12º Capitulo

Mãos Atadas

I could stay awake just to hear you breathing
Watch you smile while you are sleeping
While you´re far away and dreaming
I could spend my life in this sweet surrender
I could stay lost in this moment forever
Well, every moment spent with you
Is a moment I treasure
(I Don't Want To Miss A Thing- Aerosmith)

A noticia de que as crianças iriam passar o natal no Lago Grimmauld foi recebida com grande entusiasmo por todos. O lugar virou uma bagunça, estava todo mundo colocando enfeites de natal. Apesar de não ir passar o natal ali eu também me contagiei principalmente com o Sirius cantando músicas natalinas. Era hilário!

-Tonks é melhor, usar magia, fica mais fácil - disse a Molly preocupada.

Eu estava em cima de uma escada colocando chapéu de natal nas cabeças dos elfos domésticos. Tinha tentado magia mais os chapéus cismavam em ficar tortos.

-Pode deixar Molly eu sei o que eu estou fazendo - Nisso eu quase cai.

-TONKS DESCE JÀ DAÍ - gritou a Molly e foi em direção a cozinha. Ela estava sensível esses dias, achei melhor descer, só que minha calça prendeu em alguma coisa da escada, já estava me preparando para a queda.

-Levicorpus – ouvi a voz do Sirius pronunciando o feitiço, e logo em seguida estava de cabeça para baixo

-ME COLOCA NO CHÂO SIRIUS!

-Que gritaria é essa? Os quadros vão acordar - Disse o Remus passando por baixo de mim e fingindo que não me via

-Vou gritar pedindo ajuda da Molly ou dos garotos.

-Se eu fosse você não chamaria nem o Fred nem o George que é capaz deles piorarem a situação - disse o Remus.

-REMUS! Você não vai me ajudar? Então tudo bem – com uma agilidade que eu tinha conseguido nos treinos de aurores consegui pegar minha varinha que estava no meu bolso e falei o contra feitiço e cai no chão

O Sirius e o Remus ficaram me olhando espantatos. Levantei-me com a dignidade que me restava e virei as costas para os dois e fui em direção a saída.

-Tonks, espera - chamou o Remus

Continuei andando ele estava quase me alcançando quando encontrei a Gina descendo as escadas.

-Oi Tonks - ela disse

-Oi Gina – dei um abraço nela - e tchau, estou indo embora.

-Ah! que pena - ela disse e o Remus passou pela gente cumprimentado com um aceno de cabeça como se tivesse sido a primeira vez que me visse, cínico!

-Aonde você vai? Alguma missão? - Ela sempre tentando me arrancar alguma coisa

-Não vou fazer comprar de Natal, a gente se vê Gina - me despedi e continuei o caminho até a porta, nem sinal do Remus nem do Sirius. Cheguei na porta e aparatei no beco diagonal. Agora começava a loucura, respirando fundo fui em direção a primeira loja. Depois de muitas loucuras, pisão de pés, gritaria, e cotoveladas, tinha terminado de fazer minhas compras de natal, estava cansada e toda descabelada. Estava indo em direção ao caldeirão furado quando alguém coloca a mão na minha boca e me puxa para um beco, por estar com as mãos cheias de coisa não consegui pegar minha varinha, comecei a usar o método trouxa, chutei, me contorci, não seria uma luta fácil.

-Nim! Para sou eu

-Remus?- Parei de debater e ele me soltou e me virou- O que você pensa que está fazendo?.

-Tentei chamar sua atenção, mais nada de você olhar para os lados. Você tem que tomar cuidado, estamos em guerra. Nem parece que estudou com o Moody.

-Nem vem me dando sermão, admito que estava pensando em outras coisas, mas iria sair dessa fácil, fácil.

-Aposto que você ainda está nervosa comigo, e quando você fica nervosa não repara em nada, se eu continuar te distraindo é melhor a gente não ficar juntos.

Fiquei muito surpresa com ele dizendo isso. Ele estava terminando comigo? No meio de um beco escuro? Só porque não reparei que ele me puxou?

-Remus! Primeiro não estava pensando em você e sim no presente que quero dar para minha mãe, segundo se para você minha distração é motivo para a gente terminar então ok.

Ele me olhou surpreso, ia abrir a boca para falar, mas interrompi.

-Você não precisa de desculpas para terminar tudo entre a gente, não vejo relação entre eu ficar nervosa e me distrair e a gente acabar? Não fiquei nervosa com você sobre a brincadeira, mas você não queria que depois eu te agradecesse? Um pouco nervosa a gente sempre fica, mas não era motivo para eu me distrai tanto. Acho que você está usando como desculpa para terminar comigo, se for isso então seja sincero.

Estava tentnado falar tudo sem chorar, se ele acabasse comigo por um motivo tão besta ele não veria uma lágrima minha.

-Desculpa só que achei que você tinha ficado muito nervosa, porque não é uma atitude que me orgulhe, tirar sarro da namorada não é legal. E você ainda não me deu atenção quando chamei.

-Não é mesmo, admito que fiquei com um pouco de raiva, mas passou, não durou muito e sabia que você pediria desculpa. Eu não poderia te dar atenção, esquece que ninguem sabe o que está acontecendo entre a gente? Me preocupa você já vim falando em ficar longe. Remus quero que você seja sincero, se não quer mais nada comigo fala, você só vem tomando atitudes que parecem me afastar, não contando para ninguem, e não me permitindo contar, nem minha mãe sabe que estou namorando.

-É mais seguro.

-Ah sim! Muito, afinal as crianças podem ir correndo contar para o Voldemort, ou talvez minha mãe para uma das irmãs, não melhor, meu pai vai se reunir aos comensais. Eu tenho a sensação que você me esconde, como se tivesse vergonha de mim.

-Tonks! Seja mais razoável – Disse ele em tom um pouco mais alto que o normal e passando a mão no cabelo como ele fazia quando alguma coisa irritava ele.

-Tonks – Respondi com incredulidade – Vou ser razoável Lupin, ou continuar mentido para minha mãe, para todos, só para te poupar de admitir para todos que estamos juntos, que o responsável e inteligente Remus Lupin está com a atrapalhada, desastrada e louca Tonks.

-Você acha realmente que tenho vergonha de você? Tenho vergonha de mim, você é jovem, inteligente, engraçada, tem uma vida pela frente, eu sou só um lobsomen, um monstro, um velho, que não pode dar metade do que você merece – lágrimas começaram a rolar no meu rosto antes que eu me desse conta.

-Eu não me importo – Disse tentando limpar as lagrimas – verdadeiramente, não me importo!

-Um dia você vai, um dia tudo isso vai ter grande importância, um dia você vai perceber o erro que está cometendo, mas até lá eu prefiro não manchar sua reputação, o preconceito existe e não quero você esposta a ele, não queria que você contasse para sua familia porque sei que eles vão ser contra.

-Remus, minha mãe não pode falar nada, ela deixou a familia por amor.

-Só que o amor dela não era um monstro.

Uma pessoa começou a entrar no Beco, o Remus colocou o capuz da capa e eu mudei minha aparência. A pessoa passou sem olhar para nós.

-Para quem quer manter tudo em segredo ficar discutindo em um beco não é a melhor forma – Ele sorriu – Acho que tivemos nossa primeira briga, espero que não seja a última.

-Também espero que não, mas espero que você entenda que o que faço é para te proteger, é porque gosto de você, nunca sentiria vergonha por você, na verdade ainda não sei o porquê de você está comigo.

Eu ri.

-Humildade é seu forte Remus, você tem que ser mais convencido – Disse jogando meu braço no pescoço dele e o beijando.

-Desculpa – Ele disse

-Desculpa – Respondi

Me separei e peguei as sacolas que estava no chão, nem lembrava em que momento elas foram parar lá, ele pegou as sacolas da minha mão.

-Tenho que comprar os presentes do Sirius, ele pediu já que não pode sair, e não sabe direito o que comprar para as pessoas, ele sempre foi péssimo nisso.

-Ah! Então foi por isso que você veio? E não para me pedir desculpa.

Ele riu e passou o braço pela minha cintura, sabia que ele só estava fazendo isso porque estava com uma aparência completamente mudada,.

-Não, só estou juntando o útil ao agradável.

-Não é nada agradável fazer compras em época de natal.

Ele riu.

-O agradável é estar com você, o útil que é comprar as coisas.

Eu ri, acho que estou ficando muito humilde também.

Entramos na Floreios e Borrões para comprar o presente para o Harry, esse ele já sabia o que ia dar, acho que ele comprou para o Harry alguma coisa que ele mesmo queria ter, mais pude ver que pelo preço seria meio impossível até para mim. Quando terminamos fomos finalmente para o meu apartamento, joguei as compras no canto da sala e sente no sofá enconstei a cabeça e fechei os olhos, senti o sofá baixando, deveria ser o Remus, depois de um tempinho ele falou.

-Tá dormindo?

Fiz que não com a cabeça e abri os olhos.

-Nin iria guardar para te dar no Natal, mas acho que os recentes acontecimentos me fizeram adiantar a entrega do seu presente.

Fiquei surpresa.

-Não precisava Remus.

Ele pegou no bolso uma caixinha azul.

-Era da minha mãe, na verdade não vale muito, vale mais pelo valor sentimental e pelo simbolismo – Meu coração estava na boca, ele abriu a caixa, tinha um colar, de prata provavelmente, com um pingente em formato de oito deitado – Você sabe o que esse simbolo significa?

Eu fiz que sim com a cabeça, não estava em condições de falar, por um momento pensei que era um anel, mas seria muito cedo, e do Remus era difícil esperar um compromisso mais sério, mas aquele colar era da mãe dele e simbolizava o infinito.

-Além do simbolismo que todos conhecem, minha mãe costumava dizer que simboliza união, porque o simbolo nada mais é que dois circulos unidos, ou seja, duas pessoas completas que se unem.

Eu não estava mais chorando, eu estava soluçando, abracei ele e me virei para que ele colocasse em mim.

-Obrigada.

Lembrei de uma lenda trouxa que prata afastava lobsomens, ainda bem que isso não se aplicava a realidade.

Acordei, ele ainda estava dormindo com a boca meio aberta e soltando um leve ronco, quando ficava mais próximo da lua cheia o ronco aumentava, mais nada que incomodava, na verdade era engraçado como uma pessoa apaixonada é idiota, achar um ronco bonito? Mais era tão lindo ver ele dormindo, ele parecia tão calmo, as linhas de expressão diminuia deixando ele bem mais novo. Decidi não acordar ele e tentar voltar a dormir, me encostei no peito dele e voltei a dormir, quando acordei de novo os raios de sol já estavam batendo no meu rosto, levantei a cabeça e vi que ele estava acordado.

-Acordou há muito tempo?

-Um pouco

-Porque não me acordou?

-Estava pensando

-Pensando em que?

Ele olhou para mim sério.

-Que eu poderia ficar assim para o resto da minha vida

-Então vamos ficar, Beijei ele e voltei a deitar ao seu lado, ele me abraçou e ficamos assim por muito tempo, até que a realidade chamou


Posso pedir um milhão de desculpas? Atrasei muito. Mas minha vida está uma loucura e achei que esse capítulo estava pronto (pronto estava,mas achei muito estranho ai tive que reescrever algumas parte) acho que só consegui publicar hoje pq comecei a usar o tempo livre de espera do onibus para escrever (normalmente escrevia direto no computador) ... pronto chega de desculpa.

Mas como é fim de semestre nem posso falar que o outro vai chegar na próxima semana...prometo tentar não demorar.

Mão Atadas – Zélia Ducan e participação do Frejat.

é isso, espero que tenham se divertido e que deixem sua opinião

beijinhos