CAPÍTULO IX – Lição seis

Bella fixou o olhar no escuro brilho do mogno e na fumaça quente que subia da pequena xícara de delicadas nervuras azuladas. Algo como não olhar aqueles olhos que sabiam tudo.

—Você praticou o giro em pélvis contra o colchão.

Não era uma pergunta.

Bella inclinou sua xícara e bebeu de um gole, o amargo café. O líquido fervente que deslizou por sua garganta não serviu para rebater o fogo abrasador que acendia em seu rosto. Deixou a xícara vazia sobre o pires e com cuidadosa precisão o colocou sobre a sólida mesa. Com determinação, elevou a cabeça e se encontrou com seu olhar.

—Sim, fiz.

Os olhos de Edward brilhavam a luz do abajur.

—O prazer é muito maior quando uma mulher está com um homem.

Ela se negou a sucumbir ante sua vergonha. - Como sabe, Sr. Cullen?

—Porque o prazer é muito maior quando um homem está com uma mulher.

—Então os homens também praticam rodando os quadris contra o colchão? —Perguntou de maneira cortês.

—Não, Taliba. Os homens praticam com suas mãos.

Ela ficou sem fôlego. Era inconcebível que ele estivesse sugerindo o que ela pensava. Parecia-lhe impossível que um homem como ele tivesse necessidade de...

Você o faz?

A pergunta escapou antes de poder conter.

Ele não fingiu a interpretar errado.

—Sim.

— Por quê?

—Solidão. Necessidade. Todos queremos ser tocados, embora seja por nossa própria mão.

—Mas você pode ter todas as mulheres que deseja, a qualquer momento. Não precisa depender de... —Suas mandíbulas se fecharam com força.

—Recorde o que lhe disse, Taliba. – Ele murmurou com suavidade. - Aqui, em minha casa, você pode dizer o que quiser.

Bella já tinha falado muito. Mas, em lugar de se retorcer de vergonha, sentia-se estranhamente liberada. Aquele homem sabia mais a respeito dela que qualquer outra pessoa... E não a julgava por conhecer suas necessidades. Provavelmente inclusive as compartilhasse, querendo tocar, ser tocado... Impossível. Uma mulher como ela não tinha nada em comum com um homem como ele. Se ela queria alguma coisa, analisava-o. Se ele queria, pegava-o.

Bella trocou de assunto, para o mais inofensivo do capítulo seis.

—O Sheik dá grande importância ao beijo.

Ferame.

— Desculpe?

—O Sheik dá grande importância a um tipo específico de beijo, senhora Black. O beijo para excitar um homem ou uma mulher se chama, ferame.

O beijo no qual se usavam a língua e os dentes.

—Custa-me acreditar que um homem morda a língua de uma mulher, Sr. Cullen. – Ela disse de maneira contida.

Mas podia imaginar.

Sombras desiguais atravessavam sua face.

—A língua de uma mulher é como um mamilo, pode mordiscar e sugar. Sua boca é como a vulva, para ser lambida e penetrada. Alguma vez teve a língua de um homem em sua boca?

Um relâmpago estalou entre as coxas de Bella. Imaginou a face morena de Edward inclinando-se para a dela, beijando, lambendo epenetrando sua boca com a língua. Imediatamente, a imagem foi substituída por sua face colocada entre suas pernas, beijando, lambendo e penetrando sua vulva com sua língua.

Era uma visão fascinante. Estremecedora. Provocou que sua respiração se acelerasse e seu coração se lançasse no galope. Jacob era um homem distante. Não realizava tal ato a muito tempo, mas com certeza o fazia com sua amante jovem e formosa.

— Alguma vez teve a língua de uma mulher em sua boca?

— Você está evitando a questão, senhora Black? – Edward perguntou, languidamente.

Sim, estou. – Ela respirou fundo. - Já tive a língua de um homem em minha boca, mas sempre poucas vezes. Jacob parece ter nojo de mim. – Mas nunca a tive em nenhum outro... – Você está evitando minha pergunta?

- Você já conhece a resposta.

Sim, conhecia a resposta. Provavelmente tinha tido línguas em sua boca. Estudou as luzes e sombras que marcavam as altas maçãs do rosto e seu nariz, tentando evitar seus olhos e o magnetismo erótico de seus lábios.

—Se um homem fosse suscetível... E reticente a usar este tipo de beijo, como recomenda que uma mulher... Aborde o assunto?

— Fazendo isto. — Edward levantou um longo e experiente dedo e tocou o canto de sua própria boca.

Os lábios de Bella responderam com um tremor. Umedeceu-os. — Quer dizer tocar sua boca? Mas onde?

—Toque, senhora Black.

—Prefiro que você me mostre em que lugar seus lábios são mais sensíveis, Sr. Cullen.

—Isto é um experimento, senhora Black. Há um motivo pelo qual lhe sugiro que faça isto.

— Então, se for um experimento, talvez seja eu quem deva explorar seus lábios.

O abajur piscou e flamejou vivamente.

Ela não podia acreditar no que acabava de dizer e que seguia, soando em seus ouvidos.

Ele semicerrou os olhos, como se tampouco pudesse acreditar no que tinha ouvido.

Um repentino rangido de madeira rasgou o silêncio. Bella desviou o olhar dos olhos verdes para um botão de marfim. Ele rodeou a mesa com passos silenciosos, enquanto ela continuava olhando fixamente o lugar onde, se não fosse por aquele arrebatamento, ele seguiria sentado.

Edward se colocou diante dela, bloqueando a luz do abajur. Bella podia sentir o roçar de sua calça marrons de camurça contra o vestido de seda cinza escuro que cobria seus joelhos. O tecido que cobria seu sexo estava enxarcado, como se estivesse estirada sobre algo muito grande e muito duro.

Bella jogou a cabeça para trás. A luz que resplandecia atrás de Edward delineava seu cabelo como se tivesse um tom de bronze brilhante sobre sua cabeça. Lúcifer, momentos antes da queda.

— Estou a seu dispor, Taliba.

Sinos de alarme chocaram e repicaram dentro de sua cabeça.

Jamais tinha visto um diferente homem e queria vê-lo. Jamais tinha beijado um homem além de Jacob e também queria beijá-lo.

— Você prometeu que não me tocaria. — Quase não podia reconhecer sua própria voz.

— Nesta sala, sim.

Sua voz era perfeitamente reconhecível.

Bella recordou o pânico que havia sentido algumas horas antes, frente a um homem que tinha ameaçado mata-la com um revólver. Também se lembrou do medo que tinha passado quando atravessava as ruas de Londres, o temor que havia sentido desafiando seu marido depois de que tivesse chamado o delegado porque lhe tinha causado um desconforto.

Não queria morrer sem tocar alguém que não fosse a si mesmo. Empurrando para trás a cadeira de pele, se levantou. Sua cabeça chegava ao ombro de Edward. Ele estava muito perto. Podia sentir o calor de seu corpo e quase o batimento de seu coração.

— Você... Você é muito alto.

Imediatamente ele se apoiou na beirada da mesa.

Seus olhos alcançaram quase a mesma altura que os dela e seu olhar permaneceu imperturbável. Seus joelhos estavam abertos de modo que Bella podia dar um passo e ficar entre eles... Caso se atrevesse.

E ela se atreveu.

O espaço entre suas pernas emanava calor. Bella observou sua boca, agradecida de ter uma desculpa para escapar a intensidade de seus olhos. Jamais tinha examinado os lábios de outro homem. Nunca se tinha dado conta do quanto se assemelhavam a uma obra de escultura, como se estivessem cinzelados na carne, o lábio superior marcado e pequeno, o inferior mais carnudo e suave. Lentamente e vacilando, estendeu um dedo e tocou o lábio inferior, sensualmente arredondado.
Uma descarga elétrica percorreu seu corpo.

Edward jogou a cabeça para trás. Rapidamente, ela retirou sua mão.

— Sinto muito. Sinto-o muito. Não queria...

— Não me machucou, Taliba. — Sua respiração cheirava a café e a açúcar. Aromas familiares, quentes e exóticos, como ele mesmo. Uma mecha de cabelo bronze caiu sobre sua testa. - Os lábios de um homem são tão sensíveis como os de uma mulher.

— Mas se forem tão sensíveis, — tentou que sua respiração fosse regular, mas não conseguiu. - Como podem duas pessoas suportar seus beijos mútuos?

— Seu marido jamais a beijou da maneira correta. – Ele disse sem inflexão em sua voz.

Bella mordeu o lábio inferior, tentando manter a relação com seu marido em segredo. O que pensaria Edward se soubesse que Jacob nunca tinha tido nem o mínimo desejo de beijá-la? Sempre o fez por obrigação.

Nem valsa, nem sexo e nem beijos. Nem união.

— A verdade, senhora Black.

Já não sabia o que era a verdade. Elevou seu queixo.

— Desta maneira que descreve Sr. Cullen, poucas vezes. Talvez no casamento e em alguns poucos momentos de intimidade.

A brincadeira que esperava não chegou.

— Passe a língua pelos lábios.

— O quê?

— O propósito de um beijo é o mesmo que o do coito, provocar umidade para que os lábios se movam com maior fluidez sem irritar, assim como as carícias do homem estimulam a umidade na vulva de uma mulher, para que seu membro possa entrar e sair mais facilmente de seu corpo.

Bella nunca estava úmida o suficiente quando Jacob a leva até sua cama.

Os longos e escuros cílios Edward se agrupavam. Ela se concentrou nisso em vez de pensar no úmido calor que estava acumulando entre suas coxas.

— É doloroso para um homem que uma mulher não esteja... Úmida?

— Sim, embora talvez não seja tão doloroso para o homem como para a mulher. Uma vagina pode danificar facilmente, como um pedaço de fruta amadurecida. Deve-se tomar cuidado ao possuí-la, acariciá-la...

Instintivamente, Bella passou a língua pelos lábios, com sua saliva quente e fluída.

Os olhos de Edward brilhavam de satisfação.

— Agora, toque os lábios... Passe seu dedo por deles... Com suavidade.

Os lábios de Bella estavam úmidos e brilhantes. As delicadas malhas dentro de sua boca pulsavam ao ritmo da pulsação que palpitava na ponta de seu dedo. Olhou fixamente os olhos, verdes. Quanto mais olhava em seu interior, melhor podia distinguir diminutas faíscas de distintas cores.

— Passe se a língua pelo dedo.

Obedeceu-lhe sem vacilar.

— Agora toque meus lábios.

Lenta, muito lentamente, ela voltou a estender seu dedo. Desta vez a sensação foi menos elétrica, mais sensual, como se tocasse seda molhada. O calor subiu a superfície, estimulado pela tersura escorregadia de seu dedo.

— Seu lábio superior não é tão sensível como o inferior. —Sua voz era apagada. - Acontece o mesmo em todos os homens?

— Talvez. —Sua voz soou quente e úmida, abrasando todo seu dedo.

Ela elevou sua mão esquerda e tocou seu próprio lábio superior enquanto tocava o dele, deslizando e acariciando os cantos. O lábio de Edward tremeu e o dela também, sensíveis. Jamais tinha pensado que os lábios podiam ser tão sensíveis.

Com curiosidade, tentando controlar a respiração, explorou a face interna da boca dele. Nunca havia sentido algo tão suave. Ao mesmo tempo, examinou a beirada interior de sua própria boca, perdida na sensação, na textura das peles, no calor espinhoso que percorria seus lábios e as pontas de seus...

Um calor molhado brotou de repente entre suas pernas e com a ponta de seu dedo roçou a língua dele.

Retirou a mão com força. O que estava fazendo?

— Homens e mulheres beijam do mesmo modo? — Perguntou bruscamente, fechando suas mãos e colocando-as dos lados de seu corpo. Ele tinha prometido não tocá-la. Talvez ele devesse ter exigido o mesmo de Bella. — Quero dizer... Existem coisas que um homem pode fazer e uma mulher não e vice-versa?

— Essa é a beleza do sexo, senhora Black. Um homem e uma mulher são livres de fazer tudo que dê prazer um ao outro.

Seus lábios brilhavam com a saliva. Pareciam inchados, como se Bella os tivesse machucado. Eva maltratando o fruto proibido. Bella deu um passo para trás e tropeçou com a cadeira de couro, que saiu disparada para trás.

Mortificada, segurou rapidamente sua bolsa, que tinha caído no tapete.

— Por favor, desculpe-me. Parece que hoje estou especialmente fora de mim. Deveria voltar para casa...

A sombra de Edward se projetou atrás dela. Algo tocou a parte de atrás de suas pernas... A cadeira.

—Sente-se, senhora Black.

Como se não tivesse acontecido nada indecoroso, Edward voltou para sua posição atrás da mesa de mogno.

—O Sheik descreve quarenta posturas favoráveis ao ato do coito.

—Sim. —Podia sentir os batimentos de seu coração... Em seus lábios, entre suas pernas, em seus mamilos.

— Você tomou nota?

—Não. — Estivera muito ocupada lendo e palpitando de desejo.

Edward abriu a gaveta superiora da mesa e tirou a grossa caneta de ouro. Não teve mais opção que agarrá-la... E recordar como tinha comparado sua própria caneta com a dele. E como tinha desejado aquele pequeno consolo.

Edward empurrou uma grossa pilha de papel branco sobre a mesa, reluzente como um espelho.

— Tome notas, senhora Black.

Em outro momento ela se ofenderia ante aquela ordem, mas agora estava agradecida de ter outra coisa em que se ocupar que não fossem os batimentos do coração e de desejo que percorriam todo seu corpo.

— A menos que a gente tenha afeição pela acrobacia, só há seis posturas que um homem e uma mulher podem empregar. Uma mulher pode deitar sobre suas costas com suas pernas levantadas vários níveis ou não. Pode deitar de lado. Pode deitar sobre o estômago ou ajoelhar com as nádegas para o alto...

Nádegas para o alto... Como os animais.

— Ela pode estar em pé, pode sentar e o homem pode deitar de costas ou se sentar também.

Ventre com ventre, boca com boca.

Ela apertou a grossa caneta de ouro entre seus dedos e olhou para a tinta negra que deslizava pelo branco papel.

— Qual é a posição mais cômoda para um homem?

— Se um homem está cansado, preferirá deitar sobre suas costas e deixar que a mulher monte sobre seus quadris.

"Rekeud o air, a carreira do membro", como se o homem fosse um corcel.

Tentou imaginar Jacob recostado enquanto ela montava sobre ele... E não pôde.

— Você já possuiu uma mulher em todas as posturas, Sr Cullen?

— Nas quarenta, senhora Black.

As quarenta posturas vibraram nas profundezas de seu corpo. Como se tivesse vida própria, a ponta de metal rabiscava uma linha escura de palavras sobre o papel.

— Qual é sua posição favorita?

Um súbito suspiro se ouviu acima do batimento do coração de Bella. Não sabia se provinha dele... Ou dela.

— Sou partidário de várias. — A voz de Edward se tornou mais profunda. — Minhas posturas favoritas são aquelas nas quais posso tocar os seios e a vulva de uma mulher.

Beijando. Chupando. Lambendo. Tocando. Possuindo.

— E a que menos gosta?

— Aquela que não satisfaça a mulher.

Bella elevou a cabeça súbitamente.

– Por que não ficaria satisfeita uma mulher com você?

Ele jogou a cabeça para trás e fixou o olhar no teto, como se não pudesse suportar vê-la. "Por que não ficaria satisfeita uma mulher com você ressoou dentro de sua cabeça?".

Bella endireitou as costas. Que mulher tola ele devia considerá-la!

— Talvez a penetre muito profundamente. — As duras palavras foram dirigidas ao teto. — Ou talvez não a invista com suficiente profundidade. Uma mulher que não está acostumada ao jogo sexual ou qual se absteve durante algum tempo, sentirá dor se elevar suas pernas sobre meus ombros.

Bella se esqueceu de tomar notas. Esqueceu-se de que ele era um sedutor e ela a esposa do ministro da Economia e Fazenda. Esqueceu de tudo exceto do fato de que ele era um homem que estava compartilhando com ela suas reflexões mais íntimas.

Baixou a cabeça. Em seu rosto se formou uma composição de luzes e sombras.

—Por outro lado, uma mulher que deu a luz a dois filhos requererá uma maior penetração para obter o climax. Sentirá prazer quando pressionar e impulsionar contra seu ventre, golpeando para entrar. Não lhe importará que eu seja um sedutor. Só alcançará verdadeira satisfação sob minhas carícias.

Bella tinha dado à luz à dois filhos.

Evidentemente, a fumaça da madeira lhe tinham nublado a mente. Um homem como ele não teria interesse numa mulhercomo ela.

— Por que voltou da Arábia, Sr Cullen?

As nítidas linhas de seu rosto se endureceram

— Porque fui um covarde, senhora Black.

Bella tinha ouvido muitos rumores sobre Edward, mas a covardia não estava entre eles.

— Não acredito.

Ele ignorou sua resistência em acreditar.

— Você não é uma mulher covarde. Você não fugiu da dor da traição. Você está tomando o controle de sua vida. Eu não o fiz.

Um sedutor como ele não devia sentir tanta dor.

— Você teve a coragem de deixar a Arábia e começar uma nova vida.

Bella jamais tinha visto tanto abatimento nos olhos de um homem.

— O mais seguro é que você não lhe entendesse bem.

— Asseguro-lhe, senhora Black, que não houve nenhum mal-entendido.

— Como sabe? Alguma vez voltou...?

—Jamais voltarei.

Mas desejava. Podia ver em seus olhos, sentir como ressoava em seu corpo.

—Você não é um covarde. - Repetiu ela com firmeza.

Um sorriso iluminou seu rosto, apagando as sombras, enchendo-o de luz.

— Talvez não o seja, senhora Black. Ao menos, não neste momento.

— São formosas as mulheres de um harém?

— Eu estava acostumado a acreditar que sim.

— Como elas desfrutam?

— Com o que o homem desfrute.

Não podia ser.

— Acaso não têm preferências pessoais?

— Como você, senhora Black, seu principal interesse é satisfazer... A um homem.

Dava a impressão de que a idéia lhe resultava intolerável. Se um homem como ele não podia ser seduzido por seu próprio desejo, como poderia tentar a seu marido alguma vez?

— Acaso não é isso o que quer um homem...? Que uma mulher coloque o desejo masculino antes do seu próprio?

— Alguns homens. Às vezes.

— Não é isso o que você deseja?

— Direi-lhe o que desejo, Taliba. – Ele disse com voz rouca.

Ela tinha ido muito longe.

— Já me disse o que você deseja, Sr Cullen. Uma mulher.

Uma mulher quente, úmida e voluptuosa, que não tenha medo de sua sexualidade e nem vergonha de satisfazer suas necessidades.

Inclinando-se, ela colocou a caneta de ouro sobre a fria madeira da mesa... Mas ele a segurou de entre seus dedos. Edward se tornou para diante na cadeira, com a caneta estirada entre suas duas mãos. oito centímetros de ouro puro.

Bella voltou a se endireitar, mas foi muito tarde. Seus olhos se encontraram com os de Edward.

—O Sheik escreve a respeito de seis movimentos que um homem e uma mulher praticam durante o coito. O sexto movimento se chama "tachik o heub, encerrar o amor". O Sheik assegura que é o melhor para uma mulher... Mas é difícil de obter. Um homem deve investir com seu membro tão profundamente dentro do corpo dela que o pêlo púbico de ambos se unem. Ele não pode sair nem um centímetro, sequer quando a mulher o segura mais forte que com um punho e seus testículos sofrem por se liberar. O único membro que pode introduzir é sua língua dentro e fora de sua boca, enquanto esmaga sua pélvis contra a dela. "Dok". Comprimindo repetidamente contra seus clitóris até que ela alcance o climax uma e outra vez.

Da mesma forma que ela tinha apertado sua pélvis contra o colchão. Um líquido quente umedeceu suas coxas. Ela observou, fascinada, como ele fechava o punho da mão esquerda e deslizava a caneta dentro de um envoltório formado por seus dedos até que só sobressaía entre sua pele a ponta dourada arredondada.

Ela viu lhe examinando. Bella sabia que ele se dera conta e, entretanto, não podia olhar para outro lado.

— Ao permitir que a mulher alcance o orgasmo, — ele rodou a caneta de ouro em círculos dentro de seu punho, — propício que ela faça o mesmo comigo.

— Alguma vez realizou este... — Ela soava como se tivesse subido as escadas correndo. — O sexto movimento?

O grosso cilindro de ouro deslizou fora de seus dedos, lentamente, centímetro a centímetro, como se a vagina da mulher estivesse lutando por atraí-lo novamente em seu interior.

Bella apertou suas coxas com força, sentindo a atração no mais íntimo de sua própria carne.

— Alguma vez viu outro homem, senhora Black?

Bella afastou seu olhar bruscamente do ímã da caneta de ouro. Seus olhos estavam esperando os dela, quentes e brilhantes, sabendo exatamente o que estava fazendo-a sentir.

— Não.

— Gostaria de fazê-lo?

O oxigênio do salão não foi suficiente para encher seus pulmões.

Qual era exatamente sua pergunta? Gostaria de ver um homem? Ou gostaria de vê-lo?

Bella passou a língua pelos lábios. Ele também se deu conta disso.

—Sim, Sr. Cullen, eu gostaria de ver um homem.

Edward ficou em pé.

O olhar de Bella pousou no centro de suas coxas. A calça social preta estava armada, totalmente armada.

Aproximou-se um pouco mais...

— É hora de partir, senhora Black.

Bella recordou o desprezo do baile dos Whitfield e se perguntou se ele teria sentido uma espetada de dor por aquele rechaço, tal como ela sentia agora. Sentiu que a vergonha a consumia. Ele tinha compartilhado com ela seus conhecimentos e ela o tinha rechaçado. Endireitou os ombros e se levantou, apertando os papéis e sua bolsa.

— Espero que possa desculpar minha conduta no baile.

Suas desculpas foram recebidas com frieza. — De que conduta fala, senhora Black?

— Não quis... —Sim, sua intenção tinha sido desprezá-lo. Tinha visto a desaprovação no olhar de sua mãe e tinha atuado automaticamente para evitá-la. — Deixei-o plantado.

— Dançaria de novo comigo?

Dançar com ele, o sedutor. Seus seios contra seu peito, suas coxas contra suas coxas, girando e dando voltas, imune às boas maneiras e as realidades feias e odiosas. Ele era um homem que não pertencia nem ao Oriente e nem ao Ocidente e ela era a esposa de um homem que preferia a cama de sua amante à dela.

Seria uma honra.

Um sorriso torceu sua boca.

— Pergunto-me, senhora Black, onde está seu marido?

Sua coluna ficou rígida.

— Em casa. — Mentiu. Ou talvez não. — Em sua cama.

Aonde ela deveria estar.

— Está segura, senhora Black?

— Você me mentiu, Sr Cullen. — Ela repôs. — Você sabe quem é sua amante.

— Eu não menti, Taliba. Não sei. Simplesmente queria comprovar se você sabia.

— Você não acredita que eu seja capaz de seduzir meu marido, não é certo?

Por fim. Havia dito.

— Não sei.

Bella elevou a cabeça. Não sei, era melhor que não.

— Talvez você subestime suas habilidades como tutor?

—Talvez você subestime seu marido.

Todo o desejo contido explorou em furiosa frustração.

—Isto não é um jogo. Você me disse que embora o chamem bastardo ou infiel você segue sendo um homem. Pois eu sou uma mulher e minhas opções são poucas. Devo fazer com que meu matrimônio funcione porque é tudo o que tenho.

Encheram-lhe os olhos de lágrimas.

Edward odiava as lágrimas. Durante trinta e três anos tinham sido sua única forma de protesto, afogando sua solidão num travesseiro.

—Vá para casa, senhora Black. —Seus olhos claros eram impenetráveis. – Você tem olheiras. Durma um pouco. Amanhã discutiremos os capítulos sete e oito.

—Está bem.

O papel era dele. Colocou-o quase sem dar conta sobre a mesa e se voltou, procurando não bater na cadeira e tentando ocultar as emoções que pareciam se apoiar frágilmente sobre seus ombros.

—Senhora Black.

Por um instante, Bella pensou em abrir a porta, sair e voltar a ser a pessoa segura e livre de culpa que tinha sido na semana anterior. Não tinha coragem e estava desesperada.

—O quê?

—Regra número cinco. Toque seu corpo e encontre os lugares mais sensíveis. Deite-se sobre suas costas, dobre seus joelhos e pratique as mesmas rotações que praticou contra o colchão.

— Aprenderei com isso a agradar a meu marido, Sr. Cullen? —Perguntou com dureza.

—Aprenderá a agradar um homem, senhora Black.

Por que ele separava os dois, como se Jacob não fosse um homem?(N/A- Porque será né Gabi?) Ou como se não acreditasse que Bella fosse capaz de satisfazer seu marido... Uma vez?

—Muito bem.

—MA'A e-salemma, Taliba.

—MA'A e-salemma, Sr. Cullen.

Bella abriu a porta e se encontrou de frente com o mordomo árabe.


Caralho. É o que eu tenho para dizer sobre esse capitulo.

O QUE FOI AQUELE LANCE DOS LÁBIOS? MORRI. BJS

HUASHUAHUAHUUAHUASHUAS

Eu sei, demorei muuuuito dessa vez, mas te contar que eu ando meio desanimado para o mundo fandom. Desculpem. :) Enfim, ta ai e eu acho que vocês vão gostar. Esses dois já estão quebrando as proprias regras. Fico imaginando como será a lemon. HOHOHO.

Virei com o proximo capitulo em breve.

Reviews, ok?

Beijo beijo,

Drigo