Recomeço - capítulo 27

Fandon: Supernatural

Personagens principais: Jensen / Jared

Sinopse: Jensen tinha um dilema: Como poderia ajudar seu paciente a encontrar um motivo para seguir em frente, quando ele próprio não conseguia encontrar seu caminho? ** Padackles / AU**

Nota: Esta fic é pura ficção, o foco dela é o relacionamento entre o psicólogo e o paciente, eu não entendo nada a respeito de psicologia, psiquiatria, ou qualquer outro tipo de tratamento.


Era domingo a noite, e Jensen estava no apartamento de Jared, pegando algo para comer, e ao fechar a geladeira, esbarrou no moreno, que tinha um copo com água na mão.

- Caramba, Jen! Eu me molhei todo, olha a minha camisa! – Jared falou dando risadas.

- Oh, me desculpe! - Jensen lhe deu um selinho nos lábios - Pega essa toalha e se seca, que eu vou pegar outra camisa pra você.

Jensen entrou no quarto, e Jared percebeu que ele estava demorando demais, então foi atrás dele, curioso. Mas quando chegou na porta e viu Jensen parado em frente ao closet, com a porta do lado esquerdo aberta, Jared ficou branco, e achou que iria desmaiar.

- O que significa isso, Jare? - Jensen perguntou sério.

Jared não conseguiu responder, então voltou para a sala e sentou no sofá, suas mãos estavam tremendo e a respiração agitada.

- São dele, não são? Jared, porque as coisas do Jason ainda estão aqui?

- Você não tinha nada que mexer naquele lado do closet! – Jared disse nervoso.

- Bom, me desculpe se eu não sabia que ainda tinha duas pessoas dividindo aquele closet! Talvez tenha gente sobrando neste apartamento, não é? – Jensen falou, e se arrependeu em seguida, Jared estava chorando.

- Não é o que você está pensando. – Jared disse entre as lágrimas.

- Então por que você não me explica?

- Talvez você queira me internar depois disso, você não vai entender...

- E por que a gente não esquece um pouco que eu sou um psiquiatra, e você se abre comigo? Com a pessoa que te ama, e que vive com você, e não com o seu médico.

- Eu... eu simplesmente não toquei em nada... só deixei tudo como estava. Eu sei que isso é ridículo, mas... quando as coisas ficavam muito difíceis de aguentar, então eu abria aquela porta, e tinha a sensação de que ele ainda ia voltar. Como se ele estivesse só viajando, sabe?

- Você é uma pessoa incrível, Jared.

- Cala a boca, Jensen! Olha, se você quiser cair fora dessa roubada em que você se meteu, ainda é tempo, você é livre pra ir, eu vou entender.

- Eu disse que você é uma pessoa incrível. E que quanto mais eu te conheço, mais eu me surpreendo.

- Com as minhas loucuras?

- Não, com a sua capacidade de amar intensamente. Você se entrega ao amor de um jeito que... em todos esses anos, conhecendo todo tipo de pessoas, eu nunca presenciei algo assim. E eu me sinto um cara muito sortudo por ser amado por alguém como você.

- Você está brincando comigo, não está?

- Eu não brinco com os sentimentos, Jare. – Jensen se ajoelhou na sua frente, e secou suas lágrimas.

- Me desculpe, Jen! – Eu não preciso mais daquilo, faz tempo. Só é difícil, eu não sei se eu consigo, mas eu vou pedir pra Meg me ajudar com isso, ta legal? Eu prometo.

- Não tem o que desculpar, Jare. Mas eu concordo que já está na hora de você se livrar das coisas dele, vai te fazer bem, e você vai ter mais espaço pras suas tralhas no armário. – Jensen falou brincando.

- Você tem razão.

- As vezes eu me pergunto, o que você viu em mim, Jare? – Jensen sentou ao seu lado no sofá.

- Jen, só não vem me dizer, que você sendo psicólogo, tem problemas com auto estima. – Jared falou brincando.

- Não, não é isso. Mas as vezes eu fico inseguro... pensando se você me compara com ele. Porque á diferença é grande, e...

- Não tem o que comparar, Jen. Vocês são extremamente opostos.

- Então você...

- Eu te amo, do jeito que você é. O engraçado é que depois do que aconteceu com o Jason, eu pensei que nunca mais fosse ser capaz de amar alguém assim. Mas agora eu sei que... eu devo ser muito sortudo, por encontrar uma segunda alma gêmea, e por conseguir voltar a sentir isso, conseguir te amar com tanta intensidade.

- Eu queria que as coisas fossem diferentes, eu queria poder estar a altura, te dar tudo o que você merece, sem ter que esconder nada, nem...

- Você é perfeito pra mim, Jen! Eu não quero que você seja parecido com ele. Foi por esse seu jeito certinho, autêntico, reservado, e ao mesmo tempo doce e gentil, que eu me apaixonei por você. Eu te amo exatamente do jeito que você é, sem mudar em nada. E o fato de ter que manter segredo, é só um detalhe, Jen. Não é nada com o que nós não podemos lidar.

Agora era Jensen quem estava com lágrimas nos olhos, e os dois se abraçaram, ficando um longo tempo apenas sentindo o calor um do outro, se reconfortando. Tinha momentos em que nada precisava ser dito. O amor podia ser palpável entre os dois.

- x -

Na segunda feira, enquanto Jared estava no trabalho, Meg xingou, mas fez a limpa nas roupas e nos pertences de Jason. Quando Jared chegou no final da tarde, já estava tudo encaixotado, e encontrou com uma Meg cansada e revoltada...

- Ah, finalmente Você apareceu! - Meg disse bufando.

- É bom te ver também, Meg!

- Cara, só você mesmo pra me botar numa fria dessas, eu chorei a tarde inteira!

- Eu falei que a Betty ia te ajudar, foi você quem não quis.

- Eu quis fazer sozinha! Mas parece que cada peça de roupa que eu pegava, trazia uma lembrança diferente dele. Merda! Sabe Jay, eu te entendo perfeitamente.

- Mesmo?

- Sim, mas já estava mesmo na hora de se livrar disso tudo, não é? Agora que você e o Jensen estão numa boa, quem sabe logo ele não trás as coisas dele pra cá?

- Esquece, Meg. Isso não vai acontecer tão cedo.

- Bom, minha missão foi cumprida, a minha mãe vai mandar o motorista buscar, ok? Ela vai doar para uma instituição de caridade. Você vai ficar bem, meu bebê?

- Eu vou sim. Obrigado Meg! – Jared disse sorrindo e a abraçou.

- Jay?

- Hmm?

- Eu preciso de um namorado novo, você não tem nenhum amigo pra me apresentar?

- Não, mas sabe o que eu acho? Você devia namorar o Chad.

- Deus me livre! Aff... Eu prefiro morrer virgem!

- Meg, você não é virgem desde os quinze anos.

- Mas acho que depois de tanto tempo sem, já voltei a ser.

Jared deu risadas...

- Eu já vou indo, meu bebê, até mais!

Mais a noite, a mãe de Jason apareceu com o motorista para buscar as caixas.

- Oh meu filho, como é bom te ver de novo! – Sarah o agarrou num abraço apertado.

- Também é muito bom ver a senhora! – Jared disse com um sorriso sincero.

- Você está tão bonito! Muito melhor do que da última vez que eu te vi. Até recuperou alguns quilinhos, só comendo porcaria, provavelmente...

- É, mais ou menos. – Jared disse sem graça.

- Agora que o Jason não está mais aí para controlar as doçuras, você deve estar se aproveitando, não é? – Sarah falou brincando.

- Ele só me torturava, era pura maldade! – Jared disse rindo.

- Como eu sinto saudades de vocês. Eu só espero que você não se esqueça da gente, e apareça pra nos visitar.

- Eu vou sim, claro. É que... eu ainda estava tentando colocar a minha vida nos eixos.

- E pelo jeito, não estava sendo nada fácil, não é? – Sarah falou olhando para as caixas.

- Não, não estava. – Jared falou com tristeza.

- Para nós também não. Mas cada vez que eu penso nele, eu tento pensar só na sua alegria, e acho que ele não iria querer que nenhum de nós ficasse sofrendo, não é mesmo?

- Não, eu acho que não. - Jared concordou.

- Jared, eu preciso que você passe no cartório qualquer dia desses. Para assinar a escritura do apartamento, ela ficou pronta.

- Mas dona Sarah, eu... Eu não acho isso justo, eu quero dizer, eu vivi com ele quatro anos, mas eu faço questão de pagar pela parte dele.

- Você continua um cabeça dura! Eu não te falei que era a vontade dele, que a parte dele no apartamento ficasse pra você?

- Falou, mas...

- Mas, nada! Sabe, um dia nós estávamos almoçando, a Meg e ele estavam lá em casa. Então começamos a falar sobre netos, e a Meg como sempre, logo se esquivou, dizendo que não esperassem por ela. O Jason também deixou claro que vocês não pretendiam adotar, então o Alfred perguntou pra quem ele pretendia deixar seus bens o dia em que morresse, e ele disse... "Eu não me importo com nada material, a única coisa que eu quero, se eu morrer antes do Jay, é que a minha parte do apartamento fique pra ele, afinal aquele lugar é a cara dele, e eu não imagino outra pessoa morando lá". Então Jared, você ainda quer teimar comigo?

- Não é teimar, é só que... eu... na verdade eu não estou mais sozinho. Eu conheci alguém, e... – Jared disse sem graça, mas foi interrompido.

- E então você acha que não tem o direito?

- Não é isso, é que...

- Jared, já era tempo de você recomeçar a sua vida. E você não deve se culpar por seguir em frente, filho... Eu só sei dizer que, enquanto vocês viveram juntos, você fez o meu filho muito feliz, e eu só posso te agradecer por isso. Ele te amava muito, e eu sei que você também o amava. Mas agora é hora de deixar tudo pra trás e seguir em frente, seja lá quem for, que deve ser alguém muito sortudo, eu só espero que faça por merecer o seu amor, e que te faça muito feliz.

- Ele merece sim, sem dúvida alguma.

- Bom, eu espero que você o leve algum dia pra gente conhecer, eu adoraria! E o Alfred com certeza também!

- Assim que der, eu levo sim. Vocês são muito especiais pra mim, mais do que a minha própria família.

- Você também é especial, e eu fico tão aliviada que você tenha se recuperado. Eu sei que foi uma fase difícil, mas você nos deixou desesperados. Nós já perdemos o Jason, e não aguentaríamos perder você também.

- Eu sei, mas na época eu achei que fosse a coisa certa a fazer. Agora eu vejo a besteira que fiz. – Jared falou envergonhado.

- O importante é que agora você está bem. Bom, eu já vou indo, vou pedir ao motorista para pegar as caixas. Até mais Jared, e cuide-se! – Sarah disse o abraçando novamente.

Naquela noite, quando Jared foi se deitar, voltou a sentir uma certa tristeza, ao ver todo aquele espaço vazio no closet.

- É, eu acho que está na hora de deixar você ir, não é? – Jared pegou o porta retratos na mão – Mas eu nunca vou te esquecer! – O beijou e guardou na gaveta do closet, não fazia mais sentido tê-lo ao lado da cama, já que esta tinha outro ocupante agora, e a sua vida também.

- x -

Jensen viajou no dia seguinte, para fazer uma especialização, e voltaria apenas no sábado. Ficaram a semana toda sem se ver, se falando apenas raras vezes por telefone.

Na sexta a noite, Jared estava perdido em meio a uma bagunça geral na sua sala, tinha espalhado várias fotos, para escolher as que seriam utilizadas em uma campanha para uma revista, mas não conseguia chegar a uma conclusão, definitivamente, sua cabeça não estava ali.

Logo o celular tocou, e Jared sentiu aquele friozinho na barriga, esperando que fosse Jensen. Olhou o número no visor, e bingo! Era ele mesmo.

- Oi Jen!

- Oi Jare, tudo bem? Os seus vizinhos ainda não reclamaram?

- Por causa da música? – Jared riu. – Ainda não, deixa eu abaixar o volume aqui.

- O que você está aprontando? Está sozinho?

- Sim, eu estou. Mas você não vai querer saber o que eu estou fazendo. Eu estou perdido em meio a minha própria bagunça.

- Eu nunca vou entender o seu jeito de trabalhar, mas tudo bem. Por que você não larga essa bagunça aí, e vem até o meu apartamento?

- Mas, espera... Você não deveria voltar só amanhã? – Jared estranhou.

- Sim, mas deu para adiantar algumas coisas, então peguei o primeiro avião que consegui.

- Cara, isso realmente é uma boa notícia! Já estou indo...

- Ok, estou te esperando!

Jared tomou um banho rápido e uma hora depois estava lá. Jensen o recebeu com um sorriso que denunciava alguma coisa.

Assim que entrou, o loiro o agarrou num beijo de tirar o fôlego.

- Uau! Acho que alguém ficou com saudades! – Jared falou zoando.

- Fiquei, e muita. – Jensen respondeu sorrindo.

- É tão bom ouvir isso! Ei também senti sua falta! – Jared o beijou novamente – Agora me conta, o que é que você está aprontando?

- Nada! – Jensen respondeu rápido demais.

Jared gargalhou...

- Você não me engana, Jen! Vai, me conta! – Jared usou seu melhor olhar de filhotinho abandonado.

- Você é um desmancha prazeres, sabia! Calma, você logo vai saber. Primeiro senta aqui, e me conta, como foi sua semana?

- É o "meu Jen", ou é o "Doutor Ackles" falando?

- O "seu Jen"! – Jensen enfatizou.

- Ok. Não fiz nada demais. Na segunda, como eu te falei por telefone, a Meg encaixotou as coisas do Jason, e a mãe dele veio buscar, depois disso eu só trabalhei, fui visitar os meus pais, fui jogar sinuca com o pessoal do trabalho, falei por telefone com o Chad, e fiquei sozinho o resto do tempo, chorando porque você me abandonou. - Jared fez uma carinha triste.

- Oh, que fofo! – Jensen lhe deu um beijo na bochecha.

- E você, como foi por lá?

- Ah, uma chatice, nada que eu já não conhecesse. Mas preciso sempre me manter atualizado, não é? Faz parte do meu trabalho.

- Você está...

- O que? – Jensen se fez de inocente.

- Você está com um sorriso muito sacana, ta me deixando curioso!

- Ok, me espera lá no quarto, que eu só vou trancar o apartamento e já vou.

- Ok! Já que você não quer matar a minha curiosidade!

Jared reclamou e foi rindo para o quarto, e assim que abriu a porta, ficou de boca aberta com o que viu... Nos dois lados da cama, havia um arranjo com rosas vermelhas, e velas iluminando o quarto, a cama estava especialmente arrumada, e em frente a ela havia uma mesinha com outro arranjo de rosas, velas, bombons e um balde de gelo com uma garrafa de champanhe.

- Você pode entrar, sabia? – Jensen puxou Jared pela cintura para dentro do quarto e fechou a porta, já que este parecia petrificado ali.

- Jen, você... – Jared deu seu melhor sorriso – Você é surpreendente!

- Eu não sabia se você ia gostar, mas...

- Eu amei! Eu estou me sentindo uma garota deslumbrada, mas eu amei! – Jared puxou Jensen pela cintura, e o beijou com paixão.

Jensen abriu o champanhe, e serviu as duas taças.

- Hoje, mas só hoje, eu vou abrir uma exceção, mas no máximo duas taças, ok? – Jensen falou estendendo a taça para Jared, que já estava comendo um bombom neste momento.

- Depois eu que sou o desmancha prazeres! – Jared fez uma cara de desagrado.

- Você é uma formiga, isso sim!

- Até que você sabe como me agradar...

- Ah, isso eu sei sim.

Jensen se livrou das taças e foi empurrando Jared em direção a cama, se deitando por cima dele.

- Você disse que se sentiu uma garota? Tudo bem, porque hoje é você quem vai ficar por baixo! – Jensen falou com um sorriso sacana.

- Tudo tem seu preço, não é? - Jared riu - Então você acha que vai me ganhar com umas velas, bombons, e uma garrafa de champanhe?

- Não, eu acho que eu vou ganhar você com os meus beijos, com muito carinho, e com todo meu amor...

Jensen disse olhando dentro de seus olhos, fazendo Jared se derreter, e então não disse mais nada, apenas o beijou com paixão.

Jensen tirou rapidamente a própria camisa e camiseta, então voltou sua atenção para Jared, descendo com seus beijos e mordiscando seu pescoço, deixando o moreno arrepiado.

Abriu sem pressa os botões da camisa de Jared, sem parar os beijos, e então o despiu de sua camiseta também. Percorreu a língua pelo seu peito, parando em seus mamilos e os eriçando com a ponta da língua, vendo Jared fechar os olhos e estremecer.

Continuou a suave tortura por sua barriga, e seu umbigo, enquanto suas mãos tratavam de abrir a calça do moreno, mas não sem antes passear com a mão por cima dela, sentindo sua ereção.

Jensen retirou suavemente sua calça e boxer, sem desviar o olhar um minuto daquele corpo perfeito, fixando o olhar no membro ereto de Jared, e se deliciando com a visão. Ver Jared assim, completamente duro por ele, fazia Jensen se sentir nas alturas. Tomou o membro pulsante em sua mão, e passou a língua suavemente pela extensão, ouvindo Jared soltar um gemido baixinho.

Jared abriu os olhos, e achou que poderia gozar só com a visão de Jensen ali, com aqueles lábios macios e perfeitos em volta do seu membro. Jensen o abocanhou, e passou a sugar e lamber, de uma forma tão sensual, e fazendo movimentos com a língua, que Jared achou que fosse enlouquecer.

- Jen, eu... eu...

Jared tentou avisá-lo quando sentiu que ia gozar, mas Jensen não deu a menor importância, o abocanhou ainda com mais vontade, deixando o moreno despejar todo seu líquido em sua garganta, lambendo cada gota.

Jared arqueou seu corpo e estremeceu, gemendo alto neste momento, e Jensen sorriu, percorrendo o caminho de volta até os seus lábios, o beijando com desejo.

Jared abriu os olhos e sorriu, diante do olhar luxurioso de Jensen.

- Jen, você não... não precisava...

- Eu quis, eu precisava saber o seu gosto, e eu ainda vou ficar bom nisso, você vai ver...

- Você já é bom nisso Jen, mas se você quiser praticar mais, tipo umas duas ou três vezes por dia, eu vou estar sempre a disposição. – Jared disse com um sorriso sacana.

- Você está sempre disposto, não é? Mas vem cá, tem outra coisa que eu quero praticar agora. – Jensen falou, tirando sua própria calça e boxer, e depois esfregando sua ereção na virilha de Jared. – Abre essas pernas pra mim? - Sussurrou em seu ouvido.

- Depois do que você fez, você pode me pedir qualquer coisa.- O moreno lambeu os lábios pensando no que ia acontecer.

Jared afastou suas pernas, e Jensen se encaixou entre elas, dobrando um de seus joelhos. Então alcançou o tubo de lubrificante no criado mudo, e despejou em seus dedos, introduzindo um deles na entrada de Jared, que mordeu o próprio lábio e jogou sua cabeça pra trás com a invasão.

Jensen fez leves movimentos, e então introduziu um segundo dedo, Jared ofegou e gemeu baixinho. Assim que Jensen passou a movimentá-los com precisão, Jared começou a relaxar...

- Vem logo, Jen! Eu quero você dentro de mim. – Jared falou entre os gemidos.

- Seu pedido é uma ordem, baby! – Jensen sorriu se posicionou, inserindo seu membro na entrada de Jared, que se contorceu em sinal de dor, cravando suas unhas nas costas definidas do loiro.

Entrou com cuidado, mas não muito, tinha pressa, precisava sentir-se dentro de Jared, sentir-se envolvido por aquele corpo quente e apertado, que se encaixava tão perfeitamente ao seu.

Jared gemeu mais e mais alto, conforme Jensen se movimentava, encontrando um ângulo que tocava a sua próstata a cada investida. Definitivamente, Jensen estava ficando muito bom nisso.

Jared movia seu corpo de encontro ao de Jensen, e o puxava pela cintura, querendo cada vez mais sentir o loiro dentro de si. Seu membro já estava desperto novamente, e era pressionado pelo corpo de Jensen a cada nova investida.

- Jen... Jen! – Jared dizia em meio aos gemidos, e agarrava sua cintura com mais força, fazendo Jensen ir mais fundo, perdido em seu mundinho de prazer.

Jared gozou mais uma vez, jogando sua cabeça pra trás, e arqueando seu corpo, e Jensen continuou com seus movimentos, e gozou logo em seguida, se derramando dentro de Jared. Jensen gemeu alto e desabou sobre o moreno, sentindo suas respirações ofegantes, e seus corações acelerados.

- Você ainda acaba comigo desse jeito, Jare...

- Você... é quem acaba comigo... – Jared falou ainda ofegante.

Jensen o beijou e saiu de dentro dele devagar, se deitando ao seu lado e o abraçando.

- Eu quero fazer isso... muitas vezes! – Jensen falou lhe dando um selinho, e rindo da cara que Jared fez.

- Eu vou pensar no seu caso. Mas com velas e champanhe, quem sabe! – Jared riu também.

- Não vá se acostumar mal, hein!

- Que nada! Jen, quando você quiser me comer, é só pedir, não precisa preparar esse arsenal todo.

Os dois deram gargalhadas, juntos.

- Puta merda! Eu tentando ser romântico, e você fica me zoando! – Jensen fez cara de zangado.

- Oh, tadinho, na verdade eu amo quando você fica assim romântico, Jen! – Jared o beijou, não resistindo ao bico que Jensen fazia, zangado.

- Então minha tentativa valeu a pena?

- Tudo em você vale a pena! Agora você não se incomoda se eu atacar a caixa de bombons, não é?


Continua...

Recomeço está chegando ao final, acho que serão mais dois capítulos, ou talvez apenas um, ainda não sei.

Beijokas, e obrigada a quem está acompanhando!


Respondendo as reviews:

Alexia: Estava mesmo na hora do Jensen assumir, pelo menos para a sua família, não é? Concordo com você... Eta fogo de dar inveja! rsrs. Beijos!!

AmandA: Foi mesmo legal a família do Jen ter aceitado. Ah, se toda família fosse assim! Quanto a sociedade, infelizmente, sempre há preconceitos, não é? Beijokas!!

Srta Laila: Sim, foi muito bom que a família dele aceitou tudo numa boa, e como eu comentei acima, serão dois capítulos, ou talvez só um, só saberei quando escrevê-los. Ainda tem muita coisa pra contar. Beijos!!

Reviews? Eu adoro!!