Título: Um Lugar Para Recomeçar

Gênero: Padackles / J2

Autora: Mary Spn

Beta: TaXXTi

Avisos: Contém cenas de relação homossexual entre dois homens. Não gosta, não leia!

Sinopse: Dois homens feridos pelo passado. Enquanto um deles está disposto a recomeçar, tudo o que o outro quer é fugir. Estariam destinados a curar as feridas um do outro ou a machucarem-se ainda mais?


Um Lugar Para Recomeçar

Capítulo 13

Voltar para Newark não era uma tarefa nada fácil. Jared estacionou o carro em frente a sua antiga casa, notando o quanto a reforma tinha ficado impecável, como se nada tivesse acontecido ali.

Não teve coragem de entrar, nem sequer saiu do carro; as lembranças ainda machucavam demais.

Ligou o motor e dirigiu até o centro da cidade, onde Alice, irmã de Genevieve, possuía uma pequena livraria.

As coisas não tinham mudado muito por ali. Algumas lojas novas, um e outro prédio, mas ainda era a velha e acolhedora cidade onde vivera boa parte de sua vida.

Por sorte, a livraria também continuava no mesmo lugar, e Jared lembrou que só esteve ali uma única vez, no dia da inauguração. Das outras vezes, costumava deixar Gene ali e ia até o barzinho do outro lado da rua, afinal, livros realmente não lhe despertavam o interesse.

Estacionou o carro e se dirigiu até a livraria, ansioso. Alice não era apenas sua cunhada, mas uma espécie de melhor amiga também. Fora Jared quem apresentara ela e Chad, e desde então os quatro costumavam sair sempre juntos.

Agora se sentia envergonhado por ter ficado tanto tempo longe, sem dar notícias. Sabia que tinha sido uma atitude um tanto egoísta.

Quando entrou, viu uma moça atendendo um cliente e Alice estava sentada atrás do balcão, lendo alguma coisa. Ela levantou os olhos e ficou algum tempo parada ali, sem nenhuma reação, deixando Jared um pouco assustado.

- É a primeira vez que você entra aqui, depois da inauguração – Alice saiu de trás do balcão e caminhou lentamente até ele.

- Pois é, você sabe que...

- Livros não são a sua praia, eu sei. Então, você veio comprar alguma coisa? – Seu tom era seco, o estava tratando como se Jared fosse um cliente qualquer.

- Alice... – Jared suspirou. Tratamento de gelo, era isso o que teria. Mas também não podia esperar por outra coisa, não depois de tudo o que fizera.

- Eu posso te dar algumas sugestões, é presente?

- Me desculpe, Alice! Eu não fiz por mal, eu só... Não estava pensando direito.

- Não estava pensando direito? Pelo amor de deus, Padalecki! Você não era o único que estava sofrendo aqui! - Alice levantou o tom de voz, sem se preocupar com o cliente que a olhara espantado.

- Eu sei que eu fui egoísta, e...

- Egoísta? Você foi um cretino, isso sim! Não me bastava ter perdido a minha irmã e sobrinha, eu tive que ficar quase dois anos achando que você tinha morrido também! – Alice não tinha a intenção de ser cruel, mas precisava descarregar o que estava sentindo.

- Mas eu avisei que...

- O quê? Avisou que ia viajar por uns tempos? Uns tempos, Jared! Você ficou longe por dois malditos anos!

- Me bater vai aliviar a sua raiva? – Jared tentou brincar, mas tinha os olhos marejados.

- Pode ser um começo... – Alice começou a chorar e Jared a abraçou, deixando-a chorar em seu ombro – Eu odeio você, mas... É muito bom ter você de volta! - A morena o abraçou ainda mais apertado e ficou nas pontas dos pés para beijar sua bochecha.

- É muito bom estar de volta também – Jared sorriu, sentindo certo alívio.

- O Chad vai surtar – Alice secou as próprias lágrimas e agora já tinha um sorriso no rosto.

- Ele continua na...

- Sim, ele ainda está trabalhando lá. Reclamando, como sempre, mas continua lá.

- Típico... Bom, acho que eu vou até lá esperar por ele.

- Jay?

- Hmm?

- Nós nos casamos.

- O quê? – Jared arregalou os olhos, espantado – Desculpe, não é que eu não...

- Tudo bem, eu já imaginava a sua reação.

- Acho que eu só nunca imaginei o Chad...

- Eu sei! – Alice deu risadas – Você não precisa se desculpar. Sabe, depois que tudo aquilo aconteceu, eu tomei muita medicação, antidepressivos e... Acho que a pílula não teve chance.

- Então vocês...

- Sim, nós temos uma filhinha, a Gaby, ela está com seis meses agora. E já que eu engravidei, nós conversamos muito e decidimos nos casar. Acho que o Chad não quis te contar isso tudo por telefone, então...

- Que loucura! – Jared gargalhou – Eu fico muito feliz por vocês. Mas onde ela está?

- Ela fica com a babá no período da tarde para que eu possa trabalhar. Senão acho que eu enlouqueço. Espere, eu vou pegar uma foto dela pra você ver – Alice foi para o escritório e deixou Jared por ali, perambulando entre as prateleiras de livros.

Enquanto esperava, Jared viu alguns livros de Jensen na prateleira da livraria e pegou um deles na mão, dando risadas.

- O que é tão engraçado? – Alice voltou e pegou o livro da sua mão para olhar.

- Nada. Era o autor favorito da Gen - Jared disfarçou.

- Sim, ele era. O cara é bonito, gostoso, inteligente, escreve que é uma maravilha, mas é gay... Dá pra acreditar? Bom, azar das mulheres e sorte dos homens, não é? - Alice deu risadas - Dizem que ele parou de escrever depois que o companheiro dele faleceu em um acidente. Parece que entrou em depressão, ou algo assim. Tão triste...

- Como você sabe disso tudo?

- O cara é famoso, Jared. Estava por todo lugar, revistas, jornais...

- Ah...

- Aqui está a foto dela. Eu sei que você e o Chad tem muita coisa pra colocar em dia, então vou esperar vocês para o jantar. Aí você vai poder conhecê-la pessoalmente.

- Ela é uma gracinha, Alice – Jared olhava para a foto, emocionado – Que bom que puxou a mãe – O moreno brincou, disfarçando a emoção.

- x -

Quando Chad saiu do trabalho no final da tarde, quase não acreditou ao ver Jared encostado no carro, do outro lado da rua.

- Eu deveria te dar uma surra! – Chad falou ao se aproximar, querendo parecer bravo, mas não conseguiu evitar um largo sorriso.

- Também senti sua falta! – Jared puxou o amigo para um abraço, emocionado, e quando se separaram, ambos tinham lágrimas nos olhos.

- A Alice vai ter um ataque! – Chad balançava a cabeça, incrédulo.

- Eu já estive com ela, na livraria, antes de vir aqui.

- E você ainda está vivo? Sério? Eu pensei que ela fosse te matar! – Chad deu risadas.

- Eu sobrevivi. Mas ela tem toda razão em estar brava.

- Sim, ela tem... Mas enquanto ela deixar você viver, vamos lá... Tem um barzinho aqui perto. Vamos tomar umas cervejas e colocar o assunto em dia.

Logo mais, à noite, os dois foram ao apartamento de Chad, onde Alice já os esperava com o jantar pronto.

- Quase atrasados! – A morena brincou assim que apareceram na porta.

- Ela continua controladora? – Jared perguntou para Chad, passando por Alice como se ela não estivesse ali, deixando-a furiosa.

- Vixi! Você nem imagina. Depois do casamento as coisas só pioraram! – Chad brincou – Agora ela pensa que manda em mim de verdade.

- Típico das mulheres!

- Se continuarem com a gracinha, vocês dois vão jantar é no boteco da esquina! – Alice se fez de brava, com as duas mãos na cintura.

- Eu já disse que você fica ainda mais linda quando está bravinha? – Chad abraçou a esposa e a beijou, enquanto Jared só ria dos dois.

- E cadê a Gaby? Não vai me dizer que você a esqueceu na escolinha? – Jared brincou, mas estava super ansioso para conhecer a filhinha do casal.

- Ei! Eu não sou uma mãe tão desnaturada assim! – Alice deu risadas - Vem... Ela está lá no quarto – A morena pegou Jared pela mão e o levou até o quarto do bebê.

Jared entrou na frente, sorrindo ao ouvir os resmungos do bebê, deitada no berço branco de madeira. Aproximou-se mais e segurou a pequena mãozinha dela de leve, sentindo as lágrimas embaçarem seus olhos. Gaby tinha os traços da mãe, e era impossível não perceber a semelhança com Emily, sua filhinha que morrera.

Alice percebeu a emoção do cunhado e o abraçou.

- Me desculpe, Jared. Eu devia ter imaginado que...

- Não, de jeito nenhum... Eu... Está tudo bem – Jared secou as lágrimas - Ela é muito linda, Alice. Posso pegá-la no colo?

- Claro!

Jared tirou a menina do berço e a aninhou em seus braços, com todo o cuidado, pois já estava sem prática. A menina parecia muito à vontade em seu colo, mexia os bracinhos e balbuciava coisas de bebê, como se quisesse falar.

Depois de curtir um pouco o bebê e colocá-la de volta no berço, Jared e Alice voltaram para a sala de jantar, onde Chad já havia arrumado a mesa.

Tinham muita coisa para conversar e Jared não conseguiu fugir do assunto principal, que era onde havia passado os últimos dois anos, enquanto estava longe.

- Eu ainda não consigo acreditar – Chad falava enquanto se servia de mais macarrão – Que diabos você fez tanto tempo sozinho em uma ilha? Quero dizer, se ainda tivesse umas gostosas lá com você, eu poderia entender, mas sozinho?

- Chad! – Alice o repreendeu.

- Olha, eu sei que é difícil entender, mas... Depois que eu me acostumei, eu não queria mais vir embora. Eu nem teria vindo se não fosse por... Deixa pra lá, é uma longa história.

- E nesta longa história... Existe alguém? – Alice o encarava, curiosa – Quero dizer, pra de repente você criar coragem e sair do seu esconderijo... Você deve ter se envolvido com alguém não é?

- Eu...

- Você se apaixonou novamente?

- Eu não sei, eu...

- Fala logo! Quem é a garota? Você não vai nos apresentar? – Chad não conseguia conter sua curiosidade e levou uma cotovelada de Alice – Au!

- Me desculpem, mas... Eu não quero falar sobre isso agora, está bem? Eu conto tudo pra vocês num outro dia – Jared sentiu que não estava pronto para contar toda a verdade, não depois de tanto tempo longe.

- Tudo bem, Jared. O que importa é que você está de volta. Eu já arrumei o quarto de hóspedes e você sabe que é muito bem vindo aqui conosco.

- Eu vou para um hotel, Alice. Não quero atrapalhar, nem tirar a privacidade de vocês.

- Claro que não! Você sabe que não atrapalha, cara. Pelo menos esta noite você fica com a gente – Chad não o deixaria ir embora de jeito algum.

- Ok, então esta noite eu fico por aqui. Amanhã eu vou até Nova Iorque e depois eu vou procurar um apartamento para alugar.

- Apartamento? Jared, você sabe que a sua casa foi reformada, ficou perfeita!

- Eu sei, eu... Eu passei por lá hoje, mas... Eu não tive coragem de entrar e eu não quero morar lá, Alice. Aquela casa tem muitas lembranças boas, mas eu não conseguiria...

- Eu entendo – Alice segurou sua mão, vendo a tristeza estampada em seu rosto.

- Mas o que você vai fazer em Nova Iorque?

- Meu deus, Chad! Daqui a pouco você vai perguntar a cor da cueca que ele está usando!

- Qual é, Alice! Então eu não posso perguntar mais nada?

- Deixa o Jared em paz! Ele acabou de chegar e você não para por um minuto!

Jared começou a rir... – Que bom que algumas coisas nunca mudam. Eu senti falta disso.

- Se você ficar aqui por dois dias, vai querer voltar correndo para aquela ilha – Alice brincou, enquanto retirava os pratos da mesa.

- Você tem um encontro em Nova Iorque? – Chad perguntou assim que Alice desapareceu na porta da cozinha.

- Eu ouvi isso! – A morena gritou de lá.

- Mais ou menos. Eu vou ver alguém, se é o que está te preocupando – Jared ficou pensando qual seria a reação de Chad se soubesse que estava se relacionando com um homem.

- Eu fico feliz que você esteja superando as coisas, mas... Se algo der errado, você não vai querer se esconder novamente, vai? - O loiro tinha preocupação na voz.

- Não, você pode ficar tranquilo que eu não vou desaparecer de novo, Chad. Eu prometo!

- Certo. Eu vou lá dar uma olhada na minha filhotinha. Ela é linda como o pai, não é? – Chad ergueu as sobrancelhas, brincando, e Jared fez uma careta.

- Eu vou tomar um banho e tentar dormir, amanhã a gente se fala.

Jared tomou um banho relaxante e deitou-se na cama, mas não conseguia pegar no sono. Estava muito ansioso para ver Jensen. Já tinha adiado por um dia inteiro, mas na manhã seguinte o procuraria, sem falta. Já estava mais do que na hora de parar de fugir dos problemas e encarar o que estivesse por vir.

Estava tentando ser confiante, mas não podia negar o quanto se sentia inseguro em relação à Jensen. Estava entrando de cara numa relação que não fazia ideia de como iria ser.

Jensen tinha uma vida aqui fora. Não estavam mais sozinhos em uma ilha no meio do nada. Tudo seria diferente agora, e lá no fundo, tinha medo de não conseguir se adaptar, e com isso, acabar fazendo Jensen infeliz...

Jared acabou dormindo, vencido pelo cansaço, mas logo que acordou pela manhã, pegou a estrada com destino a Nova Iorque.

O endereço de Jensen fora fácil de ser encontrado, Jared nem sequer sabia se o loiro estaria em casa, mas mesmo assim arriscou ir até lá sem ligar avisando.

Estacionou em frente ao prédio, mas do outro lado da rua. O prédio não era muito alto, tinha apenas oito andares, e quando Jared olhou para cima – sabendo que Jensen morava na cobertura – viu alguém parado na varanda, concentrado em alguma coisa. Pela postura, com certeza era Jensen.

Jared pegou seu celular do bolso da jaqueta e discou o número de Jensen, recebendo uma gargalhada do loiro assim que este atendeu.

- Wow! Depois de dois anos sem uso, vejo que o seu celular ainda funciona! – Jensen falou de um jeito debochado.

- Na verdade, eu comprei um novo.

- Só pra poder ligar pra mim? Eu me sinto lisonjeado!

Jared bufou e Jensen sorriu ao imaginar que ele estaria rodando os olhos, daquele seu jeito peculiar.

- Ok, sem brincadeiras. Mas pra você estar me ligando, eu espero que esteja decidido a deixar a ilha.

- Eu estou pensando na possibilidade.

- Mesmo? - Jensen sentiu seu coração querer sair do peito, tamanha a felicidade – E onde você está? Eu não estou ouvindo o barulho do mar...

- Aqui embaixo.

- Aqui embaixo? Mas embaixo de onde?

- Aqui. Eu estou vendo você andar de um lado pro outro na varanda - Jared deu risadas e Jensen foi até a beirada e olhou para a rua, vendo o moreno acenar lá de baixo.

- Seu filho da puta! – Jared pode ouvir as gargalhadas de Jensen lá de baixo, nem precisava do telefone – Não saia daí!

Jensen chegou à entrada do prédio ofegante, pegara o elevador tão rapidamente que nem sabia como tinha conseguido. Parou um instante na calçada, querendo se certificar de que aquilo era mesmo real. Jared continuava lá, encostado no carro, com as mãos nos bolsos e um lindo sorriso no rosto. Jensen correu até ele e ambos se abraçaram. Mas não era o suficiente, então Jensen o beijou... Desesperada e apaixonadamente.

Quando finalmente se separaram, em busca de ar, Jensen percebeu que Jared ficara constrangido e incomodado com o olhar das pessoas ao redor, então o puxou pela mão, sem dar tempo para que o moreno dissesse qualquer coisa.

- Venha... Vamos subir!

Quando Jared se deu conta já estavam dentro do elevador, o corpo forte de Jensen prensando o seu contra a parede de metal, então percebeu quanta falta tinha sentido daquele loiro atrevido e inconsequente.

Assim que a porta do elevador se abriu, Jensen o puxou novamente até a porta do seu apartamento, que já estava destrancada, e assim que entraram o beijo foi retomado, desta vez sem ter ninguém para atrapalhar.

- Por que você demorou tanto? – Jensen perguntou ofegante, assim que suas bocas deram uma trégua.

- Demorei? – Jared franziu o cenho, não entendendo nada. Não que seu cérebro estivesse conseguindo focar em qualquer outra coisa que não fosse o corpo de Jensen naquele momento.

- Pra sair daquela maldita ilha! – Jensen o encarou como se aquilo fosse a coisa mais óbvia do mundo.

- Eu levei menos de duas semanas!

- Então! Eu jurava que você não conseguiria sobreviver mais de dois dias sem mim! – Jensen sorriu de um jeito maroto.

- Você é um convencido filho da mãe! – Jared agarrou o loiro pelo colarinho e o empurrou contra a parede, chegando tão próximo que Jensen podia sentir as batidas do seu coração, além da sua respiração e de algo muito duro prensando o seu quadril contra a parede. Não que ele estivesse reclamando.

- Alguém ficou feliz em me ver! – O loiro levou sua mão até o jeans de Jared e apertou sua ereção por cima do tecido da calça, fazendo o moreno segurar um gemido.

- Como um bom anfitrião, você deveria dar um jeito nisso – Jared praticamente sussurrou perto do ouvido de Jensen, fazendo a pele do loiro se arrepiar.

- Você está ficando muito abusado – Jensen olhava sério para o moreno, enquanto passava a língua pelos lábios - Mas tudo bem, eu vou ver o que posso fazer...

Jensen inverteu as posições, fazendo com que Jared ficasse contra a parede e o olhou de cima a baixo, sorrindo de um jeito safado ao pensar que o tinha novamente ali, a sua inteira disposição.

Abriu os botões da camisa do moreno bem devagar, provocando, até tirar completamente sua camisa e camiseta. Sua língua ávida explorava a pele do pescoço e ombros de Jared, provando o seu gosto, sentindo seu cheiro, sem pressa alguma.

Enquanto a sua boca foi até um dos mamilos do moreno, suas mãos trataram de abrir o cinto, botão e zíper da calça. Jensen sorriu de satisfação ao ouvir um gemido alto de Jared quando a sua mão entrou pela cueca dele e tocou seu membro.

Dos mamilos, sua língua percorreu pelo abdômen de Jared e então Jensen se ajoelhou a sua frente, abaixando suas calças e cueca até o joelho.

- É – Jensen passou a língua pelos lábios, encarando a ereção de Jared – Acho que eu posso dar um jeito nisso.

Jared quis rir pela expressão do loiro ao dizer isso, mas tudo o que conseguiu foi gemer quando sentiu a língua de Jensen percorrer a extensão do seu membro e a sua glande sendo chupada como se fosse algum doce muito saboroso.

Os lábios de Jensen eram tão pornográficos que bastava a visão dele ali, o chupando daquela maneira, para levar Jared à beira da loucura.

Os movimentos da boca e língua de Jensen eram ritmados, ora lambendo, ora chupando, ora o engolindo tudo o que podia. Jared agarrou seus cabelos curtos, completamente entregue àquele mundinho de prazer.

O orgasmo veio com tamanha força que Jared sentiu suas pernas fraquejarem. Jensen mantinha seu quadril preso contra a parede e lambeu cada gota do seu prazer, sem nenhum pudor.

O loiro se levantou e beijou Jared com paixão, então o ajudou a se livrar do restante das roupas e o conduziu até o quarto.

Jared ajudou Jensen a tirar sua própria roupa e se deitou por cima dele, passando a beijar seu pescoço e ombros.

O loiro empurrou seu quadril para cima, tentando desesperadamente obter algum alívio, o que fez Jared rir.

- Alguém está com pressa agora? – Jared falou, divertido, então levou sua mão até o membro duro de Jensen, passando a massageá-lo devagar.

Sua boca trilhou um caminho pelo peito e abdômen do loiro, até chegar à sua ereção. Jared passou a chupá-lo com vontade, arrancando gemidos e palavras desconexas do mais velho.

O moreno dobrou a perna esquerda de Jensen e só parou o que fazia para pegar o tubo de lubrificante e camisinhas na gaveta ao lado da cama. Voltou a chupá-lo enquanto seus dedos abriam caminho pelo corpo apertado de Jensen, lubrificando e expandindo aquele buraco tão quente e desejado.

Jensen resmungou algo quando Jared retirou seus dedos e parou de chupá-lo. O moreno colocou o preservativo em seu próprio pênis e ergueu as pernas de Jensen, apoiando os pés dele em seus ombros. Jensen apertou os olhos e colocou a cabeça para trás, sentindo a dor da penetração, mas ao mesmo tempo suas mãos agarraram as nádegas de Jared e o puxavam para si. Queria sentir Jared todinho dentro dele, queria sentir aquilo que já havia sentido outras vezes, quando seus corpos se fundiam em um só.

A dor logo desapareceu e Jensen se agarrou ao corpo de Jared com mais força. O pênis do moreno entrava bem fundo e depois saía quase completamente, fazendo Jensen ver estrelas a cada nova estocada.

Ambos gemiam e moviam seus corpos suados no mesmo ritmo, sentindo ondas de prazer que os faziam perder a sanidade.

Jared pensou que estar dentro de Jensen deveria ser o mais próximo do paraíso que um homem poderia chegar. O corpo do loiro era quente, macio e acolhedor; Jared se inclinou ainda mais para poder beijar aqueles lábios tentadores enquanto o fodia com força.

Jensen sentia seu membro sendo prensado a cada movimento do corpo de Jared e não demorou muito para que o loiro gozasse, se contraindo ainda mais e despejando seu líquido quente entre seus corpos.

Jared gozou logo depois, deixando seu corpo desabar sobre o menor, sem força alguma para se mexer dali.

Jensen apenas esticou suas pernas e se deixou ficar ali, sentindo o peso do corpo de Jared sobre o seu. Poderia permanecer ali pelo resto da sua vida – pensou enquanto segurava o rosto do moreno entre suas mãos, beijando seus lábios com ternura.

- Eu nem acredito que você está mesmo aqui – Jensen olhava dentro dos seus olhos enquanto falava – Tive tanto medo de te perder.

- Depois que você foi embora, eu não... Eu não consegui mais ficar lá. A solidão estava me matando e eu não conseguia parar de pensar em você por um minuto - Jared confessou, passando seus dedos entre os fios curtos do cabelo de Jensen.

- Você nunca mais vai se sentir só. Eu prometo! – Jensen o beijou novamente, sentindo que a sua vida estava recomeçando neste momento.

Continua...


N/A: A atualização demorou, eu sei! Mas gente... Eu também tenho vida pessoal, sabiam? Infelizmente, não vivo de escrever fics (mas bem que eu gostaria! rsrs).

Bom, eu confesso que tem pelo menos três autoras (TaXXTi, EmptySpaces11 e Miss Dartmoor, além de outras) que eu gostaria de amarrar na frente do computador e só deixar sair quando suas fics estiverem concluídas, mas não posso! *bico* rsrs

Controlem-se!

Ok, chega de piração... Realmente espero que a demora tenha valido à pena. E agradeçam a minha beta, porque sem ela o cap não teria ficado tão delicinha.

Beijokas a quem está acompanhando! E não se esqueçam das reviews!