CAPÍTULO 18 - Discussão
Edward - PV
Elas subiram e eu continuei na sala.
O fato de eu não poder tocar Bella, ou beijá-la, estava me matando. Eu teria que me esforçar muito.
Eu não queria que ela se afastasse de mim, nem mesmo queria perdê-la por por minha própria culpa.
- Bom dia filho. – Meu pai se sentou no sofá, ao meu lado.
- Bom dia. – Falei sem olhar para ele.
- Sabe... – Ele começou. – Eu estive conversando com sua mãe...
- Quando tirou tempo para isso? – Eu o interrompi.
- Por favor Edward. Eu faço isso por vocês. – Eu o encarei. Por mim ele não fazia mais nada.– E você deveria reconhecer isso. Deveria parar de se aventurar pela América... Criar reais responsabilidades. Vir trabalhar comigo no meu escritório.
Este foi o motivo de eu ir para a América. Para não depender mais de ninguém.
- Fazer como...
- Como Emmett faz? – Eu cortei a sua frase, pois eu já sabia o roteiro. – Eu não sou ele. E é assim que você reconhece o trabalho da mamãe? Uma aventura? – Eu quase gritei.
- Você sabe que não foi isso que eu quis dizer.
- Mas é isso que parece.
- Edward, escute... – Ele começou.
- Escute você, pai. Não adianta querer mandar em minha vida. Eu já sou bem adulto para alguém ficar me mandando fazer isto ou aquilo. Eu sou responsável para administrar a empresa de Esme. Quer você queira ou não, eu não serei médico. – Eu me levatei. – Eu não quero perder metade de minha vida trabalhando. Eu quero viver a minha vida. Quero me dedicar à família que estou formando. Coisa que você não fez, ou nunca faz. – Comecei a me afastar.
- Edward! Volte aqui. Eu não terminei. – Ele disse segurando meu braço.
Eu puxei com força meu braço que ele segurava então ele me soltou.
- Como vai dar uma boa vida financeira para sua família? Aliás, você não está preparado para formar uma família. – Eu o encarei. – Eu sei que Bella é uma garota adorável... Mas vocês são jovens demais. Isto é uma paixonite.
- Que eu saiba, você e a mamãe se casaram com vinte e um anos também. Isso foi uma paixonite, pai?
- Os tempos eram outros. Esta era a idade certa para casar. E nunca foi uma paixonite. – Ele falou nervoso.
- Você não sabe o que eu sinto por ela. Nunca vai entender. – Eu disse entre dentes. – Pare de arranjar desculpas para tentar mandar em minha vida, Carlisle.
Eu dei as costas para ele, não atendendo aos seus gritos. Subi as escadas correndo, de dois em dois degraus.
Carlisle era meu pai, mas o fato de não estar presente a maior parte do tempo, o fazia um estranho para mim.
Ele não me conhecia o suficiente para julgar s meus sentimentos por Isabella.
Entrei no quarto e bati a porta atrás de mim. Me encostando nela.
Eu estava de olhos fechados para tentar me acalmar.
- Acalme-se Edward. – Uma voz baixa e suave me sobressaltou. Abri os olhos e vi Bella, com os olhos um pouco mais abertos que o normal.
Ela se aproximou de vagar ficando à minha frente.
Meio hesitante ela abriu um pouco os braços me convidando para um abraço. Era o que eu precisava agora, então eu aceitei a oferta.
Ela me abraçou apertado.
- Quer conversar? – Ela sussurrou.
Depois de mais alguns minutos eu a soltei do abraço, um pouco mais tranquilo. Ela pegou minhas mãos.
- Edward. Suas mãos estão tremendo. – Ela me olhou nos olhos. – Desabafe comigo. Vai te fazer bem. Aliás, somos amigos, não somos?
Encostei novamente na porta, encarando o chão.
- Meu pai. Ele quer mandar em minha vida. – Eu disse. – Ele quer que eu seja médico e ficar minha vida inteira trabalhando. Eu não quero isso. Não quero ser como ele. Quero formar uma família e ter tempo para ela. – Eu já me sentia bem melhor à esta altura. Bella me escutava atentamente. – Só porque Emmett está se preparando para trabalhar no consultório de meu pai, ele quer que eu volte para Londres e seja como meu irmão.
- Por isso você foi para a América. – Ela supôs corretamente.
- Sim. Por causa de meu pai.
- Entendo... – Ela suspirou. – Edward, você deve seguir o que você quer. Faça aquilo que tem vontade. Mas perdoe seu pai. Os pais sempre querem o bem dos filhos, mesmo que ele não saiba como expressar isso, eu sei que ele quer que você seja muito feliz.
- Ela afagou minhas mãos que paravam de tremer. – Talvez você não entenda muito bem agora, mas quando tiver seus próprios filhos, vai querer protegê-los.
Bella era tão madura. Mesmo sendo jovem ela parecia saber exatamente o que estava falando sobre o instinto de pais protegerem seus filhos..
- Ele disse que não estou preparado para formar uma família. Disse que somos jovens demais... – Repeti as palavras de meu pai.
- Não fique assim. Você é bastante maduro para sua idade. Você é o cara mais responsável que conheço. E sei que vai ser um um ótimo pai e... marido. – Sua voz falhou um pouco.
- Acha mesmo isso? – Ela achava mesmo que eu seria um bom marido e um bom pai?
- Acho. – Ela colocou a mão em meu rosto. – Dizem que sabemos como um homem vai tratar sua esposa através do modo como ele trata a sua mãe. E você trata perfeitamente bem sua mãe.
Dessa eu não sabia. Mas que bom que Bella pensava assim. Eu queria muito formar uma família. Formar uma família com Bella e fazê-la feliz.
- Pode contar sempre comigo. – Ela me abraçou novamente.
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Para quem queria saber o que tinha acontecido entre Edward e seu pai Carlisle aí está. Esta é a origem de todos os problemas do pobre Edward que foi morar na América por não aguentar mais as críticas de seu pai.
Gosto muuuito do Carlile. Ele é uma pessoa (vampiro, na saga) muito boa. Por isso achei que seria legal mostrar um lado um pouco menos compreensivo dele.
Mas ele continua amando nossa querida e amável Esme de forma incondicional.
