Cenas do capítulo anterior:
No instante seguinte, ela virou o rosto e viu Harry se aproximando, cutucou Rony, que também olhou. De súbito, Rony foi ao encontro do moreno e o puxou para fora do Salão. Correram alguns corredores, e foram parar no dormitório da Grifinória, que se encontrava vazio.
O ruivo apertou Harry contra a parede. Encarou aqueles olhos verdes profundos e o moreno os fechou e entreabriu os lábios. Rony não correspondeu ao pedido.
- x;x;x;x;x -
- Harry, abre o olho - pediu Rony, com uma voz carinhosa. Harry abriu e o encarou. - Não posso mentir pra você. Não posso dizer que o que sinto por você é "amor".
O moreno virou o rosto. Não podia ser, ou melhor, podia. O momento em que ele colocava todas as esperanças tinha ido ao brejo. Rony não ia ser o que Harry pretendia. E agora a amizade deles estava caminhando para o fim. Sentiu vontade de chorar, mas não conseguia. Não com aqueles olhos azuis o encarando ternamente. Desejou que Rony fosse mais duro com ele. Ser carinhoso e terno só piorava a situação. Agora ele ardia de ódio. Por que ele não podia ser correspondido? Ele era menos do que os outros humanos? Ele não era merecido de "verdadeiro amor"? Se desvencilhou dos braços do ruivo e subiu a escada do dormitório. Rony não se mexeu.
Harry se deitou na cama e continuou a pensar na vida. O quanto ela poderia ser cruel. O quanto podia fazer uma pessoa sofrer. O quanto poderia magoar. Essa era a perfeita palavra que traduzia todos os sentimentos de Harry em um só: Fúria, Raiva, Ódio, Amor. Em pensar que Dumbledore achava que o amor era a solução perfeita para tudo. Queria ver só. O amor dessa vez não foi a solução. Foi a causa dos problemas. Não interessava a hora, pois era um sábado. Poderia ficar quanto tempo quisesse naquela mesma posição, refletindo o quanto a vida poderia ser injusta. Queria cavar um buraco e se enterrar dentro. Não queria encarar mais Rony, e sim imaginar, devanear o quanto eles seriam felizes se tivessem ficado juntos. Mas um homem não deve viver só de ilusões. Algo ele aprendeu com o Espelho de Ojesed. Mas daria tudo para tê-lo mais uma vez, e poder ver o seu desejo mais íntimo, materializado no além do vidro.
O tempo tinha parado. Não soube dizer quantas horas, dias, talvez meses e anos tinha passado na mesma posição. As pernas formigavam. Quase não percebeu uma pequena voz que tentava tirá-lo de seus vagos pensamentos.
- Harry - a voz se aproximava. - Precisamos... - a voz conhecida agora parecia mais grave. - ... terminar nossa conversa! - terminou Rony, tomando fôlego depois da rápida subida ao dormitório.
Harry fingiu não ter ouvido.
- Harry - falava Rony, agitando o amigo na cama. E ele tentou ignorar Rony, mas ele continuou insistindo e Harry se sentou.
- Veio passar mais algo na minha cara?
- Eu não vim e nem passei algo na sua cara. De onde você está tirando uma maluquice dessas?
- Você deveria saber.
- Harry, como disse, confesso que não sinto nenhuma atração sexual por você...
- Isso você não precisava ter repetido.
- ...mas pensei muito e decidi tentar um relacionamento mais íntimo - continuou Rony, ignorando o comentário do moreno.
Harry parou. A vida, afinal, não era tão injusta assim. Tirou-lhe os pais e a infância, mas lhe deu alguém de quem gostar. Que não fosse totalmente correspondido, mas que ia se esforçar para ser. Fazendo uma tremenda força, o moreno abraçou o amigo.
Harry entreabriu os lábios, com um pedido mudo que precisava ser atendido. Dessa vez Rony aceitou. Os lábios de Harry tremiam junto com os de Rony ao se tocarem.
Rony estava vivendo uma sensação única. Nunca havia se imaginado beijando um homem. Beijando Harry. Para ele, beijar Harry era mais estranho até do que beijar Hermione. Já Harry estava concretizando os seus devaneios dos últimos meses. Dessa vez era tudo real. Não precisaria mais se satisfazer em pensamentos abstratos. Sua relação com o ruivo subia para um novo nível. As carícias ficaram mais profundas.
- Harry, acho que não é uma boa idéia nós fazermos... isso... aqui no dormitório. Quer dizer... já pensou o Simas chegar aqui e ver nós dois desse... jeito?
- A Hermione deve estar cuidando de tudo, creio eu. Não vamos nos preocupar com isso.
- Então tá bem.
Harry tornou a passar as mãos pelas costas de Ron e tirou sua camisa, deixando-o com o tronco nu. O ruivo fez o mesmo com Harry. As carícias continuavam, Rony já ia e voltava dentro da calça de Harry, que alisava as pernas torneadas do amigo. O moreno tirou com calma a calça e a cueca boxer de Rony, deixando ele completamente nu. Harry já havia visto muitas vezes, mas agora era diferente. Ele não via mais Ron como amigo, e sim como amante, namorado. Rony parou o vai-e-vem dentro da calça de Harry, para tirar sua calça e sua cueca samba-canção, deixando ele no mesmo estado em que estava. Rony se deitou por cima de Harry, ambos completamente nus.
O beijo agora era quente, como uma coisa que precisava ser liberada a qualquer custo. Rony ia descendo as carícias com os lábios para o pescoço. Harry gemeu. Era muito melhor na vida real do que em seus sonhos.
- Ahhhh! Rony agora lambia cada mamilo rosado de Harry, fazendo-o gemer mais alto. E desceu até a barriga, passando a língua pelo umbigo e pelos pêlos* que se alojavam naquele lugar. Foi seguindo e passou os lábios pelo membro já ereto do moreno, que gemeu alto.
- Ahhhhhhh!
Rony abocanhou o membro de Harry de uma só vez. Sentiu aquele gosto salgado de outro homem em sua boca. Um gosto que jamais pensou que provaria. E que gostaria. Harry se encontrava sentado, aproveitando ao máximo aquele momento, com medo de que não passasse de um sonho. O sonho mais real que já tivera.
- Ahhhhhh... M... Mais...!
Rony ia e vinha com o delicioso membro em sua boca. Descia com as mãos pelas costas de Harry, arrancando mais gemidos de prazer do moreno. Rony passou a rodear o ânus de Harry com a ponta do dedo indicador. Harry estremeceu, mas mexeu os quadris, fazendo um pedido mudo que foi prontamente atendido por Rony, que introduziu devagar seu dedo no apertado interior de Harry. O menino-que-sobreviveu deixou escapar um gemido de prazer e dor, que excitou ainda mais o ruivo.
Ainda saboreando Harry, Ron jah enfiava dois dedos no interior de Harry, arrancando somente gemidos de prazer de Harry. Sentindo que estava pronto, Harry se deitou, tirando seu pênis pulsante da boca de Ron. Abriu bem as pernas, e esperou Rony dar o próximo passo.
- Harry, podemos parar por aqui se você quiser - disse um Rony, mais ternamente e preocupado.
Harry não respondeu, mas o desejo corrompia seu corpo. Rony se levantou e se posicionou frente a Harry. À medida que abria espaço no interior do moreno, deste saíam lágrimas. Lágrimas de dor. Parou por um instante.
- Harry, você tá bem? Está chorando! - falou Rony.
- É claro que eu tô chorando! Você acha que não dói? O prazer é mil vezes maior e melhor. Agora anda, antes que eu enlouqueça e desista disso! - Harry tentou parecer o menos bruto possível, mas, às vezes, seu namorado o irritava. Precisava parar justo na hora mais dolorosa? Isso saiu diferente de seus devaneios. Sabia que a primeira vez anal doía muito, mas já experimentou tantas vezes em seus devaneios que julgava estar acostumado. Agora ele soube que isto não era verdade.
Com a resposta do amigo, Rony continou a penetrar com cuidado Harry. Tinha medo de machucá-lo. Harry soltava gemidos de dor, o que fazia Rony ficar cada vez mais excitado. Em pouco tempo, Rony já havia introduzido todo o seu membro enrijecido em Harry. Parou por um momento, esperando o moreno se acostumar com aquele volume novo em seu interior. Harry já tinha posicionado as duas pernas nos quadris de Rony, fazendo com que seu pênis encostasse a virílha de Rony, deixando escapar um gemido de prazer. O garoto mexeu os quadris, indicando que já estava pronto para as investidas de Rony.
O ruivo estocava lenta e profundamente Harry, que já enlouquecia de prazer ao sentir a penetração. Os gemidos de dor eram substituídos pelos gemidos de puro prazer, e Harry forçava o ruivo a ir mais rápido.
- Ahhhh! Maiss... Ahh, Ronn! Rooon!
Ouvindo seu nome nos gemidos de Harry, o ruivo passou a estocá-lo cada vez mais rápido arrancando gemidos de prazer dos dois ao mesmo tempo.
- Ahhh! Ahhhh!
Rony se deitou por cima de Harry, penetrando-o com mais voracidade. E sentiu, com mais nitidez, o membro ainda pulsante de Harry, que clamava por atenção. Ainda deitado por cima do moreno, Rony começou a masturbá-lo. Não pode ver a expressão no rosto de Harry, pois seus olhos já estavam embaçados pelo imenso prazer que sentida, e acreditava que Harry estava sentido o mesmo.
Não demorou muito para que Harry soltasse seu último gemido antes de se derramar nas mãos de Rony, que levou até a boca. Ao sentir o interior de harry contraído pelo orgasmo, Rony procurou ao máximo chegar ao orgasmo também, pois julgava que não seria confortável para Harry aguentar por muito tempo. Seu desejo se realizou e ele se derramou no interior de Harry.
Beijou-o intensamente, fazendo Harry sentir do seu próprio sabor. A língua de Harry percorria cada milímetro da boca de Rony, buscando sentir o máximo possível. Rony tirou seu pênis de dentro de Harry, soltando mais um gemido do amigo. Estavam exaustos, nus, enroscados, e a única coisa que puderam dizer antes de adormecer foi "Você é o melhor amigo que eu podia ter".
N/A: Simples devaneios, que mudaram a vida dos dois amigos inseparáveis de Hogwarts. Só espero que os dois não deixem a Hermione de lado... O que será que o Malfoy tem a ver com essa história? Como será a vida dos dois daqui pra frente? Não percam o próximo capítulo!
Agradecimentos especiais a: Umbreon-chan e J. P. Malfoy. pelas reviews! Obrigado por acompanharem minha primeira fic! Deixem mais reviews! Gostaria de saber o que vcs tão achando! Críticas, sugestões, dúvidas e reclamações! Tudo é bem vindo :P
Bjs
Paulo :P
