Primeiro que tudo:
Muito obrigada pelos comentários todos!
- fora do site - Juzinha, Di, Serena, Sar4hhh, Haruhi
- pelo site - Yuufu, Snake's Princess, Dledee (Lumi .), Principiesa (Cathy :D) e teen-girl (Anaaa :D)
Muito obrigada por lerem, por gostarem e por comentarem:D
Ainda bem que todos parecem gostar da Mellody eheh… É a personagem que é cem por cento ideia minha, e eu também a adoro... eheh
E agora… Aqui está o novo capitulo:
Capítulo II – A última ida
– "Que tal aquela carruagem além?"
– "Não estão lá dois dos novos pigmeus?"
– "Sirius!"
– "Ei! Não me batas!"
– "Será que nos podemos focar no que interessa?"
– "O que é que interessa?"
– "Peter, faz-nos um favor a todos e abstém-te."
– "Não me trates assim!"
– "Não levantes a voz à minha irmã!"
– "Mas…"
– "CHEGA!"
Silêncio.
– "Estou farto disto. Desenrasquem-se sozinhos, eu vou para a carruagem dos prefeitos." – dito isto, Remus Lupin voltou as costas aos amigos e afastou-se sem olhar mais para trás.
– "Lobi…"
– "Deixa-o Mell, amuou. Logo lhe passa." – James interrompeu a loirinha, sem contudo dar grande importância ao caso. – "Que tal ficarmos com esta aqui ao lado? Só lá está aquele Slytherin idiota do Snape; aposto que basta entrarmos todos e fazer um pouco de barulho para ele se ir logo embora."
– "É uma óptima ideia!" – Sirius já se tinha voltado para a concretizar, mas foi impedido pela irmã.
– "Não, não, não! É uma péssima ideia!" – o tom de Mell revelava autêntica frustração. – "James, olha a Lily! Se a queres conquistar não podes tomar este tipo de atitudes! Venham comigo, tenho uma ideia melhor."
Os três marauders assentiram e seguiram-na, curiosos pela solução que ela arranjara. Todos os anos era aquela Epopeia em busca da carruagem ideal: aquela que só os acolhia a eles, ninguém mais, e de preferência o mais próximo possível da carruagem em que seguia Lily Evans (James conseguia ser bastante chatinho com esta "exigência", que muito desagradava a ruiva… Talvez por isso ela nunca terminasse a viagem na carruagem em que começara… Acabava sempre por desaparecer e só a voltavam a ver à saída do expresso, na melhor das hipóteses – para desespero de James, por vezes só a revia já no banquete, no Salão Principal).
Mellody seguiu então para a carruagem em que se encontravam os dois primeiranistas, onde se acomodou confortavelmente, voltando-se depois para as crianças, com o seu maior sorriso, mas um tom francamente intimidador:
– "Ainda aqui? Oh, vá lá! Há mais crianças por aí, porque não as vão procurar e brincar todos juntinhos e bonitinhos enquanto os adultos aqui desfrutam de uma calma viagem nesta simpática carruagem?"
Os dois rapazes olharam para ela com um misto de surpresa e medo e sem pensar duas vezes agarraram nas suas coisas e eclipsara-se dali ainda antes de alguém ter tido tempo de dizer a palavra "Quidditch".
Mellody sorriu satisfeita e observou os amigos, esperando que estes também se acomodassem. Eles assim o fizeram, mas com um ar completamente ao estilo "cara de parvos" a olharem para a loira.
– "Que caras são essas!?" – zombou a rapariga.
– "Quer dizer… Não podíamos fazer o Snape bazar daquela…" – começou um James muito confuso.
– "Mas pudemos expulsar os pigmeus daqui! Brilhante! A minha irmãzinha é um génio!" – exclamou Sirius, os olhos brilhantes de tanto orgulho.
– "Er… Serei o único a pensar: Hã!!" – Peter aparentava ar de que tem um enorme ponto de interrogação em cima da cabeça.
– "Não… Eu compartilho esse teu "hã" ". – James também parecia confuso.
Mell piscou então os seus olhos rapidamente, e observou-os depois muito atentamente, como se os estivesse a ver pela primeira vez.
– "Por Merlin! Mas que lentos vocês me saíram, hein!?"
– "Oh Claro! Minha insignificante figura pede humildemente as mais sinceras desculpas pela sua inaceitável ignorância e inacreditável ausência de sabedoria a vossa excelentíssima senhoria" – e este foi o clímax da ironia de Prongs.
– "Oh pa ele! Amuou… Coitadinho" – ser gozado por Padfoot, não só por palavras, como pelo "cafoné" que este lhe fez, piorou ainda mais o já não muito bom humor de James, que olhou para o amigo com a expressão mais assassina que conseguiu na altura.
– "Menos meninos, menos… Por Merlin, comportem-se!" – Mellody e boa disposição eram como a água e o sal do mar: separar era o fim do mundo. Muito preocupante. Daí não ser de admirar a boa disposição com que ela encarava o amuo do amigo Prongs.
– "Mas afinal, o que foi, de tão óbvio, que nós não apanhámos?" – Peter também não gostara do atestado de lentidão de raciocínio que os irmãos Black lhes passaram.
– "Elementar, meu caro Wormtail. Raciocinemos juntos. O que é que mais enerva a Lily no James?" – de vez em quando fazia bem puxar-lhe um pouco pela cabeça, sempre era uma garantia que aquele cérebro não atrofiava de vez… Não é um pensamento muito simpático, mas foi o que passou pela cabeça de Mellody, e ela também não se preocupou em dar muita atenção a isso.
– "Ele brincar com a snitch, nunca entendi porque isso a irrita tanto, ele a passar a mão pelos cabelos a despenteá-los mais, coisa que todas as outras raparigas adoram, e o que ele faz a alguns alunos, principalmente Slytherins…"
– "Ela irrita-se ainda mais se for o seu amiguinho Snivellus…" – James praticamente cuspiu a alcunha atribuída a Severus Snape pelos Marauders, já desde há uns anos. Nunca fora com a cara deste, o que até era recíproco, e isso havia originado já inúmeras trocas de maldições, patifarias, dores de cabeça aos chefes de equipa, castigos, visitas a Madam Pomfrey e, a única coisa que incomodava de facto James, a antipatia da luz dos seus olhos, do calor do seu coração, da paixão do seeker e capitão de equipa dos Gryffindor, Lily Evans. A ruiva de olhos do verde mais lindo que ele alguma vez sonhara, aluna do seu ano, da sua equipa, amiga de Mell e da sua própria irmã, que não o podia ver à frente nem pintado de ouro de Gringotts.
– "Porque são amigos desde o primeiro ano… Ouvi rumores que até já se conheciam de antes… Mas por acaso até que já nem os vejo juntos desde o 5º ano… Raramente os vejo a conversar desde aí… - acrescentou Sirius, não tanto para participar na conversa… Parecia mais estar a pensar para si próprio sobre o que teria levado a esse afastamento daqueles dois… Bem, o mais estranho era eles algumas vez terem sido unidos, portanto o melhor mesmo era não tentar queimar os seus lindos neurónios com tal assunto desinteressante.
– "E daí teres impedido que seguíssemos a ideia do James, tudo bem. Mas se a Evans vier a saber disto, ela não vai ficar chateada à mesma!?"
– "Ponto Nº1: a Lily não vai ficar a saber. A esta hora os miúdos já nem se lembram que aqui estiveram. Provavelmente contribuí para que estabelecessem amizades ainda antes de chegarem a Hogwarts.
Ponto Nº2: Isto o quê? Ninguém fez nada de mal… Eu só fiz uma inocente sugestão aos meninos que aqui se encontravam… Se eles a acharam boa o suficiente para a seguirem, isso já é lá com eles…
Ponto Nº 3: Mesmo que eu os tivesse assustado e fossem comentar por aí, vão falar de mim, não de vocês. Acho sinceramente que nem repararam bem em vocês os três. E, modéstia à parte, quando se trata de mim a Lily tapa sempre um bocado os olhos à coisa.
Conclusão: conseguimos a carruagem, sem stress's e sem perigo de mais uma discussão unidireccional Lily-James ainda mal começou o ano." – Mellody estava claramente satisfeita com o seu feito. Piscou-lhes o olho e terminou dizendo, com o seu sorriso mais encantador – "So Don't Worry. Be Happy!"
– "Ela não é brilhante!?" – os olhos de Sirius voltaram a brilhar de orgulho, enquanto pronunciava a sua pergunta retórica.
– "Aaaah! Entendi!" – Peter sorriu, muito satisfeito com o seu feito. Isto é, ter atingido o grau de raciocínio dos amigos.
- "Ah! Ah! Ah! Sempre muito perspicaz, não é Mell?" – James ria agora com gosto, o amuo já totalmente esquecido – "Tu e o Moony fazem sem dúvida o par ideal!"
Os olhos da loira brilharam face a este último comentário do amigo.
– "Bem, mas agora que já estamos acomodados, sozinhos, e à vontade, contem lá então, como foram essas férias?" – Peter adorava ficar a ouvir os amigos falarem de si e do que fizeram enquanto estavam longe uns dos outros. Fazia-o sentir-se mais próximo deles, verdadeiramente um deles. Eles eram os seus melhores amigos… E cada vez mais ele se perguntava se merecia tão bons e leais amigos… Eles nunca vacilavam em relação aos seus ideais e, principalmente, face aos que amavam… Mas ele, Peter, não se achava tão forte e corajoso o necessário para isso… Perguntava-se cada vez com mais frequência se o lado de Dumbledore era o mais seguro… Sim, era o lado certo, mas seria seguro?
– "E depois ela ficou com a cara toda verde e assim continuou durante uma semana! A Bella demorou esse tempo todo para encontrar um antídoto! Ah! Ah! Ah!" – Mellody estivera a contar, com a ajuda do irmão, várias das patifarias que fizeram no Verão a uns quantos elementos da família Black.
Peter apanhou o fio à meada, abandonando os seus pensamentos – "E os pais delas? Da Narcisa e da Bellatrix!? E os vossos pais!?"
– "A nossa mãe. O nosso pai já morreu." – Sirius corrigira por corrigir. A sua voz não transmitira qualquer tipo de emoção.
– "Pois isso. Ela deve ter percebido que foi obra vossa…"
– "Descobriu pois!" – Mellody não parecia muito importunada com o caso – "Melhor! Na mesma semana em que descobriu que eu e o Lobinho ainda namoramos. Acreditam que ela se convenceu que tínhamos acabado o ano passado, só porque ela tinha descoberto e "mandou" que eu terminasse "esse namoro vergonhoso com aquele meia raça nojento" – Neste ponto, Mellody mostrou quase ódio à mãe, pela forma como se referira ao seu mais-que-tudo.
– "Eu já estou farto daquilo. Cansei-me. Não posso mais com aquela família. O convite dos teus pais mantém-se de pé, não é Prongs?"
– "Oh… Vais MESMO abandonar-me, mano?" – Mellody não estava surpresa. Obvio que já sabia. Ela e o irmão eram as "ovelhas brancas" numa família tão negra quanto o seu nome. Cresceram a ajudar-se, a apoiar-se, a dar uma razão para viver dignamente um ao outro, já que a vida familiar era um inferno. Os Black só queriam saber de si próprios, do seu sangue-puro e da sua riqueza, sendo claros adeptos da magia negra e todo o poder que a circundava. Eram arrogantes e mesquinhos. Eram a sua família, mas Mell e Sirius desprezavam-nos. Só gostavam da sua prima Andrómeda (irmã das detestáveis Narcisa e Bellatrix), poucos anos mais velha que eles, mas que já fugira da família e casara com o muggle Ted Tonks, um tipo muito porreiro com que Mell e Sirius simpatizavam imenso. Compreende-se então a relação de incrível cumplicidade e união entre os dois irmãos. Até começar o primeiro ano em Hogwarts de Sirius, eles foram o único suporte um do outro. Não havia segredos entre eles, eram quase como que um só. Todos os Marauders sabiam disto. A Lily sabia disto, a Joanna sabia disto. Aliás, Hogwarts inteira sabia… Mas só estes amigos compreendiam o como e o porquê de tal relação tão incomum entre aqueles dois irmãos (normalmente as relações entre irmãos é mais de gato e de rato – como James e Joanna, por exemplo – e isso era coisa extremamente rara de se assistir entre aqueles dois).
– "Já falámos disto Mell…" – Sirius olhou para a sua caçula com aquele carinho especial a que só ela tinha direito. – "E até te arranjámos uma solução."
James achou por bem lembrar:
– "Os meus pais também estão dispostos a acolher-te Mell! Simplesmente terás de aguardar pelos teus 17 anos…"
– "E não vai custar tanto assim, tu fazes anos poucos dias depois das aulas terminarem." – Peter sabia de que falavam os amigos. Sirius contara-lhe por carta a sua intenção em sair de casa dos pais, agora que completara os seus 17 anos, e haviam discutido, juntamente com James, Remus e Joanna, uma solução para Mellody não sair mal daquela história. Ele sentiu também necessidade de consolar a amiga naquele momento – "É só ficarmos todos em Hogwarts no Natal e na Páscoa, e assim depois só tens de ficar uns diazinhos em casa no Verão, antes de também poderes sair de casa, sem ninguém te poder dizer nada."
– "Foi o que eu te disse, Mell." – custava-lhe imenso ver a irmã triste, ainda para mais sendo tão incomum nela e a responsabilidade ser sua.
Mellody olhou para o irmão e para os outros dois amigos. Eles tinham razão, era simples. O seu Lobinho já lhe tinha contado da ideia, o irmão já lhe havia dito que tinham encontrado a solução ideal, e Lily e Joanna haviam concordado com os Marauders (apesar da ruiva não ser capaz de compreender como era possível alguém preferir viver com o Potter a viver com a família… Tudo bem que os Black eram mesmo muito complicados de lidar, mas… "Hello! Estavam a falar de James Potter! Aquele arrogante metido a bonzão". Quando expressara os seus pensamentos, Mell, Moony e Joanna deram largas gargalhadas)
– "Sim, vocês têm razão. Mas livrem-se de ir para casa em qualquer uma das férias!" – o tom de voz da loira mostrava o retorno do seu bom-humor. Olhou pela janela e espantou-se por já estarem a chegar – "Mas estamos quase lá! E o Moony e Joanna nem vieram ter connosco!! Ele vai ver o que é bom para a tosse!"
– "Não gostava de estar no lugar dele…" – murmurou Sirius para os amigos, olhando com um sorriso maroto para a irmã.
– "Ah! Ah! Acho que nenhum de nós gostava, Padfoot."
E sorrindo, bem-humorados, os três marauders e Mellody vestiram as suas capas de feiticeiros e foram pegando nas suas coisas enquanto o expresso abrandava. Hogwarts era agora uma imagem fantástica que se podia observar em toda a sua beleza e esplendor pelos vidros da carruagem.
Notas de final do capítulo da Autora:
Bem, este capítulo já é um pouco mais descritivo que o anterior… Mas eu gostei dele há mesma, e deu-me imenso gozo desvendar um pouco mais o véu da relação entre o Sirius e a Mellody. Achei que era importante perceberem a profundidade da relação dos dois… A Joanna até aqui foi a que teve menos protagonismo mas tentarei emendar isso já a partir do próximo capítulo.
Espero que tenham gostado. Se não gostaram: peço desculpa por não ter feito melhor...
Fiquem atentos à próxima actualização!
