Antes de tudo, queria me desculpar pela demora secular em postar. Eu realmente tinha esquecido o que queria fazer com a história. Mas, agora que arrumei um tempo a reli e lembrei ahahahhahahaa...
Não me matem, por favor! Prometo não demorar mais desse jeito. Beijos a todos. Sniper.
x.x.x
J&J – G-men
The plan
Katie Cassidy sentiu-se tonta por alguns instantes enquanto cruzava a sala do apartamento de Jensen. De repente, correu para o banheiro vomitar. Ela nunca tinha ficado doente antes, não àquele ponto e pensou que talvez estivesse apenas comido algo que não tivesse feito bem. Jim Beaver a viu saindo do banheiro um pouco pálida.
- Kat...?
- Estou bem. – Ela apressou-se em responder. – Acho que comi algo que me fez mal, apenas isso. – Ele retomou a postura e, apesar do enjoo, já sentia-se melhor.
- De verdade? – Ele pegou gentilmente em uma das mãos dela, olhando em seus olhos procurando confirmação.
- Claro, não se preocupe. – Ela sorriu de canto e tomou novamente o rumo da sala. Beaver ficou ligeiramente desconfiado, mas logo se convenceu de que poderia ser apenas um mal estar.
Estava na hora de colocar o plano em ação e, apesar dele não ter gostado nenhum pouco de ver Hilarie e James de volta ao grupo, sabia que teria que dar um jeito de trabalhar com ambos. James estava em um dos quartos do apartamento de Jensen terminando de se vestir.
Jim olhou pra ele da porta enquanto o moreno alto ajeitava o chapéu em sua cabeça, na frente do espelho.
- Se você tivesse noção do quanto esse chapéu lhe deixa ridículo... – Jim disse suspirando.
- Você não tem que gostar. – James respondeu com um sorriso, andando até a cama e pegando sua arma. – Collins é quem tem que gostar.
- Você é louco. – Jim respondeu lembrando-se de Pellegrino. – Se Mark sabe que você está aqui...
- Temos que atraí-lo pra cá. – James interrompeu não precisando ser informado do óbvio. – Ele é o único que pode dar um jeito em Misha...
- Eu não confio nesse plano do Padalecki.
- O garoto é bom. – James suspirou, comentando de um jeito sincero. – Além do mais, deve nos conhecer melhor que a nós mesmos.
- E o que vai fazer? – Jim perguntou com certo interesse, entrando no quarto e ficando de frente para Lafferty.
- Bem, eu e Misha temos um... passado. – James sorriu sacana. – E eu sei que ele é amante do Pellegrino há anos. Só que Mark passou tempos na Rússia, com a Máfia Vermelha... Mas nunca deixou de acompanhar Collins, chegou a mudar-se pra Espanha desde que descobriu que Misha estava na Turquia e nos Emirados Árabes com Dodi e Mohamed.
- Como sabe dessas coisas?
- Sempre soube. – James respondeu de um jeito que fez Jim pensar em parar de subestimá-lo. O garoto era idiota, mas não tanto. – Misha sempre me contou as coisas... Estava esperando o momento certo para usar algo contra ambos ou mesmo pra me proteger, já que Mark disse mais de uma vez que, quando nos encontrássemos, ele me mataria por ter dado uns pegas com o 'homem dele'. Tenho que saber sempre onde ele está e o que está fazendo.
- Eu só não entendo pra que querem atrair Pellegrino nisso...
- Padalecki tem razão, ele é o único que podemos usar como 'distração' para o Misha... Collins é maluco, completamente desequilibrado. Eu não conheço Dodi pessoalmente, mas sei da fama, e ele não contrataria qualquer um pra ser sua 'guarda pessoal'. Pellegrino vai nos dizer onde Misha está.
- Como?
- Porque é uma cadeia de informações, Beaver. Misha e Pellegrino mantém contato, se Dodi souber que Hilarie está em Paris, vai presumir que eu também estou e contar ao Collins, pra que fique de olho em mim. Misha obviamente vai contar ao Mark sobre onde estou e, uma vez que eu esteja aqui, Mark pegará qualquer voo pra cá.
- Então seguiremos Pellegrino, pra que ele nos leve até Misha... E, se você ficar à vista, ele te encontrará. – Jim respondeu, entendendo do que se tratava. - Então você precisa estar um passo a frente dele, porque se ele te achar antes...
- Sou um homem morto. – James completou a frase do mais velho. – Mas é um risco que precisaremos correr.
Jim concordou com a cabeça e até passou a respeitar o moreno alto um pouco mais, só pelo fato de parecer mesmo estar se envolvendo pra ajudar.
- J&J –
Jared e Jensen estavam no escritório do FBI desde cedo. Jim tinha acabado de chegar com James e Hilarie para que colocassem a escutas. Jensen mexia no computador ao lado de Chad, trocavam algumas ideias e informações, Tom Welling parecia num humor estonteantemente feliz falando com Sophia Bush, que lhe dava algumas informações sobre Mohamed que ele mesmo nem sabia.
Sandy estava ao telefone com Jeffrey Dean Morgan e os demais agentes, com exceção de Justin, que estavam em campo.
Jared tentou a sorte. Levantou-se de onde estava e andou na direção do loiro alto que checava seus e-mails pelo celular, distraído.
- Ei... – Jared não sabia bem como abordar o ex-parceiro.
Justin não respondeu. Apenas fechou o que estava fazendo em seu celular, olhou para Jared com desprezo e, lhe deu as costas.
- Justin, por favor... – Jared dizia como se pedisse que ele apenas o escutasse. – Será que não podemos ao menos tentar resolver as coisas?
- Você realmente acha que essa é a hora ideal pra isso? – Justin falou meio baixo, a fim de que os outros não escutassem.
- Estou tentando fazer a coisa certa aqui pra me redimir.
- Não está fazendo mais que a sua obrigação. – Justin respondeu ácido.
- Será que não pode me perdoar ou ao menos me entender? Nunca se apaixonou antes?
- Sabe que amo a Sandy. – Justin estava quase saindo da defensiva.
- Não, eu não sei, cara. – Jared se aproximou um pouco mais do outro. – Costumávamos ser amigos, os melhores amigos, nos contávamos tudo...
- É, até você se tornar cúmplice de um traficante. – O loiro foi sarcástico.
- Eu não me tornei cúmplice de ninguém. – Jared se defendeu. – Eu me apaixonei e quis protege-lo. Não faria o mesmo pela Sandy?
Hartley não respondeu. Engoliu a seco e respirou fundo em seguida. Os segundos que se passaram foram os mais longos que Jared já havia passado na presença de Justin. Eram amigos, e ele tinha que admitir que sentia falta dele, das conversas. Hartley era não apenas companheiro de trabalho de Jared, mas era amigo igual aos pouquíssimos que Jared sempre confiou em sua vida.
- Por que não me disse simplesmente? – Justin agora parecia não mais com raiva, mas simplesmente magoado.
- Eu achei que... Sabia que não iria gostar, Justin. – Jared foi sincero. – Mas agora será que você pode perceber que é de verdade?
- Eu sei... Provavelmente não entenderia mesmo. – Justin admitiu. – Vamos fazer esse plano dar certo, ok? Depois conversaremos...
- Tudo bem... – Jared já sentiu-se melhor por saber que pelo menos teria uma abertura pra conversas. – Você é o melhor.
- Somos muito mais juntos. – Justin sorriu um pouco mais animado, tocou o ombro de Jared amigavelmente e andou na direção da namorada.
Jared voltava para seu lugar ao lado de Jensen quando Sophia Bush anunciou que estavam prontos.
- Pessoal, Hilarie acabou de falar com Dodi e vai encontrá-lo no La Tour D'Argent para jantarem. – Ela disse e Hilarie concordou com a cabeça. – James, você aparecerá de surpresa mais tarde. – Ela continuou falando com o moreno alto que também concordou. – Os demais, fiquem a postos. Logo saberemos onde Misha está escondendo Amanda. Jared, Jensen... – Ela hamou pelos dois que imediatamente olharam pra ela. – Vocês vão com Welling num encontro de negócios com Mohamed... arrumem mais tempo com essa proposta. Tenho certeza que saberão como fazer isso. Murray... – Char foi quem a encarou agora tirando os olhos da tela do laptop. – Você cuida dos GPS, certo?
- Claro. – Ele concordou terminando de ajustar o servidor que havia acabado de hackear.
Todos deixaram a sala do FBI, com exceção dos agentes e de Chad. Saíram pela porta dos fundos em vários carros. James seguiu com Jared e Jensen, Hilarie seguiu sozinha. Tom seguiu com Jensen até o apartamento enquanto Jared levou James até o hotel em que ele aparentemente estaria hospedado.
Jensen pegou o celular, devidamente grampeado e entregou a Tom enquanto dirigia o carro. O colombiano, pela discagem automática, chamou pelo número de Mohamed. Quando o turco atendeu, parecia de bom humor.
- Mohamed. – Tom começou simpático. – El Lobo.
- Ah aguardava já notícias suas e de Ackles. Espero que tenham tomado uma decisão.
- Estamos ainda resolvendo pendências, precisamos de mais tempo. – Welling arriscou, firme.
- Vocês têm sérios problemas em prazos de negociações, não é? – Mohamed já estava começando a ficar irritado. – Eu lhes dei um dia e é o que vocês têm. Nenhum minuto a mais.
- Precisamos de mais tempo. – Lobo não se intimidou. – E só estamos fazendo isso em consideração a você, Mohamed. Se quiser matar a garota... – Tom disse e Jensen olhou pra ele de forma reprovadora. – Fique sem sua carga.
Fez-se silêncio do outro lado da linha. Jensen estava apreensivo, achou arriscado demais a forma como Lobo falou com o turco.
- Não está no comando aqui, Welling. – O turco respondeu a contragosto.
- Não, você está. – Tom respondeu tranquilo, percebendo que conseguiu enrolar o velho. – Portanto, tome a decisão certa.
- Vocês têm até a amanhã.
O turco desligou e Tom fez o mesmo, com um sorriso no rosto. Ele olhou para Jensen, que diria correndo, e acabou se rendendo ao riso também. Tom sempre conseguia e na maioria das vezes, apenas com puro charme.
- Você é inacreditável. – Ackles riu.
Welling suspirou apenas recostando a cabeça no banco. Pensou imediatamente em Chad. Era engraçado ver Lobo com aquele ar todo apaixonado, era possível o remeter a um adolescente que estava encantado na primeira namorada. Jensen tinha percebido que o loiro com cara de ingênuo tinha realmente pegado El Lobo de jeito.
- O que aconteceu conosco, hein? – Jensen notou que Tom estava com o pensamento longe.
- O que quer dizer? – Tom perguntou olhando Jensen de canto.
Jensen sorriu e diminuiu a velocidade do carro. Lembrou-se como conheceu Lobo e do quanto jamais se imaginariam naquela situação, se apaixonando tão perdidamente por pessoas tão diferentes deles que eram capazes de mudar seus valores em nome desse amor.
- Chad... Jared... – O loiro respondeu e percebeu que Tom baixou os olhos um pouco tímido. – Se há dois anos atrás eu te dissesse que nosso futuro era esse, você acreditaria.
- Não. – Tom riu mais de si mesmo do que de Jensen. – Sempre achei que não existiria mais esperança pra mim...
- Está se sentindo outra pessoa também? – Jensen perguntou como se Tom fosse a única pessoa no mundo capaz de entendê-lo.
- Chad me despertou algo que eu jamais achei que tivesse dentro de mim, Jen. – Tom parecia falar de uma grande descoberta científica. – Quero estar com ele, quero ser uma pessoa melhor por ele, quero que ele goste de mim, preciso que goste... Não posso imaginar nada de ruim acontecendo a ele, pensar nele me faz... feliz... – Ele não se deu conta, mas já estava sorrindo.
Jensen riu do jeito do amigo. Era algo que ele nunca pensou que veria, já que El Lobo era um homem tão egocêntrico.
- Uma vez Chad me disse que talvez Jared fosse o cara que me fizesse entender certas coisas. – Jensen recomeçou. – E ele tinha razão.
- Ele me disse algumas coisas que são verdades absolutas na minha vida e eu não tinha me dado conta.
- Thomas... Não brinque com o garoto, ok? – Jensen e seu instinto protetor sempre vinha a tona depois de tudo que Chad havia feito por ele.
- Ou o que? – Tom brincou. – Não vou magoá-lo, Jen.
- Bom pra você. – Jensen respondeu e ambos riram.
J&J
Hilarie vestia um tubinho preto longo, tomara-que-caia, com salto alto da mesma cor, uma bolsa de mão, brincos e colar de ouro maciço. O luxuoso e exorbitantemente caro restaurante de Paris não estava lotado e o ambiente era extremamente agradável. A maquiagem realçava seus olhos amendoados e seus lábios com um batom de cor natural davam um ar sofisticado a esposa de James.
Dodi Al Fayed a esperava no bar e avistou a loira de longe quando ela entrou. Ela sorriu, ele não escondeu a expressão encantada ao vê-la. Não que ela fosse algum tipo de 'amor da vida dele', mas era realmente alguém especial para o turco. Ela praticamente desfilou até ele, que levantou-se imediatamente ao vê-la se aproximar.
- Como é possível que esteja ainda mais bonita do que há alguns anos? – Ele disse, galanteador, dando um beijo na mão direita dela, que mostrou os dentes bem cuidados num sorriso sensual.
- Não mudou nada, não é mesmo Dodi? – Ela disse, doce. – Continua o mesmo charme de sempre.
Ele analisou-a mais uma vez dos pés a cabeça e indicou um dos bancos do bar do restaurante pra que ela se sentasse. Ela o fez delicadamente enquanto ele pediu um licor Cherry Brandy pra ela e mais uma dose de whisky 12 anos pra ele.
- O que a trás a Paris? – Ele perguntou e ela virou-se na direção dele.
- E desde quando precisa-se de motivo para estar aqui? – Ela respondeu simpática. – Sabe o quando amo essa cidade!
- Temos boas lembranças daqui, não é? – Ele disse, provocando. Já havia estado com ela na França. Ela assentiu com a cabeça, arrumando discretamente os cabelos. – Mas sei que não veio a turismo.
- Estou atrás de negócios. – Ela tomou uma postura mais séria. – Sabe que não gosto de ficar por fora de 'peixes grandes'.
- Se sei. – Ele tomou um gole de sua bebida assim que o garçom trouxe.
- E quanto a você? Está sozinho? – Ela perguntou fingindo curiosidade.
- Meu pai está aqui a negócios também. – Dodi respondeu indiferente. – Particularmente não têm saído como ele esperava e algumas modificações tiveram que ser feitas.
- De que se trata? – Hilarie tentou parecer não muito interessada, dando um tom casual a conversa. – Se tiver algo em que eu possa ajudar...
- Não, não quero você envolvida com El Lobo e Jensen Ackles.
- El Lobo e Jensen Ackles? – Ela repetiu os nomes como se não soubesse do que se tratava. – Então quer dizer que estão movimentando "H". – Ela falou o apelido de heroína por estarem em lugar público. – Pelo menos está tratando com as pessoas certas.
- O problema é que parece que ambos estão se achando os "reis" do comércio na área. – Dodi disse com certo desprezo na voz. Hilarie riu.
- Não seria porque eles, de fato, são?
- Sei de boatos de que Ackles quase foi pego. – Ele respondeu sem dar muita credibilidade. – E estou surpreso que você e James estão fora da prisão. – Ele bebeu mais um gole de sua bebida.
- Até parece que ficaríamos presos, não é? – Ela disse um pouco surpresa pelo turco saber de tantos detalhes. – Então já sabe que James está aqui?
- Hilarie, querida, parece que esqueceu com quem está lidando. – Ele sorriu pretencioso.
- Mas é claro que não esqueci. – Ela passou a língua pelos lábios sensualmente, inclinando o corpo na direção dele enquanto tomava um gole de sua bebida sem tirar os olhos dele.
- É, talvez você possa ajudar. – Ele disse por fim, sem tirar os olhos da boca e do decote da loira. – Quão bem você conhece Jensen Ackles?
- Bem o suficiente. – Ela respondeu direta. – Ele e James já...
- Eu sei. – O turco riu. – Ackles tem esse problema de já ter "metido" em todo mundo.
- As pessoas facilitam. Não o culpo. – Hilarie brincou, num tom definitivamente real. – Que precisa que eu faça?
- Já lhe darei detalhes. – Ele disse, tirando o celular do bolso. – Preciso resolver um pequeno problema antes. Se me dá licença. – Ele concluiu e ela assentiu com a cabeça, pegando sua bebida novamente.
Ele deu alguns passos em direção a janela do restaurante, no alto da torre de prata e admirou a vista enquanto esperava a pessoa do outro lado da linha atender. De longe, Hilarie percebeu que provavelmente o plano estava correndo exatamente como o FBI queria. No seu ponto, disfarçadamente colocado no colar que usava, ela comunicou-se com os policiais avisando que tudo estava sob controle.
Dodi finalmente recebeu resposta no celular.
- Pois não, senhor?
- Misha, acho que Mark vai gostar de saber que James Lafferty está na cidade.
- É mesmo? – Misha pareceu quase... feliz ao saber. – Com Hilarie?
- Sim, mas ela estará ocupada demais pra ficar de olho nele. – Dodi olhou de longe a loira beber seu licor.
- Já entendi, senhor.
- Como está a moça, Collins?
- Bem... Na medida do possível, é claro.
- Collins, ela é nossa única garantia, controle seus instintos. – Dodi dizia com autoridade.
- Sim, senhor.
- Até logo.
O turco desligou e voltou para a companhia de Burton. Misha, por outro lado, achou que Mark poderia esperar um pouco antes de saber sobre James.
