-Que es...

-Demais! – guinchei – eu e Carol. Meias-irmãs! Só podem estar brincando! – comemorei encharcada de água salgada.

-Mas vocês nem se quer são parecidas... Ela é loira, você morena...

- Quase loira – disse com uma careta. Comecei a me abanar com as mãos, pois estava louca de calor ainda.

- Ela tem olhos azuis escuros e você... – ele continuou como se eu não tivesse dito nada. Ele estendeu a mão direita e segurou meu queixo e olhou nos meus olhos – castanhos escuros – disse tirando a mão de mim, que pelo visto estava vermelha que nem um tomate. Ou melhor: que nem minha cara.

-Ha-ham... Luke, Luke, nós somos meia-irmãs. Por parte de pai. Nós temos mães diferentes e...

-Tem razão, mas agora vamos falar com Quíron para você já mudar de chalé. Hoje de noite já vai poder dormir com seus irmãos.

-Meio-irmãos – corrigi.

- Tá, vamos – ele pegou o meu braço, que por sinal, mesmo estando molhado, ainda estava quente, pois ele tirou a mão rapidamente – vamos – repetiu.

Pois é, fomos á praia pra nada. Tirando descobrir meu pai, claro. Meu pai é Apolo... deus do sol, da música, do que mais? Bem, dizem que ele é bonito... Pena que não herdei isso dele, mas em compensação eu canto bem.

No caminho da casa grande, minha temperatura foi baixando, espero. Comecei a ficar com um pouco de frio por estar molhada, mas tentei me aquecer usando meus super poderes de filha de Apolo (se é que existem...).

Ainda andando dentro da floresta, ouvimos ao longe tocarem aquela concha gigante.

- Hora do almoço – disse Luke – Aposto que chego primeiro!

- Apostado! – falei – no três a gente vai. 1... – sai correndo – 2, 3!

- Ah! Isso não vale! – ele começou a correr também, só que o problema era que ele é muuuito mais rápido que eu.

Depois do "acontecimento" na praia, falamos com Quíron, e imediatamente ele me mudou de chalé. Mesmo com o desencontro de horários, eu e Luke continuamos nos falando, até por que, depois de algumas semanas, no chalé de Apolo, Quíron me botou como instrutora de arco e flecha para alguns chalés: Ares, Athena e Hermes. Eu amei isso, claro, Luke é tudo. T-U-D-O. Ele é lindo, é engraçado, inteligente, hábil, ou seja, perfeito. Ah, ele também é mais uma coisa: meu amigo!

Ha ha, Katy domina. Oops... Só espero não estar falando isso alto...

- Desculpe, o que você disse? – perguntou um garoto filho de Athena, cujo eu estava ensinando a segurar o arco. Fiquei branca. Micão! – hã-ham...

- Ãã... nada, nada – continuei a explicar. Acho que o garoto tinha a minha idade, e pelo jeito era novo aqui também, eu nunca tinha o visto... Ele era loiro como seus irmãos e tinha olhos cinzas também. Era alguns centímetros mais alto que eu, bonitinho, até. Mas não chega aos pés de Luke. Tá, vou parar de falar do Luke.

Carol tinha ficado feliz por eu ser meia-irmã dela. Ela me contava histórias do papai que eu não sabia, sabia dar conselhos e me ouvir, resumindo: era uma ótima amiga e uma irmã perfeita.

Após o treino do chalé de Athena, combinei de encontrar Luke na praia. Tirei a armadura e fui tomar um banho. Estava a caminho do vestiário, até alguém segurar meu braço. Como não sabia quem era, comecei a ficar quente, quente, quente...

- Ai! Calma, s-sou só eu – virei para ver quem era – James.

- Ah, você – era só o novo garoto da aula de arco e flecha – posso ajudar?

- hã, bem... pode – disse confuso – você éé...

- Filha de Apolo? – interrompi-o.

- Sim, isso. Você... hã... sabe, eu, bem, sou novo aqui, e, hum, não conheço direito. Uma hora dessas v-você pode me mostrar o... O acampamento? – coitadinho, ele só queria se enturmar.

- Ah, claro, só que agora eu não posso, ok? – agora meu corpo já tinha voltado à temperatura normal – depois do almoço, pode ser?

- Tá ok. Obrigado, viu? – então ele virou-se e saiu andando calmamente. Também virei-me e fui pro banho, mas não tão calma, afinal, estava atrasada.

Tomei uma ducha mega rápida e fui para a praia. Assim que subi nas dunas e o vi em pé de frente pro mar. Ele estava usando a camiseta do acampamento meio-sangue, com uma bermuda e chinelos. Desci correndo, e me atirei em cima dele. A minha intenção era que ele caísse, mas não adiantou nada. Pulei nas costas dele e cai no chão.

Ele se virou e olhou para mim com uma sobrancelha levantada e um sorriso fofo.

- Oi – falou enquanto me ajudava a levantar.

- Oi – fiquei de pé e abracei-o e ele, graças aos deuses, retribui.

- Então – disse ele cessando o abraço – novidades?

- Eu seeempre tenho novidades! – eu estava toda animada. Andamos na praia, conversamos, rimos... Quando cansamos de andar sentamos na areia, mas continuamos conversando.

- Luke – falei com uma vozinha de criança.

- Que é? – disse ele tentando me imitar.

- Tu não me disse uma coisa ainda – continuei com a vozinha e me deitei na areia.

- O que eu não te disse, Katizinha? – ele se deitou também. Katizinha? Há!

- Lembra da sua amiga? Você nunca me contou dela. – falei ainda brincando, pra ver se ele não levava a sério e contasse logo. Eu sei que eu meio que já sabia a história, mas eu queria que ele me contasse.

- Ah... – sua expressão mudou da água pro vinho. Antes ele estava sorrindo, feliz, mas foi só tocar no assunto que ele fechou a cara. Droga, Katy! Por que você não deixa o menino em paz? Aff!

- Tudo bem, deixa. Não precisa contar. Eu... Eu entendo.

- Como assim, entende? Você... você não me contou alguma coisa importante também? – ele é tão fofo preocupado! E sim, eu não contei uma coisa importante pra ele: eu gosto dele, mas não só como amigo. E isso eu nunca vou contar. Nunca, jamais. Nem que os porcos voem!

- Eu... não sei – enquanto falava isso me levantei. Estava louca pra sair dali, estava muito tenso.

- Não sabe? – perguntou se levantando também – Não te entendo.

- Ninguém entende – falei irônica – Pois é, Luke, acho que já deve tá quase na hora do almoço e... – nem terminei de falar, só me virei e comecei a andar, mesmo sem saber pra onde estava indo.

- Katy, espera – ele me puxou pelo pulso e eu me virei. Nossa, ele estava perto de mim. Tão perto que meu nariz estava quase encostando em seu peito. Dei um passo para trás.

- Sim? – resolvi não olhar para ele.

- Katy, olha pra mim – ele virou minha cara para ele com a mão, então tive que me render aos seus olhos.

- que? – falei birrenta e cruzei os braços.

- Eu sei – gelei. O que ele sabia?

- C-como? – gaguejei me afastando um pouco – Aliás, o que?

- Katy – ele se aproximou, eu tentei me afastar mas ele me segurou pela cintura – só... só pare de falar sozinha.

E ele me beijou.

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by: Baby Blair

:D