Oi, pessoas amadas!! Desculpem pela demora estúpida, mas é que, aqui em casa, no momento, nós temos dois computadores, um monitor e um modem, então fica meio complicado - tão complicado que não vou nem tentar explicar direitinho.
Terminei hoje, mas já estava praticamente pronta há algum tempo.
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Nos teus braços
Por Graziela Leon
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- Fala rápido, estou sem tempo...
- É que... Bem, olha Sesshoumaru... Eu quero que você fique calmo, está bem? O que eu vou te dizer não é nada fácil, e...
- Certo, Inu Yasha. Ou você fala de uma vez, ou eu desligo o maldito telefone, está bem?
Houve um breve silêncio do outro lado da linha. Sesshoumaru já estava prestes a interromper a ligação, quando ouviu o suspiro de Inu Yasha.
- É a Rin... Ela acabou de dar entrada aqui no hospital. Parece que foi um atropelamento, mas ela está na emergência, e eu ainda não pude ver o prontuário, então... Sesshoumaru, está me ouvindo? SESSHOUMARU?!
Mas já não havia mais ninguém ouvindo. O telefone estava largado sobre a mesa, e ainda se ouvia a voz de Inu Yasha chamando pelo nome do irmão. Sesshoumaru saiu apressado, pegando apenas as chaves. Ele não se importou com o vento gelado de inverno, cortando seu rosto e penetrando o tecido da camiseta, e nem sequer percebeu que deixara o casaco para trás, na pressa de chegar ao hospital.
Dirigiu como um louco, e não deu a mínima para ter estacionado na entrada de ambulância – se importando da mesma forma com o guincho, que levou seu carro tão logo ele cruzou a porta de vidro. Já estava gritando com a terceira enfermeira quando Inu Yasha chegou.
- Onde ela está?! Eu quero ver a Rin!
- Calma, cara. – Inu Yasha tentou segurá-lo pelos ombros – Ela está sendo examinada, agora, você não pode entrar lá ainda.
- Não posso o diabo! Eu quero ver a minha mulher agora! – ele se voltou ao balcão de informações, fazendo com que a atendente quase começasse a chorar novamente – Rin Taishou, com S-H, aonde ela está?
- Senhor... e-eu não posso... as regras do hospital... – a atendente tremia, olhando ora para Sesshoumaru, com medo, ora para Inu Yasha, pedindo ajuda – ...si-sinto muito...
- Me escuta, Sesshoumaru – Inu Yasha o arrastava para sentar-se em uma poltrona, encostada à parede – Eu fui lá, e falei com um dos médicos que a atenderam, ok? Aparentemente, a Rin não sofreu maiores danos. Eles a sedaram para poder examiná-la, mas ela deve acordar dentro de uma meia hora, e então você pode vê-la...
- E o bebê?
A pergunta pairou no ar por dois intermináveis segundos, aumentando a certeza que as explicações de Inu Yasha já haviam dado.
- Ela abortou... Sinto muito, Sesshoumaru – O outro se deixou cair sobre a poltrona, despedaçado – Quando ela chegou aqui, já havia... A equipe não pôde fazer nada.
- Rin já sabe? – Sesshoumaru ergueu os olhos vermelhos para o irmão – Contaram a ela?
- Não – Inu Yasha pôs a mão sobre o ombro de Sesshoumaru. Nunca, em toda a sua vida, o vira tão arrasado – Rin estava inconsciente, quando chegou. – Um som alto e agudo foi ouvido, e Inu Yasha curvou-se para mexer em um pequeno aparelho no cinto – Oh, eu pedi para me biparem, quando houvessem terminado de examiná-la... Vou ver em que quarto ela ficou, só um minuto.
O jovem médico se dirigiu ao balcão, de onde a atendente lançava olhares temerosos para Sesshoumaru, e consultou com ela a informação referente à cunhada. Em seguida, retornou para o lugar onde seu irmão permanecia sentado, com o rosto entre as mãos.
- 32B, é por aqui – Inu Yasha o guiou por um corredor, depois subiram até o terceiro andar do complexo, e cruzaram algumas portas. Sesshoumaru não via absolutamente nada à sua volta. – É esse quarto, Sesshoumaru – Ele disse, diante de uma porta de madeira – Ela ainda está desacordada, mas eu vou conversar com o responsável, e dar um jeito pra você entrar, está bem? Espere aqui.
- Obrigado.
Inu Yasha desapareceu por alguns instantes. Sesshoumaru hesitou várias vezes diante da porta; não estava bem certo do que o estava esperando. Imaginou, de repente, o quartinho no apartamento dos dois, já completamente preparado para abrigar a criança que agora não mais existia. Rin havia dito que era bobagem fazer tudo aquilo, já que ela estava com apenas quatro meses de gestação, mas ele insistira. Sempre planejando todas as coisas em sua vida com total antecedência, com total controle... Até que o inesperado o atingisse daquela forma.
Antes que ele precisasse hesitar uma vez mais, Inu Yasha retornou, sorrindo complacentemente.
- Está tudo certo, você pode entrar... – Inu Yasha abriu a porta do quarto, o que foi ótimo, já que Sesshoumaru talvez não conseguisse fazê-lo – Quando ela acordar... Lembre-se que ela está se recuperando, está bem? Procure não deixar que ela se agite demais, e chame a enfermeira assim que for possível, para tirar a pressão e a temperatura.
Sesshoumaru avançou dois passos, e abraçou o irmão mais novo. Inu Yasha teve um sobressalto; sabia que seu irmão não era dado a manifestações de afeto – ainda mais tratando-se dele – e a atitude realmente o pegou desprevenido. Ele retribuiu o abraço.
- Obrigado. Por tudo.
- Sinto muito pelo bebê... – Ele disse, quando se separaram – Vou passar aqui, antes de ir pra casa, pra saber como a Rin está... Até logo.
Sesshoumaru entrou no quarto, olhando imediatamente para a esposa, deitada na cama. Ela parecia a mesma, não havia nada de errado, nenhuma marca visível, nenhum indício de que acabara de ser atropelada. Não fosse a bolsa de soro ao lado da cama, que a estava alimentando, e a palidez de seus lábios, ele poderia dizer que ela apenas dormia.
Uma mirada rápida na altura do estômago dela o lembrou que o útero estava agora vazio. Como Rin reagiria quando soubesse que o filho deles morrera? Sesshoumaru afagou-lhe os cabelos e a beijou levemente na boca. Então ele se sentou na poltrona reservada aos acompanhantes e chorou. Chorou a morte do filho, chorou com o fato de que Rin poderia ter morrido, chorou pela dor que ela sentiria ao acordar e descobrir o que havia acontecido.
...
Olhos abertos. Rin demorou a tomar consciência do ambiente ao seu redor. Tentou se mover, mas sentiu que boa parte do seu corpo estava dormente. Correu os olhos pelo lugar, com a vista um tanto quanto nublada, tentando entender aonde estava e o que tinha acontecido. Seus pensamentos eram lentos, sem sentido, e ela tentava associar o que via com algum lugar familiar. Foi quando sentiu um toque morno e leve em sua testa. Ela olhou para cima, era Sesshoumaru.
– Está me ouvindo? – Ele sorria um pouco, mas ela podia ver que estava preocupado, e mais; podia ver que tinha chorado recentemente.
– Sim... O que aconteceu...? – Aos poucos ela voltava a sentir os dedos, as pernas, a agulha penetrando as costas de sua mão esquerda, o gosto esquisito do soro em sua língua –...Estamos no hospital?
– Você sofreu um acidente, Rin.
A voz dele era calma, e o olhar, atencioso. Rin via que havia algo de muito errado com ele, Sesshoumaru não costumava demonstrar tristeza, e havia tanta dor tentando escapar por suas expressões, que ela teve vontade de chorar, pelo que quer que fosse que o entristecia.
– Acidente? Mas como foi que... – Então uma sensação nova a invadiu. Algo estava errado; alguma coisa estava faltando. Forçou sua mente a buscar aquilo que sua consciência lhe dizia que ela havia esquecido. Então sentiu o ventre e, antes mesmo que a associação fosse completamente feita, ela já estava aos prantos – O que aconteceu com o bebê? Eu perdi o nosso filho, Sesshoumaru?!
Ele apertou os olhos, tentando não se desesperar. Precisava mantê-la calma, e isso exigia que ele ficasse calmo.
– Sim. Você sofreu um aborto, por causa do choque. Quando a ambulância chegou, já não havia mais como salvar o feto...
- É minha culpa. Nós já estávamos voltando para o escritório e eu... – ela falava pausadamente, apertando as expressões do rosto na busca pelas imagens do que havia acontecido – Eu me lembrei que havia deixado o meu casaco no restaurante. A Sango quis ir comigo, mas eu disse pra ela voltar com as meninas, que eu já ia... Eu estava tão apressada, amor! Tão preocupada em não me atrasar novamente, que me descuidei. Não olhei o que estava fazendo, e agora, por minha culpa, nosso filho está mo...
- Shhh! – Ele a fez calar com um toque em seus lábios – Não é sua culpa, nem de ninguém. Aconteceu, Rin, só isso.
- Mas não é justo – Ela chorava muito – Nós queríamos tanto. Você queria tanto esse filho...
- É, eu queria... – Ela inclinou a cabeça, desviando os olhos dele, e deixou as lágrimas caírem na fronha branca – Mas não pelos motivos que está pensando. Eu queria esse bebê, claro que sim. Eu o queria porque ele era nosso, entende?, seu e meu. E eu vou querer todos os filhos que você me der nessa vida, da mesma maneira que eu queria esse. – Ela olhou para ele, e viu que sorria, apesar de ser um sorriso triste, pesado. Então ele passou a beijá-la levemente nos lábios, intercalando as palavras – E eu não me importo que sejam meninas, meninos, adotivos ou biológicos, desde que eles sejam tão seus quanto meus.
Ela o tocou no rosto, o forçando a se afastar para olhá-la nos olhos.
- Mesmo que eu não possa mais engravidar?
Sesshoumaru a olhou com profundidade, como se fosse capaz de entrar na mente dela pelos olhos, sondá-la, enfrentar seus demônios e dores no lugar dela. Rin sentiu como se ele tivesse o poder de curar as feridas invisíveis com apenas um olhar. Com apenas carinho e promessas.
Ele a afastou levemente na cama, e deitou-se ao lado dela, por cima dos lençóis que a cobriam. Passou o braço por sobre a cabeça de Rin, e ela se aconchegou em seu peito, devagar, ainda esperando uma resposta.
- Isso não vai acontecer, não precisa ter medo. Inu Yasha falou com o médico que te atendeu. Eles ainda não fizeram um exame específico, mas a probabilidade de você não poder mais ter filhos é muito pequena, quase nenhuma – Ele estendeu a mão e tocou a barriga dela através do lençol – Se acontecer, não importa. Eu amo você inteira, Rin, e não apenas o seu útero. Adotamos, se você quiser.
Ela sorriu, ainda chorando, e se agarrou com mais força ao peito dele.
- Só um segundo... – Ele se mexeu, e Rin resmungou quase que inconscientemente – Eu tenho que chamar a enfermeira, pra ela ver você.
- Não, fica aqui mais um pouquinho...
- Você acabou de acordar, Rin. Tem que ser examinada.
- Eu sei, eu sei, mas... Você vai ter que sair da cama – Ela o apertou possessivamente – E eu ainda não estou pronta pra encarar tudo sozinha. Não estou pronta pra ficar longe de você, nem um pouco. Por favor.
- Está bem.
Ele voltou a pousar a cabeça no travesseiro. Não disse nada, apenas permaneceu ao lado dela, a abraçando, a ninando. A dor e o vazio poderiam nunca sumir, mas ficavam muito, muito menores, quando eles estavam juntos.
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Fim
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Oi!!! Bom, em primeiro lugar, o que vocês acharam???? Sabem MUITO BEM que isso é de extrema importância pra mim - estórias sem leitores não são estórias de verdade. Deixem uma review com tudo beeem explicadinho, e eu vou responder por mensagem direta, pra cada um(a).
Em segundo lugar, eu queria agradecer a Pammy pela sugestão, inspirada nela, eu escolhi o nome da fanfic.
Em terceiro, quero agradecer uma leitora nova, que surgiu do nada e me surpreendeu. A Fanzinha leu TODAS as minhas fanfics(Inuyasha) do site, e comentou em todas elas. Obrigada, Flor, me sinto lisongeada. Como não tens conta, tenho que te responder aqui mesmo, ok?Bom, estou trabalhando simultaneamente em "Correndo Atrás" e "Cala a Boca e me Escuta", e não pretendo abandonar, nem pôr em hiatus, nenhuma delas. Quanto às descrições dos personagens, isso não combina com o meu estilo. Acho que aqueles parágrafos descritivos do tipo "Uma linda garota de 1,70 de altura, cabelos e olhos castanhos, bla bla bla" são meio chatos, e vícios de algumas ficwriters, que acabam viciando as leitoras. Tento descrever mais a personalidade do que a aparência dos meus personagens, e, se algum fator da aparência for relevante, ele vai aparecer escondido no meio da narrativa. Por exemplo, se a personagem tem franja, ao invés de dizer que "Rin usa franja" eu digo que "Rin penteou o cabelo, colocando a franja de lado". É só uma questão de estilo. Obrigada pela sugestão, infelizmente eu já havia decidido pelo nome, quando enviaste a review, mas ele foi anotado, quem sabe em outra one? Bjoooos, e MUITO obrigada por ler as fics!!!
Então é isso, gente! A próxima já está terminada, faltando apenas digitar, então eu acho que devo postar em, no máximo, duas semanas. Ah! Acho que vou começar a estagiar, numa produtora de revistas médicas, então talvez eu tenha pouco tempo pra escrever, daqui em diante... Mas vou me virar em quatro, se for preciso. Amo escrever fanfics, Amo vocês, leitores lindos, e amo as reviews que vocês deixam. até mais!
