Capítulo 17

Eu não podia acreditar no que ele havia me contado. Eu surtei no meio do quarto, taquei o telefone longe (sorte minha que não quebrou, pois Jasper o pegou a tempo e mandou Carlisle esperar) e mordi todas as almofadas possíveis. Depois de longos minutos me acalmando, eu ouvi o resto da historia de Carlisle.

"Carlisle fez um gesto quase imperceptível e bateu com toda a gentileza na cabeça de Charlie, apenas para desacorda-lo. Esme, que estava na cabana, ouviu a confusão e foi ao encontro de Carlisle, preocupada. Assim que viu que Charlie estava desacordado e que Jacob estava espumando de raiva.

Num movimento desesperado, Jacob tentou bater em Carlisle.

- Você é louco, Jacob? Você realmente quer que Charlie descubra nossos segredos? – Carlisle perguntou.

Jacob agora estava em movimento ela casa. Correndo, enlouquecendo.

Esme deu uma olhada para Carlisle e nem falou nada, aproveitou que a porta da sala ainda estava aberta, correu ate onde Jacob estava, agarrou-o e arrastou-o para fora da casa. Mesmo ele se debatendo, Esme levou-o ate uma parte mais afastada da casa.

- Você é um menino muito levado, Jacob. – Ela disse, puxando as orelhas de Jacob.

Jacob não pretendia revidar, ele gostava muito de Esme para isso, apesar dela ser uma vampira (se bem que Nessie era meio uma e ela a amava... Jacob era estranho!).

Com muita graciosidade, Esme começou a disciplinar Jacob. Ela o jogava para lá e para cá, falando coisas como quando se da bronca em uma criança. Carlisle se divertiu me contando tudo. Então, quando Jacob não agüentava mais, ele se transformou de volta, ficando realmente vermelho por Esme o ver pelado (Tudo bem, eu me diverti com essa parte. Só não quis demonstrar!). Ele voltou para a casa, se desculpou com Carlisle e depois levou Charlie embora, ainda desacordado, e colocou-o deitado na cama.

Esperou que Charlie acordasse e quando ele perguntou o que tinha acontecido, Jacob respondeu:

- O que aconteceu como, Charlie? Eu vim te chamar pra visitar papai e você dormiu no sofá?

- E essa dor de cabeça? – ele perguntou.

- Ah, - Jacob respondeu, tentando parecer envergonhado. – Foi que eu sem querer te derrubei no caminho, pela escada. Desculpa, eu não tive força o suficiente."

Bom, pelo menos nenhuma reação em cadeia para acabar com tudo. Ri um pouco da situação com Jasper depois que desliguei a ligação com Carlisle. E terminei o assunto a tempo das meninas voltarem.

Depois de colocar Renesmee para dormir, eu e Bella saímos para passear. Um passeio romântico que tanto precisávamos. Ela se vestiu com um vestido tomara-que-caia azul escuro, que tinha uma faixa na cintura que terminava com um laço atrás. Mas as costas eram quase nuas, tirando a faixa com o laço. A pele branca e fria de Bella reluzia com a luz do luar. Ela também usava uma gargantilha prateada, com detalhes em safira, combinando com a sandália de salto alto prateada que Alice tinha comprado para ela no shopping.

Ela arrancava cada um dos suspiros, ela arrastava cada um dos olhares por onde passava. Desde o elevador até o saguão do hotel, desde o curioso olhar do vallet do estacionamento até o olhar embasbacado da recepcionista do resort onde fomos conhecer. Em uma de nossas identidades novas tinha escrito que tínhamos 18 anos, e tinha sido essa a escolhida para viajarmos para a África do Sul, já que precisaríamos ter menos um pouco quando fossemos desempenhar nossos papéis no Reino Unido.

No resort, escolhido por Alice para ser nossa destinação hoje, tinha varias formas de diversão, como: mesas de carteado, sinucas, passeios em balsas, piscinas em quartos particulares, entre outras. Ficamos um pouco de tempo na roleta, com Bella jogando os dados. Como ela nunca tinha tido uma noite de Las Vegas, ela se divertia muito. Passado um tempinho, fomos para a mesa de pôquer. E, é claro que não havia uma alma naquele recinto que ganhasse de mim já que eu via o que cada um tinha na mão. Bella num primeiro momento achava que roubar era errado, mas quando ela começou a ver a cara de espanto de cada um dos jogadores renomados que havia la, perdendo pra um garoto de 18 anos, ela começou a gostar e a se divertir comigo.

Depois de um tempo, fomos andar de balsa. Eu paguei um pouco mais para o cara que trabalhava na balsa me deixar sozinho com Bella. Aliás, um pouco mais, não. Muito mais. Porque ele não era autorizado a fazer isso, mas como ele viu a exasperação em dar um passeio sozinho com Bella e a quantidade de dólares que eu tinha deixado em seu bolso do paletó, ele não pensou duas vezes. Eu tinha acabado de dar o natal de três anos pras crianças dele no meu suborno.

Eu sempre havia sido um exímio navegador. Comecei a levar a balsa, rumo ao mar aberto. Não era perigoso para nós. Éramos vampiros. Então fomos conversando, rindo, nos divertindo mesmo. Quando chegamos a alto-mar, descobrimos que não era um mar revolto que circundava aquele lugar. Estava tudo muito calmo. Nos abraçamos e eu comecei a cantarolar a canção de ninar da Bella. Estávamos dançando, bochecha com bochecha, coração com coração. Sentia falta do coração pulsante de Bella, mas me contentava com o de Renesmee para escutar.

Me inclinei para beijar Bella, quando de repente o barco virou e a gente caiu na água. Mesmo não tendo ondas.

- Jacob, o que você esta fazendo aqui? – eu perguntei, me dando conta do que havia mandado a minha noite por água abaixo.