Apesar de estar morrendo de vontade de dormir com Jared – dormir não seria exatamente a palavra – ele preferiu não forçar a barra emocionalmente e muito menos fisicamente. Jared ainda estava debilitado e precisava descansar. O moreno não insistiu muito inclusive, sabia que não era hora pra aquilo. Ainda.

Mesmo assim, Jensen sentou-se na poltrona que tinha ao lado da king-size em que Jared dormia agora. Ele tinha sim um terceiro quarto no apartamento, mas não iria arredar o pé dali mesmo que tivesse que dormir no chão. E se acontecesse alguma coisa com Jared durante a noite? E se ele precisasse de algo? Não, era melhor ficar ali perto dele.

Ele zapeava entediado os canais da TV já que estava preocupado demais para conseguir dormir, apesar de estar relaxado o suficiente enquanto velava o sono do outro. Permitiu-se até sorrir enquanto Jared sequer dava sinais de consciência.

"Você fez faculdade! É formado em fisioterapia, Jen!"

As palavras do namorado lhe vieram a mente enquanto olhava ele remexe-se de leve. Jensen chegou a passar anos, inclusive, esquecido daquilo. Faculdade... É, ele tinha estudado em Yale, obrigado pelo pai a fazer alguma coisa, mas na realidade sabia que nunca iria trabalhar com aquilo. E, bem, já que ele tinha que fazer alguma coisa, seria algo com que ele, pelo menos, se interessasse. Escolheu fisioterapia já que focava em trabalhar com esportes, na preparação física de atletas. O mais tolerável, na opinião dele.

Será que se sairia bem? Passou a vida toda lidando e aprendendo a lidar com pessoas e negócios ilegais que, hoje, se perguntava se, fazer algo dentro da leis, era algo mais fácil e, se por acaso, ele teria algum talento.

Quem sabe trabalharia numa escola, ou então em algum clube, ou teria uma clínica. Ele riu de si mesmo ao se imaginar de branco, tratando do corpo das pessoas, preocupando-se com elas, com a saúde delas... Ele riu – feliz? – de se imaginar fazendo uma coisa legitimamente boa.

Até isso você conseguiu, Padalecki... - Ele sussurrou baixinho para si mesmo olhando Jared dormir profundamente.

J&J

Beaver ainda tentava falar com um Jensen expressamente irredutível. Desde o sequestro de Jared, o loiro se recusava a falar com Jim.

O mais velho bateu na porta da pequena sala separada do apartamento que Jensen acabou transformando em escritório. Era cedo, e Jensen já estava acordado. Ou melhor, nem chegou a dormir de fato, apenas cochilava e acordava durante a noite toda.

Entre. Ele disse distraído enquanto procurava alguns papéis das estantes da dala.

Jim Beaver um pouco receoso, mas decidido, adentrou o escritório fechando a porta atrás de si. Jensen olhou de canto para ver de quem se tratava, mas logo desviou o olhar de volta para a estante.

Ele estava impecavelmente vestido com uma camisa branca, calça social, sapatos e cinto pretos. O rosto um pouco cansado, mas nada que o denunciasse de uma noite mal dormida. Ele continuou focado no que fazai quando Beaver começou a falar.

Vamos poder conversar com vai continuar com essa birra infantil? - Jim começou a conversa indo em direção a uma das cadeiras em frente a mesa grande.

Jensen suspirou frustrado. Não queria definitivamente ter aquela conversa. Certo, talvez Jared estivesse certo, mas não mudava o fato de que Jensen estava com raiva do mais velho sim. Ele via Beaver, via aquele homem em quem ele tanto confiara, mentir olhando nos olhos dele, com todo aquele plano insano, apesar de ter surtido efeito que era esperado.

Você mentiu pra mim, fingiu que a vida de Jared corria perigo. Um teste pra saber se podíamos confiar nele. Brilhante. - Jensen respondeu irônico. - Não sei o que veio fazer aqui... essas coisas não se resolvem assim.

Jim apenas balançou a cabeça negativamente diante da teimosia do outro.

Certo. Leve o tempo que precisar. - Jim respondeu pacientemente, feito um pai diante de um filho mimado. - E interprete como quiser. Uma hora vai ter que admitir que eu estava certo...

Jensen não respondeu. Dessa vez, pareceu encontrar o que tanto procurava. Uma enorme caixa fechada que colocou cuidadosamente em cima da mesa. Ele pareceu agora se distrair com aquilo e não prestava mais atenção na mágoa que sentia por Jim.

Ackles começou a tirar muitos papéis encadernados, livros diversos e um diploma. Olhou cuidadosamente até um pouco orgulhoso.

Suas coisas da faculdade? - Beaver perguntou aproximando-se da caixa. - Vai jogar fora?

Não. - O loiro respondeu sorrindo ao folhear agora alguns trabalhos. - Quem sabe... Um dia eu...

Vai ser fisioterapeuta? - Foi a ver de Jim rir agora,voltando a recostar-se na cadeira. - Você nunca foi do tipo sonhador, o que é tudo isso agora? Sequer gostava da faculdade...

Talvez agora eu goste. - Ele respondeu enquanto tirava os livros levemente empoeirados de dentro da caixa. - E se eu quiser exercer? Qual o problema?

Eu não sei. Afinal, nada de estranho se quisessem te contratar, não é? - Beaver respondeu irônico.

Qual é o problema? - Jensen se irritou agora. - Acha que não tenho capacidade? Acha que só sirvo pra coordenar o o tráfico?

Não é questão de capacidade intelectual, Jensen, e você sabe que não é disso que estou falando. - O mais velho concluiu um pouco preocupado agora com o fato de que percebeu que Jensen estava mesmo falando sério. - A não ser que queira agora passar a mexer com tráfico de órgãos ou remédios. - Jim brincou.

Jensen permaneceu sério olhando pra ele de um jeito reprovador. Jim agora achou mesmo que Jensen havia enlouquecido. Ele realmente estava falando sério.

Jensen, você sabe que...

Que o que? - O loiro interrompeu o outro. - É isso, Jim... Quero parar com essas coisas, vamos todos parar. Vamos ter vidas diferentes. - Ele concluiu olhando um livro de anatomia humana.

De que está falando? - Jim levantou-se da cadeira apreensivo. - Não existe 'sair disso', Jensen! Ninguém 'para com isso'!

Vamos tentar pelo menos!

Você sabe o que farão se 'tentar'. Quem fica 'bonzinho do dia pra noite' é sempre tido como informante, Jensen! E você sabe o que esses caras aí fora vão fazer se desconfiarem que você...

Você não está entendendo, Jim! Eu e Jared...

Exato! Você e Jared! - O mais velho interrompeu um pouco exaltado. - Eu ainda não sei como é que essa história não correu por aí! Se descobrirem que Jared é um ex-agente federal... Jensen, você parece que enlouqueceu! Se soubesse que a volta de Jared o faria dar um nó na sua cabeça, não teria permitido nada disso!

Isso não tem a ver com Jared!

Ah não? E agora você vai querer me dizer que isso é iniciativa sua? - Beaver provocou. Conhecia bem Jensen, sabia que aquilo tudo não era coisa dele.

O loiro ficou em silêncio. Continuou olhando os próprios livros e trabalhos que fez durante a faculdade, não dando a menor atenção a Beaver. Se Jared quisesse uma flor no inferno, Jensen iria buscar, portanto, se Padalecki o queria fora daquela vida, era o que ele ia fazer.

- Estou apenas comunicando. - Jensen disse calmamente. - Não estou pedindo se posso e nem muito menos pedindo a sua opinião. - Ele concluiu e o mais velho apenas revirou os olhos.

Duas batidas na porta e Chad abriu pedindo licença.

- Jen, temos a reunião... - Murray olhou a pequena bagunça que Jensen havia feito na própria mesa. - O que é tudo isso?

- Depois eu explico, Chad. - Jensen pegou o casaco do terno e os óculos escuros e andou na direção do hacker. - Vamos... Lobo deve esta esperando.

Beaver não fez nenhum comentário. Jensen ainda levaria um tempo para entender – e perdoá-lo – mas ele esperaria, mesmo que isso significasse ficar de fora de uma das negociações dele. Era raro ele levar Chad, na realidade, era a primeira vez que se conheceriam pessoalmente.

Passou rapidamente pela sala e pediu a Katie que cuidasse de Jared quando ele acordasse e que era para imediatamente ligar pra ele e avisar como ele estava.

x.J&J.x

Jensen chegou ao restaurante marcado por Lobo e pelos turcos. Era no centro de Paris, era tranquilo e de extrema alta classe.

Em uma das mesas de canto, perto da janela, Jensen avistou Tom que fez sinal pra ele pra que se dirigisse até onde ele estava. Chad até sentiu-se ligeiramente nervoso.

- Como está? - Lobo cumprimentou Jensen e em seguida o puxando para um abraço. - Tudo bem com Jared?

- Sim, tudo bem. - O loiro retribuiu o cumprimento e o abraço. - Esse é Chad, acho que você já o conhece.

- Já... - Tom sorriu de canto, um pouco insinuador, estendendo a mão para um Chad Michael Murray claramente nervoso, mas tentando parecer natural. - Tom Welling.

- Chad... Michael Murray. - Ele retribuiu o cumprimento do colombiano, olhando-o com certo encanto. - Muito prazer...

- Sentem... - Welling disse após sorris para Chad e oferecendo a cadeira ao seu lado.

Jensen apenas observou. Conhecia bem aquela cordialidade rara de Lobo. Pareceu viver um dejá vu e segurou a vontade de rir. Se não estivesse muito enganado, notou que Lobo tinha gostado bastante do hacker.

Jensen sentou ao lado direito de Lobo e Chad ao lado esquerdo. O colombiano parecia legitimamente escoltado. Jensen checou a Glock bem colocada nas costas assim que reconheceu Mohamed Al-Fayed entrar juntamente com Michael Rosenbaum, que indicava a mesa em que estavam.

Os três levantaram-se sérios, porém cordiais, assim que os quatro homens se aproximaram. Na mesa redonda e bem posta, Mike sentou-se ao lado de Jensen e, em frente aos quaro, sentaram-se Mohamed Al-Fayed em meio a dois seguranças significativamente grandes e, em pé, atrás do patriarca turco, um homem calvo, que Jensen reconheceu como o filho mais velho de Mohamed, Dodi Al-Falyed, e o braço direito de Mohamed, o famoso – e perigoso – Misha Dmitri Tippens Krushnic, ou apenas Misha Collins, já que tinha se naturalizado americano.

- Está cada vez mais parecido com a sua mãe. - Mohamed disse olhando Jensen assim que acomodou-se em seu lugar. - Ainda bem, não é? - Ele brincou.

Jensen sorriu de canto. Turcos fazendo piada era estranho. Tanto que apenas Chad riu concordando. Obviamente ficando sem graça em seguida, pois o olhar congelante de Misha Collins o paralisou por alguns segundos.

- Gostando de Paris, Mohamed? - Jensen perguntou assim que o garçom trouxe uma cara garrafa de champanhe.

- Muito. - O homem respondeu sério. - Apesar de não viajar muito pra cá, estou revendo esse conceito. - Ele tomou um gole de seu champanhe após o garçom servir. - Mas falemos de negócios agora.

- Como disse ao senhor, - Jensen começou – Welling e eu temos negócios com a mercadoria que procura.

Tom permaneceu sério, com o típico ar superior. Mohamed agora o encarava arrumando o terno preto bem cortado.

- Certo. - O turco respondeu. - Então acho que não teremos problemas, já que estamos falando diretamente aqui.

- Na verdade... - Welling inclinou-se a frente da mesa, apoiando os cotovelos e cruzando os dedos. - Nós temos sim. - Ele tinha um tom arrogante e Jensen suspirou. E lá ia Welling mais uma vez bancar 'o peixe grande' em cima, justamente, de um cara como Mohamed, que tinha o quádruplo da fortuna de Lobo.

- E qual é? - Mohamed riu um pouco debochado do jeito atrevido do moreno de olhos azuis. Os seguranças, Dodi e Misha cravaram o olhar em cima de Tom, um pouco surpresos com o jeito pouco respeitável com que ele falava com Mohamed.

- Não sei se o senhor foi informado, mas a nossa mercadoria tem qualidade acima do mercado. - Tom começou, sem dar a menor atenção aos olhares e o clima pesado que se instaurou. - Portanto, nossos preços igualmente são acima.

- Não vou pagar nenhum centavo a mais do que ofereci. - Al-Fayed foi firme.

- Então não...

- Nós podemos acertar isso da melhor forma, tenho certeza. - Jensen interrompeu Tom antes que ele e sua pouca modéstia estragasse o negócio milionário.

- Mas é claro. - Mohamed disse calmo, sem se deixar abalar pelo atrevimento de Welling. - Fico feliz que aceitem nossa proposta então.

- Não disse que aceitamos, Mohamed. - Jensen agora ficou mais sério. - Tenho que concordar com Lobo nesse critério de qualidade. Não podemos aceitar menos do que pedimos regularmente...

- Mas estamos entre amigos, Ackles. - Al-Fayed rebateu. - Não precisamos de certas formalidades, não é?

- Amigos, amigos... - Tom começou.

- Negócios à parte. - Jensen concluiu.

Mohamed sorriu de canto, pretensioso. O silêncio pairou por alguns segundos.

- O avião está carregado, pode ir imediatamente. - Jensen recomeçou. - Mas vamos querer o dinheiro agora. - Ele fez uma pausa breve. - O valor que pedimos, é claro.

- Certo. - Mohamed disse, para a surpresa de Welling e Ackles.

Ele levantou-se da mesa, seguido pelos dois seguranças e, calmamente, abotoou o terno. Ele ainda mantinha o sorriso irônico. Jensen e Tom imitaram o gesto e estenderam as mãos para cumprimentar o turco e fechar o negócio.

- Encontrarei ambos no hangar onde seu avião está, Ackles. - Mohamed disse apertando a mão de ambos. - E faremos a troca.

- Combinado. - Jensen respondeu inseguro, com um sorriso forçado.

O homem se dirigiu a saída, sussurrando discretamente algo no ouvido do filho que, imediatamente comunicou Collins.

Jensen observou confuso a movimentação, mas não teve um bom pressentimento quanto àquilo.

- Isso foi... fácil? - Chad se manifestou um pouco confuso, já que tinham feito um alarde grande sobre o quanto seria difícil negociar com Mohamed Al-Fayed.

- Claro, Chad, meu querido... - Tom dizia passando as mãos pelos cabelos, como se fosse o grande responsável sempre por tudo dar certo. - Quando se trata de mim, eles sabem que é melhor me deixar ditar as regras.

Jensen, por outro lado, definitivamente não estava nada seguro com aquilo. Conhecia Mohamed e sabia que tinha algo de podre naquele reino.

x.J&J.x

Jensen estava apreensivo quando chegou em casa. No meio do caminho, acabou vindo embora sozinho já que Lobo insistiu que queria que Chad fizesse alguns trabalhos pra ele.

Jensen sabia muito bem que tipo de "trabalho".

Ele entrou no apartamento e encontrou Katie e Jim na sala fazendo suas negociações internas e cuidando de ações que Jensen tinha em algumas empresas. Era basicamente o trabalho de ambos agora na França, junto com Chad: administrar as finanças de Ackles.

Ele passou sorrateiro, aproveitando que tanto ela quanto ele estavam ao telefone e entrou em seu quarto, mas Jared não estava na cama, já havia acordado e, pelo barulho do chuveiro, não fazia muito.

- Ei, Jay... - Ele disse, dando duas batidas na porta do cômodo.

- Jen! - Ele respondeu e, no mesmo momento, desligou a água.

Rapidamente enrolou-se com cuidado num roupão branco retirando a proteção do gesso que tinha em torno do tórax.

- Como está? - Jensen perguntou dando um beijo calmo nos lábios do mais novo, o abraçando com cuidado.

- Estou bem. - Ele respondeu com um sorriso. - Muito melhor que ontem e muito melhor do que se tivesse acordado numa cama de hospital.

Jensen sorriu mais relaxado ao ver Jared tão bem. Acariciou seu rosto e, a cada segundo que passava, achava que Jared realmente tinha razão em querer que eles cuidassem da vida deles longe de todas aquelas loucuras que Jensen estava acostumado.

- Como foi o encontro? - O moreno alto perguntou, enquanto entrava no closet de Jensen para procurar algo pra vestir.

- Estranho. - Ackles respondeu, tirando o casaco do terno. - Bem estranho até eu diria.

- Por que, amor? Problemas?

- Não, mas... Achei que seria bem mais difícil convencer Al-Fayed mas... Ele simplesmente aceitou nossa proposta depois de tentar dizer que não o faria...

- Até parece que é possível dizer não pra você... - Jared brincou saindo do closet com um jeans simples por cima de uma boxer preta, segurando uma camiseta cinza clara em mãos.

- Ah é sério amor... - Jensen disse rindo pegando a camiseta das mãos de Jared e o ajudando a vestir. - Ele aceitou fácil demais e... eu vi ele falando algo com Dodi e Misha quando estava saindo.

- Misha Collins? - Jared surpreendeu-se ao ouvir o nome do moreno. - O matador de aluguel de Mohamed?

- Aquele serial killer maluco, isso sim. - Jensen respondeu finalizando a arrumação na camiseta de Jared.

- Eu achei que ele estava preso no Panamá... - Jared disse como se fosse a coisa mais estranha de todas.

- Collins nunca chegou a entrar na SONA. - Jensen respondeu sentando-se com Jared na cama. - Mohamed subornou vários policiais e agentes do Panamá... Acho que chegaram a mandar pra lá alguém parecido com Collins pra enganar a polícia americana...

- Sério? - Jared arregalou os olhos. Tinha noção que o FBI sequer sabia disso.

- Agora você realmente não parece um agente federal, Jay... - Jensen riu achando o namorado extremamente ingênuo.

Jared riu dando mais um beijo no loiro.

- E agora? - O moreno perguntou curioso.

- Vamos ao hangar aparentemente fechar negócio. - Jensen respondeu passando as mãos pelos cabelos de Jared.

- Vou com você...

- Mas é claro que não! Quero você completamente fora disso. - Jensen foi firme e decidido.

- Quem sabe eu possa ajudar, Jen... - Jared insistiu, tentou até o bom e velho olhar de cãozinho perdido, mas Jensen parecia já munido daquela estratégia do moreno alto.

- Sabe que não vou te deixar ir, não é? Sabe também que nada do que você fizer vai me convencer, certo? - Ele dizia segurando no rosto do outro, falou calmo, olhando nos olhos.

- Mas...

- Vem. - Jensen interrompeu outra tentativa frustrada de Jared em convencê-lo. - Tem que tomar seus remédios e depois vamos procurar um restaurante pra almoçar, certo? - O loiro levantou-se da cama segurando a mão de Jared, o guiando pra fora do quarto.

- Está me mimando demais... - Jared riu dizendo num tom divertido.

- Eu te amo... - Foi a resposta do mais velho que também sorria, andando abraçado com o namorado pelo corredor.