensou a garota, suspirando. Pôs o vestido em cima da cama do quarto, logo retomando a atividade de guardar toalhas.
-... mas... Kagome e InuYasha sabem dessa festa de noivado? – perguntou-se, enquanto continuava seu trabalho.
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-QUÊ!- exclamaram Kagome e InuYasha em uníssono, o Rei Higurashi apenas lhes sorria docemente.
-Ora, crianças, o que há de tão ruim numa festa de noivado? Será apenas um baile em que chamaremos os nobres de ambos os reinos, youkai e ningen. Para oficializar o compromisso de vocês.- explicou o Rei de Inutai, com um igual sorriso.
-Isso não é necessário, Pai!- retrucou InuYasha, uma veia saltando na testa.
-Ora, o que há de errado em comunicar a todo mundo?
-Esse é o problema!Que todo mundo vai ficar sabendo!-vociferou o hanyou, transtornado.
-E como assim, "oficializar"?Não era oficial?- perguntou Kagome, com uma sobrancelha arqueada e os braços cruzados.
Aquilo, de repente, chamou a atenção de InuYasha, que moveu as orelhas num sinal de surpresa.
Os dois reis apenas mantiveram-se em silêncio.
-Na verdade, nós dois apenas acertamos o combinado, mas não é nada realmente oficializado.-disse o Higurashi, temendo a reação dos dois jovens.
Eles apenas continuaram em silêncio, atônitos.
-Por isso mesmo que faremos esse baile.Chegará uma hora em que nós dois iremos trazer um pergaminho redigido com alguns termos de compromisso, e nele vocês irão assinar seus nomes.Assim estarão legalmente compromissados.-disse o Inutai, quebrando o silêncio.
-... quer dizer que... se um de nós, ou nenhum de nós dois quiser assinar... então.. não haveria mais casamento? -perguntou Kagome, de modo temeroso e ansioso ao mesmo tempo.
Os dois patriarcas se olharam de forma assustada.
-Tecnicamente... É, seria isso. -confirmou o pai de InuYasha, nervosamente. -Uhn... mas de um jeito ou de outro, haverá um baile.Por isso, peço que não o faltem, sendo vocês dois as figuras responsáveis pelo seu acontecimento.
Silêncio...
-Podem se retirar, agora. – anunciou Higurashi-sama, seguindo os dois jovens com o olhar, enquanto se retiravam da sala do Trono.-Oh, céus... por que disse isso a eles?
-Achei que seria o mais correto.-respondeu, suspirando. – Afinal, não queremos que eles casem por obrigação.Isso foi esclarecido desde muitos anos, e você sabe. Foi justamente com a intenção de aproxima-los que eu e minha família nos hospedamos aqui, lembra?
-Tenho a impressão de que não estão assim tão próximos... –murmurou o pai de Kagome, massageando a cabeça. – Ah, filhos... Que dor de cabeça eles dão... – disse baixinho, fechando os olhos.
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-E então... o que pensa em fazer a respeito? – perguntou Kagome, caminhando ao lado de InuYasha, próximos a um lago num vilarejo próximo. – Vai assinar, não vai assinar, vai fingir que está doente, fugirá para as montanhas e se alimentará de ursos...
-Achei que seria algo óbvio, Kagome... –disse InuYasha, observando os peixes pularem da água. Ela apenas o observou interrogativamente, o que o fez rir. – Eu não vou assinar, oras. E é o que você fará também, não é? Afinal, não quer casar comigo.
-... será mesmo...? – disse Kagome, baixinho.
-Então você quer casar comigo?
-Espere! Eu não disse isso! – retrucou Kagome, agitando as mãos em frente ao rosto.
-Mas você insinuou que não se importaria em casar-se comigo, Kagome! – insistiu InuYasha.
-E não me importaria, mesmo! Mas não disse que gostaria de faze-lo!- rebateu, parando para sentar-se.InuYasha fez o mesmo, sentando-se ao seu lado.
Ficaram alguns instantes apenas observando o movimento das pessoas. O silêncio instalara-se entre eles, formando um enorme abismo entre os dois.
-Minha nossa, olha só.- disse Kagome, apontando uma criança que corria. – Aquele menino acabou de pegar uma laranja naquela barraquinha e sair correndo!
-hn... se fosse meu filho, levaria umas palmadas.- disse InuYasha, observando com descaso.
-Ah, que horrível! Pois se fosse eu, conversaria com ele e explicaria que aquilo era errado e o faria devolver o que pegou.- pronunciou-se a jovem, voltando seu olhar para InuYasha, esboçando um fino sorriso. – Se por acaso tivéssemos um filho... iríamos conversar com ele ou bateríamos nele?-perguntou naturalmente.
-Bem...- disse InuYasha, considerando a pergunta.- Primeiro você conversaria com ele, e depois eu lhe dava umas palmadas. Assim, problema resolvido. –respondeu o hanyou.
-Como você é mal, InuYasha!-brincou Kagome, rindo logo em seguida.Só agora havia parado para perceber o que tinha perguntado. Havia falado em filhos!
"Oh, céus..." – pensou Kagome, levantando-se e começando a andar.
-Kagome, para onde está indo? – perguntou o rapaz, apenas a observando sair.
-Eu.. preciso pensar, InuYasha. Preciso pensar...
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Yo, minna!
Niyai, gomen nasai por demorar quase 4 meses para atualizar!
Mas pelo menos eu atualizei, não é? ò.o
Bem, recebi alguns comentários do pessoal reclamando da aparição da Kikyou xD Pessoas, lembrem-se, a fanfic é minha e eu ponho e desponho quem eu quiser u.u'
Mas não pela exigência e reclamação de ninguém que estamos aqui, não é mesmo? o
Espero que tenham gostado do capítulo! Coloquei um pouco mais de Sesshoumaru e Rin aqui, já que eles estavam meio sumidos. Além do mais, eu gosto mais de Ses&Rin do que de Inu&Kag, devo ser sincera xD
Mesmo assim, espero que tenha agradado a todos e o próximo capítulo vai ser bem interessante, vai ter o baile e ... tcham tcham... será que vão ou não vão assinar no pergaminho o/ musiquinha de sonoplastia 'suspense' tocando. Quem vê nem acredita que escrevi esse cap todo HOJE o.o
Sim, sim, me bateu uma onda repentina de inspiração e é graças a ela que o capítulo saiu xDD
Oh, outra coisa, decidi responder as reviews no meu blog -
Então, quem estiver interessado em ler as respostas das reviews, por favor, vá em meu profile e verão o endereço no fim da página
Achei que assim seria mais justa com os anônimos o
Bem, pessoal, vou indo agora, e até a próxima atualização!
Kissu kissu
Ja ne
Sango-Web
