Capítulo II
O muito ruim
Existe uma grande vantagem em ter fama de gay, sendo um cara hetero e louco por mulher: você pode penetrar no intrigante mundo feminino, sem ser expulso à unhadas, puxadas de cabelo e gritos estridentes. É como se elas próprias escrevessem um diário repleto de hábitos estranhos e segredos profundos e deixassem você não só lê-los, como estudá-los. Nem preciso dizer que seu conhecimento sobre o sexo oposto aumenta e você começa a compreendê-las, ainda que discorde veementemente das suas atitudes e maneiras de pensar. Por exemplo: sabe aquela mania obtusa da mina em lhe dar indiretas que na mente dela parece óbvias demais, porém para você estão em código Morse? É, estou me referindo aquela vez em que você, após um trabalho infernal para chegar na guria sem parecer um total idiota, recebe como resposta um "ah, tanto faz" ou "ah, não sei" que pode ser tanto um "sim, cala logo essa boca e me beija" ou "não, suma da minha frente, seu lazarento" disfarçados? Essas malditas mensagens codificas são o terror de qualquer homem, já que não somos dotados do maravilhoso dom de ler nas entrelinhas e, normalmente, tudo acaba dando errado, o quê, lógico, é culpa SOMENTE nossa, pois, na visão da mina, todo mundo (leia: quatro ou cinco amigas dela) entendeu.
Pois bem, as mulheres só agem dessa forma obtusa porque acreditam que se falarem francamente, deixando explicito exatamente o quê querem, elas se tornaram piriguetes vulgares! Tipo, até que entendo esse receio, afinal, nós ainda vivemos em uma sociedade machista em que os homens mulherengos são desejados e as mulheres "galinhas" são sinônimos de bonecas infláveis. Ainda assim, é triste constatar que, apesar de tantos sutiãs queimados, tantas batalhas vencidas, tantos direitos reconhecidos, as mulheres continuam sendo as pobres Rapunzeis que sonham com príncipe encantado, enquanto elas mesmas podiam cortar suas tranças, descer da torre e se divertir com os caçadores...
É claro que existem outras coisas mais interessantes e picantes (como a razão delas irem sempre juntas ao banheiro) que você acaba descobrindo ao longo dos anos. Porém, companheiro, se tivesse a oportunidade, eu trocaria todo esse conhecimento que adquiri sobre o sexo oposto por uma fama de macho. Para ser franco, nem precisaria ser tanto assim: estou tão desesperado que me contentaria até se as pessoas pensarem que sou bi. Quero dizer, do quê adianta você entender as mulheres, do quê adianta você saber o motivo delas sonharem com o príncipe encantado e sempre dormirem com o lobo mal, se você tem fama de gay? Isto é o equivalente a você saber exatamente onde fica o ponto G na teoria, porém nunca puder colocar em pratica, pois todas as mulheres a sua volta lhe enxergam como "uma colega", "uma companheira" que joga no MESMO time! O quê, em suma, é minha atual situação...
E, como Deus adora zuar comigo, atualmente, eu me tornei uma espécie de técnico de futebol, cuja tática e os conselhos são ouvidos com respeito e admiração, porque, minha "alma feminina está trancafiada em um corpo masculino, e, portanto, é o mais próximo da mentalidade masculina que as garotas podem chegar" (frase "by Marcela"). Triste, não? Ok. Pelo menos elas pararam de me encarar como um puddle adestrado que deve está sempre agradando a Natália Gualberto o quê, de certa forma, já é um grande progresso...
Como fui escalado para técnico da Seleção Feminina das Problemáticas com a Sociedade Masculina Ingrata? Simples: no início deste ano letivo, ao invés de ficar calado lendo meu livro, resolvi abrir meu bocão e dar um "conselho amoroso" para Laura, uma das 'amigas" fúteis da Natália. Não que quisesse realmente ajudá-la, porém não agüentava mais aquela garota chorando e fazendo showzinhos todo o santo dia. E, sinceramente, nunca pensei que a idiota fosse seguir o meu conselho, quanto mais que o seu ex reataria o namoro e ficaria gamadão nela!!!!
Nem preciso dizer que isso causou um alvoroço nas minas da minha escola, né? Eu virei o Gabriel, o Santo Casamenteiro do Colégio Barão de Mauá. O quê significa que todos meus intervalos e aulas livres não são mais preenchidos por agradáveis momentos de leituras, mas sim por uma infinidade de garotas me indagando como diabos solucionar os problemas amorosos delas, simpatias para atrair namorados, compatibilidades de signos e até mesmo quais são as cores da moda desta semana! Tipo, eu até que curtiria ser o centro das atenções de tanta mulherada se, toda vez que elas me encarassem, não visse a Vera Verão refletida nos olhos delas. Putz! Será que nenhuma delas podia me ver com um pouquinho de malícia nos olhos? Está bom que sou magro pacas, tenho mó cara de bebe chorão, sou baixinho e, se pintasse meu cabelo louro cacheado de preto, podia muito bem me passar pelo Frodo do Senhor dos Anéis, mas qual é! O Elijaah Wood (nome do ator que faz o Frodo, segundo o Google) tem website e um monte de garotas afim dele mesmo assim, por que comigo é diferente?
Obviamente que em um momento de desespero como esse, você pensa que sua melhor amiga vai lhe ajudar, certo? SÓ QUE ISSO NÃO ACONTECE COMIGO! Tipo, a Natty (minha melhor amiga), ao invés de amenizar esse inferno, resolveu disponibilizar meu endereço eletrônico, orkut, MSN e celular para essas malucas. Agora, sou atolado, diariamente, de e-mail, depoimentos, mensagens off lines e torpedos repleto de problemas amorosos e até ganhei comunidade no orkut! Elas já fizeram até mesmo um abaixo assinado querendo que eu tenha uma coluna no jornalzinho da escola para dar sugestões sobre amor, moda, signos e sei lá mais o quê! Claro que essa proposta idiota foi negada, mas nem assim elas desistiram: Laura está liderando um grupinho para organizar um site onde, supostamente, eu serei uma espécie de psicólogo/ astrólogo/ estilista/ místico/ sei-lá-mais-o-quê, respondendo as perguntas dos leitores que serão atualizadas cinco vezes por semana!
Foi por isso que no dia seguinte ao fatídico trabalho da Revolução Francesa, estava desesperado! Finalmente havia encontrado uma garota naquela escola que sabia que não era uma Bicha-mor e parecia ter um certo interesse em mim, no entanto eu não podia ter um momento a sós no intervalo com ela, pois havia uma horda de minas MALUCAS e PSICÓTICAS, me perseguindo para saber qual cor ficaria melhor no layout do site: rosa choque ou azul turquesa!
Não havia nenhuma outra opção para mim a não ser me refugiar na classe da minha irmã mais velha, a Uriel. Não que ela fosse exatamente uma Santa, mas enquanto estava na escola, ela FINGIA ser uma! Portanto, ninguém teria coragem de mexer comigo enquanto tivesse debaixo das asas dela. E, de quebra, as suas amigas terceiranistas me achavam um garoto hiper fofo, o irmão calcula prodígio perfeito, e sempre acabava descolando uns agrados legais (cafuné, abraços, beijinhos no rosto). Claro que não rolava mais nada. Minha irmã deixou bem claro as amigas que sou tão gay quanto Thomas e "ai" delas se tentarem me corromper pra heterossexualidade (como se precisasse disso!).
O único problema da proteção de Uriel é que custava caro. Ou seja, em troca de uns 30 minutos de paz para pensar em uma forma de chegar na Gabi sem encontrar com a Laura e seu exercito, eu teria que passar um mês inteiro cumprindo com a sua parte nos afazeres domésticos e fazendo seus deveres de História, Geografia, Português, Literatura e Espanhol. Sem contar que haveria uma probabilidade enorme de ser obrigado a gastar toda minha mesada em doces durante o seu período de Tensão Pré Menstrual.
Só que, como disse antes, estava desesperado e não restava nenhuma outra opção!!! Portanto, mesmo tendo consciência de que o Diabo seria mais piedoso comigo em um pacto do que minha irmã, eu decidi ir para sala dela.
Comecei a caminhar a passos rápidos pelo corredor do primeiro ano em direção à escada de emergência. Nem me surpreendi quando dei de cara com um casal se beijando, uma vez que havia um acordo quase secreto entre os estudantes da minha escola que aquela escadaria estava destinada para amassos. E, embora eu tivesse subido as escadas o mais rápido possível em respeito aos amantes, não pude deixar de perceber que suas bocas e corpos estavam tão grudados um no outro que daria uma bela propaganda do Superbond. Empolgado com a esperança de que, um dia, poderia ficar assim com a Gabriela (Ôôôba!), sai das escadas e entrei no corredor no terceiro ano.
E advinha com quem dei de cara? Com a Gabriela!! Isto mesmo, a morena estava lá, no final do corredor, reclinada, os braços apoiado na mureta, os olhos a vagar pelo pátio do colégio. Ela provavelmente estava imersa em algum pensamento, já que nem notava que sua negra cabeleira balançava com o vento....
Nem preciso dizer que, naquele exato momento, prometi a mim mesmo que compraria uma Bíblia e pararia de reclamar de Deus, não é? Quero dizer, simplesmente não conseguia acreditar que como estava tendo tanta sorte assim! E daí que o amor da minha vida nunca me daria bola? E daí que todo mundo da minha escola pensa que sou gay? E daí que estava sendo perseguido por um bando de malucas que querem que eu seja o guru delas? E daí que meu irmão perfeito é uma biba e minha irmã possui múltiplas personalidades?
Naquele exato momento, nada disso importava. Sabe nos filmes, quando o ator principal se dá conta dos seus sentimentos e tudo a sua volta fica escuro, exceto pelo feixe de luz que ilumina a garota dos seus sonhos? Bom, era assim que estava enxergando a Gabriela.
Então, juntei toda coragem que tinha e me aproximei com cautela, extremamente silencioso, enquanto pensava em alguma frase bem sedutora que Thomas provavelmente diria.
Apenas quando cheguei perto o suficiente, é que resolvi prestar atenção no rosto da mina. E advinha? O olhar dela estava todo melancólico e triste, bem parecido com aquele olhar de cachorro sem dono que amolece o coração de qualquer um. Ou melhor, bem parecido com o tipo de olhar que costuma aparecer no MEU semblante sempre que tenho que presenciar a Natália ficando com outros caras. O olhar da tristeza de um amor não correspondido...
Decidi descobrir A QUEM pertencia aquele olhar. Afinal, havia a esperança, ainda que remota, dela está afim de um cara bundão, sabe? Aqueles caras bonitos, populares e sem nada na cabeça, do tipo que jamais perceberia o quão maravilhosa a Gabi era. Assim, olhei lá embaixo, para o pátio, e vi a Catarina conversando com o Miguel.
Sinceramente, seria realmente cômico se a Gabriela estivesse apaixonado pelo Miguel, especialmente porque ele era um amigo bissexual da Uriel que, em Agosto do ano passado, queria ficar comigo. Além de esperançoso, porque eu até poderia ter chances de competir contra ele (mesmo estando em uma desonrosa desvantagem).
Só que pertenço uma família na qual todos os membros são homossexuais, com exceção a minha pessoa. Então, acabei desenvolvendo uma espécie de "sentido gay" que identificava facilmente quem era ou não hetero. Sei que essa é uma explicação bem idiota. Talvez, eu só seja um cara bem intuitivo. Sei lá se tenho mesmo essa merda de dom, só sei que naquele exato momento, ao lado da Gabi, esse "meu poder" estava me avisando que ela era lésbica e seu coração pertencia a sua melhor amiga...
Em outras palavras: eu me fudi...
- Por que você simplesmente não se confessa?- escutei uma voz e, quando fui me dar conta, era eu que estava indagando isso.
Obviamente, uma pergunta tão direta não é a coisa certa para se fazer, especialmente se a pessoa a qual você inquiriu nem sequer notou a sua presença. Observei a Gabriela dar um pulo e saltar uma exclamação de espanto.
-Gabriel!- ela quase gritou, levando a mão ao coração - Você me assustou!!
- Se você continuar prendendo esse sentimento dentro de si, vai acabar sofrendo muito. É melhor confessar e receber um "não" do quê passar a vida toda se martirizando com isso!- eu sei que é vergonhoso admitir, mas realmente proferi esse discurso melodramático e idiota. Acho que estava em estado de choque ao descobrir que a única mina que sabia que eu não era GAY era LÉSBICA- Vai por mim, sei do quê estou falando.
Bom, REALMENTE sabia do que estava falando! Não era EU que estava a quase oito anos sofrendo nas mãos de uma ruiva sádica e egocêntrica justamente por não ter coragem de me confessar e levar um fora?
-Do quê você está falando?- ela ainda tentou fingir, mas desistiu ao ver a minha expressão de "Qual é! Nós somos dois nerds na mesma situação!"- Minha situação não é como a sua, ok?- acrescentou, baixo, enquanto se abraçava.
- Sério? Somos dois cdfs azarados que estão apaixonados pelas suas respectivas melhores amigas. Qual a diferença na nossa situação?- devolvi, percebendo o excessivo tom de sarcasmo da minha voz só depois que tinha falado. Gabriela, por sua vez, levantou os olhos negros na minha direção e tentou dizer alguma coisa, porém sua boca apenas abriu e se fechou sem proferir um único som. – Gabriela... escuta, eu...
- Desculpe, eu tenho que ir para sala. Vamos conversar outra aula, certo?- ela me cortou de uma forma tão fria que, apesar de está fazendo uns 27°C, tinha certeza absoluta que a voz dela conseguiu me fez congelar por dentro.
E, sem me deixar responder, ela fez menção de passar por mim. Só que, instintivamente, segurei o braço dela e a forcei se virar para mim, bem parecido como aqueles galãs de cinema fazem quando querem consolar a protagonista. E, se fosse um filme, ela se atiraria nos meus braços em pranto, enquanto eu a abraçaria e a consolaria. No final, nós dois nos apaixonaríamos, casaríamos e viveríamos felizes para sempre.
Só que na vida real é muito diferente. Na vida real (especialmente se for a vida real de Gabriel Mont'Alvert V), a protagonista, além de ser lésbica e não nutrir nenhum tesão por você, é faixa preta em alguma arte marcial. Assim que a segurei, a Gabriela fez uma chave de braço e, no instante seguinte, eu estava no chão, totalmente a mercê dela.
É isso aí! Ela me derrubou no chão como se eu fosse uma mísera boneca de pano, mesmo sendo praticamente do meu tamanho!
- Desculpa!- ela exclamou, assim que escutou meu gemido de dor- Gabriel, desculpa!! Desculpa! Desculpa! Desculpa! Desculpa! Desculpa!- continuou, após me saltar- Eu estou nervosa. Por favor, me deixe sozinha...- e, após dizer isso, se afastou correndo.
Você acha que segui a Gabriela depois disso? É claro que não! Eu continuei um bom tempo deitado, massageando meu braço que quase foi arrancado violentamente do meu corpo. Como uma garota do meu tamanho e porte físico tinha tanta força assim? Tipo, eu sabia que não tinha a menor vocação para príncipe encantado, mas não fazia idéia de que era a donzela indefesa!
Por fim, frustrado, mal humorado, após xingar e amaldiçoar Deus, decidi retornar para minha sala de aula onde fui cercado pela Laura e companhia e forçado a dar minhas opiniões importantes sobre o site. Por sorte, não demorou muito para a professora de Química aparecer e acabar com a baderna.
E sei que isso vai soar nerd pra caralho, só que dá um tempo! Se você ainda não percebeu que está lendo a vida de um grande cdf, nerd, fudidido e azarado, cara, tu é mais tapado que a Chapeuzinho Vemelho!!!
Continuando, mesmo sabendo que isso vai soar nerd, pela primeira vez na vida, não prestei atenção a nenhuma das aulas restantes!!!
O quê aconteceu na aula de Química? Não faço a MÍNIMA IDÉIA! Nem Fernanda, minha Professora de Física, que é a gostosura em pessoa conseguiu me fazer prestar atenção nas belas curvaturas do seu corpo!!! E, pelos olhares furtivos que lancei para Gabriela, ela estava tão interessada no que os professores falavam quanto eu!
Por quê era tão importante para mim ajudar a Gabriela? Não me entenda mal, só que nunca fui do tipo solidário. Ao contrário, sempre preguei a filosofia do "se sou um cara fudido, porque devo impedir que as outras pessoas de se fudam também?" Então, que merda de sentimento altruístico em mim era aquele que havia baixado em mim? Pra quê queria perder meu precioso tempo tentando ajudar alguém que quase arrancou meu braço?
As 12:30, quando finalmente fomos dispensados, eu arrumei rapidamente minhas coisas para não dá chances a Natalia de começar seu inquérito policial (acho que ela sacou que não estava nesse planeta quando a ignorei mesmo após ela ter tascado uma borracha hiper dura na minha cabeça) e corri o mais veloz que consegui pra saída. Estava começando a andar rumo ao ponto de ônibus quando, de repente, alguma coisa puxou minha mochila e me forçando a parar.
- Heeey, Frodo! Para onde você está indo?- perguntou uma voz grave que poderia muito bem pertencer a um cantor profissional. Rapidamente, me virei assustado e enxerguei o Thomas, parado ao meu lado, segurando minha mochila.
-Ah...- disse, quase sem emoção, quando constatei quem era- Oi, Th...
- Você esqueceu que hoje sou o responsável por te levar em casa?- ele perguntou com um de seus sorrisos tortos sedutores. Há alguns metros de distância, um grupo garotas lançavam olhares cheios de segundas intenções ao Thomas.
- Foi... – admiti, com um suspiro.
- Isso até consigo compreender. Mas, como você conseguiu passar por mim sem me enxergar?- ele brincou, embora estivesse absolutamente certo. Thomas estava parado perto de seu novo carro, um Pegout conversível preto novinho que sei lá como ele conseguiu comprar porque faz bico e economizou desde os dezoito anos. Quando digo que ele não é normal, ninguém acredita!!
Como se isso não bastasse, o Th era absolutamente belo. Ele tem um rosto bem másculo mesmo, o queixo quadrado, a barba por fazer, o cabelo castanho curto e repicado e os olhos sagazes e sedutores. O Thomas também é bem alto, com seus 1,90 m de músculo muito bem distribuídos e delineados.
E, tenho certeza absoluta que, quando fez o meu irmão, Deus terminado seu curso de photoshop. Sério, é impossível você achar qualquer imperfeição no meio irmão: nem estria, nem cravos, espinhas, nem acnes, N-A-D-A! E olha que procurei desesperadamente a fim de achar algo que acabasse com meu complexo de inferioridade...
- Muita coisa na cabeça, eu acho..- respondi, colocando minha mão nos bolsos, amargurado. Agora ao lado do "Frodo", com certeza a beleza do meu irmão mais velho se ressaltaria ainda mais.
-Hmmm...- ele fez, com um ar de psicólogo, igualzinho o quê nossa mãe Naiara fazia quando suspeitava que a gente tinha aprontado alguma.
-Quer que eu vá chamar a Uri?- sugeri, tentando mudar de assunto. O Thomas era bastante intuitivo e não duvido que, se me examinasse um pouco mais, ele descobriria meu problema.
- E o quê faz você pensar que ela quer andar comigo?- ele perguntou, fingindo que não se importava com a péssima relação que tinha com Uriel. Eu senti meu estomago embrulhar. O motivo do Th e a Uri se odiarem atualmente era por minha causa. Eu até contaria a vocês, porém, prefiro fingir que esse episodio da minha vida nunca aconteceu.
- Você está com um carro conversível. Não tem mulher que resista...
- Certeza? A Uriel, com certeza, consegue arranjar rapidinho uma amante com um carro até melhor que o meu! - Thomas comentou e, apesar de detestar, tive que admitir que ele estava certo. Não que a Uriel fosse uma deusa grega como Thomas. Na verdade, ela era normal, como eu e minhas mães. O meu irmão foi o único da nossa família que adquiriu aquela beleza anormal porque, na certa, nasceu com a bunda virada para a lua. E deve ter gostado tanto disto que virou gay..
De qualquer forma, a Uriel é bem magra, saca? Possui aquele corpo esguio de modelo. E seu rosto é normal, nem bonito e nem feio. O grande lance dela é seu vício em moda. Aos onze anos, graças ao Google, ela era uma cabeleira, manicure e estilista profissional, além de possuir roupas, perucas e lentes de todos os estilos e cores. Resultado: Uriel troca de aparência como mulher troca de absorvente em período menstrual. Ainda lembro-me do meu aniversário de onze anos em que fui acordado por uma versão da Uriel de olhos azuis e cabelos louros, almocei com outra que era ruiva de olhos verdes e fui ao cinema com a que parecia uma morena fatal.
– Paciência...- Th disse, suspirando - E aí? Vamos queimar seu anel, Frodo?
Fala sério! Eu devo ser o único cara heterossexual que é zuado pelo seu irmão gay!!!
- Hahahahaha!- simulei uma risada sarcástica enquanto lançava um olhar feio par o Thomas - Muito engraçadinho!
E após fazer um agrado na minha cabeça, bagunçando meus cabelos (e arrancando, de quebra, o suspiro das garotas da minha escola), ele entrou no carro e o imitei.
Nem preciso dizer que só coloquei o cinto de segurança para o Thomas não tomar multa, não é? Porque, caso você não tenha percebido, ele é o homem PERFEITO, o filho PERFEITO, o irmão PERFEITO, o motorista PERFEITO que dirige PERFEITAMENTE bem o seu carro PERFEITO. Se Thomas fosse um personagem de alguma história em quadrinho, ele podia muito bem adotar o Codinome de Senhor Perfeito ou Senhor Perfeição que cairia absolutamente bem nele! A única coisa imperfeita naquele momento era o hobbit sentado ao lado dele que era perdidamente apaixonado pela nova vilã da novela das oito. Ah, sim. Acrescente ainda que esse "hobbit" era tão inútil que não conseguia achar um meio de ajudar uma bela princesa a escapar de um desastre amoroso...
Eu estava tão puto da vida, tão irado com a minha inutilidade, com a minha inaptidão para príncipe encantado e total vocação para donzela em perigo que nem percebi onde Thomas estava me levando. Até, claro, ele parar em frente a uma pizzaria que, definitivamente, estava muito longe de ser minha casa.
- Hããã... Th?- chamei um tanto confuso.
- Eu?- ele respondeu com aquela voz grave e profunda que derreteria o coração da mais gélida das mulheres.
- Você não ia me levar para casa?
- Sim...
- E desde quando nossa casa virou um restaurante que vende pizza?- perguntei, virando meu rosto para encará-lo.
-Gabriel... - ele começou, com calma, como se eu fosse uma criança pequena preste a explodir no choro-... sei reconhecer quando você não está bem. Se lhe deixar agora em casa, você vai se atirar na cama, abatido e amuado, e ficar por lá culpando Deus por alguma coisa que lhe aconteceu hoje. Como sou seu irmão mais velho, não posso deixar você nesse estado, então lhe trouxe para comer seu prato favorito, enquanto nós conversamos sobre o quê lhe incomoda e quais as possíveis soluções para resolver seu problema.
-Ah ta... - assenti porque sabia que o Thomas havia herdado da nossa mãe Naiara a teimosia e, quando ele queria algo, era extremamente difícil convencê-lo do contrário (sem contar que ele é mais alto, mais forte, mais inteligente, mais bonito, mais tudo que eu e tem um carro conversível). Então, enquanto a maioria das pessoas acharia aquela atitude do Th algo extremamente fofo, eu o segui bastante chateado e amuado, me perguntando o motivo do meu irmão mais velho ser um grande intrometido.
E, se você, caro leitor, acha que meu estado de espírito melhorou quando a gente abriu a porta da pizzaria, está redondamente enganado. Quero dizer, como eu posso ficar feliz se, assim que entro em um recinto, todo mundo para o quê está fazendo para olhar o meu irmão? Até mesmo HOMENS olhavam para ele e isso me fez refletir na possibilidade daquele lugar ser uma espécie de point para homo e bi ou sei lá o quê.
O Thomas, por sua vez, nem percebia os olhares. Simplesmente andava numa boa, com aquelas passadas bem calculadas, a gingada na medida, que o fazia parecer um imponente e elegante leão desfilando pelo seu reino. E eu, insignificante, o seguia, as mãos no bolso, o ombro levemente caído e a cara fechada (que, ainda assim, devia parecer que estava preste a chorar), já consciente que nenhuma pessoa se daria ao trabalho de descer o olhar dos 1,90 m de Thomas para os 1,65 m do Gabriel...
Mas, em fim, chegamos em uma mesa e sentamos. Imediatamente fomos atendidos por uma garçonete e essa era uma das vantagens de ter um irmão que poderia muito bem ser confundido por um galã de cinema: tratamento vip em qualquer lugar. Deixei o Th fazer o pedido (afinal, era ele que ia pagar) e peguei meu celular, me entretendo em ler os 20 SMS (2 da Laura, 7 da Uri e 11 da Natty) que recebi. Minha vida podia ser repleta de mulheres, mas todas elas eram piradas. Das minhas mães à Gabriela. Aquilo era realmente estressante. Suspirei resignado.
- Então...- Thomas começou, após a garçonete ir embora. Como um como um bom homem e admirador de mulher, não pude deixar de lançar um olhar para avaliar a moça antes dela se afastar. Só não pude demorar muito porque Th continuou-... o quê aconteceu hoje na escola?
- Eu não consegui resolver uma questão da lista de exercício de física...– tentei para ver se colava. Afinal, de certa forma, isso me incomodava. Se não resolvesse todas as questões, eu não receberia um "Parabéns, Gabriel" e aumentaria minha moral com a gostosa da minha professora.
-Sei...- ele falou, nada convencido, enquanto erguia uma daquelas sobrancelhas castanha tão bem delineada. Será que Th as depilava? - E o quê mais?
- Uma amiga minha está apaixonada pôr uma pessoa que jamais vai corresponder seu amor...- desembuchei e, em seguida, pisquei várias vezes espantado. Tipo assim: DESDE QUANDO A GABRIELA ERA MINHA AMIGA? Porque, desde que me lembrava, desde ONTEM, para ser mais preciso, ela não passava de uma mera colega. E amizades não eram forjadas de um dia para outro. Pelo menos, não comigo.
- É?- ele perguntou, em um misto de surpresa e admiração- Eu nunca pensei que presenciaria o dia em que Natália Gualberto levaria um fora de alguém.
- Hein???- foi tudo que consegui dizer. O quê o meu irmão acabara de dizer era muito mais surpreendente do quê o fato de ter chamado a Gabi de amiga.
- A amiga que você se referia não era a Natalia?- e, ao me ver meneando negativamente a cabeça (eu estava muito perplexo para falar), o Th acrescentou, em tom absolutamente incrédulo, como se eu tivesse acabado de descer do céu e dito a ele que era um anjo- Desde quando você tem outros amigos além dela?
Vou lhe confessar uma coisa, leitor, sou um cara extremamente pacífico. Segundo o meu mapa astral (é, a Natty me forçou fazer um para ela e outro para mim), isso é influência da minha lua em touro. Parece que as pessoas desse signo são seres extremamente pacientes e evitam confrontos. Mas, creio que isso tem mais haver com meu físico mesmo. Eu sou baixinho e magricela, portanto sempre levo a pior na briga até mesmo se meu adversário for uma garota do mesmo porte físico que o meu (como comprovei hoje no intervalo). Por isso, sempre prefiro fugir de uma briga a bancar o valentão e ganhar uma passagem só de ida à uma UTI de hospital. Só que naquele momento... na hora que meu irmão jogou na minha cara o quão nerd e patético eu era ponto de ter somente uma amiga que, por sinal, possui um peculiar hobby de me ver se fudendo, tive uma enorme vontade de pular para cima dele e socá-lo tanto que depois eu seria morto por uma horda de mulheres furiosa que guardam ansiosa pelo dia em que Th descubra é hetero (ou bi).
Acho que ele deve ter sacado isso, porque, ao ver que estava quieto, ele prosseguiu:
- Agora faz mais sentido...
- Por quê?- eu fiz a burrada de perguntar.
- Porque é impossível uma pessoa recusar, no mínimo, a ficar com a Natália. A menos que ele seja totalmente homo como eu...- admitiu com naturalidade- Mesmo assim, não sou cego a ponto de não saber reconhecer um mulher bonita quando vejo uma. Tudo bem que o gênio dela é terrível, mas a Natty é extremamente bela. Ela é a única pessoa que conheço que tem uma beleza ao nível da minha.
Diz aí: ele estava ou não me convidando para um "fight"? Primeiro, me chama de nerd incapaz de ter amigos. Eu sei que é verdade, mas ele podia levar em conta meus sentimentos. Depois, chama a mina que curto de gostosa de temperamento difícil. Está certo que é verdade, porém eu a amo. E, por fim, ele admite que é encarnação do Narciso da mitologia grega. Tudo bem que é verdade, só que dá um tempo, pó! Há uma lei na física que limita a quantidade de verdade que você pode jogar na cara de uma pessoa em espaço tão curto de tempo, especialmente se essa pessoa for o pobre coitado do seu irmão mais novo!
Aí, a briga rolou. Eu avancei para cima do Th com uma voadora que acertou bem no diafragma dele, iniciando uma pancadaria estilo Street Fighter. Lógico que tudo isso se passava no maravilhoso plano da minha imaginação, o único lugar do mundo onde eu poderia derrotar o meu irmão sem perder nem um pedacinho da barrinha do meu life.
-Não há possibilidade mesmo dessa sua nova amiga ser correspondida?- ele perguntou, me tirando do meu maravilhoso mundo da fantasia.
- Não.- respondi, convicto. Mesmo que a Catarina deixasse de "dar" para as pessoas em troca de popularidade, ela ainda era hetero. Ao menos, era o que o meu "sentido gay" me dizia.
- Então, ela vai precisar da sua amizade mais do que nunca, Gabriel.
- Ela não é minha amiga!!!- eu disse, exasperado- Tipo, eu nem me importava com ela até...sei lá, algumas horas atrás! Você não pode chamar ISSO de amizade.
- Mas você disse que..
- Eu sei o quê disse Th! Eu falei sem pensar, cara!
-Se "falou sem pensar", significa que você deixou seus sentimentos falarem por você. Por mais que sua razão negue, interiormente, você realmente considera essa garota uma amiga. Assim, é mais que obrigação, é um dever seu está ao lado dela nesse momento. - Th falou, com ar de velho mestre sábio chinês. Veja bem, ele só tinha o AR de sabedoria, porque a cara dele continuava a mesma, completamente desprovida de imperfeições.
- Eu não acho que ela queira ajuda...- comentei desanimado. E o fato de meu braço ainda está dolorido era a maior prova disso.
- Talvez ela ainda não confie em você. Ou ela não sabe lidar com seus sentimentos. O importante mesmo, Gabriel, é deixar claro o seu posicionamento, mostrar para ela que você está disposto a ajudar. Não precisa necessariamente que ela desabafe ou chore no seu braço: convide-a para sair, ver um filme, coisas que distraiam a mente dela e crie memórias agradáveis que lhe dê força para enfrentar a situação.
Ok, Mestre Jedi, isso tudo é muito belo e bonito para você que é faixa preta terceiro dan de karate e, com certeza, saberia como escapar daquela chave de braço que a Gabriela me deu no intervalo. Só que não comigo, pois tudo que sei de artes marciais resume-se a historinhas em quadrinhos americanas.
Por sorte, a garçonete chegou logo após o belo discurso dele com a nossa pizza de calabresa (meu sabor favorito! Cara, eu detesto quando ele faz esses pequenos gestos para me agradar). Acho que o Thomas deve ser a única do mundo que não precisa esperar muito tempo para ser servido em um restaurante. Minto. O Brad Pitty e Hugh Jackman também deve ter esse tratamento VIP...
A minha mãe Anne está certa. O Th deveria pousar nu em uma revista G. Nós ficaríamos milionários.
Com essa idéia em mente, aproveitei a parada que a gente deu no papo de Jedi da Amizade e sugeri ao Thomas que ele tentasse participar do próximo Big Brother Brasil. Ele desconversou rapidinho. A única coisa que ele queria era terminar seu curso de medicina e utilizar sua profissão para salvar o máximo de vida possível. Eu até sugeri que ele tentasse interpretar um médico em alguma novela da Globo e fui ignorado. Talvez, até ele se formar, eu, pelo menos, consiga convencê-lo a se tornar cirurgião plástico. Segundo a Natty, quanto mais belo o cirurgião, mais dinheiro ele ganha (qual a lógica disso, meus camaradas, eu não sei).
Em fim, comemos, jogamos papo fora e ele me deixou em casa e, mal entrei, Uriel veio correndo para cima de mim, fazendo o maior questionário ("Onde vocês foram?", "O quê fizeram?", etc). Respondi as perguntas com toda a calma e paciência do mundo e prometi ajudá-la com seu dever de casa de Geopolítica para deixá-la bem feliz. Depois, subi para meu quarto e me atirei de qualquer jeito na cama.
A única garota da escola que sabia que não era gay (e era "meu par perfeito, se EU não fosse boiola") era lésbica. Logo, minha chance de agarrá-la tinha reduzido a zero. Então, para que sair da inércia que estava habituado e tentar ajudá-la, sob pena de provocar a fúria da Natty?
Apesar do quê o Thomas tinha dito, ainda não estava convencido. Eu conhecia a Gabi desde quinta série. Nós sempre fazíamos trabalho em equipe juntos e, todo ano, éramos eleitos os representantes de classe. Nossas conversas, embora cordiais, eram sempre formais e se resumiam a atividades escolares. Eu nunca reparei nela... nunca me importei com ela. Até ontem, claro, mas isso foi só porque havia uma possibilidade, ainda que remota, de rolar algo. Se fizesse o quê o Th me falou, se corresse atrás da Gabi, não seria, tipo, uma mera hipocrisia?
Porém, uma parte de mim queria muito, mesmo que uma vozinha irritante na minha mente não parasse de dizer "Fica na sua, seu nerd, ou você vai se fuder".
E, agora, analisando como minha situação estava naquele momento e como ficaria mais na frente, me dei conta de uma coisa, leitor: eu deveria aprender a escutar a merda da voz interior. Porque eu estava saindo do "ruim" e rumando a passos rápidos ao "muito ruim"...
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PAPO FURADO
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Antes de tudo, gostaria de pedir DESCULPAS por demorar MAIS de um mês para dar continuidade a Ovelha Negra da Família. Porém, possuo bons motivos para isso: problemas de saúde + computador quebrado + internet com defeito + amiga fazendo cirurgia +outra amiga com mãe na UTI + pai doente + curso de informática + correria de Natal + aulas de piano. Além disso, simplesmente reescrevi esse capítulo 25 vezes!! E isso sem exageros, porque decidi contar apenas para saber o cúmulo que minha neurose chegaria...¬¬' (e, acredite, se não tivesse já enjoada desse capítulo, com certeza, o reescreveria de novo)
Também desejo agradecer, de coração, a todos que estão acompanhando a tragicomédia da vida do Gabriel. Tomara que estejam dando boas gargalhadas, pois este é o meu objetivo principal. Como a maioria dos leitores é oriunda da história "A Mãe de Thomas", espero que não estejam muito chateados com certas alterações que farei no universo da Nai-chan. Apenas peço que encare como uma adaptação da família da Naiara e Anne.
Agora que já implorei pelo perdão divino e fiz os devidos agradecimentos, vou falar um pouco da fan fic. Na verdade, ela começou como uma brincadeira minha. Após ler "A Mãe de Thomas", passei um mês inteiro enchendo a Nai-Chan dizendo que o Thomas era surreal demais para existir. Ela, para variar, ignorou meus comentários, então decidi criar um personagem NORMAL (um nerd, cdf, estudioso, azarado, com fama de gay, mas ainda sim, NORMAL) masculino em meio a família do Th.
Sentei no computador, comecei a escrever e quando me dei conta, tinha feito o prólogo da fan fic. Como a Nai AMOU a história (ou isso ou ela deve ter dito um súbito ataque de risos enquanto lia para ela), fiz o capítulo I e decidi publicar.
Essa 'bum" criativo teve aspectos positivo e negativos: se, por um lado, dei a liberdade para meus personagens surgirem e adquirirem personalidades que quisessem (como o Gabriel que, NUNCA, imaginei desse jeito), por outro lado o enredo ficou fraco. Acho que, por isso, a briga que aconteceu no Capítulo I acabou parecendo meio forçado e muita gente não entendeu muito bem porque as três garotas deram aquele escândalo e os comentários da fic restringiram-se a: "Gabriel deve ficar com a Gabriela e a Natália e a Catarina devem se fuder. A propósito, que falta de criatividade para nomes, não é? Gabriel e Gabriela?"
Puf! Paciência! Espero que ao longo dos capítulos vocês consigam perceber a complexa relação entre esses personagens e que consiga corrigir esse erro. Mas, se isso não acontecer, ao menos vai me ajudar a ser uma escritora melhor, creio...
Bom, é isso. Boa diversão e prometo não demorar mais de 20 dias para atualizar a história^^
Freeze: Estou continuando. Espero que ache esse capítulo tão louco quanto o primeiro! =*
Kana-chan: Valeu pelos elogios e pelas dicas. As preposições comidas aconteceram por ausência de uma beta, mas a Estrela já se disponibilizou para dá um auxilio a minha pessoa, o quê vai ser MUITO bom. Todavia, se quiser me indicar uma beta, eu adoraria^^ E juro que estou tentando me policiar com os enters!!! Ps: Espero que ainda continue gostando da Gabi^^
Rafma: Desculpa! Desculpa! Desculpa! Desculpa! Desculpa! Desculpa! Desculpa! Desculpa! Desculpa! Desculpa! Desculpa! Desculpa! Desculpa! Desculpa! Desculpa! E obrigada pelo seu incentivo para continuar!!!
Akiratakeda: Eu nunca li "Contos de Desencantos" da Nai-chan e, embora nós DUAS sejamos abençoadas com mentes extremamente malignas e cruéis, garanto que Gabriel SÓ é zuado na fic. Seu destino não vai ser tão ruim assim
Lie-Chan: Valeu^^
Nai-Chan: Acho que a Naiara vai morrer e o Thomas vai pegar a Natty só para eu te abusar =p
: Valeu pelos elogios. O enredo da fan fic se desenrolará basicamente em cima do complexo de inferioridade que o Gabriel sente com relação ao Thomas, embora ele explore outros aspecto, como seu estranho sentimento com a Gabriela, a sua amizade com Natália, seu amor fraternal pela Uri, etc. Eu fiz Gabriel desse jeito porque queria que ele parecesse o máximo possível com um garoto normal. Espero que o fato de você tê-lo achado chato não lhe desmotive de continuar acompanhando a história. Você acertou na maioria das suas observações na idade dos personagens: o Gabriel tem 15, a Uriel tem 17 e o Thomas tem 20. =*
Shakinha: Obrigada pelos elogios e espero que você continue gostando da história =*
