As personagens de Inuyasha não me pertencem e possuem todos os seus direitos reservados.

AVISO: O capítulo a seguir possui cena hentai, quem não gostar ou não se sentir à vontade de ler, NÃO LEIA!


CAPÍTULO X

O quarto ainda estava às escuras quando o despertador tocou. Rin acordou e pestanejou, revendo mentalmente a agenda do dia. A música levou mais tempo para penetrar no cérebro sonolento de Sesshoumaru, e ele se espreguiçou, murmurando alguma coisa incompreensível.

Rin se inclinou sobre ele para desligar o rádio e foi envolvida por um abraço.

Bom dia... — ele sussurrou, beijando-a com ternura.

Ela tinha de ir. Marcara reuniões a manhã toda. Mas, se Sesshoumaru continuasse a beijá-la, chegaria atrasada... mais uma vez.

Fazia uma semana que haviam retornado do Grand Canyon. Fora uma semana cheia de risadas e amor, uma semana para conhecer Sesshoumaru sob outra perspectiva e para se acostumar a tê-lo em sua cama ao despertar.

Às vezes, parecia que nada havia mudado entre eles. À noite, quando não tinham de trabalhar até tarde, saíam como antes. Jantavam, jogavam bilhar ou iam ao cinema. Riam, se divertiam e se provocavam como sempre. Eram amigos, e isso não tinha mudado. Mas agora eram também amantes, e Rin freqüentemente se via sendo observada. O olhar dele a lembrava do ato de amor da noite anterior, e continha a promessa dos momentos que viveriam assim que estivessem a sós.

Rin não se lembrava de ter sido tão feliz. E celebrava essa felicidade ruidosamente, determinada a sorvê-la até a última gota. Sabia que não ia durar para sempre, e reprimia o receio de que terminasse antes do que previra. Quanto tempo teria antes que Sesshoumaru partisse?

...

Sesshoumaru conduziu a motocicleta para o estacionamento do shopping. O vento havia removido todos os traços do penteado, e ao caminhar para a joalheria, correu os dedos pelos cabelos. Olhou para o reflexo no espelho e estreitou os olhos ao ver sua imagem. Com as calças desbotadas e a tatuagem no braço à mostra, parecia ser o velho Sesshoumaru. Na certa, não se parecia com um executivo da alta classe que freqüentava clubes exclusivos.

Ultimamente levava Rin aos bares que costumava freqüentar, e ela não havia reclamado, mas era possível que se sentisse tão pouco à vontade quanto ele nas recepções em que a acompanhava. Sentiu uma pontada de culpa e inquietou-se. Estar com ele significaria o fim do desejo dela de ascensão social?

Ela o amava... Não duvidava disso. Se duvidasse, não estaria ali, com o vendedor da joalheria, que o encarava como se ele fosse sacar uma arma a qualquer momento.

Como vai? — Sorriu para o elegante senhor, tentando parecer o mais inofensivo possível — Gostaria de comprar um anel, se possível com um grande diamante.

Posso perguntar qual é a ocasião? — O vendedor indagou com polidez.

Sim. É um anel de noivado.

Ele sorria como um tolo. O vendedor sorriu de volta e o conduziu ao outro balcão.

Sesshoumaru logo soube o anel que desejava para Rin. Era um único diamante, tradicional e clássico, incrustado em ouro branco.

Esse — Apontou para a jóia.

O vendedor voltou a parecer nervoso.

Talvez possamos começar determinando a faixa de preço que está considerando, senhor — disse com todo o tato possível.

Sim. Quanto custa?

O homem pigarreou antes de anunciar o valor.

Três mil, novecentos e...

Posso pagar em dinheiro? — Sesshoumaru o interrompeu — ou prefere que eu use o cartão de crédito?

...

Quando Rin voltou para o apartamento depois do trabalho, não viu a moto de Sesshoumaru. Aquilo não significava nada, disse a si mesma, tentando abafar a inquietação que começava a apertar seu peito. Ele devia ter ido a algum lugar, fazer compras ou... ou dar uma volta. Na estrada, talvez? Para sentir o vento nos cabelos e o asfalto sob as rodas? Para experimentar a liberdade da qual estava sentindo falta nos últimos tempos?

Ela havia parado no supermercado a caminho de casa e carregou as sacolas de compras para o apartamento tentando não pensar. Ao entrar, viu a jaqueta de couro pendurada na cadeira da cozinha. Respirou aliviada, e o mundo pareceu melhor. Guardou as frutas na geladeira e ligou a secretária eletrônica para ouvir os recados. Havia uma mensagem da mãe, na Flórida, agradecendo o presente de aniversário. Jakotsu também havia ligado. Queria falar com Sesshoumaru sobre o campeonato de beisebol. A última mensagem também era para ele. Rin enchia a panela com água para cozinhar o macarrão, mas desligou a torneira para escutar.

"Aqui é Miuga Madarame, da GCH Produções, em Santa Mônica. Estou procurando Sesshoumaru Taisho. Preciso de um cinegrafista para um projeto que começa em menos de duas semanas em Key West, na Flórida. Trata-se de um documentário sobre a vida dos golfinhos. Sei que é um pedido de última hora, mas seu nome foi muito bem recomendado. Espero que esteja disponível. Por favor, entre em contato o mais rápido possível."

Miuga deixou o número do telefone e a secretária eletrônica desligou indicando que não havia mais mensagens.

Rin se apoiou na pia, olhando sem ver a panela com água. O projeto começaria dali a duas semanas... A oferta não podia ser mais tentadora. Sesshoumaru adorava aquele tipo de trabalho. Num impulso, pensou em apagar o recado... No entanto, não conseguiu. Não poderia fazer isso com ele, e nem consigo mesma. Se o fizesse, acreditaria que ele ficara com ela por não saber que havia uma oferta melhor na Flórida. Não podia fazer a mensagem desaparecer. Teria de deixá-lo escutar. E então Sesshoumaru desapareceria.

Sesshoumaru inalou o aroma do molho de tomate quando entrou no apartamento.

Rin estava na cozinha preparando uma salada e usava um avental duas vezes maior que seu tamanho.

Olá. Você voltou — ela disse, olhando-o rapidamente. Ele se aproximou e afastou os cabelos do ombro dela, depositando um beijo em sua nuca.

Olá? É assim que vai me receber?

Ela virou-se e ficou nas pontas dos pés para beijá-lo. Ele a abraçou com firmeza, e não a soltou até senti-la relaxar.

Muito melhor — disse, sorrindo.

Por onde andou?

Sesshoumaru hesitou, sem querer revelar que fora à joalheria.

Fui dar uma volta — respondeu casualmente, destampando a panela para provar o molho.

Há duas mensagens para você na secretária eletrônica — Rin avisou, com a atenção voltada para a salada.

Ouviu quando ele ligou a secretária, e se concentrou em cortar as cenouras. Ele saíra de moto, sem destino, da forma como sempre fazia quando se sentia inquieto. Depois de ouvir o recado de Miuga, ele iria embora. Escutou-o anotar o número do telefone antes de voltar para a cozinha.

Rin... — Ele estava parado perto do armário, encarando-a com gravidade — Você pode ir comigo. Key West é um lugar maravilhoso. Vai adorar. Podemos tirar alguns dias de férias. Se quiser, vamos visitar sua mãe.

É impossível sair agora, no final da campanha.

Jakotsu pode cuidar de tudo. Deixe-o no comando.

Não seriam férias. Você estará trabalhando.

Pode trabalhar como minha assistente. Ou, melhor ainda, levar sua própria câmera. Podemos nadar com os golfinhos. Seria maravilhoso. Vou falar com Miuga e...

Não, Sesshoumaru. Não posso.

Pense bem... Golfinhos, Rin.

Você já é bem crescido, Sesshoumaru. Não precisa de mim por perto o tempo todo. Telefone para Madarame e diga que aceita o trabalho.

Sesshoumaru observou-a escorrer a água do espaguete na pia.

Posso não precisar que vá comigo, mas é isso o que quero.

Rin sentiu lágrimas nos olhos.

Talvez eu possa tirar uma semana...

E então, o que aconteceria? Entraria no avião e voltaria para Phoenix sozinha. E esperaria, imaginando se Sesshoumaru iria retornar ou se encontraria algum projeto novo e fascinante no qual trabalhar. Três ou quatro semanas logo se transformariam em três ou quatro meses.

Uma semana não é o suficiente.

De jeito nenhum aceitaria um trabalho que o mantivesse tanto tempo longe de Rin. Ao menos, não no momento. Talvez dentro de um ano, quando o relacionamento deles estivesse mais sólido. Pegou o telefone e discou o número de Miuga Madarame.

Sesshoumaru Taisho! Obrigado por retornar minha ligação. Percebi, depois que deixei o recado, que não lhe dei uma data. Começaremos a gravações no final de maio, mas a equipe terá de chegar antes para se familiarizar com os golfinhos. Quem está coordenando o trabalho acha que seria invasivo se os cinegrafistas aparecessem pouco antes para mergulhar no tanque dos animais sem nenhuma preparação.

Nada mais justo, não é? Eu também não gostaria que estranhos entrassem na minha casa sem serem convidados.

Madarame riu do outro lado da linha, deixando evidente o entusiasmo.

Fui informado de que você é o melhor em tomadas aquáticas, Taisho. O que está fazendo no meio do deserto? Não precisa responder. Apenas me diga que aceita.

Sinto muito, mas não posso...

Rin tirou o telefone das mãos dele.

Desculpe-me, sr. Madarame. Poderia esperar um momento, por favor? — Olhou para Sesshoumaru e tapou o receptor com a mão — Você está maluco? Não pode recusar esse trabalho.

Sim, eu posso.

Mas você sabe que o quer. Sesshy, você não entende? Se não aceitar, mais cedo ou mais tarde acabará me culpando.

Não vou fazer isso. — Ele pareceu insultado — Por Deus, Rin, não sou mais criança. Posso tomar uma decisão sem...

Rin retirou a mão do telefone para cobrir-lhe a boca.

Sr. Madarame, para quando precisa da resposta?

Para agora — ele disse, e então riu — Exceto se for um "não", o que parece ser o caso. Há alguma chance de ele mudar de idéia?

Não — ele murmurou sob a mão de Rin.

Sim — ela respondeu.

Bem, vou esperar pela resposta até sábado — Miuga anunciou — Mas se ele decidir antes, gostaria de ser informado.

Rin desligou e virou-se para Sesshoumaru, que tinha os braços cruzados e uma expressão de desagrado no rosto.

Droga, Rin. Sabe que o homem precisa da resposta para começar a procurar outro profissional. Você mais do que qualquer um deveria saber que alguns dias fazem a diferença para um produtor...

Eu quero que você aceite o trabalho.

Por quê? — indagou, espantado.

Seja realista, Sesshoumaru. Você não espera que eu acredite que vá viver para sempre comigo, e que nunca mais aceitará trabalho em outro Estado.

Claro que não. Nós dois sabemos que isso não vai funcionar. Mas eu não estou preparado para partir ainda.

Ela agarrou-se ao balcão da cozinha. Ele finalmente admitira que não ficaria para sempre.

Que diferença faz se você for embora agora ou mais tarde?

Faz muita diferença. — Tocou-a no braço, mas ela se afastou — Droga, não fuja de mim!

Ela o olhou de modo desafiador, sem disfarçar as lágrimas.

Eu te amo, Rin. Disse que não precisava que você fosse comigo, mas menti. Preciso de você.

Sesshoumaru a beijou com paixão, invadindo-lhe os sentidos com seu sabor, seu aroma, seu toque.

Eu preciso de você — ele sussurrou de novo — O tempo todo. Preciso de você ao meu lado à noite, conversando comigo, preciso ver seu rosto e seu sorriso. Preciso fazer amor com você...

Rindo e chorando ao mesmo tempo, Rin beijou-o. Escutou o gemido de Sesshoumaru quando se pressionou contra ele. Beijaram-se com paixão enquanto se livravam apressadamente das roupas.

Com um só movimento, Sesshoumaru esvaziou a mesa da cozinha. Ergueu-a, sentou-a ali e, em um instante, estava dentro de seu corpo. Ela se agarrou a ele, envolvendo-o com as pernas, puxando-o para mais perto para aprofundar o contato selvagem, rápido e intenso.

Rin se sentia maravilhosamente bem. Adorava quando ele perdia o controle. Sesshoumaru agia com ímpeto e, possuído por uma tempestade de paixão, a arrastava para um torvelinho de novas sensações. Seu coração batia num ritmo primitivo, que se acelerava a cada investida do corpo firme. Sentia-se arder, e sabia que aquele fogo duraria por toda a sua vida. Amaria Sesshoumaru com loucura para sempre.

Abrindo os olhos, viu a expressão de completo prazer estampada no lindo rosto dele. Como se tivesse sentido a intensa observação, Sesshoumaru também abriu os olhos e sorriu. E foi aquele sorriso, breve, ardente e familiar que a enlouqueceu, desencadeando a onda de prazer que a levou ao êxtase, provocando tremores em seu corpo. Sentiu-o acompanhá-la no clímax, numa explosão que o deixou ofegante e lânguido.

Meu Deus — ele murmurou. Ela riu.

Não acredito que acabamos de fazer isso na mesa da cozinha. Nunca mais comerei aqui de novo sem pensar nesse momento. A menos que eu compre uma mesa nova, vou me lembrar disso para sempre. No mínimo duas vezes por dia, no café da manhã e no jantar.

Bom.— Ele não disfarçou a satisfação na voz — Então se lembrará no mínimo duas vezes por dia do quanto eu te amo.

Rin o beijou, estranhamente entristecida por aquelas palavras. Sesshoumaru a amava, e ela se lembraria daquilo para sempre. Mas ele, um dia, se esqueceria.

...

Tony olhou para Sesshoumaru no reflexo do espelho e manejou a tesoura para tirar uma ponta dos cabelos recém-cortados.

Achei que você nunca mais fosse aparecer por aqui... — reclamou em tom afetado — Seus cabelos estão um horror!

Eu pensei em deixá-los crescer novamente caso aceitasse a oferta de trabalho na Flórida. Como não vou aceitar, decidi mantê-los no estilo executivo da alta sociedade — ironizou.

É mesmo? Diga-me, querido, por que não aceitou o trabalho?

Eu não quero ir. Rin está se acostumando a me ter por perto, e eu não quero o trabalho.

Se realmente não quisesse, não o teria mencionado.

Estava apenas puxando assunto.

Não acredito nisso, Sesshoumaru.

Está bem. — Ele riu — Já que é tão esperto, Tony, o que acha de me dizer por que não quero ir para a Flórida?

Porque sabe que, se for embora agora, Rin vai pensar que partiu para sempre — ele respondeu sem hesitar.

Sesshoumaru praguejou. Detestava admitir, mas Tony estava certo. Aquela era a razão para não querer ir para a Flórida. Ele vira a tristeza nos olhos dela. E, independentemente do que tinha dito, ela não acreditava que ele estivesse ali para ficar. Esperava que a situação mudasse em breve...

Quer um conselho? — Tony perguntou.

Não.

A única forma de fazê-la acreditar que você ficará é partir. — Tony sustentou a tesoura no ar com expressão séria — É um paradoxo. Ela vai achar que você partiu para sempre, mas quando voltar, descobrirá que estava errada.

Genial — Sesshoumaru resmungou, revirando os olhos — Tenho de dar uma resposta para Madarame hoje, e será "não". Pretendo pedir a mão de Rin em casamento esta noite.

Você acabou de dizer...? — Tony riu, dançando num círculo ao redor da cadeira — Eu sabia! Oh, isso é maravilhoso! Sesshoumaru, casado!

Pare de zombar e acabe de cortar meus cabelos — ele resmungou.

Tony interrompeu a dança e sorriu para o amigo.

Rin ficará feliz, esta noite e pelo resto da vida.

Sesshoumaru sorriu, imaginando, não pela primeira vez, se estaria fazendo a coisa certa. Ouviu Tony tagarelar sem registrar o sentido do que dizia e se despediu do amigo, incapaz de se desvencilhar do sentimento que o sufocava.


Nem acredito que consegui postar tão rápido!rsrs

Espero que tenham gostado desse cap.

Ah! Acredito que ainda tenha uns 2 ou 3 capítulos para o fim da fict/adaptação.

Agradecimentos especiais para: zisis e Chelsea de Aguia: ADOREI A REVIEW DE VCS! VCS ME FIZERAM MUITO FELIZ!

Ficarei imensamente grata e feliz se me deixarem reviews! ;-)

Bom...era isso...

Bjus e até o próximo capítulo!

=)