Capitulo 17

Narrativa

Edward estava abraçado às costas de Bella e andando pra frente junto com o corpo dela, até que os dois chegassem à porta de madeira escura da entrada. Edward novamente rodou a chave dentro da maçaneta e ela se abriu. Bella arfou ao ver como tudo permanecia no mesmo lugar, desde seu ultimo minuto ali dentro. Edward beijou seu pescoço fazendo um arrepio subir por sua coluna e ela encolher o ombro em resposta.

Ele riu baixo, caloroso. Segurou novamente a mão de Bella e puxando levemente, subiram as escadas que terminava no quarto vazio em que ela dormia antigamente.

Novamente ele grudou os lábios na boca dela com intensidade, saudade. Não parecia que o ultimo encontro deles tinha sido no dia anterior. Ele prensou seu corpo molhado contra a cômoda que ficava ao lado da porta. Segurando sua nuca próxima de seu rosto. Edward movia seus lábios com urgência na boca de Bella, deslizando sua língua pela língua dela, fazendo sua respiração ficar cada vez mais ofegante. Aos poucos deslizava a camisa branca que estava totalmente transparente pelos ombros pálidos enquanto beijava o pescoço dela. As mãos de Bella estavam em sua nuca, puxando os fios levemente enquanto sentia seu corpo tremer. Os olhos de Edward ficaram fixos no rosto de Bella e ela arfou com o carinho que estava derretido na imensidão verde. Suas mãos correram pelo peitoral de Edward, desabotoando a camisa cinza que ele vestia. Os lábios novamente se chocaram com desejo.

Edward segurou as pernas de Bella, colocando-as envolta de sua cintura, carregando-a até o banheiro. Ele despiu Bella sem desviar os olhos de seu rosto corado. Suas mãos foram ágeis enquanto descia a calça justa que ela usava junto com sua peça íntima. Os lábios sempre juntos substituíam qualquer palavra que poderia sair dos dois.

Os dois se beijavam calmamente enquanto a água quente escorria por seus corpos gelados. Edward acaricia os cabelos macios de Bella enquanto seus lábios massageavam os dela ternamente.

Sua mão deslizava pela pele nua das costas de Bella, causando arrepios a ela. Sua perna esquerda continuava presa a cintura de Edward, mantendo-o encaixado em seu corpo.

-Edward... – ela tentou falar.

-Shh, Bella. – ele a interrompeu. – Não precisamos falar nada. – seu indicador acariciou o contorno do nariz dela enquanto ele falava. – Apenas iremos nos entregar ao momento. – ele continuou. – Você ira se entregar a mim, assim como eu me entregarei a você. – ele sorriu. – E provaremos como somos certos.

Ele continuou a beijá-la enquanto desligava a torneira do chuveiro, a seguir a levantou, enlaçando as pernas em sua cintura. Ele a levou de volta para o quarto, deitando seu corpo sobre o dela na cama arrumada. A casa era arrumada semanalmente, já que Edward, às vezes, no meio da noite ia até lá para escrever, sem aviso. Os lençóis que estavam esticados na cama de casal grudaram na pele molhada de Bella.

Aos poucos, os beijos começaram a ficar quentes enquanto o corpo dos dois se mexiam em um ritmo hipnotizante. O baixo-ventre deles se chocavam com carinho, sem penetração. Bella gemia baixo com o atrito da pele dele com a sua. O membro ereto já pulsava enquanto roçava na entrada úmida dela.

-Vou provar pra você, Bella, como nada em nós é errado.

-Edward...

-Eu preciso, Bella. – ele a fitou. – Eu preciso mostrar isso pra você! – seus dedos passaram pela pele quente do rosto dela enquanto seu membro se posicionava em sua entrada. – Eu não consigo mais ficar sem você.

Ele disse isso a penetrando de uma vez só. Arrancando um gemido dos dois. As mãos de Bella estavam espalmadas no ombro forte de Edward enquanto ele tinha o rosto pressionado no pescoço dela. Enquanto ele se movimentava lentamente dentro dela, indo fundo e depois tirando seu pênis completamente, pra depois preenche-la novamente, ele aspirava o perfume de seu pescoço. Suas mãos acariciavam o rosto de Bella enquanto ela movimentava o quadril de encontro ao corpo de Edward.

Os dois se entregavam ao prazer de forma suave, intensa, profunda. O corpo de Bella reagia a cada toque de Edward com intensidade, e ela podia sentir a ansiedade borbulhar em seu estomago, enquanto seus músculos se contraiam em busca de prazer, apesar de essa sensação ser constante enquanto Edward estocava firmemente dentro dela.

Aos poucos, os movimentos aumentaram. Edward a penetrava com mais força, arfando a cada estocada. O suor já escorria pelo corpo musculoso enquanto seu quadril ia pra frente e pra trás em reboladas ritmadas enquanto a invadia com perfeição. Bella gemia baixo, cravando as unhas nas costas dele.

Edward também sentia o orgasmo próximo, porém ele não estava satisfeito. Queria sentir o calor, a umidade, o gosto de Bella até estar exausto. Saiu de dentro dela e antes que ela pudesse reclamar a puxou para a ponta da cama. Com as pernas sobre seus ombros, ele começou a lamber sua intimidade com volúpia, sentindo todo o liquido dela escorrer por sua língua. Os lábios molhados chupavam o clitóris de Bella com habilidade, fazendo a gemer e se contorcer na cama.

Ela gemia mordendo o lábio inferior. A mão segurava os cabelos de Edward, como se em qualquer momento ele fosse fugir dali.

-Isso, Bella. – sua voz saiu rouca enquanto ele lambia os lábios. – Geme pra mim.

Ela jogou seu corpo no coxão, abrindo mais suas pernas. Vulnerável, totalmente entregue a Edward.

Ele sorriu e após morder os lábios em resposta do que estava sendo oferecido a ele, voltou a lamber vagarosamente toda a extensão da intimidade de Bella. O corpo de Edward clamava por novamente estar conectado a Bella. E isso precisava ser logo. Serpenteando seu corpo pelo tronco de Bella, Edward voltou a penetrá-la enquanto não conseguia afastar sua boca de sua pele. Os beijos, cada vez mais intensos e molhados, ditavam o ritmo do quadril de Edward contra o de Bella, que recebia suas estocadas.

-Olhe pra mim, Bella. – Edward pediu, enquanto entrelaçava seus dedos e aumentava sua velocidade. Os dois estavam no limite, e a necessidade de chegarem ao ápice juntos era gritante. – Por favor, meu amor. – ele beijou seu queixo lentamente, mordiscando sua pele.

Bella abriu os olhos e a orbes chocolates tragaram Edward, que capturou seus labios com desespero, enquanto se contorcia em conjunto com Bella.

Depois de recuperar a respiração, Edward a beijou ternamente sem sair de dentro dela. Suas mãos afagavam os cabelos cacheados e úmidos de sua nuca enquanto brincava com sua língua dentro da boca de Bella. Aos poucos, os dois se recuperavam enquanto trocavam caricias.

-Vamos pro meu apartamento. – ele finalmente falou. – Lá tem algo pra comermos e
você poderá passar a noite. – ele alisou as costas nuas de Bella. – O que acha?

Bella o fitou por um longo minuto, antes de sorrir e aceitar silenciosamente com a cabeça. Ela não sabia se ainda tinha condições de falar.

Aquela não foi a transa mais selvagem que os dois já tiveram, comparado aos dois meses em que passaram juntos naquela fazenda. Porém foi a vez em que os dois se sentiram mais unidos do que podiam imaginar. E se soubessem que aquela poderia ser a ultima vez... o que fariam para aproveitar?

Edward levantou-se e foi até o banheiro, buscar as roupas molhadas. Bella o observava da cama, feliz.

-O que está olhando? – ele perguntou vindo em sua direção, sorrindo.

-Nada. – ela maneou a cabeça corada. – Você é tão... lindo. – ela falou encabulada.

Edward gargalhou enquanto engatinhava em sua direção. Bella estava coberta pelo lençol enquanto estava apoiada nos cotovelos na cama. Edward deitou a cabeça em sua barriga, aspirando seu cheiro lentamente enquanto seu braço acariciava sua cintura.

-Como vamos embora? – ela perguntou. – Nossas roupas estão ensopadas...

Edward coçou o queixo e olhou para a janela.

-Já está de noite. – ele comentou. – O movimento nessa rua é mínimo nesse horário.
– se arrastou para beirada da cama se ponde de pé. – Podemos improvisar alguma coisa até o carro. – deu de ombros. – Lá eu tenho alguns agasalhos...

-E em seu prédio? – Bella perguntou.

-Tem acesso direto ao elevador na garagem. – ele sorriu malicioso.

-E se alguém chamar o elevador bem no momento em que estivermos subindo? – ela disse enrolando o lençol embaixo dos braços e se arrastando a beirada da cama. – Você sabe muito bem que isso sempre acontece quando estamos em uma situação constrangedora.

-Eu te escondo. – ele falou olhando ela dar a volta na cama. - E você não imagina o quanto é excitante correr riscos. – brincou por fim pisando no lençol, deixando Bella nua novamente. – Assim é melhor.

Ela o fitou com olhos cerrados. Bufou e começou a rir.

-Seu bobo. – abaixou-se para pegar o lençol do chão e antes de caminhar até o banheiro, deu uma piscadela para Edward.

-Isso! – ele falou alto enquanto ela se afastava. – Rebola assim mesmo que você me deixa doido.

Antes de fechar a porta, Bella levantou a perna sensualmente no batente mostrando suas coxas e levando o dedo até a boca. Seu olhar era sedutor e fitava intensamente

Edward que olhava a cena, sentado na cama. Com seus antebraços apoiados no coxão e as pernas abertas pra fora dela, ele mordeu o lábio cheio de luxuria ao ver a cena. Porém, Bella começou a rir e lançou o lençol em sua direção antes de entrar no banheiro gargalhando.

-Hei! – ele exclamou. – Isso não vai ficar assim não. – correu na direção do banheiro, batendo incansavelmente na porta.

-O que foi? – ela novamente ergue a perna, abraçando a porta entre aberta.

Ele a beijou, sem mais nem menos. Suas mãos rapidamente deslizaram para as coxas expostas de Bella, chegando até seu sexo escondido atrás da porta. Ela gemeu segurando os ombros expostos de Edward.

-Só checando. – ele murmurou rouco, colocando a mão pra trás das costas e rindo.

Bella o fitou novamente com os olhos cerrados. Sua mão continuava na nuca de Edward que com um puxão já estava dentro do banheiro junto com ela.

-Assim também é bom. – comentou enquanto erguia mais ainda a perna que envolvia sua cintura, colando o seu membro junto ao sexo molhado de Bella. – Muito bom. – seu tom de voz mais rouco ainda por conta do tesão que se acumulava.

*
O volvo prateado parou de forma cautelosa no estacionamento do apartamento de Edward. Os dois, como perfeitos fugitivos, andavam grudados olhando para todos os lados atentamente. Aparentemente, você pode estar se perguntando o motivo da consciência dos dois estarem pesadas. Bom, deixe-me relatar de uma melhor forma esse episodio.

Bella estava com uma jaqueta de couro que Edward largara no banco traseiro do volvo. A jaqueta preta ia até um pouco acima da coxa de Bella, enquanto Edward, só com uma toalha amarrada na cintura, caminhava grudado as suas costas.

-Bella, ande logo. – Edward sussurrava apressado.

-Edward. – ela o repreendeu. – Você que inventou que viria com essa toalha amarrada na cintura. Você tem noção de como está frio, só com essa jaqueta? Agora me fala, do que você está reclamando?

-Sabe, você não deveria ter me lembrado que você esta vestida só com essa minha jaqueta de couro, Bella.

-Edward! – ela sussurrou fingindo-se de ofendida.

-Vai dizer? – ele deslizou a mão pelo ventre de Bella, parando na barra da jaqueta, enquanto suas pernas enroscavam-se nas dela rumo o elevador.

-Por que a vaga de seu carro tem que ser tão longe do elevador? – Bella reclamou.

-Vamos aproveitar, vai, Bella. – Edward mudou de rumo da conversa. –Sabe, sempre foi minha tara transar no elevador.

-Bobinho. – ela apertou o botão, chamando o elevador e se certificando que ninguém os via. – Deixa pelo menos entrarmos no seu apartamento pra pensarmos qualquer safadeza.

-Quem disse que eu agüento?

-Realmente. Vai ser pior se alguém te ver nesse estado. – ela alisou o volume crescente na toalha. – Edward, Edward. – ela suspirou. – O que eu faço com você?

-Faça amor comigo, Bella. Dentro desse elevador. A-G-O-R-A. – seu nariz massageava o maxilar de Bella, que sentiu suas pernas bambearem. Edward a trouxe para seu peito com firmeza, sustentando seu peso e rindo baixo.

-Seu tarado. – a voz dela saiu cortada e ofegante. – Vamos, entre logo. – ela o segurou pelos ombros e o lançou para dentro do elevador.

-Vem, Bella. – Edward tinha um sorriso malicioso que deixava Bella sem fôlego.

-Vou. – ela falou baixo e sedutor. – Mas você vai primeiro, amorzinho. – com isso, puxou a toalha que estava presa na cintura de Edward. – 'Assim é melhor'. – repetiu imitando o tom malicioso dele ao puxar o lençol mais cedo.

-Bella... – ele a alertou. – Entre nesse elevador agora! – seus braços cruzados no peito.

-Até logo. – ela acenou sorrindo vitoriosa.

-Bella...

E a porta do elevador fechou-se, deixando Edward completamente nu e excitado.

EDWARD

Lancei-me na porta do elevador. Tarde demais. Ela já tinha fechado.

-Bella! – gritei já ficando desesperado. – Bella!

Olhei no painel do elevador e felizmente, nenhum botão foi acionado. Sorri.

Apertei aquele que indicava a porta do elevador e olhando fixamente para onde Bella estaria, abro a porta. De braços cruzados observo Bella passar de vermelha, para branco, pra depois voltar a ficar púrpura.

-Sabe, realmente você não deveria ter me deixado nesse estado. – aponto com o olhar para baixo. – E muito menos ter aprontado uma dessa. Você sabe, né? – minha voz saiu ameaçadoramente sedutora. Gostei.

-Ed... Edwar... Edward. – ela gaguejou tentando se desculpar. – Foi só uma brincadeira, eu juro.

-Essa brincadeira terá um retorno, você tem consciência? – minha voz soava tão ameaçadora que eu podia ver os pelos dela se arrepiarem.

Olhei-a com um sorriso pervertido nos lábios e por baixo dos cílios. Encostei-me na parede do elevador e a chamei com um dedo.

-Venha! – meus olhos queimaram em sua face.

Ela ainda zonza deu um passo para dentro do elevador e soltando a toalha no chão se soltou em meus braços. Meus lábios rapidamente colaram-se nos dela. Minha língua invadia sua boca enquanto minha mão puxava seu cabelo, prendendo-o em meus dedos.

-Eu quero você agora, Bella. – disse tentando recuperar o fôlego. – E vai ser aqui mesmo!

Inútil dizer que a jaqueta que cobria Bella estava no chão junto com a toalha. Forcei meu corpo contra o seu, apoiando-a na porta gelada. Meus dedos correram pelo painel até encontrar o botão de emergência em relevo.

Com um sorriso entre os beijos de Bella, apertei com vontade o botão que parou o elevador que já começava a subir. Minha mão envolveu o seio de Bella que já tinha os bicos intumescidos.

-Hmm. – Gemi enquanto brincava com eles com meus dedos. – Tão excitada... imagino como esteja... – minha mão desceu por sua barriga macia encontrando seu sexo que roçava desesperadamente em minha perna. – Molhada!

-Pronta pra você. – ela sussurrou puxando meus cabelos.

Não tínhamos muito tempo. Diferente de horas atrás, teríamos que ser rápidos e totalmente pervertidos. A adrenalina corria por minhas veias enquanto sentia o sexo dela acariciar a glande de meu membro já ereto há algum tempo.

Gemi rouco em seu pescoço enquanto a penetrei de uma vez. Suas unhas foram para meu ombro enquanto ela começava a se mexer. Sua perna enroscada em minha cintura dava o ângulo perfeito para os movimentos rápidos e constantes de meu quadril.

Bella gemia no meu ouvido de forma excitante. Ela sabia a reação de meu corpo enquanto ela pedia por mais daquela maneira próxima de meu ouvido.

-Mais fundo, Edward. – ela gemeu mordendo meu lóbulo. – Isso está maravilhoso. Eu vou...

-Ainda não. – sai de dentro dela e a virei na parede com o espelho, espalmando suas mãos no vidro. – Eu quero você olhando em meus olhos, enquanto eu vou fundo dentro de você. – disse observando a sua imagem já suada no espelho, que ia até o assoalho do elevador.

-Você vai me enlouquecer! – ela sussurrou levando as mãos para minha nuca.

-Você... – coloquei a pontinha novamente em sua entrada molhada. – Não viu... – a penetrei um pouco, tirando um gemido dela. – Nada! – a preenchi novamente, colando nossos corpos.

Flexionei minhas pernas e fiquei com minha cintura um pouco abaixo do quadril de Bella, facilitando as estocadas fortes que meu quadril dava em seu sexo. Ela gemia e eu já podia sentir seu corpo apertar o meu. Eu esperava mesmo que o circuito de segurança naquele dia estivesse queimado, não que na hora eu realmente tenha me importado.

Ela mordia o lábio inferior enquanto puxava os cabelos de minha nuca. Sua mão esquerda estimulava seu clitóris enquanto eu entrava compassadamente nela. Aquela visão fazia meu corpo se contorcer e ela me 'mordia' deliciosamente.

-Assim eu vou gozar logo, Bella! – a adverti.

-Então goza! – ela gemeu, empurrando seu corpo contra o meu. – Goza pra mim, gostoso. – ela rebolava enquanto puxava mais forte meus cabelos. – Junto comigo! – sua voz falhando no final.

Seu corpo me apertou mais ainda, me fazendo urrar baixo em seu ouvido. Ela tremeu e eu senti suas pernas falharem junto com as minhas. Minhas mãos apoiadas em seu ventre a puxaram mais contra mim, prolongando a última estocada enquanto eu gozava dentro dela.

Com um suspiro pesado e satisfeito, sai de dentro dela e envolvi sua cintura num abraço enquanto beijava sua nuca.

-Que delicia.

-Sim! – ela disse ainda ofegante.

Ela apertou o botão de emergência, liberando o elevador. Peguei minha toalha do chão enrolando-a em volta de minha cintura novamente enquanto devolvia a jaqueta a ela com um sorriso torto em meu rosto.

-O que é que você está com essa cara? – ela perguntou desconfiada.

-Só estou feliz, não posso? – perguntei brincando. – Foi maravilhoso.

-Eu sei. – ela sorriu e me abraçou. – Você é gostoso demais.

-Espera chegarmos dessa vez, Bella! – eu disse rindo.

O elevador chegou ao meu andar e saímos sem ser visto. Por sorte. Teria que sondar o vigilante noturno sobre as câmeras do elevador. Entrei no meu apartamento escuro e joguei as chaves em cima da mesa que ficava próxima da porta. Acendi a luz e dei passagem pra Bella, que entrou e observou o ambiente.

-Bonito. – ela sussurrou olhando para a sala decorada.

-Coisas de Alice, você pode imaginar.

Ela soltou um riso contido e observando o porta-retrato de minha família que pousava sobre a mesa, suspirou. Abracei seu corpo pelas costas e apoiando o queixo em seu ombro questionei:

-O que foi?

-Saudade de meu pai. – ela disse enquanto alisava a foto. – Aquela casa me trouxe ótimas lembranças de minha família e faz tanto tempo que não os vejo.

-Por quê?

-A distanc... – Bella parou de falar e puxando a bolsa que estava atravessada em seu tronco, pegou o celular levando até o ouvido.

-Alo? – ela esperou a resposta. – Sim, é ela. Quem está falando, por favor? – novamente silencio. – Aro? - eu vi seus pelos da nuca arrepiarem ao ouvir aquele nome.

Aquele nome ecoou por minha mente por alguns segundos. Bella estava apreensiva. Seu corpo ainda nu tremia em meu abraço. Eu beijei seu ombro e sussurrei um pedido de calma em seu ouvido livre. Ela tentou se desgrudar de meu corpo, porém eu não deixaria ela sair dali.

-Quando? – perguntou firme. – Como eu vou? – seus dedos bagunçaram os cabelos. – Eu não vou conseguir chegar a tempo, Aro. – ela exclamou perplexa. – Mas... – se calou. – Qual é o endereço? – sibilou nervosa. – Está bem. – e desligou.

Bella se apoiou na mesa e suspirou pesadamente. Meus braços ainda estavam em volta de sua cintura e suas costas em meu abdômen.

-Você está bem? – perguntei calmo.

Ela maneou a cabeça lentamente, fazendo que os cabelos castanhos caíssem por sua face. Deslizei minhas mãos por suas costas expostas e erguendo seus cabelos, trouxe seu rosto junto com a outra mão, colando seu corpo ao meu.

-O que aconteceu? – minha voz era baixa, contida.

-Aro quer que eu viaje agora.

-Agora? – repeti confuso. – Mas pra onde?

-Eu vou ter que viajar, Edward. – ela disse nervosa se soltando de meu abraço. – E tudo por culpa de teu pai. – seus olhos castanhos me fuzilaram. – Eu não acredito que eu vou ter que atravessar a cidade para ir até aquela porcaria de centro. – ela dizia andando para um lado e para o outro logo em seguida. – Eu não sei como eu vou fazer isso. – ela se jogou no chão.

-Bella. – caminhei lentamente até ela, erguendo-a pelos braços suavemente. – Onde você tem que ir? E que horas? – perguntei apertando-a em meu peito.

-O endereço está ali. – ela apontou com o dedo preguiçosamente. – E eu terei que estar lá às cinco e meia da manhã, Edward.

-Eu te levo! – falei acariciando sua nuca. – E agora vamos tomar um banho e descansar um pouco.

-Não. – ela choramingou feito uma criança.

-Vai sim. – disse firme. – Vamos. – enlacei suas pernas em minha cintura e capturei seus lábios rapidamente.

Sim, estávamos nus e nos beijando é melhor ainda, totalmente juntos. Foi o suficiente para me deixar excitado no caminho ao banheiro. Porém ela estava tão frágil e preocupada em meus braços que aquilo realmente não se tornou uma necessidade, mesmo o sexo dela se esquentando e ficando extremamente convidativo.

Não permiti que ela se desgrudasse de mim um minuto sequer. Apesar dela estar chorosa ainda por ter que ir viajar, eu a abracei forte. Entramos embaixo do chuveiro quente e ali ficamos, apenas deixando a água morna escorrer entre nossos corpos enquanto nos beijávamos. Bella apoiava os cotovelos em meu ombro enquanto brincava com as mechas de meu cabelo. Minhas mãos acariciavam sua cintura enquanto eu a apertava contra mim.

Desliguei o chuveiro e voltei para o quarto. Estávamos totalmente molhados. Coloquei-a no chão em frente à cama e meus olhos correram por seu corpo que tinha gotas escorrendo por todos os cantos. Um sorriso malicioso foi impossível de conter.

-O que? – ela perguntou corando.

-Você aí, toda molhada deveria ser considerado um crime.

-Edward! – ela exclamou e bateu levemente em meu ombro. – Pare de me olhar assim. – ela me beijou.

Nossos línguas deslizavam em uma guerra erótica e aquilo foi o necessário para empurrá-la na cama e engatinhar sobre ela.

-Não se preocupe. – eu sussurrei em seu pescoço. – Eu estarei contigo.

Ela gemeu levemente e novamente abraçou-me com suas pernas. Nossos sexos agora sem nenhum empecilho se fundiram. Sem pressa ou qualquer preocupação nos entregamos novamente ao prazer. Bella se movimentava lentamente sob mim enquanto minhas estocadas firmes a fazia gemer. Seus dentes nunca foram tão afiados como naquele momento em que ela os cravou em meu ombro. Seu gemido de prazer fez uma onda de calor queimar por todo meu corpo e eu gozei, junto com ela.

Ela me abraçou e me empurrou pro lado da cama, vindo logo em seguida se aconchegar em meu peito e puxar a coberta fina sobre nossos corpos. Ela adormeceu e eu olhei distraído para o relógio que ficava no criado mudo da cama.

-Três horas da manhã. – sussurrei. – Legal. – disse irônico.

Enquanto acariciava os cabelos de Bella fiquei observando-a dormi. E assim o tempo passou incrivelmente rápido.

O relógio, que há poucos minutos marcava três em ponto, agora mostrava que faltavam dez minutos para as cinco horas. Suspirei alto, Bella precisava descansar, ela ficou tão nervosa... Porém eu não tava certo se eu conseguiria estar às cinco e meia no lugar que ela me falara.

Apesar de todas as rodovias estarem livres naquele horário, era irresponsabilidade arriscar mais. Enquanto refletia, minhas mãos esfregavam com uma velocidade acelerada nos braços expostos de Bella e depois de concluídos, sussurrei em seu ouvido.

-Acorde, Bella. – disse suavemente beijando sua cabeça em seguida. – Já esta na hora.

Ela resmungou se aconchegando mais em meu peito e fechando os olhos apertados. Sorri com a cena e insisti.

-Vamos, minha criança. – minha mão acariciando a extensão de suas costas. – Se você quiser tomar café ainda temos que nos apressar.

-Só mais um pouquinho... – ela choramingou.

-Bella! São cinco e quarenta. Você quer mesmo ficar mais um pouco? – disse um pouco firme, mas com um riso baixo.

Ela levantou assustada, bagunçando mais ainda o cabelo. Ela saiu andando pelo quarto procurando roupas ou algo do tipo. Eu não consegui me segurar e acabei soltando uma gargalhada.

-Do que você está rindo? – ela perguntou furiosa.

-Se acalme! – eu disse recuperando o fôlego.

Levantei-me e fui até ela, abraçando seu corpo e a balançando lentamente.

-Ainda não são nem cinco horas, Bella. – rocei meu nariz seu pescoço. – Mas não podemos demorar muito.

Ela congelou e por um momento eu achei que ela tinha tido uma parada cardíaca.

-Bella? – perguntei afastando meu rosto e encarando sua face. – Bella?

Eu já estava ficando preocupado. Ela simplesmente não se mexia e a pouca movimentação que eu via em seu corpo, não era suficiente para trazer oxigênio para dentro dela. Eu já estava quase chacoalhando seus ombros desesperadamente quando ela piscou três vezes seguidas.

-Por que você me deixou dormir? – ela explodiu agora andando mais rápido pelo quarto. –Eu vou me atrasar e o Aro não vai mais me dar o emprego! Edward! – ela gritava. – O que eu vou fazer sem aquele emprego?

Eu não sabia exatamente o que ela procurava pelo quarto enquanto mexia em seus cabelos. Ela olhava por debaixo da cama, embaixo dos cobertores e novamente embaixo da cama.

-O que você está olhando? – ela perguntou enquanto estava ajoelhada de costas pra mim e procurando o que quer que seja embaixo da cama.

-Er... – eu ri. – O que você tá procurando? – perguntei mudando de assunto enquanto coçava a nuca e engolia em seco enquanto não conseguia desviar meus olhos dela.

-Não me diga... – ela pareceu entender. – Edward! – exclamou novamente.

Era tão difícil assim entender o desejo que eu tinha por ela? Se ela conseguia se controlar vendo eu encostado na porta do closet, totalmente nu e sedento, devo admitir que o auto controle dela era bem maior que o meu.

-Vá se vestir! – ela me pediu enquanto eu ainda estava hipnotizado por seu corpo. – Eu vou me atrasar. – ela sussurrou.

-Você não vai se atrasar. – eu afirmei. – E suas roupas estão no carro, esqueceu?

Novamente, ela se colocou de pé rápido demais e com os olhos esbugalhados ia saindo pela porta do quarto.

-Onde você vai assim? – perguntei me colocando em sua frente.

-Pegar minhas roupas, onde mais? – ela respondeu bufando, como se fosse extremamente obvio.

-Não vai. – disse somente.

-Como é?

-Você não vai até a garagem a essa hora da manhã, assim. – apontei com a cabeça seu corpo.

-Como eu vou para o centro cardiológico, então? – perguntou realmente irritada, com as mãos na cintura.

Foco, Edward. Foco!

-Vamos ver se a Alice deixou alguma roupa dela por aqui... – disse rebocando-a para o closet.

-Alice? – ela perguntou irônica. – Ahã! – riu sarcástica.

-Vamos logo, Bella! – respondi sem jeito.

Claro que - se tivesse - seriam da Alice. Quem mais poderia ser? Não seja ingênuo, Edward. – apenas me adverti em pensamento.

Eu sabia que tinha uma roupa da Alice em algum canto nesse closet e mesmo que não fosse adequada, era o que tínhamos em mãos até ela vestir o jaleco dela. Por sorte, encontramos uma camiseta de Alice e eu entreguei uma calça jeans que já não me servia mais a ela. Não era o figurino ideal, porém não a permitiria andar nua por ai.

Vesti-me rapidamente e descemos para a garagem. Bella antes de entrar no elevador, olhou pra mim e sorriu maliciosamente. Eu abaixei a cabeça e cocei a nuca, olhando-a sob os cílios e com o mesmo sorriso nos lábios.

O relógio no monitor do volvo indicavam que eram cinco horas da manhã. Nós tínhamos exatos trinta minutos para atravessar a enorme capital para chegar ao centro cardiológico onde Aro Volturi a esperava. Incrivelmente, esse nome me era familiar. E ele não acompanhava boas lembranças.

Como tudo, quando mais precisamos, nunca dá certo. Por que agora seria diferente? Faltando dez minutos para a cinco e meia, encontramos um acidente recente à 10 km do centro.

-E agora? – Bella me perguntou.

Olhei para fora da janela e vi que a fila de carro já estava longa até a saída mais próxima. Bufei alto e olhando pra Bella dei de ombros.

-Teremos que esperar, Bella! – acariciei suas pernas. – O acidente esta antes da saída da rodovia.

-Droga! – ela sussurrou. – Deveríamos ter vindo mais cedo.

-Sim. – concordei voltando a atenção no transito.

Cinco, dez, quinze.

-Alo? – de canto de olho vi Bella pegando o celular e levando até o ouvido. – Sim, Aro. – ela disse baixo. – Eu estou a caminho, mas teve um acidente na rodovia. – pausa. – Sim, eu sei!- ela concordou mais baixo ainda. – Eu tenho consciência que é importante, mas... – ela se calou. – Eu entendo. – ela abaixou a cabeça. – Ok. Obrigada.

Eu não disse absolutamente nada. Eu sentia a culpa pulsar sorrateiramente por meu corpo enquanto via a perna de Bella nervosa balançando. Meus olhos eram fixos no carro da frente, que assim como nós, estava completamente estacionado.

-Desculpe Bella! – falei virando em sua direção e apertando suas mãos.

Ela apenas deu de ombro e encostou a cabeça na janela.

Estava indo tudo tão certo. Os dois meses que passamos juntos, aquela despedida, o reencontro. Tudo tão recente, mas era como se tivéssemos passado aqueles quatorze anos juntos. Sem nos separar um minuto sequer. Meu corpo funcionava em extrema sincronia que o dela e isso era o que mais me instigava. Nós nos conhecíamos perfeitamente. Apesar de termos mudado desde nossa despedida, nós ainda funcionávamos juntos. E como funcionávamos...

FIM DO POV EDWARD


Postarei mais um, ok? ^^ Lá eu deixo a NA! REVIEW!