— Seria mais fácil se eu não fosse quem sou?
Ele inspirou profundamente e dobrou o braço atrás da cabeça, se ajeitando enquanto a recebia em seu peito.
— Eu não sei. Quem você seria, então?
— Uma mulher comum? Do seu planeta?
— Eu não sei se gostaria tanto de você se você fosse uma mulher comum do meu planeta... Desculpe, não acho que isso soou bem.
— Não mesmo – mas ela não parecia ofendida, talvez um pouco decepcionada e talvez um pouco curiosa.
— Há um ditado na Terra que diz que qualquer um pode amar uma rosa, mas poucos amam suas folhas. Talvez isso diga mais respeito a mim do que a você, mas eu vejo pouquíssimo de folhas em você e ainda assim eu não acho que me enamorei somente pela beleza, somente pelo aroma... Eu amo você pelos espinhos. – Ele fez uma pausa – Piorei?
— Acho que ainda dá para explicar melhor – ela riu e enfiou o rosto na curva do pescoço dele, Kunzite desenhava padrões sem sentido nas suas costas e ela ainda se sentia grogue, o último clímax havia sido intenso, com eles, geralmente era.
— O que eu quero dizer é... nós somos soldados, eu e você. Você é evidentemente linda, não há ninguém como você e eu nunca vi ninguém amar como você ama, é como se você expandisse como as pétalas da rosa ao desabrochar. Mas eu já tinha amado antes de você e, embora nenhuma outra seja a reencarnação de Afrodite, existem muitas mulheres lindas.
— Mas elas não possuem espinhos como os meus?
— Exatamente. Elas não sabem como é carregar o fardo que nós carregamos, a maioria só vê o sangue da vida e a nós está reservado o vale da morte.
— Você fala de um jeito... – ela sentiu um arrepio a atravessar que não havia nada a ver com o fato de ele estar a tocando, pois as palavras dele lhe pareceram um aviso.
N/A: Sinceramente não fazia idéia do que fazer com esse tema, fui no pinterest e tinha uma imagem com marromenos o que Kunzite diz ser um ditado.
Tô achando que nunca mais vou conseguir escrever oneshot de verdade pro mês VK, vão ser sempre esses ficlets mesmo.
