Lynne Graham
Adaptação.
Personagens pertencentes a Lynne Grahame Stephenie Meyer
Historia pertence a Lynne Graham.
Capítulo 10
Os delicados dedos de Bella acariciavam as teclas do piano, lhe arrancando notas preciosas que invadiam o salão e saíam para o corredor, onde o pessoal de serviço escutava extasiado.
― Se não tivesse se casado com o Edward e se convertido em uma esposa e mãe devota, poderia ter sido uma grande concertista ― observou Emmett sentado em sua poltrona enquanto tomava uma limonada.
Bella sorriu.
Tinham aberto as portas de vidro e entrava no salão o sol e o aroma do jardim. Levantando do piano, foi ver como estava Jake, que cochilava tranqüilo, e se sentou junto ao carrinho de Anthony.
― Não toco tão bem.
― Claro que toca, mas decidiu que preferia se converter em princesa, ter vários palácios, legiões de criados e um maravilhoso piano de cauda ― brincou seu irmão.
― Todos os bens materiais me dão igual, o único importante é que sou feliz ― sorriu Bella.
Emmett também sorriu e se despediu de sua irmã para voltar para Londres. Era o terceiro fim de semana que ia visitar os em dois meses, desde que Edward lhe tinha dado carta branca para utilizar sempre que quisesse.
Desde que haviam retornado do deserto, Bella tinha ficado muito amiga de Alice e a verdade era que toda a família de Edward a tinha recebido com os braços abertos.
Às vezes, se fazia incrível pensar que já estava há dois meses vivendo no Dhale. As primeiras semanas, aquelas que tinham passado no Zurak sem separarem-se nem um só momento, tinham sido pura glória, semanas nas que a paixão desenfreada tinha convertido os dias em noites e as noites em dias.
Ninguém teria acreditado jamais que Edward não estava apaixonado por sua mulher porque era o centro de sua vida... E não somente na cama. Edward a tinha levado ao deserto para ver o entardecer e ali lhe tinha lido maravilhosos poemas do Kahlil Gibran.
Era raro o dia em que chegava em casa sem um presente para ela ou para o filho. Às vezes, era só uma simples flor, um livro ou um brinquedo e outras uma jóia, mas a verdade era que Edward era incrivelmente generoso com ela.
Edward lhe tinha falado da férrea disciplina que lhe tinham imposto na escola militar em que tinha estudado e de como lhe tinha surpreendido a liberdade total que tinha desfrutado em Harvard. Bella entendia melhor agora as forças que tinham influenciado a forjar seu caráter reservado.
Durante uma visita a um acampamento beduíno, o tinha visto participar de uma dança com espadas e em uma corrida de camelos e lhe tinha encantado ver aquele lado selvagem de seu temperamento volátil, que normalmente mantinha sob controle.
Naquela ocasião, tinham passado a noite em uma loja cujo chão estava coberto por tapetes antigos e Edward tinha feito amor com ela de maneira apaixonada sobre eles. No dia seguinte, o tinha acompanhado para fazer voar o seu falcão, que voava muito alto, e Edward lhe havia dito que era assim como ela o fazia se sentir quando faziam amor.
Bella estava completamente apaixonada por seu marido e tentava não pensar muito freqüentemente nisso porque se entristecia ao pensar que ele não estava apaixonado por ela. Tentava não recordar o que ele lhe havia dito no dia de seu casamento sobre que já não estava apaixonado por Tanya.
Supunha que jamais lhe teria confessado seu amor a sua irmã de leite e, embora era feliz a seu lado, a verdade era que uma pequena parte de seu coração se sentia profundamente ferido.
Por isso, tentava estar sempre perfeita, comportar-se constantemente como a mulher ideal, tomava muitos cuidados para que sua aparência fosse perfeita e tinha posto muito esmero em ser uma boa companheira de cama.
A julgar por como Edward tomava um avião de Londres para estar com ela apenas um par de horas antes de voltar por motivos de trabalho, nesse aspecto não tinha queixa.
― Isabella...? ― Edward a chamou da porta.
Bella levantou o olhar ansiosa, olhou-o e saiu correndo para recebê-lo. Ao chegar junto a ele, Edward a tomou em seus braços, como estava acostumado a fazer, mas não a beijou como de costume, mas sim a deixou no chão e a olhou muito sério.
― O que aconteceu? ― quis saber Bella.
― Victoria Biers está aqui ― respondeu Edward. ― Quer falar com você para lhe pedir perdão.
― Lady Victoria? ― surpreendeu-se Bella. ― Me pedir perdão ?Mas como?
― Lauren Mallory confessou ontem que Victoria a subornou para que pusesse o brinco de diamantes em seu armário e depois dissesse que tinha te visto pô-lo ali ― explicou-lhe Edward. ― Temendo que sua falsa testemunha cedesse ante a pressão de minhas investigações, Victoria cometeu o erro de ameaçar Lauren, que sentindo-se encurralada entrou em pânico e confessou tudo.
― Então, meu nome ficou limpo?
― É obvio.
Bella sorriu encantada.
― E para que ela quer me ver?
― Vou levá-la a julgamento. Sabe que comigo não tem nada que fazer porque não me inspira a mínima compaixão, assim decidiu falar com você para ver se tem mais sorte. Suponho que quer despertar sua compaixão. Lembre-se que ela não teve nenhuma contigo.
― Não sei...
― Se não quiser recebê-la, não tem obrigação.
― Sim, sim quero vê-la, quero que me conte pessoalmente por que fez isso, mas não quero que entre em nosso lar ― respondeu Bella.
― Não será necessário.
Edward a acompanhou ao edifício em que estavam situadas os escritórios do palácio e a fez passar para uma pequena sala de audiências. Uma vez ali, Bella lhe indicou que preferia encontrar-se com Victoria a sós.
― Como quiser... ― respondeu Edward.
Sua formalidade ofendeu Bella. Estava encantada porque, por fim, sua reputação tinha ficado impoluta e sua inocência demonstrada e, entretanto, seu marido se mostrava como se tivesse morrido alguém.
Levaram Victoria diante dela. A aristocrata estava visivelmente cansada e com toda a roupa enrugada pela viagem, nada que ver com Bella, que luzia fresca e esplêndida num precioso conjunto em tons turquesas e rosas com brincos e colar de pérolas.
― Alteza... ― saudou-a Victoria ajoelhando-se ante ela sem duvidar. ― Obrigada por me receber.
― Só quero saber por que fez tudo isso.
Victoria a olhou com incredulidade.
― Obviamente, porque o príncipe Edward estava apaixonado por você. Por que mais ia ser?
Bella ficou estática.
― Perdão?
― Eu também estava perdidamente apaixonada por ele e não podia suportar que você se pusesse no meio.
― Estava com ciúmes?
― Vi o príncipe com você em duas ocasiões, na limusine naquele dia que a recolhemos e a levamos a sua casa e no dia que o convidei para tomar o chá comigo. Da forma como a olhava, dei-me conta rapidamente de que estava apaixonado por você e você nem sequer tinha percebido.
― Se não podia nem me ver, por que me pediu para que a ajudasse com os preparativos da festa?
Victoria suspirou.
― Porque tinha tudo planejado desde o começo. Queria que a acusassem de roubo. Queria que deixasse de trabalhar no castelo e que se afastasse de Edward, mas lhe asseguro que não era nada pessoal.
― Ah, não? ― interrompeu-a Bella com secura.
― Claro que não ― insistiu Victoria. ― Disse-me que o fim justificava os meios e que eu não tinha nada que fazer com o príncipe enquanto você continuasse por ali. Agora me dou conta de que não tinha nada que fazer de todas as maneiras, de que o príncipe estava completamente louco por você, como demonstra que se casou finalmente contigo. Estou metida em uma bela confusão. Terei que vender minha propriedade do vale e ir embora porque todos se inteiraram do que fiz e me dão as costas.
― Não é minha culpa.
― Não, mas, de verdade acha que mereço ir a julgamento? Depois de tudo, é óbvio que o príncipe Edward teria casado contigo mesmo que tivesse sido acusada de assassinato ― observou Victoria com acidez. ― Peço-lhe perdão por ter me metido entre vocês, peço-lhe perdão por tê-la acusado de algo que não tinha feito e por ter propiciado que perdesse o trabalho, mas também me sinto na obrigação de lhe fazer notar que é óbvio que nada disso arruinou suas possibilidades sociais.
Bella teve que fazer um grande esforço para não chamar o guarda e jogá-la do palácio por semelhante ousadia, mas tinha aprendido com Edward que teria que manter a calma com os inferiores.
― Já ouvi o bastante ― respondeu Bella. ― Volte para a Inglaterra. Pensarei no que me disse, mas não lhe prometo nada.
E, sem mais, Bella se virou e saiu da sala de audiências. Enquanto voltava para suas acomodações, a única coisa em que podia pensar era em quão convencida estava Victoria de que Edward estava apaixonado por ela.
Agora começava a entender por que Edward se mostrou tão frio com ela. Obviamente, ao dar-se conta de seu erro ao acreditar que ela fosse uma ladra, tinha ficado aniquilado e devastado. Edward era um homem muito alto de si mesmo e Bella já tinha percebido de que ele tinha sido muito duro julgando-se.
De repente, ouviu a voz de Edward e se perguntou com quem estaria falando.
― Estraguei tudo ― estava dizendo seu marido. ― Estraguei tudo com Bella. Como vou lhe dizer agora que, no fundo, não me importava nada que fosse uma ladra ou não? Já nem sequer pensava nisso. Mas ela não vai acreditar, mas lhe asseguro que é verdade.
Seu confessor suspirou quando Edward lhe acariciou as orelhas e se deitou a seus pés, disposto a dormir junto a seu amo.
― Tudo isso você deveria dizer a mim e não a Jake ― disse Bella.
Edward se virou surpreso e se ruborizou.
― Não sabia que fosse demorar tão pouco.
― Não gostaria de ficar muito tempo na companhia de Victoria ― respondeu Bella nervosa. ― Decidi que não quero denunciar, nem a ela nem Lauren. Suponho que Lauren foi demitida, não?
― É óbvio.
― Parece-me suficiente. O que quero agora é esquecer para sempre deste assunto.
― Não posso acreditar que vá deixar que Victoria saia impune depois do que lhe fez.
― Eu fui a vítima, mas você foi a causa. A verdade é que não me surpreende que a pobre fosse capaz de chegar até onde chegou por você ― respondeu Bella observando divertida como Edward se surpreendia. ― Deixou-se levar por um arrebatamento de raiva próprio de uma menina com medo que lhe tirassem o menino que gosta.
― Não imaginava que fosse levar isso tão bem.
― Edward, quero saber uma coisa. Esteve alguma vez com ela?
― Não, mas admito que ela tinha me deixado muito claro que queria algo comigo e que em um par de ocasiões me passou pela cabeça ― confessou Edward apertando os dentes. ― Entretanto, sempre mantive a distância e, ultimamente, sua franqueza me incomodava.
― Agradeço sua sinceridade ― murmurou Bella sinceramente. ― Agora entendo por que Victoria acreditava que tinha que ficar com você e que eu podia estragar tudo.
― Não deveria deixar que isso a influenciasse, não deveria esquecer o que ela lhe fez.
― Você não é uma mulher, Edward. Você não entende.
Era verdade que, provavelmente, Edward não entendesse, mas também era verdade que estava se mostrando incrivelmente sincero.
― Quero lhe pedir perdão do mais profundo do meu coração por ter duvidado de sua palavra quando a acusaram de roubo. Eu...
― Está tudo bem... tudo está em ordem ― interrompeu-o Bella. ― Victoria é uma mulher muito astuta e planejou tudo para me fazer parecer culpada.
― Por favor, me deixe terminar ― insistiu Edward.
Bella suspirou frustrada, pois teria preferido falar de algo muito mais importante.
― Envergonho-me de que você tenha vindo me procurar para me pedir ajuda e de que eu não tenha acreditado em você. Deixei-a só. Asseguro que essa culpa me acompanhará até o dia de minha morte.
― Sei ― murmurou Bella desejando que seu marido não se tornasse tudo tão a peito. ― Edward, você também é humano.
Edward a olhou nos olhos.
― Foi embora de sua casa sem dinheiro e sem ajuda. Asseguro que nos sete meses que demorei a encontrá-la o passei muito mal, estava realmente preocupado com seu bem-estar.
Bella sorriu pensativa.
― Inclusive antes de que se inteirasse de que estava grávida?
― Sim... Agora compreendo que, ao me inteirar de que estava grávida, deveria ter repensado. Isso me faz sentir ainda pior por não ter acreditado em você desde o começo ― envergonhou-se Edward.
Bella o olhou com decisão.
― Perdôo-o.
Edward franziu o cenho.
― Mas não pode...
― Se eu disser que o perdôo, eu perdôo!
― Sim, mas...
― Acaso não posso decidir a quem eu perdôo e a quem não, não é? ― exclamou Bella, exasperada.
Edward empalideceu e apertou os dentes.
― É óbvio que sim ― respondeu.
― Então, vai ter que viver com a idéia de que o perdoei ― insistiu Bella fazendo um esforço para não sorrir. ― Não nos conhecíamos bem quando concebemos o nosso filho e esse foi o verdadeiro problema. Havia entre nós uma atração física fortíssima, mas não nos conhecíamos de verdade.
Edward ficou pensativo.
― Não tinha me ocorrido vê-lo por essa perspectiva. Tem razão. É preciso tempo para confiar em outra pessoa. Desde que a vi, um desejo muito forte se apoderou de mim, era como um fogo que queimava meu sentido comum e meu controle. Via você e estava perdido. Tentei lutar contra ele, mas o fogo me apanhou e deu ao traste com minhas boas intenções.
― Eu tampouco o ajudei quando menti e disse que não era virgem. Por favor, deixe de agir como se somente um de nós foi responsável pelo que aconteceu.
Edward assentiu e Bella decidiu que tinha chegado o momento de mudar de assunto e falar do assunto que realmente tinha na cabeça fazia já um bom tempo.
― No dia de nosso casamento, disse-me que não estava apaixonado por Tanya...
Edward a olhou surpreso.
― Assim é.
― Sim, mas eu não acreditei. Naquele momento, pensei que só dizia isso para me fazer feliz.
― Eu jamais a enganaria ― assegurou-lhe Edward com candura.
Então era verdade, então era verdade que não estava apaixonado por Tanya!
― Ou melhor, não soei muito convincente quando lhe falei dela, mas me dava muita vergonha nunca ter estado apaixonado na minha idade e...
― Nenhuma vez? ― exclamou Bella surpresa.
― Até que a conheci. Quando a conheci, dei-me conta de que as emoções que você despertava em mim eram muito mais fortes do que eu jamais tinha sentido por ela. Então, dei-me conta de que tinha me equivocado, de que tinha tomado a admiração por amor.
Bella o agarrou pelas mãos e as apertou com força.
― O que isso quer dizer?
Edward a olhou intensamente nos olhos.
― Quer dizer que acredito que sonhava com Tanya para não ter que me enfrentar à realidade de que não queria me casar.
― Isso dá igual, o importante é que quando leu no deserto todos aqueles poemas maravilhosos estava sendo romântico.
― É óbvio.
― Estava sendo romântico porque queria ser romântico e não porque acreditasse que era o que tinha que fazer durante nossa lua-de-mel.
Edward a olhou confuso.
― Fui tão boba! Se houvesse me dito que me amava, eu haveria dito que o amava também ― acrescentou Bella lhe desabotoando a gravata.
― Então só tenho que lhe dizer que a amo? ― respondeu Edward com a respiração entrecortada.
― Sim, e eu digo que eu também o amo, O que lhe parece? Amo você desde a primeira vez que o vi naquela moto quando quase atropelou Jake.
Continuando, olhando-se nos olhos, Edward se deu conta de que Bella sorria encantada e ela se deu conta de que Edward estava exultante de felicidade.
― Eu acredito que eu também me apaixonei por você naquele mesmo instante. De verdade eu não entendo como pode me amar quando cometi tantos erros ― lamentou-se Edward.
― Amo-o e ponto final.
― Eu acreditava que tinha se casado comigo somente porque eu tinha lhe deixado grávida.
― Eu também acreditava que você tinha se casado comigo pelo mesmo motivo.
― Mas a primeira vez que lhe pedi isso, no castelo, ainda não estava grávida ― recordou ele.
― Não, mas então acreditei que o fazia porque se sentia culpado.
Edward a abraçou com força.
― Admito que me sentia culpado, mas aquela proposta nasceu do amor e do desejo. Desgraçadamente, aquele dia não entendi o meu próprio coração e, quando lhe acusaram de roubo, deixei-me levar e isso me afastou de você. Se isso não tivesse ocorrido, ao final de alguns dias teria me dado conta de que era a mulher com quem queria passar o resto de minha vida, mas a decepcionei...
― Não insista nisso ― repreendeu-o Bella lhe pondo um dedo sobre os lábios.
― Amo-a tanto ― disse Edward beijando-a.
Dezoito meses depois, Bella estava no quarto de Anthony, que por fim adormeceu.
Naquele dia, os príncipes tinham dado uma grande festa para o pessoal de serviço e seus vizinhos e todos o tinham passado muito bem. O rei Carlisle, que ultimamente ia muito ao castelo escocês em que viviam seu filho e sua nora, riu muito com os palhaços que tinham contratado para entreter as crianças.
Inclusive os gêmeos, Renee e Esme, que dormiam no quarto do lado, tinha agüentado toda a festa.
Sua chegada tinha sido uma completa surpresa e agora as meninas tinham dois meses e faziam as delícias de seus pais. Edward tinha passado um pouco mal durante o parto, mas logo se repôs.
O último ano e meio de casados tinha sido a glória para Bella pois estava segura de contar com o amor e a admiração de seu marido e agora já não tinha que preocupar-se constantemente por ser a esposa perfeita.
Seu irmão Emmett tinha terminado o doutorado e estava trabalhando em um projeto de conservação no Golfo Pérsico, o que lhe permitia ir ao Dhale para visitá-la quando queria.
A única coisa que tinha embaçado momentaneamente sua felicidade tinha sido que não tinha podido fazer as pazes com seu pai. Charlie havia devolvido sem abrir todas as cartas que lhe tinha enviado e tinha morrido repentinamente de um enfarte seis meses atrás.
Emmett e ela tinham ido a seu enterro com a consciência bem tranqüila porque tinham tentado fazer as pazes com seu progenitor
Agora, Bella desfrutava e valorizava mais que nunca do amor, da bondade e do apoio que tinha encontrado na família de Edward.
― Temos duas babás e um montão de empregados, mas, por que eu sabia que ia encontrá-la aqui? ― sorriu Edward da porta.
― Exatamente no mesmo lugar onde eu encontro você muitas vezes — sorriu Bella. ― Seu pai já se deitou? ― acrescentou abraçando-o pela cintura e caminhando a seu lado para seu quarto.
― Sim ― respondeu Edward. ― Eu disse aos palhaços que eles têm que voltar para seu aniversário porque fazia anos que não via meu pai rir tanto. Muito obrigado ― acrescentou olhando-a com carinho. ― Meu pai nunca gostou de viajar, mas você lhe faz sentir tão bem nesta casa, que por isso vem tão freqüentemente.
― Me alegro.
― Eu adoro estar casado com você ― sorriu Edward com voz rouca enquanto a agarrava pela cintura.
― De verdade? ― respondeu Bella com um sorriso provocante e feminino.
― Deixa-me louco ― assegurou-lhe Edward lhe acariciando os quadris.
― Eu também o quero muito ― respondeu Bella lhe passando os braços pelo pescoço.
Edward se inclinou sobre ela e a beijou e Kirsten estremeceu de desejo. Continuando, Edward lhe disse quão feliz era a seu lado e como sua vida não teria sentido sem ela e sem as crianças.
Bella escutou enquanto Jake bocejava sem parar, pois já tinha visto aquela cena muitas vezes, assim que foi dormir em sua cesta, situado no quarto do lado.
Fim
