4ª Excessividade- Admirar corpos nus pela manhã

Foi no começo do quinto ano que os marotos enfim tornaram-se animagos para acompanhar Remus Lupin as suas aventuras lupinas.

Forçado a ser acompanhado, os três seguiram a casa dos gritos. Quando as cores dos olhos de Remus mudaram de mel para cinza e ele soltou um gemido de dor, os dois entenderam que era hora de mudarem. Foi a primeira vez Remus viu a transformação dos amigos e quando Sirius tornou-se um cão enorme e peludo, não pode deixar de sorrir pelo canto da boca. Antes de transformar-se completamente, o cão piscou para o menino.

Houve sangue. Como sempre. Remus estragava a casa mas hoje, com a presença dos animais, ele resolveu se machucar.

E os olhos de Sirius Black lacrimejavam sempre que via um corte sendo feito na pele do lupino. Ele dizia não dentro de sua cabeça e lembrava que não podia fazer nada sobre aquilo.

Mas ele era Sirius Black, e para Sirius Black tudo em relação ao lupino era possível. Aquilo estava além dos limites da amizade. Pulou na frente do lobo e quando este ia se cortar com as garras, acabou atingindo o cachorro. Ardeu, sangrou, e ele achou que ia perder todo o sangue. Pelo menos todo o sangue que circulava no pescoço.

Passou a noite meio tonto, Prongs tentando controlar o lobo sozinho, sabendo que naquela noite não poderia pedir ajuda ao cão.

A noite se passou e mais ou menos às cinco da manhã o lobo transformou-se e voltou a ser menino, e Prongs caiu no chão dormindo, só acordando na hora do almoço.

Por volta das sete horas da manhã Sirius acordou. Estava pelado e colocou sua cueca, mas cansado demais para terminar de por o uniforme.

Observou os amigos e deu-se conta de que Remus havia rasgado suas roupas na transformação, e estava encolhida na unica cama da casa. Pegou a capa de seu próprio uniforme e andou até o menino, cobrindo-o. Viu os músculos dele relaxarem com o quente da capa.

Deitou-se ao seu lado na cama de casal. Nunca tinham tido tanto intimidade quanto naquele dia, mas foi extremamente bom.

Sirius observou o peito de Remus subir e descer, e acompanhou com o dedo as cicatrizes recém adquiridas. Pobre Remus, pensou.

Ficou um tempo lá, alisando as cicatrizes de Mony e admirando seu belo corpo durante o que pareceu horas.

Sentiu Remus acordando e transformou-se em cachorro.

Lupin virou-se para o lado e qual foi sua surpresa ao ver um cachorro dormindo de barriga para cima ao seu lado. Sorriu e, não resistindo à tentação, começou a acariciar a barriga do cão.

Sirius não estava dormindo, mas esqueceu-se de manter sua forma animaga enquanto se perdia mentalmente nas caricias do amigo.

- Seu cachorro safado - Remus murmurou, descobrindo que Sirius estava acordado. Black sorriu pelo canto dos labios.

- Não sou eu que estou fazendo carinho... - Sirius sussurrou, fazendo o moreno corar e afastar a mão.

Passou-se alguns minutos e Remus, desistindo de não manter contato, abraçou o moreno de lado, afundando o rosto em seu pescoço. Escutou um suspiro de dor e abriu os olhos.

- Fui... eu? - Remus sussurrou, observando o corte no pescoço do moreno. Lacrimejou e acabou deixando uma lagrima cair. Que foi limpada pelo amigo.

- Está tudo bem agora. - murmurou ao seu ouvido, e apertando os braços em torno de Remus.

Remus Lupin estava agora analisando o corte e, vendo que Sirius fechava os olhos e pegava no sono, beijou o corte, tentando se redimir.

Mas Sirius Black não estava dormindo.

E sim aproveitando o choque de eletricidade que percorrera o seu corpo no momento em que os lábios do pequeno tocou seu pescoço.

Remus Lupin era um safado ingênuo e Sirius Black um safado aproveitador.

Só tinham certeza de uma coisa: a partir daquele dia, todas as manhãs de lua cheia seriam felizes.