Lynne Graham
Adaptação.
Personagens pertencentes a Lynne Grahame Stephenie Meyer
Historia pertence a Lynne Graham.
*ok essa e minha primeira vez tentando fazer um Adaptação, eu espero que voce gostei, e deculpa os erros..
Capítulo 3
― Quero que averigüe onde está trabalhando Isabella Swan porque quero falar com ela em particular. Com a máxima discrição ― disse Edward a seu secretário particular, que com muita dificuldade conseguiu dissimular sua surpresa.
Uma vez a sós, Edward ficou olhando as rosas vermelhas que havia no canteiro situado junto à janela. Continuando, acariciou delicadamente uma das pétalas e pensou nos lábios de Bella.
Aquilo o fez amaldiçoar, pois, embora a paixão daquela mulher o tivesse surpreendido, não devia permitir que seus pensamentos voltassem outra vez para ela.
Ao final de alguns minutos, bateram na porta e entrou lady Victoria, com quem tinha ficado para fazer a lista da próxima festa que ia fazer no castelo e que ela, como em outras ocasiões, ia organizar.
Ao vê-lo, lady Victoria sorriu encantada e Edward lhe devolveu o sorriso, mas não era um sorriso de cumplicidade como outras vezes porque agora o certo era que aquela mulher se fazia muito óbvia comparada com Bella e não o atraía.
Bella estava limpando as janelas da galeria e, como de costume, ficou olhando o piano de cauda que havia naquela estadia e se perguntou se ainda seria capaz de tocar.
Fazia muitos anos que não o fazia e, em todo caso, não se atrevia a tocar uma peça tão antiga sem permissão.
Sua mãe tinha sido professora de música antes de casar-se e se encarregou de que sua filha fosse uma maravilhosa pianista.
Bella tinha chegado inclusive a substituir com assiduidade o organista na igreja, mas quando as pessoas tinham começado a comentar como tocava bem, seu pai tinha decidido que a música era uma frivolidade, tinha vendido o piano e a tinha proibido de voltar a tocar.
Aquilo tinha partido o coração de sua mãe e foi então, aquele mesmo dia, quando Bella jurou que algum dia teria um piano próprio que poderia tocar tantas horas ao dia como lhe desse a vontade.
Naquele momento, apareceu um homem e lhe pediu que passasse a outra sala para limpar o chão onde tinham derramado algo. Bella assentiu, agarrou um pano e rezou para que não tivessem manchado um dos valiosos tapetes do castelo.
Felizmente, só tinham derramado um pouco de leite sobre o chão de madeira e Kirsten não demorou nada em limpá-lo.
Quando se incorporou, o homem tinha desaparecido e Bella se encontrou em um lindo salão cheio de flores.
Quando se preparava para se retirar, outra porta abriu e Edward apareceu. Bella não pôde nem se mover do lugar. Estava tão bonito, que não pôde evitar ficar olhando-o fixamente.
― Espero que me perdoe por ter planejado este encontro.
― Você planejou esse encontro? ― surpreendeu-se Bella.
― Sim, queria falar com você a sós. Queria ver você, queria pedir perdão pela forma como me comportei no outro dia. O que fiz foi inapropriado, um equívoco da minha parte.
Bella o olhou com a boca aberta.
― Mas eu...
― Você não teve absolutamente nenhuma culpa.
Bella ficou gratamente surpresa ao comprovar que Edward não se deixou levar pelo orgulho, mas, longe disso, tinha querido vê-la para lhe pedir perdão. Certamente, qualquer outro homem em sua posição, não se teria tomado a atitude de fazer isso por uma empregada.
― Eu também tive minha parte de culpa ― insistiu Bella.
― Não, você é muito jovem e a inocência não é nenhuma culpa — murmurou Edward com amabilidade.
Bella o olhou nos olhos e Edward recordou a tarde em que se conheceram, aquele momento em que se fixou em seu cabelo Chocolate e seus olhos como chocolate derretido e se disse que devia comportar-se como um homem adulto e não como um adolescente que não pode deixar de pensar na garota que gostava.
― Eu...
― Suponho que não quer que as pessoas se inteirem de que esteve a sós comigo, assim não é inteligente que fiquemos muito tempo conversando ― interrompeu-a Edward.
Bella baixou a cabeça envergonhada.
― Eu não gosto que faça trabalhos tão duros porque não parece muito forte ― comentou Edward.
― Asseguro-lhe que sou forte como um cavalo ― riu Bella. ― Embora não seja muito bonito dizê-lo...
Edward ficou olhando-a alguns segundos, até que pôde reagir e tirar do bolso um cartão de visita.
― Se alguma vez precisar de ajuda, não duvide em me chamar neste número.
Bella teve que fazer um grande esforço para disfarçar sua surpresa porque Edward não estava flertando com ela e ela morria para que o fizesse.
Engolindo em seco, aceitou o cartão, o guardou e voltou para seu trabalho.
Naquela mesma semana, voltava para casa uma tarde de bicicleta quando sua roda traseira travou.
O pior era que não tinha nada para arrumá-la e estava chovendo.
Apesar de ter tentado rebocar a bicicleta a toda velocidade, logo se encontrou molhada até os ossos, assim, quando um grande carro parou ao seu lado, assustou-se porque não o tinha visto.
― Olá, eu a levo para casa ― disse Edward baixando o vidro do carro.
Bella teria gostado de negar-se, mas foi completamente impossível porque o motorista, seguindo as instruções de Edward, estava colocando a bicicleta no porta-malas.
― De verdade... Não precisava ter parado. Poderia ter ido andando perfeitamente... Estou ensopada e vou molhar o carro... ― balbuciou Bella entrando na limusine.
Entretanto, ao perceber que Edward não viajava sozinho, calou imediatamente e se ruborizou dos pés a cabeça.
― Victoria Biers ― apresentou-se a elegante mulher que ia sentada junto a ele. ― Com quem tenho o gosto de falar?
― Isabela Swan ― respondeu bella timidamente.
Sabia perfeitamente quem era aquela mulher, sabia perfeitamente que sua família tinha construído o castelo de Volturi e tinha vivido nele durante alguns duzentos anos, mas que desgraçadamente o pai de Victoria se viu forçado a vender a propriedade para pagar suas dívidas, o que tinha provocado que fossem viver em Londres quando ela era menina.
― Está ensopada ― interveio Edward. ― Pegue ― acrescentou lhe entregando um lenço branco.
Bella afastou uma mecha de cabelo molhado da face e secou o rosto com o lenço. Enquanto o fazia, olhou Edward e, quando seus olhares se encontraram, sentiu que lhe acelerava o coração.
― Obrigada.
― De nada ― murmurou Edward educadamente.
Bella sorriu encantada e Victoria pigarreou, o que a fez deixar de olhar para Edward. Ao dar-se conta de que a outra mulher a tinha visto olhando-o, envergonhou-se e baixou a cabeça.
― O príncipe Edward me disse que trabalha como faxineira no castelo ― remarcou lady Victoria. ― Parece uma jovem muito capaz. Não acha que poderia ter outro tipo de trabalho?
― Sim, assim espero, algum dia... Este é meu primeiro trabalho ― respondeu Bella olhando pela janela.
Não queria que a levassem até a porta de sua casa porque não queria nem imaginar como ficaria seu pai se inteirasse de que tinha aceitado que alguém a levasse de carro.
― Me acaba de ocorrer uma ótima idéia! ― exclamou lady Victoria, ― por que não me ajuda a organizar a festa que vamos dar no castelo?
― Eu? ― exclamou Bella surpresa.
― Por que não? Poderia-me ajudar a dar alguns recados e a escrever os convites à mão.
― Eu adoraria ― respondeu Bella encantada ante a idéia de fazer outra coisa que não fosse limpar.
Lady Victoria sorriu.
― Eu adoro ajudar o príncipe a organizar suas recepções, mas é muito trabalhoso para uma pessoa sozinha, assim que me será de grande ajuda.
― Não sei se a minha chefe de limpeza gostará disso ― comentou Bella mordendo o lábio.
Continuando, para seu horror, deu-se conta de que tinham chegado a sua casa e de que seu pai os olhava com desprezo da porta.
Edward, que não havia dito nada enquanto as duas mulheres falavam, estava olhando-o com os olhos entrecerrados e os dentes apertados, notando que Charlie Swan parecia furioso.
Bella desceu do carro seguida de perto pelo Edward, que disse ao motorista que tirasse a bicicleta do porta-malas. Enquanto o homem assim o fazia, Edward se apresentou e explicou ao pai de Bella o que tinha acontecido, o que Charlie Swan pareceu aceitar.
― Então agora essa vadia trabalha para o príncipe, não é? ― comentou uma vez a sós com sua filha e com sua mulher. ― Obviamente, quer meter-se na sua cama para recuperar o castelo que pertenceu a sua família, mas não tem nada que fazer porque estou certo que o príncipe sabe que é uma vadia que só procura seu dinheiro.
― Pelo que me disseram, não é fácil enganá-lo ― interveio Irina. ― Todo mundo sabe que, antes de ficar viúva, lady Victoria se deitava com quem lhe dava a vontade. Obviamente, por isso Sir Riley lhe deixou tão pouco dinheiro quando morreu.
Bella olhou o seu cão com tristeza, desejando que seu pai e sua mulher fossem mais compassivos com os outros.
Viviam em um povoado pequeno onde não havia segredos e ela também conhecia a história da aristocrata.
Lady Victoria se casou fazia já mais de dez anos com sir Riley Biers, um próspero homem de negócios que tinha o dobro de sua idade. Uma vez convertidos em marido e mulher, tinham decidido voltar para as terras que antigamente foram propriedade da família dela e logo tinham começado os falatórios.
Sir Riley tinha naquele lugar um pavilhão de caça que não estava acostumado a utilizar muito freqüentemente e sua mulher decidiu reformá-lo e utilizá-lo como casa de férias.
Sir Riley passava muito tempo em Londres e sua mulher estava acostumada ir muito para o imóvel com amigos.
Quando seu marido morreu, os rumores se fizeram cada vez piores e as pessoas chegaram a dizer que ele tinha deixado quase todo o dinheiro aos filhos que tinha tido em seu primeiro casamento como vingança por suas contínuas infidelidades.
Apesar de tudo aquilo, Bella acreditava que Lady Victoria merecia o benefício da dúvida, já que lhe tinha parecido uma mulher encantadora e nenhuma pessoa que falava mal dela tinha provas definitivas de que a aristocrata tivesse sido infiel a seu marido ou de que se casou com ele por dinheiro.
― Não tenho interesse em que fazer fotografias ― proclamou Bella impaciente quatro dias depois enquanto cruzava o pátio do castelo.
Angela riu ao ver a cara de confusão do James Hunter.
― Se você conhecesse o pai do Bella, senhor Hunter, entenderia por que o diz ― explicou ela ao fotógrafo. ― Se você conhecesse Charlie Swan, jamais teria pedido a sua filha que posasse de minissaia! Eu sou sua amiga a muito tempo e jamais vi os seus joelhos, assim não acredito que você vá ter mais sorte que eu.
― A oportunidade que estou lhe oferecendo é incrível. Asseguro-lhe que não há nada ofensivo em minha proposta. O que acontece é que me dá pena que se desperdice uma beleza tão incrível ― respondeu o homem frustrado. ― Eu acredito que Bella poderia chegar a ser uma modelo famosa...
― É claro que poderia ser! ― exclamou Angela afastando-se com o Bella. ― Você acha que ele fala a sério? ― perguntou a sua amiga uma vez a sós.
― Não sei ― respondeu Bella encolhendo os ombros. ― Em todo caso, dá-me igual porque quando for daqui penso ir diretamente a universidade e não penso perder o tempo com estúpidos sonhos de fama e passarelas.
― Como está se saindo com lady Esnobe? ― perguntou Angela trocando de assunto.
― Não a chame assim ― respondeu Bella. ― Comporta-se muito bem comigo.
― Que estranho porque todo mundo diz que é má pessoa.
― Não é verdade.
― Se você o diz... ― respondeu Angela, nada convencida.
Bella estava há dois dias trabalhando para Lady Victoria e estava encantada atendendo ao telefone, deixando mensagens, organizando a mesa cheia de papéis da aristocrata, desfazendo suas malas, engomando suas roupas e arrumando o quarto em que Lady Victoria se hospedava quando estava no castelo.
Lady Victoria a tratava como a uma conhecida em lugar de como a uma empregada e Bella não podia evitar querer agradá-la.
Edward franziu o cenho ao ver o James Hunter falando com Bella no pátio, pois todos sabiam da falta de escrúpulos do velho fotógrafo.
Quando se dispunha a afastar-se da janela, perguntando-se se devia ou não intervir, chamaram para lhe dizer que Lady Victoria queria vê-lo em pessoa imediatamente.
― O que aconteceu de tão importante para que não o possamos tratar por telefone? ― perguntou para a aristocrata alguns minutos depois.
― A verdade é que é uma questão um tanto delicada ― respondeu Victoria. ― Desapareceu uma de minhas jóias do meu quarto.
Edwrad ficou muito sério.
― Vou chamar à polícia agora mesmo.
― Não, não quero que os empregados se sintam sob suspeita. A verdade é que o broche que desapareceu não valia muito.
― O valor econômico é o de menos. Não penso tolerar que ninguém roube nada em minha casa.
― Espere um pouco antes de chamar à polícia. Ou talvez, não me roubaram e eu simplesmente o perdi. Vou dizer a Bella que procure bem por todo o quarto.
― Como você quiser ― respondeu Edward perguntando-se por que teria ido falar com ele sem ter procurado bem antes. ― Tem já a lista de convidados para a festa?
― Está quase terminada ― respondeu Victoria. ― Por que não toma café hoje comigo?
― Muito bem, nos vemos dentro de meia hora ― respondeu Edward apesar de que não ter gostado muito.
Quando Victoria lhe contou o que tinha acontecido com o broche, Bella se preocupou seriamente porque sabia que, se algo desaparecia, todos eram suspeitos.
― É obvio, começarei a procurá-lo agora mesmo ― disse-lhe.
― Se não se importar, primeiro procure por esta sala e, quando o príncipe chegar para tomar café dentro de meia hora, procure no meu quarto e continue ali ― pediu-lhe Lady Victoria. ― Muito obrigada por sua ajuda. Espero que o encontre.
Bella estava de quatro procurando o broche pelo chão quando ouviu Edward chegar e não pôde evitar sentir uma grande emoção.
Por mais que tentasse, não podia deixar de pensar nele.
De repente, ao apalpar com as mãos sobre o tapete, tocou algo que resultou ser o broche.
― Encontrei-o! ― exclamou incorporando-se. ― Ah, perdão ― acrescentou ao ver que Edward a olhava do salão da suíte de Lady Victoria.
― De verdade o encontrou? ― exclamou Victoria encantada. ― Não posso acreditar nisso! Onde estava?
― No chão, junto à cômoda ― respondeu Bella.
― É incrível, não sei como não o vi porque estive procurando por toda parte.
― Está acostumado a ocorrer. Parabéns, Isabella ― interveio Bella.
Bella ficou olhando-o fixamente. Quando seus olhos se encontraram, sentiu que os músculos do ventre lhe contraíam e que o ar não chegava aos pulmões.
― Sim, muito obrigada ― disse Victoria sorrindo encantada. ― Se importaria se falássemos um momento a sós, Bella?
Surpresa, Bella a seguiu para o corredor.
― Tinha que tirá-la de lá o quanto antes ― disse uma vez a sós ante a confusão do Bella. ― Não se deu conta? Foi vergonhoso, ficar olhando o príncipe Edwrad. Ficou completamente ridículo diante ele. Não lhe disseram nenhuma vez que não deve ficar olhando um homem como uma estúpida colegial?
Surpresa pelo inesperado ataque, Bella baixou o olhar aflito. Entretanto, algo nela a fez rebelar-se, pois acaso não ele ficou olhando-a também? E como não ia ficar olhando encantada ao único homem que a tinha beijado em sua vida?
― Já tinha me dado conta no dia que a levamos para sua casa que está louca por ele, mas procure dissimular porque não acredito que goste que as pessoas riam de você ― acrescentou Victoria com um desprezo que não era próprio dela.
― Eu não tenho absolutamente a sensação de ter feito o ridículo ― defendeu-se Bella levantando o queixo.
Diante aquelas palavras, o duro olhar de Victoria se adoçou.
― Me desculpe se lhe disse isso de maneira muito direta, mas me parecia que alguém tinha que adverti-la para o seu próprio bem. Olhe, por que não vai hoje cedo para casa?
Bella decidiu não fazê-lo porque algumas de suas companheiras de trabalho já haviam se queixado de sua nova flexibilidade de horários e não queria ter problemas, assim desceu ao porão e decidiu terminar seu turno de limpeza.
Enquanto trabalhava, recordou que Victoria tinha lhe dado uma primeira impressão favorável e se disse que, talvez, tinha sido ingênua ao julgá-la porque parecia óbvio que os rumores eram verdadeiros, que a aristocrata estava interessada no príncipe.
Quando se dispunha a ir para casa, um dos ajudantes pessoais do Edwrad foi procurá-la para lhe indicar que o príncipe queria vê-la.
Bella o seguiu até uma sala de recepção onde a estava esperando Edwrad e se deu conta de que, por uma parte, morria de vontade de vê-lo e, por outra, teria preferido ir para sua casa.
Pulsava-lhe o coração rapidamente e não pôde evitar passear seu olhar pelo maravilhoso rosto e espetacular corpo do príncipe.
Nesse momento, Edward imaginou àquela beleza de pele de porcelana deitada em sua cama com os cabelos esparramados sobre o travesseiro.
Embora tentasse apagar de sua mente as eróticas imagens, sua anatomia reagiu de forma violenta.
Edward se apressou em recordar que aquele encontro não ia ser por seu interesse pessoal, mas sim pelo bem de Bella.
― Suponho que estará se perguntando por que queria vê-la ― comentou.
― É verdade ― admitiu Bella sentindo uma bola de fogo no baixo ventre.
De novo, Edward tinha mandado chamá-la. De novo, tinha querido vê-la. Aquilo a fez sentir como se estivesse flutuando.
― Vi o James Hunter falando com você e me informaram que não é a primeira vez que isto acontece. Estou preocupado.
Aquela explicação tomou Bella completamente de surpresa e a fez descer de sua nuvem rosa e ruborizar por ter sido tão ingênua em acreditar que o príncipe tinha querido vê-la por motivos pessoais.
― Bom, pelo visto, ele quer fazer uma sessão fotográfica comigo porque acredita que tenho o que se necessita para me converter em uma modelo — lhe explicou nervosa.
― Farei tudo o que esteja em minha mão para que não volte a incomodá-la ― informou Edward.
Com que direito assumia aquele homem que ela não estava interessada na proposta do fotógrafo? Em casa, era obrigada a aceitar a tirania de seu pai, mas não estava disposta a consentir que nenhum outro homem tomasse decisões por ela nem lhe dissesse o que devia ou não fazer.
― O senhor Hunter não está me incomodando absolutamente ― defendeu-se ― E, em todo caso, se assim fosse, eu mesma lhe diria que não estou interessada em sua proposta.
― Como de fato deve ser ― insistiu Edward muito seguro de si mesmo. ― Não tem mundo suficiente para sobreviver na passarela. O mundo da moda é desumano, e lhe asseguro que Hunter não tem escrúpulos e não duvidaria em deixá-la na estacada quanto lhe conviesse.
― Sei cuidar de mim mesma! ― exclamou Bella indignada.
― Não levante a voz para mim ― respondeu Edward. ― Não seja impertinente.
Bella baixou a cabeça aflita, sentindo-se como uma menina bronca e castigada em um canto. Em seu interior, mesclavam-se a vergonha e o ressentimento. Estava zangada com o mundo em geral e o não poder dizê-lo em voz alta e com liberdade a zangava ainda mais.
― A única coisa que quero é protegê-la para que não a explorem ― murmurou Edward.
― Talvez, eu tenha mais mundo do que parece ― disse Bella doída. ― Talvez eu queira arriscar a me converter em modelo!
Ao ver como Edward a olhava, Bella ficou sem fôlego. Era óbvio que a desejava e aquilo fazia que ela reagisse da mesma maneira.
― É obvio, essa decisão é sua e só sua ― respondeu Edward lhe abrindo a porta para que se fosse.
Bella nunca havia se sentido tão rejeitada, mas conseguiu sair com a cabeça erguida. Quando chegou a ala de serviço e viu que alguém tinha deixado ali um exemplar novo da mesma publicação que estava lendo a tarde em que tinha conhecido Edward, compreendeu que tinha sido ele e que realmente estava preocupado por ela.
Aquilo a tranqüilizou e de muito melhor humor chegou a casa, onde desgraçadamente a estava esperando seu pai muito zangado.
― Esteve aqui o senhor Hunter ― disse-lhe assim que Bella entrou na cozinha.
Bella engoliu em seco.
― Por sua culpa, esse homem veio encher minha casa de lixo e me mostrar fotografias de mulheres meio nuas. Como se atreveu a lhe dizer onde morava e a lhe pedir que convencesse seu pai para que a deixasse ir para Londres com ele?
― Eu não fiz nada disso ― defendeu-se Bella sinceramente.
― Está mentindo e não penso consentir isso ― enfureceu-se Charlie Swan levantando um punho e golpeando sua filha.
# Thank you Paloma Gomes e NandaCullen02
