XVII.
- O senhor tem certeza? Que eu não vou bater de cara na parede, quero dizer?
- Confie em mim, Ted. Você só precisa seguir reto e de cabeça erguida, e um segundo depois estará na plataforma para Hogwarts.
Havia um frenesi de jovens animados e ansiosos em King's Cross naquela manhã de 1º de setembro. Harry lembrava de si mesmo inseguro aos onze anos, mas aquela era uma lembrança bem distante e hoje, era o seu afilhado quem embarcava para o que seriam certamente os anos mais incríveis da sua vida. Hogwarts não era só uma escola afinal, era um lar para se aprender sobre amizade e companheirismo. Agora que ele se via no papel de pai, Harry sentia um pouco de inveja do afilhado.
- Vá, meu querido. – disse Andrômeda, encorajadora como Harry nunca poderia soar – E nos mande quantas cartas quiser, nos responderemos todas.
- Está bem – ele choramingou. – Eu prometo que vou ficar na grifinória, ok?
- Ted, não é necessário – Harry censurou – Já conversamos sobre isso.
- Bem, mas o meu pai gostaria que eu fosse para a Grifinória. E eu sou bravo! Eu vou ter uma conversa com aquele chapéu e ele vai acabar me entedendo. Tchau, padrinho, tchau, vó!
Ted sumiu pelo muro sólido da plataforma e Harry ouviu Andrômeda suspirar longamente. Os anos tinham trazido cabelos brancos para ela, mas por detrás das pálpebras ainda havia uma vivacidade que Tonks uma vez também demonstrara.
- Nossas crianças crescem, Harry. – ela disse vaga, fungando um pouco – Em breve os seus também vão estar partindo e deixando a casa vazia.
- Eu não pensei que isso seria tão incômodo. – o auror confessou, ouvindo o trem vermelho dar sua partida.
(Continua...)
