Bom, a entrevista, assim como a própria ONE, tem sua trilha sonora. Dessa vez, não esqueçam de ouvir Cocaine (Killed My Community) - Alabama 3. E bom, se você chegou até aqui, é porque sabe que a fic trata de um assunto EROTICO e pornografico. Divirta-se


.com/watch?v=O5ND6jDWslk - Cocaine (Killed My Community) – Alamaba 3

O taxi freou exatamente na entrada principal do Érotique. O letreiro de neon piscava sobre o telhado do enorme sobrado com arquitetura medieval. A fila na porta da casa noturna não estava tão extensa como imaginei, porem eu iria demorar algumas horas para entrar, já que o armário de cabelos pretos e cacheados na porta, vestindo terno e com a cara amarrada parecia se divertir ao barrar as pessoas. Olhei em meu relógio e agradeci por ainda ser onze horas. Aquilo iria demorar.

Já me dirigia ao final da fila, estalando meus dedos e torcendo minhas mãos suadas quando um casal vestido socialmente se aproximou de mim. A morena, com cabelo comprido e castanho, ondulado até o meio de suas costas. Sua pele era pálida e ela tinha os lábios extremamente vermelhos, o que dava ao seu rosto redondo e extremamente feminino um tom sensual. Seu vestido azul royal era colado em seu tronco e delineava sua silhueta perfeita, indo até um pouco abaixo de suas coxas. Acompanhei o formato de suas pernas com os olhos até seus pés, calçados em um par de peep toe preto.

Desviei o olhar quando seu acompanhante, igualmente pálido e com os cabelos cor de bronze, pigarreou. Engoli em seco quando mirei seus olhos verdes e eles estavam agressivos. Seu maxilar quadrado estava tenso, enquanto eu sentia meus batimentos acelerarem. Ele estava vestindo um paletó e as lapelas de sua camisa branca eram perfeitamente dobradas.

"Querido..." – a morena interveio ao meu favor apertando o braço dele, cruzado ao seu. "Você é o Rodrigo? Rodrigo Reis?" – ela perguntou sorrindo e exibindo suas presas.

Senti meus olhos arregalarem, enquanto minha garganta ficava seca. Dei um passo para trás, pronto para negar quando o ruivo balançou a cabeça. Um sorriso pequeno surgiu em seus lábios.

"Eu esperava que ele fosse... mais velho?" – sua voz baixa e rouca pronunciou, fazendo com que eu apertasse minhas sobrancelhas e fechasse minha boca. "Que seja. Acompanhe-nos."

Eu estava paralisado. Meu coração extremamente acelerado e todas as células do meu corpo gritavam para que eu saísse correndo, mesmo quando minha razão, agora totalmente consciente da merda que tinha me enfiado, sussurrava que não adiantaria correr.

"O que... mas quem... calma!" – falei apressado e ansioso, enquanto virava em meus calcanhares e buscava o corpo dos dois - que já seguiam para a lateral da boate.

"Bella!" – o homem resmungou, continuando a andar por alguns centímetros enquanto a morena estava parada. "Por quê?" – ele perguntou nervoso, passando a mão pelos cabelos arrumados.

"Somos amigos do Jasper. Esse é o Edward, meu marido. E eu sou Isabella. Ou Bella." – ela disse virando-se e vindo até mim, que continuava parado no final da fila e na frente do beco que guiava até a entrada do club. "Não se preocupe, apenas te colocaremos para dentro." – Bella envolveu meus ombros com seu braço e me estava me levando até o lado de Edward, seu marido. Arrisco dizer que ele não gostou muito do que ela fez.

"Não mesmo." – ele respondeu, andando na frente, enquanto Bella maneava a cabeça.

"Se acalme." – ela pediu, visto que meus batimentos estavam acelerados. Senti meu rosto esquentar, o que a fez soltar o braço e se afastar alguns centímetros. "Ou não." – respondeu, olhando-me por um momento de forma faminta.

"Bella vamos logo." – Edward pediu impaciente.

Acelerei meus passos, chegando até a porta que ele mantinha aberta. Soltei o ar em um assobio quando visualizei o interior de Érotique e notei que Jasper não tinha me mostrado nem metade. Entrei, sentindo o cheiro da fumaça de cigarro e do gelo seco misturar-se em minhas narinas.

"Wow" – exclamei andando pelo lounge com pequenas poltronas, revestidas de couro negro, e mesas. A pista de dança estava logo ali na frente. Sentia Bella e Edward caminhando atrás de mim, mas não conseguia desviar os olhos do salão rebaixado onde as pessoas se esfregavam e dançavam alucinadamente. Via pequenos flashes de cada casal, ou grupo, por conta dos lasers que cortavam o manto negro que cobria a boate.

"Cocaine killed my community
Heroin hurt my home
Mama went down on the Morphine
Papa got high on the Physeptone
My sister swings on Psilocybin
My brother brokeon Barbituates
My two little cousins got shot selling rock
Outside the old school gates"


"Ele esta lá em cima." – Bella sussurrou em meu ouvido, apontando para as escadas que levava até o andar superior. Concordei, olhando para o chão de piso negro e caminhando até os degraus que separava o ambiente onde eu estava da pista de dança. Desci os poucos degraus, caminhando até a escada que me levaria até Jasper e o barzinho.

Meus olhos correram pelos arredores da pista de dança, focalizando as dançarinas que estavam elevadas em pequenos pedestais redondos, onde dançavam completamente nuas nos postes. Engoli em seco, focando em cada mulher à medida que subia os degraus.

O som diminuiu consideravelmente quando consegui alcançar o piso superior. Senti meu coração pulsar mais rápido quando vi que estava praticamente deserto. Havia uma mulher com as laterais da cabeça raspadas, e um alto moicano loiro arrepiado no meio. Ela limpava o balcão do barzinho. Vestia um corselet vermelho e eu não conseguia ver o resto de seu corpo, escondido pelo bar. Porem as tatuagens em seus braços expostos eram de um tom marcante em sua pele rosada.

Senti uma onda forte de ansiedade invadir meu corpo, imediatamente umedecendo minha testa de um suor frio. Virei meu rosto na direção da ultima mesa, e lá estava ele. Sorrindo escrotamente.

"I don't mind cos I live in the light
I live in the light of the Lord
The sword, the Lord he gave me
Is the sword thats gonna save me
I live in the light of the Lord"

Apertei meus olhos, me aproximando da cadeira de frente a ele. Apertei a alça da mochila, que apenas agora se fez perceber em meus ombros. Seus olhos negros eram fixos em mim, enquanto sentia a ansiedade borbulhar em meu estomago.

"Isso ai nas suas calças é um celular ou está feliz em me ver, autorzinho?"

Bufei, puxando a cadeira e colocando minha mochila na cadeira ao lado, enquanto estalava meu pescoço e sentia a falta quando ele não era tão real assim e eu podia estapear sua cabeça.

"Então autorzinho, como foram as coisas com a nossa historia?"

"Satisfatórias." – respondi, cruzando minhas mãos sobre a mesa de vidro e encarando o sorriso em seu rosto se desfazer.

"Como é?" – ele perguntou, repetindo meus gestos e se apoiando na mesa. "Satisfatórias? Isso significa que elas não me obedeceram? Não comentaram? E nem perguntaram?"

Dei de ombros, vendo suas presas brilharem entre seus lábios, enquanto abria o zíper da mochila e retirava o notebook de lá.

"Eu me questiono quem eu devo matar por isso. Você ou elas."

"Ele esta blefando." – uma voz rouca e feminina surgiu em minha nuca, fazendo com que eu me arrepiasse inteiro. Vi Jasper desviando o olhar de meu rosto para quem quer que fosse que estivesse atrás de mim. E o seu sorriso não foi nada consolador. "Apesar de que o cheiro de leite que exala dele encobre perfeitamente o da mentira."

"'Cos
I need it every hour,
I need it every hour,
I need it every hour my gracious Lord"

Jasper encostou-se à cadeira, cruzando os braços no peito. Ele usava uma camisa justa de botões com as mangas dobradas no antebraço. Um riso abafado saiu de sua boca, o que eu fiz questão de notar e, em seguida, mostrei-lhe o dedo do meio novamente.

"Heidi... deixe o garoto em paz!" – ele pediu olhando para ela em um tom de divertimento.

"Já trarei sua dose de Whisky, Jasper. E para a criança aqui? Um copo de leite morno?"

Olhei para Heidi - que usava apenas seu corselet de couro com arrebites e fivelas – e busquei em minha mente uma maneira de responder, mas as longas pernas pálidas, cobertas por meia arrastão e o coque mogno preso no alto de sua cabeça tiraram meu raciocínio enquanto observava o resto de seu corpo e a gargantilha de couro, feita do mesmo material que sua calcinha minúscula.

"Acho que ele vai querer um refrigerante, não é?" – Jasper perguntou esperando que eu negasse.

"Por mim tanto faz." – resmunguei enquanto ligava o computador.

"Ótimo. Traga um refrigerante gelado para ele e minha dose de Daniel's puro."

Heidi piscou para ele, passando rente às minhas costas e esfregando seu antebraço em minha cabeça.

"É, ela não gosta de você." – Jasper comentou olhando para o quadril dela que remexia de um lado para o outro. "Isso não é nada bom para você, sabe? Ela não é ruim." – ele completou, voltando a me encarar.

Olhei para ele sobre a tela do computador, encarando seu rosto pálido e seus cabelos enrolados. E desejando que ele não tivesse tanto daquela força vampírica que tinha concentrada em seu corpo.

"Podemos começar. Sinto sua ansiedade para isso daqui. Qual e de quem é a primeira pergunta?"

"Ok." – declarei pigarreando, enquanto abria o arquivo e buscava a primeira pergunta. "A primeira, descartando as 'Jasper pega eu?' Ou 'Jasper me come' que Foram unanimidades em todas as reviews... temos a pergunta da Taty, que é a seguinte. 'O que a Alice tem, que as outras não têm?' E então?" – perguntei encarando seu rosto enquanto preparava meus dedos para digitar.

Ele levou a mão até o queixo, alisando e acariciando a região enquanto demonstrava pensar teatralmente.

"Bom, eu não esperava algo tão direto assim envolvendo Alice. Mas a baixinha tem algo na confiança em que ela se move, anda ou fala que deixa qualquer homem babando por ela. E seu corpo, apesar de pequeno, tem o poder de deixar qualquer um pronto para se atracar com quem quer que ouse se aproximar. E seu perfume. Seu perfume sem duvida é algo extremamente cativante." – ele respondeu de uma vez, sem tomar fôlego enquanto gesticulava com as mãos.

"Certo. Anotado. Próxima?" – perguntei enquanto digitava sua resposta rapidamente.

"Próxima."

"Ok. A segunda pergunta se não me engano é a que mais se repetiu entre as leitoras, então capriche na resposta. 'Qual é a posição sexual que você mais gosta?' Essa foi feita pela Lou, pela Bianca, pela Juh e pela Taty."

Ele riu, sorrindo e se curvando nos cotovelos que se apoiaram sobre a mesa.

"Boa pergunta. Elas perguntaram isso mesmo?"

"Sim! Eu que não gostaria de saber qual sua posição favorita."

"Às vezes..."

"Vai à merda e responde logo!" – disse irritado, enquanto esperava que ele parasse de rir.

"Ok, ok! Minha posição sexual preferida meninas, é aquela onde eu posso ir fundo, sentindo cada centímetro da intimidade de vocês com perfeita sensibilidade. E que o pescoço ou qualquer outro ponto onde suas veias sejam grossas e abundantes em sangue. A da virilha também é um ótimo lugar. Compreensível? Talvez."

"Seguindo." – comentei buscando a pergunta no arquivo do Word, enquanto o via tamborilando os dedos na mesa. "Essa é ótima, e foi feita pela Carol Venancio."

Ele sorriu maliciosamente, se mexendo na cadeira enquanto fechava os olhos.

"O que foi?" – perguntei, encarando com as sobrancelhas erguidas enquanto ele passava a língua pelos lábios.

"Boas lembranças. Mande a pergunta dela."

"Pergunta dela é a seguinte: 'Se você me comesse, quanto tempo duraria? Você iria me morder? E que gosto teria minha excitação?' Ok, são mais de uma."

"Que bom que você sabe contar, autorzinho. Mas é mesmo necessária uma resposta para essa pergunta?"

"Sim, por que não seria?"

"Pensei já ter respondido essa pessoalmente para ela."

"Eu creio que não. E poupe-me dos detalhes. Agora podemos continuar?"

"Sim. Bom, vou ser curto e grosso nessa resposta, certo Carol? Em primeiro lugar, 'SE eu te comesse' – isso não é uma opção. Eu vou te comer. Duraria o tempo necessário para que cada terminação nervosa de seu corpo se transformasse em uma bomba relógio. Quanto a mordida, eu teria que te matar no ato. Já que não acho que você queira se sentir queimando e sendo triturada à medida que meu veneno age em seu organismo. E bom, sua excitação é um néctar agridoce. Hmm, delicioso. Picante. Doce..."

"Acho que já ta bom!"

"Certo. Próxima."

"A Bianca perguntou se você prefere gel que esquenta, ou gel que esfria."

"Bianca, eu não costumo usar essas coisas, sabe? Mas se for pra escolher, escolho o gel que esfria. Já que eu tenho meus próprios meios de esquentar uma mulher." – ele respondeu sorrindo. Seus lábios esticados em um sorriso convencido, que eu fiz questão de manear minha cabeça em desacordo, enquanto digitava a resposta.

"Ok senhor-eu-esquento-uma-mulher, próxima pergunta é da Carol e da Juh. E elas querem saber seu tipo preferido entre loiras, morenas, ruivas, brancas, negras, índias, pardas e orientais."

"Meu tipo preferido é O negativo." – ele respondeu gargalhando. Olhei para ele erguendo uma sobrancelha, enquanto esperava que ele respondesse. "Sabe? O negativo. Tipo sanguíneo?"

"Eu sei o que é O negativo. Eu sou O negativo. Mas o que isso tem a ver, Jasper?"

"Nada. Só queria descontrair." – ele deu de ombros, enquanto pensava. "Eu gosto de qualquer tipo de mulher. O que me interessa mesmo é o que elas têm a me oferecer."

"Hmm, certo. Próxima foi feita pela Ully. E ela quer saber se a idéia dessa entrevista foi minha ou sua."

"Claro que foi minha. Ou você acha que ele teria uma idéia tão genial assim, Ully? Pff." – respondeu, maneando a cabeça enquanto procurava Heidi.

"Ok! Próxima também é dela, e é a seguinte: 'Há quanto tempo você é vampiro, como foi sua transformação e quem te transformou?'. Eu gostei dessa."

"Sim, é uma ótima pergunta. Vamos lá, essa historia é um pouco longa. Eu sou vampiro há 147 anos. E te dizer que minha transformação não foi nada agradável. Alias, acho que para você entender melhor, eu preciso explicar como funciona."

"Uhum." – concordei, parando de digitar para prestar atenção enquanto ele falava.

"Não pare! Não vou repetir uma só palavra." – ele repreendeu, apontando o indicador para mim.

"Vai em frente, sou bom em ditado."

"Engraçadinho. Bom, os vampiros como você pode perceber, se alimentam durante o ato sexual. Não engravidamos nenhuma mulher, e nenhuma vampira engravida de um homem humano. A transformação em si ocorre tempos depois, mas no momento da mordida, nosso veneno infecta o organismo humano. É como um vírus, que fica encubado por dias, ou semanas. Às vezes meses. Enfim, esse 'vírus' quando manifestado, faz toda a transformação necessária. E é bastante incomodo. Multiplique a doença mais dolorosa e complexa de sua espécie, e terá a nossa transformação. "

"Wow." – exclamei enquanto terminava de digitar.

"Sim. E minha transformação foi ainda pior, já que fui mordido durante a guerra civil americana. Eu não me lembro exatamente quem me transformou, mas tenho certeza que foi quando coloquei um grupo de meninas para dentro do alojamento do meu batalhão. Entenda, não era fácil achar um bando de raparigas dispostas a satisfazer um batalhão de homens que não viam suas mulheres há algum tempo. E eu não me importei nem um pouco com a aparência cansada e pálida delas. Como disse, não lembro quem exatamente me transformou. Mas eu lembro que ela tinha os cabelos compridos e loiros, extremamente cacheados. Seios fartos e muito barulhenta. Não era isso que você esperava como resposta, certo? Mas ela me mordeu enquanto eu montava no que parecia ser a irmã dela. Igualmente loira, mas os seios eram pequenos. Mas ela tinha uma bunda... e sim, lindos olhos azuis."

"Bela descrição, Jazz." – debochei, enquanto meus dedos teclavam rapidamente.

"Cadê meu Whisky, Heidi? Foi fabricar?" – ele gritou em direção da morena que conversava com a barwoman.

"Posso passar para a próxima, ou você quer um descanso?" – provoquei, me encostando à cadeira enquanto olhava pra ele.

"Pode mandar." – ele sorriu, coçando a nuca.

"Ok. Próxima é um pouco... hm, certo. Vamos lá." – maneei minha cabeça, enquanto lia a pergunta da Anna. "A Anna Salles está perguntando o seguinte: 'Uma suruba entre o escritor, uma dançarina, um vampiro e eu é algo a se pensar para você?'

Ele gargalhou alto, acompanhado por mim.

"Ela esta brincando?" – perguntou tentando respirar.

"Eu não sei." – respondi imitando seu gesto.

"Bom..." – ele pareceu considerar, analisando meu rosto.

"NO WAY!" – respondemos juntos, voltando a rir alto.

"Certo, certo. Vamos continuar." – pedi, passando as mãos por meus cabelos, enquanto ele esfregava o rosto.

"Vamos."

"A próxima pergunta é da... Leticia. E ela quer saber como você treina sua ironia, se é algo natural ou melhora com o tempo."

"Hmmm." – ele maliciou. "Bom, pequena." – sorriu para mim, enquanto erguia suas sobrancelhas sugestivamente. "Estou brincando, autorzinho. Acho que ela leu historia errada. Irônico, eu? Onde ela viu ironia em mim?" – perguntou, maneando a cabeça.

"Ótimo. Bom, próxima pergunta foi feita pela Ully."

"De novo?" – ele perguntou curioso.

"Sim, sim. Eu misturei as perguntas, para não ficar cansativo. Mas algumas meninas fizeram bastante."

"Fantástico. Não me deixe esquecer de agradecer a essas depois."

"Ok?" – respondi meio confuso, enquanto ria e lia a pergunta da Ully. "Bom, ela quer saber se você gosta apenas de mulheres baixinhas, ou as grandes também te agradam. Sinto que isso foi uma indireta." – comentei, sorrindo pra ele enquanto voltava a olhar para a tela.

"Na verdade Ully, não me limito quando o assunto é mulher. As altas são tão boas quanto às baixinhas. O problema, geralmente é, quando elas são muito altas." – ele soltou um riso, enquanto maneava a cabeça. "Eu tenho 1,86 de altura, e dificilmente encontro uma mulher mais alta que eu. Acho que isso é um pensamento um pouco primitivo até. Principalmente pra mim, que sou um predador. Entende? Então meu lado selvagem fica um pouco afiado quando uma mulher frágil e pequena está ao meu dispor."

"Vai lá tigrão, vamos pra próxima." – brinquei procurando a próxima pergunta na tela." A próxima pergunta é sobre sua primeira vez, Jasper. Com quem, quando e onde foi? A Giuly quer saber."

Jasper riu, e eu novamente desviei meus olhos do monitor para vê-lo. Ele respirou fundo, negando com a cabeça enquanto apertava os olhos, pensando.

"Eu realmente não lembro com quem foi, ou até mesmo com quantas. Mas lembro que eu tinha 16 anos, e foi em um puteiro da minha cidade."

"Em um puteiro, Jasper?" – perguntei segurando para não rir na cara dele.

"Qual é o problema? Era normal na época. Se fossemos esperar pelo casamento..."

"Ok, próxima pergunta é da Lou. E ela quer saber se você prefere que ela faça na Alice ou se a Alice faça nela." – perguntei maneando a cabeça, sabendo que a gorda faria algo nesse sentido.

"As duas fazendo em mim é uma opção?" – ele perguntou extremamente serio.

"Acho que não."

"Certo. Acho que seria devastador você fazendo em Alice, Lou. Realmente, fucking excitante. Mas ainda prefiro a boca das duas deslizando por todo meu corpo..."

"Ok Jasper." – interrompi, impedindo que a imagem se formasse em minha mente. "Isso é suficiente para mim."

"Você que sabe." – ele deu de ombros.

Nesse momento Heidi chegou com a bandeja contendo o copo largo de Jasper preenchido do liquido âmbar, que logo dominou o ambiente com o cheiro forte. E a minha coca cola gelada. Ela depositou os copos na mesa e ficou plantada ali, ao nosso lado.

"O que Heidi?" – Jasper perguntou, olhando para ela.

"Nada! Só queria ver o que tanto vocês dão risada." – ela respondeu, cruzando os braços sob os seios.

Eu ri baixo, vendo Jasper balançar a cabeça e apanhar seu copo na mesa.

"Vamos pra lá autorzinho. Ela que vá no tal do site ler depois da entrevista. Venha garoto."

"Mas..." – ela tentou argumentar, enquanto eu fechava a tela do notebook e me punha de pé, apanhando a mochila e o copo suado na mesa.

"Até depois, Heidi." – ele pronunciou, descendo as escadas rapidamente.

"Até Heidi." – me despedi também, sorrindo enquanto puxava os dois canudos coloridos e infantis com os dentes e os cuspia no lixo na beira da escada.

A vi bater o pé, soltando os braços e indo em direção ao barzinho com raiva. Ri, maneando a cabeça e descendo os degraus com pressa para poder alcançá-lo já no andar de baixo.

Jasper entrou em um corredor, sem precisar atravessar a multidão suada e animada da pista de dança. Reconheci o lugar como aquele onde tinham os quartos privados, e parei no meio do corredor, rindo enquanto maneava a cabeça.

"Pode parar ai, tigrão. Onde você pensa que vai?"

"O que agora, autorzinho? Não vai querer mesmo que eu dance no poste, de tanga, pra você? Vai despedaçar meu coração assim mesmo?"

Joguei minha cabeça para trás, gargalhando alto até que sentisse minha barriga doendo, enquanto me balançava.

"Vamos voltar Jasper. Eu realmente prefiro viver sem ter essa cena marcada em minha cabeça."

"Venha logo Rodrigo, você vai é me agradecer."

"Sem tanga?" – perguntei, pegando minha mochila do chão enquanto voltava a segui-lo.

"Você vai acabar se arrependendo e então vai ser tarde. Mas sim, sem tanga."

Ele girou a chave na maçaneta, abrindo a porta e entrando tranquilamente no quarto. Ascendeu a luz e se jogou na poltrona, enquanto batia ao seu lado com a mão.

Dei um passo pela porta, rindo e me preparando para mandar ele ir a merda quando ouvi o baque da Alice pulando do balcão vindo do meu lado esquerdo.

Girei minha cabeça em sua direção, vendo-a andar. Minto, vendo-a balançar seus quadris, pondo uma perna frente a outra, enquanto se aproximava de Jasper.

Senti minha boca se abrir com a visão de seus mamilos destacados na blusa de cetim negra extremamente fina e solta em seu corpo. Suas costas, nua, contrastando com o tecido era algo extremamente hipnotizador. Sua calça jeans era extremamente justa, definindo cada curva de suas pernas e seu quadril. Os saltos altos eram envernizados e igualmente escuros. Voltei meus olhos para sua cabeça e apenas pude ver seus cabelos repicados e curtos, extremamente brilhantes e macios. Engoli em seco quando ela sentou na coxa de Jasper, beijando seus lábios e deslizando sua mão por seu peito, indo até seu abdômen.

"A-Alic... Alice?" – me chutei mentalmente por ter gaguejado, mas minha mente logo se esvaziou quando ela desgrudou dos lábios de Jasper e, com o intenso vermelho de seu batom borrado, me encarou. Seus olhos desceram de meu rosto, completamente embasbacado, até meus pés, enquanto ela mordia os lábios e os lambia, por conta do beijo.

"Drigo?" – ela perguntou, olhando para Jasper e voltando o olhar pra mim.

"Wow Alice." – exclamei, passando a mão por meus cabelos e respirando fundo, enquanto bebia um gole da coca gelada para me acalmar. "Você é..."

"Autorzinho..." – Jasper me advertiu, passando sua mão pelas coxas de Alice. "Olha o respeito."

"Desculpe, mas ela é muito... boa!" – exclamei, olhando atentamente os movimentos de seus dedos na parte interna das coxas dela.

Seu riso feminino preencheu o pequeno quarto. E eu me vi sorrindo junto, enquanto Jasper beijava a garganta exposta dela. Engoli em seco, desviando o olhar dos movimentos lentos e demorado dos lábios dele na pele da Alice, indo até o balcão e apoiando minhas coisas ali. Analisei os interruptores de luz, ouvindo pequenos gemidos e suspiros altos em minhas costas. Tentei conter-me, mas não olhar para trás era quase que inumano.

Jasper beijava famintamente a boca de Alice, enquanto suas mãos desçam e subiam pela linha da coluna exibida pela blusa frente única. As mãos de Alice eram firmes nos cabelos loiros, enquanto ela gemia e serpenteava sobre o colo de Jasper.

Jasper interrompeu o beijo rindo, certamente sentindo minha tensão ao observar a cena.

"Não vamos fazer isso com ele, Alice. Continue as perguntas."

Assenti, passando as mãos por meu rosto e chacoalhando a cabeça, tentando distrair meus pensamentos e mudar o rumo que eles estavam seguindo por conta dos ruídos vindo da Alice.

"Mah quer saber," – engoli em seco, pigarreando e tentando recuperar minha voz que se perdeu quando Jasper grunhiu. Olhei para trás e Alice estava em sua garganta. Mordiscando. Lambendo. Provocando. "Se você faria uma campanha de camisinhas."

"Não preciso disso, autorzinho. Vampiros não engravidam mulheres humanas." – ele respondeu, segurando a nuca de Alice, que continuava a beijar seu maxilar.

"É, imaginei."

"Mas se ela quer vestir uma camisinha em mim, não irei me contrapor."

"Jasper." – eu e Alice o advertimos ao mesmo tempo, enquanto eu apagava suas ultimas palavras.

"O que? A menina tem curiosidade."

"A Taty está perguntando se você sente mais prazer ao ser chupado por uma 'boquinha' gostosa, ou ao enfiar suas presas em um pescoço?" – perguntei, sorrindo para Alice que olhava para mim, enquanto tomava impulso e sentava no balcão, colocando o notebook sobre minhas coxas.

"Wow. Ela pegou pesado. Entenda que sentir o gosto do sangue saciando minha sede enquanto sugo direto da fonte, sentindo a maciez da pele feminina e quente contra meus lábios é algo delicioso. Porem, imagina..." – ele disse, segurando o queixo de Alice e capturando seu lábio inferior com os dentes e sugando a carne macia entre seus lábios.. "Essa boca deslizando molhadinha por todo meu pau?" – suas pupilas que já estavam dilatadas queimaram os olhos da Alice, enquanto ele apertava a cintura dela, puxando-a para perto, ao passo que ela se derretia em seus braços. "Não tem sensação melhor. Acho que eu fico com os dois."

"Me impressiono com a sua capacidade de responder uma pergunta Jasper. De verdade mesmo. É algo fantástico de se observar."

"Hmmm, alguém resolveu ficar sarcástico comigo. É só porque ela está aqui?" – ele perguntou sorrindo e sentindo meu nervosismo em relação a Alice.

"Vamos logo com isso." – mudei de assunto, deslizando meu dedo indicador pelo mouse em busca da próxima questão. "E a próxima é a seguinte: 'O que vale mais? Uma humana ou uma vampira tarada?' A Karol está perguntando dessa vez." – falei, olhando para os dois novamente.

Alice agora analisava seu esmalte, enquanto Jasper acariciava suas costas e pensava.

"Olha, eu prefiro me alimentar enquanto meto fundo em uma mulher. Então, geralmente prefiro uma humana quente e molhada, extremamente pulsante e pervertida. Mas a vantagem em comer uma vampira são imensas, já que elas não são tão frágeis, e também podem te morder." – ele assentiu, olhando para mim que bufava a medida que digitava sua resposta. "O que você quer que eu faça, autorzinho? Mulher é sempre bom, vampira ou não. Não é minha culpa."

Ri, balançando a cabeça e novamente preparando a próxima questão.

"Essa foi a Pri quem perguntou, Jasper."

"Maravilha. Manda!" – ele sorriu para Alice, piscando para ela e voltando a atenção para mim.

"Qual foi a primeira lembrança que você tem depois de ser transformado?"

"Isso pode demorar um pouco." – ele disse, fixando-se em um ponto qualquer e buscando em sua mente o que fora perguntado. Seus olhos se perderam e ele parecia realmente concentrado. "Foi a voz de um soldado perguntando se eu estava com dor." – sua voz baixa interrompeu o silencio depois de alguns minutos. "Ele me questionava desesperadamente se eu estava sentindo alguma coisa, ou o que ele poderia fazer para acalmar meu sofrimento. Eu não entendia uma palavra se quer, e sentia cada pedaço do meu corpo se contorcer. A vontade de matá-lo e beber de sua veia foi instantânea, mas assim que seu odor de macho entrou em minhas narinas, apenas a dor em minha garganta aumentou. Lembro-me de abrir os olhos e estar no galpão medico do meu alojamento. Seu rosto de garoto assustado estava empapado de suor e seus olhos castanhos eram inquietos. Ele estava escrotamente assustado. E só percebi que ele tremia, pois o pano úmido que ele levava nas mãos, para limpar meu rosto, molhava ainda mais a minha testa. Eu tentei me apoiar sobre meus cotovelos, mas despenquei na maca logo em seguida. Só fui acordar novamente na noite seguinte, e infelizmente não era mais o soldado que estava ao meu lado. Era uma enfermeira de olhos chocolates gentis e cabelo castanho. Seu rosto arredondado ficou vermelho assim que meus olhos caíram sobre sua face e desceram para seu pescoço. O hospital estava vazio, e eu me alimentei dela. Duas semanas depois ela passava pelo mesmo que eu passara, já que quando seu corpo fraquejou em meus braços e a inércia da morte envolveu meu corpo, eu me afastei." – ele falou sem parar toda sua historia de uma vez.

Era como se ele tivesse nos tragado no tempo e estivéssemos de espectadores quando ele atacou e bebeu da veia da enfermeira que cuidara dele.

"Bella tinha apenas 19 anos." – ele comentou, se encostando à poltrona e me encarando demoradamente.

A ficha demorou a cair que a mulher que me recebera gentilmente na porta do Érotique tivesse sido transformada por ele.

"Bella...?" – apontei para a porta com meus olhos certamente arregalados.

"Sim. A culpa por ter feito com ela o mesmo que fizeram comigo fora tão grande, que eu não deixei que ela se afastasse. Bella é como minha irmã mais nova, ou algo assim. Principalmente agora que encontrou Edward e está bem."

"Ele já era vampiro?" – perguntei curioso pela historia da vampira.

"Isso não esta escrito em seu computador, está autorzinho?"

"N- não. Essa é uma pergunta minha." – respondi, constrangido.

"Imaginei. Não, Bella transformou Edward durante um surto de gripe espanhola. Ela adquiriu um controle da sede dela inacreditável e continuou a exercer a função de enfermeira. Ela se apaixonou por Edward assim que o viu piorar a cada hora que passava no inicio do século passado. E quando viu que não havia forma de salva-lo, ela o transformou. Talvez a transformação de Edward não fora tão dolorosa, já que a intensa febre da gripe o tirou da lucidez. E eu acredito que seja esse o motivo dele conseguir ler cada fucking mente deste planeta."

"Isso é incrível." – falei impressionado, sorrindo e vendo as transformações na feição dele.

Ele estava tranquilo. Como se falar de sua própria historia revelasse outra face de Jasper. Ou talvez era apenas uma alucinação minha.

"Fale a próxima."

"Essa eu também gostaria de saber." – Alice comentou aleatoriamente, olhando de Jasper para mim com um sorriso.

"Como?" – perguntei abismado, enquanto meus olhos corriam de Alice para Jasper confusamente.

Ele apenas riu, maneando a cabeça e pedindo para que eu perguntasse.

"Certo, Lou quer saber por que você deixou duas notas de cem dólares na calcinha de Alice, mesmo sabendo que ela não era uma prostituta. Ela perguntou também se você não sabe que isso ofende. Eu gostei dessa pergunta também."

Jasper passou a mão nos cabelos desgrenhados e sorriu abertamente, batendo nas coxas de Alice.

"Você já transou com uma mulher irritada, autorzinho?" – ele perguntou me encarando maliciosamente.

"Não." – respondi apenas.

"Será que ela já transou com uma mulher extremamente irritada?" – ele perguntou, acariciando deliberadamente a bunda de Alice.

"Não sei."

"Bom, fale para ela fazer essa prova e depois me dizer os resultados." – ele voltou-se para Alice, afundando seu rosto no pescoço dela e a fazendo virar os olhos com uma mordida.

"Próxima." – ela gemeu, puxando os cabelos loiros entre os dedos.

"Qual é a cor de lingerie que você mais gosta, Jasper? Responda para a Taty e para a Giuly."

Ele olhou para Alice, que sorriu abertamente para ele. As mãos grandes desceram das costas dela até o cós do jeans, puxando-o até que ele pudesse ver a lingerie que Alice usava.

"Caralho Alice. Sem calcinha? Você quer que eu te arranque essa roupa toda agora mesmo e deixe o autorzinho mais nervoso do que ele já se encontra? Você ainda me mata um dia." – ele concluiu, apertando a bunda dela pela calça e forçando o botão do jeans. "Merda."

"A pergunta, Jazz." – ela lembrou, enquanto apertava a mão dele contra seu zíper.

"Qual era mesmo?" – ele perguntou nervoso, tentando a todo custo abrir a calça dela.

"Sua cor de lingerie favorita." – ela lembrou, movimentando seu quadril para facilitar.

"Preta. Você fica maravilhosa de preto. Ou vermelho. Lembra daquela calcinha vermelha que você estava usando outro dia, até eu tira-la na garupa da moto? Ainda a tenho guardada comigo. Sim, vermelho sem duvida."

"Se acalme Jasper. Ainda tenho mais perguntas aqui."

Ele ergueu os olhos em minha direção e seu semblante mostrava que ele realmente não se importava que eu tivesse uma lista de pergunta. Que se ele realmente quisesse, despiria Alice na minha frente e transaria com ela naquele exato momento.

"Só estou relembrando." – me desculpei, enquanto voltava para minhas perguntas sem desviar totalmente a atenção dos dois. "A Anna Salles quer saber qual seria a posição mais insana para você?"

"Eu ainda tento foder com a Alice de ponta cabeça neste poste. Escreva isso!"

"Não esqueça de me mostrar como foi." – resmunguei, enquanto digitava.

"Você sabe que não adianta falar baixo né, autorzinho?"

"Era para você ouvir mesmo." – dei de ombros, sorrindo para ele enquanto escolhia outra pergunta.

"Escroto." – ele respondeu, enquanto bufava desistindo de abrir o botão. "Mande a pergunta logo para que possamos terminar com isso logo e eu resolver alguns assuntos."

"Se quiser podemos deixar para outro dia..."

"Não! Vamos logo com isso, esta sendo divertido."

"Ok. Próxima pergunta é da Letícia e ela quer saber se a musica interfere no sexo. Se sim, de que forma."

Seu sorriso amplo só fez com que eu cerrasse meus olhos em sua direção.

"Poderia te mostrar como interfere." – maneei minha cabeça, discordando com ele. "Não?" – ele questionou.

"Não mesmo." – rebati.

"Ok! Interfere sim. Sexo é um ritmo, um compasso. E se você tem uma musica para acompanhar, fica muito mais gostoso. Você já fez sexo depois se excitar com uma dança?"

Meu olhar bastou para que ele abafasse uma risada.

"Imaginei."

Meu dedo do meio se ergueu em sua direção e ele me respondeu com uma piscada de olho.

Otário.

"Ully quer saber como conheceu Érotique, Jasper." – perguntei assentindo e o olhando.

"Certo. Essa é fácil. Esse club é famoso entre os da minha raça por conta da facilidade em conseguir comida." – ele sorriu, enquanto olhava para Alice e voltava a me encarar. "Conheci Érotique através de Peter, que conheceu Charlotte aqui em 1946. Desde então venho sempre aqui quando estou com sede."

Sorri, concordando enquanto digitava suas perguntas.

"Já a Karol ta perguntando se você prefere o quarto, lugares públicos, chuveiros ou piscina."

"Estamos falando de sexo, não?" – ele me questionou.

"Sim."

"Então qualquer lugar é valido." – ele deu de ombros. "Digo, não sei se os outros iriam reagir muito bem ao me ver sugando até secar a veia de uma mulher enquanto a faço gemer, mas eu realmente não me importo. A adrenalina no corpo feminino funciona como um choque elétrico em meu organismo. Excitante. Já fiz sexo em todos esses lugares." – Ele e Alice trocaram um sorriso cúmplice. "Vamos seguir."

"Você que manda tigrão. Louize quer saber o que uma mulher tem que fazer para te conquistar."

"Hmm. Saber rebolar. Uma mulher que sabe rebolar está feita comigo. Saber gemer também é importante. E sem se esquecer da arte de chupar. É, isso." – ele respondeu divertido, enquanto bebericava seu Whisky.

"Seu romantismo me impressiona, Jasper." – comentei, levando o copo de coca cola até meus lábios e dando um longo gole do liquido gelado.

"Eu disse que você iria se apaixonar e se arrepender de não ter aceitado minha proposta."

"Não cheguei nesse ponto." – rebati, me divertindo.

"Ainda."

"Acredite nisso, tigrão. Para encerrar as perguntas da Leticia, ela quer saber o que você pensa sobre preliminares. Cuidado com as piadinhas." – o alertei, sem desviar meus olhos da tela.

"Certo, certo. Só ia oferecer uma resposta pratica. Mas deixa pra lá. Eu acho valido. Principalmente quando a intimidade é grande entre o casal. Eu sou bom em preliminares."

"Melhor assim." – respondi, encerrando o assunto e espaçando o arquivo do Word para a próxima pergunta. "Ok, novamente uma pergunta da Louize e ela quer saber o seu tipo de mulher ideal."

Jasper gargalhou ironicamente enquanto segurava a cintura de Alice em seu colo.

"Mulher ideal? Pff. Eu deixo isso para o Edward. Eu sou, sinceramente, muito escroto para esse tipo de questão. Eu curto sexo. Então um corpo gostoso e uma foda gostosa, pra mim é o ideal."

"Novamente você me emociona com suas palavras Jasper." – comentei, digitando o que ele dissera e olhando para Alice, que sorria.

"O que foi?" – perguntei curioso.

"Ele ainda muda essa opinião." – ela piscou pra mim, puxando os cabelos dele e erguendo seu rosto para perto dela. "Não é?" – perguntou capturando os lábios dele entre seus dentes.

"Você tem alguma idéia de como isso é possível?" – ele perguntou, enroscando os dedos no cabelo dela e a puxando para mais perto.

"Uhum." – ela respondeu em um gemido, enquanto apertava o volume visível na calça de couro, fazendo Jasper prender a respiração.

"Desculpa interromper."

"Mas já interrompendo, né autorzinho? Vai lá, pergunte."

"Como você descobriu seu dom, qual é a melhor e a pior parte dele? A Taty está perguntando."

"Eu descobri meu 'dom' na primeira vez que eu me alimentei. Bella estava realmente assustada quando viu meu corpo tenso e necessitado se aproximando do dela. E foi um instinto natural emanar a ela uma tranqüilidade que eu sentia em meu próprio corpo. A cada passo, mais eu a sentia se amolecer sobre seus joelhos e não me temer. E creio que essa é a parte boa. Entenda que me alimentar de humanas não é sempre satisfatório. Principalmente quando eu faço isso de maneira pratica. E sentir o medo, a angustia e a aflição de minha presa realmente deixa o ato mais repugnante do que se ela estiver gostando disso."

"Então ai esta o ponto positivo e o negativo, certo?" – perguntei, olhando para ele e para Alice, que apenas se olhavam agora.

Ele assentiu com a cabeça, rindo para ela e voltando a atenção para mim.

"Próxima é qual, autorzinho?"

"É da Lou, e ela quer saber..." – eu senti o ar entalar em minha garganta, enquanto a gargalhada alta ecoava pelo ambiente. Meu rosto ficou extremamente quente e vermelho por conta da falta de ar, e logo Jasper franzia as sobrancelhas.

"O que ela quer saber?" – ele levantou, deixando Alice no sofá e caminhando em minha direção. Senti que demoraria mais ainda para conseguir falar quando o vi puxando a camisa, que Alice levantara, para frente do seu quadril.

Jasper se aproximou de mim, pegando o notebook de minha mão e procurando na tela a pergunta que eu tinha selecionado. Primeiramente vi seus olhos se arregalarem, e sua boca se abrir lentamente, para logo em seguida um sorriso despontar em seus lábios e ele apoiar o notebook no balcão. Acompanhei seus gestos ainda rindo, e quase cai de onde estava quando ele afastou o cós da calça, olhando para dentro de sua cueca.

Ele deu de ombros, se curvando e digitando a resposta. Alice olhava para nós sem entender muita coisa, e eu apenas neguei com a cabeça quando ela me encarou confusa.

"O tamanho do meu pau eternamente duro." – ele murmurou rindo, enquanto voltava para o sofá.

Puxei novamente o notebook para meu colo, batendo o olho na resposta dele e rindo novamente.

"Você foi verdadeiro com isso, tigrão?" – perguntei.

"Claro que fui. Quer conferir você mesmo?" – ele piscou, segurando na fivela do cinto.

"Nah, eu passo!" – respondi virando a cara e voltando para o notebook. "Prefiro confirmar com a Alice. Você pode vir aqui, por favor?" – pedi me dirigindo a ela que sorriu, erguendo-se do sofá e caminhando em minha direção.

Ouvi meus batimentos aumentarem quando ela se colocou ao meu lado, abraçando meus ombros com seu braço leve e me puxando para perto do seu corpo. Eu sentia meu coração pulsar na garganta e senti meu sangue se concentrar completamente em meu... rosto, quando ela se curvou para ler as palavras na tela e roçou seu tronco em meu braço.

"Hmmm, é. Pode se dizer que é em torno disso mesmo."

"19 cm, mesmo? Nada a mais ou nada a menos?" – perguntei ainda abobalhado por sua aproximação e pelo perfume extremamente sexy e apetitoso que ela usava.

"Sim." – ela se virou para mim, sorrindo e me olhando nos olhos. Seu sorriso era erótico demais para minha sanidade. "Talvez um pouco mais, quando ele esta no limite." - meus olhos fixos em sua boca, enquanto ela falava. Seus lábios tingidos de vermelho sangue movendo-se a medida que sua voz me arrepiava.

"Já esta bom, Alice. Assim ele pode não aguentar. Volte para cá."

Alice piscou um de seus olhos verdes para mim, voltando a sorrir, virando de costas e voltando ao lado de Jasper.

Me fixei em seu traseiro se movendo de um lado para o outro, enquanto suas coxas se roçavam a cada passo por um bom tempo, antes de voltar a me concentrar nas perguntas a minha frente.

"Respire fundo, autorzinho. Não me faça querer sentir o que você sente e te manipular aqui, na frente dela."

"Estou bem. Porem a Bianca quer saber se você é ativo ou passivo, Jasper."

"Versátil?" – ele respondeu em tom de pergunta.

"Por mim tanto faz." – respondi, dando de ombros e escrevendo. "Próxima é da Pri, e ela quer saber que evento mais te marcou depois da sua transformação. E por quê."

"Talvez tenha sido as grandes guerras mundiais. Como militar, muito me impressionou todas as batalhas e atitudes humanas por um ideal, por uma teoria ou por uma ideologia. Claro que eu já tinha visto isso durante as outras guerras que batalhei, mas nesse caso foi extremamente espantoso todas as consequências. E como um amante da historia, vê-la se formar diante de meus olhos, como um tapete que já vem sendo trançado por anos e anos, wow, isso é fantástico. Principalmente por ver o posterior de tudo isso. Por poder estar aqui hoje e ainda ver o que tudo isso representou."

Era engraçado observar como Jasper se modificava ao responder perguntas que envolviam seu passado, como se aquilo tudo fosse fora do contexto dele na historia escrita. Como se abrisse em minha frente um leque de informações e personalidade de um personagem criado por mim mesmo e que eu não conhecia. Fantástico, seria a palavra que mais definia esse tipo de resposta que apenas esse Jasper, com essa historia, poderia me oferecer.

"Autorzinho?" – ele chamou minha atenção, fazendo com que eu voltasse à realidade do quarto onde nos encontrávamos.

"Desculpa. Hm, próxima pergunta é da Giuly e da Louize, e posso fazer duas ao mesmo tempo? É que a Lou perguntou algo que envolve exatamente esse assunto."

"Claro, você que manda."

"Eu sei." – pisquei para ele, imitando-o.

"Você aprende rápido, garoto." – ele riu, apontando para mim e sorrindo.

"Bom, a pergunta é 'Por que você prefere moto ao carro'. E emendando, Lou quer saber se sua moto tem alguma historia."

Ele sorriu abertamente, mostrando seus dentes brancos e as presas salientes.

"Resposta fácil. O simples roncar do motor da minha moto me deixa de pau duro. Pode imaginar isso? E bom, estava saindo de uma festa em uma noite qualquer e me deparo com uma ruiva de cabelos compridos, mini-saia e uma blusinha desprezível, sentada de lado em minha moto estacionada. Ela era deslumbrante e estava sem calcinha. Para o azar dela, talvez, eu não tinha conseguindo me alimentar naquela noite, e a cena dela alisando o guidão me deixou excitado na hora. Por pouco não experimentei como seria fazer sexo em alta velocidade."

"Ok. Agora a Juh quer saber a marca e a cor que você geralmente usa. Tratando de cuecas. Boxer, mais especificamente."

"Hm, quando eu uso cueca, eu gosto de usar Calvin Klein, ou Diesel. E tenho algumas Armani's em meu guarda roupa. Mas isso é quando eu uso." – ele fez uma pausa, pondo aquele sorriso escroto novamente em seus lábios. "E as cores variam. Preta, vermelha, branca, azul marinho. Isso realmente importa?"

"Claro que importa." – Alice interrompeu. "É excitante de ver vocês vestidos nessas cuecas."

"Anote a dica dela, autorzinho." – Jasper apontou para mim, piscando para ela enquanto sorria e bebia seu Whisky.

"Eu sei disso, tigrão. Vamos para a próxima?" – ele assentiu, incentivando-me a continuar. "Bianca quer saber se você é sádico ou masoquista."

"Sádico. Compreensível para quem pode sentir tudo o que a outra pessoa sente. Tinha que tirar algum proveito disso."

"Certo!" – ri, maneando minha cabeça e buscando outra pergunta. "Lou quer saber se você prefere a renda, a seda ou o algodão."

"Eu gosto de couro. Mas talvez a seda seja a opção adequada."

"Ok. Eu adoro como você é objetivo em suas respostas. Já disse isso? É quase um dom, huh?"

"Talvez, autorzinho. Talvez. Mande outra."

"Certo. Próxima é da Taty e ela pergunta se você prefere corselet de couro ou algodão."

"Heidi está de couro, não? É, esta. Sim, couro é excitante. Ela está gostosa, não está?"

"Yep." – respondi assentindo e observando Alice enquanto escrevia a resposta. Sorri para ela quando me olhou. "Ok, próxima pergunta é um assunto, talvez delicado."

"Eu estou preparado." – ele respondeu, debochando.

"'Você cogita ou cogitou transformar Alice em vampira?' é o que a Ully e a Lou querem saber."

"Bem, como eu disse, a transformação de um humano em vampiro, ocorre no ato da mordida. Dificilmente um humano não será transformado quando mordido por um vampiro, e isso ocorre por dois motivos. Ou ela morre, ou simplesmente o corpo não reage ao nosso veneno. Como disse antes, é como um vírus. E vem a se desenvolver depois de semanas, ou meses. E às vezes, depois de horas. Depende muito. Com Alice demorou algumas semanas. E eu optei por isso, assim que eu não a matei enquanto bebia de sua veia." – ele disse olhando para ela e passando a mão em seu queixo pequeno, sorrindo.

"Wow. Ok. Neste momento me senti mais intruso nesse quarto do que os momentos anteriores. Sinto muito."

"Sem problemas Drigo." – Alice respondeu, puxando Jasper pelos cabelos e o beijando lentamente.

Engoli em seco, sentindo minhas pernas tremerem e meu coração acelerar com a intensidade do momento dos dois. Presenciar aquela cena, com dois personagens completamente diferentes do que eu estava acostumado me deixou um tanto quanto constrangido. Ao contrario das outras coisas que os dois permitiram que eu visse.

Pigarreei, forçando os dois a se separarem para que eu pudesse terminar a entrevista.

"Próxima pergunta é da Juh e quer saber se você já leu o livrinho sagrado japonês. O kama sutra."

"Bom, Kama Sutra é indiano, não é?" – Jasper questionou confuso. Assenti com a cabeça, confirmando sua pergunta. "Enfim, não importa. Eu já dei uma foliada nele sim. Às vezes é bom inovar e fazer umas posições meio diferentes. Porem sou muito criativo e safado. Gosto de criar as minhas próprias formas e artimanhas pra deixar o ato mais intenso, ou mais sensível. Ou..."

"Já entendi." – interrompi, sorrindo de lado sem olhá-lo enquanto digitava. "Carol Venancio quer saber se você conseguiria transar com quatro mulheres ao mesmo tempo, enquanto elas se chupam alucinadamente. É uma ótima pergunta."

"Claro que sim." – ele respondeu confiante, endireitando seu tronco e sorrindo. "Pensa que eu sou o que? Com quatro, com oito, com doze..."

"Aham. Senta lá, Claudia."

"Como é?" – ele perguntou confuso.

"Nada não. Vamos para próxima." – disse rindo, enquanto procurava na tela. "Hmm, Lou quer saber quando você vai na casa dela."

"Hmm, não sei. Gosto de pegar de surpresa. Sem esperar. Por trás. Enquanto você esta distraída."

"Ela vai gostar. Bom, próxima pergunta é da Anna. E ela quer saber seu livro preferido."

"Outra pergunta da criança?" – ele questionou, franzindo as sobrancelhas.

"Não. Outra Anna."

"Certo. Tipologia sanguínea. Gosto bastante." – ele riu de sua piadinha interna.

"Ai ai, próxima é da Andrea. E ela quer saber quantas vezes você consegue transar com uma mesma garota em uma noite."

"Quantas vezes ela conseguir me excitar. Ou seu sangue me alimentar. Ou eu quiser mesmo. Não sou tão cavalheiro em estar sempre ao dispor de uma fêmea."

"Que disposição hein tigrão." – debochei já me preparando para próxima. "Bom, Juh quer saber se, no sexo, você gosta de brincar um pouco antes."

Jasper gargalhou, apertando a cintura de Alice contra ele.

"Essa pergunta é ótima. É claro que eu gosto. Como você pode ver, brincar com Alice foi uma parte muito interessante. Sentir seu orgasmo ser provocado por mim, sem ao menos que eu a tocasse, foi uma sensação maravilhosa. De poder, sensualidade e ver os dedos dela masturbando e estocando naquela bucetinha molhada. É, foi ótimo. E sim, eu adoro provocar. Não é?" – ele perguntou para ela, que sorriu mordendo os lábios.

"Ótimo! Seus detalhes, às vezes, são surpreendentes. Principalmente sabendo... ok, estamos no final."

"Maravilha. Vamos lá."

"Falando em provocar e em Alice, as duas próximas perguntas envolvem isso. A primeira é da Taty e ela quer saber se você gosta de mulheres que tomam as rédeas na hora H, ou prefere estar no controle. E a outra, é da Giuly e ela pergunta qual foi a sensação do sangue escarlate da Alice tocando em seus lábios."

"Muito bom. Vamos lá. Primeiro Taty, você pode ver como Alice comandou a situação? Isso é muito excitante. A ilusão que a mulher pode controlar uma transa é excitante. Mas entenda... sempre serei eu comandando no final. Sempre será. E Giuly, eu fico arrepiado só de lembrar. Sentir o sangue da Alice em meus lábios foi uma sensação indescritível. Quente, denso e com um gosto que me da água na boca. Me dá tesão só de lembrar"

"Posso imaginar." – sussurrei digitando a resposta e pigarreando logo em seguida para a pergunta da Carol Venancio. "Carol quer saber quantas mulheres você pode fazer gozar ao mesmo tempo."

"Quantas eu quiser. Ela gosta de quantidade, huh?" – ele riu. "Teve uma vez que eu estava em um restaurante e um grupo de mulheres fazia muito barulho em uma mesa próxima a minha. Parecia que estavam preparando uma amiga para a despedida de solteira. Eu não resisti em provocá-las todas ao mesmo tempo e testar até onde ia minha capacidade. Nunca me diverti tanto."

Maneei minha cabeça, anotando as suas palavras.

"Ultima pergunta da Lou. Ela quer saber qual você escolhe entre peladinha ou não."

"Lisinha. Claro." – ele respondeu com um sorriso sacana, me fazendo rir novamente.

"Certo. Já a Ully perguntou se sua habilidade com o orgasmo das mulheres pode ser bloqueado por uma parede entre vocês."

"Não mesmo. Posso fazer você gozar mesmo estando eu aqui e você ai, se é essa sua real pergunta. Não tenho barreiras para fazer uma mulher ter um orgasmo."

"Você ilude tanto elas, Jasper." – o repreendi.

"Vá à merda, autorzinho. Mande as ultimas."

"Pra encerrar, Jasper. Ully quer saber como você me aguenta." – falei sem dar importância. "E a Taty quer saber qual é o segredo de tanta 'gostosura.'"

"Realmente Ully, aguentar o Rodrigo nessas últimas semanas foi complicado. Ele é todo complexado e problemático. Mas o autorzinho foi o melhor que eu encontrei para passar minha historia. Não me arrependo." – ele falou, fazendo com que um sorriso se estampasse em meu rosto. "E Taty, quanto a isso, são seus olhos. Ou eu te manipulando bem agora." – ele soltou um riso.

"Acho que acabamos, Jasper."

"Serio? Isso foi fantástico. Eu adorei."

"Eu também. Muito obrigado. Obrigado Alice."

"Disponha." – ela sorriu e piscou pra mim, fazendo com que eu suspirasse alto.

"Certo. Essa é minha hora." – comentei, fechando o notebook e pulando do balcão, tomando o ultimo gole da coca cola e guardando minhas coisas na mochila.

"Drigo?" – Alice chamou, fazendo com que eu virasse e visse Jasper com o rosto escondido em seu pescoço, enquanto ela tentava falar comigo.

"Bem, Jasper comentou comigo que viu você falando no twitter algo sobre uma de suas leitoras tendo uma hora conosco. É verdade?"

"Claro." – ri, maneando minha cabeça e pegando o celular em meu bolso. Busquei o nome em minha lista, apertando o botão verde e levando o aparelho até minha orelha. Não chamou por muito tempo, e a pessoa do outro lado atendeu rapidamente.

O barulho de musica alta do outro lado era evidente, e eu pude ouvi-la gritando ao tentar falar comigo.

"Lou! Eu não estou te ouvindo. Vá para algum outro lugar, gorda."

"Só um minuto, gordo. Não estou te ouvindo." – ela respondeu gritando.

Segundos depois a musica diminuiu e eu ouvi uma porta se fechando.

"Pronto. Agora sim." – ela disse, fazendo com que eu sorrisse.

"Gorda, onde você está? Não pedi para você me esperar na porta?"

"Então mongol, quando eu cheguei vi você entrando em um beco com um casal e nem consegui te alcançar. Tive que ficar na fila esse tempo todo, e agora que eu finalmente consegui entrar nesse lugar, você fez com que eu corresse para um desses corredores e entrasse em um desses quartos... wow! Brother, tem um poste aqui."

"Gorda, você precisa vir aqui. Alice está perguntando de você. E eu preciso ir embora."

"Serio? A Alice?"

"É gorda. Em que corredor você entrou."

"Porra, eu não lembro. Como eu faço para chegar aí?"

"Eu vou te buscar. Me encontra nos degraus da pista, ok?"

"Ok, estou indo pra lá. Beijoca, gordo."

"Vou ter que buscá-la. E de lá já vou embora. Foi um prazer estar aqui com vocês." – me aproximei do sofá, segurando a mão de Alice e a puxando para um abraço. Beijei sua bochecha, e me aproximei de Jasper, que permanecia sentado. "Você não vai levantar, certo?"

"Bom que você sabe, autorzinho." – ele ofereceu sua mão, e eu a apertei. "Obrigado garoto."

"Foi um prazer." – sorri, pronto para me despedir.

"Eu sei." – ele afirmou, sorrindo.

Senti meu celular vibrar, e já ia atender quando vi que era uma mensagem.

"Há. Tenho mais uma pergunta Jasper."

"De quem?" – ele perguntou franzindo as sobrancelhas.

"Da Carol."

"A que betou, certo?"

"Aham. Posso fazer?"

"Claro, manda."

"Ok, segundo o SMS, ela quer saber se você teria coragem de se submeter a uma mulher, já que você tem uma personalidade mais dominadora."

"Hmmm. Interessante Carol. Bom, eu acho que toda forma de prazer é valido. E como eu aprendi com o Masen de 'O Poder da Submissão', escrita pela Lou, a confiança é a principal chave para esse tipo de relacionamento. Eu, sinceramente nunca tentei, mas poderia ser uma experiência proveitosa."

"Obrigado Jasper. Eu vou lá encontrar a gorda, e ai..."

"Certo. Traga-a para cá."

Assenti com a cabeça, caminhando até a porta e saindo. A musica que tocava alta na pista fez com que eu ficasse um pouco confuso enquanto me dirigia para a pista de dança. Assim que eu saí do corredor, avistei a Lou parada no lugar em que combinamos. Ela me viu também, e veio em minha direção.

"Eles estão no primeiro quarto. Divirta-se!" – disse a ela, sorrindo enquanto a cumprimentava. "Eu vou indo nessa. Preciso organizar a entrevista e postar logo para as meninas."

"Ok gordo. Depois a gente se fala... ou não, eu espero." – ela sorriu e saiu rumo ao corredor, enquanto eu ia rumo a saída gargalhando porque ouvi a última parte sendo murmurada.

A noite tinha passado rapidamente e eu sabia que seria interessante quando as respostas fossem postadas. Esperava que as meninas gostassem.

Já do lado de fora, sentindo o sereno da madrugada, chamei o taxi para ir embora rumo à minha casa. Rumo à realidade.


Nota da Beta: Pra quem não sabe, a gorda sou eu, LouCalmon. Aeeeee!

Gordooo... a minha caracterização ficou perfeita. Mesmo. O "Brother, tem um poste aqui" me matou! Huahuauhuhahuuhauahauhauhaha

As always, gordo arrasando, não?

Eu, em particular, amei a entrevista. Especialmente as respostas esquivas do /JasperPirocudo (no twitter) que davam margem à nossa imaginação.

Não sei quando a vocês, mas estou MALUCA por um outtake (pra quem não sabe, são cenas extras) explicando rapidinho sobre o que aconteceu nesse intervalo de tempo entre a entrevista e o fim da One. :)

Eu gargalhei alto, sorri, fiquei com pena da Alice e do Jasper, suspirei apaixonadinha, mas principalmente, nessas 23 páginas (em Verdana 10 – siiiiiiiim, gordo virou meu padawan!!) fiquei impressionada em quão profunda é a história desses personagens que ganharam vida pelas mãos do gordo. Amei a intensidade disso aqui desde a primeira linha e por ter acompanhado deeeeesde a ideia de escrever a Érotique, que saiu de um sonho, posso dizer: Mission Accomplished. Missão Cumprida. Drigo sempre me enche de orgulho com qualquer coisa que ele escreva, mas dar uma caracterização tão profunda, detalhada e intensa a um personagem de uma ONESHOT não é algo simples, e, por isso, ele merece todas as nossas palmas. Maaaaaas, como aqui não dá para ele ver nossas palmas, as traduziremos em reviews, já é? #cariocafeelings

Outra coisa... Masen citado aqui. Oeeeeee! O momento merece uma réplica, ok? E ela existirá, mas vocês só vão descobrir SE o gordo topar anunciar! ;) Caso contrário, será surpresa.

Vou relembrá-los porque meus dedos simplesmente não conseguem parar de digitar, então se vocês forem minimamente parecidos comigo, já esqueceram o que disse. Vamos dividir com o Gordo a opinião sobre a entrevista, ok? Não vai doer NADA apertar o botão de reviews... De fato, um passarinho verde sussurra no meu ouvido agora que, talvez, aconteça o exato contrário. ;P

Beijos e fiquem com suas fantasias, digo, imaginações! :)


Nota do Autor: Acho que eu nao preciso dizer mais nada, né? Gorda falou tudo. Deixem sua review, dizendo o que acharam da entrevista. Eu, Jasper, Alice e Gorda agradeceremos MUUUUUUUUUUUUUUUUUUUITO! Espero que vocês tenham gostado de verdade, e curtam a entrevista. Não prometo, mas a versão de Erotique narrada pela Alice, a Sensuale, esta sendo planejada. Nao tenho nada escrito, to esperando o enredo estar bem estruturado para começar, mas aguardem!

É isso, deixem sua review e aproveitem

Beijo,

Drigo