Totosay aqui está o capítulo final de sua fic, finalmente.

Espero que goste, pois eu não o postei antes pela falta de inspiração.

Beijos, amiga!

Capítulos 3 – Juntos finalmente

As palavras de Missouri escovam em sua mente invadindo o seu querer, transbordando em seu coração com o mais escuro dos medos. Sim! Sentia medo. Temia mais do que tudo no mundo perder aquele a quem devotava seus carinhos, cuidados, fraternidade, sua vida por completo.

Amava o garoto que agora jazia sob a maldição de um ser que se apropriara de sua pureza, sua bondade, seu amor. Sam o amava não como um irmão devia amar outro. Amava-o como homem. O pior não foi ficar sabendo disso, mas o que aconteceu com o caçula que o levou a descobrir esse sentimento.

Imaginava como ele deve ter sofrido guardando sozinho esse amor estancado na alma! Como deve ter lutado contra sentindo-se anormal!

Pensava e se recriminava por ter duvidado das palavras de Missouri, por ter cogitado a ideia de não dá ao irmão o que mais precisava: ele mesmo, o irmão mais velho que sempre o protegeu e amou.

Eu faço qualquer coisa por você, Sammy! Vou livrá-lo dessa maldição. — O moreno resmungou em resposta ao sussurro em seu ouvido.

Sorrateiramente, Dean levantou observando o rosto do irmão iniciando um streap-tise lento e compassado. Ainda estava criando coragem para o que ia fazer, pois tocari-o intimamente e sabia, tinha certeza que Sam nunca fora tocado por outro homem. Seus instintos lhe diziam isso.

Desceu a jaqueta escura por ambos os braços deixando que a peça de roupa ganhasse como destino o chão frio daquele quarto sombrio. A camisa xadrez em tecido fino e a camisa branca em malha juntaram-se à jaqueta depois de retiradas. Eram apenas peças de roupas. Onde caiam era o que menos importava contanto que sua pele ficasse exposta para Sam, seu Sammy.

Olhou para os pés. Usou-os como apoio para retirar os sapatos, arrancando depois as meias de qualquer jeito. O par foi abandonado próximo à cadeira em que sentara.

— Sammy! Você vai se curar, maninho!

Proferiu as palavras antes de deitar ao lado dele apoiando-se no cotovelo esquerdo enquanto a mão direita seguiu para o rosto do irmão.

Olhando-o mais de perto, prestou mais atenção à beleza jovial dele. Sam tinha no rosto traços finos e leves em uma face pontuada por maçãs avermelhadas, apesar de no momento a palidez lhe envolver. A longa franja escura caia-lhe sobre a testa escondendo parcialmente a pele delicada.

Observou também os pequenos lábios rosados que unidos formavam uma pequena pétala de rosa convidando-o a um beijo.

Meu Deus! Que pensamentos são esses?

Estranhava sua atitude. Julgava ser efeito da aproximação com o outro aliado à carência natural de uma vida de caçadas no qual tinha apenas o medo como certeza. E, por alguns segundos exitou.

Mas, ao sentir o último resquício solar desaparecer arrancando a claridade do quarto, olhou para a distante janela vendo que a escuridão anunciava sua chegada mandando embora àquele dia.

— Está anoitecendo! — Falou preocupado.

Sam resmungou novamente. Dean voltou seu campo de visão para ele.

Isso não é hora para conflito moral ou pensamentos derrotistas Dean Winchester. — Recriminou-se.

Você vai ficar bem! Eu prometo.

Então, sem questionamentos ou desculpas, seus lábios delicadamente selaram os do outro. Devagar. Sem pressa.

Dee... Amo...

Sorriu feliz com aquelas palavras enquanto beijava-lhe os lábios escorregando também para as bochechas acompanhando a linha do queixo do mais novo em um semicírculo perfeito. Depois, voltava para os lábios e recomeçava novamente nas bochechas. A pele de ambos arrepiava-se com os toques.

Amo você!

Ah! Como era bom ouvir essas palavras! Sentia o corpo de Sam reagir aos seus beijos, seu próprio membro pulsava sob a calça jeans.

Acorda, Sammy! —Sussurrou no ouvido dele recebendo outro resmungo como resposta.

Então, apressando um pouco mais as coisas, desceu as mãos para a base da camisa de malha que o outro vestia retirando-a bem devagar e jogando em um lugar qualquer.

Dos lábios e rosto escorregou os beijos para o peito desnudo de Sam. Beijava a pele e contornava delicadamente os mamilos. Vez ou outra olhava para cima maravilhando-se com o balbuciar de palavras cada vez mais alto. Ele finalmente estava acordando. Queria mais dos seus gemidos e ouvir o clamor agoniado quando seu corpo possuísse o dele lentamente.

— Droga! Foco, Dean winchester! Mantenha o foco!

E lá vinham mais recriminações. O mais velho dos Winchesters amaldiçoava-se cada vez que pensava coisas do tipo. Ainda havia algo errado com sua lógica apesar de seu corpo reagir perfeitamente ao corpo desperto de Sam.

— Que pele macia você tem, Sammy!

Falava enquanto continuava com os beijos. Suas mãos que antes se ocupavam apenas da ação de despir, ganharam vida própria: ora apertavam e alisavam os braços e o abdômen de Sam, ora o apertava deixando um leve tom vermelho no lugar pressionado.

- Que... Quero... Você!

Ouvir aquilo lhe instigou ainda mais ao deleite. Instantaneamente, imaginou-se sobre o corpo maior segurando-lhe fortemente as coxas enquanto o estocava cada vez mais fundo. Sentiu seu membro latejar com o pensamento.

— Só posso está enlouquecendo!

Como podia está gostando de tocar o próprio irmão? De imaginá-lo sob o seu corpo consumido pelo prazer, arfando em êxtase?

— Dean... O... que... Você está fazendo? Sam perguntou diante do irmão parado sob si, sentindo falta dos carinhos que há a minutos passados o despertaram do estado de inconsciência.

O loiro parou. Sam finalmente havia acordado, mas estava fraco e ainda pálido. Mal tinha forças para falar. Mas, precisava continuar com o que começara somente pelo bem do mais novo, apenas para salvar sua vida e nada mais. Depois conversariam sobre os motivos que o levou a possuí-lo, então a vida de ambos seguiriam o curso de antes. Repetia isso internamente tentando convencer a si mesmo, ainda brigando com os pensamentos que tinha em relação ao mais novo. Olhava-o sem foco, perdido em seus pensamentos.

— Você... Es-está bem?

Diante do olhar do mais velho fixo nos seus, Sam reuniu as poucas forças que tinha perguntando novamente, ainda preocupado.

Acordando de seu duelo interior, Dean aproximou-se do mais jovem colando sua boca no ouvido no dele. Bem mais do que antes. Falou sério tentando esconder a ânsia que sentia pelo momento do ato.

— Primeira resposta: ainda não estou fazendo nada, irmãozinho! Ainda! Segunda resposta: eu estou excelente agora que você acordou.

Sem esperar aquela resposta, o moreno fechou os olhos por alguns instantes suspirando de desejo, pois finalmente o torpor lhe fugia os sentidos e tinha noção do que estava acontecendo. Mesmo assim, apesar das sensações oferecidas ao seu corpo, tentou não se iludir e, enquanto Dean estava assustado pelo fato de tocar o irmão, ele estava assustado pela realização do seu sonho: ser amado sem barreiras pelo mais velho dos Winchesters.

— Isso... só pode ser... Um sonho. — Falava ainda mantendo os olhos fechados.

— Então, vamos dá mais ênfase para que você acredite que não está sonhando. – Falou-lhe ainda com os lábios encostados em seu ouvido.

Sem aviso prévio, ergueu mais o corpo e tocou a ereção do caçula com a sua em um atrito lento e torturante. Ouviu-o gemer alto e dessa vez foi bem melhor do que os outros sons que ouvira porque ele estava acordado.

Sammy! — Sussurrou.

Observava o rosto do moreno encantando-se com seu semblante entregue, admirando a beleza que antes passava desconhecida aos seus olhos. Esfregava-se e olhava-o com devoção percebendo que o seu tom pálido esvaia-se dando margem a uma pele corada e maçãs do rosto com um vermelho acentuado.

Como você é doce, Sam!

Estava completamente inebriado. Aquela criatura sob si sabia seduzir com seu jeito simples. Cada vez mais impulsionava o corpo contra o dele sentindo. As mãos de Sam ergueram-se e timidamente lhe segurou os quadris, ajudando-o na massagem íntima.

— Dean! Quero você! Preciso! De você!

Falou sem o cansaço de minutos atrás. A maldição começava a mostrar os indícios de cura.

— Você me terá!

Cessou o contado e ergueu-se sobre o corpo maior. Levou as mãos até o elástico da calça de moletom descendo-a devagar junto com a boxer maravilhado com a ereção gritante do mais novo precisando de alívio urgente.

— Uau! O pequeno Sammy realmente cresceu.

Falou com seu típico sorriso de lado fazendo Sam abrir de repente os olhos e lhe olhar sério.

— Nem adianta me olhar desse jeito, maninho! Eu não disse nenhuma mentira.

Envergonhado com essas palavras, o caçula tentou levantar sendo barrado por Dean que o segurou nos pulsos forçando seus braços para cima da cabeça.

— Apenas brinquei, Sammy! Agora, isso não é brincadeira.

Rapidamente desafivelou o cinto de sua calça e a retirou junto com a boxer temendo que Sam se levantasse. Mas, o caçula nem se mexeu, apenas observou a tudo atentamente.

— Ah!

Sam gemeu quando as mãos de Dean seguraram novamente seus pulsos enquanto deitava o corpo sobre o seu fazendo suas ereções se tocarem e roçarem uma na outra. O contato sem o tecido da roupa era ainda mais prazeroso, especial.

— Dean! Eu te amo!

Deus! Nunca pensou ouvir isso de alguém e o melhor: sabia que era verdade.

O fato do caçula está consciente tornava o ato mais especial. Sim! Tornava, porque agora queria a consumação do ato, talvez tanto quanto Sam, quem sabe! A questão é que não podia mais parar. Não ia. Precisava sentir mais e além, queria dá prazer a ele e refugia-se depois em seu próprio prazer.

Não era estranho sentir isso. Um pouco assustador apenas, pois as recriminações ainda estavam lá escondidas em seu âmago solitário. Mas, sem força, sem voz ativa. Sam acalmava seu eu "doente".

Uma vez um cara do tipo de Sam tentou agarrá-lo em um dos vários bares pelo qual passou. Tinha certeza que no outro dia o dito cujo acordou sentindo fortes dores em todo o rosto pelos socos que levou.

No entanto, ali era diferente. O que parecia errado, incapaz de acontecer e principalmente impossível, revelava para si um lugar acolhedor e tranquilo onde ele queria está para sempre. Pensava se deliciando com os gemidos cada vez mais altos do caçula enquanto, em vão, ele tentava libertar os pulsos do domínio do loiro.

— Desculpe-me pela brincadeira, Sammy! Deixe-me amá-lo como você quer. Como você merece.

Dean percebeu que o mais novo parou de resistir ao ouvir aquelas palavras. Sem perder tempo, desceu os braços dele às laterais do próprio corpo e pôs-se entre as longas pernas torneadas, abrindo-as e acomodando-as em seus ombros. Levou três de seus dedos aos lábios dele.

Sam entendeu prontamente. Sugou os dedos com avidez lambuzando-os com saliva.

Após a ação o mais velho levou um dos dedos à entrada intocada do irmão.

— AH!

— Calma, maninho! Confie em mim!

Lentamente, penetrou-o com o dedo sempre atento às suas expressões. Mas, afoito, uniu os outros dois ao primeiro.

— AH! AH! — Sam gritou apertando os olhos.

- Shhh! Desculpe, Sammy! Vai passar.

Bem devagar Dean impulsionou os três dedos no irmão e se antes a crise de consciência e de ética o açoitava, isso não mais acontecia. Ansiava por estar dentro do mais novo. Salvar sua vida era algo que lhe dominava os pensamentos, mas não negava que está ali em Sam e com Sam o preenchia como pessoa, como alma. Algo novo transcendia do amor fraternal há tantos anos devotados ao caçula. Será que esse sentimento sempre esteve ali?

Alguns minutos depois, quando não havia mais dor ou incomodo no semblante do irmão, retirou os dedos vestindo a camisinha no membro completamente rígido e modéstia a parte, avantajado.

Antes, quando saia com as belas garotas aos quais escolhia para o seu bel prazer, sentia-se como o charme e a sedução em pessoa. Ficava com elas apenas para satisfazer o corpo. Agora era diferente. Sam não era uma das quaisquer que saíram com ele, era alguém que fazia parte de sua vida desde sempre.

— Prometo ser cuidadoso!

E assim o fez. Preencheu lentamente o moreno se deliciando com os sons emitidos, os gemidos roucos e o prazer estampado naquele rosto tão seu.

Sam! — Gemeu sentindo-se esmagado naquele interior quente, apertador e acolhedor. Era como está em "casa", em um lar só seu.

— Vem Dean!

Envolveu suas longas pernas na cintura do mais velho trazendo-o mais para si. Agarrou-lhe pelo pescoço, gritando em resposta por senti-lo mais fundo, mais íntimo.

— Ah! Amo você, Dean!

— Só estamos começando. Ainda vou te ouvir se declarar mais.

E a dança começou. Ergueu o quadril descendo contra o corpo maior. Seguindo com sucessões de vai-e-vem, estocando-o devagar, a princípio para depois aumentar o ritmo das estocadas à medida que a dor inicial sentida pelo moreno dava lugar a uma onda quente e vibrante de prazer. Seus corpos suavam avançando no embalo dos minutos que trazia cada vez mais escuridão àquele quarto.

— Dean! Dean! Dean!

Gemia em seu ouvido, circulando os braços nas costas brancas e macias do mais velho, vez ou outra o arranhando. Mantinha-o aprisionado entre suas pernas, fazendo as estocadas irem cada vez mais fundas. Sentia-se vivo, renovado, amado.

Droga!

Dean xingou-se em pensamento. Sentia seu gozo aproximar-se, mas queria gozar junto com o irmão. Sendo assim, apoiou os braços flexionando-os em cada lado da cama e ergueu um pouco o torço para observar melhor o rosto de Sam que confuso, olhou-o perguntando em seguida:

— Dean? O que está fazendo? — O mais velho sorriu antes de responder:

— Isso!

Ergueu totalmente o quadril retirando quase todo o membro do interior do mais novo e penetrando-o novamente.

— Ah! Dean!

Soltou-se do abraço no mais velho segurando firme em seus ombros.

— Grita Sammy! Grita para mim! Vamos gozar juntos!

E dizendo isso, continuou a estocá-lo forte e preciso, erguendo e descendo o quadril rapidamente, deliciosamente, sempre atento ao rosto do irmão.

Ele gemia, respirava com dificuldade e jogava a cabeça para trás. Dizia que o amava, que o queria, que era só seu.

Dean observava a tudo com carinho, sentindo aquele mesmo sentimento que dominava o medo, ganhar mais forças dentro de si. Aquele sob si, tão entregue, tão apaixonado, era o caçula ao qual devotava sua vida e que tinha ido até mesmo para o inferno por ele. Foi e iria novamente se preciso. Morreria pelo garoto sem pensar, sem pestanejar. E agora, somente agora, depois do acontecido com o moreno por causa da maldição de Hert Zebert, estava assustado com o sentimento recém-desperto. Aquele velho e já conhecido amor pelo caçula descobria que era muito mais do que fraternal. Sentia-o rasgar dentro seus sentimentos, tomar todo o espaço de seus pensamentos e o vazio que antes lhe ocupava a alma.

"Está errado, Dean! Isso quer dizer que você não acordou para esse amor. Acredito no seu amor fraternal e na sua preocupação por Sam, mas acredite: o que você sente por ele agora, não é nem a metade do que sentirá se permitir que esse sentimento acorde."

As palavras de Missouri ecoavam por sua mente. Será que foi isso que ela quis dizer? Sempre esteve apaixonado pelo irmão?

Não se arrependia de amá-lo. Não amaldiçoava as palavras da mulher que só tentou ajudar.

Sammy! Como vamos viver esse amor?

Estava difícil manter os olhos abertos. O gozo se aproximava.

— Vamos irmão! Goza comigo!

E como uma obediência de ambos os corpos, os dois chegaram ao ápice juntos abraçando-se durante o vertente líquido que escorria de seus membros.

O êxtase passou. A calmaria se fez presente. Ainda abraçados, respiravam com dificuldade. O quarto mergulhara na mais profunda escuridão.

— DEAN!

O grito do caçula deixou o mais velho em alerta. Dean soltou-se rapidamente do abraço olhando para o mais novo. Assustou-se com o véu negro que pairava sobre todo o corpo de Sam. Observou que mais daquele plasma escurou soltava-se dos poros da pele morena e unia-se ao véu errante.

De repente a coisa saiu completamente do caçula e sumiu no ar desaparecendo completamente.

— Dean! — Olhou para o rosto do irmão tão amado e sorriu, antes de desmaiar.

— SAMMY!

Devagar, saiu do interior do caçula sentando-se ao seu lado. Verificou a pressão arterial, os batimentos cardíacos e a temperatura do corpo. Sam estava bem. Na verdade, melhor do que antes. Então, o que foi que aconteceu? Foi então que lembrou das palavras de Bob:

"A garota que o Sam ama, não é qualquer uma. Ela é especial. Está ligada a ele desde sempre. Os registros que encontrei são bem específicos. Somente a outra parte de sua alma pode libertar aquele que foi atingido pela maldição do demônio do caos."

Esquecera-se desse detalhe. Pelo que Bob descobriu, Sam e ele eram almas gêmeas e somente um amor tão puro assim quebraria a maldição de Hertz Zebert.

Levantou ainda sem roupas e foi até o banheiro. Segundos depois regressou ao quarto com uma toalha úmida. Limpou gentilmente o abdômen do irmão, erguendo o edredom sobre seu corpo despido. Ligou o abajur quebrando a escuridão do quarto. E como último ato de cuidados antes de cuidar de si, foi em direção à janela. Abriu-a deixando que o vento frio da noite velasse o sono daquele garoto que tanto amava.

— Descanse, meu Sammy! Descanse!

Falou próximo à cama e contemplando por alguns segundos o seu rosto adormecido.

Motel Vinance, meia noite.

Ao longe, o badalar do relógio de uma igreja não muito distante se fazia ouvir. Dean se concentrava no barulho, aliviado que essas mesmas badaladas não fossem um presságio da morte do seu caçula.

"Alimentar-me-ei do seu sentimento mais puro menino e em um prazo de três dias, o fogo de sua vida se extinguirá junto com sua beleza e juventude."

Seu corpo se arrepiou ao lembrar as palavras do demônio. Há exatos três dias nesse mesmo horário, uma maldição quase lhe tirou o irmão amado. Mas, por que lembrava tanto isso desde o mais jovem desmaiou? O pior havia passado, dera a Sam o que ele mais queria, Tinha satisfeito as vontades do seu sentimento mais puro. Talvez se sentisse assim pelo fato desse sentimento ser o amor não fraternal que o garoto nutria por ele. Talvez se sentisse assim pelo fato de descobrir que eram almas gêmeas, complemento um do outro. Logo ele, Dean winchester, que nunca acreditou em romances ou amores impossíveis, sentia-se completamente tocado pelo que aconteceu entre ele e o mais jovem. O Sentimento que Missouri falara que ele sentiria por Sam, dava "as caras" sem nem mesmo pedir permissão.

O vento frio que soprava era a única testemunha dos seus pensamentos aturdidos, pois o céu escurecera sem o brilho das estrelas e a lua guardava-se ao momento de sua fase cheia.

Fazia frio naquela noite. Vestido em um pijama de linho, sentia a carícia gelada do vento noturno. No entanto, não estava tão frio se comparado à frieza dos seus medos, causado pelo turbilhão de emoções que o envolvia, emoções que rasgavam a máscara de irmão mais velho mostrando o que sempre sentiu pelo irmão. Mas, foi preciso um demônio e uma vidente para lhe fazer enxergar isso. Seus sentimentos pertenciam somente a um dono: Sam, seu Sammy!

— Humm! — Ouviu um gemido fraco no mesmo instante em que a décima segunda badalada do relógio cessava. Olhou para o irmão que se remexia lentamente. Estava acordando.

Quando Sam abriu lentamente seus olhos, encontrou um par de olhos verde-esmeralda o observando com carinho, cuidado e amor. Mas, Dean parecia olhá-lo diferente. Percebeu, mas resolveu não comentar. Pelo menos ainda.

— Como se sente, Sammy! — A voz do mais velho era carinhosa.

— Bem! Acho que dormi o bastante para compensar as noites que passávamos acordados. — sorriu ao final da frase recebendo outro sorriso como resposta.

— Eu sempre achei lindo o seu sorriso. Principalmente quando ele mostra essas duas covinhas que você tem na bochecha. — O loiro baixou a cabeça após o comentário.

— Dean! Posso te perguntar uma coisa? — Estava inseguro.

— Como, Dean... — Pausou — Como você descobriu meus reais sentimentos em relação a você?

— Vou te contar, mas primeiro deixe-me acomodá-lo melhor para conversarmos.

Dean ajudou o moreno a se acomodar no encosto da cama e lhe cobriu até a cintura. Apesar de ter sido vestido pelo mais velho, ainda estava se recuperando dos efeitos da maldição e todo cuidado com sua saúde era pouco.

— Tudo começou quando você desmaiou no cemitério em que caçamos o chefe indígena Waca-Waca...

O mais jovem ouviu a tudo atentamente. Quando o irmão terminou, respirou fundo e mesmo triste, falou:

— Dean, eu te amo. Acho que desde sempre, desde que eu estava na barriga da mamãe, pois o papai me contava que quando eu estava agitado, chutava-a muito, mas era só ouvir sua voz ou sentir o contato com sua pequena mão tocando o ventre dela que eu me acalmava e parava de me debater. Eu te amo tanto, tanto... Que às vezes chega a doer, mas eu não quero que se sacrifique ainda mais por mim. Você é o meu irmão e eu o deixo livre para seguir pelo caminho que você vem seguindo sempre: caçar e sair com belas mulheres.

Ao terminar de falar, Sam tinha a cabeça baixa em uma tentativa inútil de esconder as lágrimas. Dean o segurou pelo queixo, enxugando-as. Olhou fixo em seus olhos e falou:

— Eu nunca tinha feito amor em toda a minha vida, até fazer esta tarde com você. Eu nunca ouvi eu te amo dito com tanta verdade, até ouvir dos seus lábios mesmo você estando tão fraco, mas principalmente, eu nunca quis tanto estar com alguém, como eu quero está com você Sam Winchester e isso me apavora porque eu sei que somos irmãos.

— Somos mais que irmãos, Dean! Somos parte um do outro e você sabe. — Ambos temiam o rumo daquela conversa.

O loiro balançou a cabeça e suspirou pesadamente.

— Por favor, Sammy! Dê-me um soco se eu fizer o que estou com vontade de fazer novamente com você! Mande-me sair de perto antes que eu não resista e te toque novamente!

O caçula sorriu diante daquela confissão. Sim! Conhecia o homem que amava e aquelas palavras, aquelas aflitas palavras eram a confissão de um homem que também descobrira o amor, mas ainda o temia.

Sendo assim, Sam segurou o rosto dele com as duas mãos acariciando levemente. Depois, beijou-lhe os lábios sendo prontamente correspondido.

— Dean, tem certeza? — perguntou diante dos sentimentos estancados do mais velho.

— Eu nunca tive tanta certeza em minha vida. Eu quero você, Sammy! Eu amo você!

E naquela noite, novamente gemidos e sussurros se refugiaram entre aquelas paredes. Amaram-se sem medo, sem medida, sem julgamentos.

Uma semana depois, os winchesters visitaram Missouri e contaram o que aconteceu entre eles. Ela vibrou pelos garotos e esqueceu completamente o que tinha contra o mais velho.

Um mês depois foi a vez de contar para Bob e apesar de temerem serem rejeitados pelo melhor amigo e pai. Precisavam ser honestos.

No entanto, Bob os amava como filhos e aqueles garotos crescidos mereciam toda a felicidade que um podia dá ao outro.

Sam e Dean seguiram juntos e juntos permaneceram. A vida de caçador era difícil, mas sabiam que tinham os braços um do outro para se refugiarem, para se entregarem. Permaneceram juntos alimentando aquele sentimento que só crescia em suas almas, caso fosse possível algo tão profundo crescer mais.

E quando essa mesma vida de caçador os levou para um plano imaterial, partiram juntos tendo o céu como limite. Lá ninguém nunca tentaria separá-los. Lá, suas almas realmente se completavam, formando a unidade separada no momento de seus nascimentos.

No céu, o eu te amo nunca era uma palavra repetitiva para se dizer.


Boa noite!

finalmente essa fic chegou ao fim. Era para ser uma one-shot, mas as ideias não deixaram. enfim, ela foi insírada na fic "Sexo, sangue e magia" da escritora Mystik. Caso ainda não tenham lido, não sabem o que estão perdendo. A história realmente é emocionante.

Segunda-feira vou postar mais um capítulo de Sweet august. Aguardo vocês.

Uma excelente noite de sábado e um domingo melhor ainda.

Beijos.


Respondendo aos rewies:

Patrícia Rodrigues - Oi, Patty! como sempre o Dean muito devagar, né? Espero que você goste do terceiro e último capítulo. Beijos, amiga!

Priscila - Não, é? Ô Dean sem noção! Rir diante de um assunto tão sério? Beijos e espero que goste do terceiro e último capítulo. Beijos!

Casammy - Yes, my friend! Dean will surely leave the machismo aside by her sweet Sammy!
He loves this kid and nothing is more important than the welfare of him.
Let's see what happens in the third and final chapter. Kisses, beautiful.


Patrícia Rodrigues, Casammy, Pérola fics, Ingrid Mariane Black cullen, Priscilla, vitorinha Winchester, Totosay de cueca, obrigada gente pelos seus rewies, carinho e aceitação. Espero vocês em meus próximos trabalhos ou nos MPS ou twitters da vida. kkkkkkkkkkk

Beijos e aplausos para vocês.