CAPÍTULO VIII – Complicações?

Beijar. Sugar. Lamber. Mordiscar. O estranho corredor de escassa luz e paredes gretadas, retumbava com o eco dos altos saltos de Bella.

Há outras maneiras de alcançar o êxtase. Os dedos. As mãos. Os lábios. Os dedos dos pés. Virtualmente qualquer lugar do corpo de um homem pode se usar para satisfazer uma mulher. Ao dobrar, escorregou e instintivamente pôs a mão contra a parede para não perder o equilíbrio. "Sou um homem, senhora Black. Embora os ingleses me chamem bastardo e os árabes infiel, sigo sendo um homem".

Bella se apoiou na pintura rachada, sentindo que a afligia sua onda de dor.

Sua dor. A dor de um Edward extremamente sedutor.

Uma barata correu com toda pressa pelo dorso de sua mão. Reprimindo um grito, afastou a mão da parede e a sacudiu várias vezes, embora a barata já tivesse desaparecido. De repente se deu conta de que aquele não era o caminho de volta a sala de reuniões. No final do corredor havia uma porta entreaberta. Bella ficou gelada.

Alguém a estava observando... E não era um inseto.

— Olá! —O eco apagado de sua voz ricocheteou sobre as opacas paredes cinzas. - Há alguém aí? Aí. Aí. Aí, ouviu em resposta, dos dois lados do corredor.

Decidida, avançou para frente. Deu com a porta um golpe na parede. Não pôde conter o grito que escapou de sua garganta.

— O que faz aqui, senhorita? —Um homem alto e calvo, com um nariz vermelho, bulboso e olhos do mesmo tom estava em pé junto à porta. - Não acredito que encontre companhia de seu gosto neste edifício.

A irritação se sobrepôs ao temor. Primeiro, o mordomo árabe a tinha confundido com uma mulher da rua e agora aquele homem.

Jogou os ombros para trás.

—Sou a senhora Bella Black. As mulheres da associação benéfica se reúnem aqui. Dei um discurso e logo tinha que... —O homem não precisava saber que tinha deixado a reunião para ir ao banheiro e que depois se perdeu naquele enorme edifício quando retornava, porque não podia deixar de pensar num homem no qual não devia estar pensando. - Parece que me equivoquei com o caminho. Seria tão amável de me dizer por onde se vai a sala de reuniões?

—A reunião já terminou. Não fica ninguém aqui exceto nós.

—Mas...

—E eu sei o que você procura. O que procuram todas as que têm sua pinta.

Se deu conta de que o homem estava completamente bêbado.

—Há gente me esperando, senhor. Se for tão amável de me dizer como...

Tropeçando, o homem alto e esquálido como uma estaca, deu um passo adiante.

—Eu sou o guardião deste lugar. Ninguém está esperando-a. Já lhe disse que não há ninguém aqui. Se estiver procurando um lugar para trazer seus babosos clientes, pense bem senhorita, porque tenho uma arma e não tenho medo de matar todos os de sua índole.

O coração de Bella acelerou. Segurou com força as alças de sua bolsa. Carregava papel, um lápis, um lenço, um porta moedas, um pente, a chave de sua casa e um pequeno espelho... Nada que pudesse ajudá-la a se defender.

Se deixar invadir pelo pânico tampouco era uma solução. Respirou fundo para aquietar os batimentos de seu coração.

—Está bem. —Suas mãos, estavam frias e suadas. – Obrigada. Encontrarei o caminho, sozinha. Por favor, aceite minhas desculpas se o importunei. Boa tarde.

Lenta, muito lentamente retrocedeu, esperando que a qualquer momento ele tirasse o revólver.

Ele cambaleou de um lado a outro, vendo-a retroceder, lhe dirigindo um olhar ameaçador com os olhos injetados em sangue.

Quando Bella dobrou o corredor, se voltou e não olhou atrás. O coração martelava em seu peito, no ritmo de seus passos enquanto corria o que pareciam ser milhas através daqueles intrincados corredores procurando a sala de reuniões.

Não estava sozinha.

O sentido comum lhe dizia que aquele era um edifício respeitável ocupado por escritórios comerciais alugados por homens de negócios que, sem dúvida, já se teriam ido para casa para jantar.

A lógica lhe falhava.

Podia sentir olhos ocultos, olhos hostis e sabia que atrás de alguma daquelas portas que se alinhavam por ambos os lados daquele longo corredor e em algum lugar, alguém estava observando-a.

Alguém, talvez, que possuia um revólver. Ou uma faca. O edifício estava imediatamente contigüo ao Tâmisa. Teria sido muito fácil matá-la, lhe roubar os objetos de valor e atirar seu corpo nas águas geladas e tenebrosas. Estaria morta e nunca saberia de que maneira os dedos dos pés de um homem poderiam dar prazer a uma mulher.

Bella respirou aliviada quando admirou a piçarra com o pôster anunciando o salão designado e a hora em que se reuniria a associação benéfica. As portas estavam fechadas... Com chave. Como tinha demorado tanto tempo em encontrar o lavabo e logo em voltar, as mulheres deviam ter pensado que Bella teria ido para casa e por isso também elas tinham dado por finalizada a reunião. E o vigilante também se inteirara.

Voltou-se, levantando sua capa com o impulso. seu quadril balançava de um lado a outro como um pêndulo. A entrada estava logo adiante... Abriu com força a porta de entrada, manchada com pela umidade. E deu um grito sufocado. A neblina se formava como se fosse um denso muro de cor amarelada. Bella avançou quase sem poder acreditar... E tropeçou com a beirada de um degrau de pedra.

— Will! —Deus, que seu motorista estivesse perto. - Will, pode me ouvir?

Era como gritar dentro de uma manta molhada. Cautelosamente, conseguiu dar os três passos para baixar o degrau.

— Will! Responda-me!

Girou a cabeça a esquerda e a direita e novamente a esquerda. Era aquele o barulho do motor do seu carro? Lentamente, deslizou os pés para a calçada.

— Will! É você?

—Sim, senhora Black, sou eu.

A voz do chofer estava tão perto que poderia ter vindo diretamente de seu lado. Mas se ouvia tão apagada por causa da neblina que também podia proceder do outro lado da rua.

— Onde está?

Uma mão se alongou e segurou seu braço direito. —Estou aqui, senhora.

O coração de Bella subiu a garganta. Naquele momento compreendeu de maneira racional o quão vulnerável se sentiu dentro daquele edifício, já que Will se via impossibilitado pela neblina. Não havia sentido tal grau de temor quando caminhava pelas ruas ao amanhecer e intimidava os empregados para entrar na casa do senhor Cullen.

—Will. —Cegamente se segurou a mão do motorista e tranqüilizou-a sentir sua solidez através de suas luvas de pelica. - Deveria ter vindo me buscar quando a neblina começou a se tornar densa.

— Ela se estendeu de repente. Começou como uma ligeira bruma e de repente, ficou assim. Não podia ver minha mão diante de meus olhos.

Sim, havia momentos em que a névoa de Londres podia ser assim. Aquele estranho fenômeno acontecia com freqüência em novembro e algumas vezes em dezembro ou janeiro.

Bella jamais tinha visto uma noite como essa em fevereiro. Tentou olhar adiante, para onde sabia que estava parado o motorista. Mas ainda não podia vê-lo. A bruma amarela tragara a cidade e tudo o que havia nela.

Bella lutou por conservar a calma.

— Diga a Tommie que faça avançar o carro.

—Não posso fazê-lo. Tommie ficou doente de repente enquanto a senhora estava na reunião. Enviei-o a sua casa.

O lógico tivesse sido fazer com que Will trancasse o carro e que os dois esperassem que a neblina se levantasse enquanto aguardavam relativamente cômodos no interior do edifício onde tinha acontecido a reunião da associação benéfica.

Era suicida tentar mover um carro que fizesse de guia ao motorista, cego pela névoa. Havia pessoas que se perdiam em noites como aquela e caído no Tâmisa. Mas ela não podia voltar a entrar naquele edifício. Nem sequer embora tivesse a remota possibilidade de encontrá-lo.

- Senhora acho melhor, não irmos agora, é bom esperar a neblina subir um pouco.

A densa bruma amarela cheirava a água de rio e o lixo que jogavam nele. Bella sentiu que o estômago se contraía com repugnância. Ela não podia ficar ali, portanto disse: —Eu vou guiar o carro.

A voz de Will atravessou com claridade a neblina.

— A senhora, madame?

— Sim eu, algum problema com isso? — Perguntou-lhe bruscamente.

—Talvez possamos voltar para edifício aonde teve a reunião.

Bella tremeu, recordando o que tinha visto naqueles olhos.

—Ali só fica o vigilante e ele me ameaçou.

— Isso está por ver! Deixe-me pegar minha pistola e veremos quem dispara em quem!

Seus dedos se apertaram ao redor de sua mão.

—Prefiro correr o risco com o rio, Will.

—Sim, mas se você cair, também vai o carro junto.

Uma risada afogada escapou da garganta de Bella. — Não estará preocupado por sua própria vida, Will? — Ou a minha? Queria perguntar.

—Eu nado como um peixe. Tão bem para nos salvar, mas não poderia fazer nada pelo carro do Sr. Cullen.

Bella se absteve de dizer que o chofer não poderia salvá-la de afogar se não pudesse encontrá-la. Além disso, a indumentária de uma mulher não estava desenhada para esportes aquáticos... Iria diretamente para o fundo. E tampouco ele poderia salvá-la se não pudesse ver a margem do rio.

Imaginou a água glacial e o lixo fedido lhe tampando o nariz, enchendo seus pulmões. Recordou a barata, o guarda e os olhos que a observavam, esperando. —Não voltarei para esse edifício.

—Está bem.

Bella devia ter respondido ao chofer ante aquela rabugice. Provavelmente uma semana antes o tivesse feito. Fechou os olhos com força. Uma semana antes também não teria perguntado um homem se lhe provocava constrangimento uma mulher que desejava se deitar como um animal.

A bata da madeira e o metal a devolveram de novo a realidade enquanto Will subia pela lateral do carro.

Seus olhos se abriram rapidamente.

— Está preparada, senhora Black?

—Estou preparada, Will.

Quando se deu conta já se afastavam do rio, menos densa era a neblina.

— Pare!

Deteve-se bruscamente o carro. Uma bola de fogo amarelo resplandecia do outro lado do carro... Um farol, agora visível. Outra bola amarela estava suspensa sobre sua cabeça... Uma luz.

Nesta freada brusca sentiu sua cabeça latejando, parecia que tinha conseguido uma galo na cabeça. Ela que jamais tinha feito nada mais arriscado que dar discursos, tomar o chá e oferecer condolências, tirara-os do perigo.

Sentiu o desejo totalmente ridículo de ordenar ao chofer que a levasse junto a casa de Edward, A uma casa aonde podia dizer o que quisesse. Mal pararam em frente à casa dos Black, a porta do carro se abriu com força. A cara sorridente de Beadles apareceu de repente, ante uma surpreendida Bella.

— Bem-vinda a casa, madame! Bem-vinda a casa!

Bella estava assombrada. O mordomo parecia realmente contente em vê-la. Deixou que lhe ajudasse a descer.

—Obrigado, Beadles.

—Cuide a cabeça, senhora Black. —A voz áspera que lhe chegava era amável. - Me parece que tem um bom galo. Pude ouvir daqui da frente como se golpeou.

O rosto de Bella avermelhou. Acreditava que o chofer não se dera conta o quão distraída estava naquela freada.

—Obrigado, Will. Estou segura de que não é nada.

Beadles a seguiu pelos degraus.

—O senhor Black está no salão, madame. Chamou o delegado. Tinha medo de que algo tivesse lhe acontecido.

Bella se tocou e brandamente apalpou a cabeça... Havia sim, um galo ali.

— Quem tinha medo de que algo me tivesse acontecido, Beadles... Meu marido ou o delegado?

Beadles jogou os ombros para trás.

—O senhor Black, madame. Chamo o médico?

Bella se surpreendeu ante sua própria resposta.

— O que opina, Beadles?

Os ombros rígidos do mordomo se relaxaram numa postura natural.

—Eu lhe recomendaria que colocasse uma bolsa de gelo, madame.

—Então, isso é o que farei.

—Bella, chegou tarde. —Jacob estava em pé do outro lado da porta da sala. Seu cabelo reluzia. - Deveria ter chegado há horas. Me deixou muito preocupado.

Ela sentiu uma profunda sensação de gratidão ante sua inquietação. Seguiu-lhe um vago sentimento de culpa. Ele tinha retornado para casa, para estar com ela durante o tempo livre que tinham no Parlamento, para sair para jantar... E ela não estava ali.

—Me perdoe, Jacob. A reunião se prolongou e depois ficamos presos na neblina.

Jacob jogou uma olhada em Beadles, que estava firme cortesmente ao lado de Bella.

—Beadles, diga a Emma que prepare um banho para a senhora Black. Ela subirá imediatamente.

Bella olhou Jacob com assombro. Ela não era tão solícito com ela desde... Não conseguia lembrar.

—Obrigado, Jacob, mas não há necessidade de mandar Beadles. —Ela cheirava a neblina e a cabeça e o pé lhe palpitava pela dor. - Subo agora mesmo.

—Leve-as coisas da senhora Black, Beadles e depois faça o que lhe ordenei.

O mordomo inclinou a cabeça e fez o que lhe tinham pedido em silêncio. Bella soltou a bolsa e a colocou naquela mão aberta embainhada com luvas brancas que cobriam as sardas com distinção. Suspirando partiu para as escadas. Jacob ofereceu a Bella seu braço.

—O delegado está aqui. Vamos tranqüilizá-lo lhe dizendo que chegou bem.

Bella queria um banho quente, uma compressa fria e dez horas de sonho. Não queria brincar de ser anfitriã. Além disso, a simpatia de Jacob depois da atitude desatenta dos últimos tempos era... Desconcertante. Ao aceitá-la, sentia que estava cometendo uma pequena traição, como se estivesse prejudicando seu marido... Ou a Edward.

— Por que chamou o delegado, Jacob?

—Já lhe disse. Era tarde e eu estava preocupado.

—Não havia nenhuma necessidade de lhe importunar.

—Você não é o tipo de mulher que molesta seu marido por um pouco de neblina, Bella. Naturalmente, imaginei o pior. Agora ele que tome uma xícara de chá enquanto Emma te prepara o banho.

Incomodar seu marido? Por um pouco de neblina? Não se podia dizer que a neblina era pouca e por que teria que incomodar Jacob durante seu jantar, quando nem sequer sabia que ele ia para jantar com ela?

Bella pousou seus dedos sobre a manga de sua jaqueta. Os músculos sob ela eram firmes mais que musculosos, relaxados mas tensos. Um homem corpulento, com grosas costeletas cinzas, levantou-se do divã floreado da sala.

—Senhora Black, alegra-me saber que está bem.

Bella tratou de esquecer a dor da cabeça e fingiu sorrir. Estendeu sua mão. Tremia apenas ligeiramente.

—Delegado Stone. Como eu dizia a meu marido, não havia nenhuma necessidade de preocupar ninguém. Todo mundo chega tarde numa noite como esta.

A palma da mão do delegado estava quente e suada. Ela retirou sua mão tão rápido como permitia a boa educação.

—Por favor, sente-se.

Seguiu em pé até que ela se sentou frente a ele. —Seu marido diz que tem você um compromisso importante esta noite, por isso partirei em seguida.

Sua preocupação era compreensível. O jantar dos Hansons. Jacob estava preocupado... Porque ela ia chegar tarde num jantar. Não tinha ordenado que lhe preparassem o banho por cavalheirismo, mas para que se apressasse.

O vigilante do edifício a tinha tomado por uma prostituta e a ameaçado. Podia tê-la violado, roubado ou matado, mas seu marido tinha chamado o delegado porque ela tinha alterado seus planos.

—Sinto havê-lo importunado, delegado Stone. —Sentia que sua voz estava separada de seu corpo, como se não lhe pertencesse. - A neblina desceu enquanto assistia uma reunião da associação. Quando finalizou, Will, nosso motorista e eu nos apressamos para chegar em casa o mais breve possível.

— Como?

O cabelo na nuca lhe produziu ardência. O delegado Stone atuava como se ela fosse culpado de um crime muito pior que faltar a um jantar.

—Tommie não estava. Ficou doente enquanto me esperava, por isso Will o enviou para casa.

— Em onde foi essa reunião, senhora Black?

Bella respondeu ao fornido delegado, que a olhou com desaprovação.

— Está-me dizendo que esteve nesse distrito acompanhada só por um motorista?

— Digo repetidamente a Bella que contrate uma secretária. Assim teria uma acompanhante que pudesse ir com ela a este tipo de evento. —Jacob levantou sua xícara de chá e dirigiu um sorriso condescendente ao delegado. - Mas você sabe como são as mulheres. Nunca pensam em sua segurança até que é muito tarde.

Bella sentiu que a frieza invadia seu corpo e não tinha nada a ver com a neblina invernal entre a qual havia caminhado. Jacob não tinha nenhum motivo para avisar o delegado, mas que soubesse de antemão que no edifício estava o vigilante bêbado. Uma pessoa que podia lhe fazer mal sabendo perfeitamente que ela não era uma prostituta... Levantou imediatamente.

—Se me desculparem, delegado Stone, Jacob, eu gostaria de me recolher em meu quarto. Foi uma tarde exaustiva.

Jacob e o delegado ficaram em pé ao mesmo tempo. E o delegado falou. - É obvio, senhora Black. Eu mesmo encontrarei a porta de saída.

A porta do salão se fechou com um suave clique. Jacob e Bella se olharam por cima do carrinho de chá.

Bella se preparou mentalmente.

—É muito tarde para ir ao jantar, Jacob.

—Seu pai espera que vamos em seu lugar, Bella. Então iremos.

—Não, Jacob. Eu não irei. —Notava uma dor surda na têmpora. Palpitava ao ritmo de seu coração. - Esta noite, não.

—Muito bem. – Ele a surpreendeu com sua resposta. - O importante é que está a salvo. Deve ter passado por um autêntico calvário.

—Sim. — Por que não podia contar seu encontro com o vigilante e sua ameaça em matá-la? – Dei a cabeça contra a porta do carro.

— Quer que chame o médico?

—Não, obrigado, Jacob. Já tem feito muito.

—Boa noite, Bella. Cuide da cabeça.

Bella mordeu o lábio. Tinha frio, sentia dor, estava ainda atemorizada e não sabia por que. O incidente com o vigilante tinha sido má sorte. Estava segura em seu lar.

— Você vai?

—Esperam-nos na casa dos Hansons.

— Chegará a tempo para... — Não. Não podia perguntar aquilo, se ele passaria a noite com sua amante depois da reunião parlamentaria ou se voltaria para casa. - A sessão da câmara?

—Não importa se chegar alguns minutos tarde. Melhor será que se apresse. Seu banho se esfriará.

De maneira perversa, Bella queria acompanhar Jacob. Ele se voltou e caminhou para a porta. Inclinando, sustentou-a aberta para que ela passasse.

—Boa noite, Bella.

Bella tentou recordar a sensação de seu corpo em cima do dele, dentro do dele. Ele havia sido tão frio e controlado como agora?

Tinha mudado Jacob... Ou tinha sido ela?

—Boa noite, Jacob.

Com sua costumeira calma e eficiência, Emma se ocupou rapidamente de que Bella tomasse seu banho e se metesse na cama com uma bolsa de gelo sobre a cabeça. Bella estava muito cansada para pensar. Além disso, só lhe ocorriam tolices, produto do frio, da dor e do cansaço. Mas seus pensamentos não cessavam. "Digo repetidamente para Bella que contrate uma secretária. Assim teria uma acompanhante que pudesse ir com ela a este tipo de evento". "Uma mulher na Arábia tem certos direitos sobre seu marido. Entre eles está seu direito a união sexual". "Não é o tipo de mulher que molesta seu marido por um pouco de neblina, Bella". "Olhe seu marido. Quando vir o que é e não o que você quer que seja, então obterá a verdade."

A que verdade se estava referindo Edward? Tinha-lhe mentido? Sabia quem era a amante de Jacob e acreditava que Bella não tinha possibilidade de obter o favor de seu marido, tivesse a aprendizagem erótica que tivesse? "Senhora Black, há certas coisas que um homem pode fazer com uma mulher de seios grandes que não pode fazer com uma de proporções menos generosas".

Com as mãos, Bella tocou seus seios através da camisola de seda. Estenderam-se sobre seus dedos grandes, sim, mas ainda firmes. Que figura teria a amante de Jacob? "Você ama a seus filhos, mas não sabe nada a respeito de seu marido... Nem sobre você mesma".

Seus mamilos endureceram sob seus dedos. Afastou as mãos bruscamente. Sem dúvida, a amante de Jacob tinha o busto plano e os quadris pequenos. Tudo o que Bella não tinha.

A bolsa de gelo deslizou e tinha conseguido intumescer sua orelha enquanto a cabeça lhe seguia pulsando. Voltando-se, desligou o abajur ao lado de sua cama.


Um capitulo que não revelou muita coisa, né? Mas veremos o que acontece no proximo.
Eu demorei again, eu sei. Mas é muita coisa ao mesmo tempo. Minhas proprias fics, preguiça, volta as aulas, preguiça, mais fics, preguiça. Vocês entendem, huh? Espero que sim. ASHUSUAHUSHAUHSUHS Sobre o capitulo anterior, eu repostei ele. Não tem nenhuma alteração, mas eu percebi que tinha um erro embaixo da minha nota. Entãaao, pra ficar tudo certinho, repostei e postei esse novo. Espero que gostem.

Obrigado para quem deixou review, e você que não deixou, essa é sua oportunidade!

Beijo, beijo.

Drigo