- Você não está preocupado com ela?

Inuyasha tirou os olhos do livro de física que estava em sua frente e encarou Miroku.

- Como é mesmo que funciona um pára-raios?

- Haste de metal pontiaguda que atrai e armazena energia elétrica, quando atinge certa quantidade de energia o ar ao redor ioniza e se descarrega por um fio de baixa resistividade, que é enterrado no solo. Acho que é isso. – disse Miroku revirando os olhos. – E não mude de assunto.

- Ioniza? Resistividade? – disse Inuyasha arqueando a sobrancelha.

- Vou entender isso como um sim. – disse Miroku.

- Entenda como um "ela foi embora". – respondeu Inuyasha dando nos ombros.

- Você não sabe de verdade o que aconteceu com ela. – retrucou Miroku. – Já faz um mês que ela bateu na sua porta e eu tenho certeza que ela foi falar com o Sesshoumaru, você não acha que ele pode ter feito alguma coisa com ela? Ele disse antes que a mataria!

- Eu não vou mais discutir isso com você, se quer saber a minha opinião, você deveria parar de se preocupar com a Kagome e se focar na Sango, vocês são ridículos! E caso não queira falar com ela, por mim tudo bem, mas ao menos você poderia voltar para a sua casa! Ela não mora lá, não sei o que diabos você tem feito esse tempo todo aqui.

- A Sango não tem nada a ver com isso. – disse Miroku.

- Não. E você também não tem nada a ver com o que está acontecendo. – retrucou Inuyasha mexendo o livro de maneira impaciente, perdendo a página que estava lendo.

Miroku suspirou e balançou a cabeça negativamente.

- Está certo, vou te deixar em paz. E antes que eu me esqueça, acho que você deveria estudar um pouco mais física antes de dormir, você está péssimo.

Inuyasha não respondeu, apenas deu a volta na mesa e subiu as escadas, deixando o material e indo para o quarto. Miroku o acompanhou com os olhos e quando o perdeu de vista, abriu a mochila e tirou algumas folhas, deixando-as em cima da mesa.

- Você vai precisar mais desse resumo idiota do que eu.

Apagou as luzes da cozinha e da sala e foi embora, não antes de abrir seu guarda-chuva.


Inuyasha olhou para o pátio esperançoso e aquele sentimento fez com que se sentisse idiota. Não era preciso que Miroku perguntasse, tinha certeza que a preocupação estúpida que sentia estava estampada em seu rosto. Desde que Kagome fora embora ele não era mais capaz de sentir como se estivesse dentro da mente da garota, antigamente ele era capaz de dizer com toda a certeza onde ela estava e o que estava sentindo, mas desde aquele dia era como se ela nunca existido. Como se a ligação que eles tinham não passasse de fruto da sua imaginação.

Sentou-se em um banco no pátio coberto e esparramou-se no mesmo, estava cansado. Olhou tediosamente para as gotas pesadas caindo do céu, há 7 dias chovia sem parar e há dias ele não conseguia dormir, se perguntava o que estava acontecendo, se Kagome estava bem. Lutava diariamente contra a vontade incontrolável de subir aquela montanha e invadir a casa de Sesshoumaru exigindo que ele contasse o que tinha acontecido entre eles, odiava o fato de que o último vislumbre de emoção que tivera da garota fosse daquela conversa entre os dois. Ela estava transtornada, confusa, com medo de alguma coisa.

- Você está péssimo.

Ele não precisava olhar para saber de quem era aquela voz, mesmo que não a ouvisse há um tempo, sorriu sem mostrar os dentes e disse:

- Você também está péssima.

Sango sorriu e tirou a mochila das costas e sentando-se.

- Posso sentar?

- Já não está sentando?

- Já faz tempo desde a última vez que nos falamos, não é? Sei que vou me arrepender de dizer isso, mas tenho sentido sua falta.

- Que o Miroku não ouça isso.

Sango revirou os olhos e cruzou os braços.

- Deixe o Miroku para outro dia, - disse. – resolvi vir falar com você porque estou preocupada. Cadê a Kagome, Inuyasha?

- Você também não! – disse Inuyasha cruzando os braços.

- Para onde ela foi? O que aconteceu entre vocês? – disse Sango.

- Eu não sei para onde ela foi e muito menos sei o que aconteceu. Um belo dia sua amiga bateu na porta da minha casa, disse que tinha feito uma escolha e sumiu do mapa. – disse Inuyasha balançando a mão de maneira impaciente.

- Uma escolha? – disse Sango.

Inuyasha abriu a boca, mas o som do sinal fez com que ele a fechasse e esperasse o som diminuir.

- Conversamos depois. – disse. – Preciso mesmo falar com você.

Sango fez um careta e apenas acenou com a cabeça, sabia sobre o que ele iria falar e não era um assunto que ela disposta a tratar naquele momento. Os dois levantaram e foram em direção à sala, porém a porta já estava fechada. Inuyasha juntou as sobrancelhas em uma feição desconfiada.

- Algo estranho está acontecendo. – resmungou Inuyasha.

Sango olhou no relógio e disse:

- Não se preocupe, ainda estamos no horário.

- Então porque essa droga está fechada? – disse Inuyasha cerrando os olhos e logo disse entre dentes. – Espera... Claro que algo está acontecendo! O que ele está fazendo aqui?

- Ele? Ele quem? – disse Sango.

Inuyasha empurrou Sango para o lado e deu um soco na porta, antes de abri-la violentamente e voar em direção ao yokai parado no centro da sala.

- O que você veio fazer aqui!

Sango entrou logo em seguida, olhando de maneira confusa para o que acontecia. No centro da sala estava Sesshoumaru parado com Inuyasha agarrado em sua roupa parecendo fora de si, olhou para as outras pessoas da sala e percebeu que elas pareciam igualmente confusas, balançou a cabeça pensando no que fazer e foi em direção aos dois, tentando afastar Inuyasha. Segurou o braço do hanyou, puxando-o para trás.

- Inuyasha, vem...

- Me solta, Sango! – gritou Inuyasha.

- Miroku! – gritou Sango. – Venha me ajudar!

Miroku que até então estava paralisado olhando a situação, levantou-se e juntou-se a garota, segurando Inuyasha pelo braço.

- O que está planejando, Sesshoumaru? – gritou o hanyou.

- Ela sumiu. – disse Sesshoumaru com a calma e a frieza de sempre.

Inuyasha demorou alguns instantes para assimilar o que tinha ouvido e quando finalmente entendeu deixou os braços caírem e encarou o yokai confuso.

- Desde quando?

- Não sei. – respondeu Sesshoumaru arrumando a blusa que o hanyou amassara.

- E o que está fazendo aqui? – perguntou Sango histérica. – Achou que ela viria para a aula?

- Não. – disse Sesshoumaru sem sequer olhar para a garota. – Eu vim atrás do seu professor, mas ao saber que eu o esperava na secretária ele fugiu, então resolvi esperar na sala.

- O Myouga? – disse Miroku. – Eu não estou entendendo mais nada. O que o Myouga tem a ver com o sumiço da Kagome?

- Como você soube que ela estava desaparecida? – disse Inuyasha ignorando a conversa paralela. – Eu tenho uma ligação com ela! Eu deveria saber disso!

- Precisamos sair daqui, Sesshoumaru, se importa se formos para o corredor pelo menos? – disse Miroku.

- Miroku, o que você está...

Sango não precisou terminar a frase, havia entendido o que o rapaz estava tentando fazer. Ela olhou para Inuyasha e percebeu que ele estava prestes a surtar, pegou seu braço e sussurrou:

- Vem comigo, Inuyasha, vamos conversar em outro lugar.

- Humanos são seres patéticos mesmo. – comentou Sesshoumaru encarando os rostos assustados dos alunos. – Tremendo de medo por uma coisa tão estúpida.

Miroku abriu a porta e deixou que Sango saísse, arrastando Inuyasha com ela e logo depois veio Sesshoumaru, quando todos passaram Miroku fechou a porta.

- O que você quis dizer com a Kagome estar desaparecida? – disse Miroku tentando manter a conversa de maneira racional.

- Ela saiu daqui dizendo que voltaria para casa, mas ela não está com os anjos. – disse Sesshoumaru.

- Como você sabe disso? – disse Miroku.

- Aquele yokai estúpido apaixonado pela Kagome está atrás dela e por conta disso está criando uma guerra particular contra os anjos.

- O lobo? – perguntou Sango.

Sesshoumaru apenas acenou positivamente com a cabeça e lançou um olhar de provocação para Inuyasha, que parecia perdido em seus pensamentos. O hanyou encarava o chão e ignorava veemente a conversa.

- Você não sabia mesmo que ela estava sumida? – perguntou o yokai. – Pensei que tivessem algum tipo de ligação bizarra...

- Eu é quem deveria estar fazendo perguntas para você. – disse Inuyasha explodindo. – O que aconteceu naquela montanha quando a Kagome foi atrás de você? O que foi que você falou que a deixou tão atordoada? Se não consigo mais saber dela a culpa é sua, você a deixou tão confusa que é como se ela tivesse se perdido dela mesma!

- Hm, é uma boa teoria para o que aconteceu. – disse Sesshoumaru.

- Er... – disse Sango sem encarar Sesshoumaru. – O que você quis dizer com guerra?

- Exatamente o que você entendeu. – respondeu o yokai. – Por isso estou atrás daquele seu professor gordo e inútil.

- O que o Myouga tem a ver com isso? – Miroku voltou a questionar.

- Volte para a sala agora. – disse Sesshoumaru.

Novamente o rapaz ficou sem resposta, mas apenas balançou a cabeça desapontado e entrou na sala, segurou a porta e olhou para Sango e Inuyasha, esperando que eles os seguissem, a garota entendeu na hora o recado e o seguiu, porém Inuyasha andou até Sesshoumaru e o encarou friamente.

- Se algo acontecer com ela a culpa será sua. – disse.

Sesshoumaru segurou o braço de Inuyasha com força, fazendo com que ele o encarasse, cerrou os olhos e murmurou:

- Minha? Eu estou atrás dela, estou fazendo muito mais do que fez até agora. Pensa que não sei que percebeu que algo estava errado e que mesmo assim não fez nada? Você continuou com sua vidinha medíocre, então não me tire do sério com essa sua pose de namoradinho preocupado. A verdade é que você não a merece.

- A reunião de irmãos já acabou? – disse Myouga parecendo ansioso.

Sesshoumaru largou o braço de Inuyasha depois de lançar um dos seus olhares de desprezo e virou-se na direção de Myouga, que ao encará-lo pareceu encolher os ombros.

- Já disse para não me procurar no meu trabalho, Sesshoumaru. – voltou a dizer.

- Você não especificou onde eu não deveria procurá-lo, apenas disse que não queria mais se envolver comigo. – disse Sesshoumaru de maneira sensata.

- Isso inclui meu trabalho. – disse Myouga. – E você, Inuyasha, volte para a sala e diga para a Sango passar os exercícios de revisão para a prova, eu corrijo quando voltar.

Inuyasha fechou as mãos com força e encarou os dois yokais por alguns minutos, até girar nos calcanhares e entrar na sala, fechando a porta com força.

- Seu irmão é tão arrogante quando você. – disse Myouga.

- Ele é meu meio irmão. E obrigada – disse Sesshoumaru. – Vai me receber nesse corredor mesmo ou podemos ir para uma sala?

Myouga resmungou algo sobre Sesshoumaru não ter mudado nada e acenou com a cabeça para que ele o seguisse. Durante o pequeno percurso nenhum dos dois falou nada e o único som ouvido foi o de Myouga abrindo a porta e falando para o yokai sentar-se na cadeira.

- O que te trás aqui? – disse Myouga sentando-se na cadeira do outro lado da mesa, em frente a Sesshoumaru.

- Você sabe.

- Não, eu não sei.

- Está acontecendo de novo. – disse Sesshoumaru deixando de lado sua pose indiferente e parecendo ansioso.

Myouga tirou os óculos e colocou na mesa, pegou um lenço no bolso da calça e limpou o suor que insistia em brotar em sua testa desde que encontrara Sesshoumaru.

- Malditos lobos. – murmurou.

- Eles estão certos! – disse Sesshoumaru estranhamente empolgado. Ele raramente mudava seu tom de voz.

- Uma guerra não vai mudar o que aconteceu! – respondeu Myouga.

- Não, mas pode mudar o que ainda vai acontecer!

- E o que você acha que vai acontecer? Ou melhor, o que você acha que pode mudar? Ela já morreu, isso não vai mudar.

- Elas vão matar a Kagome. – disse Sesshoumaru. – É por isso que os lobos começaram essa guerra, o líder deles é apaixonado por ela, você deve saber disso.

- Ela não é a Rin. – disse Myouga admirado com a própria coragem em dizer aquelas palavras.

Sesshoumaru socou a mesa com força e levantou-se.

- Pare de falar da Rin!

- Você está motivado pelo ódio! – retrucou Myouga. – É por isso que está adorando essa idéia maluca de guerra!

- Você não entende nada mesmo, nunca entendeu, por isso sempre foi esse yokai covarde que viveu à sombra dos outros! Não é sobre mim ou sobre a Rin ou o que aconteceu há milhares de anos atrás, é sobre termos a oportunidade de fazermos uma mudança! Mudar para melhor! Eu vi a mim mesmo, vi o Naraku, vi meu pai, vi você e vi milhares de outros yokais sucumbindo aos anjos, como se tudo o que passamos e sentimos fosse uma maldição, como se estivéssemos fadados a autodestruição apenas por não seguirmos regras imbecis vindas ninguém sabe da onde e estou vendo isso acontecer novamente! Não me diga que você não percebeu o que acontece entre o Inuyasha e a Kagome, eles são como eu e a Rin costumávamos ser! Você diz que estou movido pelo ódio e qual o problema nisso? Sim, eu estou movido pelo ódio, mas não pela morte da Rin, mas por estar vendo minha vida se repetindo na minha frente e não estar fazendo nada para mudar! Eles vão matar a Kagome, assim como mataram a Rin e dessa vez eu não vou ficar parado sem fazer nada.

- Está fazendo tudo isso pelo Inuyasha? – disse Myouga no meio de um suspiro. – Eu acho que ele já tem idade suficiente para defender a namoradinha dele.

- Você está mesmo falando sério? – respondeu Sesshoumaru incrédulo. – Myouga, ele é um hanyou, ele não pode atacar ninguém.

- Ele tem garras, - disse dando nos ombros. – e um comportamento bem agressivo se quer saber.

- Qual a parte do "não poder" você não entende? Quantas vezes eu já expliquei que o sangue da mãe dele serve como um bloqueio para o sangue de yokai dele? É como uma coleira, ele pode até entrar em uma luta, mas nunca ganhará. O Inuyasha não pode ferir, muito menos matar alguém. – disse Sesshoumaru visivelmente irritado.

- Desde quando você se preocupa tanto assim com os outros? – disse Myouga.

Sesshoumaru respirou fundo e voltou a sentar-se na cadeira.

- Eu estou cansado, Myouga, e você sabe o que isso significa.

- Sei, só não sei ainda o que você quer de mim com toda essa sua nova filosofia de "vamos salvar o mundo".

- Eu não quero salvar o mundo, eu só quero terminar tudo o que tenho para fazer e finalmente encontrar a Rin, só isso.

- Não posso te ajudar com isso.

- Sei que não. O que quero de você é simples. Os lobos estão sozinhos e eles são estúpidos demais para agüentar a pressão, no momento os anjos estão atrás da Kagome e é por isso que os lobos estão tendo êxito, mas logo a busca vai terminar e vai ser nessa hora que elas virão contra todos nós. Você as conhece, sabe que anjos não tem discernimento e vão achar que os ataques do Kouga é uma declaração de guerra...

- E não é? – interrompeu Myouga.

- ... e é ai que você entra. Sei que conhece muitos yokais, principalmente muitos que odeiam anjos, preciso que você as segure até eu finalmente acertar as contas com a Kikyou. – continuou Sesshoumaru ignorando o comentário do outro yokai,

- Deixa eu ver se entendi bem... Você quer caminho livre para chegar até a líder, é isso? – disse Myouga balançando a cabeça negativamente.

- Em outras palavras é exatamente isso que eu preciso. – disse Sesshoumaru.

- Juro que não estava acreditando que você levaria à sério essa história de guerra. – disse Myouga incrédulo.

- Bem, isso só será mesmo uma guerra se eu não matar a Kikyou, caso contrário, será só uma briga entre espécies como já aconteceu várias vezes.

- Você pensou mesmo em tudo, não foi? – disse Myouga.

- Desde o momento que senti a presença da Kagome. – respondeu Sesshoumaru. – E então, posso contar com você?

Myouga ficou alguns minutos pensando e por fim suspirou.

- Que a guerra comece.

Sesshoumaru fechou os olhos demonstrando irritação e disse:

- Isso não é "Jogos Mortais", idiota.

- Você é a única pessoa que pede ajuda para alguém e depois a chama de idiota. – disse Myouga frustrado.

- É que eu não sou uma pessoa qualquer.


- ... e então, estamos apenas reafirmando que não há motivos para alardes. Sesshoumaru não ataca ninguém há anos e sua visita ao colégio foi de cunho pessoal, não existindo qualquer perigo.

Kaede estava na sala de Inuyasha e tentava controlar a histeria que tinha se instalado no lugar, alguns alunos já tinham ligado para os pais que no mesmo instante ligaram para a escola, querendo saber se seus filhos estavam a salvo e outros – garotas, em sua maioria – tinham ataques de desespero, hora gritando, hora chorando. Sango lançou um olhar de pena para a velha professora, que suspirou como resposta e continuou a falar:

- Como a Sango já disse antes, vocês têm exercícios para fazer e eles são importantes para a prova de amanhã.

- Falando em prova... A prova de hoje vai ser cancelada não vai? – disse uma garota loira.

- Não, Saya. A prova de física ainda será na próxima aula, não há motivos para ela ser cancelada. – disse Kaede firmemente.

Uma das garotas que surtava há cada cinco minutos deu um grito histérico e disse:

- Você só pode estar brincando comigo! Como acha que eu vou fazer prova nesse estado?

E o coral das desesperadas vibrou em aprovação, dizendo vários "é isso aí" e "estamos nervosas demais". Kaede revirou os olhos e alisou os cabelos brancos de maneira cansada.

- Quem aqui acha que não pode fazer essa prova hoje por estar com medinho de um yokai que não mata ninguém há mais de 1200 anos? – disse de maneira irônica.

Apesar da provocação de Kaede, pelo menos 80% da sala levantou a mão. Não que estivessem realmente amedrontados demais para fazer uma prova, só estavam agindo como adolescentes sempre agem; aproveitando a situação para fugir da responsabilidade.

- Está certo, eu vou ver o que consigo fazer. – disse Kaede desistindo. – Enquanto isso, por favor, fiquem em silêncio e parem de gritar e chorar e se não for pedir demais, façam os exercícios.

Sango olhou a velha senhora sair da sala e voltou-se para Inuyasha, desde que ele entrara na sala estava em silêncio e seus olhos orbitavam perdidos.

- Qual o problema dele? – disse Miroku.

- Apenas para te manter informado, eu não estou falando com você. – respondeu Sango veemente sem encará-lo. – Mas respondendo sua pergunta, eu não sei qual o problema com o Inuyasha.

- Na verdade, você já está falando comigo. – disse Miroku sensato.

- Apenas porque não tenho escolha. – respondeu Sango cruzando os braços. – O Inuyasha está precisando de ajuda, então, por favor, só fale comigo a respeito dele.

- Não se preocupe, eu não tentaria falar sobre qualquer outra coisa que fosse. – disse Miroku dando nos ombros.

Sango cerrou os olhos e o encarou irritada, Inuyasha resmungou alguma coisa fazendo a garota voltar a olhar para o hanyou.

- Vocês são uma droga para ajudar alguém. - ele resmungou.

- Tá vendo o que você fez? – disse Sango apontando para Miroku.

- O que eu fiz? – disse o garoto arregalando os olhos.

- É! – retrucou Sango.

- Calem a boca. – disse Inuyasha. – Agora lembro porque fiquei tão feliz quando vocês pararam de falar um com o outro.

- Eu sabia que me arrependeria de dizer que sentia sua falta. – murmurou Sango.

Miroku arqueou a sobrancelha e encarou a garota.

- Sentia falta do Inuyasha, é?

- E qual o problema nisso?

- Nenhum, mas sempre achei que você odiasse o Inuyasha.

- Assim como achou que eu não me importaria de você não me contar sobre sua mudança? – retrucou Sango irritada.

Inuyasha abaixou a cabeça e tapou os ouvidos, ele realmente queria que os dois voltassem a se falar, mas não esperava estar exatamente no meio disso quando acontecesse. Sabia que qualquer pessoa em seu lugar acharia os amigos insensíveis, afinal, ignoravam completamente sua situação e ainda discutiam como se nada estivesse acontecendo, mas conhecia Sango e Miroku bem o bastante para saber que o motivo de agirem como egoístas naquele momento era a vontade doentia de se falarem que dominava os dois há quase dois meses.

Suspirou fracassado pensando que só era capaz de entender como eles se sentiam porque se sentia exatamente igual em relação à Kagome. "Merda."

- Não, isso eu tinha certeza. – disse Miroku.

- Você é muito cara-de-pau mesmo! – disse Sango.

- Estou falando alguma mentira? Você me esnoba a mais de três anos, que diferença faria eu me mudar ou não?

- Você era meu amigo, meu melhor amigo! Como eu poderia não me importar com a sua mudança?

- Se essa é a única maneira de você se importar com a minha mudança, então eu agradeço, mas não preciso da sua preocupação.

- Porque está me tratando assim? – disse Sango que parecia verdadeiramente magoada com aquelas palavras. – Porque está sendo cruel?

Inuyasha não pôde conter as risadas, Sango era muito burra ou muito sínica. Ela o encarou furiosa e disse:

- Do que é que você está rindo?

- De você. – disse Inuyasha. – Você está falando sério, Sango? Quero dizer, que papo é esse de "me preocupo com você como amigo mimimi não seja cruel comigo".

- Inuyasha, já é o bastante, eu resolvo isso. – disse Miroku.

Inuyasha revirou os olhos e se levantou resmungando, indo para o canto da sala.

- Ele acha isso engraçado? – disse Sango irritada.

- E é. – disse Miroku. – Só que de uma maneira trágica.

Sango mordeu o lábio como sempre fazia quando estava ansiosa e encarou o chão. Miroku riu para si mesmo, conhecia aqueles trejeitos muito bem. Sabia exatamente o que eles significam e como Sango se sentia quando os fazia.

- Porque você precisa ir? – ela disse finalmente ainda encarando o chão.

- Eu já disse, não há mais nada aqui para mim. – disse Miroku.

- Mas a Kagome abandonou o Inuyasha, ele precisa de você! O Inuyasha precisa de você! – disse Sango. – Você não pode abandoná-lo também.

- Tenho certeza que ele vai se virar bem sozinho e eu tenho minhas dúvidas sobre ele ter sido abandonado pela Kagome. – disse Miroku. – Olha, Sango, eu realmente senti sua falta, senti falta da sua voz, do seu cheiro, do modo como você morde o lábio quando está confusa e até mesmo das nossas discussões sem sentido, mas não me obrigue a continuar com isso, você sabe o que faria com que eu não fosse embora e essa conversa não vai resolver nada. O que existe entre nós já está claro, eu não vou mais te pedir nada, ou melhor, a única coisa que me resta pedir é que não fique sem falar comigo, pelo menos até eu me mudar. Eu consigo lidar com o fato de você não querer ser minha, mas esse tempo longe de você foi muito doloroso. Eu prefiro que você me veja como seu melhor amigo do que não fazer parte da sua vida.

Sango sentiu seu coração se apertar no peito, porque aquilo era tão difícil para ela? Embora seus olhos queimassem com as lágrimas, ela não chorou. Suspirou e encarou Miroku, que sorriu e entregou-lhe um lenço.

- Chorar não combina com você. – disse.

- Se eu pedir? – disse Sango ainda encarando profundamente o rapaz.

Miroku não respondeu e apenas continuou olhando para a garota, com o seu rosto mais sereno. Sango o odiou por alguns instantes por ele ser sempre tão calmo, porque ele não estava angustiado em partir como ela estava?

- Você disse que eu sei como te fazer não ir embora... Se eu pedir, você fica? – disse Sango.

O rapaz sorriu, mas seu sorriso não tinha traço algum de alegria.

- Como seu melhor amigo, suponho.

Dessa vez quem não respondeu foi Sango.

- Desculpe. – ele respondeu.

- Você não disse que prefere ser meu amigo a não ser nada? – disse Sango.

- Sango, pára, por favor. – disse Miroku.

- Eu não entendo o que você quer! – continuou a garota parecendo confusa e frustrada. – Achei que poderíamos ser amigos, que seríamos como antes, mas cada hora você diz uma coisa...

E finalmente Miroku demonstrou como se sentia, seu rosto não tinha mais o semblante calmo, pelo contrário, era como se ele tivesse muito cansado e abalado, seus olhos não brilhavam da maneira segura de sempre e eles fitaram Sango de maneira depressiva.

- Eu quero você, Sango. Como é que você não consegue entender o que eu quero? Eu não queria ir para essa droga de faculdade, eu não queria largar tudo o que tenho aqui, eu não queria ficar longe de você o resto da minha vida, mas eu não agüento mais isso. Tudo bem você não gostar de mim, isso acontece o tempo todo com todo mundo, mas o que você está fazendo comigo já é tortura. Eu não menti quando disse que me contento apenas em continuar ao seu lado, mas isso não significa que quero isso para sempre, entende?

O rosto de Sango esquentou e suas bochechas ficaram vermelhas, ela abaixou os olhos e ficou em silêncio. Miroku sempre fora muito direto com o que queria, em determinado momento da amizade dos dois deixou claro que não queria ser só amigo, mas ela sempre encarou aquela suposta relação como um desafio para o garoto. Miroku tinha fama de galinha, sempre estava rodeado de garotas e durante uma época tinha uma namorada nova por semana, isso só fazia com que Sango mantivesse o rapaz afastado, nunca deixando que ele ultrapassasse a linha que ela tinha imposto: a de amigo. E apesar de tudo, ele sempre respeitara.

- Entendi, - disse por fim em um suspiro. – desculpe, não vou mais te cobrar nada.

- Voltamos ao normal? – disse Miroku voltando à suas feições calmas de costume.

Sango deu nos ombros e apenas mudou de assunto, apontando para Inuyasha.

- O que ele está fazendo com o... Houjo?

Miroku sorriu e apoiou o peito na mesa, deitando-se com a cabeça na direção do hanyou.

- O Houjo deve estar querendo saber da Kagome.

- Acho que faz sentido... – disse Sango virando o corpo para a própria mesa e apoiando a cabeça na mão. Encarou os dois e suspirou.

- Eu já disse que não sei onde ela está. – repetiu Inuyasha pela sétima vez.

- Talvez aquele yokai lobo a tenha levado? – sugeriu Houjo parecendo verdadeiramente preocupado.

- Não, Houjo, o Kouga não levou a Kagome, ela foi embora. – explicou o hanyou.

Houjo tinha uma feição curiosa no rosto e ao mesmo tempo preocupada, puxou uma cadeira e sentou perto do hanyou, encarando-o. Inuyasha sequer virou o rosto para descobrir o que o humano queria com ele, apenas encarou-o com o canto do olho e soltou um "quê foi?" mal humorado, Houjo não era bem a companhia que ele queria naquele momento. Na verdade, aquela preocupação irritante dele com Kagome estava deixando-o sem paciência.

- Achei que estivessem juntos. – disse Houjo.

- Bem, como pode ver, não estamos... – respondeu Inuyasha irritado.

- O problema foi ela não ser humana?

Inuyasha arregalou os olhos e virou não só o rosto, como todo o corpo na direção do garoto e o olhou completamente confuso; desde quando Houjo sabia sobre Kagome ser um anjo? Ou melhor, desde quando eles eram tão íntimos ao ponto da garota contar seu maior segredo?

A risada que Houjo soltou ao perceber a reação do hanyou só o deixou mais irritado com toda aquela situação.

- O que é tão engraçado? – rosnou.

- Sua reação. – disse Houjo dando nos ombros. – Que espécie de idiota acha que eu sou? Não há como uma pessoa como a Kagome ser humana.

- Ela não é um yokai. – retrucou Inuyasha ainda irritado.

Houjo voltou a rir.

- Eu sei que não, ela muito menos seria um yokai!

Inuyasha cerrou os olhos com aquela afirmação.

- E então ela é o que, espertão?

Houjo parou de rir e encolheu os ombros, parecendo um pouco envergonhado.

- Bem, eu não sei...

Dessa vez foi Inuyasha quem começou a rir, fazendo o garoto se encolher ainda mais na cadeira.

- Você é mesmo muito apaixonado por ela.

- Não entendo qual a graça em estar apaixonado por alguém! – disse Houjo tentando soar mais firme do que realmente estava. – E se eu não gostasse da Kagome eu não notaria suas... ê sabe que eu estou certo, ela é tão humana quanto você.

- Particularidades, ahn? E quais seriam elas? – disse Inuyasha encorajando a teoria de Houjo.

- A Kagome atrai yokais, todos os tipos, eu não sei ao certo o porquê disso acontecer, apenas sei que acontece. Yokais não gostam de humanas, não tão facilmente e a Kagome fez até mesmo com que o Sesshoumaru se preocupasse com ela. Eu ouvi parte da discussão de vocês dentro da sala e talvez você não tenha notado, mas tenho certeza que seu irmão está atrás dela. Há também as mudanças, mesmo que singelas, no clima sempre que o humor dela muda, quando ela sorri é como se o céu também sorrisse, nunca há uma nuvem sequer, mas sempre que algo acontece ou quando ela precisa ir embora, o céu se fecha e chuvas torrenciais desabam quando sequer é época de chuvas!

- Nada disso é comprovado, são apenas suas opiniões sobre ela. – disse Inuyasha dando nos ombros.

- Você sabe que isso é verdade. – disse Houjo parecendo irritado. – Acha que não percebi toda aquela tensão entre vocês? Novamente, eu não sei o que acontece, mas é como se vocês se atraíssem, eu não sei explicar, mas eu percebi isso desde a primeira vez que fiquei no mesmo lugar que vocês dois estavam, eu senti uma espécie de força me empurrando para fora, como se eu não fizesse parte daquilo. Eu tentei entender o que estava acontecendo, achei que era coisa da minha cabeça, mas quando olhei vocês eu entendi tudo. Vocês eram completos juntos, de uma forma completamente estranha. E isso também me fez acreditar que ela não era humana.

- Isso é a coisa mais brega que eu já ouvi na vida. – disse Inuyasha fazendo cara de incrédulo e balançando a cabeça negativamente. – E nada disso importa agora, ela foi embora.

- Pelo o que eu ouvi, ela está desaparecida. – disse Houjo. – Isso é diferente de ir embora.

- Você não entenderia.

- Como você pôde notar, eu entendo mais do que você imagina.

Inuyasha resmungou alguma coisa e cruzou os braços, voltando o corpo para frente, jogou a cabeça para trás e fitou o teto. Lembrou-se de se sentir um completo idiota por falar da sua vida com uma pessoa praticamente estranha.

- Antes de ir embora ela passou na minha casa e disse que estava indo embora.

- E você não tentou impedi-la?

- Não. Não adiantaria e nós tínhamos brigado no dia anterior. – disse Inuyasha. – Ela tinha que escolher entre a madrasta louca dela que quer me matar ou, bem... Eu.

- Uou! A madrasta dela quer te matar? – disse Houjo.

- Parte da história irrelevante para você. – disse Inuyasha.

- Certo. – disse Houjo. – Então ela voltou para a família que é contra você. Isso me parece Romeu e Julieta...

- Gay. – resmungou Inuyasha.

- Ignorarei o comentário. – disse Houjo. – Voltando ao que importa, vocês terminaram?

- Nunca tivemos nada. – disse Inuyasha veemente.

- Claro. – disse Houjo.

- O que você quer de mim? Você já sabe que eu não faço idéia da onde a Kagome está, que ela foi embora e não temos nada um com o outro.

- Eu precisava confirmar algumas suspeitas antes de falar com você. – disse Houjo. – Eu não acho que a Kagome tenha realmente ido embora, pelo menos não para muito longe. Tem chovido direto há sete dias, isso não é normal, não nessa época do ano, estamos no verão! Verão, Inuyasha! Você não estranhou isso?

- Está insinuando que a Kagome está deprimida por ai e por isso está chovendo sem parar? – disse Inuyasha meio que debochando.

Houjo abriu a boca, mas um grito histérico fez com que ele a fechasse e procurasse o motivo daquele berro. A garota loira que falara para Kaede cancelar a prova estava paralisada apontando para a porta da sala, com os olhos vidrados e a expressão horrorizada.

- Inuyasha, preciso falar com você. - disse Sesshoumaru ignorando a garota.

- Essa escola é uma várzea mesmo. – resmungou enquanto se levantava irritado e se arrastava até a porta.

Sesshoumaru encarou Inuyasha parecendo impaciente com aquela lentidão e deu um passo para fora da sala, sumindo da vista do hanyou, o que como ele esperava, fez com que ele andasse mais rápido e o seguisse para fora.

- O que você quer agora? – disse Inuyasha.

- Você lembra o que eu disse sobre me voltar contra a Kikyou? – disse Sesshoumaru estranhamente amigável.

Inuyasha apenas acenou positivamente com a cabeça achando aquele tom de voz do yokai estranho e até mesmo suspeito.

- Chegou a hora. – continuou Sesshoumaru. – Eu não sei qual lado a Kagome escolheu, mas eu acho que ela está com a gente, estou atrás dela, mas não faço idéia de como encontrá-la. Caso perceba alguma coisa, qualquer coisa, me avise e vou atrás dela... Entendeu o que eu disse? Me avise, não invente de ir atrás dela sozinho...

Inuyasha arqueou a sobrancelha completamente perplexo, Sesshoumaru estava mesmo usando a expressão "com a gente"? Isso significava que por algum motivo estranho Sesshoumaru agora o incluía em seu plano e parecia até mesmo se preocupar com ele.

- Mas você não acabou de me recriminar por não estar atrás dela? – disse Inuyasha confuso.

- Isso foi antes. – disse Sesshoumaru impaciente. – As coisas vão começar a ficar estranhas a partir de agora, não se aproxime de nenhum anjo, em hipótese alguma.

- Isso é um tipo de guerra mesmo? – disse Inuyasha perplexo.

Sesshoumaru sorriu de uma forma meio maníaca.

- Não se eu matar a Kikyou antes da coisa ficar realmente séria.

- Tá, é uma guerra. E eu faço o que? Fico em casa? – disse Inuyasha.

- É uma opção. Se quiser, vá para a cada do Miroku, lá você estará a salvo. Não se meta em situações estúpidas, você sabe que não pode lutar.

Inuyasha fez uma careta achando tudo aquilo a coisa mais esquisita que já vivenciara em sua vida. Sesshoumaru estava agindo como um irmão mais velho e o pior, um do tipo preocupado, só que ao mesmo tempo ele parecia um pouco neurótico com toda aquela história de guerra. Por alguns segundos o hanyou ficou analisando mentalmente o que estava acontecendo e concluiu que aquela empolgação de Sesshoumaru era por finalmente voltar a ser o sempre fora: um assassino.

- Mais alguma recomendação, papai? – disse Inuyasha.

Sesshoumaru deu um tapa na lateral da cabeça de Inuyasha e saiu andando, o hanyou o acompanhou com os olhos e balançou a cabeça negativamente quando ouviu o yokai falar, do final do corredor.

- Mais respeito pelos mais velhos.


- Vocês estão liberados hoje. – disse Kaede parecendo completamente contrariada com aquela situação. – Os professores têm uma reunião importante que não pode ser adiada.

Como se ninguém mais se lembrasse da histeria causada pela presença de Sesshoumaru, a sala explodiu em alegria. Inuyasha olhou para Miroku e depois para Sango e disse, apontando de um para o outro:

- Já voltaram a agir como pessoas civilizadas?

- Olha quem está falando, - disse Sango dando nos ombros. – acha que não vimos seu bate papo com seu mais novo melhor amigo? Miroku ficou super deprimido aqui. – e apontou para o rapaz.

Miroku fingiu estar chorando e disse:

- Depois de todos esses anos...!

- Há. Há. Que engraçados. – disse Inuyasha. – Para sua informação era ele quem estava falando comigo...

- Ah sim, nós vimos. – disse Sango.

- Tá, dane-se. Não vou ficar explicando nada para vocês, seus anormais. – disse Inuyasha irritado pegando a mochila intocada no chão.

- Nosso Inuyasha está de volta. – disse Miroku vitorioso.

Inuyasha ignorou o comentário e soltou apenas um "vocês não vêm?", tentando apressar os amigos. Sango e Miroku pegaram suas mochilas e seguiram o hanyou, que estava parado na porta.

- Nos apressou tanto para empacar aqui? – reclamou Sango.

- Miroku, você ainda está lá em casa? – disse Inuyasha.

- Não, você me expulsou ontem, lembra? – disse Miroku.

- Não. – disse Inuyasha franzindo o cenho. – Enfim, preciso ficar na rua casa.

- E porque você precisa ir lá para casa?

Inuyasha começou a andar e logo os dois o seguiram.

- Sesshoumaru mandou. – disse Inuyasha.

- E desde quando você faz o que seu irmão manda? – disse Sango.

- Desde que ele encarnou o Deus da guerra e resolveu matar a líder das moças loucas que querem me matar. – disse Inuyasha dando nos ombros.

Miroku e Sango se entreolharam confusos e começam a rir.

- O quê? Deus da guerra? – disse Sango entre os risos.

- É, resumindo tudo, parece que ele, os lobos e mais alguns yokais vão aderir ao modo de vida selvagem e vão sair por ai matando anjos. – disse Inuyasha.

- Isso não é proibido por lei? Quero dizer, yokais têm um contrato selando a paz. Isso realmente causaria uma guerra. – disse Sango parando de rir e parecendo confusa.

- Bem, eu acho que não, - disse Inuyasha. – afinal anjos não são humanos, eles sequer existem. Acho que é o mesmo que guerrear com fadas.

- Você está tão engraçadinho. – disse Sango cruzando os braços.

- É só frustração, não liga, não. – disse Miroku. – Ele queria estar lá fora lutando também.

- Besteira. – disse Inuyasha dando nos ombros. – Elas podem ser anjos, mas ainda são mulheres, eu não conseguiria mata-las.

- Hm, quem diria, há um cavalheiro por trás dessa imagem de homem das cavernas. – disse Sango.

- Isso vai atrair a Kagome, não vai? – disse Miroku.

- Talvez. – disse Inuyasha.

- Não vai procurar por ela? – disse Sango.

- Estou proibido disso também. – disse Inuyasha.

- Faz sentido, se os anjos também estão atrás da Kagome e aquela líder louca deles quer te matar, se te encontrarem por ai vão te matar. Em um segundo. – disse Miroku.

- Obrigado pela explicação, gênio. – disse Inuyasha ironicamente.

- De nada. – respondeu Miroku sorridente.

Sango balançou a cabeça negativamente, ficando momentaneamente séria.

- Nenhum de vocês está preocupado com essa história toda?

- Para ser sincero, a minha preocupação no momento é só com a Kagome mesmo. Está chovendo há 7 dias. – disse Miroku olhando para o céu.

- Você também? – disse Inuyasha resmungando.

- Está com ciúmes da Kagome? – disse Miroku.

- Não é disso que eu estou falando, - disse Inuyasha fazendo uma careta. – estou falando da história da chuva. O Houjo disse a mesma coisa.

- Ele é tão perceptivo. Um orgulho esse menino. – disse Sango orgulhosa por ter ajudado Houjo a ser menos tímido.

- Você não tinha pensado nisso ainda? – disse Miroku. – Pelo menos, eu sempre percebi que essas chuvas fora de época tinham a ver com a Kagome.

- Eu pensei. – disse Inuyasha. – Mas eu acho que são os anjos morrendo. Os lobos estão matando anjos há algum tempo, acho que a coisa ficou mais freqüente agora, por isso a chuva.

- Faz mais sentido do que ser Kagome. – disse Miroku pensativo.

- É, eu sei. – disse Inuyasha desanimado. – Podemos passar em casa antes? Eu preciso pegar minhas coisas.

- Sem problemas, vá para sua casa e te encontro lá, eu levo a Sango para a casa. – disse Miroku apontando para o único guarda-chuva que segurava e cobria os dois.

Sango acenou com a mão e Inuyasha respondeu com o mesmo gesto, girou nos calcanhares e pegou o caminho para a sua casa.


Já passara da meia-noite quando Myouga acendeu a luz da sala, ele parecia ansioso, pegou o lenço no bolso e limpou o suor do rosto, aquela era uma ação comum em situações tensas como a que estava passando. Caminhou de um lado para o outro, até finalmente abaixar-se, levantando o tapete e jogando-o no canto da sala. Deu leves socos no chão com os nós do dedo até o que perceber o que queria: o som estava oco. Alisou a área até achar um buraco minúsculo, pegou um pedaço de ferro que estava em cima do sofá e puxou o pedaço do chão para cima, um quadrado pequeno desprendeu-se mostrando um fundo falso. Myouga limpou novamente o suor do rosto e pegou um pequeno caderno que estava dentro do buraco, folheou rapidamente como se quisesse conferir que era o caderno que ele estava procurando, soltou um leve gemido de desgosto ao perceber que era o que estava procurando.

Levantou-se sem arrumar a bagunça e foi direto até o telefone, abriu novamente o caderno, forçou a vista tentando enxergar o que estava escrito e respirou fundo quando encontrou o que estava procurando. Pegou o fone e discou os números, seus dedos tremiam e por conta disso precisou discar mais três vezes, até finalmente acertar. Sentiu seu sangue gelar no corpo quando ouviu a voz do outro lado.

- Quem diria... Finalmente alguém se lembrou de que existo. – disse a voz.

- Digamos que você estava enterrado. – disse Myouga.

- Eu imagino que estivesse mesmo, afinal, em tempos de paz, quem precisa de mercenários? – disse e forçou uma risada sem humor nenhum.

- É, você está certo, ninguém precisa de mercenários. – disse Myouga.

Myouga agradecia mentalmente por aquele primeiro contato ser por telefone, sabia que pessoalmente jamais conseguiria o que queria. Um yokai que tremer ao falar com outro não é o tipo que intimida ou convence.

- Se ninguém precisa dos meus serviços, porque está me procurando?

- Sesshoumaru. – disse Myouga, frizando aquele nome.

- Ficou louco, Myouga? – disse a voz. – Nem se me pagasse, eu não colocaria meus homens atrás do Sesshoumaru.

Myouga relaxou os ombros e sorriu. Sabia que o nome de Sesshoumaru seria útil naquela situação.

- Bankotsu, meu caro, você não entendeu o que eu quis dizer. – disse Myouga bem mais confiante. – O serviço é para o Sesshoumaru.

- E desde quando o Sesshoumaru precisa de ajuda para resolver os problemas dele? – disse Bankotsu desconfiado.

- Desde que ele resolveu entrar na loucura dos lobos.

Um silêncio se formou e Myouga tirou o telefone do ouvido e o encarou, como se ao fizer isso pudesse ver se algo estava errado com a ligação, quando voltou a colocar o fone no lugar onde deveria estar sentiu-se aliviado ao ouvir a voz do yokai do outro lado.

- Você está falando sério? – disse Bankotsu empolgado. – O Sesshoumaru finalmente declarou guerra contra os anjos?

- Não aos anjos de um modo geral. – disse Myouga. – O foco dele é aquela mulher, ele deixou as outras em minhas mãos e achei que você ficaria feliz em participar.

- Já estava na hora mesmo dele matar aquela desgraçada. Vocês ainda estão morando na mesma cidade de sempre, não é? – disse Bankotsu.

- Estamos. – disse Myouga.

- Conte comigo e com o Bando dos Sete. Amanhã mesmo saímos daqui. – disse Bankotsu.

- Sabe onde me encontrar.

Bankotsu não respondeu e Myouga desligou o telefone. Não estava certo quanto poder chamar o Bando dos Sete, mas se era uma guerra que Sesshoumaru queria, era uma guerra que ele iria ter. A aceitação do yokai fez com que Myouga se sentisse seguro para ligar para outros yokais. Há anos ele tentava viver pacificamente, queria deixar para trás aquela vida que como Sesshoumaru mesmo falara, havia sido à sombra de outros yokais, mas não podia negar que aquela volta ao passado estava deixando nostálgico. Era seu instinto, embora usasse ternos e desse aulas ainda era um yokai e a idéia de lutar e matar fazia seu sangue ferver. Pegou o lenço novamente no bolso e limpou o suor.

Ignorando todo o seu bom senso, Myouga torceu para que acontecesse mesmo uma guerra contra os anjos. Ele sabia que a guerra contra os anjos era a única salvação dos humanos, pois agora que o sangue dos yokais estava voltando a ferver nada apagaria aquela chama de novo.


- Não estamos no seu território. – disse Kouga que estava deitado no chão e comendo um grande pedaço de carne.

- Eu sei e agradeço por isso. – disse Sesshoumaru. – Esse lugar tem cheiro de hormônio de lobo, pelo visto matar tem deixado vocês bem felizes.

- Somos yokais, é o que fazemos. – disse Kouga. – Você sabe disso, melhor do que nós.

- Uma morte bem executada é muito mais prazerosa do que milhares de mortes em vão. – disse Sesshoumaru. – E é por isso que não vou me juntar a vocês.

- Veio aqui só para dizer isso? Que idiota. – disse um yokai que estava em pé apoiado em uma árvore.

Antes que o yokai pudesse notar, Sesshoumaru já estava em sua frente, segurando seu pescoço entre seus dedos. O yokai fechou a mão e sorriu, Kouga se levantou e foi até os dois, separando-os.

- Tenho certeza que não é ele que você quer matar. – disse Kouga.

- Certamente. – disse Sesshoumaru dando um passo para trás e voltando a fitar Kouga. – Alguma notícia da Kagome?

- Nada. – disse Kouga frustrado. – Me pergunto se elas já a mataram, se tudo isso é uma perda de tempo.

- O Inuyasha sentiria se ela tivesse morrido e ela não sentiu nada, não se preocupe, ela está viva ainda. – disse Sesshoumaru.

- Se sabe que ela está viva, veio porque até aqui?

- Vocês vão receber reforços. – disse Sesshoumaru. – Eu não poderei estar aqui, mas garanto que os yokais que virão não deixarão a desejar.

- Não queremos ajuda, isso não é uma guerra. É uma busca. – disse Kouga cruzando os braços.

- Tarde demais, - disse Sesshoumaru. – o plano já começou, não há mais volta.

- Plano? Você está nos usando, seu desgraçado? – disse Kouga irritado.

- Talvez, mas aposto que vocês gostarão de ser usados, ao menos nessa situação. – disse Sesshoumaru soando arrogante. – Vocês têm passe livre para matar qualquer anjo que vier para cá, acredite, elas estão furiosas com o que vocês têm feito. E elas virão aos montes, eu tenho certeza que a Kikyou mandará uma zilhão delas para cá, ela tinha certeza que a Kagome ficaria ao lado dos anjos.

- Estamos livres então? – disse Kouga. – Sem contrato estúpido de paz?

- Infelizmente, os humanos ainda estão protegidos, a proteção acaba junto com os anjos. – disse Sesshoumaru.

Kouga estralou os dedos e disse:

- Quando é que seus amigos chegam?


Kagome abriu os olhos e voltou a fechá-los, dessa vez com força, e novamente os abriu. A claridade do sol, mesmo por entre as nuvens pesadas, irritava seus olhos e ela precisou se levantar e voltar o rosto para o chão, encarou a terra úmida e encostou as costas no tronco da árvore que usava para fugir inutilmente da chuva. Ela não sabia ao certo há quanto tempo estava andando sem rumo e sem notícias de qualquer um que fosse, mesmo assim sabia que algo estava errado. A chuva constante lhe dizia isso.

Olhou para o céu e suspirou. Queria saber o que fazer ou para onde ir, mas não tinha mais certeza de nada, sequer sabia quem ela era, passava horas divagando sobre sua vida e sobre quem ela poderia ter sido se não tivesse se tornado um anjo, talvez tivesse uma família normal, com pais e irmãos e quem sabe até um cachorro. A idéia de ter um cachorro levou-a diretamente à Inuyasha.

Bem, era inevitável fazer aquela ligação, afinal de contas ele era um cachorro. Ou algo bem próximo a isso. Se perguntou como ele estaria lidando com a briga de Miroku e Sango e logo em seguida se perguntou se eles ainda estavam brigados. "Nãão, já passou muito tempo." Fechou os olhos alguns instantes controlando a vontade de crescia dentro dela de simplesmente dar meia volta e correr de volta para a vida que deixara para trás.

- Nostálgica, Kagomezinha?

Kagome arregalou os olhos ao ouvir aquela voz. Não! Como ela não tinha percebido ela se aproximando? Como ela tinha sido tão estúpida em se deixar ser pega. Levantou-se em um pulo e deu um passado para trás, se afastando da garota de olhos vermelhos.

- Você tem nos dado muita dor de cabeça, sabe? – a garota continuou parecendo irritada. – Eu nunca entendi a preferência bizarra que a Kikyou tinha por você, você nunca foi grande coisa.

- O que você quer, Kagura? – disse Kagome.

- Querer? Eu não quero nada, eu só preciso te levar para casa. Só isso. – disse Kagura e cada uma de suas palavras saía venenosa.

- Eu não vou. – disse Kagome firmemente.

Kagura balançou a cabeça de maneira impaciente e andou em direção à Kagome, que ao perceber a movimentação da garota deu mais alguns passos para trás.

- Vamos, facilite as coisas. – disse Kagura. – Você está banida, não há nada que possa fazer para evitar que eu te leve de volta.

- Eu não quero, Kagura! – disse Kagome veemente, mesmo sabendo que era inútil. – Eu já fui banido, eu não sou mais um anjo, vocês não precisam mais de mim.

- Você está certa sobre quase tudo, realmente não precisamos mais de você. – disse Kagura. – Mas infelizmente você ainda é um anjo.

Kagome olhou horrorizada para os olhos de Kagura, eles emanavam raiva. A garota nunca fora muito saudosa com ela, mas aquilo beirava à doença, Kagura estava se divertindo em ter de caçar Kagome, a garota conseguia sentir isso.

- Desde quando você é tão boazinha? – disse Kagura. – Porque está me olhando com essa cara de assustada?

Kagome não respondeu e isso deixou Kagura ainda mais furiosa, a garota voou em direção à Kagome e a derrubou. Kagura era apenas alguns centímetros mais alta que Kagome, porém sempre treinara artes marciais, por isso era mais rápida e mais forte que a garota de olhos azuis. Kagome deu um chute na barriga de Kagura e isso fez com que ela saísse de cima de Kagome, que rapidamente se arrastou um pouco para o lado e levantou, pegou fôlego e saiu correndo.

- Não me tire do sério, Kagome. – gritou Kagura. – Eu não posso te levar machucada.

Kagome sentiu-se falsamente aliviada; ao menos Kagura não poderia fazer contra ela. Continuou a correr, mesmo ouvindo os passos atrás de si se aproximando cada vez mais.

- Porque está atrás de mim? – gritou Kagome.

- Kikyou, porque mais eu estaria atrás de você? – disse Kagura aparecendo na frente de Kagome e devolvendo o chute na barriga.

Kagome deu alguns passos para trás devido ao impacto e precisou cuspir o sangue que inundara sua boca.

- Acho que a Kikyou não vai ficar brava com um pouco de sangue. – disse Kagura dando outro chute no estomago da garota.

Kagome abraçou a barriga e curvou-se para frente, cuspindo mais sangue.

- Você é muito fraquinha. Acho que sempre depositaram expectativas demais em você, tudo por causa desse olho azul idiota, grande coisa, - e dessa vez ela levantou o rosto de Kagome pela franja e socou-a. – meu olho é vermelho. Muito melhor.

- Você é realmente muito ridícula. – disse Kagome com dificuldade. – Você é a marionete perfeita, elas te usam como bem entendem.

- Mal agradecida! – gritou Kagura. – Depois de tudo o que fizemos por você, depois do que a Kikyou fez por você é assim que você nos trata! Ingrata!

Kagome cambaleou e ia tombar, mas Kagura lhe segurou pelos cabelos, fazendo-a encará-la e disse:

- Você é mesmo uma piranha! Traindo sua raça por causa de um bando de yokais, sempre soube que você seria esse tipo. O tipinho que inventa que pode amar e se atraca com qualquer macho yokai que aparece.

Kagome arregalou os olhos horrorizadas com aquilo, se perguntou se um dia tinha sido uma pessoa tão odiosa quanto Kagura era. Levantou o braço e forçou para o lado, fazendo Kagura soltar seu cabelo. Fechou a mão com força e socou o rosto da garota com força, fazendo com que ela cambaleasse para o lado, dessa vez era ela quem pegara o cabelo de Kagura e a segurava em uma altura boa o bastante para continuar socando seu rosto.

- Sua desgraçada! – dizia Kagome ficando fora de si. – Como ousa falar delas dessa maneira, como ousa ofender as mulheres que vocês, suas doentes, deixaram morrer?

Agora era Kagura quem parecia horrorizada com o que acontecia, Kagome estava começando a se descontrolar, era por isso que Kikyou havia lhe dito para não subestimar a garota? Fechou os olhos ao ver novamente o punho da garota vindo em sua direção.

- Já chega, Kagome.

Kagome soltou Kagura e virou os olhos cheios de raiva para Kikyou, porém ela não se intimidou e apenas cerrou os olhos.

- Pare com o show, temos coisas mais importantes para fazer. – disse.

- Desculpe, Kikyou, mas as coisas serão do meu jeito agora. – disse Kagome.

Kikyou desceu do galho que estava e encarou Kagome de maneira fria.

- É isso o que acontece quando se dá liberdade demais, elas se voltam contra você. Não, Kagome, as coisas agora serão do meu jeito.

E dizendo isso Kikyou virou-se de costas e no mesmo instante Kagome desmaiou.


- Ahhhhhhhhhhhhhh!

O urro de dor que ouvira em seu quarto fez Miroku acordar, ele olhou para o futon ao lado e viu que Inuyasha se contorcia em algo que parecia ser uma dor insuportável. Ele levantou e foi até o hanyou, tentando entender o que estava acontecendo.

- Inuyasha! Inuyasha, o que está acontecendo?

O hanyou não respondeu e soltou outro berro de dor, logo em seguida arregalou os olhos e se apoiou na parede, tentando se levantar. Em poucos minutos os pais de Miroku já haviam entrado no quarto.

- Miroku...? – tentou a mãe olhando horrorizada a cena.

- Eu não sei. – disse Miroku aflito.

- Elas...

Inuyasha tentava falar, mas parecia que todo o ar do seu pulmão havia sumido e ele não tinha forças para sugar mais. Miroku arregalou os olhos e a compreensão preencheu seu corpo.

- Elas... – repetiu o hanyou.

- Mãe, ligue para o Sesshoumaru. Agora. – disse Miroku.

- Elas a encontraram.

E dizendo isso ele desmaiou.


Olá, como estão? =D

Eu estou com sono e acabada, acredite se quiser, mas eu escrevi esse capítulo inteiro hoje, acordei cedo, vim para o pc, li uma fic para me inspirar e criei vergonha na cara. Eu ando numa crise brava, tenho a fic inteira pronta, mas na hora de escrever simplesmente não sai como está na cabeça, sabem? Enfim, uso novamente a desculpa de escrever tudo de uma vez só para me redimir de possíveis erros. Dêem um desconto, essa foi a primeira vez que escrevi tudo em um dia, não achei que seria tão difícil! E por ter sido toda de uma vez, três 3 páginas a menos que o normal. "Só" 17. No próximo prometo voltar as minhas 20 páginas e espero não demorar taaaaaanto. Dessa vez foi mais rápido, não foi? =D

Vamos as reviews que estou devendo há um tempão!

Yogoto: Olá! :3 Obrigada pela review e pela compreensão com a minha demora, juro que por mim postaria todo dia uma fic nova, tenho um zilhão de idéias na minha cabeça, só falta vergonha na cara de escrever ;-; Eu é que agradeço por você acompanhar a fic e pela review! :**

Maah: Oooi, como está a minha leitora mais fiel e que mais me faz feliz? =D Estava com saudades de você e das suas reviews enormes e fofas! Sabe? Eu sou uma manteiga derretida, eu choro até com comercial de margarina, por isso sempre choro escrevendo 8D *doente* Então, de certa forma, fico feliz que mais alguém também fique gay e chore comigo nas fics! Fiz um monte de Sango e Miroku para você nesse capítulo, espero que goste :3

HAHAHAHHAHA Que lindo ;-; Se um dia isso virar um livro melhorado e revisado mandarei a cópia com dedicatória para sua biblioteca! ;oo; Obrigada por continuar comigo tooooooodo esse tempo! Beijão!

: Olá querida =D Como você está? Eu tentei tanto fazer um Sesshoumaru malvado e cruel mesmo contando sobre o passado gay dele, mas acho que sou um fiasco fazendo personagens malvados! Hahahaha Mas tudo bem, eu vou superar isso um dia! Obrigada pela review, como sempre! *_* Beeijão

E é isso ai. Volto logo mais, agora vou dormir porque hoje é dia dos namorados e preciso sair linda e sem olheiras (hahahaha mentira, eu estou sempre com olheiras). Feliz dia dos namorados para quem tem, já teve ou vai ter um 8D