Recomeço – capítulo 16
Fandon: Supernatural
Personagens principais: Jensen / Jared
Sinopse: Jensen tinha um dilema: Como poderia ajudar seu paciente a encontrar um motivo para seguir em frente, quando ele próprio não conseguia encontrar seu caminho?
Nota: Esta fic é pura ficção, o foco dela é o relacionamento entre o psicólogo e o paciente, eu não entendo nada a respeito de psicologia, psiquiatria, ou qualquer outro tipo de tratamento.
Quando Jared entrou em seu apartamento, estava furioso consigo mesmo. Se a sua vida já estava complicada, agora mesmo tinha acabado de ferrar com tudo. Como iria encarar Chad depois daquilo? Não conseguia nem entender quando aquilo tudo tinha começado, o que dera em Chad para agir daquele jeito? Ou será que...
- Puta merda! – Jared resmungou e chutou a lateral da cama com raiva, então sentou-se nela e encarou o porta retratos ao lado.
- Não adianta me olhar com esta cara, eu já sei o que você iria dizer... "Eu te avisei", não é? É, eu sei... mas como é que eu nunca percebi nada antes? E como ele ficou este tempo todo sendo meu amigo, quando... Não, não pode ser!
Jared então tirou suas roupas, tomou um banho, e se jogou na cama, tentando dormir.
Acordou perto do meio dia, e Meg apareceu por ali, tinha comprado o almoço, mas Jared mal tocou na comida.
- Jay, aconteceu alguma coisa? - Perguntou ao perceber que Jared estava estranhamente mudo.
- Não, nada.
- Aham.
- Ok, você quer saber, eu transei com o Chad! - Jared disse bufando.
- O que?
- Isso mesmo que você ouviu.
- Espera Jay, mas, então... desde quando vem essa tara pelo seu amigo?
- Meg, fala sério, eu nunca senti nenhuma tara por ele. Foi ele quem me agarrou, e quando eu vi... Bom, eu também sou de carne e osso, não é?
- Mas você não pensou nas consequências disso?
- Não por nada Meg, mas nessa hora fica meio difícil pensar em alguma coisa. - Jared disse revirando os olhos.
- Com a cabeça de cima, você quer dizer, né? Pôrra Jay, eu pensei que você fosse um cara mais esperto. Isso provavelmente vai ferrar com a amizade de vocês. Sem falar que...
- Que?
- Então provavelmente o Jason tinha razão em ter ciúme dele. - Meg disse contatando algo óbvio.
- Mas como eu não percebi nada, Meg? Será que eu sou tão tapado assim?
- Você tem alguma dúvida?
- Valeu, Meg. - Jared disse de mau humor.
- E agora? Você pretende fazer o que?
- Não sei, é estranho pra cacete, nem sei como vou olhar pra ele depois disso.
- Vocês tem que conversar, Jay...
- Eu sei. Mas não hoje, ok? Hoje eu só quero morrer...
- Não fala uma merda dessas! - Meg disse brava.
- Ta, eu só estava brincando, deixa de ser histérica!
Depois da ligação de Jared no meio da noite, Jensen não conseguiu mais pegar no sono. Por que o simples fato de saber que Jared tinha transado com Chad o incomodava tanto? Fazia dias que se pegava pensando demais no moreno, lembrando dele a qualquer hora do dia, e isto o estava intrigando, e muito...
Mais uma vez sentia que estava perdendo o controle sobre si mesmo, o que era perigoso, muito perigoso. Isso o fazia se sentir inseguro, e era tudo o que não precisava agora.
Depois de toda a confusão que tinha sido a sua tentativa de reatar o seu casamento, agora sentir-se atraído, ou seja lá o que for por um cara, e ainda por cima seu paciente, era algo simplesmente inaceitável.
Se resolvesse se envolver, além de ser algo completamente estranho, afinal Jared era um homem, e que homem! Estaria também violando o código de ética, afinal um médico jamais deveria envolver-se emocionalmente nem fisicamente com um paciente. Era uma situação pra lá de complicada, não conseguia sequer definir o que estava sentindo.
Só sabia que se pegava por muitas vezes contando as horas para que Jared aparecesse em seu consultório, com aquele sorriso que contagiava a todos, fazendo com que Jensen se sentisse novamente um adolescente.
Jensen sempre fora muito centrado, gostava de ter sua vida planejada, gostava de ter total controle sobre os seus atos e suas emoções, mas agora estava se vendo numa situação desesperadora, e não queria nem pensar onde isso tudo ia dar.
Daneel havia ligado várias vezes, querendo conversar, querendo que ele voltasse, mas sinceramente Jensen não se sentia nem um pouco tentado. Daneel já fazia parte do seu passado, não tinham mais nada em comum, não a queria mais fazendo parte de sua vida.
Já era quase noite quando Chad ligou...
- Oi.
- Hey Jared, é... acho que nós precisamos conversar. - Chad disse receoso.
- Chad, se for sobre ontem a noite, eu não quero falar sobre isso, não ainda...
- Ok, você quem sabe, eu não vou forçar a barra, eu só espero que você não deixe de falar comigo por isso.
- Não, é claro que não. Eu só não consegui entender o que aconteceu ainda. Eu preciso de um tempo.
- Ta, pra mim tudo bem, mas cara... eu estou decepcionado...
- Sério? Foi tão ruim assim? - Jared perguntou curioso.
Chad gargalhou do outro lado da linha...
- Ruim? Você tá brincando, né? Mas é que eu não sabia que você fazia o tipo cafajeste, que transa com alguém e sequer liga no dia seguinte. - Chad disse brincando. Achou que era o melhor a fazer para quebrar o gelo entre eles, afinal de contas, não queria por nada no mundo perder a amizade de Jared.
- Ah, Chad, fala sério! Você praticamente me estuprou! – Agora Jared já tinha entrado na brincadeira.
- Mas você não reclamou nem um pouco ontem a noite. – Chad disse com sarcasmo.
- Eu também não sou de ferro, né!
- Ok, vamos deixar isso pra lá. Acho que eu não preciso te pedir desculpas, não é? Afinal não foi uma coisa assim tão ruim o que eu fiz com você.
Desta vez foi Jared quem gargalhou.
- Não, não precisa.
- Ok, então quem sabe algum dia a gente converse a sério sobre isso, agora eu tenho que desligar, meus pais estão vindo pra cá. Que saco!
- Ok, então divirta-se com eles, até mais!
Jared suspirou aliviado, não tinha sido tão ruim afinal. Mas sabia que algum dia teriam que conversar pra valer sobre isso. Só não se sentia pronto ainda. Tinha medo de saber os reais motivos de Chad, e de não saber lidar com isso. Só tinha que agradecer por Chad ser esta pessoa incrível, que sabia o compreender como ninguém.
Jared passou o fim de semana em casa, apesar de Meg e seus outros amigos ligarem o tempo todo o convidando para sair, não sentia vontade para nada.
Na segunda feira tinha consulta marcada com Jensen, e apesar de gostar muito da companhia e de estar com Jensen, resolveu cancelar. Não estava com nenhuma disposição para ir lá e ficar falando do que sentia, afinal nem ele mesmo sabia o que estava sentindo. Andou pelo apartamento, angustiado, então resolveu sair um pouco, fez umas compras e logo voltou para casa.
Guardou as coisas na cozinha, e a angústia logo voltou... Olhou ao redor, sentindo o desânimo tomar conta. Foi para a sala e parou diante da estante, onde havia um porta retratos com uma foto dos dois, na neve, havia sido tirada durante uma viagem ao Canadá. Tinha sido um dia muito feliz, e as lembranças ainda machucavam tanto...
Então Jared se deu conta do porque estava sentindo toda esta angústia...
- Será que eu estou enlouquecendo? – Jared falava encarando a foto de Jason - Isso é tão injusto, não é? E eu pensei que nunca mais fosse voltar a sentir isso por alguém. Agora eu fico aqui pensando nele, e... mesmo sendo a coisa mais impossível do mundo, e mesmo que eu saiba que isso vai me fazer sofrer pra caramba, eu me sinto bem com isso. Faz eu me sentir vivo de novo, sabe? – Jare deixou as lágrimas correrem por sua face – Eu fico pensando... Será que é errado? Eu sei que é injusto, afinal, por que as coisas tinham que terminar desse jeito pra você, e eu estou aqui... pensando em outra pessoa. Não é que eu tenha te esquecido, eu nunca vou te esquecer, mas... De alguma forma eu vou ter que seguir em frente, não é? Se eu pudesse ter você de volta... as coisas eram tão fáceis entre nós... e agora eu... eu odeio ficar neste apartamento vazio... eu sinto falta de ouvir você cantando aquelas músicas horríveis no chuveiro, eu sinto falta das suas coisas espalhadas pela casa...
- E eu odeio tudo isso! – Jared praticamente gritou a última frase e socou a estante, jogando vários objetos que tinha nela no chão.
Depois disso, deitou encolhido no sofá, chorando compulsivamente.
O telefone tocava, mas não tinha vontade nenhuma de levantar dali, só queria esquecer que o mundo existia lá fora.
Algumas horas depois, a campainha tocava insistentemente, e como quem estava ali parecia que não ia desistir tão cedo, Jared resolveu atender...
Meg entrou no apartamento, e ficou horrorizada, vendo que vários objetos que antes estavam na estante da sala, agora estavam quebrados ou espalhados pelo chão.
- Jay... O que aconteceu por aqui?
- Nada, eu só não suportava mais ver cada coisa no seu devido lugar. Assim como eu deixo as coisas, elas ficam ali, arrumadinhas. Eu detesto isso. – Jared disse se atirando de volta no sofá.
- Ah. Jay, se você quiser passar uns dias lá em casa...
- Eu não quero, Meg. Eu estou bem aqui.
- Não é o que parece!
- Mas eu estou.
- Quer que eu fique aqui com você, então?
- Não, eu estou bem aqui sozinho.
- Claro. Então você não precisa de nada? Nem de um cafuné?
- Bom, isso eu não vou recusar. – Jared disse rindo e deitou com a cabeça em seu colo.
Meg ficou por algum tempo ali sentada, fazendo carinho em seus cabelos, até que Jared pegou no sono, então levantou e arrumou a bagunça que estava na sala. Estava realmente muito preocupada, então resolveu pedir ajuda...
- Alô.
- Jensen? Oi, é a Meg.
- Oi Meg, tudo bem com você? – Jensen perguntou, estranhando a ligação.
- Mais ou menos, Jensen. Eu estou preocupada com o Jared.
- Aconteceu alguma coisa?
- Bom, eu... Talvez eu esteja exagerando, mas... Bom, eu vim até o apartamento dele, e está uma bagunça aqui. Ele quebrou alguns objetos, tinha uma porção de coisas espalhadas pelo chão, como se ele tivesse tido um acesso de raiva, sabe. E ele estava lá, deitado no sofá como se nada tivesse acontecido.
- E ele te falou o que aconteceu?
- Ele disse que não suportava mais ver tudo arrumadinho, que as coisas ficavam da forma que ele deixava. Sabe como ele é, né? Só me enrolou e não explicou nada.
- Você deixou ele sozinho?
- Não, eu ainda estou aqui no apartamento dele. Ele dormiu, parecia cansado, então eu resolvi te ligar.
- Você fez bem, Meg. Eu vou até aí.
Uma hora depois, Jensen chegou, deixando Meg mais aliviada.
- Oi Jensen, que bom que você veio.
- Ele ainda está dormindo? – Jensen perguntou, olhando ao redor.
- Sim, eu acabei de arrumar a bagunça. Eu estou muito preocupada. Tenho tanto medo que ele...
- Meg, isso que aconteceu não é nada fora do comum, sabe. Eu até já estava esperando que isso acontecesse.
- Mesmo?
- Desde que ele voltou, as coisas estavam meio calmas demais. Ele estava enfrentando tudo bem demais pro meu gosto. Alguma hora isso tudo teria que vir a tona.
- Bom, se você está dizendo...
- Eu vou esperar ele acordar, e conversar com ele, se eu achar necessário, posso aumentar a medicação. Eu mesmo tinha estranhado que ele cancelou a consulta hoje, devia ter mesmo algo de errado.
- Ok, eu já vou indo então. Obrigada Jensen...
- Não precisa me agradecer, e pode ficar tranquila, qualquer coisa eu te ligo depois.
Jensen ficou observando Jared dormir. Estava encolhido no sofá, parecia uma criança até quando dormia, e Jensen se pegou sorrindo ao pensar nisso.
Andou pela sala, pra matar tempo enquanto esperava Jared acordar, então parou diante do porta retratos na estante. Os dois pareciam mesmo muito felizes. E tinha que admitir, com uma pontada de ciúmes, que Jason até que era um cara bonitão.
- Então você é o culpado por este estrago todo? Hã! E agora eu que tenho que concertar as coisas, não é? – Falou olhando para Jason no porta retratos, e então riu pela atitude. Andava mesmo tendo umas atitudes bem estranhas ultimamente.
- Jensen? Com quem você estava falando?- Jared falou sentando no sofá e estranhando a presença de Jensen ali.
- Ah, desculpe, eu estava falando no celular. Te acordei?
- O que você está fazendo aqui? Cadê a Meg? - Jared falou bocejando.
- Ela já foi, e como você fugiu da consulta hoje, eu resolvi fazer a domicílio.
- Ela te ligou, não foi? É uma metida mesmo...
- Ela estava preocupada, Jared.
- É, acho que eu assustei ela um pouco.
- Você quer me contar o que aconteceu?
- Não dá pra esquecer isso? Eu só fiquei com raiva! Caramba, será que vocês nunca sentiram raiva por nada na vida?
- Então eu não preciso me preocupar com isso?
- Não, claro que não.
- E isso vem desde quando? Na última consulta você me pareceu bem.
- Desde o fim de semana, eu acho que fiquei muito tempo sozinho aqui dentro.
- Talvez você devesse procurar se manter mais tempo ocupado, ou sair mais...
- Eu sei, na semana que vem eu começo a trabalhar, vai ser muito bom ter algo útil pra fazer.
- É mesmo? E onde?
- Vou voltar para o meu antigo emprego. Eu fui lá buscar meus documentos e umas coisas minhas que tinham ficado lá, e o meu chefe pediu se eu queria voltar, eles tem uma campanha grande, parece que é uma marca de tênis famosa, eu vou trabalhar nela.
- Olha só, você deu sorte então! E está animado com isso?
- Claro, eu gostava muito de trabalhar lá, vai ser muito bom voltar. Jensen, tem outra coisa que está me incomodando...
- O que é?
- Eu fui ver os pais do Jason.
- E como foi?
- Triste. Eles choraram muito, eu também, e me senti super mal por não ter ido lá antes, eles me tratam como um filho, mas... tem uma coisa que me deixou intrigado.
- O que é?
- Esse apartamento. Eu e o Jason compramos juntos, a metade era dele, então eu me ofereci pra comprar a parte dele, sabe... eu não queria sair daqui.
- E?
- Os pais dele não aceitaram, quero dizer, eles me disseram que o apartamento já é meu. Que um dia o Jason falou que se alguma coisa acontecesse com ele, a parte dele no apartamento deveria ficar pra mim.
- Mas o que tem de errado nisso?
- Quem é que com 33 anos de idade fala uma coisa dessas? Tipo... pensar em se acontecesse algo a ele, isso não é estranho?
- Sei lá... mas isso não é bom?
- É esquisito... não que esse dinheiro vá fazer falta pra eles, eles são ricos, mas, é muito estranho ele ter falado isso dois meses antes do acidente.
- Coincidências acontecem Jared, é melhor você não se preocupar com isso.
- É, você tem razão...
Jensen riu...
- Ótimo Jared, mas então, se você voltar a se sentir mal, ou sei lá, sentir raiva ou qualquer coisa, me liga, ok? Não precisa me ligar só quando acorda pelado na cama do seu amigo. – Jensen disse brincando e tentando animar Jared um pouquinho.
- Nem me lembre disso, eu quase surtei.
- Vocês já conversaram depois disso?
- Mais ou menos, só por telefone. Mas qualquer dia teremos que conversar, ainda é bem estranho pensar nisso. O Chad é como um irmão pra mim.
- Vocês são adultos, podem superar isso numa boa.
- Eu não sei não. O Chad tem idade mental de 12 anos, e eu de 13, acho que vai ser difícil. – Jared disse rindo.
- Ok, acho que eu já posso ir embora, não é?
- Não sei, a não ser que você queira dormir aqui. A minha cama é bem grande, eu não me incomodo em dividir com você – Jared disse brincando.
- Olha, depois do que você fez com o seu amigo, eu acho melhor não arriscar. Não se esqueça, eu quero você no meu consultório em três dias, sem falta!
- Você me quer? Ok, eu estarei lá.
- Vejo que o seu senso de humor já voltou. Até mais, Jared. - Jensen saiu do apartamento rindo.
Jared o acompanhou até a porta e depois foi para a cama dormir, já se sentia bem melhor agora.
Três dias depois, conforme combinado, Jared foi até o consultório de Jensen, e desta vez parecia bem mais animado.
- Gostei de ver, está parecendo bem mais animado hoje – Jensen disse com um sorriso.
- É, pode-se dizer que sim.
- Parou de encasquetar com as coisas?
- Sim, eu estou tentando não pensar muito, só deixar as coisas rolarem... E está funcionando.
Conversaram sobre outras coisas triviais, até que Jensen cutucou em algo que o faria se arrepender depois...
- Tem algo diferente em você hoje, só não sei dizer o que é.
- Diferente?
- É, sei lá, um brilho a mais no olhar, eu não via isso antes...
- Jensen, você já se apaixonou pra valer alguma vez? - Jared perguntou curioso.
- Eu... já, claro que já.
- Daquela paixão, sabe... que faz você ficar bem idiota, quando você sente um certo nervosismo, e dá aquele friozinho na barriga quando pensa na pessoa, já?
- Bom, desse tipo... acho que uma vez, uma garota da faculdade fazia eu me sentir assim. Acho que eu morreria por ela na época. Mas depois eu acabei descobrindo que ela era uma vagabunda, e que saía com metade dos caras da minha classe, aí o encanto acabou. – Jensen disse sorrindo com a lembrança. Mas por que a pergunta, você está sentindo algo assim?
- Eu só preciso confirmar, mas tenho quase certeza. Cara, isso é muito bom! - Jared disse suspirando.
- Sim, quando se é correspondido é muito bom. - Jensen concordou.
- Eu acho que mesmo sem ser correspondido é bom. Mesmo que seja algo... absurdamente impossível, ainda assim é muito bom. Faz a gente se sentir vivo...
- Eu realmente não pensei que o Chad conseguiria te fisgar assim tão rápido – Jensen falou um tanto sério demais.
- Não é o Chad... Eu gosto muito dele, mas é só amizade mesmo.
- Ok, quem sabe na próxima consulta você me conta quem é.
- Só tem uma coisa me deixando encasquetado, e eu não gosto de me sentir assim. Eu sempre prefiro ter certeza das coisas, do que ficar na dúvida. Bom, de uqalquer forma eu já vou indo...
Jared se levantou para ir embora, mas parou a caminho da porta.
- Do que você tem dúvida, e como pretende esclarecer? – Jensen perguntou ficando de pé, e se encostando na escrivaninha.
- Você provavelmente não vai gostar de saber. - Jared disse se aproximando novamente.
- E o que eu...
Mas Jensen não chegou a completar a frase, pois Jared rompeu a distância entre eles, e quando Jensen percebeu estava sendo beijado, sentiu a língua do moreno tocar seus lábios, pedindo passagem, e Jensen sem se dar conta correspondeu. O beijo foi suave no início, então foi se aprofundando, e enquanto sua língua explorava a boca de Jensen, suas mãos lhe apertavam a cintura por cima da camisa, puxando em seguida ela de dentro da calça, então podendo lhe tocar por baixo dela, sentindo a pele quente e macia...
Nesta hora Jensen já estava praticamente deitado sobre a escrivaninha, tendo o corpo de Jared contra o seu, ambos já excitados, e o beijo só foi interrompido quando necessitaram de ar. Neste momento Jensen se deu conta do que estava acontecendo e distanciou Jared, mas não pararam de se encarar por nenhum segundo, com as respirações ofegantes. Até que Jared quebrou o silêncio...
- Desculpe Jensen, eu só... precisava ter certeza...
Jared disse e se recompôs, tirando sua jaqueta e a carregando pendurada no braço, em frente a sua cintura, para que ninguém percebesse o quanto as coisas estavam animadas lá em baixo, e então saiu pela porta, deixando Jensen completamente sem ação...
Depois de alguns minutos, Katie entrou pela porta...
- Jensen, o que houve com o Jared? Ele saiu quase correndo daqui...
- Hã? - Jensen perguntou quando se deu conta que Katie tinha falado alguma coisa.
- O que houve com o... Jensen, se eu não te conhecesse há tanto tempo, podia jurar que vocês dois acabaram de dar uns amassos aqui dentro. - Katie disse com os olhos arregalados, ao ver que Jensen estava com a roupa desarrumada e com os lábios vermelhos.
- Fala sério, Katie! - Jensen disse bravo - Tem mais algum paciente esperando?
- Não, nenhum.
- Ok, você já pode ir então, eu vou ficar mais alguns minutos.
Jensen sentia-se incapaz de se mover da cadeira, seu coração ainda pulava dentro do peito, e ainda podia sentir o gosto de Jared em sua boca...
Continua...
Será que agora a coisa vai esquentar entre os Js?
Obrigadinha a quem está acompanhando!! Beijos!!
Respondendo as reviews:
Amanda: Que bom que você gostou da relação "rápida" com o Chad, acho que muita gente não aprovou. Fico feliz em saber que você é apaixonada pela fic, obrigada!! Beijokas!!
Vicky: Sim, o coração do suicida mais gostoso do Universo está bem disputado!! Você não esperava o Jared ser o "ativo"? Aham!! Queria ver ele de quatro, né, safadinha!! rsrs. Querida, se eu fizesse ele ter um ataque de pânico na hora, seria maldade pura, não é? Acho que ele já tem problemas que chega, coitado! Beijinhos, e até o próximo!!
