Capitulo 5.

-Edward, acorda! – a voz baixa e feminina o trouxe da sonolência.

-O que? Deixe-me em paz! – ele reclamou virando-se para o outro lado, a cabeça novamente explodindo de dor.

-Vamos, Edward! Levante! Já é tarde e você não atende ao telefone, nem nada! Fiquei tão preocupada.

-Alice... – ele falou erguendo a cabeça na direção da irmã que estava na beirada da cama. – Como você entrou aqui?

-Chave reserva na caixa do correio. – ela falou de forma obvia. –Creio que você esqueceu que pensamos exatamente iguais.

-Por favor. – ele disse se controlando. –Você poderia me dar licença? – apontou pro corpo coberto com o lençol.

-Como se eu nunca tivesse visto. – Alice disse virando de costas e cruzando os braços.

Ele alcançou a sua boxer escura no canto do quarto indo para o banheiro.

-Quem? – Alice estava apoiada na porta olhando fixamente para o reflexo do irmão.

Edward levantou o rosto, a água escorria por sua pele pálida enquanto ele fitava os olhos cor de mel no espelho.

-Quem o que, Alice? – voltou a enxaguar o rosto.

Alice respirou fundo.

-Por favor, Edward. Diga-me quem está te deixando assim. – ela exclamou preocupada – Você pelo visto chorou a noite inteira. Olha só para seu rosto. – ela deu um passo a frente, estancando quando viu o irmão erguer os lábios sobre os dentes.

Ele parecia perigoso assim.

Parecia.

-Assim como? – o cinismo de sua voz mostrava o quanto ele gostaria de sair correndo daquela conversa. –É uma garota. – confessou após um suspiro, lembrando de que se tratava de Alice Cullen.

-Que era uma garota não precisava nem ser vidente para saber. –Alice disse brincalhona. –Q.u.a.l garota? – ela perguntou separadamente.

-Isso não é da sua conta. – Edward murmurou sério.

-Quando? – a pequena não se deu por vencida.

-Há quatorze anos atrás.

Alice arfou.

-Faz tanto tempo, Edward. Eu tinha o que? Uns sete anos?

-Seis. – corrigiu com certeza

-Como? – Alice continuou com o interrogatório, já que estava tendo sucesso em sua investida.

Edward virou-se da pia e encostou-se ao mármore frio, fitou o olhar curioso da irmã e respirou fundo, dosando o tamanho da dor de seu peito. Dessa vez, a mesma torcia-lhe o músculo que ele acreditava amar.

Respirou novamente, prevendo se conseguiria segurar o aperto que lhe pressionava os pulmões na frente da irmã.

-Eu era tão novo... – começou de cabeça baixa. – E ela mais ainda... éramos apenas amigos quando algo novo surgiu em meu coração, algo maior que a amizade, algo incontrolável. Eu já não conseguia medir meus pensamentos nem minhas ações ao seu lado. Sua face corada quando minha mão tocava em seu rosto delicado. – lembrou saudoso. – Eu sabia que ela sentia o mesmo por mim. – outro suspiro. – No dia que ia pedi-la em namoro... – ele puxou o ar segurando-o dentro do peito. – Ela simplesmente se despediu de mim. – exalou. – Ela não viu, mas assim que ela saiu daquele lugar meus joelhos cederam, fazendo-me cair ao chão. Eu não me lembro de ter chorado tanto em qualquer momento de minha vida, Lice. A pulseira que eu daria a ela como prova do que eu sentia era massacrada pelo aperto de minha mão dentro do bolso. – ele disse de uma vez só, num único fôlego. – Eu me sentia totalmente perdido...

-E-Edward. – Alice gaguejou diante da informação. – Por que você guardou isso por tanto tempo, sem falar nada pra ninguém? Por que você sofreu sozinho todos esses anos? – Alice questionou magoada pela tristeza do irmão.

-Por isso! – ele esticou os braços cansados na direção dela. – Eu não preciso que ninguém tenha pena de mim.

-Orgulho. – ela respondeu.

-Chame do que você quiser. – virou-se novamente para a pia, espremendo a pasta de dente na escova.

-Edward... Já se passou tanto tempo! Por Deus, você já tentou procurar essa moça?

-Não... – comentou lembrando-se da promessa que fizera diante daqueles olhos chocolate marejados.

-Então você precisa seguir em frente, não? – ela perguntou. – Isso não pode te segurar mais!

-Alice, por favor! – ele disse pressionando as têmporas. – Você não veio aqui só para me cobrar uma vida amorosa decente, não é? – perguntou com a boca espumando, literalmente.

-Você precisa se ajudar, já que não permite que ninguém te auxilie. E não, não vim aqui para isso. Vim te buscar para a reunião que nosso pai está organizando para hoje.

Edward respirou fundo, já indo para o closet procurando o que vestir. Ele devia isso a Carlisle.

-O que você pensa que está fazendo? – Alice perguntou atônita da porta do quarto.

-Procurando algo que vestir? – perguntou sarcástico. –Ou você acha que o nosso Dr. Bunitão vai gostar da concorrência tão baixa, no requisito conquistar médicas gostosinhas? – mostrou o corpo magro e definido coberto apenas por um pano na altura da cintura.

Alice apenas riu e trouxe o irmão para fora do closet, estendendo a calça jeans e a camiseta que ele tinha num canto do quarto.

-Eu vou te levar para casa e depois eu vejo o que você vai vestir.

-Compras, dona Alice? – Edward perguntou enquanto puxava a calça para a cintura.

-Sim! – ela disse empolgada. – E não reclama, que eu nem pensei em te levar. Se bem que não é má idéia.

-Dispenso. – ele falou firme.

***

-Vamos Thiago, já são quatro e meia! – Bella gritou da porta do banheiro. – É pior que eu esse homem... – disse sorrindo quando a porta se abriu, mostrando Thiago com gotas escorrendo pelo peito forte e apenas coberto por uma toalha na altura da cintura.

-Você tá muito apressada. – ele disse puxando-a de encontro a seu peito.

-Vamos nos atrasar... – ela comentou com um sorriso enquanto beijava os lábios de Thiago.

-Relaxa Bells, dá tempo de fazermos tanta coisa. – ele comentou enquanto beijava o pescoço exposto de Bella e a puxava mais para perto de seu corpo. – Você tá muito vestida sabia?

-Em compensação... – ela disse soltando a toalha presa na cintura. –Ops! – riu.

-Sua risada é tão gostosa de ouvir. – ele comentou apaixonado.

Ela nada respondeu. Se entregou aos beijos apaixonados de Thiago e o puxou para cama.

O corpo forte caindo em cima do seu fez Bella estremecer. Ela segurava a nuca do homem que a envolvia o mantendo ali.

Seu vestido de cetim deslizou pela suas pernas enquanto as mãos exploravam a calcinha fina que ela tinha em seu corpo.

-E íamos sair sem eu ver isso. – ele ofegou enquanto sentia a intimidade de Bella já úmida

-Não faz isso. – ela disse sem ar enquanto vibrava o quadril nos dedos de Thiago. – Você vai me enlouquecer um dia... – ela mordeu o lábio inferior. – Para com isso, Thiago! – disse firme. – Eu quero você logo! – ela o puxou pelos ombros, o fazendo pressionar a ponta do membro já ereto em sua entrada. –Ohhh! – gemeu com o contato.

Thiago se segurava para não possuir Bella enquanto ela gemia em seu ouvido. Hoje ele queria que fosse diferente, ele queria tê-la por inteira, ouvindo-a gritar seu nome para que todos vissem que ela era dele. Algo gritava em seu interior que ele precisava dela, inteira. Exclusiva, quem sabe.

-Eu te quero, Bells. – ele sussurrou em seu ouvido. – Muito.

-Eu também e eu quero agora! – disse autoritária.

-Pede.

Bella se arqueou e implorou que ele a penetrasse, o que ele ainda não tinha feito.

-Pede. – perguntou ofegante, enquanto roçava sua ereção no ponto fraco de Bella.

-Não faz isso! Eu já pedi. ME COME LOGO! – Ela pediu desesperada enquanto friccionava seu clitóris na ponta dos dedos de Thiago.

Thiago completou Bella numa só estocada, fazendo-a gritar. Bella o abraçou forte enquanto ele a penetrava ritmado. Os corpos dos dois se chocavam em uma dança luxuriosa. O suor já escorria pelas costas largas de Thiago. Bella cravava as unhas no ombro dele enquanto sentia os espasmos por seu corpo.

-Mais fundo! – ela pedia.

Thiago investia em seu corpo com movimentos certeiros, a fazendo gemer.

-Vamos, Bella, geme.

Bella agora apertava o membro de Thiago, mostrando que estava próxima de seu orgasmo.

-Oh Bella! Isso é tão bom… - Thiago arfava aumentando o ritmo. – Eu vou gozar, Bells.

Bella apertou novamente seus músculos fazendo Thiago gemer alto. Ela mordeu o seu ombro para aliviar a contração que sentia em todos seus músculos enquanto o orgasmo a dominava. Thiago gemeu e repousando a cabeça no ombro de Bella, gozou.

-Wow. – ele disse somente.

-Se vista logo. – ela disse subindo o vestido enquanto sorria olhando para aqueles olhos azuis que a deixava de pernas bambas.

-Estou pronto num segundo. – ele sorriu.

Em alguns minutos, os dois já estavam recompostos e trancando o apartamento.

-O que foi aquilo hoje? – ele disse no ouvido dela enquanto a puxava para seu peito, colocando as mãos cruzadas sobre a barriga lisa de Bella.

Bella nada respondeu, só balançou a cabeça negativamente enquanto corava de vergonha.

Os dois logo estavam na garagem entrando no Mercedes preto de Thiago.


Ai está, mais dois capitulos! ;D

Dessa vez eu espero reviews, o que vocês estão achando e tudo mais!

Ok?

Beijao, Drigo