Gomeeeen!Gomeeeen!Gomeeen! T-----T (se curva) Eu sinto muitíssimo! Puxa vida, cinco MESES! Quando vi, quase pulei da cadeira!
Juro que não foi minha intenção me demorar de forma tão exagerada! Eu havia escrito quase o capítulo todo, no dia seguinte, quando fui dar os "arremates" finais no capt, ele simplesmente sumiu! Sim, no sentido denotativo da coisa u.ú Ele havia ficado enoooorme! T—T
Depois disso, fiquei tão puta que chutei a CPU e não abri o Word por um mês u.u
Mas, enfim, resolvi reescrever! o/
Tentarei não demorar tanto assim da próxima vez!
Então, acho que vocês já cansaram e devem estar pensando: "Eu esperei cinco meses e ela ainda fica enrolando, aqui?" .
Enjoy!
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Cap.11.: Conflitos internos
-Ai, Meu Deus... – suspirou Kagome, massageando a têmpora esquerda. Por que andava tendo pensamentos como esse, ultimamente? Filhos? No que diabos estava pensando quando disse aquilo?
Era... Era ridículo! Contradizer as próprias palavras era bizarro! Se havia dito "Não caso com você nem sob protesto", por que estava cogitando a maldita hipótese de assinar o tal papel com toda a velocidade que podia e logo em seguida pular nos braços dele?
Sabia que InuYasha não fazia o gênero "garoto romântico". Também sabia que, muito provavelmente, se assinasse, ele iria torcer o nariz e ia bufar um dos seus tão costumeiros "feh!". Diria algo como "eu não vou assinar essa porcaria", esticaria os braços atrás da cabeça e sairia andando, como se deixa-la daquela maneira, humilhada, não fosse nada de mais.
-Sim... talvez. – ela murmurou para si mesma, achando ser aquela a atitude mais provável a ser tomada por InuYasha e seu tão previsível gênio.
E era por causa disso que sentia o peito doer. Era por isso que temia assinar. Não queria se machucar.
Doía-lhe admitir que sentimentos como aquele se apossavam de sua mente. Ele não a amava, era livre para rejeita-la. Então o que faria, se assinasse àqueles documentos e InuYasha a olhasse com desprezo... ou talvez, com raiva, por ela querer prende-lo num compromisso que não desejava?
-Eu não posso assinar. – murmurou, mordendo o lábio inferior. Será melhor... sim, ele será mais feliz se as coisas continuarem como estão.
Kagome prendeu a respiração, ao sentir unhas longas apertarem-lhe o ombro.
-Ei, qual o motivo dessa cara? 'Cê parece mais horrível que nos outros dias, com uma expressão dessas.
Kagome soltou um chiado de susto, ao ouvir a voz de InuYasha no pé do seu ouvido, tão grave e de um ar tão irritantemente entediado e presunçoso como sempre foi.
Um ar arrogante que já não lhe feria tanto os ouvidos como antes.
-O que está fazendo aqui? – ela exclamou, o rosto vermelho, devido à ofensa. – Eu falei que queria ficar sozinha pra pensar!
-E desde quando você manda em mim? – ele perguntou, transtornado.
Kagome bufou, nervosa. Puxou um pouco o vestido para cima, com as mãos, para não tropeçar, e saiu andando, não dando atenção a InuYasha.
-Já falei que quero ficar sozinha, você não ouviu? – ela disse, nervosa, porém não deixando que ele notasse seu estado de espírito.
-Ouvi. – ele comentou, vagamente. Passou a segui-la, contrariando a vontade da morena. – Mas você acha que vou fazer alguma coisa que você pede?
-Claro que não, InuYasha. Que cabeça a minha. - ela disse, irônica. –E quer parar de me seguir, por favor? Eu falei que queria pensar. – ele continuou a caminhar logo atrás dela. –Sozinha.
-Por que está tão estranha? Antes você estava alegre e bobona como todos os dias, foi só falar naquele negócio de filhos que ficou toda esquisita.
Kagome sentiu a pele ficar gelada e as mãos suarem. Ele tinha que ficar falando nessas coisas que tanto a incomodavam? E falar naquilo com tanta naturalidade lhe aborrecia!
InuYasha logo notou que ela ficou tensa.
-É por isso que está assim? Olha, estávamos apenas brincando, você sabe. Não precisa ficar com cara de peixe morto. – o hanyou falou, dando de ombros.
-Claro... era brincadeira. – ela murmurou, tentando não soar melancólica.
Ela não podia se deixar abater. Não agora. Recuperar o bom humor era o que precisava, no momento. Já sabia o que fazer.
-Nem pense em bater no nosso filho, ou darei umas boas palmadas em você! – ela riu, com um olhar divertido.
Não iria assinar. Queria vê-lo bem.
InuYasha observou-a confuso, de início. Não era ela que estava toda preocupada e tensa? Apesar de estranhar, suspirou, aliviado. Kagome parecia estar em ótimo estado de espírito. Não se sentia abatida por causa da notícia que deram a eles mais cedo.
-Keh! Até parece que vai conseguir me dar palmadas. – ele comentou, lhe dando um amigável soco no braço.
E aquilo era o mais importante para ele, afinal.
Ficaram assim. Apenas andando, por algum longo tempo. Estar daquele jeito, naquele silêncio que antes costumava ser desconfortável tanto para Kagome quanto para InuYasha, agora era quase reconfortante. Talvez porque estavam habituados as presenças um do outro, a ponto dela não ser significativa, ou ser tão íntima que, sorrir e relaxar, era algo que podiam fazer sem se preocupar em serem julgados ou repreendidos.
Ficar naquele silêncio, mesmo sabendo que ele estava lá, era algo do qual Kagome sentiria falta dentro de algumas horas.
-Ei, InuYasha... – chamou Kagome, olhando para o céu. A voz quase não saiu, devido a seu desânimo.
-Fala.
-Depois que tudo isso acabar, depois que fizermos o que temos que fazer... bem, você irá embora daqui, não é? – perguntou, mesmo sabendo a resposta. Mesmo sabendo que ele nunca diria nem sequer: "vou ficar aqui te agüentando mais um pouco".
-Bem... – InuYasha ergueu uma das sobrancelhas, com a pergunta repentina. – Claro que sim. Eu não moro aqui.
-Sim, tem razão. – Kagome anuiu com a cabeça, pensativa. Estava esperançosa de que InuYasha pelo menos dissesse que gostava de ficar lá. Mas seu tom de voz era tão incrivelmente pejorativo que ela tinha certeza que o hanyou simplesmente odiava o fato de estar lá, ainda mais por tanto tempo.
Kagome chutou algumas folhas secas que estava em seu caminho, reparando que a cada minuto, elas caiam mais rapidamente, e se reuniam em abundância pelo chão, em montinhos singulares. O outono estava acabando, e logo chegaria o inverno, com aquele tempo gelado. Todo ano, ficava ansiosa pela chegada da estação gélida. Vestir grossas roupas de lã e sair por aí, brincando com a neve era só no que Kagome pensava, todo final de outono.
Agora, só conseguia pensar em como iria ser chato não ter ninguém para compartilhar guerras de bolas de neve.
Já que, depois que o baile passasse, ele iria embora.
-Bem, InuYasha, já que é seu último dia aqui, e é meu último dia tendo que agüentar sua presença ignóbil... – ela disse, sorrindo e segurando-lhe a mão. – Vou entregar uma coisa a você.
-Ah, é? E o que seria? – perguntou, franzindo o cenho. – Uns tapas?
Kagome riu, tentando ao máximo não fazer algo idiota e pedir para que ele ficasse com ela.
-Apesar de ser uma idéia tentadora, não. Não é isso. – ela falou, andando em direção ao palácio. – Vem, vem.
-Tudo bem, mas tomara que seja algo que valha a pena.
A morena foi andando na frente, com toda a tranqüilidade, enquanto murmurava uma musiquinha qualquer. InuYasha estava achando o comportamento dela um pouco estranho, talvez até meio artificial. Kagome não costumava irritar-se, logo em seguida ficar animada, depois ficar num silêncio mórbido e depois fazer segredos enquanto cantarola "Mary tinha um carneirinho".
-Escuta, Kagome... Você está bem? – perguntou InuYasha, enquanto a seguia pelo corredor do segundo andar e a observava tirar os sapatos, arrepiando-se ao sentir o mármore frio resfriar seus pés.
-Médio. – disse Kagome, não se contendo em falar.
-E por que você está "médio"? – indagou InuYasha, apesar de notar que ela não lhe daria resposta alguma, parecendo mais preocupada em entrar em seu quarto e deixá-lo sozinho no corredor. Suspirou. Por que ela estava assim? Por que não parecia verdadeiramente feliz em ver que não precisariam casar? Várias perguntas sem respostas. E isso o irritava. Recostou-se na parede, também de mármore, esperando Kagome voltar.
-Aqui! – ela falou, com os braços atrás das costas e a cabeça meio baixa. Andou até ele e sorriu singelamente. – Por onde começar? Ah, claro! – ela disse, pigarreando. -Eu sei que já tivemos muitos desentendimentos, brigamos muito, gritamos um com o outro pra caramba! – Kagome falou, sorrindo. – Mas, apesar de você ser irritante e preguiçoso, um maldito megalomaníac---
-Kagome!
-Certo, certo, nada de megalomaníaco. – sorriu, quase triste. – Bem... Apesar de todas essas coisas, eu vou sentir sua falta. De verdade. E eu... Espero que não me odeie por isso... – ela baixou a cabeça, olhando por um longo tempo para os pés. InuYasha estava realmente começando a se preocupar.
-Mas eu amo você. – ela disse. InuYasha ainda pensou em falar algo, mas Kagome apoiou as mãos nos ombros do hanyou e, ficando na ponta dos pés, recostou seu lábios aos dele. Não o beijou, de fato, apenas apreciou o calor dos lábios dele pressionados aos seus. Não queria beija-lo. Não queria fazer coisas ainda mais estúpidas. – Até o baile, InuYasha. –murmurou em seu ouvido, enquanto habilmente introduzia uma pulseira, apertada e colorida, num dos pulsos dele.
-Kagom-
-Até mais! E vê se não aparece todo desarrumado! – ela disse, rindo, enquanto afastava-se dele e entrava no quarto, fechando a porta.
-Mas... O quê? – ele falou a si mesmo, olhando para o braço e vendo uma pulseira fina e estreita. Se não lhe falhava a memória, não havia sido aquela que ele havia dado para Kagome, quando quebrou a sua boneca? Se não estava enganado, Kagome havia realmente dito que estava apaixonada por ele?
Andou em direção ao seu próprio quarto e girou a maçaneta, lançando um último olhar a porta do recinto em que Kagome dormia, e sentindo o salgado das lágrimas dela em sua boca.
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-Kagome... – Sango chamou, batendo levemente na porta de mogno do banheiro. – Já acabou aí?
"Ainda não"!
A jovem cigana suspirou, apertando o laço de fita verde esmeralda que adornava sua cintura. Olhou-se no espelho de Kagome. O vestido justo e longo ressaltava suas curvas e as deixavam incrivelmente sinuosas. Os cabelos estavam presos em um coque caprichado, mas que não impedia que finas mechas onduladas lhe caíssem sobre os olhos e, em sua cabeça, uma tiara singela que Kagome lhe dera de presente, que quando colocada deixava aparecer uma ametista, que se acomodava no centro de sua testa. O tecido do seu vestido era agradável ao toque, e por ser de um verde marcante, contrastava com sua pele alva. O busto do vestido era firme, mas um tanto apertado, que erguia e emoldurava os seios de Sango, proporcionando uma generosa vista àqueles que estavam dispostos a apostar numa visão mais arriscada. Sango, definitivamente, mostrava ser uma mistura de candura e sedução.
E ela estava odiando aquilo.
Girou os olhos, não devia ter dito que iria àquele baile. A própria Kagome disse a ela que: "Quanto menos gente conhecida melhor. Meu sofrimento vai reduzir pela metade".
Apesar de achar que, na verdade, a amiga fazia tempestade em copo d'água. Estava cansada de saber que Kagome gostava do InuYasha. Então, pra quê perder a oportunidade única de ver as coisas entre eles se desenrolando? (Ou talvez se enrolando ainda mais?)
Além disso, poderia garantir que Miroku não faria besteiras com as outras garotas, estando junto a ele.
-Kagome, saia daí! – chamou Sango, batendo na porta novamente.
"'Pera aí, eu mal entrei!".
-Mas você está aí faz UMA HORA! – Sango retrucou, contrariada. – Quer se atrasar para o próprio baile? Quer deixar seus convidados, seus pais e seu noivo te esperando?
"...".
"Talvez".
Sango bufou, girando a maçaneta e entrando no banheiro. Ergueu a barra do vestido e foi andando na ponta dos pés até a banheira, onde Kagome estava deitada, com o ar mais relaxado deste mundo. O aposento estava repleto de vapor e o ar, úmido e enevoado, a fazia transpirar.
-Kagome, saia já dessa banheira! – exclamou, apontando o dedo indicador em direção a porta.
-Sango! – gritou a princesa, abrindo os olhos, anteriormente fechados. – Que susto e— O que pensa que está fazendo aqui dentro?
-Tentando fazer você sair desse banheiro e ir se vestir! Se continuar aqui dentro vai derreter! – falou, o tom autoritário.
-Eu não quero ir, Sango! Não quero ir para esse estúpido baile!
-Por que não? Será divertido! – Sango exclamou, tentando anima-la.
-Só se for pra você! – falou Kagome, revirando os olhos. – Vai ter muita gente lá!
-Qual o problema? – Sango disse, ajoelhando-se ao lado de Kagome. – Nenhum! E tem mais, se for por causa daquela história de contrato, você está se preocupando a toa!
-Estou, é? – disse a princesa, quase sarcástica.
-Está sim! Não é você que disse que não queria casar-se com ele? Nem InuYasha com você? Então pronto! Não assinem! – disse Sango, convicta.
Kagome fitou-a longamente e suspirou. Sango tinha razão. Era só não assinar.
Claro, seria tudo tão simples quanto Sango imaginava. Seria, se Kagome realmente não gostasse dele.
E aquilo tornava tudo mais difícil...
-Mas... Se eu não assinar... Ele vai embora. –sussurrou, mergulhando a cabeça na água morna e voltando a superfície logo em seguida. –Eu sei que estou sendo estúpida me preocupando com isso!
-Kagome... – Sango suspirou. – Escute, o melhor a fazer é não se preocupar e deixar as coisas acontecerem por si mesmas.
-Não estou tão certa quanto a isso. –Kagome disse, irônica. –Você não entende, Sango, não é simples assim! É meu futuro que está em jogo! Se eu assino, ele vai me odiar para sempre. Se eu não assinar, eu vou ser infeliz para sempre!
-Kagome, você não sabe de nada. – Sango disse, impaciente, puxando-lhe pelo braço e fazendo com que Kagome ficasse de pé. – Faça o que achar melhor! Você não havia dito que havia se decidido? Então faça o que te der na telha! Qual a graça de viver se a gente pensar demais? – jogou-lhe uma toalha, que Kagome pegou, meio desengonçada. – Seja lá o que acontecer, eu vou estar aqui. Eu e meu ombro amigo. – sorriu, fazendo um cafuné na cabeça da morena, que sorriu. –Agora, venha, vou ajuda-la a se vestir. –disse, saindo do banheiro e sendo seguida por Kagome.
-Isso vai ser um desastre. – Kagome murmurou para si mesma, transtornada, enquanto permitia que Sango penteasse seus cabelos.
CONTINUA...
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Yo, minna! Gomen, capítulo pequeno e ruim demais, se comparado ao tempo que demorei a postar! Eu ia escrever bem mais, porém decidi que era melhor posta-lo logo, os fiz esperar tempo demais, não é?
Felizmente, já sei o que vou escrever no próximo capítulo! Espero ter a oportunidade de escrever algo Sango e Miroku, já que para Inu&Kag e Ses&Rin eu já sei o que vou escrever! (Alguém aqui além de mim odiou esse capítulo?)
A propósito, agradeço muitíssimo as reviews de todos, e espero que tenha tranqüilizado a todas que acharam que eu havia abandonado (nunca faria isso, que horror!).
Só para constar, já faz mais de um ano que a Yuki no Haru está on aqui no ff! Sim, um ano e ainda não acabei (que vergonha!). E junto com o niver de um ano dela, também vem o meu aniversário como fic-writter! Um ano e seis meses! Estou realmente feliz e pretendo continuar aqui pelo menos uns cinco anos XD
Sobre as respostas das reviews, não poderei responde-las de imediato, já que estou postando o capítulo onde as pressas (eu não posso entrar no computador a não ser na sexta feira, no sábado e no domigo). Por isso, creio que as responderei na sexta, okay?
Muitos beijos e espero que tenham gostado, ao contrário de mim!
Kisu!
Jaa.
S-W
