CAPÍTULO 39 – Viagem?
Bella – PV
Eu estava perdida, incondicional e irrevogavelmente apaixonada por Edward. Cada momento que estávamos juntos era perfeito para mim. Eu gostaria de viver cada momento com ele para sempre.
- Hora de jogar o buquê. – Ouvi Rosalie gritar.
Ela me entregou o emaranhado de tulipas.
Muitas moças se puseram a poucos metros de mim.
Eu me virei de costas para elas.
- Um dois três e... – Fingi que ia jogar o buquê, mas continuei segurando-o. Algumas das moças empurraram as outras com a falsa jogada. Os convidados riram. – Um dois três e já. – Desta vez eu joguei e me virei a tempo de vê-lo rodopiar e cair nas mãos nada mais nada menos que de minha cunhada Alice.
Ela quicou no lugar várias vezes e gritou. Eu e várias pessoas rimos de sua reação.
- Hora da liga. – Emmett gritou.
Fiquei paralisada. Por um momento eu havia esquecido a liga. Agora Edward teria que tirar minha liga na frente de todos. Para quê eu fui colocar a porcaria da cinta liga?
- Vamos lá galera. – Emmett juntou os homens que esperavam pela liga.
Edward ajoelhou à minha frente. Eu deveria estar mais vermelha que uma pimenta. Levantei meu vestido até a altura da coxa. Aquele era, ao certo, um dos momentos mais constrangedores de minha vida.
A ponta dos dedos dele deslizou por minha perna junto com a liga. Depois que a liga estava em suas mãos foi feita uma contagem regressiva e a liga foi arremessada.
Ben pegou a liga. Os homens começaram a pular em volta dele. Foi engraçado.
Os braços de Edward me envolveram pelas costas. Ele beijou meu pescoço e fez uma trilha de beijos até a minha orelha. Senti arrepios por meu corpo.
- Minha esposa. Minha Bella. – Ele disse com uma voz extremamente sexy em meu ouvido. – O que acha de fugirmos um pouco?
- Para onde? – Perguntei rindo.
- Para o chalé.
- Mas por que quer sair daqui? – Achei a pergunta idiota demais, mas mesmo assim a fiz.
- Só quero ficar um pouco longe de câmeras ou aplausos. – Ele riu.
- Tudo bem. – Concordei.
Nós tentamos passar sem chamar tanta atenção. Algo impossível, já que éramos os noivos, mas que conseguimos com um pouco de sucesso.
Corremos para dentro do chalé. No caminho eu tropecei um pouco no meu vestido. Edward e eu rimos. Ele me puxou para o andar de cima.
Nós ríamos e corríamos. O que nos deixou sem fôlego.
Paramos no corredor para nos acalmar, ainda rindo de nossa fuga. Depois de alguns poucos minutos eu já estava mais calma.
Edward ficou de frente para mim. Ele pegou minhas mãos e, erguendo nossas mãos no ar, entrelaçou nossos dedos. Depois, ainda com nossas mãos unidas ele abraçou minha cintura, de forma que eu fiquei imobilizada com minhas mãos para trás.
Ele começou a beijar meu ombro fazendo um caminho de beijos demorados. Quando finalmente chegou ao meu rosto ele me olhou intensamente.
Depois liberou uma de suas mãos e me empurrou levemente para trás. Só então eu notei que atrás de mim estava a porta de seu quarto. Ele a abriu e continuamos a entrar no quarto ainda nos olhando.
Ele sentou na cama e me puxou para seu colo. Minhas mãos seguraram seu cabelo.
- Dizer que queria ficar longe das câmeras e dos aplausos foi uma desculpa para ficar a sós comigo? – Perguntei sem nem mesmo pensar antes.
- Foi a primeira desculpa que me veio à mente. – Ele sorriu.
Eu ri.
- Eu poderia ter vindo se tivesse me pedido. – Falei sinceramente.
- Eu preferi não confiar na sorte.
Edward mordeu de leve meu lábio inferior.
- Outra vez está tentando me seduzir? – Perguntei rindo. Um som que entregou um pouco o meu nervosismo.
Ele deu de ombros.
- Você quer ser seduzida? – Ele me desafiou.
- Eu vou ter que me defender se você tentar... – Eu disse querendo parecer casual.
- Hmmm... – Edward sorriu maliciosamente. - Então vai seduzir seu marido louco para ser seduzido?
Resolvi provocá-lo também. Peguei sua gravata e puxei-o por ela. Edward riu e me beijou de uma forma de deveria ser um crime.
Ele me deitou na cama e em nenhum momento deixava de me beijar.
- Não entendo para quê tanto pano. – Ele disse puxando o pano do vestido. – Não ficaria melhor se... Se tirasse isso? – Ele perguntou com um sorriso malicioso.
Quase tive um ataque cardíaco. Meus olhos, inevitavelmente, se arregalaram.
Edward gargalhou.
- É só uma brincadeira Bella. – Ele riu quando viu que eu relaxei um pouco. – Mas se quiser aceitar minha sugestão... Fique à vontade.
Ele disse um pouco mais sério.
- Você é impossível Edward Cullen. – Eu o puxei novamente pela gravata e o beijei.
Houve uma batida forte na porta.
- Edward e Isabella. Vocês estão aí dentro? – A voz era de Alice.
Edward respirou fundo e nós paramos de nos beijar. Ele passou a mão no cabelo e se levantou para abrir a porta.
- O que deu em vocês para abandonarem a festa? – Alice perguntou à porta. – Bella! O que houve com seu cabelo? – Ela perguntou horrorizada.
Ai meu Deus! O que aconteceu? Eu estava descabelada? Estava desarrumada?
Levantei de pressa para me olhar no espelho.
Havia no máximo três mechas da trança fora do lugar. Nada muito pavoroso.
- Eu não vejo nada de errado. – Edward comentou.
- Como assim, nada de errado? Ela está despenteada. – Ela encarou-nos intercaladamente. – Estavam em uma seção de amaços? – Perguntou quase rindo.
Senti meu rosto corar. Ouvir isso era estranho. Eu e Edward, meu melhor amigo, estávamos nos beijando há poucos instantes.
- E se estivéssemos? – Edward perguntou despreocupadamente. – Somos casados, não somos? – Ele veio e me abraçou pela cintura.
- Que bom que tive a idéia genial. – Ela bateu palminhas.
- Idéia de quê Alice? – Edward perguntou.
- A lua de mel. – Ela revirou os olhos como se aquilo fosse óbvio demais para ser dito.
- O que? – Engoli em seco.
- Vamos logo trocar de roupa Bella, ou você quer ir de vestido de noiva e tudo? – Ela puxou minha mão me levando em direção à porta. Eu olhei para Edward que estava imóvel em seu lugar.
Alice me ajudou a tirar o vestido.
- Mas eu não preparei minhas coisas para uma viagem... – Comecei a dizer.
- Não se preocupe com isso. Eu já arrumei sua mala. – Ela sorriu parecendo satisfeita consigo mesma.
- Mas Edward e eu não planejamos nada... – Comecei de novo.
- Você não acha que eu deixaria vocês sem uma lua de mel decente, não é? Achavam que iam ter sua primeira noite como marido e mulher em um lugar comum? – Ela me olhou incrédula.
Eu devo ter corado em trinta tons diferentes de vermelho.
Coloquei um vestido azul.
Assim que desci Edward me olhou e sorriu.
- Vão, vão... Não querem passar a lua de mel no aeroporto esperando outro vôo, querem? – Alice nos apressou.
- Posso saber para onde vamos? – Edward perguntou à irmã.
- Amsterdã. – Ela piscou os olhos freneticamente.
- Amsterdã, Alice? – Edward franziu as sobrancelhas.
- É que eu achei que Paris era muito clichê. – Ela fez bico. – E como eu sei que em Amsterdã tem campos de tulipas e que estas são as flores preferidas de Bella, achei que...
- Está perfeito Alice. – Eu sorri para ela, que abriu um enorme sorriso. Que culpa ela tinha? Só estava tentando nos agradar.
- Que bom que você tem o meu bom gosto, minha cunhada. – Ela me abraçou. – Agora é melhor vocês irem.
Nos despedimos das pessoas que estavam na festa, de minha nova família e fomos rumo ao aeroporto.
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Não fiquem com raiva da Lice!
Mas é que se eu não parasse esses dois por aí... Sei lá o que eu poderia ter escrito! kkkkkkkkkkkkk
AMSTERDÃ! Perfeitoo. Nada de Paris!
Aiai...
Comentem pra mim? (*olhinhos suplicantes*)
Próximo?
[...]
