Lynne Graham

Adaptação.

Personagens pertencentes a Lynne Grahame Stephenie Meyer

Historia pertence a Lynne Graham.

Capítulo 7

― Pareço uma vaca ― comentou Bella com ar triste ao olhar-se no espelho. Ao sentir uma pontada no púbis, fez uma careta de dor e se disse que não era nada.

Angela ficou olhando sua amiga e sacudiu a cabeça.

― O vestido é uma preciosidade e está genial ― assegurou-lhe.

― Mas se estiver muito gorda... ― insistiu Bella fechando a mala.

Era verdade que estava gravidíssima e que nenhum vestido de noiva poderia ter escondido sua barriga. O vestido que lhe tinham confeccionado era jovem e bonito, mas não deixava de ser um vestido para grávida e Bella teria dado algo no mundo por parecer uma noiva aquela manhã e não uma grávida.

Tinha transcorrido uma semana desde que tinha aceitado a proposta de casamento de Edward e durante esse tempo tinha deixado o trabalho e ele lhe tinha dado um cartão de crédito, que mal tinha utilizado, dois guarda-costas e uma suíte em um hotel.

Jake tinha se acostumado à vida luxuosa com incrível rapidez e passeava por seu novo entorno com uma dignidade e uma pomposidade que tinham surpreendido Bella.

Ela, entretanto, sentia-se como se estivesse interpretando um papel em uma peça de teatro.

Edward havia ido ao Dhale para falar com sua família e obter autorização de seu pai para casar-se e, antes de ir, tinha insistido em que Bella ligasse para Angela para convidá-la para o casamento.

Desde que tinha partido, tinha ligado todos os dias e se mostrou educado, considerado e... Impessoal.

― Sabe o que as pessoas no castelo estão dizendo? ― sorriu Angela.

Bella negou com a cabeça.

― Que lady Victoria lhe preparou uma armadilha para acusá-la de ladra porque se deu conta de que o príncipe Edward se apaixonou perdidamente de você!

Bella fechou os olhos presa na dor porque estava perfeitamente consciente de que, apesar de que ia se casar com ela, seu futuro marido não a amava.

― Todo mundo sabia que a viúva alegre levava um par de anos tentando lhe jogar o laço, mas por mais minissaias que se pôs não pôde fazer nada ― riu a ruiva. ― a verdade é que me alegro muito de que todas suas artimanhas não tenham podido com seu amor porque... Você está completamente apaixonada pelo príncipe, não é verdade?

― Sim ― murmurou Bella.

Naquele momento, soou o telefone.

― O carro já está pronto, está te esperando ― anunciou Angela, ― dentro de duas horas, será uma princesa.

― Bom, não sei...

― Como que não? Se casar com um príncipe, obviamente, você se converte em uma princesa. E o bebê? Com certeza também lhe darão algum título, não?

― Não sei ― respondeu Bella saindo da suíte.

― Suponho que a família do príncipe Edward esteja surpresa com tudo isto. Não acredito que lhes seja engraçado que seu filho se case com uma mulher que não é de sangue real! ― comentou Angela. ― Oh, perdão, não teria que ter dito isso... ― acrescentou tampando a boca com a mão.

― Por que não? É a verdade ― respondeu Bella.

― Já sabe que vou depois da missa ― comentou sua amiga mudando de assunto.

― Não, Angela, por favor...

― Sim, já falamos disso. Não poderia comer ao lado de um príncipe. Poria-me muito nervosa.

Seth tinha se oferecido para levar Bella ao altar, mas ela o tinha agradecido e lhe havia dito que não era necessário porque ia ser um casamento muito simples em que somente haveria um par de testemunhas.

A verdade era que lhe produzia uma terrível dor que não fosse participar ninguém de sua família. Teria-lhe encantado que seu irmão Emmett estivesse ali com ela, mas não tinha nem idéia de como localizá-lo.

Tinha ligado para sua casa para dizer a seu pai que ia se casar, mas, assim que tinha ouvido a voz de sua filha, Charlie Swan tinha desligado o telefone.

Bella tinha tentado convencer-se de que dava igual, de que aquele casamento era um casamento de conveniência que ia ter lugar única e exclusivamente pelo bem do bebê, que o anel que Edward ia lhe entregar não ia lhe entregar com amor.

Nem sequer com respeito porque, se Edward continuava acreditando que fosse uma ladra, como ia respeitá-la? Claro que, se as pessoas começavam a duvidar da versão de Lauren Mallory e a suspeitar de lady Victoria, talvez, Edward terminasse descobrindo a verdade.

― Vá para ele! ― disse Angela no ouvido quando Bella chegou ao início do corredor.

Bella ruborizou dos pés a cabeça e ficou olhando para Edward, que a esperava junto ao altar mais incrível e bonito que nunca.

Para que negá-lo? Estava perdidamente apaixonada por ele. Quando Edward a chamava por telefone, Bella sentia mariposas no estômago e, quando lhe sorria, sentia que lhe elevava o coração como se tivesse asas.

A cerimônia foi breve, mas Bella não pôde evitar emocionar-se quando Edward lhe pôs a aliança. Agora era seu marido.

Edward estava realmente preocupado com Bella porque cada dia parecia mais frágil e estava mais pálida embora ela sempre dissesse que se encontrava bem. Estava desejando ir ao Dhale para que um ginecologista de sua inteira confiança pudesse examiná-la.

Enquanto Edward pensava em tudo isso, Bella não podia deixar de pensar em que nem sequer tinha um buquê de noiva, e que tudo aquilo era uma farsa, e que aquele casamento adoecia de amor por toda parte e em que era melhor que fosse se acostumando porque isso era o que a esperava.

Estavam saindo da igreja quando Bella sentiu uma aguda pontada de dor no ventre que a fez dobrar-se para frente.

― O que está acontecendo? ― exclamou Edward, preocupado.

― Está doendo ― conseguiu responder Bella. ― Dói muito!

Edward deu instruções em árabe a seu irmão Jasper, tomou Bella em seus braços e a colocou no carro.

― Estou com medo ― confessou Bella nervosa.

Continuando, fechou os olhos com força e rezou. Enquanto isso, Edward a fez deitar-se, ele se sentou, colocou-lhe a cabeça sobre seu colo e lhe agarrou as mãos para lhe dar forças.

― Não se preocupe, chegaremos ao hospital em menos de cinco minutos.

― Suponho que não tinha previsto que isto ocorresse hoje.

― Fique tranqüila... ― respondeu Edward afastando o cabelo de seu rosto. ― Estou com você e não vai acontecer nada. Os momentos difíceis são mais fáceis se levarem entre dois.

Bella estava sinceramente preocupada em ter um parto prematuro, temia que acontecesse algo ao bebê.

Ao chegar ao hospital, Bella ficou aniquilada, pois se tratava de uma clínica particular que pertencia a uma das fundações de Edward.

Assim que a examinou, o médico decidiu que teria que interná-la.

― Deveria comer algo ― indicou Bella para Edward dez minutos depois, uma vez a sós em seu quarto.

― Está de brincadeira?

― Não tem fome?

― Quero ficar com você.

― Não precisa ― mentiu Bella porque, na realidade, o que mais necessitava no mundo era de sua companhia.

― Dá-me igual que precise ou não porque vou ficar de todas as formas.

Aquela declaração impressionou Bella, que começou a relaxar-se.

― Estou cansada... ― bocejou da cama.

― Durma ― indicou-lhe Edward.

Bella assim o fez e, quando despertou, a primeira coisa em que se fixou foi em sua mão e em como brilhava sua aliança de casamento.

Tal e como tinha prometido, Edward não se foi. Estava de costas para ela, olhando pela janela.

― Suponho que não era assim que tinha planejado passar o dia de nosso casamento ― comentou Bella.

Edward se virou para ela e a olhou preocupado, o que surpreendeu Bella.

― Parece que já não está tão pálida. Sente alguma dor?

Bella negou com a cabeça e Edward sorriu aliviado, aproximou-se da cama e a olhou.

― É uma mulher forte e nosso filho também o será.

― Vou ter que passar a noite aqui?

― Sim ― respondeu Edward. ― Tem fome?

― Não.

― Estou preocupado pelo peso que perdeu e o médico, também ― comentou Edward com amabilidade.

― Ter náuseas a todo o momento não me permite desfrutar da comida. Por isso perdi tanto peso ― explicou-lhe Bella. ― Você já comeu algo?

― Não, estou tão preocupado com você que não tenho fome ― respondeu Edward.

Bella o olhou nos olhos e suspirou.

― Está bem, mensagem recebida. Tentarei comer um pouco.

Efetivamente, Bella conseguiu comer uma comida leve e inclusive saborear uma mousse de chocolate antes de voltar a adormecer.

Despertou a meia-noite e viu que havia luz em um canto do quarto. Edward estava sentado em uma cadeira junto à cama e Bella ficou olhando-o.

― Por que ainda está aqui? ― murmurou surpresa de que não a tivesse deixado aos cuidados do pessoal médico.

Edward não pôde ocultar sua surpresa pela pergunta.

― E onde quer que esteja? É minha mulher e esta é nossa noite de núpcias ― respondeu olhando-a nos olhos.

Bella tinha pensado que ele lhe responderia que era seu dever estar junto a ela e ao bebê que esperavam, mas aquela resposta lhe tinha pegado de surpresa.

― Tinha esquecido...

― A mim, não ― disse Edward lhe acariciando a mão. ― Durma.

― Sim, chefe ― brincou Bella.

Edward riu de maneira sensual.

― Importaria-se de cuidar de Jake?

― Não se preocupe, está tudo controlado.

― Estará perdido sem mim ― comentou Bella preocupada.

― Não se preocupe, eu mesmo me assegurarei pessoalmente de que esteja bem. Faz quanto tempo que o tem?

― Minha mãe me deu de presente quando era um cachorrinho e eu tinha nove anos. Agora tem treze ― respondeu Bella.

― Sim, certamente, é um ancião venerável. Não se preocupe, não lhe acontecerá nada.

Durante os cinco dias seguintes, a Bella ficou muito claro que não tinha mais opção que ser extremamente prudente e cuidadosa durante o tempo que restava da gravidez.

― Quando vamos ao Dhale? ― perguntou a Edward.

― Agora não é o melhor momento. Teremos que ficar em Londres até depois do nascimento do bebê ― respondeu seu marido encolhendo-se de ombros e aceitando a situação. ― Agora o mais importante é que descanse. Suponho que deve ser duro ter que ficar na cama, mas cada dia que nosso filho passa dentro de seu corpo se fortalece mais.

Bella se disse que seriam somente umas poucas semanas e que estava disposta a fazer o fosse preciso para assegurar-se de que seu filho nascesse com boa saúde.

― Vou ter que ficar na clínica?

― Não. Se me prometer que vai ser prudente, contratarei agora mesmo um par de enfermeiras e a levarei até nosso apartamento de Londres.

― Serei prudente ― repetiu Bella.

Trinta e seis horas depois, que lhe deram alta, instalou-se em um apartamento de cobertura em que se encontrou com grande júbilo com Jake e conheceu a primeira das três enfermeiras que a iam cuidar dela por turnos.

O apartamento era incrivelmente grande, mobiliado na última moda e moderno. Bella se encontrou logo instalada em um divã situado em um grande quarto em que havia uma vista espetacular do rio Tamisa.

No meio da manhã, recebeu várias caixas com conjuntos de lingerie e, animada pela enfermeira, escolheu uma camisola de seda cor verde clara a jogo com um robe e deixou que lhe escovassem o cabelo para a visita de Edward na hora do almoço.

― Está bem aqui? ― perguntou-lhe ao chegar. ― Esta é a casa que utiliza toda a família quando vem a Londres. Talvez, devesse comprar algo mais privado...

Ao ver Edward chegar, a enfermeira sorriu e saiu rapidamente do quarto.

― Esta enfermeira se comporta como se fôssemos recém casados e estivéssemos desesperados para estar sozinhos ― murmurou Bella em tom de desculpa.

Em resposta, Edward baixou a cabeça para ela, tomou seu rosto entre as mãos e a beijou. Desconcertada, Bella sentiu que lhe acelerava o coração. Edward se deitou junto a ela e voltou a beijá-la.

― Talvez pudéssemos aproveitar o tempo que estamos a sós, mas os prazeres melhores sempre nos estão vedados ― sorriu. ― Dei-me conta de que me deseja tanto como eu a desejo e isso me dá forças para ter paciência.

Consternada por aquela conversa, para a qual não estava preparada absolutamente, Bella se mostrou ultrajada e indignada.

― Isso não é verdade!

Sem duvidar um segundo, Edward alongou o braço e lhe tocou os mamilos, que tinham se endurecido sob a seda. Bella fechou os olhos com força e ruborizou dos pés a cabeça sem poder evitar desfrutar da sensação de prazer que suas carícias lhe provocavam.

― Seu corpo reconhece e sabe a verdade. Se fosse possível, agora mesmo faria amor com você ― murmurou Edward com voz rouca. ― Entretanto, o fato de ter que esperar fará muito mais prazenteiro o encontro quando chegar o momento.

― Supõe-se que nosso casamento não seja de verdade! ― protestou Bella.

― Você quer que seja assim? A verdade é que eu prefiro não fingir, eu não gosto de fingir ― respondeu Edward. ― É minha mulher e logo será a mãe de meu filho, assim não quero que haja nada falso em nossa relação. Eu lhe disse que voltaremos a nos casar no Dhale?

― Não, não havia me dito nada ― respondeu Bella olhando-o nos olhos.

― Talvez eu tenha que deixar claro o que quero. Embora pudesse me deitar com você agora mesmo, a verdade é que preferiria agüentar e controlar meu desejo até que toda minha família a considere realmente minha esposa ― disse Edward.

― Você acha que me aceitarão? ― perguntou Bella preocupada.

― É obvio que sim ― respondeu Edward amavelmente. ― Pelas aparências, fizemos todos acreditarem que nos casamos no ano passado em segredo porque para o meu pai não parecia boa nossa relação e não nos deu autorização para um casamento oficial. Entretanto, o eminente ao nascimento de nosso filho abrandou o coração do rei, que decidiu respeitar minha decisão. Assim, todo mundo ficará contente.

Bella pensou que Edward estava pagando um alto preço por ter se deixado levar pelo desejo sexual que sentia por ela porque, afinal, ele não estava apaixonado por ela e ela, sim.

Naquele momento, o bebê lhe deu um chute.

― Ah! ― exclamou Bella colocando a mão sobre a barriga.

― Posso? ― perguntou Edward estendendo um braço para ela.

― Sim...

Edward lhe pôs a palma da mão sobre a barriga e sorriu encantado.

― Que feliz está me fazendo ― murmurou com uma sinceridade que emocionou Bella.

Embora Edward não a quisesse, era óbvio que não se sentia mal porque iria ser pai e aquilo significava muito para ela. Evidentemente, estava encantado com o nascimento de seu filho e estava decidido a celebrar sua chegada e não simplesmente a aceitá-lo como algo inevitável.

Além disso, apesar de que sua figura tinha perdido sua esbelteza, acabava de demonstrar que continuava achando-a atraente e Bella se disse que ambas as coisas era muito positivas.

Entretanto, não devia esquecer tampouco que se casou com um homem que a considerava uma ladra.

Bella pensou e compreendeu que, ao não conhecê-la virtualmente, era lógico que Edward tivesse acreditado que tinha roubado. Entretanto, estavam construindo uma relação e, cedo ou tarde, teria a suficiente confiança com ele para falar daquele assunto e convencê-lo, demonstrando sua inocência, de que ela não tinha tido nada que ver com o desaparecimento do diamante de lady Victoria.

No dia seguinte, enquanto tomava o café da manhã, chegaram um montão de revistas e de livros, outra amostra de que Edward pensava nela.

Bella se encontrava muito melhor e, de fato, comeu uma tigela de cereais, um croissant e duas xícaras de chocolate.

Durante as duas semanas seguintes, Edward passou todo o tempo livre que teve com ela, mas não voltou a beijá-la. Entretanto, cancelou todas as suas viagens de negócios ao estrangeiro para estar ao seu lado.

No final, Bella entrou em trabalho de parto quinze dias antes do esperado, no meio da manhã. Edward estava na outra ponta de Londres.

Quando chegou à clínica, Bella já estava internada.

― Não se preocupe, não vai doer ― assegurou-lhe apertando a mão. ― Falei com os médicos e eles me asseguraram que não vai sofrer absolutamente.

Bella pensou que quem parecia que estava sofrendo muito era ele e se deu conta de que estava muito pálido. Ela estava consciente de que dar a luz implicava certa dor, mas não o disse.

Edward estava tão preocupado com Bella, que ficou rezando. Nem a melhor equipe médica do mundo podia assegurar que a uma parturiente não acontecesse nada. Sua própria mãe, jovem e sã, tinha morrido pouco depois de dar a luz e seu pai jamais se recuperou da perda da mulher a que adorava.

Meia hora depois, nasceu seu filho e tudo foi às mil maravilhas.

― É... É... um milagre ― disse ao vê-lo, visivelmente emocionado. ― Dentro de umas semanas, quando estiver bem, iremos ao Dhale e o apresentaremos ao meu povo.