Ela não acreditava na linha vermelha do amor.
E ela sabia o quão irônico aquilo ela, logo ela, reencarnação da deusa do amor, não acreditar na superstição mais romântica de todas?
O problema é que ela achava ridículo que num mundo tão grande, ou melhor, num universo tão grande houvesse somente uma única pessoa destinada a outra.
A graça do amor para ela que era algo sempre possível, mesmo quando o coração dela parecia partido e sem chances de concerto, lá estava o amor, colando os pedaços, fazendo-a inteira outra vez.
O problema é que é difícil ser teimosa e continuar acreditando em sua própria teoria quando seu coração parecia se fixar numa pessoa que acreditava no exato o contrário.
— Quando eu me apaixonar vai ser para sempre ou eu nunca vou me apaixonar — ele dizia e ela revirava os olhos.
— Quero só ver — ria-se ela, cética.
E como se para provar que ele estava errado, ela se apaixonava com frequência, um antigo colega da escola, sua melhor amiga, sua princesa, uma senshi de um planeta distante.
— Eu simplesmente não consigo entender sua satisfação em manter esses relacionamentos frágeis, eu me recuso a iniciar alguma coisa que já está destinada ao fim.
— Então nunca comece nada, tudo tem um fim, Kunzite, seja um relacionamento ou um planeta tudo tem o seu tempo e tudo acaba.
— Nós não acabamos.
— O que?
— Eu te disse, quando eu me apaixonar será para sempre.
— Você está sendo hipócrita, você amou outras pessoas também.
— Não como eu amei, como eu amo você.
— Eu não sou destinada a você, eu sou livre.
— Mas talvez eu seja destinado a você.
— Kunzite...
— Está tudo bem, você não precisa concordar comigo.
Mas já era tarde demais, brilhando e pulsando ela conseguia ver, ligando ele a ela o fio vermelho, inquebrável que os ligava para sempre.
N/A: Pense num negócio escrito na preguiça.
