CAPÍTULO VII – Estranho Prazer
Bella Black vestia um grosso traje de veludo marrom e suas rígidas maneiras inglesas. A noite anterior havia sorrido... E logo o tinha deixado plantado como se fosse um cão das ruas.
—Sabah o kheer, senhora Black.
—Bom dia, Sr Cullen.
Um sorriso vacilante torce os cantos de seus lábios. Serviu o café fumegante numa pequena xícara de porcelana e acrescentou um pouco de água fria antes de entregar-lhe. Era evidente que ela se mostrava reticente em aceitá-la. Era igualmente evidente que suas rígidas maneiras inglesas opinavam que se não a aceitasse, ofenderia o seu anfitrião.
Edward a observou atentamente, desejando que ela pegasse o café.
A alegria que sentiu quando afinal ela aceitou aquela bebida turca, lhe fez recordar seus longos anos ausente da Inglaterra, desfrutando dos prazeres de uma outra cultura.
Desejava-a.
Desejava que ela reconhecesse suas necessidades físicas.
Desejava que ela desejasse a ele, ao grande sedutor bastardo e renegado nesta sociedade tão cínica e dissimulada que se portava como se fossem do século anterior. Tinha nascido no ocidente, mas que feito homem no Oriente e ao Ibn, que tinha saboreado os amargos despojos da sexualidade humana e seguia desejando ainda mais.
O café turco era um bom pretexto para começar.
A fumaça quente envolveu o rosto de Bella. Ela soprou o café antes de tomar um, dois, três goles... Logo depositou a xícara sobre a mesa enquanto tirava o maço de papéis de sua bolsa.
—Não consigo entender por que escolheu este livro de texto, Sr. Cullen. —Ela elevou a cabeça e sustentou seu olhar. O desejo sexual brilhou por alguns segundos em seus claros olhos cor chocolate, mas desapareceu rapidamente. - O Sheik não ensina muito sobre como dar prazer a um homem.
Edward voltou a encher sua xícara de café, inalando o espesso e doce aroma, uma lembrança agridoce do que alguma vez tinha como óbvio. – "preparem-se para o prazer e não deixem de fazer nada para obter esse fim. Explorem incansavelmente e inteiramente ocupados nela, não deixem que nenhuma outra coisa lhes distraia... Logo, prepare para trabalhar, mas recordem, não até que seus beijos e carícias tenham sortido efeito". - De maneira instintiva, levou a xícara aos lábios e deu um gole. A espessa bebida estava quente e úmida, exatamente como se sentiria Bella se ele estivesse dentro dela neste momento.
A mulher o observou, com uma aparência de tranqüilidade e quietude. Seus mamilos se destacavam no suave sutiã de veludo. Ontem havia roçado o peito dele quando dançavam.
Edward deixou a xícara sobre o pires.
— Você não acredita que os homens precisam ser preparados, senhora Black?
Seus claros olhos refletiam a luta entre a indecisão e o recato. Triunfou a necessidade de saber.
— Está você dizendo que os homens e as mulheres se excitam com o mesmo tipo de carícias?
—Ambos têm seios, lábios, coxas... —Delicadamente deu voltas com seu dedo sobre a beirada da morna da xícara de porcelana. - Sim, isso é exatamente o que estou dizendo.
—Então você acredita que um homem se excita quando uma mulher beija sua face... —Um batimento do coração palpitou como um disparo em sua garganta. Havia cruzado irrevogavelmente os limites entre tutor e aluna... Ele sabia, ela sabia. Ele tinha semeado a dúvida na mente dela sobre seu marido... E sobre ele mesmo.— rrrr...Mordisca seus mamilos?
Edward sentiu a dureza entre suas pernas. —Sei que um homem se excita com beijos e mordidas, senhora Black.
Bella evitou o calor de seu olhar.
—Posso compreender que talvez seja prazeroso para um homem quando uma mulher agita a parte de abaixo de seu corpo, mas não consigo entender de que maneira um homem pode desfrutar... Ao ser beijado no umbigo e nas coxas.
Edward sabia exatamente quanto prazer sentia o homem ao ser beijado no umbigo e nas coxas. Uma sensação erótica pulsava entre suas pernas, a lembrança dos prazeres que já sentiu, as ternas explorações de uma mulher, as pernas abertas, o membro viril brilhando com urgência enquanto ele enroscava o cabelo suave como a seda em suas mãos e se rendia ao êxtase primitivo de uma boca quente e úmida.
Ele queria isso... Queria experimentar de novo o gozo inocente do sexo... Com Bella Black.
Tinha que reconhecer suas necessidades.
— Acaso não desfruta você quando lhe beijam o umbigo e as coxas? — Perguntou ele com voz grave e sensual.
—Eu... —Os olhos de Edward desafiaram Bella a dizer a verdade. Ela não o decepcionou. - Não sei. Jacob dificilmente me acaricia durante o sexo.
— Excita-a pensar em que a beijem aí?
Uma brasa explorou na lareira.
Bella elevou o queixo, desafiando-o a que brincasse com ela.
—Sim, excita-me. Excita você pensar em que o beijem aí?
O fôlego de Edward raspou na garganta.
—Sim, excita-me.
— E a um homem, dá prazer que a mulher lhe morda os braços?
A ardente sexualidade que começava a crescer entre eles se dissipou subitamente.
—Mordiscar os braços, senhora Black. - Disse ele, secamente—. O Sheik não está sugerindo que um homem ou uma mulher pratiquem canibalismo.
—Desculpe-me. Um homem sente prazer se a mulher mordiscar seus braços?
Um sorriso cínico se desenhou nos lábios de Edward, outras lembranças voltavam em sua mente. Lembranças mais recentes, lembranças do Ocidente.
—A dor tem seus momentos.
— Quando?
— Quando a dor é prazeirosa para um homem...Ou quando é prazeirosa para uma mulher?
A fria reserva inglesa voltou a apropriar dela.
—Para um homem.
—Quando um homem faz que a mulher alcance seu clím...
—Me perdoe. Eu gostaria de tomar notas. Pode me emprestar sua caneta novamente, por favor?
Bella estava fugindo. Dele. De si mesmo.
Ela sabia como ser mãe, mas estava aterrada em ser mulher.
O abandono de sua esposa por parte de Jacob Black no baile da noite anterior, junto a seu rechaço, tinham mostrado a Edward tudo o que precisava saber a respeito daquele matrimônio de quatorze anos. O olhar no rosto de Bella refletia sua própria versão dos fatos.
A Jacob não importava... A Bella sim.
Perguntou quanto tempo ficaria acordada pela casa sozinha, esperando seu marido. Perguntou que reação teria quando descobrisse o segredo de Jacob.
L'na. Maldita seja. Toda a casa estava a par das predileções sexuais de Jacob Black. Como era possível ser tão ingênua?
Edward procurou sua caneta de ouro na gaveta superior. Ela olhou fixamente o instrumento de ouro.
Ou talvez olhou seus dedos, recordando a largura de suas mãos e perguntando como ele entraria dentro dela.
Aceitaria-o com facilidade ou a dilataria até que doesse? Provocaria-lhe um orgasmo ou a deixaria ofegante de frustração como sem dúvida Jacob Black a tinha deixado?
Endireitando os ombros, Bella arrancou a caneta de seus dedos.
—Obrigada.
Quanto tempo teria transcorrido desde que ela tinha tido um homem em seu interior?
— O que dizia você?
— Alguma vez teve um orgasmo, senhora?
Bella levantou bruscamente a cabeça.
—Sem mentiras e sem respostas evasivas. - Advertiu Edward com seriedade. - Esse foi nosso pacto.
A expressão de escândalo e indignação se converteu em frio desdém.
—Sim, Sr. Cullen. Já experimentei um orgasmo.
Os ciúmes se enroscaram em seu ventre como uma cobra preparando-se para atacar.
—Então sabe você que justo antes do clímax, se diminui a capacidade para dar conta da diferença entre o prazer e a dor. Quando uma mulher alcança o orgasmo, algumas vezes arranha ou morde seu amante. A dor pode ser o ímpeto que ele necessita para alcançar seu próprio clímax.
A ponta da caneta deslizava afanosamente sobre o papel.
Edward observou o jogo de luz e sombra sobre seu cabelo, o vermelho escuro do vinho e o dourado como o fogo. E imaginou sua cabeça inclinada de maneira solene para receber seu marido em sua boca. Ele não sabia o que o alterava mais, se o fato de que quando finalizassem suas lições ela usaria aqueles conhecimentos para agradar outro homem ou estar convencido de que usá-lo para agradar seu marido, o destruiria.
—Agora lhe direi o que uma mulher necessita às vezes para alcançar o clímax.
As notas cessaram.
—Conheci mulheres que gostam que lhes mordisquem ou belisquem os mamilos. —Sua descrição era abertamente sexual. - Outras desfrutam quando levanto suas pernas sobre meus ombros e as invisto tão forte e profundamente, que posso sentir como se contrai seu ventre ao meu redor.
Bella apertou a caneta como um pau e olhou fixamente o que tinha escrito.
— O que você prefere?
Edward sentiu lástima por sua ignorância... E por aqueles desejos que tão corajosamente tentava ocultar.
—O que prefere a mulher.
- O que você prefere, Bella Black.
Mas era lastimosamente evidente que ela não sabia o que desejava. Simplesmente desejava.
Sua voz soou em tom grave.
— Realmente gosta que uma mulher lhe mordisque os mamilos?
Um relâmpago de calor atravessou os testículos de Edward.
—Sim, senhora Black.
Com o corpo tenso, ele esperou a seguinte pergunta.
Os seios de Bella subiam e baixavam ritmicamente com sua respiração sob o vestido de veludo marrom. Elevou a cabeça. Estava com as pupilas dilatadas pela excitação sexual.
— Dá-lhe... Dá-lhe prazer, você mordiscar o mamilo de uma mulher?
— Beijar. Sugar. Lamber. Mordiscar. - Disse com dureza. - Sim, os seios de uma mulher me dão prazer.
— E seu... Membro? Ontem você disse que quando uma mulher põe seus dedos ao redor do membro de um homem sustenta sua vida em suas mãos. Como você gosta que o... Sujeitem?
Uma respiração entrecortada soou como um assobio no ar. Edward apenas se deu conta de que era dela.
— Eu gosto que uma mulher agite e aperte meu membro até que a coroa fica liberada do prepúcio.
Bella não se moveu, nem pestanejou sequer.
Edward podia sentir como o sangue se atropelava por suas veias sob sua pele, uma estátua esperando ser sexualmente despertada.
— Os homens muçulmanos são circuncidados. - Amaldiçoou-se brutalmente em silêncio. Por que havia dito isso, nem muçulmano ele era, fez apenas por estar na tradição do lugar?
— As mulheres árabes devem achar fascinante.
Sua elogiosa resposta não era o que ele tinha esperado. A tibieza roçou a face de Edward. Era a primeira vez que se ruborizava em muitos anos.
— Sim.
— Alguma vez esteve com uma mulher que não lhe tenha dado prazer, Sr. Cullen?
Inglês sedutor. Bastardo. Animal. Dentro e fora da cama, os nomes não cessavam.
— Se o que quer saber é se alguma vez fracassei em obter que uma mulher alcance o orgasmo, — disse bruscamente. — A resposta é não.
O papel rangeu e as notas de Bella se adotaram.
— Alguma vez?
Edward elevou uma sobrancelha.
—Não me considero um mártir, senhora Black. Houve momentos nos quais cheguei ao orgasmo antes que uma mulher. Mas há outras maneiras de alcançar o êxtase. Os dedos. As mãos. Os lábios. Os dedos dos pés. Virtualmente qualquer lugar do corpo de um homem pode ser usado para satisfazer uma mulher.
Tinha conseguido escandalizá-la. Uma vez mais.
— Os dedos dos pés?
—Os dedos dos pés.
A incredulidade apareceu por um instante em seu rosto. Seguiu-lhe a intriga, mas logo também tratou de ocultá-la. Ela olhou para seu colo e estirou o papel que tinha enrugado. A caneta de ouro seguia, grossa e brilhante, entre seus dedos.
—Talvez você se deite com mulheres de postura duvidável que têm formas de agir diferentes das mulheres respeitáveis.
Era evidente que Bella estava repetindo o que lhe tinham ensinado e não o que ela pensava na realidade e que ele queria despertar em seu interior.
— Acredita honestamente que as mulheres respeitáveis e as mulheres de má fama têm uma anatomia diferente?
Bella queria lhe mentir, podia senti-lo. Também podia sentir a excitação que tentava desesperadamente ocultar... Bulindo e borbulhando como um oásis em meio a um árido deserto. Passaram alguns segundos até que ela pôde alisar as muitas folhas tal e como queria.
—Não, é obvio que não.
—Então, por que acredita que as mulheres respeitáveis são incapazes de sentir prazer sexual?
—Talvez seja o desejo ou o reconhecimento de sua natureza mais baixa, o que faz que uma mulher não seja respeitável. Pode parecer virtuosa exteriormente, mas se tiver ânsia de prazer sexual, então não pode ser melhor que uma... Uma mulher da rua.
Edward se inclinou para diante na cadeira, enquanto a madeira rangia, tentando frear de repente as palavras que sabia que estavam a ponto de brotar.
—Senhora Black...
—Sr. Cullen ... Você, como homem...—Ela elevou a cabeça e os olhos cor chocolate estavam carregados de desprezo para si mesma. - Em você não provoca nenhum tipo de constrangimento uma mulher que o deseja... Como um animal?
Edward queria ver o que havia sob sua fachada sossegada. Agora desejava lhe devolver a serenidade e, certamente, podia fazê-lo. Podia mentir. Podia lhe dizer que sim, que as necessidades sexuais mais primitivas de uma mulher causavam repugnância a um homem como ele. Podia lhe dizer que as mulheres árabes dignas de respeito estavam treinadas para agradar um homem, não para procurar o próprio e que a paixão, embora fosse digna de louvor numa concubina, resultava imperdoável numa esposa. Podia enviá-la de novo para casa e lhe evitar a decisão que, em última instância, ele a forçaria tomar e desejar que nunca soubesse a verdade sobre seu marido.
Mas já era muito tarde...
—Não, senhora Black, as necessidades sexuais de uma mulher não me provocam constrangimento.
—Mas você tem uma parte árabe.
Não havia motivo para que Edward sentisse a fúria bestial que formigou por suas veias. Não havia se incomodado quando Inchcape o tinha chamado de qualquer um. Que Bella deduzisse que era incapaz de sentir o mesmo que um inglês por ter tanto de seus estudos e vivência árabe lhe produziu uma virulenta ardência.
—Sou um homem, senhora Black. Embora os ingleses me chamem bastardo e os árabes infiel, sigo sendo um homem.
Edward não estava preparado para o gesto de reconhecimento que brilhou nos olhos de Bella.
—Se pensasse de maneira diferente, Sr. Cullen, não lhe teria pedido que me desse aulas. - Declarou com firmeza—. Peço-lhe sinceras desculpas se o ofendi. Asseguro-lhe que não era minha intenção.
Não estava acostumado a receber desculpas, nem toleraria a lástima.
—Então, o que quis dizer, senhora Black?
—Simplesmente quis dizer que os ingleses não aceitam a natureza sexual de uma mulher. Você não sente constragimentos por tais arrebatamentos ao ter sido criado na Arábia, mas se não tivesse tido esse tipo de preparação, possivelmente tivesse outra opinião. Mas talvez sejam só as mulheres inglesas que são educadas com estas idéias. Meu marido tem uma amante, por isso é evidente que não sente constragimento pela sexualidade feminina. Não sei, Sr. Cullen. Já não sei qual é o significado das coisas.
Nos olhos de Bella se refletia uma honestidade brutal. Edward observou o gesto orgulhoso de seu queixo e o brilho resplandecente de seu cabelo cor mogno.
Vermelho.
Os árabes usam a cor para representar muitas coisas. Raiva. Desejo. Sangue.
Ali, naquela sala, era simplesmente a cor do cabelo de uma mulher inglesa. Uma mulher que sentia raiva e desejo. E que talvez, no final, veria sangue.
—Se um homem sentir constragimento pela sexualidade de uma mulher, Taliba, então não é um homem.
—Talvez não quando é jovem...
—Senhora Black, você é uma mulher na flor da vida.
—Tenho dois filhos, Sr. Cullen. Asseguro-lhe que faz muito tempo que deixei de ser uma mulher na flor da vida.
Bella lhe devolveu o olhar como se não fosse consciente de que ele tinha cuidado descaradamente dentro de seu vestido na noite anterior e se deleitara com os contornos suaves de sua branca pele. Como se não pudesse imaginar que um homem pudesse vibrar de paixão por ela.
—Você tem o corpo bem proporcionado de uma mulher, não o colo plano e o quadril sem forma de uma mulher jovem.
A irritação de Bella foi manifesta. Ele havia despertado sua vaidade.
—Não estamos aqui para discutir a respeito de minha pessoa, Sr. Cullen.
—Senhora Black, há certas coisas que um homem pode fazer com uma mulher de seios grandes que não pode fazer com uma mulher de proporções menos generosas. - Explicou Edward brandamente enquanto seu olhar deslizava para seu seio, especulando de maneira sedutora. - Deve se sentir orgulhosa de seu corpo.
— E o que é exatamente o que um homem pode fazer com um corpo bem proporcionado, Sr. Cullen? — Ela perguntou de forma sarcástica. - Usar seus seios como bóias?
Edward riu.
Bella Black não deixava de surpreendê-lo nunca.
Não tinha associado o sexo com a dor e também com a morte. Mas jamais o tinha relacionado com a risada.
—Se tiver terminado, talvez possamos continuar com nossa lição. Como uma mulher seduz ao homem? —Ela perguntou rígida. - E por favor não me diga que mostrando os seios. Custa-me acreditar que a metade das mulheres que fazem parte da boa sociedade exiba seus corpos para você.
Edward reprimiu outra gargalhada.
—Surpreende-me, senhora Black. Não sabia que conhecesse esses termos.
—Ficaria surpreso ante algumas das palavras que sei, Sr. Cullen. Uma dama possivelmente não as empregue, mas é difícil não ouvi-las quando se trabalha com os pobres.
—Aqui, em minha casa, você pode dizer o que lhe agrade... Garanto-lhe que eu já o terei ouvido... E de uma dama muito, muito fina.
Esme, a mãe de Edward, riria por lhe ouvir descrever de tal forma. Embora Bella Black tampouco estava convencida.
Edward cedeu.
—Uma mulher que desfruta de seu corpo torna-se sedutora, senhora Black. A maneira de vestir, a maneira de caminhar, a maneira de falar... Todas essas coisas dizem ao homem o que precisa saber.
— E o que é?
Sua voz se voltou mais profunda.
—Que ela o deseja.
Bella ficou paralisada.
—Não estou tentando seduzi-lo, Sr. Cullen.
Seu impulso de rir desapareceu de repente, irrevogavelmente.
— Eu sei.
—Você é meu tutor.
—Nesta sala, sim.
—Antes que você tenha concordado em ser meu tutor, sabia que meu marido tinha uma amante?
O corpo de Edward ficou rígido. Era impossível que ela soubesse... Ou não?
—Não freqüento os mesmos círculos que seu marido.
—Mas você terá ouvido os rumores.
—Sempre há - Assentiu de maneira crítica. - De outra maneira você não estaria aqui.
Bella deu uma olhada em seu pequeno relógio de prata.
—Obrigado por ser tão honesto. —Ela colocou caneta de ouro sobre a mesa, ao lado do café sem terminar. - Foi muito instrutivo.
Uma instrução que acabava de começar.
—Capítulo seis, senhora Black. Achará-o particularmente interessante.
Bella reprimiu sua curiosidade. Colocou rapidamente as notas dentro da bolsa.
—Regra número quatro.
Ela não levantou a cabeça.
- Só há uma certa quantidade de roupa que posso tirar, Sr. Cullen. Estamos em fevereiro. Além disso, os vestidos são desenhados para usá-los com adereços.
Ele olhou-a com intensidade.
— Como sabia o que eu ia dizer?
Ela segurou com força sua bolsa e ficou em pé.
—Você tem uma verdadeira obsessão com a roupa de uma mulher ou a ausência dela, devo dizer.
Um dia, por deus fosse logo, poderiam dar suas aulas sem roupa.
—Muito bem. Quando se retirar para seus aposentos, deite-se sobre seu ventre e rode sua pélvis contra o colchão.
Bella sentiu que o fôlego ficava preso na garganta.
—O amor é um duro trabalho. — Ele olhou o veludo que cobria com suavidade seu ventre arredondado, imaginando, vermelho como seu cabelo, imaginando seu membro afundando dentro dela. - Você deve preparar seu corpo.
Ela se voltou sem fazer nenhum comentário e quase tropeçou com a cadeira.
—Senhora Black.
Bella se deteve enquanto sustentava o trinco da porta da biblioteca. Passaram alguns segundos, nos quais ela lutou em silêncio e ele esperou com paciência.
Até onde chegaria Edward? Gritou com sua coluna rígida. Até onde o deixaria chegar uma mulher respeitável, sem deixar de ser respeitável?
A severidade de seus ombros lhe deu a resposta. Um pouco mais longe, disseram-lhe.
—MA'A e-salemma, Sr. Cullen.
O sangue quente inchou o membro viril de Edward.
—MA'A e-salemma, Taliba.
ERRRRRR, posso me desculpar pela demora, e ascrecentar que esse capitulo foi um tanto quanto... quente e umido? UHASHUSAUHSAUHSAUHSHUSA CARACOLIS, eu acho que isso merece MUITAS reviews, e como vocês são rebeldes, não vou colocar mais numeros. Apenas espero que vocês saibam reconhecer o trabalho da autora, da adaptadora, e do beta. Fazemos isso por vocês, então... seria legal retribuir.
Beijos meninas, e... hm... aproveitem.
Como diria Edward,
MA'A e-salemma!
AUHSSAUHUHSAUHSASAUHSA
beijos,
Drigo.
/repostando
