Hey, everybody!

Tchans, cá estou eu, com nosso meigo penúltimo capítulo; que, aliás, não vai ter nada de pequeno xD

Aviso: Classificação da fanfic alterada para T, devido às insinuações.

Enjoy.

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Cap.13.: Adeus, inverno.

Kagome espreguiçou-se languidamente, defronte a janela de seu quarto. Ainda era cedo, e o gélido e seco vento do inverno dava lugar a uma brisa morna e gentil, que parecia acariciar-lhe a pele.

Para ela, as coisas haviam acontecido de forma absolutamente inesperada. Desde o baile de oficialização do noivado, os três meses tão longos que caracterizavam o inverno tedioso da Higurashi pareceram tornar-se mais rápidos e quentes.

Bem quentes.

Corou com o pensamento, apoiando os cotovelos na beirada da janela, distraída em observar pingarem gotículas de água das árvores, do que já havia sido neve. Estava inquieta, impaciente e nervosa. Era o primeiro dia da estação, o que significava que seu casamento estava por vir. E em menos de 24 horas.

Pousou a mão - ainda um tanto fria pelo clima do inverno – no peito; a pulsação acelerada, como se o coração fosse saltar pela boca.

- Não há com o que se preocupar, Kagome. – disse para si mesma, inspirando profunda e bruscamente o ar pela boca. Despiu-se das roupas de dormir para pôr um vestido, e olhou novamente para o céu repleto de nuvens, encobrindo mínimos e fracos feixes de luz. Ainda tinha algum tempo de sobra, antes que aquele palácio se tornasse uma verdadeira feira plebéia de gritos e correria.

Riu, de leve. Seria divertido, no final das contas.

- Volte pra cá, mulher. Está frio.

Voltou os olhos grandes e sonolentos para a cama, onde um volume de lençóis se remexia lá embaixo, de maneira inquieta. Esfregou levemente as mãos, lançando um olhar receoso para a porta, temendo que alguém irrompesse repentinamente por ela. Suspirou, por fim, sabendo que ainda tinha tempo de expulsa-lo de seu quarto.

Andou a passos leves de volta para a cama e enfiou-se debaixo das cobertas, com um pequeno som de quem acha graça, quando o bolo amarrotado puxou mais os panos quentes, com a suave corrente de ar gelado que passou pela cama, quando se deitou.

- Já estou aqui, InuYasha. – murmurou, com o peito retumbando de preocupação. Ele não devia estar ali. Não ainda. – Nee... –iniciou, olhando na direção da janela, meio sonolenta e ociosa. – Kaa-san uma vez me falou que, se nevar no primeiro dia de primavera, significa que você pode receber dádivas dos deuses.

- Não seja tão besta. – ele murmurou, quase encolhido contra ela, como um cãozinho que tomou banho gelado.

Kagome acabou por fechar os olhos e soltar um pequeno gemido de conforto, esquecendo imediatamente todo o medo, assim que o inu-youkai puxou-lhe pelos quadris e descansou a cabeça na curva de seu pescoço.

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Rin corria de um lado para o outro ao ouvir qualquer pequena ordem dada pela senhora Kaede ou por alguma das outras empregadas. O casamento de Kagome e InuYasha não era mais um acontecimento distante. Muito pelo contrário, em poucas horas os dois estariam pronunciando "aceito" para o sacerdote; e o acontecimento estava deixando todos literalmente malucos.

Já estava tudo planejado há mais de dois meses da cerimônia. E, no entanto, estava tudo um caos.

A carruagem dos músicos – que supostamente estava a caminho – aparentemente havia sido saqueada; e todos os instrumentos foram roubados. A notícia se espalhou rápido pelo palácio, provavelmente porque foi enviado até lá um mensageiro apenas com as roupas de baixo, dizendo que os bandoleiros haviam lhes roubado até as vestes.

Para piorar, metade dos empregados havia contraído um forte resfriado, o que os obrigava a ficar de repouso em seus quartos. O ocorrido também implicava no dobro de trabalho para os serviçais saudáveis, que provavelmente estavam mais estressados que nunca.

- Rin-chan, por favor, verifique se temos vegetais suficientes para as saladas!

- Ah, sem problemas!

- Oe, Rin! Estamos precisando de 20 toalhas limpas, pode ir buscar para nós? – pediu um outro rapaz, dando um tapinha em seu ombro.

- Posso sim, me dê só um instan --

- Rin, me ajude! Dois cavalos se soltaram e preciso que alguém me ajude a pô-los de volta no estábulo!

- Eu...

- Rin!

- Rin-chan!

- Ei, Rin, corre aqui!

E ela se sentia subitamente muito tonta.

- Erm, me dêem um moment – AH!

Rin apenas soltou um gritinho quando foi puxada para longe de todos os parasitas de seus préstimos e foi empurrada para um pequeno espaço na parede.

- Rin.

- Oh, por favor, não me peça nada, eu já tenho muito que fazer! – disse, num gesto automático. Piscou algumas vezes, só então notando que o tom profundo e calculado não era de nenhum de seus colegas se trabalho. – Sesshoumaru-sama?

Ele apenas a olhou com a mesma expressão de sempre, uma de suas mãos apertando o ombro da serva de forma firme e despreocupada.

- Atrapalho?

Ela gostaria de ter dito que sim, e que havia muito trabalho para fazer. Porém tudo parecia um tanto incoerente quando tentava falar com o youkai. Ele lhe dava arrepios. Os bons arrepios.

- Não, está tudo bem. – ela finalmente conseguiu responder e coçou um dos olhos. A idéia de sumir dali, agora, parecia muito atraente. Sabia estar com terríveis olheiras, porque teve de ficar acordada toda a noite anterior auxiliando os empregados com os preparativos para a festa após a cerimônia formal. Seus cabelos estavam desgrenhados por toda a correria, e o suor escorria por sua face rubra. Pior, impossível.

Mesmo assim, ele não desviava o olhar de Rin e de seu estado deplorável.

- Eu... Gostaria de poder ficar conversando. Mas eu tenho muita coisa para fazer, senhor. – Rin disse, num tom meio apressado e constrangido. Ele apenas fez um barulho gutural e rouco na garganta, de confirmação, mas não parou de olhá-la. – O senhor... Por favor, pare de me olhar. Estou horrível.

- Sim, está. – o homem de cabelos longos e prateados confirmou, sem cerimônia, antes de puxá-la pelo queixo e pressionar os lábios contra os dela.

Rin apenas soltou um ruído nervoso e fechou os olhos, resignada, ao sentir a língua dele forçando passagem. Sabia que não devia deixar. Sabia que estava fazendo tudo errado, desde o momento em que se conheceram. Mas ela simplesmente não podia evitar se sentir tão entorpecida quando Sesshoumaru mordiscava-lhe os lábios com os afiados caninos, ou investia a língua ávida contra a sua de forma exigente, a obrigando e incitando a superar seus recatos e correspondê-lo à mesma altura, nem ao menos dando a Rin chances de protestar.

Então ela apenas fechava os dedos trêmulos nos cabelos longos e macios, incentivando-o, e permitia que os lábios dele instruíssem os seus a querer por mais.

- O que isso significa, Sesshoumaru?

A serva mais que rapidamente sentiu o coração dar um violento solavanco, os olhos voltando-se para a direção da voz. Oh, céus. Estava perdida. Completamente perdida.

Sesshoumaru não se deu ao trabalho de se recompor. Apenas apoiou o cotovelo direito na parede, ao lado do rosto de Rin e olhou o dono da voz meio de lado, sem realmente parecer alarmado.

- Não é da sua conta. – a voz fria parecia mais como um soco no estômago. Ao menos para a moça suada e levemente ofegante de nervosismo. – Essa é Rin. A mulher que pretendo desposar. – e, ao olhar chocado e quase desafiador do intruso, Sesshoumaru apenas deu de ombros e deslizou a ponta da língua pela bochecha de Rin, sem se alterar. – Espero ser aprovação o que vejo em seus olhos, oyaji.

O pai do inu-youkai apenas soltou um rosnado naturalmente canino.

Rin engoliu em seco, tanto pelo atrevimento de Sesshoumaru quanto pela expressão assustadora do rei de Inutai.

Então, ela apenas juntou as mãos sobre o peito, concluindo que aquele era o momento ideal de rezar por sua vida.

oOoOoOoOo

- Kagome?

- Oh, sim, Kikyou?

- Você está gorda.

A Higurashi soltou um resmungo chocado e irritado, ao passo que Sango só ria da observação indiscreta, sentada no chão da grande sala cheia de panos e tecidos, onde Kikyou fazia a última prova do vestido de casamento de Kagome.

- Muito obrigada pela sua sinceridade. – praguejou, ficando subitamente interessada em sua própria imagem no espelho, como quem espera encontrar defeitos no corpo.

- Sinto muito se ofendi. – falou a mulher de pele ligeiramente pálida, verificando novamente a marcação na fita métrica. – Mas sua medida na região dos quadris aumentou um pouco. E foi um pouquinho mais complicado pôr o vestido.

- Não posso acreditar. – Kagome suspirou e soltou um pequeno "ai!" ao sentir um alfinete cutucar-lhe a pele. – O que está fazendo?

- Vou descosturar algumas partes no vestido. Quero ajustá-lo para suas medidas atuais.

Sango rolou no chão e olhou para Kagome de baixo, analiticamente.

- Estou te achando meio pálida. – a cigana comentou, enrolando uma mecha de cabelo no dedo indicador, de forma distraída. – Não comeu o desjejum?

- Não realmente. Ver toda aquela comida na mesa me deixou enjoada. – respondeu com um dar de ombros e praguejou novamente, ao sentir mais uma alfinetada. – Deve ser a ansiedade.

Kikyou apenas olhou para Kagome de forma meio estranha. Limpou a garganta e apenas continuou a desfazer a costura do vestido, como quem mede as palavras.

- Sabe, hoje vi o senhor InuYasha saindo de seu quarto.

Kagome, que antes estava tão distraída, estancou. E, ao olhar perplexo de Sango, ela apenas sentiu o coração acelerar violentamente e as mãos começarem a suar.

- 'Que importa? – a princesa ainda teve voz o suficiente para inquirir, de forma fingidamente natural.

- Ele parecia estar tentando não ser visto.

Sango imediatamente sentou-se ereta no chão e olhou para Kagome perplexa. Abriu e fechou a boca algumas vezes, como quem procura as palavras certas a serem pronunciadas.

- Kagome... Vocês... Aquilo...? – a jovem tentou formular uma frase coerente, mas apenas conseguia pronunciar palavras soltas, enquanto gesticulava com as mãos, tentando se fazer entender. A moça soltou um gritinho excitado quando a Higurashi baixou a cabeça e anuiu meio timidamente. – Há quanto tempo?!

-... Uns... Uns dois meses.

- Oh, minha nossa! Eu não acredito nisso! Seus pais vão te matar se descobrirem! – exclamou, animada, a amiga da princesa.

- Eu me caso hoje, não tenho nada com o que me preocup...! – Kagome imediatamente levou a mão direita à boca e soltou um grunhido engasgado.

- Algum problema, Kagome? – a costureira perguntou, meio preocupada, apesar da voz tão pouco emotiva.

- Banheiro. – ela falou, apressadamente, antes de correr para a primeira porta que viu e se jogar lá dentro. O ar, após algum tempo, adquirindo um cheiro acre e amargo de vômito.

Sango e Kikyou se entreolharam de forma cúmplice. Tudo aquilo estava realmente estranho. E, se Kagome não sabia qual era seu "problema", as outras duas mulheres estavam bastante desconfiadas do que a noiva tinha.

- Kagome. – a amiga desta chamou, após andar até próximo de onde a princesa estava, de forma meio ofegante, debruçada sobre a pia do recinto, com a cabeça apoiada nos braços.

- Não se preocupe comigo. – ela disse, em voz baixa, como se tentasse recuperar o fôlego perdido, apesar de não sair da posição em que se encontrava. – Deve ser porque comi muito, ontem.

- Ou porque você está grávida. – Kikyou se pronunciou, sem rodeios, se unindo a Sango.

- Kikyou-san! – repreendeu a cigana, aturdida com a falta de tato da quase sósia de sua amiga.

Kagome nem se deu ao trabalho de falar nada. Apenas fechou os dedos com força na beirada da pia e sentiu uma nova onda de enjôo a invadir. Com o prelúdio de que novamente iria vomitar, apenas se curvou novamente sobre a pia.

- E lá se foi o vestido em que trabalhei durante meses. – lastimou Kikyou, decepcionada.

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Andava nervosamente pelos corredores movimentados do palácio, tentando localizar aquele que, em outros tempos, estaria a seguindo de perto. Corria por todos os corredores, subia todas as escadarias e olhava dentro de cada cômodo possível. Nem sinal de InuYasha.

- Onde você se meteu? – perguntou a si mesma, a impaciência lhe dando a impressão que se formavam nós em seu estômago.

- Kagome-san! Não devia estar se preparando para a cerimônia? – foi Miroku quem se pronunciou, de forma simpática. Os olhos vivamente azuis lhe fitando amigavelmente. – E então, como estou?

- Hoje é o dia do meu casamento, não festa a fantasia, Miroku. – ela comentou, meio sem entender o porquê de ele estar vestido como sacerdote. Riu com a expressão desapontada que o homem lhe direcionou.

- Eu sei que é. – ele disse, com um pequeno muxoxo. – E é por isso mesmo que estou vestido assim.

- O quê? – ela franziu o cenho, perplexa. – Não me diga que você...?

- Eu sou monge. Sacerdote nas horas vagas.

Haha.

- Eu nunca adivinharia se não ouvisse da sua boca. – ela piscou várias vezes os olhos achocolatados para ele, sem conseguir acreditar.

- É o que todos dizem. – ele ergueu de leve os ombros, num riso de bom humor.

Kagome, que estivera distraída com o diálogo, finalmente se lembrou do seu objetivo inicial. Não havia tempo de jogar conversa fora com Miroku.

- Sabe onde InuYasha está? – perguntou, olhando para os lados, apenas para concluir pesarosamente que ele não estava por ali.

- Na última vez em o que vi, estava lutando contra a gravata.

Kagome suspirou. Desde o comentário de Kikyou, a jovem tentava falar com o hanyou, mas todas as suas tentativas acabavam sendo frustradas. Na primeira vez que o encontrou, ele foi praticamente arrastado pelo pai, que provavelmente queria falar sobre "as responsabilidades de um homem casado". Na segunda vez, quando havia conseguido dar ao menos um "oi", dois alfaiates vieram correndo atrás dele e começaram a puxá-lo, tentando obriga-lo a pôr as roupas cerimoniais.

- Não vou usar essa porcaria! Nem pensar!

InuYasha!

- Mas... Mas Inutai-san! Por favor, pare de rasgar esse terno! – os alfaiates gritavam, correndo atrás dele, totalmente sem fôlego. Ele era muito rápido.

- Ah... InuYasha! – Kagome gritou, tentando alcança-lo. Ele apenas virou a cabeça na direção dela, meio alheio.

- Agora não dá! Depois falo com você! – e sumiu de sua vista.

A jovem mulher nem se deu ao trabalho de insistir, sabendo que, para evitar uma gravata, o meio-youkai não pararia nem sob decreto.

- Desisto. – murmurou para si mesma, apenas, pensando que seria melhor voltar para onde estava Kikyou, que pela primeira vez na vida parecia nervosa.

Suspirou. Sua mãe teria um infarto quando soubesse que vomitou no vestido.

oOoOoOoOo

- Por que está vestido desse jeito? – Sango ria de forma convulsiva, mal conseguindo mastigar os biscoitinhos amanteigados que havia filado da cozinha, ao ver Miroku em seus trajes religiosos.

- Eu vou realizar a cerimônia de casamento dos dois pombinhos, o que mais eu estaria fazendo usando isso? – resmungou Miroku, aborrecido, antes de pegar alguns dos biscoitos da cigana e enfiar na boca.

- Como vou saber? – ela continuou, ainda com a voz risonha, sem nem conseguir engolir direito devido às risadas que escapavam de sua garganta.

- Eu venho aqui para o jardim, só para te ver, e é assim que você me recebe, Sango? – ele soltou um muxoxo inconformado. – Não é justo.

- Você veio porque todas as serviçais estão ocupadas demais com a decoração, e por isso não te dão nem uma pontinha da atenção delas. – Sango retorquiu, o semblante antes risonho se tornando mais acusatório. – Não que elas fossem dar, te vendo dentro desses trajes.

Miroku franziu o cenho, quase ultrajado com a forma que Sango parecia nunca lhe levar a sério. Bem, ele merecia, já que sempre foi pervertido demais para o próprio bem.

- Já que é um sacerdote, significa que todo aquele seu papo de conquistador era só um monte de besteira. – arqueou as sobrancelhas, limpando o canto da boca sujo de farelos de biscoito com o auxílio do polegar. – Eu sempre soube que você não era de nada.

Ah, aquilo era demais para ele agüentar.

- É isso que você acha?

- Não acho. Tenho certeza.

Subitamente Miroku puxou-a pelos quadris, de forma quase brusca, o que a fez arregalar os olhos. Sango tentou pronunciar algo, mas desistiu ao sentir o impacto das costas contra uma árvore. Proferiu um gemido assustado e apenas arregalou os olhos, sem entender o que estava acontecendo.

- Eu acho que está me subestimando, Sango. – ele sibilou, num tom tão baixo e pausado, contra a sua orelha, que a cigana não conteve sentir um pequeno arrepio subir pela espinha. – Se acha que eu "não sou de nada", acho que eu mesmo devia te provar o contrário.

E ela apenas soltou um pequeno grito surpreso, quando sentiu uma das mãos do homem de olhos azuis percorrer sua coxa, levantando consideravelmente sua saia de algodão no processo; seus dedos apertando firmemente a pele bronzeada da jovem.

- Miroku, o que... O que acha que está fazendo?! – disse, com a voz meio falha e atônita. Em todo aquele tempo que passaram juntos, ele nunca havia agido desta forma. Várias vezes teve de agüentar os comentários indiscretos e bobos dele, mas nunca isso.

- O que acha que estou fazendo, Sango? – ele inquiriu, num tom rouco e sussurrado, pressionando o corpo contra o dela.

- Acho que está ficando louco. – pronunciou, ainda perplexa, os olhos se fechando ao sentir o hálito quente contra seu pescoço, também não podendo evitar sentir o corpo oscilar com a pressão quase intimidadora que ele exercia contra o interior de suas coxas.

-... Talvez você esteja certa. – e ele roçou os lábios na base de seu pescoço, de forma quase provocativa, após dar uma pequena mordida possessiva em seu ombro, quando a ouviu soltar um gemido incontido.

- Por que você... Droga, porque está fazendo isso? – ela perguntou, encolhendo os ombros ao gesto dele, e teve que se controlar para não afundar os dedos nos cabelos negros de Miroku e traze-lo para mais perto.

Os seus olhos azuis apenas a encararam por um breve momento, de forma fugaz, e Miroku afrouxou o aperto dos dedos em sua pele. Afastou-se quase bruscamente, quebrando o contato tóxico e tenso entre os dois.

- Porque gosto de você. Por mais que não acredite.

Sango virou o rosto para o lado, nervosa, para não ter que olhá-lo. O que diabos havia dado em Miroku?

- Não, não acredito – ela confirmou, finalmente parando para tentar olha-lo. Suas bochechas vermelhas por vergonha, apesar da voz firme. – De qualquer forma, perdôo você por falar isso. Eu não seria uma mulher idiota e apaixonada se não perdoasse.

Miroku apenas sorriu de lado, de forma cúmplice, e pôs um outro biscoito na boca, como se não houvesse agido de forma tão incomum há pouco tempo.

- Nunca mais despreze minha capacidade, Sango. – ele comentou, após se espreguiçar e riu, lançando um olhar divertido para ela. – Dá próxima vez, eu posso fazer mais que simplesmente te pressionar contra uma árvore.

Sango pigarreou e lançou a Miroku um olhar quase cético, para logo em seguida sentar-se folgadamente no chão e pôr o último biscoito na boca. Ele realmente conseguia fazê-la ficar profundamente irritada.

- Então eu espero que esteja preparado psicologicamente para me ouvir te desprezar bastante, mais tarde. – ela murmurou para si mesma, sem olhá-lo, como quem apenas faz um comentário despreocupado.

Miroku arqueou uma das sobrancelhas. Sango era realmente uma caixinha de surpresas.

- Eu vou estar. – respondeu, no mesmo tom de voz que ela e sentou-se ao seu lado. – Eu a amo, Sango.

- É, eu sei. – olhou para o céu, com uma das mãos cobrindo parcialmente os olhos, para aplacar a furiosa luz solar que invadia seus olhos violeta.

Sango não se importava mais com o que Miroku dizia, ou com as besteiras que ela própria poderia dizer. Afinal, estava se tornando cansativo fingir que não queria gostar do rapaz tão pervertido, despreocupado e detestável. Com toda a certeza, o rapaz de olhos azuis era tudo aquilo que Sango mais odiava.

Mas, bem; era por isso que a cigana gostava tanto dele.

Foi com esse pensamento que recostou a cabeça no ombro de Miroku, e permitiu que ele acariciasse seus cabelos.

Continua...

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Antes que alguém diga: "Ué, cadê o último capítulo?", respondo de antemão que, se eu prosseguisse com a narrativa até, realmente, o fim, esse capítulo acabaria ficando muito extenso. E não são todos os leitores que apreciam ler páginas e mais páginas de cultura inútil XD.

Por isso, para não deixar vocês morrendo de tédio com mais uma leitura maçante, resolvi deixar esse capítulo como o penúltimo. Fiz quatro páginas a mais de Word que o normal. Viva!!

Como podem ter percebido, também, os casais estão basicamente se acertando. Aliás, estão praticamente acertados. E sinto muito se assustei alguém com algumas passagens que pudessem demonstrar uma maior intimidade. Espero não ter desagradado ninguém, porque não acho que tenha dado indícios de que iria escrever algo que superasse uns beijinhos.

Mas, se alguém tiver achado um escândalo e quiser que eu queime no inferno, porque eu não fiz um capítulo todo fofo e rosa, vá em frente e me processe o-o (exagerada).

O próximo capítulo não deve demorar tanto quanto esse (um ano!), já que eu já preparei todo o terreno para o final da história. Nunca pensei que diria isso!

Bem, fico por aqui. Ninguém lê a nota do autor, de qualquer forma XD

Agradeço desde já a todas as reviews que recebi no capítulo 12! Fiquei muitíssimo feliz com todas elas; é muito gratificante saber que alguém ainda lê essa birosca i-i (emocionada).

Até o próximo e último capítulo da Yuki no Haru, pessoal!

E não esqueçam daquele meigo e amável botãozinho roxo ali no canto esquerdo, que está praticamente gritando "me pressione, me pressione ;-;".

Mil abraços,

M. Sango