Episódio 11- "Flores de Papel"

Sinopse: Jack, Sawyer e Ana-Lucia enfrentam as desastrosas conseqüências do estranho vazamento de gás na Vila dos Outros, em busca de seus amigos perdidos. Kate resolve não esperar mais e parte com Desmond atrás de Jack. Uma pessoa misteriosa aparece no acampamento dos sobreviventes trazendo uma pista sobre o paradeiro da filha de Cassidy.

Censura: M.

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"Eu estou acordado?" Foi a primeira pergunta que Jin fez a si mesmo quando abriu os olhos bem devagar e só conseguiu ver escuridão ao seu redor. Tentou se mexer, mas era como se seus ossos tivessem virado mingau.

Pronunciou várias palavras em seu idioma nativo que ecoaram pela escuridão. Fechou os olhos outra vez, mesmo que tivesse alguém perto dele, não entenderia o que ele estava querendo dizer. Seu idioma era totalmente inútil naquela ilha, assim como ele mesmo, era como se sentia, um inútil!

(Flashback)

Ela era a garota mais linda que Jin já vira em toda a sua vida. Seu melhor amigo estava certo quando disse que o amor surgiria para ele através da cor laranja. Foram só seus olhos se voltarem para uma bela garota de vestido laranja, que no instante seguinte ele topava de frente com o amor de sua vida.

Sun não era igual à garota de vestido laranja, era incrivelmente mais bonita, com seu sorriso espontâneo, o olhar meio e o jeito doce de falar que o deixavam sem fôlego. Depois de trombar com ela na rua e sentindo-se muito embaraçado quando lhe devolveu sua delicada bolsa branca que caíra aos pés dele, ela o convidou para um chá e foi assim que tudo começou.

Durante o chá, depois das apresentações formais, a bela moça indagara o que Jin fazia. Ele ficou enrolando para dar a resposta o máximo que pôde, até que admitiu que estava desempregado, mas buscando boas oportunidades de empregos. Sun gostou da coragem de Jin em dizer a ela a verdade, pois era muito raro uma garota aceitar ser 

cortejada por um homem desempregado e de classe inferior como o pobre Jin aparentava ser. Mesmo assim, Sun gostou dele, era algo impossível de se explicar.

Não fazia nem uma hora ela havia deixado um dos restaurantes mais chiques da cidade sentindo-se rejeitada por um homem por quem achou estar se apaixonando. Mas Sun, no entanto, estava enganada, não conhecia Jin ainda por isso foi uma tola em ficar triste por um homem que de fato não a atraía, não como Jin.

Sun falava sem parar durante o chá, e Jin ficou a maior parte do tempo calado, não sabia o que dizer diante de tanta inteligência, graça e formosura. Era preferível ficar calado e ouvir o anjo tecer conversas a respeito de todos os assuntos possíveis.

Mas chegou o momento em que as palavras se perderam. Isso foi depois que eles deixaram a casa de chá no bairro nobre da cidade. Jin estava com vergonha por Sun ter pagado o consumo dele na casa de chá, mas Sun assegurara que ele não devia se envergonhar pois fora ela quem o convidara. E dizendo isso, ela enroscou seu braço no dele, e o toque de pele com pele foi elétrico para ambos. Jin sentiu o coração bater mais rápido, a respiração ficar difícil.

Estavam em um parque público, mas era fim de tarde e não havia ninguém. A Coréia no outono parecia adquirir novo brilho com as folhas secas caindo ao vento. Pararam embaixo de uma árvore frondosa. Jin olhou para Sun e Sun olhou para Jin. Nada precisou ser dito. Os rostos se aproximaram ansiosos, e quando estavam a milímetros de distância, ambos podiam jurar ouvir ao seu redor o tilintar de sinos. Beijaram-se, um leve roçar de lábios que os marcou para a vida inteira.

Jin queria dar algo a Sun, mas não tinha nada de valor que pudesse oferecer a ela, por isso, tirou uma folha de papel do bolso, um recibo amassado do último pagamento do seu seguro-desemprego. Dobrou essa folha em várias partes transformando-a em uma delicada flor e deu-a para Sun. Naquele momento, tudo o que Sun pensou foi que jamais ganhara presente melhor.

(Fim do flashback)

- Dudes!- a voz de Hurley soou temerosa na floresta.

Seus companheiros de caçada ergueram as cabeças, tão temerosos quanto Hurley. Desde que a estranha luz tinha surgido do nada, quase cegando-os, o grupo se encolheu junto às árvores tentando entender o que havia acontecido, mas nada acontecera com eles de fato.

- Pessoal, o que era aquela coisa?- questionou Dionna, ainda sentindo calafrios de medo.



- Não tenho a menor idéia.- respondeu Steve.

- Será uma versão avançada daquela coisa barulhenta que nos persegue desde que chegamos aqui?- indagou Andrew.

- Andrew nós nunca fomos perseguidos por aquela coisa.- disse Amanda.

- È, mas o Philip me contou que...- emendou Andrew.

- Pelo menos estamos vivos.- afirmou Paulo.

Um barulho de mato farfalhando cortou a conversa deles.

- Dessa vez tem que ser o porco.- cochichou Hurley.

- Ai, meu Deus? E se não for? E se for àquela coisa que tanto falam? Seremos devorados.- falou Dionna, nervosa.

- Shiiiiii!- Paulo pediu silêncio e logo a curiosidade deles acabou ao ver o que saiu de dentro da mata.

- Vincent!- exclamou Hurley. – Está fazendo o quê aqui, dude? O Walt deve estar louco atrás de você.

Mas Vicent latiu duas vezes na direção de onde tinha vindo e Walt surgiu logo atrás dele, arfando, com uma mochila nas costas e uma faca que tinha roubado das coisas de Locke.

- Walt, o que você está fazendo aqui?- indagou Amanda.

- Ué, eu vim me juntar a vocês na caçada! O meu pai foi com o Jack atrás do Sawyer, e eu não quis ficar me sentindo um inútil no acampamento.

- Pois fez muito mau garoto!- ralhou Andrew.

- Como nos achou?- perguntou Steve.

- Ah, foi o Vincent, ele é capaz de seguir qualquer rastro!

Paulo balançou a cabeça negativamente:

- Era só o que faltava! Luzes alienígenas, porcos inteligentes e um garoto de 8 anos.

- Hey, eu vou fazer doze anos.

- Que seja!- replicou Paulo.

- Dudes, o garoto já tá aqui e a gente não pode fazer mais nada quanto a isso. Vamo continuar procurando o porco, não podemos voltar pra casa de mãos vazias. Ou voltamos com um porco bem gordo nas costas ou eu não me chamo mais Hugo Reys!

- Então é bom ir logo pensando em outro nome!- gracejou Steve.

- Ah, cala boca!- reclamou Dionna dando um tapinha no ombro dele.

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- Kate, nós temos que voltar!- disse Desmond andando atrás dela na floresta densa, os raios solares penetrando aos pouquinhos através das copas das árvores.

- Eu não vou voltar sem trazer o Jack de volta! Você disse que viu a morte, então o Jack deve estar correndo perigo!- falou ela, determinada cortando alguns galhos que se colocavam à sua frente com uma faca. Depois que Desmond afirmara ter tido uma visão sobre pessoas mortas, o coração de Kate ficou apreensivo. Precisava encontrar Jack, por isso pediu à Rose que cuidasse de Lilly, arrumou sua mochila e se embrenhou na floresta. Desmond foi atrás dela, disposto a fazê-la desistir daquela loucura.

- Kate, o Jack ficaria louco se soubesse que está se embrenhando sozinha na mata por causa dele!

- Isso se ele estiver vivo, Desmond! Porque segundo a sua namorada você tem premonições, não foi por isso que salvou a vida do Charlie?

- Aline te disse bobagens, não tenho premonições coisa nenhuma!

Kate parou diante dele.

- E por que disse que viu a morte diante de seus olhos?

- Foi só uma impressão.- respondeu ele.

- Impressão ou premonição, tanto faz! Eu vou atrás do Jack e só volto pro acampamento com ele.

- Sendo assim, irei com você, não vou deixá-la se aventurar na floresta sozinha.

Kate concordou e eles seguiram adiante.

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Uma dor lancinante no peito fez com que Ana-Lucia puxasse com força todo o ar que pôde para dentro de seus pulmões, seguido de um suspiro audível e desesperador.

- Isso, muito bem!- disse uma voz masculina familiar que lhe acariciou o rosto.

Ana piscou os olhos e os abriu bem devagar. Viu Jack debruçado sobre ela e um novo temor oprimiu-lhe o peito. Percebendo a dúvida no semblante dela, Jack tratou de acalmá-la.

- Hey, fica calma, Sawyer e seu filho estão bem.

Ele se afastou de cima dela e Ana pôde ver Sawyer em pé, observando-a com preocupação enquanto segurava James no colo. O menino estava quietinho chupando o dedo, com a cabecinha aconchegada ao peito do pai.

- Sawyer...- ela murmurou e ele sorriu.

- È, meu bem! Parece que estamos vivos!

Jack ajudou Ana-Lucia a se levantar do chão.



- Ao contrário de todas essas pessoas.- afirmou o médico, abismado diante de tantas pessoas mortas ao redor deles.

- O que aconteceu aqui?- indagou Ana-Lucia, horrorizada, abraçando Sawyer e seu filho.

- Eu não sei, mas vamos tentar descobrir.- disse Jack.

O cenário a volta deles era grotesco, desumano. Ana-Lucia começou a ter lembranças confusas dela mexendo em corpos, segurando um walk-talk enquanto uma luz vermelha a cegava. Apreensiva, ela sentou-se em um banco de madeira no meio da praça da Vila diante de um homem e uma mulher mortas. O jardineiro e sua esposa. Virou o rosto, evitando olhar para aquela cena terrível acalentando James junto ao peito.

Jack e Sawyer começaram a olhar tudo ali perto, vasculhando as casas em busca de Michael, Jin, Sayid, Eko, e Juliet. Não procuravam por Locke porque Ana contara a eles sobre o que acontecera no quarto de Ben, duas noites atrás.

Cerca de meia hora depois eles retornaram e Ana-Lucia ainda estava no mesmo lugar, parada. James começou a chorar de fome.

- Hey chica, você está bem?- perguntou Sawyer, atencioso, tocando o cabelo dela.

Ana não respondeu, sua mente estava uma grande confusão naquele momento. Beijou a cabecinha do filho que continuava chorando.

- Ana?- Sawyer chamou novamente.

- O James está com fome.- ela disse por fim.

- Quer que eu procure algo pra ele comer? Talvez possamos colocar suco na mamadeira dele...

Ana balançou a cabeça negativamente.

- Eu posso amamentá-lo por enquanto. Depois podemos procurar outra coisa para complementar, como uma fruta.

Sawyer assentiu e disse a Jack, que mantinha o semblante muito preocupado olhando por toda a Vila em busca de seus amigos.

- Doutor, será que é seguro levar a Ana para alguma dessas casas para que ela possa cuidar do James?

- Sim.- Jack respondeu com o pensamento distante. – Vamos!

Eles seguiram para uma das casas onde não havia cadáveres. Jack foi para a cozinha procurar algo para eles comerem e Ana-Lucia sentou-se com o bebê no sofá, com Sawyer ao seu lado. Desabotoou a blusa e expôs o seio para que o filho se alimentasse.



O menino acariciou o seio da mãe e começou a mamar tranqüilo. Sawyer sorriu.

- Eu me lembro que da última vez em que estivemos nós três juntos assim foi dentro de uma jaula. Quando aqueles malditos capturaram a gente.

A cena passou pela mente de Ana como um flash, aos poucos ela começava a se lembrar de tudo.

- Sim, eu me lembro...me lembro...- ela murmurou e Sawyer a abraçou.

- Mas agora nós estamos juntos de novo e ninguém vai nos separar.

Eles se beijaram e James não se importou, estava mais interessado em mamar. Jack voltou à sala e pigarreou ao vê-los se beijando com tanta vontade.

- Vocês querem comer? Tem comida na cozinha que podemos preparar, macarrão, bacon e ovos.

- Parece bom!- disse Ana-Lucia.

Jack observou o bebê mamando vigorosamente e sorriu.

- Ele estava mesmo com fome!

Ana-Lucia sorriu.

Sawyer pegou uma fralda de dentro da bolsa onde estavam as coisas de James e cobriu o seio exposto de Ana, com ciúmes de Jack. O médico sorriu com a atitude infantil de Sawyer, afinal não havia motivos para isso, mesmo assim resolveu deixá-los a sós.

- Estarei na cozinha.

- Assim que James Jr. estiver de barriga cheia nós iremos comer com você, doutor.- disse Sawyer.

Quando Jack saiu da sala, Sawyer se ajeitou melhor no sofá para aconchegar Ana em cima dele. Mas antes que ela deitasse, disse:

- Espera, tenho que colocá-lo para mamar do outro lado.

- Do outro lado?- Sawyer questionou.

- Sim.- respondeu Ana com naturalidade, aconchegando James no outro seio. – Tem que haver um equilíbrio para nunca faltar leite para ele.

- Eu não sabia que funcionava assim, pensava que era tipo tanto faz, qualquer um dos dois...- Sawyer falava um pouco embaraçado. – Acho que não sei muito sobre bebês...

Ana riu: - Tudo bem, eu também não sabia nada, aprendi com a prática e você vai ter tempo para aprender, afinal vai me ajudar a cuidar dele quando voltarmos para o acampamento.- e dizendo isso ela recostou o corpo confortavelmente em Sawyer, sendo acolhida junto com o filho em seus braços.



Na cozinha, Jack preparou a comida. Enquanto fazia isso, viu um pote de achocolatado em pó na prateleira. Sorriu, Kate era louca por chocolate, ele sabia. Resolveu que guardaria o pote para levar para ela. Mas ao pensar nisso, lembrou-se de como seria quando retornassem ao acampamento sem os outros. Não queria nem pensar no olhar de Shannon quando não visse Sayid retornando com eles, ou Walt sem o pai, ou Sun sem o marido. Seria terrível? Onde estavam seus amigos e o que de fato acontecera naquele lugar para matar todas aquelas pessoas?

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Kate caminhava sem parar pela floresta com Desmond em seus calcanhares. O sol já estava alto no céu e a temperatura muito quente. Deveria ser por volta de meio-dia. Arfando, Desmond disse a ela:

- Hey, Kate! Vamos parar um pouco, descansar, comer e beber alguma coisa, o que acha?

Kate parou também, assim como ele estava cansada, mas precisava continuar e encontrar Jack.

- Vamos caminhar mais um pouco e aí paramos.- respondeu ela, resignada.

- Por favor, não agüento dar mais nenhum passo...

- Está bem, mas só uns dez minutos, ok?

Desmond assentiu e eles se sentaram embaixo de algumas árvores. Comeram um pouco do suprimento que haviam trazido e beberam água. Saciado, Desmond pediu licença para usar o banheiro e deixou Kate a sós. Ela ficou quieta, pensando no quanto precisava ver Jack o mais rápido possível e saber se ele estava bem. De repente, sentiu que sua blusa ficava encharcada e grudenta. Suspirou, seu leite estava transbordando porque já fazia horas que amamentara Lilly e sentiu-se culpada por deixá-la. Sabia que Rose cuidaria bem dela em sua ausência, mas sentia-se uma péssima mãe mesmo assim.

- Ah Jack, onde você está?- gritou com raiva, tentando absorver o fluxo de leite com um pano. Seu grito ecoou pela floresta silenciosa. – Nós temos que voltar para nossa filhinha.- disse isso num tom mais baixo e resolveu que já era hora de continuarem a caminhada. – Desmond!- gritou.

Mas o escocês não respondeu.

- Desmond!- ela chamou novamente e nada.

Pegou suas coisas e resolveu procurá-lo, não podiam se atrasar mais.

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- Aqui irmã, por favor me ajude!!- a voz de Desmond acrescida do inconfundível sotaque escocês ecoou na mata e chamou a atenção de Kate.

Ela apurou os ouvidos e seguiu na direção da voz. Seus olhos se alargaram quando finalmente o encontrou. Desmond estava atolado em uma enorme poça de areia movediça com a lama cobrindo seu corpo rapidamente.

- Eu tentei segurar em um galho.- disse ele. – Mas não era forte o bastante.

Kate franziu o cenho, nunca tinha visto areia movediça na ilha antes. Aquele lugar era cheio de surpresas. Olhou ao seu redor procurando algo para ajudá-lo e encontrou um cipó um pouco mais grosso que os outros.

- Agüenta firme, Desmond!- ela disse quando jogou o cipó para ele. Desmond se agarrou à corda improvisada e fez força para ser puxado para cima. Kate segurou na outra ponta e tentou puxá-lo, mas ele era muito pesado e a tarefa seria difícil.

- Oh Deus, eu tenho que tirar você daí!- ela dizia enquanto fazia força para puxá-lo. Mas a areia estava cobrindo Desmond mais rápido do que ela conseguia puxá-lo da lama.

O escocês estava vendo a hora de afundar para sempre, porém de repente teve uma estranha visão. Ouvia Kate gritar tentando puxá-lo, como se ela estivesse brincando de cabo de guerra com a natureza, mas ao mesmo tempo, viu a si mesmo nadando em mar aberto, tentando chegar a um buraco no que parecia ser uma espécie de barco e onde estava o ar de que ele precisava para respirar.

- Não vou morrer agora, não vou morrer agora...- começou a murmurar com uma certeza que não sabia da onde vinha.

Kate gritava e fazia força, suas mãos já estavam sangrando de tanto esforço que ela fazia para puxá-lo quando sentiu que alguém mais forte fazia força junto com ela e alguns segundos depois, Desmond estava a salvo coberto de lama da cabeça aos pés prostrado ao chão. Kate caiu no chão também e examinou as mãos ensangüentadas antes de olhar para a pessoa que a ajudara a salvar Desmond.

- Eko?- ela indagou, o coração disparou naquele momento. – Oh meu Deus, onde está o Jack? Me diga onde está o Jack!

- Eu não sei.- respondeu o nigeriano meio desnorteado.



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Sun lavava algumas peças de roupa em uma tina em frente à sua casa de bambu. Jung brincava com Zack e Emma. As crianças faziam gracinhas para o bebê que gargalhava.

- Cadê o Jung? Cadê o bebê?- indagava Emma.

Zack cobria o rostinho de Jung com um pano e quando tirava dizendo, "Achou!", o menino ria.

Sun sorriu ao ver as crianças brincando, mas seu coração estava apertado. Já fazia quase três dias que Jin havia partido para a floresta com Jack e os outros, e ela se sentia como da vez em que ele resolvera partir na jangada, sem ela. Jurou que não deixaria ele sair de perto dela outra vez, mas pelo jeito falhara. Não importava o quanto Jin fosse um homem difícil e intragável ás vezes, Sun o amava mais do que tudo, ele era o seu homem, o homem que escolhera para viver ao seu lado pela eternidade. O traíra uma vez, era verdade, mas só porque sua cabeça estava confusa, seu coração jamais estivera.

(Flashback)

- Nervosa?- Jin indagou a Sun, carinhoso, beijando o ombro parcialmente nu dela.

- Não.- ela balançou a cabeça, timidamente, sorrindo.

- Deveríamos esperar até o casamento.- disse ele, se afastando dela. – Seria o certo.

Sun balançou a cabeça negativamente.

- Não querido, apenas apague a luz. Por que esperar se já pertenço a você?

Jin sorriu e desligou o único abajur que havia aceso no modesto quarto de hotel. Acariciou os longos cabelos de Sun e sussurrou em seu ouvido: - Seu cabelo é tão bonito, eu sonhava vê-lo caindo sobre o seu corpo nu.

- Você sonhou comigo?- Sun indagou.

- Muitas vezes.- Jin respondeu.

- E o que você sonhou?

- Vou lhe mostrar.



Ele despiu lentamente a camisola imaculadamente branca dela e a deitou delicadamente na cama. Sun sentiu a pele queimar sob o fogo do olhar dele. Ele a beijou até Sun sentir os joelhos fraquejarem. Jin despiu-se também e deitou-se sobre ela. Os corpos se tocaram. Ele queria sentir a sensação do corpo delicado e nu junto ao seu.

- Jin...- as mãos dele tocavam os seios dela enquanto Sun se mexia inquietamente na cama.

- Você tem um cheiro bom, Sun.- disse ele, beijando-lhe os seios antes de tomar um dos mamilos em sua boca.

Sun quase caiu da cama, jamais tinha sentido nada parecido em sua vida.

- Jin...- ela repetiu, agarrando-lhe a cabeça e pressionando o rosto dele em seu seio. – Não pare!

- Não vou parar meu amor!

Sun movimentou os quadris e Jin não resistiu à tentação de deslizar a mão até tocar os pêlos macios que protegiam o centro da feminilidade dela. Ela gemeu. Os dedos dele tocavam, acariciavam a cavidade íntima e úmida. Uma onda de intenso prazer arrebatou-lhe o coração.

- Jin, eu quero você, quero ser sua...- Sun pediu entre os gemidos.

Ele beijou-lhe o seio e levantou-se. Sun ficou observando fascinada enquanto ele se despia, seu futuro marido era muito bonito. Voltando à cama, posicionou-se entre as pernas dela.

- Eu te amo Sun...- disse ele antes de começar a possuí-la.

Sun sentiu dor, mas não era maior que o prazer que sentia em estar fazendo amor com Jin, tudo era perfeito, sua vida seria perfeita, era tudo o que ela pensava.

- Prometa-me que seremos felizes não importa o que aconteça.- pediu Sun quando tudo acabou.

- Eu prometo.- respondeu Jin beijando-a ternamente nos lábios.

(Fim do Flashback)



- Sun! Sun!- gritava Emma assustada com o bebê Jung no colo apontando para a entrada da floresta. Zack ao lado da irmã também parecia assustado.

A coreana estava distraída com suas lembranças, mas ao ouvir os gritos de Emma colocou-se em estado de alerta.

- Entrem na casa, agora!- ela ordenou e as crianças entraram. Sun observou com atenção a entrada da floresta, viu um vulto se mexendo entre a folhagem das árvores, parecia segurar um objeto nas mãos. Entrou rapidamente na casa e armou-se com um rifle. Depois do terrível episódio que quase destruíra a comunidade dos sobreviventes, a maior parte das pessoas mantinha armas em casa e na ausência de Jin, Sun sabia como usar uma.

Não havia muitas pessoas próximas a ela, a maioria tinha saído para pescar para o almoço, pois o grupo de caçadores que partira há alguns dias ainda não havia retornado.

Shannon vinha caminhando rapidamente pela areia quente da praia rumo à casa de Sun, ainda não tinha notado o rifle nas mãos dela quando indagou:

- Sun, você viu o Walt? Não consigo encontrar o garoto e o Michael me pediu pra ficar de olho nele, aposto que deve ter se metido na floresta com o Vincent e...- ela parou de falar quando Sun fez um gesto com o dedo indicador pedindo silêncio.

Ela olhou para dentro da casa da coreana e viu os rostinhos assustados das crianças.

- O que está acontecendo?

Sun mirou entre as árvores. Cassidy se aproximou naquele momento, tinha visto de longe Sun segurando o rifle.

- Está vendo algum animal que poderíamos comer?- indagou a mulher, faminta, não estava acostumada à vida na ilha e sentia muita falta do conforto da civilização.

Mas Sun nada respondeu, atirou certeira, um grito de dor foi ouvido e as três mulheres correram para a floresta. O tiro chamou a atenção das outras pessoas, Charlie, Craig e Neil também correram para o local.

- Isso é sangue, Sun, você acertou alguém!- exclamou Shannon com a voz esganiçada de medo, imaginando se não seria Sayid que tinha voltado e estava ferido tentando chegar ao acampamento. – E se foi algum dos nossos?

- Não era.- Sun respondeu com convicção seguindo o rastro de sangue com os olhos.



Havia algo no chão. Charlie pegou o objeto, era uma boneca loira. Cassidy arregalou os olhos e sentiu falta de ar.

- È a Missy.

- Missy?- indagou Neil.

- A boneca da Clementine, da minha filha.

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- Isso é a melhor coisa que eu já comi, doutor!- elogiou Sawyer devorando uma generosa porção de macarrão. Ana-Lucia comia avidamente também. – Por que tem escondido o jogo sobre suas habilidades culinárias todo esse tempo?

Jack riu.

- Eu aprendi a cozinhar na marra, depois que eu me separei tinha que fazer meu próprio jantar, e enjoei de comida chinesa todos os dias.

- Então você já foi casado?- indagou Sawyer bebendo um gole de suco de uva artificial que Jack também tinha preparado. – Por que se separou? Você sempre me pareceu o tipo do cara "Querida cheguei"!

- Na verdade, foi ela quem me deixou.- Jack limitou-se a responder, terminando sua porção de macarronada.

Ana-Lucia também deu sua última garfada.

- Eu também fui casada uma vez.- disse espontaneamente, suas lembranças estavam voltando com força total. – Mas ele me deixou.

- Você nunca me contou isso.- falou Sawyer acariciando a mão dela.

Mas antes que Ana-Lucia pudesse dizer qualquer coisa eles ouviram gritos do lado de fora da casa, palavras ininteligíveis entrecortadas por frases soltas em inglês.

- Help me, guys, help me...

- O que foi isso?- indagou Ana-Lucia.

- È o Jin!- exclamou Sawyer. – Conheço esse sotaque made in corean em qualquer lugar.

Jack sorriu, porque Sawyer estava certo. Ficou feliz em saber que pelo menos um de seus amigos estava vivo, faltava apenas encontrar os outros. Sawyer saiu correndo para fora da casa e Jack e Ana o seguiram.



Jin corria de um lado para o outro buscando ajuda e sorriu ao ver Sawyer, Jack e Ana.

- Jimbo!- gritou Sawyer indo abraçar o amigo.

- Sawyer!- exclamou Jin abraçando Sawyer de volta. – He-llo, my fri-end!

- Olha só, a fumaça do gás fez até bem pra ele, já tá falando inglês.- gracejou Sawyer.

- Jin, onde estão os outros? Michael, Eko, Sayid...

Jin deu de ombros e falou algumas coisas, o grupo entendeu que ele não tinha encontrado ninguém.

- Estou preocupado.- disse Jack. – Não conseguimos encontrar nem mesmo Juliet, que viveu tanto tempo neste lugar...me pergunto se ela ainda está viva.

- Quem é Juliet?- perguntou Ana-Lucia.

- Uma das responsáveis por estarmos nessa enrascada.- respondeu Sawyer.

- Isso não é verdade.- respondeu Jack. – Juliet nos ajudou a fugir na outra ilha e nos trouxe até aqui para resgatá-los.

- Doutor, e se tudo não passou de um plano sórdido desde o começo? Ela sabia que Ana estava aqui esse tempo todo e nunca me disse.

- Será que sabia mesmo?- rebateu Jack.

- Nós precisamos ir.- disse Ana-Lucia interrompendo a discussão dos dois. – Não quero mais ficar aqui nesse lugar horrível!

Jack assentiu.

- Continuaremos procurando nossos amigos ao longo do caminho.

- Eu vou buscar o James.- disse Ana, entrando na casa.

Sawyer, Jack e Jin também entraram. Dirigiram-se à cozinha e começaram a pegar coisas úteis que pudessem levar para o acampamento. Ana-Lucia tinha deixado James dormindo em uma cama no quarto da casa, tinha cercado a cama de travesseiros para que o bebê não rolasse e caísse. Pegou James nos braços cobrindo-o com uma manta e o menino despertou de súbito fazendo cara de choro.

- È a mamãe James, shiiii, não chore! Não chore! È a mamãe!- ela o sacudiu nos braços e Sawyer entrou no quarto dizendo:

- Lucy, estamos prontos para partir!

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Sayid acordou com a cabeça girando. Tentou mexer o braço, mas estava preso em alguma coisa. Puxou com força e se deparou com um par de olhos verdes assustados.



- Mas o quê diabos está acontecendo?- indagou ao perceber que estava algemado ao corpo de Juliet, ambos deitados na relva da floresta.

- Pare com isso!- bradou Juliet quando Sayid deu mais um puxão no braço dela, na tentativa inútil de se soltar das algemas que os prendiam. Você está machucando o meu braço!

Sayid parou de fazer força e indagou muito sério a ela:

- Onde está a chave?

- Eu não tenho a chave.- Juliet respondeu no mesmo tom. – Acha que se eu tivesse a chave estaria aqui presa com você? De jeito nenhum Sayid, você não é a minha pessoa favorita nessa ilha.

Ele bufou e ficou em silêncio por alguns minutos, olhando ao seu redor tentando ter alguma idéia de onde estavam, mas a paisagem parecia irritantemente igual a tantas outras daquela ilha, árvores, mato e lama.

- Temos que sair daqui ou seremos presas fáceis para algum javali ou outro animal selvagem!- ele começou a se erguer e Juliet o acompanhou, dizendo:

- Como se o meu bem-estar fosse importante pra você!

- Eu não dou a mínima pro seu bem-estar.- respondeu Sayid. – Estou preocupado é com o meu!

Sayid deu um passo a frente, o que o fez com que Juliet quase caísse em cima dele.

- Cuidado!- ela reclamou.

- Então mexa-se!- precisamos encontrar os outros, quando retornarmos à praia mandarei o Sr. Eko destruir a corrente dessas algemas com um machado.

- Mal posso esperar!- disse Juliet, malcriada.

Sayid deu outro passo, ela queixou-se novamente.

- O que foi dessa vez, mulher?- ele indagou.

- Acho que devíamos ir para o sul se quisermos chegar logo à praia.

- Pois eu acho que devíamos retornar ao leste e encontrar meus amigos.

- Eles já devem estar a caminho da praia, seria perda de tempo voltarmos para a Vila...

- Cale a boca! Nós iremos para o leste!- ele deu um puxão no braço dela.

- Cale a boca você! Nós iremos para o sul!- rebateu Juliet.

Mas Sayid não se importou e saiu praticamente arrastando-a em direção ao leste. Juliet não teve outra escolha senão segui-lo, ou então ficaria sem braço, as algemas estavam muito apertadas.



Caminharam em silêncio pela floresta durante alguns minutos até que Juliet o surpreendeu com uma pergunta inesperada:

- O que sentiu quando caiu nessa ilha e se deu conta de que nunca mais veria Nádia outra vez?

Ele parou de andar e fitou-a com uma expressão indecifrável antes de responder:

- Acha que vai conquistar minha confiança com essa conversa? Só porque você e seus comparsas fuçaram cada pedacinho de nossas vidas antes de cairmos nessa ilha.

- Foi apenas uma pergunta, Sayid.- disse ela. – Perguntei por que quando me dei conta de que vim para esta ilha à toa, que não faria nenhuma diferença aqui para ninguém e quis retornar para os meus filhos e me disseram que eu não podia foi como se um buraco negro tivesse se aberto sobre a minha cabeça.

Sayid continuou andando sem dizer nada e Juliet o acompanhou novamente. Após alguns minutos foi ela quem se surpreendeu quando Sayid finalmente respondeu sua pergunta.

- Eu me senti um grande tolo, nadando contra a maré porque fiz coisas de que não me orgulho para rever Nádia outra vez.- depois de dizer isso, ele não disse mais nada e eles continuaram o caminho em silêncio.

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- Tá legal Steve, é a sua vez de carregar o porco!- reclamou Andrew com o enorme animal morto nas costas, o sangue da carne dele escorrendo por seu corpo o que fazia Amanda enojar o próprio marido.

- Ah não, eu não vou carregar esse bicho até o acampamento!- disse Steve, fazendo careta.

Andrew pôs o porco no chão e disse:

- Òtimo, vamos deixar o bicho aqui e a comunidade irá passar fome! Logo estaremos comendo uns aos outros no sentido literal da palavra.

- Me dá aqui que eu levo! Já estamos muito perto do acampamento mesmo!- falou Hurley levantando o bicho morto com dificuldade.

- Deixa que eu te ajudo, Hurley.- ofereceu-se Walt com Vincent em seus calcanhares.

- Hey, se vocês não tiverem cuidado, o Vincent vai comer o porco antes de chegarmos ao acampamento.- afirmou Dionna. – Então teremos que assar o cachorro para matar a fome!



Paulo fez cara de nojo ao imaginar Vincent sendo assado em uma fogueira. Hurley também torceu o nariz diante da idéia, finalmente conseguindo colocar o porco pesado nas costas.

- Credo gente, vamos parar com esse enredo macabro, o estilo Sweeney Todd nunca fez a minha cabeça. Estaremos no acampamento em vinte minutos e...- o barulho de um tiro assustou a todos.

Amanda jogou-se no chão puxando Andrew consigo, os demais também se abaixaram, inclusive Hurley que usou o porco como um escudo de defesa.

- Quem está aí?- indagou ele, preocupado.

Outro tiro, as mulheres gritaram histéricas.

- Calem-se! Vão saber que estamos aqui!- reclamou Paulo.

Hurley tinha fechado os olhos e começou a abri-los devagar quando ouviu passos se aproximando. O grupo se encolheu, um perto do outro formando um círculo quando de repente Sun surgiu com Shannon, Cassidy, Charlie e Craig. A coreana segurava um rifle e parecia muito ameaçadora.

- Sun!- Hurley exclamou e ela abaixou a arma.

- Por que ia atirar na gente?- perguntou Dionna, histérica.

- Eu não ia atirar em vocês.- defendeu-se Sun.

- Walt, o que está fazendo aqui?- indagou Shannon, zangada. – Eu disse a você que não saísse de casa sem me avisar.

Walt ficou calado e refugiou-se atrás do cachorro.

- Tô vendo que conseguiram o porco!- falou Charlie, empolgado.

- É dude, mas não foi fácil não.- disse Hurley. – Aconteceu uma coisa estranha quando estávamos no meio da floresta. – Uma luz sinistra apareceu e depois desapareceu como um disco voador.

Cassidy alargou os olhos: - Vocês viram minha filha na floresta?

- Sua filha?- questionou Amanda.

- Em quem você queria atirar afinal, Sun?- perguntou Paulo.

- Eu vi alguém se escondendo entre as árvores.- respondeu ela.

- E foi logo atirando?- perguntou Steve.

- Ela está certa.- disse Andrew. – Poderia ser uma daquelas pessoas que atacou nosso acampamento cinco meses atrás, temos que ter muito cuidado. A pessoa fugiu?

- Eu o acertei, mas ele se embrenhou na mata.

- Nós achamos isso.- disse Charlie apontando para a boneca que Cassidy segurava.



- Missy.- ela mostrou. – A boneca da minha filha.

- Acha que a pessoa que Sun acertou está com sua filha?- indagou Paulo.

- Estava com a boneca dela.- Cassidy afirmou alarmada.

- Seja como for, enquanto ficamos parados aqui a pessoa fugiu.- disse Craig, que até aquele momento se mantivera calado.

- Não importa!- respondeu Sun. – Vimos o sangue, tenho certeza de que o acertei. Vamos voltar a praia e retornar com mais armas, ele não deve ter ido longe e se estiver com a filha de Cassidy nós o encontraremos.

O grupo então resolveu ir para a praia arrastando o porco consigo, agora Hurley tinha ajuda de Charlie e Craig para levá-lo. Quando eles se afastaram, Cassidy ainda permaneceu um tempo parada observando as árvores, sonhando em encontrar a filha de três anos. Foi Shannon quem retornou para buscá-la antes que o grupo estivesse muito longe.

- Cassidy, vamos!

- Eu sinto que a minha filha está perto!

- Se estiver, nós iremos achá-la.- disse Shannon. – Agora vamos!

Cassidy a seguiu com a esperança de que o grupo que retornasse encontrasse sua menina, que assim como ela tinha ido parar de um jeito completamente inexplicável naquela ilha.

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Jack estava desanimado, já estavam caminhando pela floresta há mais de quatro horas fazendo o caminho de volta para o acampamento e nada de encontrarem seus amigos perdidos. Teriam morrido junto com as pessoas da Vila vítimas do estranho vazamento de gás? Não queria nem pensar nisso, seria uma grande tragédia.

- Podemos parar um pouco?- indagou Ana-Lucia. – O James está com sede.

- Vamos parar uns quinze minutos.- concordou Jack jogando as duas mochilas pesadas que carregava no chão.

Sawyer sentou-se junto a uma árvore e puxou Ana-Lucia para junto dele. Ela colocou água na mamadeira do bebê e começou a dar para ele. Jin sentou-se perto deles e jogou um pouco de água no rosto, refrescando-se.

Ouviram de repente o barulho de mato sendo pisado. Jack colocou-se em estado de alerta e procurou instintivamente pela arma no bolso de trás da calça, mas a perdera durante o estranho ataque na casa de Benjamin Linus.



Os quatro se entreolharam, o barulho dos passos ficou mais alto. Sawyer abraçou Ana-Lucia e o filho, pronto a protegê-los com os próprios punhos. Jin armou-se com um pedaço de pau, mas relaxou ao ver a figura intimidante de Mr. Eko aparecer seguido por Kate e Desmond.

O coração de Jack bateu mais forte. Kate jogou sua mochila no chão e correu para os braços do médico.

- Jack! Jack!

Continua...