Capitulo 2

O celular tocava desesperadamente em cima do criado mudo.

Uma, duas, três vezes copiosamente e nada do corpo inerte em inconsciência se mover para atender.

Mais um toque e finalmente, com um gesto brusco, Edward levou o aparelho até seu ouvido.

-O que você quer, Alice? – sua voz soou seca e ríspida pela linha, demonstrando seu mau humor.

-Você estava dormindo, Edward? – o tom de Alice beirando a ingenuidade do outro lado da linha. – Já são quatro e meia! Você tem noção do quanto esse coquetel é importante para nosso pai?

-Tenho, Alice. – ele retrucou sem importância, bufando.

-Você não vai sozinho, não é? – a pergunta saiu temerosa. – Você já tem uma acompanhante para essa noite, não é mesmo, Edward?

-Não, Alice. Que diferença isso faz?

-Edward, não me interessa a diferença. Você precisa estar acompanhado. – ela dizia como se aquilo fosse obvio. – Ligue para alguma de suas ex. Tanya irá adorar ir ou a Jessica. Você lembra da Ângela? Era um doce aquela menina.

-Alice...

-Vamos, Edward, não seja tão orgulhoso. Afinal ex- namorada serve para isso, não é o que vocês homens dizem? É sempre assim, terminam conosco e quando mais precisa... volta a ligar. – ela começou a falar sem pausar.

-Foram elas que terminaram comigo, Alice. – ele interrompeu.

-Ah. – ela se calou. – E agora?

-Eu dou um jeito. – Edward comentou. A imagem de Micaela ascendendo em sua mente.

-Vou estar te esperando lá às seis e quarenta, Edward! Se você não chegar até lá, considere-se um homem castrado.

Ele encerrou a ligação sem mais palavras, rolando pela cama até encontrar a calça social que vestia mais cedo, pegando o cartão pálido e logo seus dedos sonolentos discavam a seqüência de números.

-Alo? – a voz pouco familiar atendeu.

-Vamos sair essa noite? Não aceito não como resposta. – ele foi direto.

-Quem está falando? – Micaela perguntou nervosa, sem reconhecer a voz calorosa de Edward.

-Pensei que o encontro que tivemos de manhã tinha sido marcante para você também. – brincou sedutoramente.

-Edward?

-Pode ser. – ele riu. – Ou você usou essa tática com mais alguém? – o tom de ciúmes fingido e erotismo que ele usou na frase, não deixou que ela percebesse o quão suava falso e desesperado.

-Que bom falar com você. – ela se derreteu.

-Então, posso ir te buscar hoje às seis e meia?

-Para o que...?

-Para um coquetel. Esteja bem vestida.

Desligou novamente.

Se tinha algo que Edward não gostava, era de falar através de um aparelho. Apesar de seu apartamento ser equipado com tecnologia de última geração, ele era um tanto conservador em relação à modernidade. Hipocrisia? Talvez não, apenas um escritor modesto.

-Bella, acorda! – Thiago balançava o ombro delicadamente de sua namorada, enquanto sentado ao seu lado na cama, ele beijava a nuca exposta pela camisola.

-Ah, me deixe dormir. – ela disse cobrindo a cabeça.

-Vamos, Bells, você vai se atrasar.

-Quinze minutos!

-Já são sete e meia. – ele mentiu.

-PUTA QUE PARIU! – ela levantou rápido. – Cadê meu vestido?

Seus cabelos desgrenhados e olhos inchados mostravam o quão rápido ela despertou. Thiago olhava a cena, se divertido e com desejo. Na pressa de levantar, a alça da camisola de Bella caiu pelo braço, deixando a mostra o bico de seu seio.

-Do que você está rindo? – perguntou nervosa.

-Desculpa, Bella. – ele tentou conter o riso com o punho. – Você não está atrasada.

-Como é?

-Ainda são cinco horas. – ele disse já se levantando e indo abraçar a namorada. – Vamos tomar um banho? – ele perguntou abaixando a outra alça e beijando o ombro nu de Bella.

Bella respirou fundo e, tirando a camisola, foi para o chuveiro.

-Posso? – ele perguntou indo atrás dela.

-Fique aí. – ela disse ainda brava, apontando com o dedo indicador a porta do banheiro.

-Ah Bella, por favor. – ele exclamou já tirando os sapatos e a camiseta.

Bella nada respondeu, apenas fechou o vidro do box e ligou o chuveiro quente. Com um sorriso malicioso, contou até três nos dedos e esperou o namorado abraçá-la pelas costas.

-Eu disse que era para você ficar lá fora. – ela comentou pegando a mão de Thiago e deslizando por seu corpo molhado.

-Não agüentei ficar lá fora com você molhadinha aqui dentro. – ele sussurrou em seu ouvido.

Bella gemeu e puxou o corpo de Thiago para junto do seu. A barba por fazer roçando em seu ombro a deixava arrepiada.

Thiago não se demorou a ficar excitado, roçando sua ereção na bunda de Bella, fazendo-a arrebitar mais e mais seu corpo contra o dele para se estimular. Os dedos de Thiago escorregaram de seus mamilos para sua intimidade, fazendo que sua cabeça inclinasse para trás, apoiada em seu ombro. Thiago mordia o ombro de Bella, roçando sua barba por fazer na pele macia enquanto ela estremecia sob seus braços.

Apoiando as mãos dela na parede, ele puxou a pele que cobria sua glande avermelhada, e colocou na entrada úmida de Bella e subindo a mão da curva de seu quadril, pelas costas molhadas dela, até alcançar sua nuca. Segurou seus cabelos com o punho. Penetrou-a de uma vez.