15º Capitulo

Amigo é coisa para se guardar

Cause all of the stars
Are fading away
Just try not to worry
You'll see them some day
Take what you need
And be on your way
And stop crying your heart out

Get up (get up)
Come on (come on)
Why you scared? (I'm not scared)
You'll never change
What's been and gone
(Oasis-Stop Crying You Heart Out)

A Andrômeda entrou no quarto do hospital, tínhamos um acordo mudo, ela vinha ficar com a Dora e eu ia embora, Eu ficava a maior parte do tempo ali, quando não estava junto dela estava no seu apartamento, não queria voltar para o Grimmauld Place, eu tinha que começar a procurar um apartamento para mim, mais isso ficaria para depois.

-Bom dia Andromeda

-Hoje ela acordou?

-Só por breves momentos, os médicos-bruxos preferem deixar ela desacordada.

-Eles já me falaram isso, falaram sobre a alta?

-Parece que dessa semana não passa, amanhã eu apareço – Disse saindo

-Se não quiser não precisa aparecer, eu fico com ela.

-Mais eu quero - disse a Tonks

-Oi filha, você está bem? Quer alguma coisa?

-Estou bem mãe, cansada de ficar descansando, quero sair daqui e ir para um show e comer muita besteira.

Sorri para ela e acenei, saindo do quarto, finalmente tinha encontrado alguém que não aprovava o nosso relacionamento. A Andromeda era muito educada e nunca falou nada, mais estava bem explicito. Logo no primeiro dia da Tonks no hospital ela entrou no quarto e eu fiquei pensando se ela sabia, logo depois do olhar que ela lançou tive a certeza que sabia e que não gostava, mas estavamos tendo uma convivência pacifica.

Ainda não tinha falado com ninguém sobre o que ocorreu no ministério, nem queria pensar nisso, meus dias se resumiam a me encher de trabalho, ou ficar com a Tonks que normalmente era quando eu dormia, hoje não tinha nada para fazer, mais eu teria que arranjar qualquer coisa, resolvi ir para a Toca mesmo sabendo que estavam pisando em ovos, mas achei melhor do que ficar sozinho e pensando.

Aparatei no quintal, e fui andando até a casa, logo a Molly apareceu na porta

-Qual seu nome do meio?

-Você não acha essa pergunta muito fácil?

E dei um sorriso, começou as medidas de segurança com a volta do Voldemort, lembro bem delas da primeira guerra.

-Eu sou Remus Jonh Lupin, lobsomen, vindo do St Mungus porque a Andromeda chegou.

-Entra Remus, quer tomar café ou prefere almoçar? Como está a Tonks?

-Eu espero o almoço, a Tonks está bem e acho que vai ser liberada logo, só estão a mantendo lá por precaução.

-Que bom

Logo os gêmeos desceram correndo

-Oi mãe, tchau mãe

-Tenham cuidado, e apareçam para o jantar, o Carlinhos vai vim, quero vocês todos aqui.

-Agora eles não ficam mais em casa, estão falando até em alugar um apartamento em cima da loja.

A Molly estava visivelmente preocupada com o fato dos filhos saírem debaixo das asas dela, mais isso teria que acontecer uma hora,

-O Carlinhos vai vim hoje? Que bom - Isso distrairia a Molly

-Vai ser uma visita rápida, ele vai embora amanhã mesmo, ele queria fazer uma visita a Tonks a noite, teria algum problema?

-Porque teria?

A Molly bebeu um gole do chá

-Ela já conseguiu se metamorfosear de novo?

Desde que a Molly contou a ela (porque eu não consegui) o que tinha acontecido no ministério ela não consegui mais modificar a aparência, nós nem falavamos disso, sempre que ela tentava, eu mudava de assunto.

-Não, acho que quando voltar para a casa ela volte ao normal.

-Você está pensando em ir morar com ela?

Não, estou pensando em abandonar tudo e aceitar a missão de viver entre lobsomens ferozes, o que é quase um pleonasmo, Por Merlin nessas horas que eu me arrependia de ir para a toca

-Não

E bebi um gole da xícara de chá para dar o assunto como terminado, ficamos conversando sobre amenidades enquanto ela fazia o almoço. Depois fui embora ainda tinha que ver uns papeis e eu estava conseguindo colocar a casa da Tonks em ordem, nada melhor que trabalhar para esquecer.

Comecei a arrumar tudo, ainda tinha várias caixas, e moveis para montar, coisas que eu não sabia como ela tinha conseguido viver sem até ali, fazia quase um ano que eu tinha entrado pela primeira vez ali, e se não fosse por mim ainda estariam bagunçadas, no fim da tarde tomei um banho e fui para o hospital, a Andromeda já deveria estar saindo.

-Oi Dora, você ainda está acordada, não deveria estar dormindo? Sua mãe já foi?

-Sim, ela já foi, e eu pedi aos médicos para me deixar acordada, nos últimos tempos eu estava meio grogue e não consegui falar com você direito, acho que agora é a hora.

Eu não sabia se terminava de entrar ou saia, se tinha alguém que eu queria conversar sobre isso era com ela, mais ainda tinha medo, com toda coragem entrei e sentei na cadeira do lado da cama.

-Não aqui

Disse ela batendo do lado da cama dela, eu fui e me sentei, ela me abraçou e eu comecei a chorar, fazia tanto tempo que não a abraçava, e sentir que tinha alguém ali do meu lado e que não precisava de palavras, ela sabia o que eu estava sentido, não iria falar nada só mostrar que estava ao meu lado, era isso que eu amava nela.

-Desculpa

Disse enxugando as lagrimas e tentando me recuperar.

-Pode sempre contar com meu ombro, e com outras partes do corpo também, mas por enquanto acho melhor só o ombro, ainda dói quando faço movimentos bruscos.

-Então sem movimentos bruscos.

Fui até os lábios dela e encostei os meus, senti uma necessidade de ir mais fundo, de sentir ela mais perto.

-Ai

-Desculpa

-Beleza, só estou meio sensível ainda.

-Que tal você mudar as cores do seu cebelo?

-Você sabe que não consigo, é difícil, da mesma forma que sei que se estivesse no meu lugar você também não conseguiriam, eu ainda me sinto culpada, e tenho medo que os outros me culpem - Ela falou isso tudo olhando para as mãos

-Ninfadora, não foi sua culpa, você sabe, a Belatrix é uma bruxa fortíssima, ela consegui imobilizar você o Quim e o ...

-Eu sei, mais sabe como são meus poderes, eles são emocionais, mais eles voltam, sempre voltam.

-Acho que precisamos de um tempo

Pronto falei, não era a melhor hora, mas tinha que sair, estava quase certo aceitar aquela missão, eu não podia deixar ela pressa a mim, era muito perigoso, para os dois.

-Também acho que precisamos de tempo para pensar no que aconteceu, foi uma perda terrível.

Ela entendeu errado.

-Não Nin...

Parei porque escutei batidas na porta.

-Podemos entrar?

-CARLINHOS

Disse a Tonks correndo e se jogando nos braços do homem atarracado e cheio de sardas, não dava para dizer que não era um Weasley.

-Esqueci de avisar - acho que estava falando com as paredes,

-Não sabia que você vinha, que surpresa, e como você está? Mais alguma queimadura? Já providenciou minhas calças de couro de Dragão?

A Molly e o Guy vinham entrando logo atrás, mas a Tonks parecia nem notar,

-Oi Guy, oi Molly de novo.

-É melhor você ir para a cama Tonks você ainda não está totalmente recuperada

-Ok Molly, tudo beleza, quais são as novidades?

-Os médicos não querem te dar alta hoje? Você está com um pique, totalmente recuperada.

-É que dormi muito, Guy

Disse ela voltando para a cama.

O Guy deu um aceno de cabeça para mim, finalmente alguém tinha me notado, a Molly acenou, e o Carlinhos veio apertar minha mão

-Então você é o Remus? Engraçado faço parte da ordem também mais não conheço pessoalmente quase ninguém.

Apertei a mão dele mais fui logo esquecido porque ele se virou e começou uma conversa sobre machucados e cicatrizes com a Tonks, acho que eles estavam competindo para ver quem tinha mais.

-Vou comprar alguma coisa para comer e já volto

E sai, ninguém parece ter me ouvido, apesar de ter visto a Molly acenando com a cabeça, precisava de chocolate, muito chocolate, muita endorfina, como era dificil encontrar chocolate nesse hospital, tive que sair para comprar, quando voltei para o quarto a imagem que vi me deixou feliz mais ao mesmo tempo triste, senti como se não pertecesse ao lugar.

O Carlinhos estava sentado onde eu estava anteriormente, a Molly e o Guy cada um de um lado da cama, a Dora sentada na cama com os cabelos rosa e rindo, estava todos a gargalhadas.

-Lembra que eu te dava as senhas para entrar na torre da grifinória? – Falou o Guy

-Lembro! Você só me dava porque achava que eu namorava seu irmão

-Guy Wesley! Não acredito que você fazia isso.

-Ah mãe camaradagem de irmãos, ela sempre ia lá à noite, quando iria imaginar que eles não faziam nada?

-Como se eu fosse fazer alguma coisa no meio de mais quatro meninos.

-Tem feitiços que deixam aquela continam a prova de barulhos ela se transforma quase em uma parede – Olhei surpreso para a Molly

-MÃE

Gritaram os dois Weasleys juntos.

Eu estava olhando do batente da porta, e se... era difícil pensar nisso, mas seria melhor, seria bem melhor para ela, provavelmente a Andromeda aprovaria, ele era novo, parecia gostar dela, não colocaria ela em perigo e ainda a levaria para longe...

Pensar nela longe doeu mais do que eu imaginei, não, ela não iria largar tudo, ela lutaria, esse é o problema, não quero perde-la. Doeria demais, não sei se suportaria, a preferia bem longe de mim a machucada perto.

-Não é Remus – Percebi que o Guy estava falando comigo, não sabia sobre o que, fui obrigado a perguntar.

-Desculpa estava pensando em outra coisa, repete a pergunta.

-Estavamos só falando que não dá para entrar no quarto das meninas, e falei que devia ser um feitiço antigo.

-É tem alguma coisa sobre isso no Hogwarts uma história.

-Você leu isso? Não acredito! Ele é enorme não conheço ninguém que leu

Disse o Carlinhos fui me encaminhado para dentro do quarto e parei aos pés da cama.

-Tem bastantes coisas interresantes.

-Eu já li – Falou a Tonks

-Atah Tonkzinha conta outra, você ler aquele livro enorme – Falou o Carlinhos mostrando que ele não conhecia muito bem a Ninfadora

-Li, me pareceu interessante, e achei que talvez precisasse, e pode ser muito útil para entender Hogwarts e conseguir fazer bagunça nela.

Ela sorriu e olhou para mim, eu tinha me surpreendido com essa face dela, na mudança comecei a perceber como ela gostava de livros e tinha um monte, ela falava que não tinha conseguido ser uma auror apenas por ser metamorfa, ela precisou estudar muito.

-É melhor já irmos está ficando tarde, tchau Remus, Tchau Tonks – falou Molly

-Tchau Molly, e sobre buscar o Harry na plataforma, vocês vão? - Perguntei

-Sim, irei – respondeu a Molly.

-Não estou sabendo de nada – falou a Tonks

-O Dumbledor deu a idéia da gente ir buscar o Harry e aproveitar e falar algumas coisas para o tio dele, sabe, para evitar que eles causem problemas - Explique

-Ok eu vou, com certeza – Ela respondeu animada

-Que pena que estarei trabalhando – Falou o Guy

-E eu em outro país, muito prazer em conhecê-lo Remus, tchau Tonks

E deu mais um forte abraço nela, e os três saíram.

-Um galeão por seu pensamento

-Na verdade não estava pensando em nada.

-Agora não antes quando você entrou no quarto.

-Seu cabelo, seus poderes voltaram.

-Quando falam poderes me sinto uma heroína. O Carlinhos me lembrou de uma coisa muito importante.

-O que?

-Que seria pior para as pessoas que gostam de mim me ver triste, além de ter que pensar na morte do Sirius vai ter que pensar na minha tristeza que é visível, você e o Harry vão esconder, mais meu problema é que nem sempre consigo esconder meus sentimento e isso pode ser ruim as vezes.

-É melhor você descansar um pouco, hoje foi um dia muito agitado.

-Boa noite Remus.

Ela disse e se virou de lado

Eu me sentei na cadeira e a fiquei observando, eu tinha que largar dela, isso era um fato, mas agora não conseguia.


Na verdade o titulo da música não é "Amigos é coisa para se guardar" é "Canção da América". Quando escrevi esse capitulo só pensei nessa música, mas achei que o titulo não tinha muito a ver ai modifiquei, quem canta é Milton Nascimento.

A música do Oasis é da trilha sonora do filme "Efeito Borboleta".

Agora meu imenso agradecimento a Carol que fez uma imagem do colar que descrevi na história, eu não sabia como colocar a imagem, ai hospedei ela em um site, aqui está o link(espero que dê certo, tirem os espaços):

http : / img25. /i/ colarn. jpg/

beijos e até o próximo capitulo