Angels of the Sea
Disclaimer: Saint Seiya não nos pertence, todos já sabem disso.
Summary: O que aconteceria se o Imperador dos Oceanos ordenasse que seus GMs procurassem discípulos alegando que eles já estavam velhos? Será que esses meninos dariam muito trabalho? O que será que vai acontecer com nossos queridos Marinas?
Credits: Pisces Luna pelas fichas e por algumas idéias e Kurumada-sama, TOEI e etc. pelo anime/manga.
AVISO: a partir do próximo capítulo, só eu, Melody, estarei escrevendo essa fic, que por motivos idiotas e infantis (os quais nem mesmo eu sei e entendi), foi abandonada (a fic) pela outra autora (a Chibi).
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- O que aconteceu?
Mibel contou com dificuldade para o Kraken o que aconteceu, pois não conseguia falar direito e era sacudido constantemente por soluços. Takeru sentiu que devia dizer algo para confortá-lo, mas não conseguiu encontrar palavras certas, por isso apenas abraçou o amigo. Este aceitou o abraço e chorou no ombro do outro.
- Agora pode me dizer direito o que aconteceu, Mibel...? - Sorriu o marina, enquanto fazia carinho no cabelo do outro. – Não entendi muita coisa, apenas o básico.
-... - Ficou calado, enquanto recobrava o ar para os pulmões, e se desencostava do amigo.
- Mibel, pode me dizer! Eu sou seu companheiro, se tiver algum problema, pode desabafar comigo...
- Não, não estou com nenhum problema. - Secou as lágrimas, enquanto se colocava se pé, ficando de costas.
- Mibel, não se vá! Amigos ajudam os amigos, eu quero te ajudar! Mibel! Mibel!
Takeru tentou trazer o amigo para mais perto, mas ao fazer isso sua mão acidentalmente pegou na calça de Sirene, fazendo abaixar um pouco e fazer o garoto perder o equilíbrio, caindo sob o colo de Kraken que conseguiu o segurar direito. As íris púrpuras se encontraram com as violetas. Foi quando de repente...
- MIBEL SEU CÃO NEGRO! O QUE ESTA FAZENDO COM O TAKERU?!
Ambos os marinas tinham desviado os olhares, e qual foi a surpresa ao verem Kaname vermelho de raiva, observando os dois naquela posição chamativa e inocentemente sensual? Bem... Não só o moreno meio-loiro estava ali, mas o resto dos marinas também, todos, observando incrédulos aquilo. Até Kain estava, ao lado de Kaname, com os olhos arregalados, e seu coração apertado.
Então, era por isso que Mibel o tinha recusado? Ele já tinha um caso com Takeru? Antes que concluísse mais alguma coisa, acordou e viu Kaname dar um chute no rosto do seu anjo, fazendo-o ser lançado para trás, cair de bruços no chão, e o outro se encolher.
- Tomaaaaaa!!
- Kaname! Para com isso! - Todos estavam avançando, tentando controlar o esquentado rapaz.
O Cavalo Marinho batia com força e vontade no pobre Mibel, nas costas dele, ao lado, nas pernas... Foi detido pelo grupo de amigos, mas ainda deu tempo de chutá-lo na perna esquerda. O estado dele era lamentável. O nariz sangrava, hematomas estavam manchando sua pele branca por debaixo do uniforme, além do tecido ter ficado um pouco sujo. O garoto estava inconsciente no chão, parecendo estar morto...
- Mibel! - Kain gritou, soltando Kaname e indo vê-lo mais de perto. O virou cuidadosamente, e fitou com preocupação o rosto tomado pelo vermelho do sangue que não parava de escorrer.
O garoto moreno não dava sinais de estar consciente, então, o pegando nos braços correu até a enfermaria. Enquanto o amigo se distanciava, os marinas fitaram a poça de sangue, pequena, mas mesmo assim aquilo era sangue, que tinha se formado no chão, depois desviaram os olhares, lançando-os acusadores para o Kaname que estava sendo segurado pelo Johannes.
- Parece que você passou mesmo dos limites cara! - Sensou disse, preocupado com o Mibel.
- Kaname, você é um idiota mesmo! - Falou Johannes, mostrando-se pela primeira vez exaltado.
- É, não precisava quase matar o Mibel!
- Aliás, o que exatamente aconteceu, Takeru? - Johannes olhou para o garoto que já estava de pé, mas tremendo todo.
- Eu... Eu puxei o Mibel, pois ele ia embora sem falar nada. Ele se desequilibrou e caiu em cima de mim...
- Viu? Foi um acidente! Não deveria ter esquentado essa sua cabeça tonta, Kaname. - Sensou recebeu um olhar de raiva do outro.
- Melhor irmos atrás deles para ver se Mibel esta mesmo bem? - Kraken sugeriu.
- Não. - Joh disse, sendo o centro das atenções de todos. - Me parece que Mibel deve ficar um pouco sozinho... - Olhava com um olhar vago para o sangue, e algumas gotas espalhadas ao redor.
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Ao chegar à enfermaria do colégio, Kain abriu a porta com violência, chutando a pobre madeira que nada tinha haver com a história quase a fazendo se partir. Estava ofegante, sério e preocupado, o que era de se estranhar, pois o garoto de 14 anos na maior parte de seu tempo era gentil e muito bondoso... Aqueles sentimentos que faziam seu coração doer a ponto de se rasgar o estavam transformando, até sua aparência naquele instante parecia assombrosa, dando um ar de filme de terror.
- Enfermeira, ele precisa ser tratado imediatamente... - Disse, observando uma moça com olhar gentil se aproximar.
- Oh! - Notou que o adolescente estava sangrando, e apontou para uma cama. - Pode colocá-lo ali, vou pegar algumas coisas e já volto...
Com pressa, a mulher desapareceu dentro de uma outra salinha. Ele depositou com todo o cuidado seu amigo no local indicado. Enquanto observava a lenta respiração de Mibel, Scylla afastou-lhe da testa os fios negros que caiam sob seus olhos fechados. As orbes antes cinzas estavam agora violetas, demonstrando o quanto o marina estava transtornado com aquilo. Apertou os punhos, a franja de coloração castanho claro caiu levemente sob sua face, projetando uma sombra quase maligna... Estava se lembrando como Kaname tinha batido em seu anjo, só porque ambos estavam apenas próximos demais!
Não, não admitia que Mibel tivesse ficado triste assim porque estava gostando do Takeru. Deixou os pensamentos de lado, quando notou que a mulher de longas madeixas castanhas estava o observando, mas logo ela voltou a se mover e resolveu chegar perto, ignorando a aura daquele rapaz. Limpou primeiramente as manchas secas do sangue, parecia que naquele meio tempo o nariz do moreno tinha parado de jorrar o líquido vermelho. Tirou-lhe a camisa e avaliou os hematomas roxos...
- Ele vai se recuperar?
- Sim, só foi um susto... - Ela continuou séria, enquanto a raiva deixava aos poucos Kain, o libertando daquela dor que estava sentindo no coração naquele momento... (N/C: Minha raiva também está se esvaindo vagarosamente de mim... N/M: Não perguntem o por que...).
- Ele vai acordar logo, mas antes é melhor ver como estão essas pernas. - Ela puxou para cima o tecido da perna esquerda de Mibel e arregalou um pouco os olhos, assim como Kain.
Aquilo era lamentável. Tinha mais machucados arroxeados ali do que qualquer outra parte do corpo dele, alguns não tinham agüentado o impacto e abriam agora feridas... A enfermeira pegou a pinça, com ela pegou o algodão, molhou em água quente e começou o tratamento... Parecia que aquele garoto de aparência angelical tinha se metido em uma grande briga.
-... Ahnn... - Os olhos púrpuras se abriram, mas logo cerraram com força, pela luz daquela sala ter atingido com muita energia suas íris.
- Mibel. Você está bem? - Conhecia aquele tom de voz. Calmo, entusiasmado, gentil, e profundo... Virou a cabeça rapidamente para o lado, arregalando os olhos e sentindo-se aquecer por dentro.
- Kain? O que houve? - Olhou ao redor, e parou quando viu a mulher terminar de mexer em suas pernas, com algodões manchados de sangue ao lado.
- Você desmaiou depois de receber uma surra do Kaname. - Disse, vendo a moça ir guardar e lavar os instrumentos.
- Fique deitado. - Foi tudo o que ela disse.
- ...
- ...
O silêncio reinava naquele pedaço, enquanto um resistia a arte de chorar, e outro resistia a arte de se aproximar e sentir o contato entre os corpos. Por fim, Kain se levantou como quem quer ir embora, mas sentiu uma tímida mão o pegar na sua, e o choque aconteceu. Olhos arregalados e surpresos se viraram para trás, e a face do lindo anjo machucado com um curativo no nariz o estava observando, muito envergonhado.
-... Fique... Por favor. - Completou, deixando os fios negros novamente apossarem e tomarem conta de seu rosto rosado.
- Como quiser. - Tornou a se inclinar para retirar mais uma vez mais mechas sob os olhos de Mibel, mas se surpreendeu quando ele, em um movimento rápido e forte se sentou, pegou-o na mão direita e fez com que a distância entre os rostos medisse como o tamanho de uma formiga.
- Quando você me beijou... - Começou, lembrando de como fora tal lembrança. - Por que fez aquilo?
-... Pelo simples fato de eu te amar... - Respondeu, corando também. Podia sentir a mudança de ares em Mibel. Ele parecia mais... Sério que o normal, e seus olhos estavam com um brilho vermelho traçado com o púrpura. – Nem sequer cogitei brincar com os sentimentos de uma pessoa tão pura como você...
- Ama-me de verdade? - Falou ao lado do ouvido do outro marina, recostando sua cabeça no ombro dele.
- Sim, disso eu tenho certeza, de todo o meu coraç... - Parou, ao sentir uma leve mordida no seu lábio inferior. Desde quando Mibel era tão rápido?!
- Não diga apenas me faça sentir tudo de novo. - Aquilo soara mais como uma ordem, que foi imediatamente cumprida pelo 'servo'...
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- Cara, quando a diretora descobrir aquilo, ou quando alguém te dedurar, você vai se ferrar cara!! Não só uma, mas duas vezes!! - Sensou falou, enquanto comia seu lanche com rapidez.
- Hunf, se você está falando sobre quando Kain chegar, tenho pena dele... - O briguento, que era o assunto do dia naquela hora do intervalo estava tomando um refrigerante, sem remorsos por ter dado um 'tapa' no Mibel.
- Kaname, você devia era estar com a consciência pesada por ter feito aquilo com o Mibel! Ele não teve culpa! - Takeru era o mais preocupado de todos, e ficava minuto a minuto olhando para o corredor onde dava para a enfermaria.
- Bah... - Fez pouco caso, enquanto revirava os olhos.
- Kaname, devia controlar mais as suas emoções. - Johannes que até naquele momento estava ouvindo música, parou e fitou o outro, com um ar sério. - Esse seu ciúmes infantil com o Mibel está começando a passar dos limites... Melhor prevenir do que remediar.
- Ah! Quer saber! Se vocês não me querem por perto, vou embora! Nem sou pago para ficar ouvindo sermões de vocês o dia todo! - O loiro com mechas negras se levantou e andou com determinação para um canto mais afastado da área de lazer.
- Hum. - Suspirou Takeru, se levantando também. - Irei atrás dele... Quem sabe não o acalmo e faço mudar de idéia? - Olhos de todas as cores seguiram os passos de cavalo marinho e Kraken, apreensivos, enquanto pensavam em Sirene também.
Takeru estava falando com Kaname até agora com um tom de reprovação, mas decidiu perdoa-lo, afinal foi em um impulso que fez isso. Quando se encontraram o moreno estava na área descoberta da escola olhando para o céu com os olhos marejados. Parou na frente do Cavalo Marinho:
- Um doce por seus pensamentos, Kaname-kun? – disse num tom doce, assustando-o.
- T-Takeru? O-o que está fazendo aqui? Você junto com todo mundo estava me recriminando até agora pouco! – disse lacrimejando mais ainda, deixando um soluço escapar pelos lábios.
- Kaname-kun, por favor, não torne as coisas mais difíceis. – disse o garoto. – O que você fez foi uma clara demonstração de ciúmes, o que está acontecendo?
- É... Você é mesmo muito bom, ingênuo e avoado para perceber... Ás vezes parece o Johannes... – disse ele com um pequeno sorriso, ainda com os olhos marejados.
- Me fale o motivo, depois conte ao Mibel, quem sabe ele te entenderá? – respondeu Takeru.
- Você ainda não percebeu que eu te amo? – disse Kaname com um lindo sorriso estampado no rosto.
- C-como? – assustou-se o Kraken.
- Você tem razão, Takeru. Aquilo foi uma demonstração de ciúmes, não agüentei ver e pensar que meu "tenshi" (1) estava com outro. Eu sou um idiota, me desculpe por entrar na sua vida.
- Mas... – foi cortado bruscamente.
- Olha. – disse o Marina mais velho, com um olhar sério. – Eu fui uma desgraça na sua vida e se quiser que eu saia dela, é só... – sentiu um dedo pousar em seus lábios, o calando.
- Você não é uma desgraça na minha vida, e muito menos quero que você saia dela, ouviu?
- Hai...
- Por que... Eu também te amo, Kaname-kun...
Bom, geralmente, o seme é que começa um beijo, enlaçando em seus braços o frágil uke mas não foi esse o caso. Tomando a iniciativa que não deveria ser sua, Takeru, colocou suas mãos no pescoço de Kaname e o beijou. Um beijo calmo, cheio de amor e carinho, o primeiro de muitos outros que iriam trocar, mas o mais novo mal sabia que, se se envolvesse com o outro, poderia se decepcionar, e muito.
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- Alguém viu o Luigi-kun? – perguntou Shiki.
- Cara, você parece um carrapato. Luigi-san não pode sair um instante que você já fica farejando-o. Não se preocupe – disse Sensou.
-... – Shiki mostrou o dedo do meio para Sensou.
- Enfia no seu... – Johannes tapou sua boca na hora.
- Por favor, Sensou, poupe-nos de ouvir isso.
- Como é que vocês vão ouvir, se você tapou minha boca? n.n – ele precisava fazer algo, ou aquele maldito tcheco iria enlouquece-lo. Delirava só de lembrar do toque daquela mão em seus lábios, daquelas mãos em seu pequeno corpo.
- Sensou, está vermelho, com "febre" de novo?
- N-não... n/n
- Então porque está vermelho?
- "PQP será que ele é tão anta assim mesmo?" N-não é nada... T-tá quente aqui né? – Abriu um dos botões de sua camisa.
Sensou era completamente diferente de Johannes. Seu uniforme não era alinhado, imcompleto e amarrotado. Era irascível, briguento e adorava arrumar confusões. Era o cúmulo do caos.
Johannes era completamente diferente de Sensou. Andava sempre de uniforme muito bem passado e engomado, totalmente completo. Era calmo, avoado, paciente. Era o cúmulo da paz.
Mas não dizem que os opostos se atraem?
- Sabe Sen-chan...
- SEN-CHAN??
-… já percebi que gosta de mim, apesar de não parecer.
- O QUÊ?
- Eu também gosto de você. O que acha de namorarmos?
- O.O
- O que foi? Fiz algo de errado?? ô.õ
- i.i Não, é que eu esperava que isso fosse dito com romantismo, mas você pergunta logo na lata!ò.ó
- Desculpe... -.-
- Johannes?
- Sim, Sen-chan?
- ¬¬ Você percebeu que não tem mais ninguém aqui?
- Percebi.
- T.T Não aceito que você esteja mais perceptivo que euuu!
- n.n
À tarde, na aula de música...
- Bom dia, turma! Como os veteranos sabem, todo ano, a escola promove um festival de cultura. Eu queria que formassem bandas, ou duplas, até mesmo solos, pra quem quiser se apresentar no dia, e escrevam os nomes em um papel e tragam aqui, na minha mesa, depois irei fazer um teste com cada um, naquela sala à prova de som.
Takeru e Shiki formaram uma dupla, ficando o primeiro no vocal/baixo e o segundo na guitarra. Depois dos testes, Orfeu elogiou muito aos alunos, mas especialmente, Shiki e Takeru, pois tocavam (os dois) e cantavam (Takeru) muito bem, e que se largassem a vida de marinas, poderiam seguir o caminho da música. Mas esses responderam que tinham um dever para com o Imperador, e que só iriam participar do concurso.
Na primeira aula de Lutas, com o professor Máscara da Morte todos se encontraram e formaram as duplas:
KanameXKain
TakeruXMibel
SensouXShiki
JohannesXLuigi
Kaname X Kain
Fortes ventos começaram a soprar naquela parte do coliseu, obra de Kaname. Kain materializou as Sete Bestas de Scylla. Cosmos se elevaram, punhos se levantaram, a concentração foi concentrada (êh pleonasmo do cara...). Depois de dois estampidos secos e altos, os dois estavam no centro da arena, desferindo seqüências de socos e chutes, acertaram um o rosto do outro, fazendo-os voarem para lados opostos. Mais dois estampidos se fizeram ouvir, o que não era de forma alguma, teletransporte, e sim, pura velocidade. Kain era mais ágil, por isso, desviava e atacava Kaname com certa facilidade. Já este último, não era tão rápido, e era traiçoeiro. Usou seus poderes secretos de controle do gelo, congelando o chão, disfarçando o uso, pois Takeru estava lutando com Mibel ali por perto. Os cosmos se elevaram o máximo possível, iriam usar seus golpes mais poderosos.
- Sopro Ascendente! (Preferi usar o golpe traduzido da primeira edição do mangá)
- Tornado Violento!
Tamanha era a força, porém sem diferença nenhuma, se chocaram e se anularam. Eles voltaram ao combate corpo a corpo. Por fim, Kain deu uma rasteira em Kaname fazendo-o ir ao chão.
- Isso foi por ter machucado o Mibel. – disse o Scylla com um indiferença fria, e um pé no pescoço do outro.
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N/A: Yo minna-san! Como vão vocês? Como já disse só eu vou escrever essa fic agora, porque a chata(pra não falar outra coisa) da Chibi me deixou na mão.
E o tamanho dos caps irá diminuir também ok?
Kissus
Jaa Ne
