Lynne Graham
Adaptação.
Personagens pertencentes a Lynne Grahame Stephenie Meyer
Historia pertence a Lynne Graham.
Capítulo 8
Quando o avião particular aterrissou no Dhale, Bella tomou em seus braços o seu filho Anthony e o abraçou com carinho.
― Quem é o menino mais bonito do mundo? ― murmurou beijando-o na testa.
Anthony a olhou com seus imensos olhos Dourados, tão parecidos com os de seu pai, e Kirsten sorriu encantada ao ver que se encontrava bem.
Durante suas primeiras semanas de vida, o menino tinha adoecido constantemente e seus pais se preocuparam muito, mas, pouco a pouco, tinha ganhando saúde e agora estava perfeitamente saudável e feliz.
Entretanto, as constantes enfermidades do pequeno tinham feito com que Bella ficasse em Londres enquanto Edward percorria o mundo com assuntos de negócios.
Agora, Anthony tinha sete semanas e fazia três que Bella não via seu pai. Sentia-se nervosa e desejosa de vê-lo o quanto antes.
Edward tinha mantido sua férrea promessa de não voltar a tocá-la até que se casassem pela segunda vez e nem sequer havia tornado a beijá-la depois do nascimento do menino.
Aquilo tinha feito que Bella se sentisse virtualmente rejeitada, algo que lhe tinha doído sobremaneira e a tinha feito assumir que Edward estava única e exclusivamente com ela pelo bem do filho.
Depois de entregar o bebê a sua babá, Bella ficou em pé. Antes de aterrissar, trocou de roupa, escolhendo um lindo conjunto de jaqueta azul porque o azul era uma cor muita apreciada no Dhale, tal e como tinha lido nos numerosos livros que tinha devorado sobre o país de origem de seu marido.
Ao ouvir a voz de Edward, virou-se e se deu conta de seu marido tinha aberto a porta do avião e tinha entrado para procurá-la.
― Edward... ― murmurou indo para ele.
Edward a olhou e sorriu, fazendo que ao Bella lhe acelerasse o coração.
― Senti sua falta ― disse Edward pegando-a pela mão e soltando-a quase imediatamente. ― Anthony ― acrescentou olhando seu filho e sorrindo encantado. ― Parece feliz e não é para menos agora que, por fim, está em casa e com sua família.
Magoada pela fria recepção, Bella olhou pela janela e ficou estática ao ver a multidão ali congregada sob o ardente sol.
― Meu Deus, mas o que aconteceu? O que faz toda essa gente aí?
― Vieram para lhes dar as boas-vindas ao menino e a você. Preparada? É de má educação fazer esperar às pessoas sob este sol.
― Minha mãe... ― suspirou Bella nervosa.
― Só tem que sorrir ― tranqüilizou-a Edward tomando-a pela mão e conduzindo-a para escadinha do avião.
Sentindo-se virtualmente cega pelo sol, Bella percebeu que uma banda de música começava a tocar. Antes que lhe desse tempo de reagir, Edward a tirou da mão.
― Não se mova ― ordenou-lhe. ― Mantenha a cabeça erguida. É nosso hino nacional ― explicou-lhe. Bella assim o fez.
Alguns minutos depois, já na pista, Edward a apresentou a um homem vestido com uniforme militar enquanto as pessoas aplaudiam e a saudavam com respeito. Continuando, Edward a conduziu para uma marquise com toldo, onde se sentaram.
Uma vez ali, uma menina pequena se aproximou para entregar a Bella um buquê de flores e ela sorriu sinceramente comovida e lhe agradeceu em árabe.
― Me impressionou ― admitiu Edward.
― Bem, não é para tanto ― comentou Bella com acanhamento. ― Comprei um dicionário em Londres e aprendi umas poucas palavras.
Continuando, um conselheiro ministerial lhes deu as boas-vindas com um discurso entusiasta e, ao finalizar, apareceu uma imensa limusine branca que parou junto aos príncipes herdeiros. Quando ficaram em pé, a orquestra começou a tocar uma peça que ao Bella era muito conhecida.
― Em sua honra, os músicos escolheram uma peça composta por um compositor inglês ― explicou-lhe Edward.
― Chama-se Chanson do Matin ― respondeu Bella emocionada. ― Era uma das peças preferidas de minha mãe.
― Não tinha nem idéia de que soubesse tanto de música clássica.
― Em minha casa não havia televisão e minha mãe mantinha meu irmão e a mim ocupados pelas noites com o piano... Até que para meu pai pareceu que nos passávamos isso muito bem e o vendeu.
― Pequeno canalha.
― A minha mãe se acabou e eu prometi a mim mesma que algum dia teria um piano e poderia tocar tudo o que me desse a vontade ― riu Bella.
No interior da limusine, havia ar condicionado e Bella alongou as pernas e suspirou encantada enquanto Edward estudava seu delicado perfil e se dizia que, além de ter um caráter independente que adorava, sua mulher tinha uma surpreendente sensibilidade.
Quanto mais sabia sobre aquela mulher, mais queria saber. Bella era como um quadro que nunca perde seu atrativo. O elegante traje que tinha escolhido para a ocasião era próprio de uma mulher de sua surpreendente beleza.
Em muitos aspectos, não deixava de surpreendê-lo e sempre agradavelmente. Chegados a aquele ponto, Edward recordou o amargo incidente do colar de diamantes e não pôde evitar esticar-se aborrecido.
― Minha mãe! ― exclamou Bella. ― Mas como? ― acrescentou ao ver uma imensa fotografia dela e do Edward em uma revista publicitária.
― É o anúncio de nosso casamento ― informou-lhe Edward com frieza. ― Todo o país o celebrará conosco e será um dia de festa popular.
Bella engoliu em seco e se perguntou por que Edward a estava tratando de maneira tão distante. Seria por que não queria voltar a casar-se com ela? Ter que se casar duas vezes com uma mulher a quem não amava tinha que ser insuportável.
A capital do país, Jabil, parecia ser uma cidade de amplas avenidas com árvores e edifícios modernos situados junto a preciosas mesquitas e a maravilhosas casas com jardim, lojas estupendas e hotéis de nível internacional.
― Nosso casamento será tradicional ― explicou-lhe Edward, temendo que sua noiva européia sofresse um choque cultural. ― Os festejos começam esta noite e terminarão amanhã pela tarde. Não voltaremos a nos ver até que comece a cerimônia.
Bella não achou nenhuma graça que a separassem dele tão cedo.
― E tem que ser assim? Por que não podemos estar juntos?
Ao detectar o pânico de sua voz, Edward a olhou nos olhos e segurou sua mão.
― É a tradição e me parece que já pulamos algumas regras, não acha? Normalmente, os festejos duram três dias e nós os reduzimos a um e meio pela apertada agenda de meu pai.
― Mas eu não conheço ninguém aqui... ― lamentou-se Bella com lágrimas nos olhos.
― Todos em minha família falam inglês e vão se dar muito bem com você ― prometeu-lhe Edward. ― Minha família está muito aliviada porque, por fim, encontrei uma esposa.
― Aliviada? ― perguntou Bella confusa.
― Pelo visto, meu pai nunca me pressionou para que me casasse porque acreditava que era a melhor maneira de que, algum dia, escolhesse uma mulher de meu gosto. Entretanto, ao ver que não tinha nenhuma pressa por contrair casamento, tinha começado a preocupar-se.
Naquele momento, Bella se lembrou de Tanya e se perguntou quantas pessoas saberiam que Edward estava apaixonado por ela.
― O que era o que tanto preocupava ao rei?
― Como já se dará conta, meu pai é bastante pessimista e acreditava que, embora me casasse, demoraria anos para ter um herdeiro. Por isso, ao lhe dizer que me tinha casado e que estava esperando um filho ele se mostrou encantado.
Bella sorriu mortificada.
― O que contou a seu pai?
― A verdade.
Bella o olhou consternada.
― Então, contou-lhe que... O que lhe contou exatamente?
― Que me deitei com uma virgem ― respondeu Edward. ― O que queria que lhe contasse? ― acrescentou como se aquela pergunta lhe parecesse da mais estranha.
― Mas essa informação era entre você e eu, não para que fosse contando por aí! ― ruborizou Bella.
― Queria me assegurar de que meu pai não jogasse em você a culpa de nada, de que entendesse que o único responsável por esta situação era eu e assim foi.
Bella respirou fundo e tentou dissimular sua vergonha.
A limusine e o resto dos veículos que a acompanhavam enfiaram a auto-estrada em direção ao palácio Ahalemet, domicílio da família real Dhaleni do século XIV Enquanto admirava as dunas de areia que os rodeavam, ao Bella lhe ocorreu algo muito desagradável.
― Não contou a seu pai do roubo, não é verdade?
― Está de brincadeira? ― respondeu Edward com frieza. ― Meu pai a tem por uma mulher sem mancha.
― Edward, não tornei a falar deste assunto contigo em muito tempo com a esperança de que, à medida que fosse me conhecendo, se desse conta de que sou incapaz de roubar algo. Por Deus, será que ainda não me conhece? Eu não roubei aquela jóia nem jamais toquei naquele estúpido broche!
― Por favor, não grite!
― Grito porque é um cabeça dura que se nega a ouvir a outra versão dos fatos! ― exclamou Bella indignada. ― É minha reputação que está em jogo neste momento e tenho o direito de me defender. Eu nunca roubei nada em minha vida.
― Não acredito que seja este o momento de falar deste assunto.
― Pois eu, sim ― insistiu Bella. ― Pelo visto, em Volturi todos estão convencidos de que lady Victoria me preparou essa armadilha porque se deu conta de que se sentia atraído por mim. Por desgraça, não tenho nem idéia de por que a testemunha mentiu e disse que tinha me visto colocar o diamante em meu armário, mas agora o importante é que é meu marido e... Em lugar de me repetir até não poder mais que me respeita e que me protegerá toda a vida, deveria fazer algo útil e limpar meu nome!
Edward ficou olhando-a lívido.
Como era possível que Bella acreditasse que estava disposto a aceitar a versão de que não era uma ladra como se tal coisa fosse fácil? Claro que não, teria lhe encantado poder defendê-la, mas, tal e como tinham ocorrido às coisas, parecia bastante evidente que Bella tinha roubado aquele diamante.
Entretanto, pela primeira vez desde que tinha ocorrido o incidente, lhe apresentava a possibilidade de que as coisas tivessem acontecido de outra maneira, de que o roubo tivesse sido falso e se montou com o único propósito de desacreditá-la.
Teria que refletir sobre aquela possibilidade.
Naquele momento, um lacaio abriu a porta do carro e Edward desceu. Encontrou-se com o primeiro-ministro, que lhe fez uma profunda reverência.
Continuando, a babá entregou a Edward o seu filho e este esperou com o menino nos braços que Bella saísse da limusine.
Bella ainda estava tremendo dos pés a cabeça depois do arrebatamento de cólera que tomou conta dela quando uma mulher de quase trinta anos se aproximou deles e Edward a apresentou como sua Cunhada Alice.
― Bem-vinda ao seu novo lar ― saudou-a Alice com um grande sorriso. ― Quero que saiba que estamos encantados ante a iminência de suas bodas.
Continuando, formou-se uma fila de pessoas que queriam ver o Anthony, que dormia nos braços de seu pai.
― Meu Cunhado procederá agora para levar o seu filho para conhecer o rei. Você conhecerá meu pai no casamento ― explicou-lhes Alice. ― Agora deve vir comigo.
Bella olhou de soslaio para seu marido, desejando poder ter cinco minutos a sós com ele para falar tranqüilamente do desagradável incidente do roubo, mas estava consciente de que era impossível.
― Tem uma surpresa ― anunciou-lhe Alice encantada enquanto cruzavam um imenso vestíbulo de chãos de mármore e entravam em uma passagem que parecia conduzir a uma zona moderna do palácio. ― Espero que você goste porque Edward se tomou todo tipo de aborrecimentos.
― Uma surpresa? ― perguntou Bella confusa, com a mente ainda na discussão que acabava de ter com o Edward.
― Não posso contar nada mais para não estragá-la ― sorriu sua cunhada. ― Deve esperar aqui para que lhe tragam para Anthony.
― Vão demorar muito?
― Uma meia hora se muito ― respondeu Alice abrindo a porta de uma estadia com expressão expectativa no rosto.
Ao entrar no cômodo, perguntando-se qual seria a surpresa, Bella viu um homem junto à janela e o reconheceu imediatamente.
― Emmett?
― Sim, sou eu... ― respondeu seu irmão com a voz tomada pela emoção.
Bella, com lágrimas nos olhos, cruzou a sala correndo e o abraçou, cheia de sorte e felicidade.
