Capitulo 11

Edward arrumava sua mala, já recebera a noticia que iria viajar na manhã seguinte. Assim que saiu do hospital na quarta-feira, Carlisle fez questão de comunicá-lo.

Colocando camisetas, moletons, meias e cuecas dentro da comprida mala, pensava em como faria com seu trabalho. O livro de poemas estava quase pronto, porém faltavam algumas partes.

-Desculpe amigão, mas você terá que ficar ai. – disse dando um tapinha na CPU de seu velho computador. - Não precisa fazer essa cara, ele não é melhor que você. – ele disse rindo e maneando a cabeça enquanto colocava o notebook dentro da mala.

Sentiu seu celular vibrando no bolso.

-Alo? – Edward perguntou ainda com humor na voz.

-Quanto tempo! – a voz de Micaela ecoou do outro lado.

-Nossa, verdade! Como você está, Micaela?

-Bem e você?

-Melhor impossível. – mentiu.

O silencio se arrastou por alguns segundos.

-E então? – ele quebrou o silencio.

-Eu gostaria de te ver! – ela confessou. – Eu estou partindo em viagem hoje à noite.

-Entendo, podemos almoçar hoje... O que acha?

-Pode ser.

-Então te encontro daqui a quinze minutos.

-Ok.

Edward desligou o celular e respirou fundo. Vestiu uma camisa branca e uma calça jeans escura. Encarou-se no espelho e sentiu seus pulmões gritarem pelo frescor da menta de seu cigarro.

-Você não pode! – ele resmungou para a imagem no espelho.

Ele fechou a mochila e a apoiou ao lado da cama.

Entrou no elevador e ajeitou os fios de seu cabelo de forma desalinhada, levantando os óculos escuros que escorregava por seu nariz.

Como prometido, em quinze minutos estava na porta do restaurante do hotel e avistou Micaela saindo do elevador. Com um pequeno aceno, chamou sua atenção.

Micaela andava sensualmente até a direção de Edward. Seu corpo formigando de excitação e seu sorriso carregado de luxuria. Uma última transa antes de viajar não faria mal a ninguém, não é?

Talvez.

Edward percebera a intenção dos quadris de Micaela assim que ele observou os movimentos perigosos. Um arrepio subiu por suas costas ao levantar o olhar e passar pelo ventre de Micaela e se deparar com um decote um tanto quanto exagerado.

Engoliu em seco e respirando fundo, sentiu um perfume doce, gentil.

-Morango? – falou.

-Como, Edward? – Micaela apareceu em seu campo de visão.

-Estou com vontade... de comer morango. – mentiu.

Micaela mordeu o lábio inferior e olhou Edward de cima abaixo, despindo-o com os olhos.

-Então, vamos almoçar aqui no hotel mesmo... ou iremos para algum outro lugar. – sua voz soou melosa demais para os ouvidos de Edward.

-Você decide. – falou dando de ombros.

-Eu conheço um lugar incrível. – disse sorrindo e saindo.

Os dois chamaram atenção dos presentes enquanto entravam lado a lado no restaurante de culinária italiana.

-Bom dia. – a recepcionista os cumprimentou. – Em que posso servi-los? – falou gentilmente, com um sorriso nos lábios.

-Uma mesa para duas pessoas, por favor!

Está certo. – ela assentiu. – Acompanhe-me.

Micaela batia sua mão no punho de Edward enquanto andava junto de mais de seu corpo. Ele notando o sutil gesto dela, se afastou desviando de um garçom que cruzara seu caminho milagrosamente.

-Aqui está o cardápio. – colocou o livro em frente aos dois e se retirou.

-Então, como passou os dias, Edward?

"Desacordado em uma cama de hospital com meu coração podendo parar a qualquer momento." – sorriu com o pensamento exagerado. – Meio perdido em meu trabalho.

-Isso é bom! Já tem alguma idéia para data do lançamento?

-Não, por quê? – perguntou curioso enquanto seus olhos passavam pelas linhas do menu.

-Gostaria de estar de volta a cidade quando for lançado, sabe como é, conseguir um autografo exclusivo.

Edward riu.

-Por que você está saindo da cidade mesmo?

-Negócios. Um cliente esta respondendo por um processo em outra cidade, e eu terei que acompanhá-lo. Editor de revista. – respondeu, piscando para Edward.

-Entendo. Já decidiu? – Edward perguntou impaciente, enquanto olhava para o relógio em seu pulso.

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-Ainda bem que você chegou Alice. Eu não sei o que eu faria sem você. – Bella falou enquanto abria a porta para a pequena passar.

-Onde eu coloco? – disse arrastando uma mala para dentro do apartamento. – E não precisa agradecer. Ainda.

-Pode colocar ali no quarto? Estou fazendo um café, aceita?

-Sim.

-Huuuuum. - Alice ronronou maliciosa. - O que significa isso, Isabella? - veio para a cozinha com o conjunto nas mãos.

-Alice... - Bella sussurrou corada.

-Bella, meu irmão está se recuperando de um problema cardíaco, se ele ver isso em você, ele pode enfartar!

-E você acha que eu deixaria isso acontecer? - perguntou brincando. - É um pecado! - riu. - E eu nem sei por que eu coloquei isso na mala.

-Eu sei. - Alice sorriu.

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-Edward, vamos? - Carlisle perguntou enquanto colocava as malas do filho no porta-malas do volvo. – Onde você estava?

-Vamos. – falou mal humorado. – Eu estava almoçando. Ainda não entendo porque eu não posso ir dirigindo.

-Edward, não vou te explicar de novo. Eu e sua mãe estamos aproveitando para ir viajar também e você era muito pequeno da ultima vez que foi. Temos um lugar para parar no caminho também. – Carlisle explicou. – E precisava demorar tanto no almoço?

-Onde?

-Você verá. – Esme disse colocando mais uma mala no maleiro. – Agora entre no carro, mocinho.

Edward colocou os fones de ouvido e entrou no banco de trás contrariado, não se interessou pelo caminho e começou a tamborilar os dedos pelas teclas do seu notebook incansavelmente. Quando sentiu o carro parar, olhou em volta e viu que ainda estavam na cidade.

-Onde estamos? – perguntou confuso.

-É uma parada rápida, Edward.

Ele voltou a escrever se desligando do mundo de fora. O banco ao seu lado afundou, chamando sua atenção. Respirou fundo, sentindo o cheiro de morango invadir seu corpo. Olhou para o lado e quase teve a certeza de sentir seu coração parar. O ar fugiu de seu peito e ele teve que piscar uma ou duas vezes, talvez três.

-Boa tarde. – ela falou corando enquanto entrava no carro.

-Bella? – ele sussurrou descrente do que via.

-Edward, essa é a médica cardiologista que cuidou de você. – Carlisle comentou olhando no espelho retrovisor. – Ela irá acompanhar seu tratamento por algum tempo.

Edward se perguntava como, quando e por que de ter que ser ELA a sua médica durante dois meses em uma casa no meio do mato, sozinhos.

-Você se sente bem? – ela perguntou baixo.

Ele só conseguiu assentir com a cabeça. Desligou o ipod e fechou a tela de seu notebook, se ajeitando no banco de modo que pudesse observar cada movimento de Bella e ainda repousar sua cabeça no vidro.

P. BELLA

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Edward me observou o caminho inteiro, sem desviar o olhar por um segundo sequer. Eu sentia minha face queimar toda vez que um suspiro saia de seu corpo. A vista que corria na minha janela era fantástica. O verde das árvores que cobriam as montanhas eram de um tom sem par. Quer dizer, os olhos esmeraldas que estavam fixados em minha face tinha uma singularidade impressionante, porém eu conseguia enxergá-lo em meio as folhas.

O sol já se colocava quando, finalmente, Carlisle saiu da estrada de asfalto e entrou num caminho de terra batida. Quando observei a casa que se destacava entre os pés de eucalipto, pude reconhecer o lugar que Edward me trouxera há muitos anos atrás, quando ainda tínhamos oito para nove anos.

-Bella? – Esme perguntou olhando sobre o ombro. – Vamos descer?

-Sim, claro! – eu sorri.

Ao descer do veiculo, dou de cara com Edward me olhando do outro lado do carro ainda com um semblante misterioso, quase vazio. Tentei expressar um sorriso que claramente não foi bem aceito por ele.

"Merda" - Pensei.

Carlisle me ajudou com as malas e quando estava tudo pronto nos desejou boa sorte e comentou que em menos de duas semanas, Alice apareceria com Jasper para nos fazer companhia. - isso era bom, já que o clima entre eu e Edward não parecia que seria dos melhores.

Ao nos despedirmos de Esme e Carlisle que saíram da casa com um carro totalmente diferente, ajudei Edward a subir até seu quarto para iniciar alguns dos exames que deveria seguir diariamente.

-Você se sente bem? - perguntei escutando seu peito.

-Yep. - o som do P saiu pressionado de seus lábios.

-Ótimo. - falei assentindo. - Tome esses comprimidos, você vai sentir uma sonolência, é normal! Enquanto isso, onde eu posso me acomodar?

-No quarto ao lado, Bella.

-Obrigada.

Ainda tentei sorrir antes de sair, mas sua face ainda era uma incógnita para mim.
Entrei no espaçoso quarto e coloquei minhas malas ao lado de uma cômoda antiga. Era impressionante como as recordações vinham mais claras enquanto eu arrumava minhas roupas na gaveta.

A tarde caiu sem eu me dar conta, olhei o relógio de pulso e para a tabela de horários dos exames de Edward.

-Com licença. – disse batendo na porta e colocando a cabeça para dentro.

Edward digitava algo em seu notebook e desviou os olhos da tela assim que me viu na porta. Ele mordeu o lábio para segurar um sorriso, talvez.

-Tá na hora de mais exames.

Ele assentiu com a cabeça e colocou o notebook de lado.

-Alguma mudança? – perguntei bombeando o aparelho de pressão.

-Não, me sinto bem. – ele sorriu. – Só com a garganta um pouco seca e com uma vontade louca de fumar.

-Por que não me chamou? Poderia buscar algo para você tomar. – perguntei um pouco ofendida.

-Você é minha médica, não minha empregada.

-Não seria incomodo.

Ele deu de ombros.

-Você deve estar com fome. – ele comentou. – Ouvi seu salto a tarde inteira no quarto ao lado e em nenhum momento você desceu para se alimentar.

-Hum, não senti fome. – disse mordendo a bochecha. – Você também não saiu do quarto...

Ele nada respondeu.

-Bom, por enquanto é isso. – comentei recolhendo os aparelhos. – Vou preparar alguma coisa para comermos.

-Ok. – ele me olhava sem desviar os olhos.

-Alguma sugestão?

Edward coçou o queixo e com um sorriso se levantou da cama, passando por mim.

-O que foi, Edward? – perguntei o seguindo.

-Que tal... – seu sorriso cada vez maior. –Se fizermos macarrão?

-Macarrão, Edward?

-Nem vem Bella, eu sei que você sabe fazer! – ele disse descendo as escadas, rumo a geladeira. - Você, que eu me lembre, sempre cozinhou, mesmo sendo tão nova. - comentou tirando os ingredientes da geladeira. Seus olhos verdes brilhavam como o de uma criança diante de um presente na manhã de natal. Seu maxilar estava contraído em um sorriso de canto de olho que me deixou um pouco tonta.

-É, eu acho que eu sei. – comentei um pouco abobada indo até a pia e lavando as mãos. – Você quer que eu faça a massa, Edward? – perguntei pasma quando vi os ingredientes que ele colocava na mesa.

-Claro, né, Bella! – ele riu. – Macarrão pronto não tem graça!

-Claro que não. – sussurrei baixo.

O que tinha acontecido com aquela carranca? Eu jurava que tinha o visto bufando quando me viu no carro e depois enquanto fazia os exames...

-Você precisa de ajuda? – ele perguntou se apoiando na pia ao meu lado.

-Por enquanto, não.

Enquanto misturava os ingredientes e começava a sovar a massa, deixei meu pensamento ir longe enquanto eu acompanhava a respiração de Edward. Ele olhava atentamente o que eu fazia. De canto de olho pude perceber que sua mente estava tão longe quanto a minha.

Continuei a sovar a massa até que as coisas em meu redor eram apenas vultos. Minha mente corria pelo passado enquanto minhas mãos apertavam e empurravam a massa que estava na mesa.

Aos poucos os movimentos de meus braços passavam desapercebido e eu lembrava de minhas tardes com Edward.

Só percebi que as lágrimas estavam escorrendo quando senti os dedos de Edward encostarem em minha bochecha.

-Desculpe. – falei limpando o que restava com meu braço.

-Tudo bem. – ele falou esfregando seu polegar no indicador. – Eu vou tomar um banho, tudo bem?

-Claro. – falei apertando mais ainda a massa.

Ele subiu as escadas e poucos minutos depois pude ouvir a água caindo.

Prendi minha mente no presente enquanto com uma faca, partia a massa para cozinhar.

FIM DO


Eu demorei de novo né? Éeee eu sei, nao me matem. Eu postei tudo que eu tinha aqui - tem mais coisa, confesso, mas eu nao postei no orkut ainda e bla bla bla - booom, espero que vocês gostem dos capitulos, e comentem porporcionalmente com a minha bondade em postar tanta coisa pra vocês *pisca e sai correndo* UHASUHSAUHSAUHSAUHASHUSA não me matem, serio.

Revieew, siiim? Pleeease!

SASUASAHUSAHHUAUHSAUHSA

beijos, drigo.