Capítulo 5

Ok, ok. Eu pirei de vez e realmente eu não sei por que eu fiz isso. Resolvi chamar o Jacob para uma conversa franca sobre ele e a Nessie. A Bella, a priori, achou uma idéia mais que perfeita, e como tinha sido ela quem falou isso, eu acreditei. Pobre de mim, o amor realmente se revelou uma armadilha traiçoeira. Eu faria tudo em nome do meu amor por ele, mas eu acredito que não devo mais pensar tanto desse jeito em relação às idéias maravilhosas dela.

- Jacob, será que nós dois poderíamos caminhar um pouco para... – eu falei – conversar?

- Ah, claro, Edward! – graças a Deus ele não me chamou de sogrinho. Sogrinho! Ai, que ódio!

- Ok. Te encontro no lago do piquenique em, aproximados... dez minutos? – eu perguntei, mas soando como se fosse uma ordem. Eu não queria dar a entender que ele tinha escolhas.

- Claro, sem atrasos! – ele respondeu, saindo. Fato que ele iria correndo contar para Nessie onde ele estava indo em caso de desaparecimento completo dos ossos do corpo dele.

Eu encontrei com Bella no caminho de saída para a porta da sala. Ela me olhou com seus lindos olhos e me desejou Boa sorte! Então eu saí, correndo o mais rápido que eu podia para chegar antes de Jake, mas eu não sabia o porquê da competição já que eu ganhava de qualquer jeito, por ser o pai dela. Cheguei e sentei na mesma arvore horizontal, esperei por mais dois minutos, no máximo, e ele chegou.

- Olá, Jacob! – eu disse – Vejo que não se atrasou.

- Edward. É claro que eu não ia me atrasar. – ele respondeu, com um ar presunçoso. – Acredito que o que você tem a falar comigo diz respeito à Nessie, não é?

- De certa forma, sim, Jake.

- De certa forma? Por quê? – ele perguntou, meio indeciso sobre o que fazer.

- Bom, porque não é só sobre a Renesmee. É mais sobre a nossa relação perante a ela.

- O que você quer dizer, Edward? – ele me perguntou, abismado. Ele realmente não fazia idéia do que eu iria conversar. Ele veio armado para outro tipo de situação. Ele veio armado para uma possível proibição do amor dele e de Renesmee. Idiota. Porque diabos eu faria isso? (Tá, eu faria isso, mas isso não vem ao caso!)

- Assim... – eu comecei – Se você um dia vai namorar, noivar, casar ou qualquer outra coisa com a minha filha, nos teremos que conversar sobre isso e sobre como vai ser esse processo. Caso você não tenha percebido, eu estou perdendo minha filha, de uma certa maneira, em sete anos, e não em vinte e cinco, como deveria ser!

- Ah. É.. – ele falou, meio abalado com a sinceridade de minhas palavras. – Bom, eu realmente imaginava que você se sentiria meio... traído se eu resolvesse tirar sua filha de você, Edward. Vou deixar bem claro: essa NÃO é a minha intenção! Eu não quero fugir com a Nessie por aí assim que ela fizer sete anos.

- Não? – eu perguntei totalmente embasbacado.

- Não, Ed. Você tem que parar de levar meus pensamentos a sério. – ele riu, mas eu não achava nada engraçado. – Na maioria das vezes, tudo o que eu penso sobre ela que tenha um pouco mais de malícia, não é verdade. Eu faço por gostar da sua reação. Eu consigo mentir bem na minha cabeça!

- Seu... – que filho da mãe! Eu não acredito que ele teve a coragem de fazer isso! Respira, Edward. Respira... Um, dois! Se controla! Calminho, calminho...

- Edward, você está bem? – o cachorro estúpido perguntou, depois de ver minha face de revolta. Se eu tivesse sangue, com certeza essa seria a hora que ele ferveria.

- Sim... E não! – eu respondi sinceramente – Eu fico feliz que nada daquilo era intencional com ela... Mas eu estou extremamente irritado, irado e revoltado por você ter me sacaneado desse jeito!

- Sogrinho, se você visse a sua cara quando você fica irritado com alguma brincadeirinha em relação a Nessie como essa de te chamar de sogrinho, você também continuaria! – ele ria, mais do que nunca. Filho da mãe!

- Ok, Jacob. Me dê um grande motivo para eu não esquecer completamente da conversa que eu vim ter com você e tentar te matar...

- Você já sabe o motivo: você ainda quer esse tratado de paz! – ele respondeu, francamente. Era verdade. Eu não queria brigar com o Jacob, eu não queria que isso se tornasse mais uma disputa boba entre nos dois. Já bastava a disputa quando era pela Bella.

- É, você tem razão. – eu respondi – Pela primeira vez na vida.

- Você não ia passar essa sem ser sacaneada, né?

- Não, jake, nem em um bilhão de anos! – eu ri.

- Então, quais eram as condições? – ele perguntou, depois de meio minuto de silencio gritante.

- Nada demais. Somente algumas especificidades.

- Como por exemplo?...

- Você só namora com ela a partir do momento que você vier pedir permissão. Vocês vão ter toque de recolher para sair. Tudo o que vocês planejarem, vai ter que ser discutido comigo e com Bella antes, entendido?

- Ok, sogrinho! Tudo beleza! – ele riu.

- E, obs, nunca mais me chame de sogrinho! – eu falei, com raiva – I mean it!

- Ok, ok, sog... – ele parou – Edward!

- Acho bom. Então... eu acho que é isso! – eu falei – estamos conversados?

- Sim, senhor... – ele assentiu – e outra coisa, Ed.

- O que?

- Eu não vejo a hora de beijar a sua filha! – ele soltou.

- Pode começar a correr, seu cachorro imundo!