7ª Excessividade- Não dividir cama com ninguém
Sirius Black esteve, depois de Azkaban, escondendo-se por mais de um ano. Anos sem dormir em uma cama decente e tudo que ele queria, era jogar-se na cama de seu antigo quarto.
Subiu as escadas, deixando Molly cuidando da cozinha e Arthur dos quartos, e entrou no seu quarto.
Foi aí que viu.
E soltou um palavrão quando viu. Seguido de uma serie de gritos, como:
- QUEM FOI QUE DORMIU NA MINHA CAMA? NINGUEM, NINGUEM DORME NA CAMA DE SIRIUS BLACK! - e gritando, desceu as escadas. Foi até Molly, que já tinha escutado os gritos, e gritou outra vez.
- Black! Comporte-se! Não sei, não faço ideia de quem tenha dormido na sua cama! Agora, diga Olá ao senhor Lupin, que veio te visitar! - e apontou para as costas de Black. Parado na porta, meio corado, encontrava-se Remus Lupin. Não se viam há quase dois anos, quando Remus o salvou de ser morto pelo próprio afilhado.
- Posso conversar com você... Lá em cima, Paddyfoot? - Sirius tremeu da cabeça aos pés ao escutar novamente o apelido carinhoso da época de garoto. Afirmou com a cabeça e subiu ao encalço de Remus até seu quarto, no segundo andar.
Remus chegou ao quarto e corou ainda mais.
- Fui eu. Perdão, Sirius. - Começou
- Você o que...?
- Eu venho dormindo aqui. Desde... Bem, desde que James... - lacrimejou. Não devia ter tocado no assunto.
- Você... você, dorme aqui? - engoliu em seco. - Por que, Moony?
- Eu... eu... - Remus corou ainda mais.
- Diga, Lupin! - chegou mais perto do lupino, ameaçador.
- Eu não consigo dormir sem sentir seu cheiro, Black! - e encostou-se à parede. Com a cabeça para cima, como se pedisse ajuda a Merlin para ajudá-lo.
- Eu... Ah, Moony - e sentou-se na cama, combrindo o rosto, chorando. Soluçando como se suplicasse ajuda de qualquer pessoa.
- Não, por favor, Sirius... - e sentou-se ao seu lado, abrançando-o.
Ficaram lá por uns 10 minutos, chorando, simplesmente porque chorar fazia bem.
Quando todas as lagrimas pareciam ter sido derramadas, Sirius fungou. Respirou bem fundo, no pescoço de Remus e levantou a cabeça.
- Você tem um cheiro delicioso Remus Lupin. - e chegou mais perto do rosto de Remus. Ficou lá, pensando se avançaria ou não quando foi surpreendido mais uma vez pela coragem de Lupin, que quebrou a distancia entre os dois e colou seus lábios nos lábios do moreno. O seu moreno.
- Remus, você... - a frase foi cortada por mais um beijo do lupino.
- Sim?
- Seja meu, por favor - ele sussurrou, sendo beijado outra vez
- Droga Black - ele parou de beijá-lo, para deitá-lo na cama, ficando por cima do moreno - Faz um bom tempo que eu sou seu.
E os dois se beijaram outra vez. Dessa vez sem timidez nem tristeza, e nenhuma doçura. Os dois depositavam naquele beijo todo o desespero e toda a fera que existia neles. Havia saudade, selvageria e amor.
Chegou a um ponto do beijo em que era simplesmente impossível continuar do jeito que eles estavam e, sem nenhuma paciência, as roupas foram tiradas e jogadas longe.
Sirius Black segurava Remus como se nunca fosse soltar, deixando marcas roxas no lupino.
Remus Lupin não fazia diferente.
Aquela noite não teria fim.
(continua no proximo capitulo)
