Reviews:
LLoiza: Oii! Ah, sim, sim, foi um cap meio triste. Com os pais delas e tals, mas com os boatos, eu tenho experiencias que comprovam o tanto que eles podem ser maldosos. E sem sentido. BjinhOs.
Sophie: Que bom que gostou, fofa, espero que continue acompanhando e nao se enjoe de mim taooo cedo. Nao pretendo sair daqui. (Ai meu Deus, sempre que vejo seu nome me lembro que tenho que aparecer em APUS... Eu ainda dou as caras por lah. Pelo menos ate o meu aniversario.) BjinhOO
mari: Ah meu Deus! Tiinha esquecido totalmente do que essa cena poderia render... Bom, tecnicamente, quando a Lily acordou, Tiago nao estava mais com ela, entao quem sofreu as perguntas foi ele. Vou escrever um bonus com essa cena. Ah, o Remo merece um fora neh? Essa historia de eu sou um lobisomem e ninguem me quer nao tah pegando mais, a gente ama ele! Eu fui rapidaa! BjOO
Mila: Sim, sim, eles estavam dizendo barbaridades da Lily. Mas vc deve saber como as fofocas podem mudar uma realidade. BjinhOs
Bel: Eles começaram a namorar, pq o Tiago estava passando por uma crise de: Ei, eu nao posso acreditar que gosto da Lilian. Entao vou me envolver com outra. Eh sempre um prazer tentar atingir suas expectativas. xD
: Pq sera que todas dizerm que a ideia foi original? Somente algo que surgiu do nada e eu resolvi passar para o papel/Word. Eu decidi fazer a fic toda em Portugues, assim, os nomes sao em Port, consequentemente os apelidos tb. Antes eu so usava James. Entao está sendo dificil escrever Tiago. Mas estou me acostumando. BjinhOOs
Mari lP: James é bontiinho, neh? Acho que a gente se acostuma por causa das mtas fics em que lemos esse nome... Sim, sim, eu nem demorei, viuu? Foi por causa das inumeras reviews que recebi. Continue lendoo.
J: Que bom que gostou de FA, a fic eh meu bebe! Bom, minha meta eh postar toda segunda. As vezes me atrapalho, mas tento manter a frequencia. Continue acompanhando e eu continuo postando, que tal?
Lina: Sim, eu tentei fazer alguma coisa fofinha no final. E a musiquinha ajudou... Golden slumbers, fill your eyeees (8) Bom, faltam 10 reviewss para 100. E eu contiinuo pensando em algo para comemorar a 50. Mas imaginaçao tah 0. BjO
Gabi: Vc demorou quase uma semana para comentar! O que eh isso garotaaa? Bom, FFC, assim como váááárias outras, está parada. FA eh a unica que eu poupei deste horrivel destino.
Carol: Oii! Nossa, os elogios de vcs vao me fazer inflaaar. Bom, fofoca eh assim, neh? Eu sofri uma vez com algo parecido com isso. Coisas vindas do nada! Fui rapida para postar, nao fuii? BjinhOs
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Fogos de Artifício
Décimo Capítulo
Lily POV
Acordei com a cabeça doendo, mas não tinha vontade de me levantar. Tudo que eu desejava era que a noite anterior não tivesse passado de um sonho. Um sonho muito ruim. Um pesadelo.
Eu me lembrava de cada pequeno detalhe de tudo que ocorrera e, antes que eu pudesse perceber, as lágrimas já escorriam pelo meu rosto novamente. Eu sabia que embora isso parecesse ridículo a culpa era toda minha. Se eu não estivesse no mundo bruxo aquilo nunca teria acontecido.
Eu me sentei na cama e vi que estava sozinha novamente. Olhei o relógio que ficava na minha cabeceira e percebi que já eram quase três horas da tarde.
Me dirigi até o banheiro e vi que meu rosto estava totalmente inchado. Resolvi tomar um banho e acabei ficando mais tempo embaixo do chuveiro do que desejava.
O tempo todo alguma lembrança com os meus pais me vinham à mente e eu tinha que lutar, sem sucesso, contra as lagrimas que ameaçavam cair.
Eu consegui terminar o banho e vestir um pijama qualquer antes de voltar a me deitar embaixo das cobertas.
Depois de um tempo a porta se abriu e Marlene entrou.
Ela se sentou ao meu lado na cama, mas eu não disse nada.
-Eu sinto muito, Lily. – ela disse me abraçando.
-Por que essas coisas acontecem? – perguntei chorando.
-Eu queria saber Lil. Eu realmente queria. – ela disse e eu percebi que sua voz também estava abalada – Eu não te contei, mas meu pai morreu em uma guerra quando eu tinha dez anos. Eu entendo como você se sente.
Eu olhei para o rosto de minha amiga, e pela primeira vez pude ver Marlene McKinnon chorar.
-Eu simplesmente não sei o que fazer. O que vai ser da minha vida. Nunca parei para pensar o que eu faria se ao sair da escola não fosse para a casa dos meus pais. – eu disse.
-Eu... eu sempre tive minha mãe para me apoiar, mas nunca foi a mesma coisa. Você demora a se acostumar com a idéia, mas depois... Não vou dizer que volta ao normal, mas você tem que seguir a vida, não é mesmo? – ela perguntou e eu assenti.
-Lily, Dumbledore conversou com a sua irmã e o funeral de seus pais será feito hoje em mais ou menos uma hora. – ela continuou
-Eu não quero ir. – murmurei.
-Você quer sim. – ela afirmou convicta e eu concordei relutante.
Levantei-me e troquei de roupa.
-Ele disse que você pode levar algum aluno com você, se quiser. – Lene disse.
Eu imediatamente pensei em convidá-la para ir comigo, mas ela pareceu ter lido o que eu estava pensando.
-Sinto muito, Lil, precisa ser um aluno que saiba aparatar.
-Ah. – eu murmurei pensando nas minhas opções. Isso me limitava a Tiago Potter, Remo Lupin e Frank Longbotton.
Lene e Alice não tinham passado no teste, assim como Sirius, e quando os exames foram feitos, Giulia ainda não tinha idade o suficiente para prestar os testes.
Eu não teria coragem de pedir a Frank que fosse comigo, nosso grau de amizade não era muito grande. Tiago Potter era, de longe, a pior opção, então eu pediria a Remo. Mas logo me lembrei que estávamos em lua cheia e eu não sabia quando acabaria o funeral.
De volta a Potter. Bufei internamente.
Ele tinha sido legal comigo no dia anterior, mas eu não acreditava que ele tinha mudado de um dia para o outro. Então ele ainda era um garoto arrogante, egocêntrico, infantil e irritante.
Mas internamente eu sabia que não conseguiria enfrentar o funeral de meus pais sozinha, eu precisaria de alguém para me dar apoio. E mesmo que aquilo não passasse de um teatro, eu poderia aceitar o apoio de Tiago Potter por uma tarde.
-Lene, você pode pedir para o Potter ir comigo? – eu pedi, sentindo meu rosto corar. Eu tinha certeza que me arrependeria disso mais tarde.
-Tudo bem. – ela disse sem questionar, mas vi pelo seu olhar que ela guardava as perguntas para outro momento.
Depois de um momento Lene voltou.
-Ele disse que irá com você, estará te esperando em cinco minutos no Salão Comunal. – ela passou o recado e eu pude ver que seus olhos brilhavam em expectativa. Ela tinha muitas perguntas.
Eu peguei uma bolsa e coloquei minha varinha, um pouco de dinheiro bruxo que tinha guardado e algumas notas de dinheiro trouxa.
Eu vestia uma calça jeans e uma blusa azul escuro por baixo de um sobretudo de couro preto.
Desci as escadas para o Salão Comunal, muitos alunos estavam com livros abertos terminando tarefas para a próxima semana, mas nenhum deles parou para reparar em mim, embora eu não vestisse roupas habituais de Hogwarts e estivesse com o rosto vermelho.
Tiago Potter estava sentado em pé me esperando próximo à mulher gorda.
Nós seguimos em silencio até o Salão Principal, onde a professora McGonagall nos aguardava.
-Eu sinto muito pelos seus pais, Srta. Evans. – ela disse e eu agradeci educadamente – Agora eu irei acompanhá-los até Hogsmead, de onde vocês poderão aparatar. Aqui está o endereço para onde vocês deverão ir. – ela entregou um pedaço de pergaminho para Potter – É a uma pequena distância de onde se realizará o funeral, mas é seguro, mesmo sendo uma região repleta de trouxas. – ela explicou.
O resto do caminho se passou novamente em silêncio. Quando chegamos na entrada de Hogsmead, Minerva McGonagall voltou para o castelo.
-Lily, eu sinto muito. – Potter disse, eu olhei em seus olhos e ele parecia estar sendo sincero – Se tiver algo que eu possa fazer, você pode pedir.
Eu assenti com a cabeça, sentindo as lagrimas tomarem meu rosto novamente.
Ele segurou minha mão, e mais uma vez eu senti como se uma força estivesse me puxando e, quando abri os olhos, estava em um beco bem iluminado, no centro de Londres.
Eu enxuguei os olhos antes de continuar andando ao lado do garoto. Nós andamos dois quarteirões até chegar à entrada de um cemitério.
A entrada estava repleta de pessoas vestidas de preto. Pude avistar Petúnia em um vestido recebendo os abraços de todos os que chegavam. Eu parei um pouco afastada de onde eles estavam.
-Você não vai lá? – Tiago Potter perguntou e eu neguei com a cabeça.
-Para que? Receber os pêsames de um bando de senhores que trabalhavam com meu pai?
Além de que, Petúnia deve estar satisfeita contando o quanto eu não me importei em comparecer. – resmunguei irritada.
-Hmm, Lily? – ele me chamou hesitante – Parece que ela te viu...
Petúnia vinha até nós caminhando com passos largos, e por já ter visto isso muitas vezes, eu sabia que ela não estava feliz comigo.
-O que você faz aqui? – ela perguntou brava e então reparou no garoto ao meu lado – E você?
-Acho que estou aqui pelo mesmo motivo que você. – respondi calmamente.
-Não. Eu vim me despedir dos meus pais. Todos sabem que você não é filha deles. – ela respondeu ácida – Eu me lembro de quando eu tinha cinco anos e uma mulher estranha bateu na porta segurando uma coisinha nos braços. – ela continuou – Ela se sentou com minha mãe na sala enquanto meu pai tentava me distrair, e mais tarde você estava conosco. – ela concluiu com uma espécie de nojo na voz.
-Isso é mentira. – eu disse, sentindo minha voz tremer na última palavra. – E não vou deixar você me irritar hoje, Petúnia.
-Você nunca pertenceu à família, Lílian. E você sempre soube disso. Só nunca teve coragem o suficiente para ir atrás da verdade. – ela continuou e eu senti as lágrimas encherem meus olhos novamente.
Senti a mão de Potter apertar a minha firmemente, meu primeiro pensamento foi em me opor ao contato, mas no momento, eu realmente precisava de alguém que me mostrasse que estava tudo bem. E me impedisse de machucar Petúnia. Pelo menos seriamente.
-E como se isso tudo não fosse o suficiente, dezessete anos depois você os mata. Ou você acha que eu não percebi que foram pessoas da sua laia que fizeram isso?
-Petúnia... eu sinto muito. – eu murmurei.
-Mas não nega que é a culpada? – ela perguntou, mas antes que eu pudesse responder ouvi uma voz me chamando.
Me virei e vi Melanie, se aproximando de mim. Seus cabelos castanhos estavam presos em uma trança, e ela vestia um vestido branco, destoando de todos ali.
-Oi Mel. – eu disse, tentando limpar, inutilmente, as lágrimas.
-Oi Lil! – ela disse me abraçando – Eu sinto muito, muito mesmo pelos seus pais. – ela continuou e eu soube que estava sendo sincera – Eu espero que você consiga sair dessa. – ela concluiu e percebeu Potter ao meu lado, que por acaso não tinha soltado minha mão.
-Quem é o bofe? – ela perguntou, não fazendo a mínima questão de ser discreta, e eu percebi o garoto rir ao meu lado.
-Ah, esse é Tiago Potter, ele é... hmm... – eu comecei, mas não sabia como concluir a frase.
-Um amigo da escola. – ele concluiu por mim, com um sorriso torto.
-Amigo, sei... – Mel murmurou.
Depois disso, tudo não se passou de um simples borrão em minha mente.
Muito vinham me cumprimentar, murmurando falsas palavras de consolo. Alguns, com mais sinceridade, também contavam algumas histórias sobre como tinham conhecido meus pais e eu apenas ria nas horas certas. Depois, a terra sendo jogada em cima dos caixões, e eu soube que, a partir daquele momento, nada continuaria sendo a mesma coisa.
Tiago POV
Quando o enterro acabou, eu continuei ao lado de Lily enquanto ela se despedia de todos os presentes. Lílian parecia ter se recuperado de tudo o que a irmã tinha dito.
Olhei para o céu e percebi que já estava anoitecendo. E deveria me encontrar com os Marotos na Casa dos Gritos.
-Vamos voltar? – perguntei para Lily quando éramos os únicos no cemitério.
-Um minuto. – ela disse – Eu queria... deixar algo aqui.
Lílian olhou para os lados, e depois de se certificar que não tinha ninguém por perto, tirou a varinha de dentro da bolsa e conjurou um buquê de lírios brancos e o depositou no túmulo de seus pais.
-Vamos. – ela disse firmemente e eu segurei sua mão, para que pudéssemos desaparatar.
Voltamos para Hogsmead, já tinha escurecido, por isso passei a andar um pouco mais rápido.
Olhei para o céu e vi a lua cheia brilhar acima de nós.
Normalmente, isso faria um cenário romântico, mas eu soube, assim que entramos em Hogwarts, que Remo estava por perto, pois eu já podia ouvir seus uivos.
-Tiago, - Lílian me chamou e eu olhei para ela, anotando mentalmente o uso do meu primeiro nome. Ela mantinha uma expressão calma – Eu sei sobre o Remo. Nada vai acontecer. Não adianta você tentar chegar ao castelo mais rápido.
-Desde quando você sabe sobre ele? – eu perguntei surpreso.
Além do Seboso, ninguém nunca tinha descoberto sobre Remo e seu probleminha peludo, Lily conhecia o mundo bruxo há apenas dois meses e já sabia a verdade sobre ele.
-Desde que ele falou sobre lobisomens em uma de suas aulas. Eu resolvi descobrir mais por uns livros da biblioteca, juntei as pistas... – ela comentou e eu percebi que estava envergonhada.
Um grande cachorro preto saiu de dentro das árvores e eu acenei para Sirius.
-Aquilo é um animago? – Lily perguntou, parecendo impressionada.
-Como você percebeu?
-Bom, eu li sobre eles semana passada. O olhar dele tem um brilho humano. E ele olha para você como um grande amigo. - ela respondeu e eu me impressionei com sua percepção. Se há pouco tempo estudando em Hogwarts ela já conseguia perceber essas coisas, eu me perguntava o quão talentosa ela seria se tivesse crescido entre bruxos.
-Sirius Black. - eu informei. Sirius latiu e voltou para dentro da floresta.
-Como ele... conseguiu isso? Eu li que é uma das magias mais complexas. - ela comentou.
Ela não deveria saber que nós éramos animagos. Da mesma forma que ela não deveria saber sobre Remo. Então não via muito problema em contar o resto.
-Nós passamos bastante tempo treinando. - respondi.
-Nós?
-Sim. Eu, Sirius e Pedro.
-Vocês dois também são animagos? - ela perguntou, parecendo curiosa.
-Algum dia eu te mostro. - respondi e ela não perguntou mais nada.
Nós entramos no castelo e subimos as escadas para a Torre da Grifinória.
-Doce de Abóbora. – eu disse para a Mulher Gorda quando ela pediu a senha.
Lily estava subindo a escada que levava ao Dormitório Feminino quando eu a chamei.
-Lily, - ela se virou – Amanha, tudo voltará ao normal, certo? – perguntei.
-Com certeza, Potter. – ela respondeu – E é Evans para você. – ela concluiu terminando de subir
as escadas e me deixando ali com um pequeno sorriso nos lábios.
Lílian POV
Eu acordei no dia seguinte um pouco melhor.
Tomei um banho demorado, esperando que a água me relaxasse para mais um dia de aula.
Quando sai do banho, Lene e Alice estavam sentadas em minha cama.
-Você está melhor? – Lice perguntou.
-Levando. – eu respondi, forçando um pequeno sorriso.
-O que está te incomodando? – Lene questionou.
Era impressionante como ela sabia que eu estava mal.
Eu passei a maior parte do tempo pensando em tudo o que Petúnia tinha dito. É claro que tudo poderia não passar de mentiras, mas algo no que ela disse me parecia real demais. E eu tinha medo de que tudo fosse verdade.
-Nada. – menti e elas não perguntaram mais nada, apesar de não parecerem acreditar.
Depois de mais ou menos meia hora, descemos para o Salão Comunal. Sentamos-nos em um canto da mesa da Grifinória e começamos a comer em silêncio.
-Oi Lírio. – Tiago Potter disse assim que entrou no Salão Comunal, sentando-se próximo a mim.
-É Evans, Potter. – eu o corrigi automaticamente.
-Evans Potter... – ele pareceu pensar por alguns segundos – Forma um ótimo sobrenome.
Eu bufei irritada, fazendo com que o sorriso dele aumentasse.
Todas as aulas do dia se passaram rapidamente. Eu não conseguia me focar totalmente em nada que os professores falavam, e meus feitiços acabaram não saindo muito bem.
Quando a aula de DCAT acabou, eu disse às garotas que poderiam ir na minha frente, pois eu ainda precisava conversar com a Sra. Heyne.
Ela estava corrigindo alguns trabalhos sobre Ramoras.
-Sra. Heyne? – eu a chamei e ela levantou a cabeça para me olhar.
-Eu quero falar sobre o trabalho. Eu não consegui concluir os dois metros. Ainda faltam quinze centímetros, eu ia fazer a conclusão ontem à tarde, mas... – eu comecei, mas ela me interrompeu.
-Não tem problema, Srta. Evans. Você pode me entregar amanhã. – ela disse.
-Obrigada. – eu disse, virando-me para sair.
Srta. Evans, – ela me chamou e eu me virei – Eu sinto muito pelos seus pais. Eu os conheci há muito tempo, e eles realmente não mereciam o que lhes aconteceu.
Senti a sinceridade em sua voz. E junto com ela, inúmeras perguntas me atingiram.
-Como você os conhecia? - perguntei imediatamente.
Eu estava surpresa. Meus pais nunca tinham me dito nada sobre bruxos. Minha mãe era a pessoa mais comum que eu conhecia. Passava a maior parte do tempo livre na cozinha, fazendo biscoitos e bolos. Meu pai estava sempre ocupado com o trabalho. E nenhum dos dois nunca guardaram segredos enormes, como saber da existência de bruxos.
Ou melhor, eles nunca demonstraram saber de segredos enormes. Mas parece que tudo que eu pensava saber estava se mostrando errado ou incerto. Isso era chocante.
-Não acho que essa seja uma informação importante. - ela respondeu firme.
Bom, para mim era importante. E eu tinha mais perguntas.
Eu queria saber mais sobre os meus pais. Eu queria perguntar se tudo o que Petúnia disse era verdade. Eu queria perguntar se eles sabiam que eu era uma bruxa.
Mas eu sabia que só teria mentiras. Ela não me diria a verdade. Ninguém nunca havia me dito a verdade. Exceto Dumbledore, mas bom, ele não tinha todas as respostas.
Mas ao invés de interrogá-la, apenas agradeci e sai da sala.
O resto das aulas se passou ainda mais rapidamente, eu prestava ainda menos atenção, e tudo o que queria era descobrir a ligação de meus pais com o mundo bruxo.
Depois de nossa última aula, eu estava indo para a biblioteca terminar um trabalho de Poções quando sinto alguém me puxar para dentro de uma sala escura. Quando eu ia gritar, uma mão, que eu deduzi como sendo masculina, tapou minha boca.
-Lumus. – ele disse e eu reconheci a voz.
-O que você quer, Potter? – eu podia ver seu cabelo bagunçado, seus olhos castanhos brilhando por trás dos óculos e seu sorriso torto me provocando.
-Eu posso pensar em muitas coisas que quero fazer com você em uma sala escura. – ele disse calmamente e eu corei – Mas no momento não acho que seria sensato fazer nenhuma delas.
-Você com certeza não andaria mais se tentasse qualquer uma delas.- respondi.
-Eu sei. Por isso, quero lhe oferecer um trato. – ele disse sorrindo.
-Um trato? – perguntei incrédula.
-Sim.
-E que tipo de trato você pode ter a me oferecer?
-Eu percebi que você não prestou atenção em nenhuma aula hoje. – ele começou.
-Como... – comecei, mas ele me interrompeu.
-Apenas ouça. Eu sei que isso tudo são conseqüências do que sua irmã disse. Não adianta negar. – ele acrescentou – Primeiramente, vamos deixar claro que o fato de seus pais terem morrido não é sua culpa. Você não fez nada. Talvez você esteja se culpando por vir ao mundo bruxo ou por ter enfrentado o Malfoy, mas isso teria acontecido de qualquer jeito. Lorde Voldemort e seus seguidores te achariam de qualquer forma.
-Eu acho que sim... – disse, ainda não muito convencida.
-Sobre a parte da coragem, Lily, - ele disse e eu não o consertei – Ela com certeza está errada. Você não está na Grifinória por nada.
-E o trato? – eu perguntei.
-Eu posso te ajudar com a outra parte. A descobrir quem são os seus pais. – ele disse e eu pude ver seus olhos brilharem em expectativa.
-Eu poderia fazer isso sozinha. – comentei.
-Sim, mas minha mãe escreve para o Profeta Diário e tem acesso a várias informações privadas e jornais antigos. Além de que, você não gostaria de perder a chance de ter a minha tão grandiosa presença.
-Coloquemos as coisas dessa forma, Potter: eu não gosto de você, você não gosta de mim. O que você ganha me ajudando?
-Você não acredita que eu possa apenas querer te ajudar? – ele perguntou parecendo incrédulo.
-Não.
-Bom, seria uma boa forma de provar a mim mesmo meus talentos. E as garotas curtem detetives. – ele respondeu, mais uma vez dando um sorriso torto – E então? – ele perguntou estendendo a mão – Temos um trato?
-Sim. – respondi segurando a mão dele um pouco hesitante.
Ele apertou minha mão suavemente, e eu senti um arrepio passar pelo meu corpo.
Ok, isso definitivamente não era normal.
-Amigos? – Tiago Potter perguntou.
-Sócios. – respondi soltando a mão dele e saindo da sala.
N/B: Vamos fazer o seguinte, vou pular aquela parte corriqueira onde eu fico declamando o quanto o capítulo está legal. Vou direto para uma pergunta importante:
Quando o Tiago vai tomar uma atitude?
Ou ele ainda não se tocou que gosta dela? Isso é um problema, esses garotos lerdos...
Enfim, estou super curiosa para ver como tudo irá andar daqui pra frente... Principalmente sobre essa ''sociedade''.
Comente, ok, pessoal?
Obs: Minha personagem querida desapareceu nesse capítulo... E o interessante é que mesmo assim ele foi bom, hihihi.
Beijo pessoal!
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11 Reviews?
Vcs querem me mataar?
Eu nem acreditei quando foi chegando, chegando, chegandooo...
Eu sou do tipo que morre de felicidade com 3 ou 4 reviews. Vcs se superaram nesse capitulo.
E olha que eu ainda senti falta de inumeras leitoras.
Eu adoooro o final deste capitulo!
Adorei essa "sociedade" que eles montaram.
Vai render mtos capitulos. Mta tensao. E mto romance, claroo.
Esse capitulo foi meio complicado, mtas dificuldades para organizar as ideias, mas no final, Giulia resolveu nossos problemas.
E ainda teve o detalhe que ele começou triste, e depois teve esse finalzinho bonitinho dela com o Tiago.
Ainda tem as novidades neh? As maldades da Petúnia e a paradinha da Amanda Heyne conhecer os pais da Lil...
Bom, estou falando demais, neh?
Só espero que minhas leitoras detetives nao desvendem tudo antes da hora.
Continuem por aqui.
Comentem nesse capitulo.
E eu continuo postando.
BjOs para todaaas. (enquanto nao aparecer um garoto.)
