CAPÍTULO V – Estranhos prazeres

— Tem um cabelo muito bonito, senhora Black.

A porta se fechou atrás de Bella, isolando-a no interior da enorme biblioteca, com o eco sedutor e completo de Edward zumbindo em seus ouvidos.

Ninguém tinha jamais elogiado seu cabelo.

Timidamente passou a mão por sua cabeça descoberta e se deteve. Se tivesse o cabelo tão bonito, seu marido não estaria agora com outra mulher.

Maldito seja. Jacob não havia retornado para casa outra vez.

—Tenho um cabelo que não está na moda, Edward. — Corrigiu-o de maneira fria.

O abajur piscava sobre a enorme mesa de mogno e arrojava luzes e sombras sobre o rosto dele. Seu cabelo brilhava como raios de bronze.

— A beleza está no que olhe.

— Como o está a natureza meritória do homem.

Um sorriso apareceu nos cantos de sua boca. Assinalou a poltrona de couro vermelho.

— Por favor. Sente-se. Espero que tenha dormindo bem

Mantendo as costas erguidas e a cabeça no alto, Bella cruzou o tapete oriental. O atrito áspero do pesado vestido de lã contra as pontas de seus mamilos a irritava.

Se lembrava que tinha necessidades que não seriam bem vistas para nenhuma mulher de seu nível, mas as tinha e por conta delas estava exatamente ali, para ser ridicularizada por um homem que podia obter qualquer mulher do seu interesse, enquanto seu marido passava a noite com a mulher que ele desejava.

Acomodou-se na beirada da cadeira com a raiva à beira de explodir de seu corpo, pronta para reagir.

— Obrigado. Não foi difícil depois de ler o capítulo dois.

Edward inclinou a cabeça.

— E você não gostou do que o Sheik escreveu a "Respeito das mulheres que merecem ser elogiadas".

Não era uma pergunta.

— É obvio que sim. — Ela se acomodou na poltrona de forma desconfortável. - Depois de tudo, a moral do capítulo é o que toda mulher deseja ouvir.

Especialmente uma mulher que mostrava todos os indícios de ter perdido seu marido para as mãos de sua amante.

Edward serviu café numa pequena xícara enfeitada de azul. A fumaça subiu como uma cortina entre ambos. Acrescentou-lhe um pouco de água.

— E qual é?

Ela colocou a mão em sua bolsa para tirar suas anotações... E se deu conta de que estava esperando aquilo, canalizar a raiva que tinha guardado no dia anterior e que agora aflorava de novo.

Merecia mais de seu marido que um comentário superfino sobre a revogação das leis de enfermidades contagiosas. Depois de folhear várias páginas de notas, Bella encontrou a que estava procurando. "Um homem que se apaixona por uma mulher fica em perigo, e se expõe aos maiores infortúnios".

— Acaso não está de acordo com o Sheik, senhora Black?

— Você está, Sr. Cullen?

Ele ofereceu-lhe a xícara e o pires, tão correto naquela aprendizagem tão incorreta.

— Acredito que nada do que vale a pena possuir se obtém facilmente.

Não era a resposta que ela queria ouvir. Arrancou-lhe o pires de sua mão e levantou a xícara até seus lábios.

— Sopre, senhora Black.

Bella soprou. Uma vez.

Quase sem apreciar aquele líquido fervente, tomou dois goles.

— Qual sua opinião sobre o conselho do Sheik sobre as qualidades que fazem elogiável uma mulher?

Indiferente aos ditados dos bons costumes, Bella apoiou o pires sobre a mesa com tanta força, que o negro café derramou sobre a beirada da xícara. O rangido do papel encheu o salão enquanto dava voltas em suas notas.

"Para que uma mulher seja desejável para os homens, deve ter uma cintura perfeita e deve ser arredondada e luxuriosa. Seu cabelo será negro, sua testa larga e terá sobrancelhas negras, grandes olhos, com o branco imaculado dentro deles. Sua face, em formato oval perfeito. Terá um nariz elegante e uma boca graciosa. Os lábios e a língua vermelhos. Sua respiração será um hálito agradável e sua garganta larga, seu pescoço forte, seu seio e ventre amplos...".

Deixou as notas de um lado.

— Acredito, Sr. Cullen, que os homens árabes são muito diferentes dos homens ingleses nos atributos que desejam suas mulheres.

Os olhos verdes faiscavam de riso.

— Já chegamos a conclusão que a beleza está no que observa, senhora Black. Entretanto, não estava referindo a descrição que faz o Sheik dos atributos físicos de uma mulher.

Mais uma vez ela sentia a ira vindo diretamente da boca de seu estômago. Sua mãe a tratava com desdém. Seu marido com indiferença. Não ia tolerar o ridículo por parte de seu tutor, seu simples tutor.

— Devo imaginar então, que você está se referindo aos conceitos do Sheik, relativos a que uma mulher elogiável estranha faz, fala ou ri. Não têm amigas, não fala com ninguém e confia só em seu marido. Não toma nada de ninguém, exceto de seu marido e seus pais. Não tem defeitos a ocultar... Não tenta chamar a atenção. Faz o que seu marido deseja quando ele o deseja e sempre com um sorriso. Assiste-lhe seus assuntos políticos e sociais. O acalma em suas dificuldades para lhe fazer sua vida mais satisfatória embora isso requeira o sacrifício de seus próprios desejos. Jamais expressa nenhum tipo de emoção por temer que suas necessidades básicas e infantis causem rechaço.

Bella elevou o queixo, decidida a impedir que as lágrimas que apareciam em seus olhos, caíssem.

— Se referia a isso, Sr. Cullen?

Edward sustentava a xícara nas palmas de suas mãos e se balançava na cadeira.

— Você não opina que tal mulher é elogiável?

Os lábios de Bella se apertaram com fúria.

— Acredito que prefiro ser um homem meritório.

Ele contemplou-a durante segundos longos antes de responder.

— Isso é assim porque ainda não leu uma das prescrições para melhorar a natureza meritória do homem.

Bella não podia imaginar nada pior que a vida que acabava de descrever. Tinha passado quatorze anos sendo uma esposa elogiável, mantendo suas emoções escondidas, dedicando-se por completo a seu marido.

Talvez fizesse a vida mais agradável ao homem, mas não contribuía em nada para melhorar a vida de uma mulher.

— E como seria isso?

— Imagine lavar o membro de um homem em água morna até que se torne prazerosamente ereto... — Fez uma pausa, estudando seu rosto.

Bella manteve seu olhar. Nem em sonhos admitiria que jamais tinha imaginado lavar o membro de um homem, nem com água morna e nem fria. Além disso, era difícil imaginar um homem voltando prazerosamente ereto. Cada vez mais se convencia que sua relação com Jacob era algo mecânico demais.

—Agora imagine que pega um pedaço de couro suave e golpeia sobre o membro do homem.

A surpresa se desenhou no rosto de Bella, seguida pela dúvida.

Embora ela jamais tinha visto o membro ereto de outro homem, estava bastante segura de que era tão sensível como a intimidade de uma mulher.

—Seguindo a operação, o membro do homem levanta a cabeça, tremendo de paixão e esta operação deve ser repetida várias vezes para incrementar sua natureza meritória.

"O membro do homem levanta a cabeça, tremendo de paixão", faiscava no ar entre eles.

Uma onde de calor sacudiu o corpo de Bella.

— Um homem treme de paixão, Sr. Cullen?

Jacob parecia tão distante no dia anterior, tão acima dos desejos da carne, tão longe de um homem que poderia tremer, fosse pela paixão ou por qualquer outra emoção. Era uma fachada? Os homens projetavam as qualidades que acreditavam que as mulheres queriam ver neles?

Um homem treme de paixão? — Repetiu, pronunciando as palavras lenta e cuidadosamente, precisando saber, precisando ter esperança.

Ele se inclinou para diante na cadeira, com um agudo estalo da madeira devido à pressão.

Seu cabelo e seus olhos pareciam jogar labaredas à luz do abajur. —Quando se está sexualmente excitado... Sim, senhora Black. Um homem treme de paixão.

Instintivamente, ela olhou para suas mãos que ainda sustentavam a xícara. Eram grandes, musculosas e firmes como a pedra.

—Como uma mulher treme de paixão. —Sua voz era um arranhão escuro.

Bella retrocedeu. Definitivamente, aquela não era a voz com a qual um tutor deveria se dirigir a seu aluno.

Ele apertou seus dedos até que os nódulos ficaram brancos. De repente, levou a pequena xícara até os lábios e bebeu seu conteúdo de um gole. O brusco impacto da porcelana sobre a madeira ecoou por todo o lugar.

—Na Arábia, homens e mulheres desfrutam do tabaco. - Disse repentinamente. - Deseja fumar, senhora Black?

Fumar?

O que diriam os eleitores de seu marido se a vissem fumando? Pior seria fumando com Edward Cullen.

—Talvez em outro momento, Sr. Cullen. - Disse de maneira reservada.

A pele do rosto se esticou tensamente.

—Os homens se excitam com as palavras. Se você quer aprender como agradar a seu marido, possivelmente deva memorizar ou pelo menos tomar nota de alguns dos poemas de amor do " O Jardim Perfumado".

Era um desafio direto.

Os olhos cor chocolate de Bella se moveram, notando num ponto acima de sua cabeça.

"Cheio de vigor e de vida" —citou pausadamente.— "Perfura minha vagina e atua ali com uma atividade constante e esplendorosa. / Primeiro de diante para trás e logo depois da direita à esquerda; / agora entra profundamente com pressão vigorosa. / Agora esfrega a cabeça daquele sobre o orifício de minha vagina. / E acaricia minhas costas, meu ventre e meus flancos. / Beija minha face e novamente começa a sugar meus lábios". — Ela pousou seu olhar de novo em Edward. - Assim, Sr. Cullen?

Seus olhos prenderam nos de Bella.

—Exatamente assim.

Um fogo líquido se derramou sobre sua intimidade. Pôde sentir de repente, com a respiração entrecortada, o rítmico movimento de seus seios e a áspera carícia de sua regata de linho e o sutiã.

—No poema... Numa parte anterior, —disse com audácia, - o que significa que o membro de um homem tem a cabeça como um braseiro?

Os olhos verdes se semicerraram.

—Significa que está vermelho de desejo e está quente por uma mulher.

Bella sentiu como se o ar tivesse sido aspirado de seus pulmões.

—Um homem... Sente prazer quando uma mulher... O põe dentro dela?

]—"Quando me vê quente, vem rapidamente para mim." — Recitou ele, de maneira rouca—"Logo abre minhas coxas e beija meu ventre e põe seu instrumento em minha mão para fazê-lo golpear em minha porta".

Ele continuou, roucamente.

— Quando uma mulher envolve seus dedos ao redor do membro de um homem, toma a vida dele em sua mão. Pode machucá-lo... Ou pode lhe dar um êxtase indescritível. Quando o guia para sua entrada e empurra a cabeça do membro contra ela, há um momento de resistência, a possibilidade de incomodo, mas logo seu corpo se abre e o devora com uma quente acolhida e sim, senhora Black, sente prazer. Mais ainda, é um momento de fusão. Ao tomar o controle, a mulher demonstra a seu homem que o aceita pelo que é e por ser quem é. Ao ceder o controle, o homem diz a sua mulher que confia nela absolutamente.

"Um momento de fusão".

Jacob não a deixou de procurar totalmente nesses anos de casamento, mas principalmente depois que ficaram em quartos separados que tudo piorou ainda mais. Ele raramente a procurava e quando o fazia era algo tão sem prazer ou cuidado, apenas o ato de cumprir mais uma vez sua obrigação de marido.

Nunca a tocava de maneira excitante ou lhe dizia coisas sussurradas durante o ato. Sentia seu corpo em brasa só de ler tais poemas ou descrições, era tudo de outra época, mas ainda sim, conseguia ver sua vida sexual mais monótona que qualquer um desta época do livro.

De repente, ela voltou à cabeça para baixo, longe daqueles olhos hipnóticos e se prendeu entre suas notas.

Uma mulher não memorizava poesia erótica que a excitasse. Sexualmente. Edward deveria saber. Como sem dúvida sabia que as palavras seduziam uma mulher tanto como um homem.

Bella se envergonhou com o tom de discordância de cinismo em sua voz.

— Quanto tempo pode uma mulher agüenta com tranqüilidade a ausência de sexo, senhora Black?

O maço de folhas rangeu entre seus dedos duros.

Não poderia dizer isso em dias, meses ou anos, mas sabia como se sentia sozinha e como tinha calafrios de desejo muitas vezes que estava em seu quarto. Sabia que não adiantaria procurar por seu marido, pois ou não estaria ou não estaria disposto, por já ter gasto suas energias com a amante.

Por mais que não fosse expressar em tempo, sabia que isso era muito pior do que se fossem anos consecutivos sem sexo.

— Uma mulher não é como um homem. Não faz disso uma prioridade.

Um pedaço de lenha caiu na lareira, sublinhando sua mentira. As faíscas saltaram, o fogo cintilou.

Quanto tempo, senhora Black? — Ele repetiu sem lhe dar uma pausa, como se soubesse exatamente quanto tempo tinha passado da última vez que Jacob tinha freqüentado sua cama.

Endireitando os ombros, elevou a cabeça.

" O Jardim Perfumado" assegura que uma mulher bem nascida pode permanecer tranqüilamente celibatário durante seis meses.

Ela podia antecipar a seguinte pergunta que se formava em seus lábios: Quanto tempo faz que você não faz sexo com seu marido senhora Black?

Dissimulando o apuro com um tom altivo, interceptou:

— Quanto tempo pode um homem permanecer sem sexo com tranqüilidade, Sr. Cullen?

A intensidade desumana nos olhos de Edward se afrouxou. Encostou-se na cadeira.

—A falta de sexo nunca é cômodo para um homem, senhora Black.

Ela não precisava perguntar a ele quando tinha sido a última vez que tinha estado com uma mulher. Tampouco precisava perguntar onde seu marido passava as noites.

— E por quê? — Emendou ela. — Por que não pode um homem ficar sem sexo tranqüilamente, como se pretende que uma mulher o faça?

— Talvez seja, senhora Black, porque as mulheres suportam sua dor em silêncio e os homens não. — Respondeu ele, brandamente.

De repente o ar se tornou muito espesso e a conversa muito intensa.

— Você recomendaria o mesmo que o livro: uma dieta de pão branco e gemas de ovos fritos em graxa e nadando em mel, para dar vigor ao homem? — Perguntou ela de maneira brusca.

Gargalhadas masculinas cálidas e sonoras a rodearam de repente.

Bella pestanejou.

O rosto duro de fisionomia de Edward se transformou no de um menino desinibido. Um menino muito risonho.

Os lábios de Bella tremeram. Queria compartilhar sua risada, apesar de que sabia que era dirigida a ela.

Finalmente Edward respondeu:

— Não, senhora Black, não a recomendo.

— Fala por experiência, Sr. Cullen?

Todo rastro de risada desapareceu e uma vez mais seu rosto se tornou escuro, duro e cínico.

— Há bem poucas coisas que não provei.

Nenhum homem deveria estar tão desamparado... Ou sozinho.

Sequer Edward.

Edward fez uma careta de desgosto.

— Você imaginou errado. Há uma diferença entre o ego adolescente e a loucura infantil.

— Pois me diga. Qual foi à intenção do Sheik ao incluir uma receita semelhante se é prejudicial?

— "O Jardim Perfumado" é um livro que tem mais de trezentos anos. Os tempos mudam, as pessoas mudam, mas a necessidade de satisfação sexual, não.

— Para os homens. — Disse ela com firmeza.

— E para as mulheres. — Acrescentou ele. — Dividirei com você alguns dados que não estão nesta tradução inglesa. Na Arábia há três coisas que ensina os homens que não devem fazer. Treinar um cavalo, atirar com arco e flecha e por último, fazer o amor em sua própria mulher.

— Nessa ordem? — Perguntou ela com dureza, enquanto sentia que a realidade lhe dava um claro tapa na cara. Quarto lugar, terceiro lugar, pouco importava. Uma mulher nunca estava em primeiro lugar. Nem na Arábia e nem na Inglaterra.

— Você acha que uma esposa merece maior importância no resumo da vida de um homem? —Perguntou ele, com suavidade.

— Sim. — Rebateu ela, desafiante.

— Eu também, senhora Black.

A fúria de Bella se dissipou. A imagem repentina do membro de um homem elevando vermelho e quente enquanto tremia de paixão passou frente a seus olhos.

— Memorizou todo o livro, Sr. Cullen?

— Sim.

Olhou-o, surpreendida.

— Por quê?

Um sorriso irônico apareceu em seus lábios.

— Meu pai. Não me dava uma mulher até que eu não aprendesse a satisfazê-la.

— Seu pai queria que você aprendesse a satisfazer uma mulher... aprendendo a não confiar em nenhuma?

Edward baixou os olhos, seu dedo longo e escuro acariciou ligeiramente a xícara de porcelana.

— Meu pai quis que eu aprendesse que uma mulher tem a mesma capacidade de satisfação sexual que um homem. Também quis me ensinar que há mulheres boas e mulheres nas quais não se pode confiar. — Seu rosto se endureceu, enquanto elevava o olhar. — Do mesmo modo que há homens bons e maus.

Ela tentou imaginar-lhe como um menino de cabelo bronze, com a cabeça inclinada enquanto estudava um manual de erotismo, para praticar depois o que tinha aprendido com uma formosa mulher da vida.

— Mas você só tinha treze anos. — Contestou.

— Conservaria para sempre seus dois filhos machos, senhora Black?

Bella ficou imóvel.

— Não discutirei sobre meus filhos com você, Sr. Cullen.

A brincadeira se tornou a se apropriar de seu rosto.

— E não discutirá sobre seu marido comigo.

— Exato.

— Então, o que discutirá comigo, senhora Black?

Sexo. Amor. Uma fusão de corpos que vai mais à frente do sacrifício ou o dever.

— Você está de acordo com que a lei de doenças contagiosas deva ser revogada? — Meu Deus! Não era aquilo que tinha intenção de lhe perguntar.

— Não.

Nem tampouco lhe surpreendeu sua resposta.

— Porque você freqüenta esse tipo de mulheres.

— Não procuro as mulheres na rua, senhora Black. — Sua voz era dura em lugar de áspera, zangada em lugar de sedutora. — Pode ser que não seja respeitável, mas sou rico. As mulheres que levo a cama não se verão afetadas por uma lei parlamentaria.

Bella mordeu o lábio, querendo se desculpar, mas sem estar plenamente segura de por que devia fazê-lo.

— Por que aceitou me ensinar? Tem que saber que eu não teria ido a meu marido.

Os cílios escuros disfarçavam seus olhos. Voltou a roçar suavemente a beirada da xícara, acariciando-a com as pontas de seus dedos, conciliador.

— Por que me escolheu para instruí-la?

— Porque necessitava de seus conhecimentos.

Edward elevou as sobrancelhas.

— Talvez você tenha algo que eu também necessite.

O coração de Bella acelerou em seu interior. Reuniu as notas e as colocou desordenadamente em sua bolsa. Não era necessário olhar o relógio para saber que era hora de partir.

— Acredito que esta lição terminou.

— Tem razão. — Concordou ele com expressão impenetrável. — Alguns dos capítulos de "O Jardim Perfumado" constam somente de poucas páginas. Portanto, amanhã discutiremos os capítulos três, quatro e cinco. Aconselho-lhe que preste particular atenção ao capítulo quatro. "Com relação ao ato de geração".

Apertando com força sua bolsa, Bella se levantou. A boa educação exigia que também ele ficasse em pé. Não o fez.

Ela olhou sua cabeça dourada sob a luz. Logo observou seus dedos, brandamente bronzeados, contra a porcelana. Bella recordou a amplitude de suas duas mãos. E imaginou seu tamanho.

Girou sobre seus pés, quase caindo sobre a cadeira.

—Senhora Black...

Ela esperou a regra número três. Com toda segurança seria totalmente humilhante.

—MA'A e-salemma, Taliba.

Sentiu que um nó lhe oprimia a garganta. Ele tinha assegurado que a palavra não tinha conotações carinhosas, então, por que roçava um lugar em seu interior que tão desesperadamente desejava ser acariciado?

—MA'A e-salemma, Sr. Cullen.


Muuito bem, pessoal.
Ai esta o capitulo 5 de O Tutor. Eu espero que tenham gostado. Porque eu, particularmente, gostei.

Teve uma parte que me chamou atençao, dela imaginando o Edward adolescente. UHASUHSUHSAUHSA oown, que coisa meiga!

ASHUSAUHAUHSUHSAUHASUHSAHUASUHSAUSAH

enfim, espero que gostem, e que comentem né?

Dessa vez, serei MUITO mal, e pedirei que completem 50 reviews para postar o proximo capitulo. HOHOHOHO
Entao... se puderem recomendar para suas amigas, leitoras, autoras... seria uma boa ideia!

;)

Beijo, meninas.

Drigo.